O sonho de embarcar no trem das sete para a grande viagem, Por Walter Salles


 

Passeio de trem Curitiba a Morretes - Trem Serra do Mar Paranaense - Viagens e CaminhosNas linhas mais à frente deste texto, vamos juntos decifrar a canção Trem Das Sete do Raul Seixas, ok?

Há um poema que compara a vida com uma viagem de trem. Realmente, a gente pode comparar a vida aqui na terra como uma viagem de trem. Faz sentido sim! Ou seja, faz sentido quando a gente fala da vida que vivemos na terra. Porém, a verdade mesmo, biblicamente falando é bem diferente. Eu, Walter Salles, editor do Café com Leite, dentro dos meus modestos conhecimentos, estou aprendendo a ter certeza de como funciona tudo no âmbito espiritual.

Realmente quando desembarca do trem uma pessoa que viajava com a gente durante tanto tempo  nos contando histórias e fazendo a gente ser mais feliz, naturalmente sentimos muita falta e saudade pela sua partida.

Muitas pessoas que fizeram parte da minha vida e que já se foram ficou a saudade. Dentre estas, existem as de mais destaque, que posso aqui enfatizar três. A primeira foi meu pai, o Saudoso Elizeu Honório Vieira, que foi um homem amigo de 14 filhos e que foi uma espécie de professor em muitas vertentes das suas experiências, porém, diga-se de passagem, o seu estudo dentro de sala de aula foi muito pouco. A outra pessoa foi a minha saudosa mãe, Donária Bonfim Sales Vieira que, apesar de já fazer mais de 50 anos que ela partiu, é como se tivesse acontecido ontem à tarde. A terceira pessoa é o saudoso  sobrinho João Luiz. Eta menino que nos fez e faz  falta com a sua partida. O seu legado aqui na terra valeu por 100 anos de vida. Ali era fonte de sabedoria, amor e calmaria. Era um grande conselheiro o amigo o John, como eu o chamava. Mas sentir saudade é algo bom, principalmente quando se acredita que no desfecho final a gente vai se abraçar. Enfim, vamos ao deciframento e narrativa da música Trem das Sete.

Novos trens não aliviam sufoco dos passageiros no metrô - Jornal O GloboUma viagem pelo Trem das Sete, onde muitos irão embarcar mas, infelizmente, outros  vão ficar de fora

Bom! Vamos falar um pouco da viagem de trem, mas, digamos que esse trem que vai entrar aqui na história, é um trem especial. É o Trem das Sete da canção do Raul Seixas. Vou tentar decifrar aqui essa canção daquele sábio que se foi aos 44 anos e que exatamente neste mês de agosto está completando 33 anos da sua partida.

Para quem não sabe, o Raul era filho de um casal de Adventista do Sétimo Dia, portanto, mesmo que indiretamente, ele aprendeu muito com os pais. Eu também sou um Adventista e, pelo fato do meu modesto conhecimento de navegar nas páginas do livro de Apocalipse, decifrei a canção Trem das Sete com muita naturalidade e clareza. Vamos à história e à canção.

“Ói, ói o trem, vem surgindo detrás das montanha azuis olha o trem”! Bom; montanhas não é planície e um trem comum  não desse da montanha porque ele corre o risco de descarrilar, não é mesmo? Geralmente trens andam em terra plana. Continuando: Ói, ói o trem, fumegando, apitando e chamando os que sabem do trem! Ói, é o trem, vem trazendo de longe as cinzas do velho aeon! Aqui mais uma pausa para falarmos um pouco. Veja que esse trem é o trem das sete horas e o último do sertão. Não vai ter mais trem para pegar passageiros. Bom, o que quero dizer e o Raul também, é que o trem é a vinda de Jesus Cristo no dia da ressurreição para fazer a colheita, como disse o Seixas numa entrevista com Marília Gabriela. Por isso ele vem trazendo de loooonnnnge as cinzas do velho aeon. Ou seja: de Adão e Eva pra cá, ele vem fazendo um arrastão. Uns pra sorrir outros pra chorar. Aí ele, o Raul, continua com o seu hino, que, particularmente falando, eu acho um dos mais lindos que já ouvi! Vamos continuar. Ói, ói o trem, não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem! Eu diria que não precisa de documento nem de papel algum pra entrar no trem, mas sim uma bagagem diferente que é a espiritual. Mas é preciso saber que esse dia será de muita alegria para quem vai embarcar no trem, mas, no entanto, de muita tristeza para os que vão ficar de fora. Continuando a canção com o refrão que é: Quem vai chorar quem vai sorrir,  quem vai ficar quem vai partir,  pois o trem está chegando, tá chegando na estação, é o trem das sete horas, é o último do sertão… Agora entra a outra parte da canção que é bem mais vibrante: Ói, olha o céu, já não é o mesmo céu que você conheceu não é mais, vê, ói que céu, é um céu carregado, rajado e suspenso no ar! A Bíblia diz que os poderes dos céus serão abalados nesse dia, portanto, já não é mais esse céu azul e calmo que a gente vê todos os dias. Agora entra uma parte que quem lê a bíblia no livro de Apocalípice, vai entender um pouco mais. Ói, é o sinal, é o sinal das trombetas  dos  anjos e dos guardiões; ói, lá vem DEUS deslizando no céu entre brumas de mil megatons!!!  Aí entra novamente o refrão dos que vão chorar e os vão sorrir nesse dia.

Mas o grande barato da coerência dessa canção com a bíblia e o que Jesus falou sobre a sua volta, é que a sétima trombeta é a última. E quando os anjos soarem esta trombeta é como se dissesse que Jesus já está vindo com seus anjos para fazer a colheita, onde haverá nesse dia sorrisos e lágrimas.

Que coisa louca quando você entende perfeitamente. Ele só faltou dizer que lá vem Deus deslizando entre nuvens de mil megatons. Porque a bíblia diz que Jesus vem sobre as nuvens.

Apesar de terem tentando ingerir no homem, sem sucesso, o número 7 como o número da mentira, a bíblia diz que o sete é o número da perfeição, sendo comentado em centenas de passagem bíblicas. Por exemplo: Chegou um cidadão e falou pra Jesus: “Mestre, Mestre…eu já perdoei meu irmão sete vezes”. Acho que ele pensou que Jesus ia dizer: “chega, perdoe mais não”. Kkk  Pois é, Jesus disse a ele: “vá lá e perdoe setenta vezes sete se preciso for. (É bom que a gente tenha um coração pronto para perdoar, tipo ja viver no automático).

Pois é meus amados amigos, irmãos e irmãs; procurem alguém para lhes dar um estudo bíblico e entendam mais sobre a tão falada volta de Jesus. A letra dessa canção que o “maluco” do Raul Seixas escreveu num dos momentos de lucidez e inspiração, é bem coerente com as palavras do grande livro santo.

Vou parar por aqui. Me lembrei das colunas de Walter Salles no jornal impresso. Fim de papo e um abraço a todos!