Instituições que oferecem cursos de medicina através do Programa Mais Médicos devem aderir ao Programa Bolsa Permanência (PBP-PMM) até 13 de fevereiro. O Ministério da Educação (MEC) disponibilizará 1,5 mil novas bolsas de R$ 700 mensais para estudantes participantes, totalizando um investimento anual de R$ 12,6 milhões.
Nesta segunda-feira, a Secretaria de Educação Superior do MEC (Sesu) realizou uma reunião para orientar as instituições sobre os procedimentos de adesão e acesso ao sistema, especialmente para aquelas que participam do programa pela primeira vez.
A adesão deve ser formalizada através da assinatura do representante legal da instituição no Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP). Os estudantes elegíveis devem se inscrever no processo de seleção pelo SISBP até 20 de fevereiro, conforme os critérios estabelecidos nos Editais nº 8 e nº 9 de 2026.
O PBP-PMM visa reduzir as desigualdades sociais e apoiar a permanência e formação de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Das bolsas oferecidas, 25% são destinadas a estudantes de universidades federais e 75% a alunos bolsistas integrais de instituições privadas.
Ao todo, são oferecidas 1.125 novas vagas em 59 instituições privadas de ensino superior, beneficiando alunos bolsistas integrais das próprias instituições. Nas universidades públicas federais, são disponibilizadas 375 vagas em 32 instituições e 37 campi.
A distribuição das bolsas priorizou municípios com alto índice de vulnerabilidade, utilizando o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) do Ipea como base. Critérios específicos foram adotados para IES na Amazônia Legal e na Faixa de Fronteira.
Para serem elegíveis à bolsa, os estudantes precisam ter renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa, estar inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais, serem estudantes de medicina em instituições que participam do Programa Mais Médicos, não ter concluído outro curso superior e não serem beneficiários do programa de Bolsa Permanência em outra modalidade.
Dúvidas podem ser esclarecidas pela Central de Atendimento do MEC ou pelo e-mail cgred@mec.gov.br.
O PBP-PMM visa garantir condições materiais para que estudantes de baixa renda, especialmente os originários de regiões vulneráveis e distantes dos centros urbanos, permaneçam no curso de medicina. Além de enfrentar desigualdades sociais, o programa busca melhorar os serviços de saúde, evitando a evasão desses estudantes, o que prejudica o atendimento às populações mais necessitadas.