Repasses da Odebrecht para Alckmin eram feitos por meio de senhas como ‘pastel, pudim e bolero’


Já faz algum tempo que vem se acumulando denúncias contra figurões dos Tucanos, a exemplo do Aécio Neves, José Serra, Paulo Preto, esse ainda chegou a ser preso, mas não fazia parte do elenco de grandões do partido, se ofereceu para uma delação, mas não tiveram interesse. Mas por último, não teve jeito. A verdade parece está aparecendo e o que resta agora é saber se confirmados os roubos, quem e quando esses vão parar na cadeia.

Geraldo Alckmin

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, o ex-governador Geraldo Alckmin recebeu R$ 11,3 milhões da Odebrecht nas campanhas eleitorais de 2010 e 2014 e tinha os codinomes de ‘Belém’ e ‘meia’ nas planilhas do chamado departamento de propina da construtora.

 A denúncia apresentada à Justiça pelo Ministério Público Eleitoral de São Paulo contra o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) nesta quinta-feira (23) aponta que ele recebeu R$ 11,3 milhões da Odebrecht durante as eleições de 2010 e 2014, quando foi eleito e reeleito para o Palácio dos Bandeirantes.

Alckmin é acusado de cometer crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral, o chamado caixa dois de campanha.

Segundo reportagem do G1, os repasses foram feitos por meio do cunhado do ex-governador, Adhemar César Ribeiro, e de um ex-tesoureiro de campanha do tucano, Marcos Antonio Monteiro. A entrega do dinheiro usava senhas como “pastel, pudim, escravo e bolero”, diz a denúncia.

Os primeiros pagamentos, segundo os promotores do caso, aconteceram entre 28/07/2010 e 02/11/2010, por meio do departamento de Operações Estruturadas da construtora, nome formal do setor da empreiteira responsável por operacionalizar pagamentos de propina e caixa dois a políticos de vários partidos.

Segundo a denúncia, na eleição de 2010, a Odebrecht repassou à Alckmin o valor total de R$ 2 milhões. O dinheiro teria sido entregue por Álvaro José Gallies Novis, doleiro proprietário da Hoya Corretora, ao cunhado de Alckmin, Adhemar César Ribeiro, em vários encontros.

Nas planilhas da Odebrecht, Alckmin é apontado com o codinome de “Belém” e o repasse dos valores era feito em espécie. Durante os encontros, Novis e Adhemar usaram senhas como “acara, escravo, cabana, teatro peixe, presépio, borracha, fafa, colônia e pastel” para o recebimento do dinheiro, segundo os promotores do caso.

Ao longo de 2010, foram 11 entregas feitas por Novis ao cunhado de Alckmin. Os encontros eram sempre no escritório de Adhemar, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Sul de São Paulo, e os valores das entregas variaram entre R$ 50 mil a R$ 500 mil.

Já na campanha de 2014, quando Alckmin concorreu à reeleição ao governo estadual, ele foi identificado como “meia” numa tabela disfarçada, que usava termos do futebol.

Com informações do 247.