Presidente Juarez e o seu ponto de vista sobre Maracás


Maracás passa por uma crise política administrativa, onde será preciso muito cuidado para que essa linda cidade, que já foi referência após a chegada do saudoso Fernando Carvalho, não volte aos tempos de outrora, pois o povo sonhou com a mudança, mas já se ouve muito da população a palavra arrependimento. Como ainda está no começo do segundo ano de mandato, há tempo de reverter o quadro, pois é uma questão de dedicação e corrigir erros. Opinião da galera do Café com Leite Notícias.

“A hora agora é de união para o bem de Maracás”, disse Juarez

 

Nesta quarta feira 14 de março o Café com Leite Notícias esteve batendo um papo com o presidente da câmara de Maracás, conhecido popularmente por Juarez do Torno, onde ele se mostrou preocupado com Maracás, reconheceu que há sim uma crise política se implantando na cidade e disse que é preciso muita cautela e cuidado para que Maracás e a população não sejam prejudicadas. “Eu acho que o momento agora é de união por Maracás, para que essa nossa cidade cresça a cada dia”, Juarez disse isso se referindo ao racha entre prefeito e vice na cidade, já que na semana passada o vice-prefeito Sebastian Silveira, conhecido como (Tião da Me Leva) fez pronunciamento declaratório que já não fazia parte da ala do governo, ou seja, estava saindo da companhia do atual governo. (Na ocasião do pronunciamento, Tião falou muito a palavra ingratidão, onde dizia não aceitar tal atitude). Como ele fez parte da campanha como vice e depois seguiram juntos para a nova administração da “mudança”, muitos fatores terminaram contrariando o vice-prefeito maracaense, que, ao seu ver, o prefeito não deveria tomar determinadas atitudes sozinho.

 

O presidente da câmara, Juarez, que faz parte da ala do prefeito Soya, reconhece que a prefeitura está passando por um momento de muita dificuldades, uma vez que o repasse do FPM (Fundo de participação dos Municípios) caiu de 1.4 para 1.2, o que gera uma queda de mais de 200 mil Reais por mês para o município. Mas o presidente do Legislativo admite também, que o prefeito Soya não tem articulação política suficiente e que isso pode prejudicar o município e o povo, mas assegurou que trata-se de um prefeito muito honesto.

A questão do município ter sofrido uma queda no FPM, realmente é uma diferença grande, só que é preciso que se saiba que o referido repasse chega a cada prefeitura de acordo a quantidade da população. Para isso é feito um censo em cada tempo determinado, para saber se cresceu a população ou diminuiu. No caso de Maracás, talvez por falta de emprego para a população, muita gente teve que ir para terras distantes, o que termina diminuindo a quantidade de gente. Neste caso, não há o que perder, pois cada município recebe um valor referente a população, que proporcionalmente falando, termina sendo igual para todos, principalmente em cidades pobres. No caso de Maracás, existe um referencial, que é o imposto que vem das empresas ligadas à extração do vanádio.

Voltando às décadas de 1980 e 1990 

Durante as décadas de 80 e 90 era comum os prefeitos atrasarem pagamentos de funcionários até chegar a lei de responsabilidade fiscal, onde obrigava o prefeito pagar dentro do mês ou nos primeiros dias do mês seguinte. Isso durou até o Temer mudar a lei trabalhista dando direito a livre negociação entre patrão e empregado. Daí pra cá está virando moda prefeitura atrasar pagamento do servidor. Não que esteja acontecendo em Maracás, mas até aí, pagar em dia não quer dizer que está acontecendo uma boa gestão. Pois o bom gestor tem que se espelhar em quem paga em dia, faz obras com recurso próprio e ainda tem dinheiro em caixa, como existem muitos gestores assim. Mas, no entanto, existem os que não paga em dia, enrola fornecedor, não realiza uma única obra e não tem dinheiro em caixa. Esses não devem ser espelho para imitar, mas sim repudiá-los.

Crise no Governo Municipal  

Não tem jeito, a crise está criada e é preciso muito jogo de cintura e dedicação, para conter as críticas e os desgastes. Uma vez que o vice-prefeito, por insatisfação, pronuncia o seu afastamento da ala do governo, um vereador também se chateia e sai da chamada situação, como aconteceu com o Álison, e, para completar, ainda há uma grande insatisfação por parte da população, é preciso rever onde foi que nasceu o erro, para corrigir antes que a carruagem perca o controle, porque a crise está implantada.