Reforma da Previdência começa enfraquecer


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Walter Salles- Desde que começou a se comentar sobre a Reforma da Previdência, logo que o Temer tomou posse, que o assunto tomou uma conotação polêmica, pois as opiniões se divergiam, sobretudo, pelo fato de prejudicar o mais fraco. No ano passado, após o resultado da CPI da Previdência, que constatou que não há deficit na instituição, mas sim uma dívida perdoada dos grandes empresários, que chega a 450 bilhões de Reais, valores que acertaria a vida da Previdência, reforçou ainda mais a possibilidade de não haver a reforma.

O grande problema que acontece na atualidade, é que a reforma está, (ou estaria) marcada para os próximos meses, período em que os deputados e senadores iniciam as suas pré campanhas para as eleições de outubro. Aí é que mora o perigo de cada um ficar marcado perante os eleitores, uma vez que sabem que é uma atitude impopular.

Na verdade, já há uma lista de deputados marcados pelos eleitores, por aprovar a nova lei trabalhista, que já apareceu os primeiros resultados, que foi muitos patrões não terem pago o décimo terceiro salário dos funcionários. A mesma coisa aconteceu com algumas prefeituras, que não respeitando mais a famosa Lei de Responsabilidade Fiscal, também ficaram sem pagar décimo terceiro e atrasam pagamentos do servidor.

Voltando à Previdência, agora, já no mês de fevereiro, certamente está acontecendo o recuo dos nobres parlamentares por está muito próximo das eleições. Pois se faltasse ainda ao menos dois anos, certamente eles iriam arriscar, apostando na velha filosofia de que brasileiro, principalmente pobre, tem memória curta.

O Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, em Brasília, disse em entrevista, que ainda não decidiu se vai tirar a Reforma da Previdência da pauta, e que vai ser discutido em plenário essa semana. Ou seja, ao que tudo indica, a probabilidade de acontecer a reforma não chega a dez por cento, na avaliação de muita gente que vem acompanhando a luta e reluta  para conseguir a quantidade de votos, a novela vai chegar ao fim, desta vez sem casamento. Isso depois de gastar milhões em dinheiro com campanhas, para tentar convencer o povo de que reformar é preciso. Agora, com a quantidade de votos cada vez menores, apesar dos presidentes de partidos ameaçarem punição e até expulsão dos parlamentares, caso não votassem a favor da reforma, aconteceu a desobediência e mais uma vez o tiro vai sair pela culatra. Café com Leite Notícias.