Cti Renato Archer Desenvolve Soluções De Ia Para Estudantes Com Deficiência

Pesquisadores do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer fazem parte do projeto Centro de Tecnologia Assistiva e Inclusão (CTAIE) que utilizará inteligência artificial para auxiliar estudantes com deficiência em São Paulo. A iniciativa foi selecionada pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) no edital de Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCD).

Os CCDs apoiam redes de pesquisa entre universidades e instituições científicas paulistas em áreas de interesse público. O projeto apresentado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o CTI Renato Archer e a secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo foi aprovado em 2025, tendo suas atividades iniciado este ano.

No Centro de Tecnologia Assistiva e Inclusão, o CTI Renato Archer, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), é responsável pela linha de pesquisa que utiliza inteligência artificial como suporte tecnológico para identificar as necessidades de estudantes e escolas do estado. Essas informações são obtidas por meio de um questionário preenchido pelas instituições. Além disso, o centro também desenvolverá um chatbot para auxiliar os professores. Cinco pesquisadores do CTI participam do projeto.

Filipe Loyola, tecnologista do CTI, conta que a pesquisa sobre a utilização da tecnologia para auxiliar pessoas com deficiência começou durante seu mestrado em Engenharia Biomédica na Universidade Federal do ABC. Ele foi orientado pela professora Maria Elizete Kunkel, que o convidou para integrar o projeto do CTAIE.

“Participar do CCD é estar envolvido em um projeto importante, com duração de cinco anos, voltado para a inclusão social e com resultados impactantes para a sociedade. Tanto os alunos quanto os professores têm desafios a serem superados para proporcionar uma educação inclusiva. Porém, para isso, é necessário primeiramente identificar essas dificuldades, o que é proposto nesse projeto de pesquisa”, destaca o pesquisador.

Atualmente, os pesquisadores estão trabalhando na criação dos formulários que serão utilizados para coletar os dados. O próximo passo será a contratação de pesquisadores bolsistas para o projeto de pesquisa.