Venezuela: Oposição e tentativa de derrubada de Maduro vai perdendo força


Iniciado com o apoio de um pequeno grupo de militares dissidentes junto ao líder da oposição, Juan Guaidó, a Venezuela vive nesta terça-feira (30) um cenário de informações contrariadas: de um lado, a falta de forças para a oposição derrubar Nicolás Maduro e uma minoria inexpressiva de militares que se somaram a Guaidó e, de outro, registros de manifestações que se estenderam por todo o país e a pressão internacional pela queda de Maduro.

Desde as primeiras horas do dia, foi iniciada em meio a uma confusão a chamada “Operação Liberdade”, nome dado pelo autoproclamado presidente Juan Guaidó e pelo então preso Leopoldo López, figura da oposição a Maduro, que saiu às ruas, abandonando a prisão domiciliar de que havia sido condenado a 14 anos.

Ambos deram início às manifestações na praça Francia de Altamira, junto a uma concentração de pessoas e alguns militares, na manhã de hoje. Logo após algumas horas, o presidente da Comissão de Defesa da Constituição do governo Maduro disse que um dos militares traidores era o diretor da polícia política do governo, o SEBIN, Cristopher Figuera.

Posteriormente, Maduro, que até agora não se apresentou publicamente e também se desconhece seu paradeiro, escreveu nas redes sociais que havia conversado com os Comandantes de todas as forças do país e que haviam manifestado “total lealdade ao Povo, à Constituição e à Pátria”. Ao mesmo tempo, convocou a “máxima mobilização popular para assegurar a vitória da Paz”.

Com essa convocatória, as manifestações que tomaram as ruas de todo o país somavam desde opositores, partindo da região de Altamira, até apoiadores de Nicolás Maduro, mais concentrados inicialmente no Palácio de Miraflores, aonde houve um comunicado oficial, por parte de Diodado Cabello, assegurando que a tentativa de golpe havia fracassado e que o país voltava à normalidade.

A garantida “normalidade”, entretanto, não foi verificada ao longo do dia. As manifestações por parte dos opositores seguiram. Veículos da oposição informaram que, até às 14h30 do horário local (15h30 horário de Brasília), 63 cidades de todo o país registravam mobilizações a favor de Guaidó. Seriam um total de 22 estados. Neles, em 16 cidades havia a notícia de algum tipo de repressão por parte do governo, que deixaram alguns feridos. Nenhuma morte até o momento foi noticiada. GGN.