Praia Grande e Baixada Santista contam seus mortos três meses depois do banho de mar de Bolsonaro,


O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) mergulhou de um barco no mar da Praia Grande (SP), em janeiro deste ano, onde provocou aglomerações e foi recebido como mito por um pequeno coro armado e ensaiado na beira da praia, cnforme lembra a coluna do Estadão.

Hoje, após chegarmos a 331 mil mortos pela covid, a secretaria de Comunicação da Presidência tenta a todo custo demonstrar que o presidente sempre foi responsável com relação à doença.

Não é verdade. E as imagens divulgadas pela própria Presidência demonstram isso. Três meses depois, a Baixada Santista vive, assim como todo o país, a sua pior crise diante da pandemia do coronavírus, com seus mortos, hospitais lotados e, o que é pior, uma projeção péssima para o mês de abril.

Segundo dados oficiais, a ocupação de leitos de covid-19 nos municípios da Baixada Santista está em torno de 80% e, em leitos de UTI, próximo dos 90%. Na virada do ano, enquanto a ciência pedia restrições, Bolsonaro dizia que a pandemia estava no fim.