Cidade governada por “Bolsonaro caipira”, tem salto de mortes por Covid quase seis vezes maior que resto do país


Everton Sodario, prefeito de Mirandópolis (SP), minimizou a doença, foi contra distanciamento social, não fechou o comércio, atacou a Coronavac e comprou cloroquina com recurso público.

 

prefeito Everton Sodario (PSL), 27, de Mirandópolis (SP), bolsonarista de carteirinha, desde o início da pandemia seguiu o receituário pregado pelo governo federal: minimizou a doença, pregou contra o distanciamento social e as restrições ao comércio, atacou a vacina do Butantan e promoveu o chamado “tratamento precoce”, sem eficácia comprovada.

O resultado do comportamento do prefeito pode ser percebido agora:

De 19 de março a 19 de abril, o total de mortes contabilizadas pela prefeitura desde o início da pandemia passou de 24 para 65, um salto de 170,8%. Já o número de casos confirmados subiu 52,5% no período, chegando a 1.853.

A título de comparação, o aumento de mortes no estado de São Paulo nesse mesmo intervalo foi de 32,5%, e o de casos, 20,6%. Já no país, as mortes cresceram 29,1% e os casos, 17,7% no período.

De acordo com reportagem de Fábio Zanini, na Folha desta terça-feira (20), Sodario é conhecido como “Bolsonaro caipira”. Ele é um ex-ativista de direita que foi eleito para um mandato tampão como prefeito em 2019 e reeleito no ano passado. Ele ataca nas redes sociais o governador João Doria (PSDB) por causa da pandemia, a quem já chamou de “canalha”, “traidor do povo” e “calcinha apertada”.

Desde o início foi contra o Plano São Paulo e manteve o comércio aberto, o que lhe valeu uma multa de R$ 40 mil e o bloqueio dos bens pelo Ministério Público.

Sodario aparece sempre em fotos sem máscara perambulando pela cidade, dizendo que “aqui não tem home office”.

Além disso, o “Bolsonaro caipira” também defende o uso de medicamentos como hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina contra a Covid, apesar de não terem eficácia comprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em seu governo, a prefeitura gastou R$ 22 mil, desde o início do ano, na compra de 26 mil comprimidos destes remédios para o serviço municipal de saúde, ignorando as evidências e o riscos à saúde que representam

Ele também é um cético da Coronavac, assim como Bolsonaro. “Sou o primeiro a não tomar essa vacina chinesa e não obrigarei meu povo a tomar essa porcaria”, escreveu, em 16 de outubro de 2020.

O agravamento dos números levou o hospital estadual, o principal da região, ao colapso total, mesmo após a capacidade de leitos de UTI para Covid ter sido ampliada de 10 para 18.

Seu diretor, Nivaldo Francisco Alves Filho, emitiu uma circular em 29 de março dizendo que a ocupação de leitos de UTI para Covid era de 185%.

Ou seja, quase metade dos pacientes estava sendo atendida de forma improvisada, em leitos montados onde houvesse espaço.

“Cheguei num determinado momento em que não tinha mais onde colocar doente”, relata o diretor. Duas vezes no último mês, ele precisou suspender temporariamente o recebimento de pacientes, por absoluta incapacidade de acomodá-los.

O diretor diz ainda que, com a situação crítica do hospital, as equipes estão extenuadas. “Temos óbitos todos os dias. Chegamos a ter cinco num único dia”, diz ele.

“A gente tem um prefeito que abriu o comércio, enquanto todo mundo estava buscando restringir. E acabou gerando esse transtorno, porque teve maior circulação de pessoas”, afirma.

Com informações da Folha

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Xuxa diz a Taís Araújo que queria ser negra e ‘web’ reage: ‘Ela não seria nem paquita dela’


Xuxa diz a Taís Araújo que queria ser negra e 'web' reage: 'Ela não seria nem paquita dela'

Foto: Reprodução / Globo

A apresentadora Xuxa Meneghel está lidando com mais uma repercussão de falas nas redes sociais. Isso porque um vídeo de março de uma entrevista que Taís Araújo fez com Xuxa viralizou neste domingo (18) no Twitter por conta de uma resposta. No material, gravado durante o programa Superbonita do GNT, a loira disse que queria ser “uma mulher negra” na próxima reencarnação.

 

Questionada sobre como gostaria de vir em outra vida, Xuxa diz que gostaria de ser como a atriz. “Taís, eu gostaria de vir com a sua cor, seu cabelo, sua pele”, elencou. Taís fez um alerta: “Ser preta não é mole não. Depois te conto o que é vir preta nesse país e nesse mundo”.

A eterna “Rainha dos Baixinhos” prosseguiu. “Eu ia me amar muito, ia me olhar no espelho toda hora”. “Eu também me amo, mas o problema não sou eu. É o mundo lá fora”, reforçou Taís. “Quando eu olho as pessoas com a cor da sua pele, o seu cabelo… Eu tenho pouco cabelo. Tenho uma pele que queria muito que fosse dourada, morena, negra. Se pudesse escolher, queria vir assim”, acrescentou Xuxa. “Pede pra vir com o espírito preparado pra aguentar bomba também”, rebateu a global.

 

A insistência da apresentadora incomodou pessoas na internet por ser um discurso que se mostra desligado do racismo que pessoas pretas enfrentam no Brasil, especialmente no que se refere às oportunidades. “Imagina se a Xuxa vem preta e descobre que gostaria de ser uma paquita e nem pode, porque paquita tinha que parecer a Barbie? A Xuxa não seria nem paquita dela”, ironizou uma. “Xuxa dizendo que queria ser preta. Se você fosse preta você nem seria Xuxa”, apontou outra. “Enquanto Taís falava sobre a difícil realidade das mulheres negras no mundo, Xuxa romantizava a ideia de vir com cabelo crespo e a pele ‘dourada'”, criticou mais uma.

No final do mês passado, Xuxa já tinha se envolvido em outra polêmica ao dizer, durante uma live da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que pessoas presas deveriam ser cobaias de testes de medicações e vacinas. Em seguida, ela pediu desculpas (veja aqui). Do BN Holofote

 

Com medo da Covid-19, pacientes reduzem consultas preventivas e preocupam médicos


O acompanhamento médico é fundamental para a manutenção da saúde

Saúde & Bem-Estar desta terça (20) abordará o tema com um especialista

Desde o início da pandemia, um fenômeno tem preocupado médicos em todo o país. As pessoas estão deixando de lado o acompanhamento da saúde, dando espaço para um crescimento do número de casos de doenças cardiovasculares, diabetes e psicopatologias. O assunto será abordado na edição de hoje do programa Saúde & Bem-Estar, que vai ao ar às 18h, no Instagram do Jornal CORREIO, e contará com a participação do médico clínico geral, cardiologista e professor da Faculdade AGES de Medicina, Everson Marcos Matt. O programa tem apresentação do jornalista especializado em Jornalismo Científico com ênfase em Saúde pela UFBA, Jorge Gauthier.  De acordo com o especialista, a crescente nas enfermidades paralelas à Covid-19 se dão principalmente por receio e desinformação da população.

“O sinal de alerta em relação à diminuição do acompanhamento médico foi aceso desde o ano passado. Infelizmente, as pessoas têm deixado de ir às clínicas e hospitais por medo da Covid, sendo que o tratamento desse tipo de paciente é realizado em unidades específicas, justamente para evitar a disseminação do vírus”_ Everson Marcos Matt, médico clínico geral, cardiologista e professor da Faculdade AGES de Medicina

Segundo o médico, de março do ano passado para cá, os indicadores de complicações por doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo, dobraram, por isso é preciso alertar a população com menos acesso à informação sobre a importância de se prevenir. “Reforçar a diferenciação entre as unidades para o tratamento da Covid e aquelas destinadas para o cuidado de outras doenças é fundamental. As pessoas não podem deixar de ir à USF fazer os seus exames de rotina pois os cuidados com a saúde básica são importantes para evitar as complicações provocadas pelo novo coronavírus”, afirma.

Prevenção  
Um dos principais quadros de saúde que vem assustando a comunidade médica, em função do crescimento nas ocorrências, é o Acidente Vascular Cerebral (AVC), problema causado pela obstrução de vasos sanguíneos que resulta em um bombeamento insuficiente do sangue para cérebro. Segundo o chefe do departamento de neurologia do Hospital Santa Izabel e professor da UFBA, Pedro Antônio Pereira, a ausência das visitas preventivas ao médico e o retardo no atendimento de pacientes com quadro de AVC têm provocado um número cada vez maior de mortes.

O especialista afirma que mesmo sem a presença de sinais que indiquem anomalias na saúde, as pessoas devem manter as visitas regulares ao médico. “Quem tem acima de 45 anos deve visitar o cardiologista ao menos uma vez ao ano, mesmo que não esteja apresentando nenhum sintoma, pois essa é a única arma para identificar potenciais problemas e dar o tratamento adequado, evitando que o problema se manifeste”, aponta Pedro.

Um outro ponto importante para o chefe do departamento de Neurologia do Hospital Santa Izabel é a busca rápida por atendimento especializado ao sinal dos primeiros sintomas, já que o tratamento tardio pode aumentar a chances de sequelas e até mesmo a morte. “No caso o AVC, quanto mais tarde o paciente for atendido, maior será a perda de tecido cerebral, resultando em sequelas mais graves. Por isso, se a pessoa apresentar paralisia de parte do corpo, dificuldade para falar ou boca torta, deve ser procurada uma unidade de referência com urgência para tratar o problema”, diz. “Independentemente da pandemia, não se pode abandonar a prevenção”, completa.

O Saúde & Bem-Estar é uma realização do CORREIO com o patrocínio da CF Refrigeração, Jotagê Engenharia e Hospital Santa Izabel e o apoio da AJL Locadora.

 

O assassinato da mulher do promotor e a vingança de Tacla Durán: “Quem está mentido, Moro”?


Laudo do IML aponta que Lorenza de Pinho foi assassinada, num caso que pode destampar o bueiro do esquema de poder e corrupção que teve Aécio Neves como símbolo, escreve Joaquim de Carvalho.

André de Pinho e Lorenza (fotos: reprodução do Facebook)
André de Pinho e Lorenza (fotos: reprodução do Facebook)Nas voltas que o mundo dá, o advogado Rodrigo Tacla Durán escreveu nesta segunda-feira na rede social dele que, se investigarem Moro com mais profundidade, o ex-juiz “vai acabar virando estagiário…”Na sequência, lembrou de um episódio que a velha imprensa publicou sem nenhuma crítica ou apuração complementar. Foi há três anos, no programa Roda Viva, que o jornalista de ultradireita Augusto Nunes conduziu como troféu de despedida.“Quem está mentido, Sergio Moro?

É que, naquela oportunidade, o então juiz atacou o advogado. “Tem esse indivíduo, foragido e suspeito de crimes gravíssimos, e que levanta essas histórias sem base empírica”, afirmou.

Para ele, Rodrigo Tacla Durán era “apenas um mentiroso”.

O alvo do ataque do juiz havia escrito no livro ainda não publicado em sua totalidade que foi alvo de tentativa de extorsão por parte do amigo e padrinho de casamento de Moro.

Tacla Durán reproduziu o diálogo travado com Carlos Zucolotto Júnior, dias depois de se sentar à mesa dos procuradores da Lava Jato para negociar uma possível delação premiada.

Zucolotto disse que já havia conversado com DD (iniciais de Deltan Dallagnol) para garantir benefícios num eventual acordo.

Em troca, Tacla Durán teria que pagar 5 milhões de dólares “por fora”.

 

No dia seguinte à conversa, o advogado que o representava recebeu de procuradores da Lava Jato a minuta de um acordo nas bases da conversa com Zucolotto.

Dias depois, ele transferiu para o escritório de Marlus Arns, outro amigo de Rosângela Moro, 612 mil dólares, o equivalente a 3,2 milhões de reais.

“Paguei para não ser preso”, disse Tacla Durán ao jornalista Jamil Chade, do UOL. Depois disso, ele não fez mais nenhuma transferência e, três meses depois, Moro decretou sua prisão.

A Procuradoria Geral da República nunca investigou a denúncia a sério — o que seria relativamente simples, bastava ver o teor das conversas e o documento de transferência de dinheiro.

Tacla Durán nunca foi sequer ouvido, apesar da tentativa de advogados, inclusive da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que requereram o testemunho do ex-prestador de serviços da Odebrecht.

Se a Justiça e o Ministério Público Federal fizeram ouvidos de mercador, na França o caso teve repercussão.

A Interpol foi informada do caso e, numa reunião de seu comitê diretivo, decidiu por unanimidade jogar o mandado de prisão assinado por Sergio Moro na lata do lixo.

A Interpol considerou que o então juiz brasileiro era parcial, por antecipar juízo de valor sobre Tacla Durán (mentiroso) sem nem sequer ouvi-lo.

Com isso, o advogado brasileiro teve o alerta vermelho cancelado e ele passou então a ter direito de se deslocar livremente por países sem ser incomodado.

Agora, a Alvarez & Marsal, depois de tentar emplacar Moro como sócio, decidiu rebaixá-lo à condição de consultor.

Tacla Durán foi sucinto na manifestação em sua rede social, mas pessoas próximas a ele sabem que, se o procurador-geral Augusto Aras levar adiante a ameaça que fez de ouvi-lo em acordo de delação, poderá reunir muito mais informações, talvez com poder de iniciar um processo que pode acabar com Sergio Moro na prisão.

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A esposa do promotor André Luís Garcia Pinho, de Minas Gerais, foi assassinada, segundo laudo do Instituto Médico Legal de Belo Horizonte.

Lorenza Maria Silva Pinho, de 41 anos, seria cremado no último dia 3 de abril se um delegado de Minas Gerais não tivesse impedido o procedimento junto a uma funerária.

Lorenza tinha falecido no dia 2 de abril e o atestado de óbito do médico Itamar Tadeu Gonçalves registrava morte por engasgo decorrente do uso de bebida alcoólica com remédios de uso controlado.

Pelo laudo do IML, fica claro que essa informação não corresponde à verdade.

A investigação agora deve se concentrar na motivação do assassinato. No momento em que Lorenza morreu, estavam no apartamento André de Pinho e os filhos menores de idade.

A cremação teria sido impedida após denúncia de outros parentes de Lorenza, que suspeitaram da versão do engasgo.

Lorenza teria conhecimento de supostos crimes do promotor. André de Pinho era do grupo de autoridades próximo do esquema de poder e corrupção que envolve o ex-governador Aécio Neves, hoje deputado federal.

André de Pinho foi quem pediu a prisão do lobista Nílton Monteiro e do dono do Novojornal, Marco Aurélio Carone.

O Novojornal era praticamente o único veículo de Minas Gerais que denunciava crimes e outros abusos atribuído a Aécio Neves.

A prisão dele e de Nílton ocorreu no momento em que o ex-governador iniciava sua campanha a presidente, em 2014.

Os dois foram absolvidos dos supostos delitos narrados pelo promotor. Os dois foram soltos alguns dias depois da derrota de Aécio Neves para Dilma Rousseff.

Além da prisão de Nílton e Carone, o promotor conseguiu medidas para busca e apreensão nos endereços do advogado Dino Miraglia, assistente de acusação no caso do homicídio da modelo Cristiane Ferreira, apontada como mula do PSDB, e também do jornalista Geraldo Elísio, editor do Novojornal.

André de Pinho também fez uma falsa acusação contra o jornalista Leandro Fortes, que publicou na revista Carta Capital a chamada Lista do Valério, que relacionava as autoridades que teriam recebido propina do esquema de Aécio Neves.

O assassinado de Lorenza Maria Silva Pinho pode tirar a tampa do porão político de Minas Gerais, que uniu poderosos do Estado.

Será esta a hora da verdade?

Moro, o juiz parcial, está caindo. Outros também cairão?

Blogger 247

Joaquim de Carvalho é Colunista do 247, foi subeditor de Veja e repórter do Jornal Nacional, entre outros veículos. Ganhou os prêmios Esso (equipe, 1992), Vladimir Herzog e Jornalismo Social (revista Imprensa). E-mail: [email protected]

A informação foi do 247

 

Primeira mulher prefeita de Cachoeira relata ameaças de morte após assumir o cargo


Segundo Eliana de Jesus, dois de seus apoiadores foram mortos entre o final de 2020 e março deste ano

[Primeira mulher prefeita de Cachoeira relata ameaças de morte após assumir o cargo]
Foto : Prefeitura de Cachoeira

A prefeita de Cachoeira, no recôncavo da Bahia, Eliana Gonzaga de Jesus (Republicanos), de 52 anos, denunciou ter recebido ameaças de morte desde o início da campanha que levou à sua eleição, em novembro do ano passado. Ela é a primeira mulher a ser eleita prefeita do município.

Devido às ameaças, Eliana de Jesus conta que já registrou dois boletins de ocorrência na delegacia de Cachoeira. Segundo a polícia da cidade, os casos são investigados.

Em entrevista ao portal G1, Eliana de Jesus contou que as ameaças começaram ainda no período da campanha. Ela disse que nunca tinha sido ameaçada antes de disputar a eleição e relatou que dois militantes, que eram ativos durante a campanha, foram mortos entre o final de 2020 e março deste ano.

“Esses crimes supostamente são políticos, porque eu nunca me vi em uma situação dessa antes de ganhar uma eleição para o executivo. Eu não tenho inimigos, não tinha até então, e de repente eu me candidato, foi uma eleição muito bonita, graças a Deus, com uma diferença de 2.535 votos”, contou.
Mesmo sofrendo ameaças, a prefeita conta que não tem pretensão de renunciar. “Desistir jamais, o povo não elegeu uma covarde”, disse. Por Metro1

 

 

As famílias que perderam a renda, mas não podem pedir o Auxílio Emergencial



Edson Pereira da Silva ficou desempregado na pandemia e, mesmo sem renda, não terá direito ao auxílio emergencial — Foto: Arquivo pessoal

Edson Pereira da Silva ficou desempregado na pandemia e, mesmo sem renda, não terá direito ao auxílio emergencial — Foto: Arquivo pessoal

Todos os dias, o técnico em informática Edson Pereira da Silva, de 35 anos, visitava gráficas e universidades para alugar e fazer a manutenção de impressoras em São Paulo. Mas a pandemia fechou as universidades e reduziu drasticamente o trabalho nas gráficas. Em outubro de 2020, ele foi demitido.

Edson, que mora com a esposa e o filho de 3 anos no Itaim Paulista, no extremo leste de São Paulo, agora está desempregado e a família sem sua principal fonte de renda. Mesmo assim, eles não terão o direito de receber o auxílio emergencial.

“Estou tentando entrar no aplicativo (para solicitar o auxílio) e não tenho chance. Se o governo liberasse esse valor, eu conseguiria ir ao mercado comprar pelo menos alguma coisa. A gente necssita muito de arroz e feijão. Só o pacote de arroz está R$ 22 reais”, afirmou.

O Brasil encerrou o primeiro trimestre com 14,2% de desempregados, a maior taxa já registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE na série histórica, iniciada em 2002. São 14,3 milhões de pessoas sem trabalho.

Moradores da favela de Paraisópolis recebem cestas básicas doadas durante a pandemia — Foto: Reuters

Moradores da favela de Paraisópolis recebem cestas básicas doadas durante a pandemia — Foto: Reuters

Com a nova regra do Auxílio Emergencial deste ano, o governo diminuiu o número de pessoas que terão direito ao benefício. Em 2020, 68 milhões de pessoas receberam o socorro financeiro para amenizar os efeitos da crise econômica causada pela pandemia do coronavírus.

Já neste ano, a ajuda federal será destinada a cerca de 40 milhões de famílias, 28 milhões a menos. E, ao contrário de 2020, quando o auxílio era de R$ 600 e depois de R$300, agora ele será limitado a um pagamento por núcleo familiar e terá valores entre R$ 150 e R$ 375.

De acordo com o economista e diretor da FGV Social, Marcelo Neri, não é possível dizer quantas pessoas tinham renda em 2020, perderam o emprego e não terão direito ao benefício neste ano. Porém, ele afirma que a ausência do auxílio pode causar um “efeito devastador” nessas famílias.

“São pessoas que estão numa situação crítica por muito tempo, então ela acaba ficando crônica. O seguro desemprego é pago no máximo durante seis meses. Então, quem deu azar de ficar desempregado durante a pandemia ou ter o contrato suspenso, agora ficará sem o auxílio”, afirmou.

Esse é o caso do técnico Edson Silva, que recebeu cinco parcelas do benefício. A última foi em março deste ano.

“Eu estou trabalhando como motorista de aplicativo para pagar a prestação do carro. Está bem apertado e eu estou bem preocupado. Não sei o que vai ser daqui para frente. Já enviei muitos currículos pela internet porque a gente não pode abaixar a cabeça. A empresa onde eu trabalhava disse que só deve contratar novamente depois de dois um três anos, quando se recuperar da crise”, afirmou.

Efeito menor do auxílio na redução da pobreza

Um estudo feito pela FGV Social, a partir de microdados extraídos da PNADC e da PNADCovid, apontou que o impacto do Auxílio Emergencial na redução da pobreza este ano será menor que em 2020.

De acordo com o estudo, em abril de 2021, com a volta do auxílio, o número de pobres caiu de 12,83% para 10,34%. Isso representa 5,3 milhões de pessoas que saíram da pobreza (R$ 246 por pessoa ao mês). Ainda assim, 22 milhões de brasileiros devem continuar sobrevivendo com menos de R$ 8,20 por dia em abril.

De acordo com o economista Marcelo Neri, em agosto de 2020, a população pobre no Brasil chegou ao seu menor número desde o início da série histórica, iniciada em 1976, graças ao auxílio emergencial. Na época, 9,5 milhões de pessoas estavam vivendo com menos de R$ 246 por dia- 4,52% da população.

Com a nova regra deste ano, as pessoas que vivem sozinhas receberão quatro parcelas do auxílio no valor de R$ 150 cada. As famílias com duas ou mais pessoas terão direito a R$ 250 durante o mesmo período. No último ano, eram permitidas até duas cotas por núcleo familiar.

Na avaliação do economista Marcelo Neri, o governo poderia ter estendido o benefício a mais pessoas.

“É melhor dar para quem não precisa do que faltar para quem precisa. Não estamos falando apenas de pobreza, mas também de risco de vida. O governo talvez tenha sido muito generoso no começo e pouco no meio e essa instabilidade é ruim, principalmente para os pobres”, afirmou.

Doações à população pobre também diminuíram

A situação fica ainda pior com a falta de doações.

Segundo o monitor das doações de covid-19, balanço feito pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos, nos meses de abril, maio e junho de 2020, as empresas chegaram a doar em média R$ 58 milhões por dia.

Esse valor caiu para R$ 6 milhões de julho a setembro e para R$ 2 milhões de outubro a dezembro. A média de janeiro a março de 2021 é de cerca de R$ 800 mil.

Segundo o economista Marcelo Neri, isso ocorre porque estamos passando por um momento onde a maioria está numa situação crítica, então poucos podem ajudar.

“Todo mundo está na parte baixa da montanha-russa. E quando está todo mundo numa situação ruim, as pessoas não conseguem se ajudar. Nossa percepção é a de que a própria sociedade civil está ajudando as comunidades mais carentes”, afirmou. Do BBC

Mulher é morta a facadas no dia do próprio aniversário; marido é principal suspeito


Mulher é morta a facadas no dia do próprio aniversário; marido é principal suspeito

Uma mulher de 25 anos foi morta a facadas, após uma confusão que ocorreu durante sua festa de aniversário. O crime aconteceu na cidade de Taipu, no Rio Grande do Norte. A vítima foi identificada como Lorena Patrícia da Silva.

De acordo com a Polícia Civil do estado, o marido da vítima, Neilson Coutinho Alves, de 29 anos, é o principal suspeito. Ele teria tido uma crise de ciúmes, após ver a companheira dançando de biquíni durante o evento, realizado em um clube-fazenda com piscina e salão de festa.

“Ele ficou doido quando viu ela dançando com um primo dele. Nada a ver. Não estava acontecendo nada demais. Mas ele partiu para cima” disse uma testemunha, que não quis se identificar, ao portal Uol. Os dois teriam iniciado uma briga, e foi preciso encerrar a festa.

Depois da confusão, Lorena e a irmã teriam deixado a comemoração, mas foram perseguidas pelo suspeito e atacadas a golpes de faca. Lorena não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

“Ele fugiu em um veículo Palio de cor branca e até o momento não foi capturado”, informou o comunicado da corporação. Agentes da Polícia Civil realizam buscas para idenficar o paradeiro de Neilson. O caso está sendo investigado pela delegacia de Taipu. Do Aratuon

Cientistas e ganhadores do Nobel alertam contra ataques à ciência no Brasil


O texto reúne mais de 200 nomes de cientistas e pesquisadores

[Cientistas e ganhadores do Nobel alertam contra ataques à ciência no Brasil]
Foto : La Moncloa

Cientistas e pesquisadores se uniram e através de uma carta defenderam a ciência no Brasil e criticaram a atuação do governo do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia do coronavírus. As mais de 200 assinaturas incluem três ganhadores do prêmio Nobel: Michel Mayor (Nobel de física em 2019), Peter Ratcliffe (Nobel de medicina em 2019) e Charles Rice (Nobel de medicina em 2020).

No texto, os signatários afirmam que a ciência brasileira sofre com cortes orçamentários, perseguições e a instrumentalização para fins eleitorais. A carta foi “destinada aos acadêmicos de diferentes continentes em solidariedade a seus colegas do Brasil e ao povo brasileiro” e publicada no dia 7 de abril.

“Se o coronavírus atinge todos os países do globo, o presidente Jair Bolsonaro deve ser responsabilizado pela gestão catastrófica da crise no Brasil, que não só ajudou a aumentar o número de mortes, mas acentuou as desigualdades no país”, diz trecho da carta.

O documento foi assinado por membros de universidades na França, Canadá, Marrocos, Senegal, África do Sul, Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Holanda, Bélgica, Mianmar, Alemanha, Espanha, Argentina, Colômbia, México e Suécia. Por Metro1

Jornalista Élson Nonatto homenageia Maracás com poesia e música


 

Pesquisa Completa de Imóveis

Por Élson Nonatto

AMARACÁS

Em 18 de abril de 2000, nasceu a palavra AMARACÁS, quase um termo originado para homenagear Maracás, a minha cidade natal, em mais um 19 de abril.

Meses mais depois, no mesmo ano, ainda no rastro da inspiração, nasceu um textinho (estilo convite particular) chamando os fãs do mês de junho para o São João da “Terra do Frio”, nos seus 145 anos.

Como não sou forrozeiro, musiquei a letra abaixo apenas nas melodias da minha cabeça. Hoje, rememoro o meu apego à terra onde nasci. A letra de outrora faz cada vez mais sentido e é pra vida toda.

AMARACÁS

O amor é bom
É melhor se amar
Neste São João
Vamos todos Amaracás

– São João 2000 é na Terra do Frio (bis)

É um clima maravilha
Clima pra se amar
Os irmãos aqui se encontram
Todos querem Amaracás

– São João 2000 é na Terra do Frio (bis)

E amar não custa nada
É só saber se achegar
Os que vêm só se dão bem
Porque vêm Amaracás

– São João 2000 é na Terra do Frio (bis)

A cidade está beleza
Bonita pra ver e viver
O nosso Índio noite e dia
Guarda as flores pra você

– São João 2000 é na Terra do Frio (bis)

Mas o Índio está vermelho
Talvez seja por vergonha
Ele não fala nem a flechas
O que ouve ali da Câmara

– São João 2000 é na Terra do Frio (bis)

Quando os campos estão verdes
Nossa gente fica alegre
É só chover lá na roça
Que todos se reunem e bebem
Um licor a mais, um quentão a mais…

O melhor São João é aqui em Maracás

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Parabéns, cidade, pelos 166 anos! Infelizmente, sem comemoração e sem o amado São João, outra vez.

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Elson Nonatto da Silva – maracaense

(Croniquinhas, artigos, poesias, etc. & tal.)

Salvador/BA, 18 de abril de 2021

Élson Nonatto é jornalista e, como morador da capital do estado, tem demonstrado ser um amante da sua terra natal, a qual ele sempre está visitando.

 

Projeto leva água potável a regiões vulneráveis do Brasil na pandemia


O Projeto Água + Acesso já existe desde 2017, mas foi intensificado em 2020, por causa da pandemia. - Foto: divulgação
O Projeto Água + Acesso já existe desde 2017, mas foi intensificado em 2020, por causa da pandemia. – Foto: divulgação

Melhorar o acesso de brasileiros a água potável em tempos de pandemia. É isso que faz o programa Água + Acesso: leva soluções tecnológicas às comunidades rurais do Brasil.

132 mil pessoas já foram beneficiadas em 349 comunidades, distribuídas em 8 estados das regiões Norte, Nordeste e Sudeste do país, que receberam água limpinha e de forma sustentável.

Além da implementação de tecnologia “acessível” e de “baixo custo”, o projeto visa a “autogestão” para criar “independência” e permitir a sua viabilidade no longo prazo, explicou à Agência Efe Daniela Redondo, diretora do Instituto Coca-Cola Brasil, uma das instituições que promovem a iniciativa.

Para a entrega, foi preciso ampliar a infraestrutura do tratamento de água. O resultado é mais qualidade de vida para esses brasileiros.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 35 milhões de pessoas sem acesso à água tratada no país, sendo que, destas, 20 milhões estão em comunidades e áreas rurais. Além de gerar doenças, mortes, perdas de dias de trabalho e dias escolares, a falta de acesso e tratamento de água gera altos custos para pessoas e governos.

Projeto se intensificou na pandemia

Água + Acesso existe desde 2017, mas o projeto foi intensificado em 2020 justamente por causa da pandemia para incentivar hábitos simples como lavar as mãos.

Com o agravamento da crise sanitária e do cenário econômico, o projeto se estruturou melhor para poder levar mais água a essas comunidades.

“Desde o início do programa, buscamos apoiar e dar visibilidade a modelos autossustentáveis, que são muito mais eficazes e com maior impacto e resultados que outros tipos de investimentos sociais”, disse Rodrigo Brito, um dos responsáveis pelo projeto.

Para ele, “a escolha por este modelo se deu ao ouvir e dialogar com as comunidades e organizações sobre quais eram os maiores desafios e oportunidades”.

Que possamos ver mais histórias assim, de projetos que precisam ser compartilhados! Fazer o bem é algo que não tem preço! Parabéns gente!

Foto: Divulgação | Projeto Água + Acesso
Foto: Divulgação | Projeto Água + Acesso
Foto: Divulgação | Projeto Água + Acesso
Foto: Divulgação | Projeto Água + Acesso

Por Monique de Carvalho, da redação do Só Notícia Boa – com informações de Efe.

Adnet se choca com o comportamento de influencers no Instagram em plena pandemia: “um show de horrores”


O comediante Marcelo Adnet foi a seu Twitter no domingo (18) manifestar sua insatisfação com ‘influencers’ que ‘seguem se aglomerando para fazer dancinhas e coreografias em meio a propagandas de shakes e chás emagrecedores’.

Para ilustrar sua postagem, o humorista colocou um vídeo do Tik Tok da digital influencer e ex-BBB Hariany Almeida.

Em sua participação na 19ª edição do reality show da Globo, ela foi expulsa faltando uma semana para a final do programa. Na Record, competiu na 11ª edição de A Fazenda e foi vice-campeã.

Com 9,8 milhões de seguidores no Instagram e 3,6 milhões no Tik Tok, a modelo e influenciadora (como consta em seu verbete na Wikipedia) é bastante acionada como garota-propaganda de produtos vinculados à moda, beleza e alimentação saudável.

O que não é saudável (e nem deveria estar na moda) é promover aglomerações, tais como a mostrada pelo vídeo postado por Adnet.

Assista o vídeo

Ex-coletor que estudou com livros doados passa em 2º em Medicina


A família de Joel Silva, que passou em 2º lugar em Medicina - Foto: arquivo pessoal
A família de Joel Silva, que passou em 2º lugar em Medicina – Foto: arquivo pessoal

Essa é para aplaudir. Joel Silva, um jovem de 22 anos que trabalhava como coletor de material reciclável, estudou com livros doados e passou em 2° lugar para cursar Medicina na UFPA, Universidade Federal do Pará.

Joel sempre foi incentivado pelos pais, que são coletores de material reciclável e agora conseguiu fazer 826 pontos no Enem, Exame Nacional do Ensino Médio.

Ele recebeu a notícia boa na última quarta, 14 quando se arrumava para mais um dia de trabalho, na periferia de Belém: “Não caiu a ficha ainda”, disse.

O jovem vai voltar à mesma universidade que abandou três anos atrás, quando começou a estudar direito. Ele não gostou do curso e também teve que largar para trabalhar e ajudar a família.

Paixão por Leitura

Joel conta que, por morar na periferia, nunca teve muitas opções lazer, o que fez ele se interessar pela leitura.

O jovem diz que conseguia os livros com ajuda do pessoal da cooperativa e nas casas onde ia recolher o material reciclado.

E de tanto ler os livros doados, ele acabou se interessando por história biologia, sociologia e filosofia.

Muito estudo

Durante a primeira onda da pandemia, Joel teve que conciliar o trabalho como coletor e os estudos para o vestibular.

Joel largou as coletas em novembro para se dedicar na reta final do Enem. Em fevereiro, conseguiu trabalho como vendedor em um comércio varejista no bairro onde ele mora.

Ele conta que foi desgastante.

Acordava às 6 da manhã, ia para o trabalho e à noite, quando retornava, estudava das 19h às 23h, todo dia.

“Estudar na pandemia é desafiador e o mais difícil é manter a rotina de estudos, mas tive uma grande oportunidade que foi o material doado pelas pessoas por onde a gente passa coletando o lixo. A gente interagia no trabalho com as pessoas e eu posso dizer que esse material doado foi o que salvou o meu percurso”, disse ao G1.

O sonho

E a escolha pela Medicina tem um motivo nobre:  Joel quer ajudar as pessoas da comunidade onde vive.

O sonho dele é que a população mais carente tenha chance de atendimento médico, porque onde mora, apesar de ter várias especialidades, é difícil conseguir vaga para consulta.

E ele sabe que ter passado na universidade representa apenas a primeira vitória.

O novo desafio será se manter no curso durante os seis anos necessários para se formar médico.

É alto o índice de evasão, mas Joel promete manter o esforço que teve até agora.

“Apesar das dificuldades, se a pessoa realmente focar onde ela quer estar lá na frente e em como chegar lá, se ela tiver um suporte tanto espiritual e familiar, são coisas essenciais para atingir objetivos como esse que foi o meu”, concluiu.

Com informações do G1

“Meu nome tá colocado”, diz Wagner sobre campanha ao governo da Bahia


Senador falou ainda sobre a candidatura de Lula à presidência em 2022

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Foto : Reprodução Rádio Metrópole

Em entrevista a Mário Kertész, no Jornal da Bahia no Ar, na Rádio Metrópole, o senador Jaques Wagner (PT) admitiu que é um nome colocado para concorrer ao governo da Bahia nas eleições de 2022.

Questionado sobre a falta de renovação que seu nome implica, uma vez que o petista ocupou o Palácio de Ondina por dois mandatos (2006 a 2014), Wagner argumentou que há um consenso na escolha da sua candidatura. “Até agora o que todos os partidos da base acham que congregam, que junta o grupo, é meu nome. Se for pra manter esse conjunto que a gente montou, há 14 anos, tô aqui colocado. Meu nome tá colocado”, disse.

O senador também comentou uma possível disputa com ACM Neto (DEM), que deve ser o candidato da oposição ao governo da Bahia ano que vem. “Eu acho que toda eleição você tem que cuidar, Nunca achei que tivesse adversário fraco ou forte. Se você pode bobear, pode perder. Como eles bobearam quando venci [em 2006]. Agora sou obrigado a dizer o seguinte, com o serviço prestado que a gente tem, que Lula tem ao Brasil, Lulinha lá e Galego aqui, é uma dupla o que tem o que mostrar”, disse.

Kertész questionou se Lula vai concorrer à presidência do Brasil, ano que vem, após o processo da Lava Jato que o condenadava e o tornava inelegível ser anulado no Supremo Tribunal Federal (STF). Wagner disse que isso já é um fato consumado. “Ele é candidato. É total. Lula tá em condições totais de concorrer, tanto fisicamente quanto juridicamente. Conversei com ele, e ele falou que quer fazer reunião com os senadores da Bahia. Ele já tá começando a fazer todos os contatos. Ele volta com o mesmo espírito”, pontuou.

Apesar das costuras políticas, Wagner ressaltou que esses assuntos não preocupam o povo no momento. E ainda aproveitou para criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “O povo quer vacina, auxílio e emprego. Mas a gente tem um presidente da República que não tem equilíbrio emocional, sensatez para conduzir o processo. Quanto mais gente morre no Brasil, mas ele não se toca com nada. A cabeça do militar é pra guerra. Mas ele tá fazendo guerra contra o povo brasileiro”, disse. Do Metro1

Bolsonaro reclama de afastamento de Pacheco e ministro diz que Alcolumbre saberia matar a CPI da Covid


Jair Bolsonaro e Rodrigo Bolsonaro com Pacheco, presidente do Senado Imagem: Mateus Bonomi/Agif – Agência de fotografia

Jair Bolsonaro tem percebido um crescente afastamento de Rodrigo Pacheco nas últimas semanas.

Não o considera um adversário, mas movimentos recentes já não fazem Pacheco ser considerado um aliado.

O Planalto já não havia gostado da campanha pela demissão de Ernesto Araújo. A postura na instalação da CPI da Pandemia deu certeza sobre a mudança de tom.

Acharam ruim Pacheco não operar para atrasar a leitura do requerimento. Um ministro próximo a Bolsonaro avalia que Davi Alcolumbre teria sabido matar a CPI.

Acontece que tem coisas que extrapolam e, um presidente de um órgão do tamanho de um Senado Federal, tem que pensar duas vezes antes de contra a maioria do povo brasileiro, para ficar ao lado de um presidente, evitando uma CPI que é necessária. É aquela coisa: “quem não deve não teme”. e se teme (…)

Fonte DCM

“Havia interesse dos Estads Unidos emo me condenar”, afirma Lula após STF confirmar anulação de sentenças


Ex-presidente Lula

Em sua primeira entrevista após o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhecer a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba na análise das denúncias contra ele e anular todas as condenações, o ex-presidente Lula denunciou o interesse dos Estados Unidos em sua condenação, promovida pelo ex-juiz Sergio Moro. Essa tese ganhou força nas últimas semanas após Le Monde denunciar a proximidade do ex-magistrado com o Departamento de Justiça dos EUA.

“O Lawfare é o uso do poder Judiciário para processos políticos. Isso aconteceu com Cristina [Kirchner] na Argentina, com [Rafael] Correa no Equador, com [Evo] Morales na Bolívia… No caso do Brasil, o mais grave é que havia interesses do departamento de Justiça dos Estados Unidos, das petroleiras americanas, das empreiteiras americanas… Queriam destruir a indústria de petróleo e gás”, disse o ex-presidente em entrevista ao jornalista Gustavo Sylvestre na TV argentina C5N.

“Esse processo foi uma mentira enorme, desde 2016 meus advogados mostram que foi uma farsa. Na realidade, a razão do meu processo foi um PowerPoint que meus acusadores usaram. Eu fui condenado por fatos indeterminados. Fizeram isso para me tirar das eleições de 2018”, completou.

A fonte desta matéria foi o 247