Motociata: Enquanto o mundo chora pelos assassinatos de Dom Philips e Bruno Pereira, Bolsonaro promove motociata exatamente no Amazonas


Se as declarações pavorosas já não haviam sido suficientes, o presidente Jair Bolsonaro (PL) dará no sábado (18) mais uma demonstração de que pouco se importou com os assassinatos do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira na Amazônia. O governo tem sido cobrado internacionalmente pela postura que teve diante do caso, mas segue mantendo a mesma indiferença.

Três dias depois da confirmação da morte da dupla após a descoberta de restos humanos pela Polícia Federal (PF), o mandatário participará de uma motociata em Manaus. Bolsonaro, que sequer cogitou ir ao Amazonas acompanhas as buscas na região de Atalaia do Norte, vai pela primeira vez desde que o desaparecimento dos dois para um evento eleitoreiro.

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O presidente chegou a dizer que Dom Phillips era “mal visto” na região enquanto as buscas ainda eram realizadas, demonstrando seu desprezo com o jornalista e com o indigenista

O caso ganhou forte repercussão internacional e aumentou a pressão sobre o governo diante da política ambiental permissiva com o desmatamento e com a ação de criminosos na Amazônia e os constantes ataques do presidente a ativistas de direitos humanos e do meio ambiente.

A eurodeputada Anna Cavazzini, vice-presidenta da delegação do Parlamento Europeu para o Brasil, responsabilizou o presidente pelas mortes. “Estes assassinatos são também uma consequência da difamação dos ativistas humanos e ambientais pelo presidente Bolsonaro e do desmantelamento da legislação ambiental e de direitos humanos”, apontou em entrevista ao jornalista Jamil Chade, do portal Uol.

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Membros do Congresso dos Estados Unidos e do Parlamento do Reino Unido também questionaram o governo Bolsonaro diante do caso.

Bolsonaro tem responsabilidade política nas mortes de Dom Phillips e Bruno Pereira, diz historiador

Para o historiador Lucas Pedretti, pesquisador do Núcleo de Memória e Direitos Humanos do Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE/UFRJ), não se pode negar que há responsabilidade política de Bolsonaro. “Independente do que vem a ser comprovado sobre os mandantes do duplo assassinato – e a gente precisa cobrar até o final para que sejam revelados os mandantes -, o fato é que a gente não pode ignorar a responsabilidade política do governo Bolsonaro”, apontou em entrevista à Fórum.

Segundo o historiador, o projeto bolsonarista se baseia em uma lógica de violência que está diretamente relacionada “ao incentivo que o governo faz a um conjunto de práticas criminosas” e ao desmonte de órgãos de controle que possam frear esses grupos criminosos.

“Você só entende o avanço do garimpo legal, da grilagem ilegal, do ataque as terras indígenas, na Amazônia, se você entende o desmonte da Funai, do Ibama e de setores da Polícia Federal”, apontou.

Leia sobre o que diz o historiador Lucas Pedretti aqui na Revista Fórum

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Após assassinato de Bruno e Dom, parlamentares dos EUA questionam política ambiental de Bolsonaro


Deputados do partido Democrata afirmam que é preciso fazer uma investigação independente e transparente sobre o assassinato do servidor da Funai e do jornalista britânico

Mais um crime bábaro que choca o mu7ndo. O primeiro foi de Mariele Franco, que até hoje ainda não foi revelado o mandante

De acordo a matéria da Revista Fórum, um deputado dos Estados Unidos, Raúl Grijalva (Democrata), se pronunciou nesta quinta-feira (16) sobre o assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips e pediu que a morte de ambos seja investigada de modo independente. O parlamentar também afirmou que isso será importante para saber quais foram as ações tomadas pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) após o desaparecimento.

“Há numerosas questões que permanecem, não apenas sobre seu desaparecimento, mas sobre as ações subsequentes tomadas pelo governo Bolsonaro”, disse à Folha de S. Paulo o parlamentar, que representa o estado do Arizona e integra a Comissão de Recursos Naturais da Câmara dos EUA.

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Após assassinato de Bruno e Dom, parlamentares dos EUA questionam política ambiental de Bolsonaro.Créditos: Reprodução/Fantástico

“Peço ao sistema judicial brasileiro que responsabilize os autores destes assassinatos horríveis. O governo brasileiro deveria permitir uma entidade independente conduzir uma investigação intensiva e transparente. As famílias e amigos de Dom e Bruno merecem justiça, e podem ter certeza de que o mundo estará olhando de perto. A perda deles é uma notícia devastadora para a comunidade internacional, para o jornalismo e os direitos indígenas no Brasil e ao redor do mundo”, afirmou que Grijalva. 

Mark Pocan, deputado democrata pelo estado de Wisconsin, que integra um dos comitês de Orçamento vinculado às verbas ligadas à agricultura e desenvolvimento rural, também cobrou o governo brasileiro. “Jornalistas deveriam ter segurança para fazer seu trabalho, não importa o que estão investigando, se é pesca irregular, desmatamento ilegal ou governos corruptos. Espero que o governo brasileiro e os governos ao redor do globo garantam que assassinatos brutais como esse nunca se repitam”.

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Representante do Parlamento Europeu relaciona crime com Bolsonaro

A política ambiental do governo Jair Bolsonaro (PL) permissiva com o desmatamento e com a ação de criminosos na Amazônia e os constantes ataques do presidente a ativistas de direitos humanos e do meio ambiente abriram caminho para as mortes do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, segundo representante do Parlamento Europeu no Brasil. A avaliação mostra que o episódio trágico devastou ainda mais a imagem do Brasil no exterior.

Em entrevista ao jornalista Jamil Chade, do portal Uol, a eurodeputada Anna Cavazzini, vice-presidenta da delegação do Parlamento Europeu para o Brasil, lamentou o episódio e criticou o governo Bolsonaro. 

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“As mortes do jornalista Dom Phillips e do ativista dos direitos indígenas Bruno Pereira são notícias terríveis. As autoridades brasileiras devem investigar imediatamente os antecedentes destes assassinatos e levar os responsáveis à Justiça”, disse nesta quinta-feira (15).

“Estes assassinatos são também uma consequência da difamação dos ativistas humanos e ambientais pelo presidente Bolsonaro e do desmantelamento da legislação ambiental e de direitos humanos”, apontou.

“Sentimentos aos familiares”, diz Bolsonaro sobre mortes de Dom e Bruno


Jair Bolsonaro - Canal Rural

O presidente Jair Bolsonaro (PL) usou as redes sociais, nesta quinta-feira 16, para se manifestar sobre as mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips.

“Nossos sentimentos aos familiares e que Deus conforte o coração de todos!”, escreveu o presidente no Twitter em resposta a uma postagem da Funai lamentando a morte da dupla.

Enquanto a mensagem de Bolsonaro tem apenas uma linha e não informa nenhuma medida a ser adotada pelo governo após os assassinatos, a da instituição tem cinco parágrafos e traz menção aos cargos que Bruno havia exercido como servidor público e ao seu “imenso legado” para a proteção de indígenas isolados.

havia exercido como servidor público e ao seu “imenso legado” para a proteção de indígenas isolados.

Na noite anterior, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal adversário político de Bolsonaro nas eleições deste ano, pediu um momento de silêncio aos apoiadores em Minas Gerais, após o anúncio da morte do indigenista e do jornalista.

Lula ainda prometeu colocar fim ao garimpo ilegal caso seja eleito. Ele disse estar comprometido com a demarcação de terras indígenas.

“Se nós ganharmos essas eleições, eu quero assumir um compromisso de que não haverá, em hipótese alguma nesse país, garimpagem na terra indígena desse país“, afirmou. “Posso dizer para vocês que é um compromisso. Terei todo o prazer de demarcar todas as terras que precisarem ser demarcadas”, afirmou Lula.

Com informação do DCM

joguei “veneno” em evento de Lula em Uberlândia: “dois litros” diz operador de drone


deo revela diálogo entre os operadores do drone que jogou substância com forte odor no público do evento em MG; três homens foram presos
www.brasil247.com - Drone que jogou veneno em evento de Uberlândia
Drone que jogou veneno em evento de Uberlândia (Foto: Reprodução)

Um vídeo revela o momento da operação do drone que jogou uma substância com forte odor no evento em Uberlândia (MG) com participação do ex-presidente Lula nesta quarta-feira (15) e do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil.

No diálogo, que é gravado nas imagens, eles dizem que a substância é “veneno” e que já teriam jogado “dois litros só”. Três homens foram presos pela operação do drone. Reportagem da Globo divulgou o vídeo e a transcrição do diálogo.

A princípio, a informação era de que se tratavam de fezes e urina jogadas pelo drone. Segundo a Polícia Militar, o drone teria saído de um condomínio próximo ao centro universitário onde o encontro foi sediado.

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Simaria usa look com body, lindo decote e robe brancos em aniversário de 40 anos


Simaria e Simone (Foto: Caio Duran e Thiago Duran/BrazilNews)

Simaria e Simone (Foto: Reprodução / Instagram)

Simaria não economizou na ostentação de seus looks para o aniversário de 40 anos de idade, que foi comemorada com uma festança daquelas na Village JK, na Vila Olímpia, em São Paulo.

Ela reuniu amigos e familiares para o mega evento para 800 convidados e trouxe até os seus familiares e amigos de infância de Uibaí, muncípio do interior da Bahia. O primeiro look foi um conjunto composto por body decotado, botas, luvas e robe brancos.

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Thank you for watching

“Com 40 anos, eu realmente estou podendo ser a Simaria de verdade. Cheia de alegria, mesmo com o peito pulando pra fora [risos]. Essa é a Simaria de verdade. Estou muito feliz de poder compartilhar essas verdades com vocês. Não é todo mundo que tem culhão pra assumir minha sensualidade”, disse ela ao subir ao palco com a irmã, Simone.

À Quem, a estilista Michelly X, responsável pelos looks de Simaria na festa, falou das peças. “Tem um todo preto da Balenciaga que eu e ela tivemos a ideia de customizar, e uma branca. Ela está sempre ligada em tudo que está na moda”, contou Michelly, em seu retorno ao trabalho com Simaria.

“Fiz agora o lançamento da turnê, com macacão nude, que foi um scuesso!”, comemorou a profissional, que ainda entregou que o look preto de Simaria conta com 60 mil cristais Swarovski.

Simaria e Simone (Foto: Caio Duran e Thiago Duran/BrazilNews)
Simaria e Simone (Foto: Reprodução / Instagram)
Fonte Voz da Bahia.

VÍDEO mostra encontro de Bruno Pereira e Pelado, suspeito pelo desaparecimento: “Toma teu rumo”


Imagens divulgadas na terça-feira (15) pela rede Al Jazeera mostram um encontro entre o indigenista Bruno Pereira e o pescador Amarildo de Costa Oliveira, o “Pelado”, principal suspeito de envolvimento no desaparecimento de Bruno e do jornalista britânico Dom Phillips, na região do Vale do Javari (AM).

Gravado pelo cinegrafista francês Jules Guepratte em parceria com a jornalista brasileira Mokika Kiev, o vídeo de um minuto exibe uma equipe de vigilantes indígenas da Funai (Fundação Nacional do Índio), composta por Pereira e outros dois homens, abordando o barco em que Pelado estava.

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Ao ser alertado sobre a proximidade da embarcação na Terra Indígena do Vale do Javari, o suspeito hostiliza a equipe da Funai. “Essa área aqui é zona de pesca. Tu sabes disso. Essa área toda aqui é da comunidade. Não tem nada a ver com indígena, não. Vai tomar teu rumo aí”, diz ele aos vigilantes.

O encontro aconteceu no rio Itaquaí, justamente onde Dom e Bruno foram vistos pela última vez. Eles estão desaparecidos há 10 dias.

Veja abaixo:

Com informação do DCM.

Vinho da Serra da Canastra ganha como melhor brasileiro em prêmio mundial


Imagem de capa para Vinho da Serra da Canastra ganha como melhor brasileiro em prêmio mundial
No total, o Brasil conquistou 16 medalhas na 19ª edição do Decanter World Wine Awards – Foto: Alla_Gettyimages

A velha máxima de que vinho bom é só estrangeiro, ou apenas do sul do Brasil, está sendo revista. Um vinho brasileiro, produzido na Serra da Canastra, em Minas Gerais, ganhou esta semana um importante prêmio mundial.

O Decanter World Wine Awards, é simplesmente a maior e mais influente competição da bebida. Decanter é uma revista inglesa fundada em 1975, uma espécie de “Bíblia” global do vinho.

E teve mais: No total, o Brasil conquistou 16 medalhas com seus vinhos na 19ª edição do prêmio.Os premiados foram classificados nas categorias Best in Show e medalhas de platina, ouro e prata.

Destaques brasileiros

Os destaques foram os vinhos produzidos pelas vinícolas Sacramento Vinifer, com a maior pontuação, e Casa Geraldo, ambas localizadas na região sudeste, que ainda é pouco identificada com vinhos premium.

Hoje, das cerca de 830 mil toneladas de uvas cultivadas, por safra, para a produção de vinhos no país, 90% estão no Rio Grande do Sul.

Porém, a Sacramento Vinifer, do empresário Jorge Félix Donadelli, fica na região de Caxambu (MG), na Serra da Canastra, onde as uvas são cultivadas na fazenda São Miguel.

O outro destaque, a Casa Gerado, é uma vinícola fundada por Geraldo Marcon em 1969, no município de Andradas, também em Minas Gerais, aos pés da Serra da Mantiqueira.

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Espumantes brasileiros premiados

Além dos vinhos daqui, os espumantes brasileiros também fizeram sucesso na premiação.

“10 espumantes receberam medalha de prata, o que revela muito da vocação brasileira. Ainda tiveram medalha três brancos e um rosé, todos com notas entre 91 e 90 pontos”, explicou à Forbes a especialista Suzana Barelli, jornalista que escreve e acompanha há 20 anos esse mercado.

No ano passado, foram comercializados no país 30,3 milhões de espumantes brasileiros, volume 40% acima de 2021.

Já as exportações chegaram a 935 mil litros, um aumento de 21%, segundo a Uvibra (União Brasileira de Vitivinicultura).

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Credibilidade do vinho brasileiro

E para quem ainda duvida que o vinho brasileiro é bom, Suzana explica:

“O Decanter World Wine Awards é um concurso conceituado e isso sempre ajuda a dar credibilidade ao vinho. Antes da Decanter, o Sabina também foi considerado o melhor tinto brasileiro pelo guia Descorchados, do chileno Patricio Tapia. Assim, o vinho [brasileiro] vai conquistando o seu espaço e mostrando consistência”.

Ela contou ainda a “nova” técnica de cultivo da uva no Brasil que está impulsionando a qualidade do vinho nacional.

“Tanto o Sabina, como o outro tinto brasileiro que também teve medalha de prata, porém com 91 pontos (o sabina teve 92), são elaborados com a mesma técnica de cultivo. Um dos problemas para o vinho brasileiro é que por aqui chove na época em que as uvas estão quase prontas para serem colhidas, tornando-as mais diluídas e suscetíveis a doenças.

[Mas] Na região sudeste, os invernos são marcados por dias quentes e manhãs/ madrugadas bem frias, que proporcionam uma grande amplitude térmica, que as uvas adoram para amadurecer com maior complexidade. E não tem as chuvas do verão. É esta técnica, ainda relativamente recente, a principal razão do sucesso destes vinhos. Por enquanto, a variedade tinta syrah é a que melhor se adapta a esta técnica”, afirmou a especialista.

 

Funai tem sido deteriorada por governo Bolsonaro, explica dossiê


bolsonaro ódio

Com a não demarcação de territórios indígenas e a perseguição a servidores e lideranças, Funai se tornou uma fundação anti-indigenista, sob o governo do presidente Jair Bolsonaro. É o que denuncia um documento produzido pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos, o Inesc, em conjunto com a associação Indigenistas Associados, Ina, que representa servidores do órgão.

O dossiê também aponta uma militarização sem precedentes da Funai. Das 39 Coordenações Regionais do órgão, apenas duas são chefiadas por servidores civis – outras 24 são coordenadas por oficiais das Forças Armadas e policiais militares ou federais.

Nos altos escalões, a situação é parecida. Além do presidente, Marcelo Xavier, que é policial, outros três oficiais de forças de segurança armadas compõem a diretoria. Com isso, o número de processos administrativos disciplinares instaurados para apurar práticas contra os funcionários do órgão tem aumentado vertiginosamente. Segundo os servidores, os procedimentos tem sido usados para disseminar o medo e intimidar os funcionários.

A falta de funcionários também é alarmante. Em 2020, haviam mais cargos vagos do que profissionais em atuação no órgão. Ao mesmo passo, a população indígena no País cresceu, demandando ainda mais profissionais especializados para atendê-los.

O documento foi divulgado em meio à pressão sobre a postura do governo Bolsonaro no desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira, servidor licenciado da Funai, e do jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian.

“Em vez de proteger e promover os direitos indígenas, a atual gestão da Fundação decidiu priorizar e defender interesses não indígenas, como ficou claro no julgamento do marco temporal, que seria retomado agora em junho”, explica Fernando Vianna, presidente da INA.

A guinada no órgão se deu com o início do mandato do presidente Bolsonaro, que tinha como discurso de campanha estrangular o órgão. “Se eu for eleito, vou dar uma foiçada na Funai, mas uma foiçada no pescoço. Não tem outro caminho”, prometeu o ex-capitão.

Para conseguir colocar em prática as políticas anti-indigenistas, aponta o dossiê, Bolsonaro entregou o órgão ao delegado Marcelo Xavier, homem de confiança de Nabhan Garcia, atual Secretário Especial de Assuntos Fundiários do Mapa, fazendeiro, liderança ruralista e notório antagonista dos direitos indígenas.

Segundo os pesquisadores que elaboraram o documento, o governo Bolsonaro adotou um modus operandi que se apodera do das estruturas estatais para descontrair garantias anteriormente conquistadas pelos povos originários. “Na atual gestão, segundo o Instituto Socioambiental, o desmatamento em terras indígenas cresceu 138%. Garimpeiros invasores viajando a Brasília em avião oficial expõem a conivência a toda forma de ilegalidade nas terras indígenas”, diz o dossiê.

A conclusão é que a atual Funai representa a antítese de sua razão de existir. “O órgão virou laboratório de política de políticas anti-indígenas sem bases legais definidas, fragilizando territórios e etnias”, ponderam os pesquisadores.

Com informação do DCM

Bolsonaro pedir ajuda de Biden “seria se humilhar demais”; veja vídeo com Lula já Curado da Covid


Em entrevista a Rádio Vitoriosa de Uberlândia, cidade mineira para onde viaja nesta quarta-feira (15) para lançar a aliança com Alexandre Kalil (PSD), Lula (PT)  (foto de ambos) comentou a reportagem da Bloomberg, que relata que Jair Bolsonaro (PL) teria pedido ajuda a Joe Biden, presidente dos EUA, para tentar derrotá-lo nas eleições de outubro.

“Será que é verdade o que disse a imprensa americana, que Bolsonaro pediu ao Biden ajuda contra mim nas eleições? Eu não acredito que isso possa ser verdade. Porque seria se humilhar demais”, disse o petista.

Lula ainda ironizou a motociata organizada por um ruralista com Bolsonaro em Miami.

“Ao invés de fazer motociata em Miami, Los Angeles, passeata de jet ski, sabe o que vou fazer? Vou andar pelo Brasil para conversar com o nosso povo, para governar com o povo e para o povo”, disse o líder nas pesquisas, que afirmou que testou negativo e está curado da Covid-19.

Veja o vídeo da entrevista na rádio Vitoriosa de Uberlândia.

Lula fará reuniões com governadores do Nordeste sobre fome, desemprego e segurança


Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, que devem compor uma chapa à Presidência da República nas eleições de 2022

Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, que devem compor uma chapa à Presidência da República nas eleições de 2022ANDRÉ RIBEIRO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

De acordo ao site CNN Brasil, o primeiro compromisso da agenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) no Nordeste inclui uma reunião a portas fechadas com os nove governadores da região em Natal, no Rio Grande do Norte. A coordenação da campanha confirmou à CNN que Lula discutirá propostas para fome, miséria e pobreza, além de ouvir a experiência dos gestores sobre planos de segurança pública.

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No encontro, governadores devem conversar sobre os efeitos do programa Acolhe Nordeste, encampado pelo Consórcio Nordeste e que prevê destinação de R$ 500 para crianças e adolescentes órfãos de vítimas da Covid-19. Eles pretendem discutir também maneiras de ampliar projetos de transferência de renda, a exemplo do Bolsa Família, mas que contemplem qualificação profissional de adultos da família beneficiária do recurso.

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Após o almoço com governadores, o ex-presidente visitará uma feira de agricultores familiares, onde deverá abordar, com lideranças do setor, o estímulo à produção de alimentos saudáveis e a qualificação para uso de tecnologias modernas que aumentem a produtividade, além de sinalizar maior disponibilidade de crédito para categoria.

No discurso aos agricultores, Lula deverá comentar a crise global de alimentos e apontar o que considera o desmonte da Companhia Nacional de Abastecimento nos estados. Em Maceió (AL), o petista tem agenda com setor cultural de manhã e ato público à noite, quando deverá sinalizar necessidade de retomada de um programa habitacional aos moldes do Minha Casa, Minha Vida.

Na última visita deste giro ao Nordeste, em Aracaju (SE), Lula deverá falar de emprego com estímulos à infraestrutura, pela retomada de obras inacabadas e parcerias entre setores público e privado.

“Situação angustiante”: diz família de Dom sobre supostos corpos achados:


Após incertezas sobre localização dos corpos, familiares do jornalista afirmam que também estão tentando entender o que aconteceu

Protesto em Londres pede por Dom Phillips e Bruno Araújo

A família de Dom Phillips, desaparecido na Amazônia junto ao indigenista Bruno Pereira, emitiu uma nota, na manhã desta terça-feira (14/6), sobre o desencontro de informações a respeito da suposta localização dos dois corpos na região das buscas. O jornalista e o indigenista desapareceram durante uma viagem de pesquisa à região de Javari, no Amazonas, em 5 de junho de 2022.

No texto, publicado nas redes sociais, os familiares dizem que vivem “uma situação angustiante”, já que a Polícia Federal negou a versão de que os corpos teriam sido encontrados, na contramão da informação que chegou a eles por meio da Embaixada do Brasil em Londres.

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“Para complicar nossa situação já angustiante, fomos informados de que a Polícia Federal no Brasil está contradizendo essa informação. Só podemos esperar que, com o tempo, entendamos o que aconteceu”, diz a nota.

Os familiares informaram ainda que não concederão “entrevistas à mídia sobre a situação atual”, mas que com a nota querem “explicar o que sabem e o desafio que enfrentam para entender o que aconteceu”.

Veja abaixo trechos do comunicado:

[…] Temos acompanhado os desenvolvimentos, que incluíram relatórios de descobertas de bens pessoais e roupas e agradecemos a todos aqueles que participaram das buscas sob difíceis condições.

Na manhã de segunda-feira, 13 de junho, por volta das 8h30, horário do Reino Unido, membros da família de Dom Phillips residentes no Reino Unido foram contatados por Roberto Doring, vice-chefe de missão da Embaixada do Brasil em Londres para repassar uma atualização que recebeu de um contato oficial brasileiro.

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Fomos informados por telefone que dois corpos haviam sido encontrados, mas que (devido ao fato de ainda ser madrugada no Brasil) nenhuma identificação havia ocorrido“.

De acordo com o jornalista André Trigueiro, na segunda-feira (13/6) a esposa de Dom, Alessandra Phillips, lhe informou que as equipes de buscas teriam localizado os cadáveres dos dois homens. Diferente da versão veiculada pelo jornalista, a Polícia Federal ressaltou que “nenhum corpo” foi encontrado.

Eles terminam o texto agradecendo pela ajuda que as pessoas estão oferecendo para “pedir às autoridades que intensifiquem as buscas”. A nota foi assinanda pelos irmãos de Dom, Sian Phillips e Gareth Phillips; pelos cunhados Helen Davies e Paul Sherwood e, pelos sobrinhos Rhiannon Davies e Domonique Davies.

Com informação do Metrópoles

Bolsonaro desarmou agentes da Funai que protegem indígenas, mas está armando a população


Orgulhoso de sua política armamentista, Bolsonaro retirou armas de ao menos uma base da Funai na região amazônica, onde indígenas sofrem com invasões de garimpeiros, narcotraficantes e traficantes de armamentos. Muito complicado, porém fácil de se entender, essa questão de desarmar setores que precisam estarem armados para garantir a soberania do país, mas, no entanto, acha certo armar o povo para ajudar garantir a sua suposta reeleição.

Orgulhoso de sua política armamentista, que entregou fuzis para ruralistas em “defesa da propriedade privada”, Jair Bolsonaro (PL) desarmou agentes da Funai que fazem a proteção de indígenas no Vale do Javari, região na floresta amazônica onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips desapareceram.

Segundo reportagem de Tácio Lorran, no site Metrópoles, a Funai retirou armas de fogo em ao menos uma das bases de proteção na Terra Indígena (TI) Vale do Javari.

A denúncia foi feita ao Ministério Público federal (MPF) e teria resultado em um inquérito civil.

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retirada das armas teria sido feita pelo tenente da reserva do Exército Henry Charlles Lima da Silva, que atuou como coordenador da Funai no Vale do Javari. Ele foi nomeado para o cargo pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Tercio Issami Tokano, que atualmente trabalha no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

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Além da ação de garimpeiros em busca de ouro, a região do Vale do Javari, que foi demarcada como Terra Indígena em 2001, sofre com o narcotráfico e o tráfico de armas.

É muito comum os invasores ameaçarem indígenas e os próprios agentes da Funai com armas, uma das principais bandeiras da política genocida de Jair Bolsonaro.

A fonte foi a Revista Fórum.

 

Ivete Sangalo vai estrear novo programa na Globo em julho


Ivete Sangalo vai apresentar novo programa na TV Globo a partir de julho — Foto: Globo/Mauricio Fidalgo

Ivete se diz feliz com a contratação.— Foto: Globo/Mauricio Fidalgo

Do G1: A cantora Ivete Sangalo vai estrear um novo programa na TV Globo, a partir de julho. A informação foi divulgada pela comunicação da emissora nesta segunda (13).

A nova atração será exibida nas tardes de domingo, mas detalhes como o nome e os quadros serão anunciados nas próximas semanas.

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“A minha história na música me levou nos braços pra televisão. Com o passar do tempo, e da intimidade que fomos conquistando, a televisão passou a ser também minha casa, uma morada artística. Experimentei coisas muito importantes emocionalmente”, diz Ivete em comunicado.

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“Hoje, com essa ideia concreta de ter algo meu e que eu possa colocar em prática mais porções de alegria, só vibro de felicidade. Vai ser demais entrar de mais uma maneira na vida de muita gente. Gente é uma coisa que me importa demais! Gosto muito! São alguns bons anos de carreira, passando por caminhos de muito amor e realização. A caminhada continua, e como há de ser, muito leve e feliz!”, afirma a apresentadora.

Ivete comemorou 50 anos no final de maio com um show exclusivo em Juazeiro, cidade natal da cantora. Em entrevista ao g1, ela afirmou que chega na idade “madura e pronta para curtir a vida“.

Veja vídeo aqui.
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Biden sente cheiro de nogociata e ignora Bolsonaro, mudando de assunto


O que Bolsonaro e Biden devem discutir em primeiro encontro - BBC News  Brasil

Se Bolsonaro, em reunião com o presidente Joe Biden, referiu-se a Lula como um esquerdista radical, refratário aos interesses americanos, dispensou-se de dizer que ele, Bolsonaro, seria justamente o oposto caso fosse reeleito. Elementar, meus caros.

O que mais ele disse a Biden ao implorar a ajuda americana para nem tão cedo desocupar o Palácio da Alvorada, esbarrou na indiferença do presidente dos Estados Unidos que, segundo a agência de notícias Bloomberg, preferiu mudar de assunto.

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Só chefes de republiquetas seriam capazes de se comportar diante de Biden, ou de qualquer outro mandatário de Estado poderoso, como Bolsonaro se comportou, e até eles sabem que haveria canais mais adequados e seguros para se obter esse tipo de ajuda.

O presidente Richard Nixon, forçado a renunciar para não ser deposto e preso, gravava todas as conversas que tinha na Casa Branca. Se Biden assim faz dentro ou fora da Casa Branca, ignora-se. Vladimir Putin, presidente da Rússia, certamente o faz.

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O que fez Bolsonaro configura crime de responsabilidade na opinião de três ministros do Supremo Tribunal Federal ouvidos por este blog no último final de semana. Nem a Casa Branca, nem o governo brasileiro desmentiu o que a Bloomberg apurou.

Crime de responsabilidade, de acordo com a Constituição, é motivo para que se abra um processo de impeachment contra quem o cometeu. Arthur Lyra (PP-AL), presidente da Câmara, coleciona mais de 100 pedidos de impeachment contra Bolsonaro.

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Da gaveta onde eles repousam, nenhum jamais saiu ou sairá. Lyra e quase todos os deputados estão no bolso de Bolsonaro. No início do governo, dizia-se que os militares atuariam como curadores de um político que só “falava merda” (alô, general Augusto Heleno!)

Em troca de salários polpudos, mordomias e prestígio, os militares, hoje, batem continência à Bolsonaro e muitos apoiam seu plano de melar as eleições. Do meio do governo para cá, passou-se a dizer que Bolsonaro tornou-se refém do Centrão.

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Aconteceu o contrário. Depende do dono da caneta mais cheia de tinta da República a liberação de dinheiro para o pagamento de emendas parlamentares ao Orçamento. Na prática, o Centrão foi que virou refém de Bolsonaro, e por isso não o despreza.

No dicionário dos políticos em geral, inexistem as expressões “afronta à soberania nacional”, “constrangimento”, “humilhação” e “vergonha”, todas perfeitamente aplicáveis à negociata sugerida por Bolsonaro a Biden. Falta também a expressão “negociata”.

A informação foi do Metrópoles

“O feitiço contra o feiticeiro”: Delator da Odebrecht denuncia pressão para comprometer Lula em novo documentário


Dirigido por Maria Augusta Ramos, que fez “O Processo”, sobre o impeachment de Dilma Rousseff, o filme aborda os bastidores da Operação Lava-Jato com denúncias contra os promotores da força-tarefa.

O documentário “Amigo Secreto”, que terá première nesta segunda (13/6) e chega formalmente aos cinemas na quinta-feira (16/6), teve um trecho bombástico revelado pelo jornal Folha de S. Paulo.

Delator da Odebrecht denuncia pressão para comprometer Lula em novo documentário

A roda girou e a verdade apareceu 

O material adiantado pela Folha são declarações de um dos principais delatores da Lava-Jato, o ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar. Em seu depoimento para o filme, ele conta ter sofrido pressão dos procuradores para envolver Lula em seu acordo de delação premiada.

É a primeira vez que um delator da operação faz esse tipo de afirmação de forma pública, embora supostos abusos tenham sido insinuados e abordados em decisões do STF.

Apontado como elo entre a Odebrecht e o PT, Alencar disse que o ex-presidente era “o principal alvo” dos investigadores. “Era uma pressão em cima da gente”, diz o ex-executivo no longa-metragem. “E estava nítido que a questão era com o Lula.”

Os interrogadores, segundo ele, insistiam em questões sobre “o irmão do Lula, o filho do Lula, não sei o que do Lula, as palestras do Lula [a empreiteira contratou o ex-presidente para falar em diversos eventos]”.

“Nós levávamos bola preta, ‘ah, você não falou o suficiente’. Vai e volta, vai e volta. ‘Senão [diziam os interrogadores], não aceitamos o teu acordo”, acrescentou Alencar.

As declarações coincidem com reportagens publicadas na época da Lava-Jato, que diziam que o Ministério Público Federal resistia em aceitar a delação do então executivo porque ele não citava políticos em suas revelações.

Segundo Alencar, só depois de concordar em falar sobre Lula, os investigadores concordaram em assinar com ele o acordo de colaboração premiada.

Entre outras coisas, Alexandrino detalhou em seus depoimentos os gastos da empreiteira com a obra no sítio de Lula em Atibaia entre 2010 e 2011.

“Se eu falasse mais, eu estaria inventando. Estaria contando uma mentira como aconteceu com alguns [delatores] que você sabe, notórios, que mentiram para tentar escapar”, diz ele. “Eu contei a verdade. Eu cheguei no limite da minha verdade.”

Esta verdade teria sido fundamental para que o ex-presidente fosse condenado em 2019 a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, num processo que teve a delação de Alexandrino Alencar como principal item de acusação.

Apresentada sem mais contexto, a denúncia parece grave. Mas é importante contextualizar para evitar o negacionismo, tão em voga na polarização política atual.

Tão relevante quanto a nova declaração é apontar que, apesar do tom de denúncia, Alexandrino Alencar não desmentiu nenhuma de suas delações à Lava-Jato. Informações que ele só confessou após sofrer pressão para delatar o que sabia. Tudo verdade, segundo ele.

Alexandrino Alencar também fez outra denúncia no filme “Amigo Secreto” para fortalecer o relato de politização da Lava-Jato. Segundo o ex-executivo, pessoas que ele não nomeia foram dispensadas dos depoimentos quando citaram o nome de Aécio Neves em suas delações.

“Não vou dizer o nome do santo. Mas tem colega meu que foi preso em Curitiba, chegou lá, o pessoal [investigadores] começou a perguntar sobre caixa dois [recursos doados para políticos sem registro na contabilidade oficial]. Ele [colega de Alexandrino] falou: ‘Isso aqui é para o Aécio Neves’. Na hora em que ele falou, eles [interrogadores] se levantaram e soltaram ele. Isso é Lava Jato? Isso é um sistema anticorrupção? Ou é uma questão direcionada?”, apontou Alencar.

O ex-empreiteiro disse ainda que a sua delação detalhou “vários casos de caixa dois. Infinitos”. Entretanto, nenhum outro político citado sofreu indiciamento. “Não aconteceu nada com ninguém. Aconteceu comigo. Com eles [políticos], não aconteceu nada”.

Por isso, Alencar diz-se convencido de que foi preso apenas porque o objetivo da Lava-Jato era chegar a Lula.

“A maneira que fizeram… Como surge o Alexandrino nisso aí? Eles começam a me fiscalizar, grampeiam o meu telefone, o telefone do Lula”, afirma.

Ele lembrou que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef fizeram delações na cadeia, citando-o como o executivo da Odebrecht que seria o operador das propinas da empreiteira. Com isso, a prisão de Alexandrino foi transformada de temporária em preventiva, sem data para que ele fosse solto, o que gerou a pressão para que colaborasse.

“Tão simples assim”, resume o ex-executivo no filme.

De novo, torna-se necessário conhecer o contexto.

Para começar, apenas aqueles que foram presos preventivamente fizeram delações premiadas. Assim que essa prática foi barrada pelo STF, advogados orientaram seus clientes a ficar em silêncio e aguardar o fim do prazo legal da prisão temporária. Foi o fim das delações.

Além disso, após a prisão de Lula, o governo Bolsonaro, a Procuradoria Geral da República e o Congresso Federal também trabalharam para alterar leis, acabar com a força-tarefa e movimentar várias peças na diretoria da Polícia Federal, que dificultaram investigações sobre outros políticos. Isto responde a outra questão levantada por Alexandrino Alencar sobre a impunidade dos demais delatados.

Em 2016, Alexandrino Alencar foi condenado por Moro a 13 anos e seis meses de prisão, pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa. Com o acordo e o pagamento de multas, o tempo foi reduzido para 6 anos e seis meses.

Ele já cumpriu um ano em regime fechado, dois anos e meio em semiaberto e agora cumpre o restante em regime aberto. Pode sair de casa normalmente nos dias da semana, sem tornozeleira. Mas está proibido de sair às ruas nos finais de semana.

Sua sentença segue em vigor, apesar do STF ter extinguido os julgamentos de Lula, num paradoxo kafkiano que usa a expressão “delimitação de julgado” para se justificar.

A suspensão das sentenças contra Lula aconteceram em sessões marcadas por discursos de ministros-juízos com citações ao vazamento de mensagens dos procuradores da Lava-Jato, que foram obtidas por um hacker. Consideradas ilegais e proibidas de serem usadas em tribunais pelo Código de Processamento Penal, elas serviram para o STF “demonstrar” (verbo usado num voto da corte) exemplos que levaram o ex-juiz Sergio Moro a ser considerado suspeito no julgamento do ex-presidente.

O filme de Maria Augusta Ramos, coproduzido e distribuído pela Vitrine Filmes, centra-se principalmente nestas mensagens. Ela relata a rotina dos jornalistas Leandro Demori, do site The Intercept Brasil, e Carla Jiménez, Regiane Oliveira e Marina Rossi, do El País Brasil, na cobertura das mensagens vazadas dos integrantes da Lava-Jato. As reportagens sobre o material ficaram conhecidas como o escândalo da Vaza-Jato, em 2019.

Maria Augusta Ramos já dirigiu uma dezena de documentários, alguns deles premiados internacionalmente, como “Justiça” (2004), “Juízo” (2007) e “O Processo” (2018), para citar três que focam o Brasil pelo ponto de vista de seu ambiente jurídico elitista.

Matéria veiculada no  (msn.com)