Reforma da Previdência: Está escancarada as negociações em Brasília, por Walter Salles


 

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Walter Salles-  Quando o líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)  diz que só vai ser votada a Reforma da Previdência quando o Governo tiver a quantidade de votos suficiente fara passar, está querendo dizer que as negociações estão rolando com os parlamentares, que, pelo andar da carruagem, está cada vez mais difícil de chegar à quantia exata ou um pouco mais, porém, só desistem quando não tiver mais jeito. Enquanto isso, os deputados que estão sendo pressionados para votarem, se sentem entre o “mel e o fel”. O mel seria as tentações oferecidas pelo governo, que outro dia estava pressionando os ministérios para liberarem verbas para os parlamentares que fecharam com a votação a favor da reforma. Por outro lado, eles poderão provar do amargo fel, que é vê as urnas vazias na hora de apurar a votação nas eleições de outubro. O Agnaldo Ribeiro já avisou o Presidente da casa, o Rodrigo Maia, para só tirar a votação da reforma de pauta, se não houver, de jeito nenhum, alcançado a quantidade almejada pela cúpula.

A população já está começando a não entender o porque de tanto interesse em fazer essa reforma, se, de acordo ao resultado da CPI da Reforma, não há motivos para haver reforma, pois a instituição não se encontra com desfite, mas, no entanto, tendo pra receber de empresas grandes deste país, inclusive bancos, nada menos que 450 bilhões de Reais, quantia que deixaria a Previdência em situação bastante favorável. Não seria o caso desses nobres parlamentares procurar fazer movimentos na casa, para obrigar tais empresas a pagarem as sua dívidas? 
Outro dia, em áudio nos celulares, tinha um deputado, que a gravação não mencionava o seu nome e o seu partido, mas, pelo tom e pelo assunto levantado, leva a crer ser esquerdista, onde dizia ele que “uma mãe ou um pai quando vai dar um remédio de sabor ruim para os seus filhos, primeiro prova de tal sabor, para então os filhos tomarem o remédio”. Mas no caso dos arrochos junto ao trabalhador, as medidas tomadas entre governo e parlamentares, principalmente depois da chegada do atual governo, o “remédio ruim é só para os pobres”. O que queria dizer o amigo deputado, é que não acontece ao menos uma emenda a ser votada, para diminuir as mordomias dos políticos, os quais são votados pelo povo. É preciso sim que haja uma mudança de cima para baixo, inclusive obrigando os devedores deste país, pagarem as suas dívidas, para então, quando chegar alguma medida que mude a vida da classe mais baixa, seja com coerência e respeito, mudando para melhor.

O relator da Reforma, Deputado Arthur Maia, (PPS- BA) apresentou um novo texto, com algumas mudanças para tentar passar a reforma, onde a discussão sobre a nova tentativa, está marcada para o dia 19 deste mês. O novo texto traz algumas explicações um pouco mal explicadas, onde diz que a quantidade mínima para o contribuinte é de 15 anos para os trabalhadores de regime geral. Para os servidores públicos, a contribuição mínima é de 25 anos. Só que nas matérias publicadas pela mídia, não diz quanto esses contribuintes de 15 e 25 anos irão receber quando se aposentar, pois em outra explicação, fala que  nos dois casos, ou seja, servidor público ou regime geral, se quiserem receber o valor integral da aposentadoria terão que contribuir por 40 anos. Fica a pergunta do trabalhador brasileiro: Os nobres deputados e políticos em geral precisam contribuir 40 anos para terem as suas gorgas aposentadorias, ou apenas dois mandatos, que aliás, já são cheios de mordomias?

Se os grandões lá de Brasília não estão tendo respeito com o trabalhador e eleitor brasileiro, esses, [os trabalhadores] estão aprendendo reivindicar esse respeito e os seus direitos. Café com Leite Notícias.