Brasil Atualiza Comunicação de Adaptação à Convenção do Clima

O Brasil atualizou sua comunicação de adaptação à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), em cumprimento ao compromisso do Acordo de Paris. O capítulo de Impactos, Vulnerabilidade e Adaptação do Primeiro Relatório Bienal de Transparência foi publicado em 12 de janeiro, apresentando um panorama sobre a agenda no país. A decisão de substituição foi tomada pelo Subcomitê Executivo do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima em 10 de dezembro de 2025.

Os relatórios de transparência climática estão se tornando cada vez mais importantes ao fornecerem informações atualizadas sobre aspectos cruciais dos impactos e da adaptação à mudança do clima. Essas informações, baseadas em evidências, são essenciais para orientar decisões e contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas mais abrangentes e eficazes, de acordo com a ministra do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos.

O MCTI é responsável por coordenar a elaboração das Comunicações Nacionais e dos Relatórios Bienais de Transparência por meio do projeto de cooperação técnica internacional Ciência&Clima, com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD Brasil) e recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), trabalho este desenvolvido ao longo de três décadas.

A comunicação de adaptação é um informe que deve ser revisado regularmente pelos países, conforme estipulado no Acordo de Paris. O documento é um instrumento oficial para os países relataram vulnerabilidades, riscos e ações de adaptação climática, contribuindo para avaliações globais e para o fortalecimento das ações no combate ao aquecimento do planeta e no aumento da resiliência.

O capítulo de Impactos, Vulnerabilidade e Adaptação do Primeiro Relatório Bienal de Transparência do Brasil, submetido à Convenção do Clima em 2024, apresenta um panorama atualizado sobre as características nacionais, detalhando o perfil da população brasileira, as mudanças observadas no clima, as prioridades, estratégias e o progresso na implementação das ações de adaptação, entre outros dados.

Esse capítulo recebeu destaque no relatório global sobre a lacuna de adaptação de 2025 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), por fornecer informações detalhadas sobre gênero, raça e etnias, e por ter recebido uma boa avaliação.