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Uruguai, o oásis na pandemia na América do Sul


Homem e menina passeiam pela Rambla, o calçadão da orla de Montevidéu — Foto: Eitan Abramovich/AFP

Se existe um oásis na pandemia do novo coronavírus na América do Sul ele fica no Uruguai. Sem ter imposto uma quarentena obrigatória, o governo do presidente Luis Lacalle Pou conseguiu estabilizar o número de casos em 738 e 20 mortos, tornando-se modelo no continente.

É o único país da região que figura entre os 42 no mundo que vêm conseguindo vencer a doença, segundo o portal Endcoronavirus.org, um ranking realizado pelo New England Complex Systems Institute. Sustentado por uma coalizão de cinco partidos que vão do centro à direita radical, Lacalle Pou assumiu o governo no início de março, apenas 13 dias antes da chegada do novo coronavírus ao país.

Ao encerrar um período de 15 anos de governos da Frente Ampla, o presidente se viu diante do desafio da pandemia e, para não transformá-lo em pesadelo, optou por uma estratégia diferente dos demais vizinhos. Declarou emergência sanitária no país, mas evitou tratar o confinamento como obrigatório.

Em vez disso, apelou à responsabilidade dos uruguaios lançando a “Operação Todos em Casa”. Traduza-se por isso a recomendação para que cada cidadão limitasse suas saídas e respeitasse o distanciamento social.

Presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, anuncia medidas para frear transmissão do novo coronavírus em março — Foto: AFP/Alvaro Salas

Presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, anuncia medidas para frear transmissão do novo coronavírus em março — Foto: AFP/Alvaro Salas

O governo suspendeu as aulas, fechou fronteiras e proibiu eventos de massa, mas não reprimiu quem precisasse trabalhar fora de casa. “Não está desaconselhado sair, desde que a pessoa mantenha distância de outras e use máscaras”, orientou o presidente. Lacalle Pou tentou se equilibrar entre saúde e economia, sem perder de vista a herança de um déficit fiscal em torno de 6% do PIB e o crescimento da dívida pública.

Para aplacar os efeitos da pandemia, lançou um programa de estímulo à iniciativa privada e criou um seguro destinado a quem perdeu o emprego ou teve redução de salário. Concedeu subsídios, durante dois meses, equivalentes a 160 dólares aos que estão no mercado informal. Em contrapartida, o governo reduziu, pelo mesmo período, os salários de funcionários públicos e aposentadorias.

Entoado pela OMS, o mantra “testar, testar e testar”, para rastrear o vírus, funciona no Uruguai: de acordo com o modelo Worldometer, que monitora a doença no mundo, foram realizados 10.261 exames para cada milhão de habitantes, praticamente o triplo em relação ao Brasil, onde a marca é de 3.462 testes por milhão.

Isso deu segurança na retomada, ainda que gradual, das atividades. Na semana passada, as repartições públicas voltaram a funcionar, assim como parte do comércio. As escolas reabrirão nos próximos dias, e os uruguaios já têm autorização para a prática de oito esportes ao ar livre.

Novato na presidência, Lacalle Pou passou em seu primeiro teste e domou a pandemia. Preserva a sua posição no ranking, mantendo fechadas as fronteiras com o vizinho Brasil, comandado pelo aliado Jair Bolsonaro, onde a doença avança sem freios.

Enquanto isso no Brasil, as medidas foram no sentido contrário, pois os brasileiros viram e ouviram o presidente da república sair às ruas, pegar nas mãos do povo e, em cadeia nacional, dizer que o Covid 19 não passa de uma gripezinha. Com isso, já são somados mais de 19 mil mortes e quase 300 mil infectados, com hospitais em boa parte do país sem leitos de UTI para socorrer novos infectados. Infelizmente o presidente dos brasileiros não tem demonstrado amor pelo seu povo e está deixando muita gente morrer. Último parágrafo do Café com Leite, informação do  G1 .

     

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Documentos apresentados pela defesa de Lula provam que Odebrecht pagou delatores


Publicado originalmente no site Consultor Jurídico (ConJur)

De acordo a matéria publicada no DCM, a peça de 63 páginas é assinada pelos advogados Cristiano ZaninValeska MartinsMaria de Lourdes LopesEliakin T.Y.P. dos Santos e Lyzie de Souza Andrade Perfi e sustenta que documentos e planilhas apresentados no último dia 17 pela própria Odebecht à Justiça de São Paulo provam definitivamente que delações usadas para condenar Lula foram pagas.

Esses documentos foram apresentados pela construtora em processos contra Marcelo Odebrecht. Entre eles, está uma planilha segundo a qual ex-executivos e colaboradores da Odebrecht receberiam por até nove anos valores da empresa sem qualquer tipo de prestação de serviço após a celebração dos acordos de delação premiada.

Conforme a defesa do petista, os documentos provam que a empreiteira pagou pelas “delações premiadas e pelo conteúdo que elas veicularam para tentar incriminar o ex-presidente Lula”. Da planilha apresentada constam apenas beneficiários que fecharam acordos de colaboração com auxílio da empresa.

No texto, os advogados de Lula reproduzem trechos de ação declaratória de nulidade ajuizada pela Odebrecht contra o ex-presidente da companhia Marcelo Bahia Odebrecht. A ação visa a invalidar contrato celebrado em que a empresa se compromete a pagar a Marcelo a quantia de R$ 52 milhões por conta de serviços prestados enquanto ele exerceu a presidência do grupo entre 2013 e 2015.

“O réu sabia que, para celebração de acordo de leniência que possibilitasse a continuidade das atividades da empresa, a Odebrecht  precisava que seus ex-executivos, envolvidos nos fatos investigados pela operação “lava jato”, cooperassem com as autoridades criminais. Com isso em mente, o senhor Marcelo Odebrecht passou a ameaçar a empresa (o conteúdo dessas ameaças será abordado com detalhes em capítulo próprio) afirmando que, caso não lhe fossem conferidas determinadas benesses patrimoniais, ele não celebraria acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal, inviabilizando, por consequência, o acordo de leniência da Odebrecht. Colocada contra a parede e necessitando preservar sua própria existência, a Odebrecht pagou ao senhor Marcelo Odebrecht mais de R$ 143 milhões, que foram utilizados pelo réu para sua blindagem patrimonial”, diz trecho da inicial da ação da empresa contra seu ex-presidente.

A peça também apresenta transcrições da correspondência de Marcelo Odebrecht em seu tempo de cárcere e uma planilha com valores pagos aos executivos que celebraram acordos de delação. Um deles, Alexandrino Alencar, receberia R$ 100 mil por aproximadamente nove anos. A defesa de Lula também apresenta um documento que lista os “compromissos assumidos com colaboradores” em que a empresa se compromete a fazer o pagamento de multas ao MPF, prover apoio jurídico e dar proteção patrimonial aos delatores.

A defesa de Lula pede que TRF-4 autorize a realização e diligências para averiguar como foi organizado e comandado o processo de delação premiada da Odebrecht e quem apresentou a proposta de remuneração para executivos, colaboradores e terceiros para viabilizar os acordos.

Os advogados do petista também pedem que se esclareçam quais as condições impostas aos executivos para firmar os acordos. Por fim, é feito o pedido para que a Odebrecht justifique por que apresentou ação declaratória contra Marcelo Odebrecht, afirmando que as acusações lançadas contra ele envolvendo a Petrobras (“casos Palocci”) eram “mentirosas e, a despeito disso, o grupo, seus executivos e colaboradores, inclusive o próprio Marcelo Odebrecht, fizeram colaborações premiadas baseadas nessas mesmas acusações”.

Clique aqui para ler o recurso apresentado pela defesa de Lula
Clique aqui para ler a planilha de compromissos com delatores
Clique aqui para ler as transcrições dos bilhetes de Marcelo Odebrecht

Acredito que ela esteja apaixonada por Bolsonaro. Diz ex-marido de Regina Duarte


Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

O ex-marido da secretária de Cultura Regina Duarte, entre os anos de 1978 e 1979, ator e cineastra Daniel Filho, disse que não entende o que está acontecendo com a ex-esposa, com quem ainda mantém amizade. Daniel afirmou, em entrevista à Folha de São Paulo, recentemente, que não a reconheceu na entrevista dada à CNN. “Comentei com amigos próximos para ver se alguém conseguia entender, mas diziam simplesmente: ‘enlouqueceu’, ‘ficou maluca’, acho estranho”, afirmou.

Daniel Filho disse ainda que suspeita que Regina esteja enfrentando problemas psicológicos, dupla personalidade e até mesmo a possibilidade de ela estar apaixonada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Eu a considero a namoradinha do Bolsonaro hoje [fazendo alusão ao apelido de Regina nas novelas, a namoradinha do Brasil]. Será que ela se apaixonou pelo Bolsonaro? Estamos todos preocupados e lamentando o que a Regina está fazendo. Será que ela realmente acha que o Brasil vai melhorar com o Bolsonaro? Essa pandemia, então, arrebenta tudo, e ela se une a um assassino. Que é tão perigoso quanto foi a ditadura”, opinou o ator.

“O primeiro susto que tomei com a Regina foi na declaração de que ela tinha medo do Lula [campanha de José Serra à Presidência em 2002]. Mais do que a declaração, que podia ter sido ‘não concordo com o Lula’, o que me deixou impactado foi a forma. Era uma coisa raivosa, estranha, não sei dizer se ela foi usada, se os usou”, concluiu.

esse assunto circulou em várias redes, e agora que ela aceitou de dentes abertos, ser rebaixada, como se o seu chefe lhe dissesse, ‘você não tem competência para esse cargo, vou lhe colocar em um que você vai ser subordinada do novo secretário’, e ela aceitou de boa. Realmente não é para apenas o Daniel Filho ficar cabreiro, mas sim, o Brasil.

Outro dia o também ator, José de Abreu, estava questionando sobre o que o Bolsonaro tem que consegue hipnotizar tanta gente. Seria um poder maligno? Perguntava o ator. Fonte dessa matéria, MI Mita informação.  

 

 

Ex-ministra do STJ afirma que união entre Neto e Rui salvou vidas de baianos: ‘Estou encantada’


“Estou feliz com a Bahia. União de ideologias distintas. Mostra para muitos estados como é possível a convivência de duas pessoas que pensam diferente, e isso tem reflexo”, disse Eliana Calmon

[Ex-ministra do STJ afirma que união entre Neto e Rui salvou vidas de baianos: 'Estou encantada']
Foto : Tácio Moreira / Metropress

A ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon elogiou a união do prefeito de Salvador, ACM Neto, e do governador da Bahia, Rui Costa, para enfrentar o coronavírus. Em entrevista hoje (19) à Rádio Metrópole, a jurista afirmou que ficou encantada com o jeito que os gestores estão lidando com a pandemia.

“Estou feliz com a Bahia. União de ideologias distintas. Mostra para muitos estados como é possível a convivência de duas pessoas que pensam diferente, e isso tem reflexo. A Bahia tem uma periferia de muita pobreza, de muita sujeira, falta de saneamento… Mas o número de infectados é muito menor que diversos estados, e deve-se à essa união, salvando muitas vidas baianas”, pontuou. Com informações do Metro1

 

Rodoviários aprovam greve geral em Salvador, que pode ficar sem ônibus nos próximos dias


Rodoviários aprovam greve geral em Salvador, que pode ficar sem ônibus nos próximos dias
Crédito da Foto: vídeo/Leitor Aratu On

Salvador pode ficar sem ônibus nos próximos dias, já que a categoria aprovou uma greve geral. A informação é do presidente do Sindicato dos Rodoviários e vereador, Hélio Ferreira. A decisão foi tomada durante uma reunião virtual na tarde de terça-feira (19/5).

A greve, segundo a categoria, é motivada pela campanha salarial e por melhores condições de trabalho durante a pandemia da Covid-19. “Tivemos uma grande adesão da categoria ao longo de quase 3 horas de assembleia virtual. Destaque para a participação dos trabalhadores que, de onde estavam, puderam contribuir com suas ideias e sugestões para enfrentar os problemas da campanha salarial e desse momento difícil”, diz uma nota do Sindicato.

Agora, a diretoria deve obedecer os trâmites jurídicos, como publicação do indicativo de greve em um jornal em pelo menos 48 horas antes de pararem os trabalhos. O edital de greve e o dia da próxima assembleia geral ainda não foram divulgados. Fonte:Aratuon

 

 

Empresa que insistia em transportar passageiros para cidades bloqueadas na Bahia é interditada


O Ministério Público da Bahia (MP-BA) suspendeu as atividades da empresa Transporte de Turismo Cidade do Ouro (Santo Amaro) pelo não cumprimento do decreto estadual que prevê a interdição deste tipo de serviço em todo o estado durante o período de enfrentamento à pandemia da Covid-19.
Um veículo foi flagrado no entroncamento da BA 052 com a BA 144, transportando 23 passageiros para cidades da região como Morro de Chapéu, Várzea Nova, Jacobina e Capim Grosso. Os viajantes seriam oriundos dos estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo.
Conforme solicitado pela promotora de Justiça Rocío Matos, todos os ônibus da empresa foram apreendidos pela Polícia Rodoviária estadual (PRE) na última segunda-feira (18/5), localizados nas garagens da empresa, em Jacobina.
Rocío Matos pediu também a suspensão das atividades da empresa, impedindo a realização de qualquer transporte coletivo interestadual e intermunicipal para o município realizado pela Santo Amaro enquanto vigorar decreto estadual.
A decisão estabeleceu multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento. Segundo o Governo da Bahia, 174 municípios estão com o transporte interrompido (CLIQUE E VEJA A LISTA).
Fonte: AratuOn

 

 

 

 

“Avisamos que só tinha criança na casa, mas mesmo assim tacaram granada e tiros, diz testemunha da morte de adolescente de 14 anos


Muito triste o que tem acontecido no país, referente a erros e, em muitos casos, falta de respeito mesmo, por vidas inocentes. aquela coisa de atirar primeiro para depois saber se acertou o alvo ou atirou na pessoa errada. Seria falta de treinamento ou pessoas erradas na Polícia? O pai desesperado grita: “Meu filho nunca tirou uma nota vermelha na escola, meu filho sempre me deu orgulho, sei que ele ia me dar mais orgulho e vem a polícia e faz isso”. Será que os policiais iam gostar de ver seu filho de 14 anos morto bestamente? Naturalmente que existem ótimos policiais espalhados pelo Brasil, mas a quantidade dos arbitrários foge da quantidade, digamos, aceitável. Isso tem contribuído com a violência no país.  Matéria a seguir depois da foto, veiculada no G1, veja vídeo aqui. Até aqui Café com Leite.

Adolescente de 14 anos é morto durante operação policial em São Gonçalo
Adolescente de 14 anos é morto durante operação policial em São Gonçalo

“A gente foi, deitou no chão, levantou a mão. Matheus começou a gritar que só tinha criança… Aí, eles tacaram duas granadas assim na porta da sala, que quem tava mais perto da porta era eu e João. Aí, eles deram muitos tiros nas janelas.”

Esse é o relato de um dos adolescentes que estavam na casa onde o menino João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, foi morto. João foi baleado na segunda-feira (18), durante uma operação da Polícia Federal com apoio da Polícia Civil no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

O amigo de João ainda acrescentou:

“Assim, a gente saiu correndo pro quarto. Daí os policiais entraram, mandaram a gente deitar no chão e todo mundo calar a boca. As polícias deram tiro no Matheus enquanto ele levava João no carro pro helicóptero pegar ele.”

João Pedro Mattos Pinto, morto em operação em São Gonçalo — Foto: Reprodução/TV Globo

João Pedro Mattos Pinto, morto em operação em São Gonçalo — Foto: Reprodução/TV Globo

O corpo do menino foi enterrado na terça-feira (19), no Cemitério São Miguel, em meio a um protesto de amigos e parentes e aos gritos de “justiça”.

A operação terminou sem presos e destruiu uma família inteira.

Segundo a Polícia Civil, João Pedro foi atingido durante um confronto na comunidade enquanto policiais federais e civis atuavam na região. Ele morava na Praia da Luz, no bairro de Itaoca.

Imagens mostram a parede de um dos cômodos da casa atingida por disparos. O adolescente foi socorrido de helicóptero, mas não resistiu aos ferimentos.

João Pedro Mattos Pinto, morto em operação em São Gonçalo — Foto: Reprodução/TV Globo

João Pedro Mattos Pinto, morto em operação em São Gonçalo — Foto: Reprodução/TV Globo

‘A polícia chegou lá de uma maneira cruel’, diz pai do menino

pai do adolescente, Neilton Pinto, disse que estava trabalhando na hora que João Pedro foi baleado. Ele contou que a família estava sem notícias do adolescente até a manhã de terça-feira (19), quando foi informada sobre a morte. O filho, segundo ele, sonhava em se tornar advogado.

“Um jovem de 14 anos, um jovem com um futuro brilhante pela frente, que já sabia o que queria do seu futuro. Mas, infelizmente a polícia interrompeu o sonho do meu filho. A polícia chegou lá de uma maneira cruel, atirando, jogando granada, sem perguntar quem era. Se eles conhecessem a índole do meu filho, quem era meu filho, não faziam isso. Meu filho é um estudante, um servo de Deus. A vida dele era casa, igreja, escola e jogo no celular”, desabafou.

O que aconteceu com Regina Duarte? Ela está aceitando o “porão”


Bolsonaro informa que Regina Duarte sairá da Secretaria de Cultura e assumirá a Cinemateca em SP.

Certamente Regina Duarte está perdendo o carinho de muitos colegas de trabalho

 

Em vídeo postado no Twitter, (cedido pelo DCM) Bolsonaro demite Regina Duarte e joga a atriz no porão da Cultura – e ela aceita.

Na verdade, o que muita gente esperava de Regina Duarte era ela não aceitar a pasta de Secretária de Cultura, ou, voltando um pouco atrás, não ter apoiado Bolsonaro, uma vez que ele não valorizava as mulheres nas sua falas. Agora, indo mais adiante, quando o funcionário contratado por ela para lhe auxiliar na Cultura, foi demitido por Bolsonaro, para trazer de volta o que ela havia demitido ao tomar posse, mais uma vez o que esperava da atriz, era ela pedir demissão. Agora, com a sua demissão e o rebaixamento da sua função e ela aceitar, realmente o Brasil pergunta: “O que aconteceu com Regina Duarte”?

Confira o post e veja o vídeo.

Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias

 

Em velório na Bahia, família abre caixão e cinco pessoas são contaminadas


Família abre caixão em velório e cinco pessoas são contaminados por Covid-19 em cidade da Bahia que ainda não havia registrado nenhum caso.

caixão lacrado coronavírus

Familiares de uma vítima de coronavírus abriram o caixão durante o velório na cidade de Cairu, na Bahia. Menos de uma semana depois, cinco pessoas que estiveram no velório tiveram diagnóstico positivo para Covid-19.

A morte foi registrada na quinta-feira (7/5) por síndrome respiratória aguda grave na Santa Casa de Valença, hospital do município vizinho. Como havia suspeita de Covid-19, o caixão saiu lacrado da unidade hospitalar.

A família, contudo, resolveu abrir o caixão durante o velório, mesmo com recomendações contrárias da secretaria municipal de Saúde de Cairu.

Na segunda-feira (11), saiu o resultado do exame feito pelo Laboratório Central da Bahia que confirmou que a vítima tinha sido contaminada pela Covid-19.

Diante da confirmação, a prefeitura decidiu realizar testes rápidos em todas 12 pessoas que participaram do velório. Houve resistência em parte da família, que não aceitava o diagnóstico de Covid-19 da vítima. Até então, a cidade não havia registrado casos de infectados com o novo coronavírus.

Após convencer os familiares, a prefeitura realizou os testes em 12 pessoas e identificou que cinco delas estavam com Covid-19.

Em nota, a prefeitura de Cairu informou que a família da vítima recebeu “todas as informações para realização do sepultamento seguro, bem como das normas sanitárias indicadas pelos órgãos responsáveis”. Também informou que está monitorando as pessoas próximas à vítima.

Cadáver transmite a doença?

Quando os cuidados necessários são tomados e o manuseio correto é praticado, não há razão para temer a disseminação da covid-19 por cadáveres, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Só podem ser (infecciosos) os pulmões dos pacientes com gripe pandêmica se forem manipulados de forma incorreta durante uma autópsia. Caso contrário, os cadáveres não transmitem doenças”, acrescenta a entidade.

Isso não significa que o vírus morre com a pessoa, porque no caso de doenças respiratórias agudas, os pulmões e outros órgãos “podem continuar a abrigar vírus vivos”.

Mas eles só são liberados, em geral, nos procedimentos de autópsia (como o uso de serras elétricas ou lavagem interna) por funcionários de funerárias e de serviços forenses.

Familiares e amigos de uma pessoa que morreu devido à covid-19 devem esperar por pessoal treinado e adequadamente protegido para preparar o corpo para o enterro ou a cremação.

A epidemiologista Glória Teixeira, professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, destaca a importância de se seguir todos os protocolos.

“O caixão não deve ser aberto de jeito nenhum. A pessoa quando morre, apesar de não respirar ou tossir, ainda coloca secreções para fora pelo nariz e pela boca. Esses líquidos podem vir a extravasar e contaminar o ambiente”, explica.

A orientação é que os corpos sejam envolvidos em lençóis e sacos resistentes antes de serem colocados no caixão, que devem permanecer lacrados.

Com informação do Pragmatismo Político. Matéria publicada no dia 15 de Maio. É preciso cuidado.

França fecha 70 escolas uma semana após a volta às aulas devido a novos casos de Covid-19


De  acordo à matéria publicada no G1, o ministro da Educação da França, Jean-Michel Blanquer, confirmou na segunda-feira (18) que 70 escolas do país fecharam uma semana após a volta às aulas, devido ao surgimento de casos confirmados e suspeitos de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Ao todo, 40 mil escolas voltaram às aulas na França em 11 de maio.

Segundo ele, a maior parte dos casos foi identificada fora das escolas, mas envolvia a comunidade escolar, como estudantes, professores ou autoridades municipais em contato com crianças.

Blanquer disse que havia “necessidade de ser rigoroso”, mas que “o fato de ter que fechar uma escola não [deveria] trazer preocupação”.

Portugal também, bem como outros países da Europa pretendem reiniciar as aulas, porém o temor de acontecer novas contaminações é grande.

No ponto de vista de muitos pais de família no Brasil, em um levantamento rápido pelo Café com Leite, o melhor seria o Brasil e o mundo aceitar que o ano de 2020 já foi perdido, esperar deixar passar a pandemia, para então, depois de um grande preparo, começar o ano com ais segurança em 2021.

  • Coronavírus na educação: na França, professora leciona com máscara nesta segunda-feira (18). — Foto: Sebastien Bozon/AFP

Na França professora, muito assustada, leciona com máscara nesta segunda-feira (18).

Ramagem se irrita com ligação de seu nome ao vazamento a Flávio Bolsonaro do caso Queiroz


Amigo dos filhos do presidente, o delegado da Polícia Federal, Alexandre Ramagem, atual diretor da Agência Brasileira de Informação, teria se irritado com as especulações que ligam seu nome ao suposto vazamento a Flávio Bolsonaro de informações sobre a operação Furna da Onça, que investiga o esquema de rachadinhas no gabinete do então deputado estadual, que seria comandada pelo miliciano Fabrício Queiroz.

A pessoas próximas, Ramagem diz não ter qualquer relação com a ação por uma questão cronológica, segundo nota na coluna Painel, na edição desta terça-feira (19) da Folha de S.Paulo. Ramagem trabalhava em Brasília em 2018. Ele só começou a atuar na segurança do presidente no dia seguinte ao segundo turno das eleições.

A informação do vazamento foi revelada pelo empresário Paulo Marinho, um dos principais articuladores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro.

Suspeito do vazamento, Ramagem diz que só conheceu Bolsonaro quando tornou-se segurança de sua campanha, no dia 29 de outubro de 2018. Ele diz que estava no Rio nesta data e teve que comprar um terno para se apresentar ao então presidente eleito.

Segundo Marinho, o vazamento da informação para Flávio Bolsonaro teria ocorrido entre o primeiro e o segundo turnos das eleições por um delegado da Polícia Federal que era simpatizante da candidatura do pai.

Com informação da Revista Forum

Weintraub usa assessores do MEC como advogados para suas causas privadas contra a imprensa


Abraham Weintraub tem usado assessores contratados em regime de dedicação integral pelo Ministério da Educação para mover ações de caráter pessoal contra a imprensa. Dois advogados, funcionários do Ministério, movem ações representando Weintraub contra veículos como o Brasil 247, Fórum e Valor Econômico.

Abraham Weintraub (Foto: Lula Marques) 

De acordo à matéria publicada no 247 e outros veículos de comunicação, dois assessores do Ministério da Educação (MEC) atuaram como advogados do ministro, Abraham Weintraub, em ações de interesse privado na Justiça. Os advogados Auro Hadano Tanaka e Victor Sarfatis Metta trabalharam como advogados de Weintraub em prática que configura improbidade administrativa , relata a jornalista Natália Portinari em O Globo. Os dois atuam em regime de dedicação integral no Ministério, conforme reconhece a  própria assessoria de WeintraubAuro Tanaka foi nomeado em 15 de abril de 2019. Victor Metta, em 28 de maio de 2019. O salário de ambos é de R$ 13,6 mil. Victor Metta aparece como um dos advogados representando Weintraub em uma ação de danos morais contra o Brasil 247, no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Seu escritório, Rosenthal Sarfatis Metta, entrou com a ação em 3 de Outubro de 2019.

Em 28 de outubro do ano passado, Victor também aparece como representante de Weintraub em uma ação de danos morais contra a revista Fórum. No dia seguinte, 29 de Outubro, o escritório também pediu danos morais contra o escritor Paulo Ghiraldelli Júnior, listando novamente Victor como um dos advogados em nome do ministro Abraham Weintraub.

Em novembro de 2019, Auro Tanaka moveu uma ação contra uma jornalista do Valor Econômico no Tribunal de Justiça de São Paulo. Na queixa-crime, a acusou de difamação. O Rosenthal Sarfatis entrou com uma ação civil no mesmo caso, na qual Victor não é elencado como representante de Weintraub.

Vídeo: PM conta de 1 a 10 para não usar “a força” com aglomeração, mas no 5 todos já tinham “partido”; entenda


Vídeo: PM conta de 1 a 10 para não usar "a força" com aglomeração, mas no 5 todos já tinham "partido"; entenda
Crédito da Foto: leitor/Aratu On

“Um…Dois…Três…”: a contagem sequer chegou até o número cinco e o pessoal já tinha “partido a mil”. Esse é o panorama de uma abordagem da Polícia Militar da Bahia que tem ganhado repercussão nas redes sociais, especialmente no Instagram, pela forma gentil usada por um dos agentes.

Utilizando o microfone da viatura, o militar usa um argumento, digamos, bem convincente, para dispersar um grupo que insistia em ficar junto mesmo com a pandemia do coronavírus. O caso foi filmado por um cinegrafista amador que estava na rua onde o caso aconteceu.

“Gostaria de orientar os senhores para ir para dentro de suas casas ou terei de usar o uso diferenciado da força, situação essa que não quero. Eu não me sinto bem fazendo isso, tudo bem? Vou contar de 1 até 10 e gostaria que os senhores tomassem as providências que foram determinadas”.

Mas onde o caso ocorreu? A qual unidade pertence o militar que não gosta de usar a força e foi obedecido tão prontamente? O Aratu On foi atrás destas repostas e descobriu, por meio da assessoria de imprensa da própria corporação, que tudo ocorreu em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, durante o final de semana – entre os dias 16 e 17/5 -.

O agente, ainda de acordo com o Departamento de Comunicação Social, é lotado no 12º Batalhão (BPM) e sua guarnição foi acionada via Centro Integrado de Comunicações (Cicom) para cumprir uma lei municipal de distanciamento social. Fonte:Aratuon.

Como enfrentar o medo e manter a motivação durante a pandemia


 

Sofia Esteves, fundadora da Cia. de Talentos, ensina como administrar emoções negativas causadas pelo cenário incerto

Como lidar com o novo normal? Nossas rotinas foram impactadas pelo novo coronavírus, há um medo pairando no ar sobre a situação econômica global e boa parte da população está passando pelo processo de luto.

Esse luto é pela ideia de normalidade, que já não existe mais. Além de que, há milhares de famílias, infelizmente, perdendo entes e amigos queridos. Não se fala sobre outra coisa em todos os jornais, então, como se manter motivado em meio a tudo isso?

Essa dúvida tem sido muito comum. Porém, o ser humano é dotado de um superpoder chamado neuroplasticidade. Isso significa que o nosso cérebro é capaz de construir novas redes neurais para se adaptar à novas experiências, sempre que necessário.

Simplificando, nosso sistema cerebral responde aos hábitos que criamos. Se todos os dias você acordava às 7h, tomava café da manhã e se locomovia para o trabalho, com sono, ou não, você estava adaptado a isso.

Agora, com a mudança de estilo de vida, nosso sistema está enfrentando um processo de colapso. Principalmente, pela ausência de rotina. Ele não sabe mais qual caminho deve seguir para estabilizar o sistema límbico – área responsável pelas nossas emoções.

Sendo assim, tem sido natural para muitos profissionais terem o seu sono desregulado, sonhos intensos, crises de irritabilidade, medo e ansiedade. E, claro, tudo isso impacta a motivação profissional.

Todas as vezes que precisamos nos adaptar a algo novo, acontece, primeiro, uma fase de resistência. Nosso cérebro não conhece o caminho e é mais confortável continuar no modelo antigo.

Quantas vezes você tentou enxergar a situação atual como algo passageiro? É só uma nuvem, daqui a pouco acaba! É esse o raciocínio da resistência, responsável por atrasar a nossa evolução.

Então surgem as reclamações, a procrastinação, a insegurança e uma infinidade de desculpas que contamos a nós mesmos para fugir da necessidade de mudança.

Acredito que essa seja uma das lições mais valiosas desse novo tempo. Se você tem medo de crescer, você tem coragem de que?

Somos seres muito criativos. Criamos rotas de fuga dignas de um roteiro de cinema para, simplesmente, não fazermos o que precisa ser feito. Mas, a realidade nos apertou. Não há mais espaço para desculpas. Não dá mais tempo. Precisamos crescer.

 

Tem um poema que gosto muito do Khalil Gibran – ‘O Amor’.

“…E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa poda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações…”

O autor nos convida a perceber o amor, que tanto buscamos, como uma escola rigorosa de crescimento. Para que ele exista, precisamos estar nus. No sentido de desprovidos de personagens, personalidades e boas desculpas que nos protejam.

Ele nos convida à vulnerabilidade e revela que para nos amarmos, amar aos outros e colocar amor em todos os aspectos da nossa vida, precisamos de coragem para mudar.

Não é romântico, mas sim arte. A arte de viver. E é disso que precisamos. Sim, tudo mudou e continuará mudando e seus talentos não merecem ficar escondidos por trás do medo e da preguiça.

Eu preciso dos seus talentos em movimento colaborando com a sua empresa para que possamos atravessar essa fase com maestria, mostrando ao mundo que escolhemos crescer.

Você precisa que eu não desista de acreditar no poder da humanidade de se reinventar e continue investindo no sucesso da minha empresa, garantindo bons resultados e a empregabilidade de centenas de famílias.

Somos seres individuais, mas interdependentes. Nossa economia é uma cadeia de reações às nossas posturas. Perceba como a amizade e o senso de coletivo vão nos guiar para bons caminhos.

Invista na construção de novos hábitos, como: estabelecer uma rotina, práticas de autocuidado, dosar trabalho e vida pessoal, estudar sempre e, diariamente, lembrar-se do seu valor.

Você merece colocar o seu potencial em prática e o mercado precisa que você não se esqueça disso.

Pode confiar, estou fazendo a minha parte. Confio que você também fará o mesmo. Coragem, vamos conseguir.

Boa jornada

 

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Baianos sem emprego deixam São Paulo em ônibus clandestinos e põem cidades em risco


Agentes da Prefeitura de Ribeira do Amparo fazem visitas aos visitantes monitorados (Divulgação)
Um homem de 31 anos retornou de São Paulo e entrou em Ribeira do Pombal, nordeste da Bahia, sem passar pelas três barreiras sanitárias que existem nas entradas da cidade. Ele estava infectado pelo coronavírus. Pouco tempo depois, sua esposa começou a manifestar o sintoma da doença.
Ao poder público, ela disse que o homem infectado com quem teve contato não estava mais no município. Era mentira. Só após uma investigação da prefeitura, com apoio da Policia Militar e Guarda Municipal, é que o rapaz foi encontrado, sem cumprir o isolamento social e causando pânico no povoado em que vive.
“Acionamos a Justiça para que ele seja responsabilizado criminalmente e vamos ter que realizar testes rápidos em todos os contactantes”, explicou a secretária de saúde de Ribeira do Pombal, Lakcelma Costa.
A cidade de 50 mil habitantes tinha registrado 11 casos da doença, segundo a prefeitura. Pelo menos dois destes são de pessoas que retornaram de São Paulo. Esse número, no entanto, pode ser maior, já que a prefeitura parou de divulgar detalhes a partir do décimo caso, após a reportagem entrar em contato com a Secretaria de Saúde.
O CORREIO identificou pelo menos cinco cidades da Bahia cujo primeiro infectado veio de São Paulo: Ribeira do Amparo, Banzaê, Itapicuru e Anagé, além de Ribeira do Pombal. Essa lista pode ser maior, pois algumas cidades optaram por não divulgar detalhes dos casos confirmados.
Em Anagé, cidade de 25 mil habitantes, que faz divisa com Vitória da Conquista, o caso evoluiu para óbito, que ocorreu na última quinta-feira (14). Trata-se de uma mulher de 72 anos, que tinha chegado de São Paulo no dia 27 de abril, conforme divulgado nas redes sociais da prefeitura.
Uma funcionária da Secretaria de Saúde, que não quis se identificar, disse que a cidade possui barreiras sanitárias nas duas entradas principais do município. No entanto, tais estruturas não impedem a entrada dos visitantes e só servem para fazer um controle de quem chega na cidade.
“Há ainda as entradas da zona rural e a maioria das pessoas vem por fora da barreira”, disse.
O óbito ocorreu na própria residência da vítima. O CORREIO tentou contato com Paulo Marinho, secretário de Saúde do município, que não atendeu as ligações nem respondeu as mensagens. Anagé tinha 227 casos monitorados ou notificados, mas sem novos registros da doença.
Já a cidade de Itapicuru registrou, de uma só vez, oito casos de coronavírus. O primeiro foi de uma mulher de 66 anos que usou um transporte clandestino para chegar à cidade. “Nossa equipe de saúde foi até sua residência, fez o teste e encaminhamos a paciente para Salvador, no Hospital do Subúrbio”, disse o prefeito Magno Souza, em vídeo publicado numa rede social da prefeitura.
O segundo caso também foi importado, mas não teve o nome da cidade de origem divulgado. Trata-se de um paciente que contaminou outras seis pessoas da mesma casa, localizada em um povoado da cidade. Todos os resultados se tornaram públicos no mesmo dia, na última segunda-feira (11). “Não queremos proibir a entrada de pessoas na cidade, mas sim trabalhar de forma conjunta orientando e monitorando as pessoas”, disse o prefeito.
Em comunicado divulgado também em rede social, a Prefeitura informou que foi decretado lockdown nos povoados de Várzea dos Potes e Retiro. “Iniciamos uma série de ações: bloqueios de acesso, desinfecção de ruas e praças, montagem de barreiras sanitárias e cumprimento rigoroso de todos os protocolos”, dizia o texto.
O CORREIO entrou em contato diversas vezes, sem sucesso, com a secretária de saúde do município, Wilmara Lima, para prestar esclarecimentos sobre o assunto. Até o fechamento da reportagem, com cerca de 35 mil habitantes, Itapicuru tem quase mil casos sendo monitorados ou investigados, segundo o boletim epidemiológico do município.
‘Vou me embora pro sertão’
Desempregados, vivendo de aluguel e sem uma perspectiva econômica favorável, a solução encontrada por muitos baianos que migraram para São Paulo é ‘ir embora pro sertão’. No entanto, aquilo que poderia ser motivo de festa ao ‘matar’ a saudade da família e da terra natal tem contornos dramáticos na pandemia do novo coronavírus.
“Onde só sai dinheiro e não entra nada, é complicado. A saída foi voltar pra Bahia. Não queria que fosse dessa forma, mas não tive jeito. O pior é ficar dois anos sem ver a minha mãe e não poder dar um abraço”, desabafou Leonardo Rodrigues, 23.
Em 2017, o rapaz saiu da pacata Ribeira do Amparo para tentar a sorte na maior cidade da América Latina. Na capital paulista, viveu como autônomo, atuando na área de vestuário no famoso distrito do Brás. “Por conta da pandemia, o comércio fechou. Perdi o investimento que tinha feito. Lá eu não tinha moradia própria. Vivia sozinho, pagando aluguel e as despesas eram altas”, lembra. Em abril, ele voltou para a terra natal.
A história de Leonardo se confunde com a de vários nordestinos. “Dessa vez, eu decidi alugar um carro para fazer a viagem sozinho, por questão de segurança. Mas já precisei usar o transporte clandestino, que é mais barato e menos burocrático”, disse. Na semana passada, uma fiscalização coordenada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apreendeu cinco veículos do tipo. Três deles levavam 74 passageiros de São Paulo para as cidades de Capim Grosso, na Bahia, e Caruaru, em Pernambuco.
Os outros dois ônibus apreendidos tinham São Paulo como destino e, juntos, possuíam apenas 20 passageiros. “Temos observado um fluxo maior do Sudeste e Sul para o Nordeste. Pessoas desempregadas ou em quarentena estão retornando para a terra natal, ainda que temporariamente”, disse Carlos Solrraique, especialista em regulação da ANTT.
Após serem pegos pela fiscalização, os motoristas são liberados e os veículos são conduzidos para o pátio da ANTT, vindo a ser liberado depois de 72h, após pagamento de taxas. A empresa clandestina deve contactar uma empresa regular para fazer o transporte dos passageiros até o seu destino final.
Ou seja, independente da fiscalização, as pessoas conseguem sair de São Paulo e chegar na cidade natal, em plena pandemia. O CORREIO tentou contato com a prefeitura de Capim Grosso, que possui 12 casos de coronavírus e 30 mil habitantes, mas não obteve retorno. A cidade é uma das que não têm divulgado se os casos identificados são importados ou não.
Monitoramento
“A gente não faz uma espécie de divisão, mas pelo conhecimento que temos, sem sombra de dúvidas, é de São Paulo que está vindo a maioria das pessoas para Ribeira do Amparo”, disse Dielson Tarcísio, coordenador da vigilância epidemiológica do município de pouco mais de 14 mil habitantes.
Até o fechamento da reportagem, a Secretaria de Saúde tinha o conhecimento de que Ribeira do Amparo recebeu 423 pessoas de fora. “Mas esse número pode ser maior, infelizmente. Criamos um disk saúde, para a população informar caso saiba de alguém que tenha chegado na cidade”, disse Tarcísio.
O açougueiro Roberto Barbosa, 29, não precisou ser delatado por algum vizinho. “Assim que cheguei de São Paulo mandei mensagem para a secretaria. Eles me procuraram um dia depois e me informaram que tinha que ficar isolado por 15 dias. Cumpri e depois fui liberado”, disse.
Como as fronteiras aéreas não estão fechadas, Roberto utilizou o avião para chegar até Salvador. De lá, ele foi de carro até a cidade natal. “Eu até pensei em vir de clandestino. Na primeira vez que fui para São Paulo, eu usei. É uma viagem mais cansativa e perigosa. Não sabemos como é a manutenção do ônibus, que sempre quebra na estrada”, disse.
Na fiscalização feita pela ANTT, foram constatadas irregularidades nos veículos apreendidos, como ausência de itens obrigatórios de segurança, pneus carecas e para-brisas trincados. Roberto explicou que o veículo clandestino pega e deixa a pessoa na porta de casa. No levantamento que ele fez, o valor de São Paulo até Ribeira do Amparo custava R$ 300.
Em uma busca nos sites das empresas aéreas, é possível encontrar passagens de São Paulo para Salvador por um valor até menor do que esse, mas só para o mês de junho. Para quem quer sair da capital paulista imediatamente, poderá desembolsar cerca de R$ 900 e terá poucas opções de horário disponíveis, devido à redução das viagens.
A assessoria do governo do estado informou que já solicitou, logo no início da pandemia, que o Governo Federal tomasse providência acerca do transporte aéreo, mas não houve retorno neste sentido. “Sobre as estradas, o governo tem proibido o fluxo de ônibus, vans e transportes hidroviários em cidades com casos confirmados da Covid. Caso fique mais de 14 dias sem registrar novos casos, esse fluxo é liberado na cidade”, segue a nota.
O governo afirmou ainda que a medição de temperatura que era feita do lado de fora do Aeroporto de Salvador foi suspensa há 18 dias. “Com a redução substancial de voos e a expansão da doença no Brasil, passou-se a investir na testagem e descentralização ao invés desse tipo de monitoramento”, completaram.
Já a Vinci Airports, que administra o Aeroporto de Salvador, disse que a atividade de controle sanitário é de responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que não informou se tem feito ações do tipo na Bahia.
Fonte: Correio24Horas