O Ministério da Educação (MEC), através da Secretaria de Educação Superior (Sesu), divulgou hoje a chamada pública para a seleção de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) do Projeto Acelera NIT Brasil, conforme estabelecido pela Portaria nº 59/2025. Esse projeto tem como objetivo profissionalizar e acelerar os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) das universidades federais, visando aumentar a capacidade desses núcleos de estabelecer parcerias e arranjos de inovação com o setor produtivo e a sociedade.
O Acelera NIT Brasil será desenvolvido através de três ações estratégicas: trilhas de aceleração, que irão oferecer qualificações teóricas e práticas para o desenvolvimento de competências nos NITs; consultorias dedicadas, com acompanhamento individualizado do desempenho de cada núcleo; e aporte de recursos financeiros para fortalecer a estrutura e as atividades dos NITs selecionados.
Os principais objetivos do projeto incluem aumentar a maturidade institucional dos núcleos, fortalecer a articulação entre universidades e empresas, e incentivar o uso dos instrumentos previstos no Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (MLCTI). Além disso, o projeto busca alinhar as ações dos NITs com programas estratégicos nacionais, como o Programa Nova Indústria Brasil (NIB), o Plano de Transformação Ecológica (PTE), o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e outras estratégias.
O Projeto Acelera NIT Brasil terá duas instâncias de governança: o Comitê Técnico, responsável por avaliar as propostas submetidas em chamada pública, e o Comitê Estratégico, coordenado pelo MEC e composto por representantes da Sesu, da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e por um especialista em ciência, tecnologia e inovação. Este comitê será responsável por definir diretrizes, acompanhar a execução das ações e validar os resultados das chamadas públicas.
O secretário de Educação Superior, Marcus David, destacou que o Acelera NIT Brasil faz parte dos esforços do MEC para fortalecer os ecossistemas de inovação nas universidades federais, incentivando a criação de soluções tecnológicas e a interação com o setor produtivo. Ele ressaltou a importância de capacitar os Núcleos de Inovação para transformar pesquisas em patentes, startups e soluções reais para o mercado, gerando emprego e renda para o país.