“Piada” de humorista com mãe de Isabella Nardoni repercute mal nas redes


Post chegou a sair do ar, mas ele fez questão de respostar. Menina de 5 anos foi vítima de um dos crimes mais repercutidos no Brasil nos últimos tempos

Leo Lins piada Isabella Nardoni

 

 

Na última quinta-feira, 27 de fevereiro, o comediante Léo Lins usou as redes sociais para fazer uma “piada” de mau gosto sobre o nascimento da filha de Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni.

A menina nasceu na quarta-feira, 26 de fevereiro, e ele compartilhou no Instagram a notícia junto ao seguinte comentário: “Espero que ela more no térreo”. Léo Lins integra o elenco do programa de Danilo Gentili, no SBT.

Ana Carolina Oliveira também é mãe de Miguel, de três anos. Ela teve os filhos quase dez anos depois de perder Isabella, que foi morta pelo pai, Alexandre Nardoni e a madrasta, Anna Carolina Jatobá.

O crime, que ocorreu em 2008, abalou o Brasil quando a criança de 5 anos foi jogada pela janela do apartamento do pai e acabou não resistindo.

A “piada” de Léo Lins, que possui mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, recebeu milhares de críticas. Tanto que o post chegou a ser denunciado pelos internautas e saiu do ar, mas Leo fez questão de repostar. “Removeram, mas ta aí de novo”, ironizou ele.

“Confesso que eu era fã dos textos do Leo Lins, mas depois dessa piada escrota postada por ele no Instagram… Pode até não existir limites para o humor, se é que podemos chamar isso de humor. Mas existe sim algo chamado respeito ao luto alheio. E pra você saber, senhor Leo Lins, quem assassinou a Isabela Nardoni não foi a mãe, mas a madrasta, junto com o monstro covarde que a menina chamava de pai”, comentou um seguidor, que angariou 1,4 mil curtidas. Com infomações do PragmatismoPolitico

Ana Carolina Oliveira não tem o costume de dar muitas entrevistas, mas em 2016, quando anunciou a gravidez do primeiro filho, a mãe voltou a tocar no assunto de Isabella.

“Com o apoio de família, religião e terapia. Até certo ponto, você aguenta sozinha. Mas tem uma hora em que a dor sufoca. Eu demorei dois meses para procurar terapia e cheguei a fazer três sessões por semana. Nos primeiros meses, o caso da minha filha aparecia todos os dias na TV. De certa forma, a comoção das pessoas me ajudou. Havia quem chorasse como se tivesse perdido o próprio filho. Recebi muitas cartas, muitos abraços. As pessoas torceram e sofreram por mim. Não comparo problemas e dores, mas não me permitia ter um papel de coitada e ir para o buraco”.