O empresário da empresa de energia Adani Green Energy Limited (AGEL), Sagar Adani, tem como plano transformar uma área desértica na Índia em uma das maiores usinas do mundo, com mais de 500 km². Essa área será tão grande quanto a cidade de Brasília e será visível do espaço.
A intenção do jovem bilionário indiano é aproveitar uma região desértica no oeste da Índia, que atualmente é estéril e não possui vida selvagem, vegetação ou habitação. Caso tudo corra conforme o planejado, a usina será capaz de produzir energia limpa suficiente para abastecer todo um país, como a Suíça.
Em uma entrevista à CNN, Adani comentou sobre a grande escala do projeto e os altos custos envolvidos, que são tão elevados que ele não consegue mais acompanhá-los. No entanto, isso não é um problema para ele, dada a fortuna acumulada pela família.
O diretor da futura usina é sobrinho de Gautam Adani, o segundo homem mais rico da Ásia, com uma fortuna de aproximadamente US$ 100 bilhões. Todo esse capital vem do Grupo Adani, que é o maior importador de carvão da Índia e um dos principais mineradores do combustível fóssil, tendo empresas em diversos setores como portos, usinas termelétricas e cimento.
Apesar de a maioria dos projetos do grupo envolver energia suja, o investimento de Adani representa um contraponto ao focar em energia limpa. Através da AGEL, o bilionário pretende gerar eletricidade por meio da energia solar e eólica para abastecer 16 milhões de residências na Índia.
No total, Adani planeja investir cerca de US$ 20 bilhões para instalar a usina no estado de Gujarate. Este projeto está alinhado com a meta da Índia de gerar 50% da energia do país a partir de fontes renováveis, como solar e eólica, até 2030, conforme prometido pelo primeiro-ministro Narendra Modi. A Agência Internacional de Energia destaca que a Índia terá o maior crescimento na demanda por energia nas próximas décadas, o que torna a meta de Adani ousada e desafiadora.