Agenda Presidencial no Japão Inclui Pautas Educacionais

O diálogo educacional bilateral entre Brasil e Japão ocorre nesta semana, entre os dias 24 e 28 de março. O ministro da Educação, Camilo Santana, acompanha o intercâmbio entre os dois países, por meio de diálogos e acordos. Em 2025, as nações celebram o “Ano do Intercâmbio da Amizade Brasil-Japão”, comemorando os 130 anos das relações diplomáticas estabelecidas no Tratado de Amizade, Comércio e Navegação. Os dois países também mantêm Parceria Estratégica e Global, que completa uma década em agosto deste ano.

O Brasil possui a maior população nipodescendente fora do Japão, estimada em mais de 2 milhões de pessoas, enquanto o Japão abriga a 5ª maior comunidade brasileira no exterior, com cerca de 211 mil habitantes. Estima-se que 30 mil brasileiros residentes no Japão estejam em idade escolar, sendo que 4 mil frequentam escolas privadas com currículo brasileiro.

Durante sua viagem, o ministro da Educação teve reuniões de trabalho com a ministra da Educação do Japão e representantes da comunidade escolar e acadêmica. Ele destacou a importância de avançar na integração educacional das crianças e adolescentes que vivem no país asiático, além de aprender com as práticas japonesas na área da educação.

Na reunião com a Associação das Escolas Brasileiras no Japão, o ministro discutiu a atualização normativa aplicável às escolas privadas com currículo brasileiro, buscando integrá-las ao Censo Escolar de forma digital. Essa atualização foi bem recebida pela comunidade escolar.

Uma das novidades da nova resolução do Conselho Nacional de Educação é reforçar o caráter supletivo das escolas privadas com currículo brasileiro, garantindo o direito à educação para crianças e adolescentes brasileiros que vivem no Japão.

Em relação ao ensino médio no Japão, que não é gratuito, há uma proposta em debate para ampliar o subsídio às famílias de menor renda, mas alguns deputados locais sugerem que famílias estrangeiras com filhos no país deixem de receber o subsídio como forma de compensação pelo custo para o governo japonês. A AEBJ apresentou ao ministro os motivos para manter o subsídio.

Durante a reunião, o ministro da Educação ressaltou a importância da qualificação continuada de professores, incentivando o uso de plataformas abertas para os docentes brasileiros em qualquer parte do mundo, como o Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC.

Essas informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social, com contribuições da Assessoria Internacional.