VÍDEO: Vereador do Novo agride colega do PCdoB na Câmara de Belo Horizonte


Mateus Simões, cena da agressão e Gilson Reis

O vereador do Partido Novo Mateus Simões agrediu o também vereador Gilson Reis, do PCdoB, agora há pouco, na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

As imagens são claras: o vereador Simões se aproxima da vereadora que usava o microfone, Bella Gonçalves, do PSOL, e ela reclama que estão querendo tirá-lo de sua mão.

Gilson Reis se aproxima e se dirige a Mateus Simões, que o empurra com violência.

O vereador do Partido Novo começa a gritar, com o dedo em riste: “Você não me empurra, você não me empurra”.

Mas era ele quem tinha acabado de empurrar o colega de plenário.

Mais tarde, em entrevista, Mateus mentiu que havia sido empurrado e fez um discurso ideológico. A imagem o desmente.

“É uma vergonha o papel que o PCdoB se presta tendo um representante desqualificado como este em Belo Horizonte. Mostra bem o que a esquerda representa no Brasil”, disse o vereador do Partido Novo.

Para ele, o vereador do PCdoB exagerou na reação, ao protagonizar uma queda em que parecia “um artista de circo”, dando cambalhota.

Gilson Reis, por sua vez, comentou:

“Eu acabei de ser empurrado aqui na Câmara Municipal por um vereador desqualificado, que não compreende que aqui é um lugar do debate, não de violência, reproduzindo aqui violência de forma gratuita contra outro vereador da casa. Todo mundo viu aqui: ele me empurrou de forma violenta porque queria tomar o microfone de uma vereadora que queria falar no plenário. Então, nós chegamos no limite aqui”.

Os debates estavam aclarados por conta do projeto escola sem partido, que Mateus apóia e Gilson combate.

É a 11a. Sessão em que o grupo de Mateus tenta votar o projeto, mas a oposição obstrui, com a apresentação de requerimentos.

O escola sem partido é o nome de um movimento que procura restringir a liberdade do professor em sala de aula, com punição aos docentes que fizerem exposições que passar ser consideradas políticas (não no sentido partidário).

O Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional uma lei nesse sentido aprovada em Alagoas.

Veja o vídeo: Com informações do DCM.