Veja vídeo: pela segunda vez, advogado discute com juíza e é retirado pela PM no Imbuí


A primeira confusão aconteceu junho e a atitude do defensor foi repudiada pela Associação dos Magistrados da Bahia (Amab)

[Veja vídeo: pela segunda vez, advogado discute com juíza e é retirado pela PM no Imbuí]
Foto : Divulgação

O advogado Paulo Kleber Carneiro Carvalho Filho voltou a se envolver em uma confusão com a juíza Isabela Kruschewsky, titular da 32ª Vara dos Juizados Especiais e da 2ª Turma Recursal da Comarca de Salvador, durante um julgamento ocorrido hoje (5), no Fórum Regional do Imbuí.

Vídeos enviados por leitores do Metro1, mostram Carneiro Filho discutindo com a magistrada Maria Lúcia Coelho. “Isabela Kruschewsky é casada com um advogado de banco, advogado do Itaú”, afirmou, durante a briga. Cercado de policiais militares, ele resistia a deixar o local. “Você é policial para vagabundo. Não me empurre”, bradava.

Após a confusão, presenciada por diversas pessoas, Maria Lúcia Coelho confirmou que a também juíza Isabela Kruschewsky é casada com um advogado que trabalha para instituições financeiras, mas ressaltou que a colega se declara impedida em ações que pedem o uso do instrumento.

Procurado pelo Metro1, Paulo Kleber Carneiro Filho disse que irá ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra as duas magistradas. “Eu pedi a palavra, como garante o estatuto da OAB, e ela [Isabela] não me deixou tomar a palavra. Tive que fazer juízo à minha prerrogativa e pedi esclarecimento sobre os ataques que sofri dela na última sessão. A partir disso, me foi tomada a palavra, ela falou por cima de mim, chamou a polícia e me impediu de exercer a minha função. Eu tinha processo lá, ela tirou de pauta. Ela chamou a guarda para me tirar, sendo que eu não estava fazendo nada mais que minha função. Ela julga a favor do banco, pois no momento que ela faz isso, ele [o marido] ganha os honorários de êxito e tudo mais, já vi multa sendo baixada de R$ 500 mil para R$ 0. Por conta disso, ela não deveria julgar Bradesco Saúde, Itaú. Ela favorece o escritório do marido! Vou ao CNJ”, protestou.

A primeira confusão aconteceu junho e a atitude do defensor foi repudiada pela Associação dos Magistrados da Bahia (Amab).