O Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), lançou um curso e um e-book sobre “Educação de Jovens e Adultos e Educação das Relações Étnico-Raciais” em uma videoconferência realizada recentemente. O objetivo é apoiar profissionais da educação das redes públicas na construção de currículos que promovam a elevação da escolaridade e a qualificação profissional de jovens, adultos e idosos. As iniciativas têm como meta superar o racismo, reduzir desigualdades e promover a diversidade, garantindo o direito à educação de qualidade para todos os públicos historicamente excluídos.
O lançamento do curso está integrado a duas agendas prioritárias do MEC, conduzidas pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi): o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA) e a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ). A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Formação para a Docência na EJA (ProfEJA) do pacto.
Segundo a diretora de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos da Secadi, o curso e o programa buscam analisar a subjetividade necessária para as metodologias pedagógicas destinadas à Educação de Jovens e Adultos. Ela também destacou que a proporção de pessoas negras não alfabetizadas no país, de acordo com o Censo, é significativa, o que evidencia as desigualdades socioeducacionais no Brasil.
O curso está disponível gratuitamente no Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC (Avamec), e o e-book reúne o conteúdo do curso, com propostas de atividades didáticas que relacionam temas das relações étnico-raciais às diferentes áreas do conhecimento. Este é o segundo curso de uma série de 15 formações autoinstrucionais que compõem o programa ProfEJA, desenvolvido em parceria com universidades e institutos federais de todo o país.
As ações visam atingir um público diversificado, incluindo educadores populares, professores da EJA, coordenadores pedagógicos, formadores do Pacto Nacional e educandos, em municípios com altos índices de analfabetismo.