Com o intuito de incluir a cultura do hip-hop como recurso pedagógico nos currículos da educação básica, o Ministério da Educação (MEC) lançou o programa Escola Nacional de Hip-Hop. As redes de ensino estaduais, municipais e do Distrito Federal podem aderir ao programa até 30 de junho, por meio da assinatura do termo de adesão no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec).
Instituído pela Portaria nº 297/2026, o programa nacional faz parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq). Serão investidos R$ 50 milhões entre 2026 e 2027 para promover a inovação no ensino, formação de professores, produção de materiais de apoio e outras ações.
Os objetivos do programa incluem integrar a cultura do hip-hop na educação, promover o protagonismo juvenil, combater desigualdades educacionais e fortalecer o ensino de histórias e culturas afro-brasileiras, africanas e indígenas. Representantes do movimento hip-hop de todo o país colaboraram na elaboração do programa.
A implementação será realizada através do fortalecimento dos seguintes eixos: coordenação federativa; formação; materiais de apoio; e reconhecimento de saberes. O programa contará com uma coordenação nacional, coordenadores estaduais, agentes educacionais territoriais e estudantes de hip-hop.
A Pneerq, Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, tem como objetivo combater desigualdades étnico-raciais e racismo no ambiente escolar. Compromissos incluem metas de monitoramento, formação de profissionais da educação e implementação de políticas para população quilombola. Estas ações visam promover uma educação mais inclusiva e combater o racismo nas instituições de ensino.