Arthur Lira “se junta” a banqueiros pela democracia que isolam Bolsonaro


Aqui vai a opinião do Café com Leite sobre o Lira ter se sentido na obrigação, mesmo contra a vontade de aderir ao movimento da carta. Um pouco antes ele, ao lado de Bolsonaro, alfinetou a idéia, talvez acreditando que tal carta não iria alcançar o numero de adesões que chegou. Agora, fica ao lado de quem quer defender a democracia e o sistema eleitoral, porém sem a confiança dos que realmente aderiram.
Por outro lado, o presidente Jair Bolsonaro disse não precisar de “cartinha” para defender a democracia, mas, no entanto do entretanto, vive tentando acabar com a democracia, quando quer, contra tudo e contra todos, querer ser contra o atual sistema eleitoral que o mundo aprova. Sem falar que ele foi eleito dentro desse modelo. A verdade é que o cerco começa a se fechar, pois ao extrapolar os limites aceitáveis pela elite, que seria as classes empresarial e bancária, o presidente começa a perceber que já não pode mais contar com antigos aliados. Talvez o Luciano, dono da Havan, conhecido como o “Véi da Havan” e outros que têm o mesmo perfil, permaneçam com o presidente. A verdade é que a ideia de insistir em querer votos impressos, terminou isolando o presidente de aliados importantes para a sua reeleição. Mas como se diz por aí: “a cegueira faz a pessoa fabricar a sua própria forca”. A matéria a seguir tem como fonte a Revista Fórum.

Da Fórum: Nove dias após o repúdio de instituições e autoridades brasileiras e internacionais à tentativa golpista de Jair Bolsonaro (PL) de atacar o sistema eleitoral em reunião com embaixadores, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PL), declarou que “sempre fui a favor da democracia e confio no sistema eleitoral”.

May be an image of outdoors and text that says 'Tudo para a sua MADEIREIRA EIRAJK construção Aqui você encontra tudo. Do alicerce ao interruptor! E mais: temos preços bons, qualidade e atendimento. Estamos lhe aguardando na AV. Brasília 404, em frente a Pousada Menina Bonita, em Maracás. Telefone whatsapp (73) 3533-2944'

A fala de Lira, em entrevista coletiva durante a convenção de seu partido, o Progressistas – novo nome do PP -, aconteceu nesta quarta-feira (27), mesmo dia em que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) decidiu aderir à Carta em defesa da Democracia, divulgada pela Faculdade de Direito da USP, que ganhou mais de 100 mil adesões em 24 horas.

Em nota, a federação que representa os banqueiros do país, afirma que “no âmbito de sua governança interna, por maioria, deliberou por subscrever documento encaminhado à entidade pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), intitulado ‘Em Defesa da Democracia e da Justiça’”.]

May be an image of text

A declaração de Lira e a adesão de banqueiros, juntamente com o discurso do General Luís Carlos Gomes Mattos, presidente do Superior Tribunal Militar, que reiterou que é a Justiça Eleitoral quem deve decidir sobre as eleições, isolam ainda mais Bolsonaro, que busca convocar um novo ato golpista para o 7 de Setembro.

No photo description available.

Críticas à carta

Apesar da declaração pró-democracia, Lira, que esteve na convenção que homologou o nome de Bolsonaro com uma camiseta com o número do PL, alfinetou a carta que vem ganhando adesões de diversos setores da sociedade.

“Eu dei mais de 20 mensagens mundo afora e internas no Brasil de que sempre fui a favor da democracia e de eleições transparentes, e confio no sistema eleitoral. Não precisa qualquer movimento público ou político fazer com que isso se apresente de maneira sempre necessária. Instituições no Brasil são fortes, são perenes e não são e nunca serão redes sociais”, disse o presidente da Câmara, buscando minimizar possíveis rusgas com o presidente.