Veja relatos de segurados que esperam por resposta do INSS para seus pedidos


Em busca do auxílio-doença, a atendente Sabrina Ferreira Santos peregrinou entre duas agências até ser atendida no Rio de Janeiro. Em uma delas, só havia um atendente e foi informada que o sistema caiu. Na outra, havia dois funcionários.

“Eles falam para ligar para eles, mas quando liga pede para ir na agência e quando vai na agência pede para ligar. E fica nisso. Até agora não sei de nada, só sei que me deram laudo da minha perícia e de resto não sei de mais nada. (O dinheiro) faz muita falta. Estou atrás do dinheiro para pagar as contas, estou afastada (por motivos de doença) há 3 meses”.

Já Débora de Jesus estava atrás do benefício para o filho deficiente. Diarista, ela às vezes deixa de trabalhar para ficar na fila do INSS à espera de uma resposta. “Vai fazer um ano agora no dia 25 de janeiro (que entrei com o pedido do benefício)”, lamentou.

“Eu venho direto (na agência), estou olhando no site, estou vindo uma vez por semana e estou olhando todo dia e até agora nada. Meu filho está fazendo muito exames, vai operar, vai fazer a terceira cirurgia e até o cartão de passagem dele já foi vencido. Estou tentando ver se consigo fazer de novo, a gente gasta muito dinheiro porque é muita passagem, internação, alimentação é tudo né?”

Filas e dificuldades

Na agência central do INSS em Belo Horizonte, também havia fila quinta-feira (9). “Olha quanta gente na fila, precisava disso não menino, para ganhar um salário mínimo. Isso é um absurdo. Tem que ficar nessa fila enorme, humilhante, humilhante mesmo”, disse a autônoma Efigênia Soares de Oliveira.

Em Brasília, o vigilante João Braghirolli também relatou dificuldade. Nesta quinta-feira, foi a um posto do INSS pela quinta vez. Ele já tentou um agendamento pelo site e pelo aplicativo do INSS. “(Desde) o dia 05 de novembro estou tentando”, afirmou. “Fiz uma cirurgia de córnea e é esse descaso com o trabalhador. Total falta de respeito”. disse. Segundo o vigilante, a justificativa dos funcionários do INSS para tanta demora é a falha no sistema.

Por meio de nota, o governo informou que “não há fila para atendimento em casos de perícia médica.”

8 meses de espera por aposentadoria

Claudete Tassi espera há 8 meses uma resposta do INSS — Foto: Arquivo pessoalClaudete Tassi espera há 8 meses uma resposta do INSS — Foto: Arquivo pessoal

Claudete Tassi espera há 8 meses uma resposta do INSS — Foto: Arquivo pessoal

A assistente administrativa Claudete Tassi, de 49 anos, aguarda desde 28 de maio do ano passado uma resposta do INSS para seu pedido de aposentadoria por tempo de contribuição.

“São 8 meses de espera e nada, eles falam que meu pedido está em análise”.

Claudete conta que descobriu que faltavam 11 anos de contribuição quando entrou no site Meu INSS. Os 29 anos e 8 meses de contribuição caíram para 18 anos. “Tive que ir na agência para comprovar todos esses anos com a carteira profissional e o contrato de trabalho e fazer o pedido”, disse.

Falta pouco para ela se aposentar, pois já está com 30 anos e 3 meses de contribuição. “Falaram que iriam verificar o erro para autorizar o pedido de aposentadoria. Voltei à agência e recebi como resposta que a análise estava atrasada e que era preciso esperar”, contou.

A angústia de Claudete também é devido à recusa do auxílio-doença pelo INSS, que a mandou retornar ao trabalho mesmo após três cirurgias na coluna no ano passado. “Não recebo nada desde novembro, por isso estou esperando a aposentadoria sair”, afirmou.

Sem prazo definido

Marili Masoni, de 50 anos, está no processo para pegar a aposentadoria do marido desde setembro  — Foto: Marcelo Brandt/G1Marili Masoni, de 50 anos, está no processo para pegar a aposentadoria do marido desde setembro  — Foto: Marcelo Brandt/G1

Marili Masoni, de 50 anos, está no processo para pegar a aposentadoria do marido desde setembro — Foto: Marcelo Brandt/G1

Marili Masoni, de 50 anos, foi a uma agência do INSS em São Paulo nesta quinta-feira (9) para mostrar a carta de dependente do marido, mais uma etapa para conseguir a aposentadoria que tenta desde setembro.

“Eles não dão uma data certa de quando você vai receber, só mandam aguardar”, afirmou a manicure.

O valor está fazendo falta na renda da família, porque, desde que o marido morreu, ela não está trabalhando. “Eu parei de trabalhar porque tem coisas a resolver e porque eu não pude deixar meu filho sozinho. A renda vai me favorecer muito”, explicou.

É a filha mais velha que está ajudando nos trâmites na internet. “Eles falaram que isso ia melhorar, mas eu achei que ficou mais demorado”, opinou Marili. “Quando está em análise é porque está numa fila, fica nessa análise e você nunca tem uma posição. Se liga no 135 eles não sabem informar.”

Para a manicure, não saber quando vai receber o benefício é um dos maiores problemas.

“Você fica no aguardo até eles mandarem uma exigência para trazer o documento, você fica no ar sem saber. O ruim é isso sem uma posição, sem um prazo certo.”

Matéria na íntegra do G1

INSS afirma que não tem como zerar a fila dos benefícios em menos de 6 meses

INSS afirma que não tem como zerar a fila dos benefícios em menos de 6 meses

Medidas anunciadas em agosto do ano passado com o objetivo de zerar o estoque de pedidos como a otimização da força de trabalho e digitalização do atendimento parecem não ter surtido efeito.

E, dois meses após a aprovação da reforma da Previdência, os sistemas ainda não foram adaptados às novas regras, o que está travando principalmente os pedidos de aposentadoria. Segurados relatam problemas também para obter benefícios como salário-maternidade e auxílio-doença.

O governo reconhece que existe o problema e que a solução deve demorar. Mas não há um prazo oficial para zerar a fila de análise de pedidos.

O prazo para que o INSS analise os pedidos de benefícios é de 45 dias. Mas, de acordo com o próprio órgão, o estoque de pedidos de benefícios era 1,990 milhão no ano passado, mas 1,3 milhão não foram concluídos até agora, ou seja, cerca de 65% dos requerimentos estão travados à espera de resposta do órgão, segundo mostra reportagem do Jornal Hoje.

De acordo com o instituto, todos os sistemas de concessão de benefícios estão tendo que ser ajustados, já que nenhum cálculo ou definição de valores de benefícios concedidos são feitos de forma manual pelos servidores.

No caso dos pedidos para aposentadoria, o diretor de atendimento do INSS, Castro Junior, reconheceu que o sistema ainda não está adaptado às novas regras introduzidas pela reforma da Previdência e deu prazo pra situação ser regularizada.

Segundo ele, a expectativa é que ainda no primeiro trimestre as adaptações estejam concluídas para agilizar os atendimentos e a concessão de benefícios.

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Pobreza aumenta, mas Bolsa Família diminui


“É óbvio que tem alguma coisa errada. O número de pessoas vivendo na extrema pobreza no país cresceu cerca de 30% nos últimos cinco anos, mas os recursos do orçamento destinados ao Bolsa Família em 2020, R$ 29, 5 bilhões, são menores do que os do ano passado, que foram de R$ 32,5 bilhões”, constata a jornalista Helena Chagas.

Bolsonaro quer mexer no Bolsa Família.
Bolsonaro quer mexer no Bolsa Família. (Foto: Agência Brasil)

Por Helena Chagas,  do Jornalistas pela Democracia – É óbvio que tem alguma coisa errada. O número de pessoas vivendo na extrema pobreza no país cresceu cerca de 30% nos últimos cinco anos, mas os recursos do orçamento destinados ao Bolsa Família em 2020, R$ 29, 5 bilhões, são menores do que os do ano passado, que foram de R$ 32,5 bilhões, equiparando-se, em valores nominais, ao que foi gasto há dois anos.

Todo mundo sabe que esse não é exatamente um governo voltado para os mais vulneráveis, mas a conta política começa a assustar os governistas que estão de olho nas eleições. Não por outra razão, a ala política, representada por Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Osmar Terra (Cidadania) entregou ao presidente Jair Bolsonaro sua proposta de reformulação do principal programa social do governo.

Querem botar mais R$ 16 bilhões no Bolsa Família — que já admitem reduzir para R$ 10 bi — e mudar seu nome, para que passe a ser uma marca eleitoral do governo Bolsonaro. Estão propondo mudanças perigosas, que podem desfigurar o programa, como a de condicionar o pagamento de um bônus a famílias de estudantes que tenham bom desempenho escolar — jogando nas costas de uma criança ou adolescente que vive em condições desfavoráveis a responsabilidade pela renda familiar.

No momento, porém, esse não é o maior dos problemas, que consiste na resistência da equipe econômica a dar mais do que parcos R$ 2 bilhões para recompor o orçamento do Bolsa Família. De fato, porque o super-hiper-megapower-blaster liberal Paulo Guedes daria mais dinheiro para a área social? Não foi convidado a ser Posto Ipiranga para isso, e nem Bolsonaro acha que foi eleito para governar para os pobres.

Só que, seguidamente, o presidente da República, mordido pela mosca azul da candidatura à reeleição, vem dando sinais de que vai, cada vez mais, chutar os cânones da ortodoxia econômica por razões eleitorais — sem falar nas ideológicas. Esquecendo-se, talvez, que o que lhe resta de apoio nas elites econômicas está estreitamente ligado à agenda de Guedes.

As apostas em Brasília são de que Bolsonaro vai obrigar Paulo Guedes a dar mais dinheiro para o Bolsa Família — com todas as consequências que esta queda-de-braço entre políticos e economistas liberais vai provocar.

Fonte 247

 

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Mãe solo que viveu em orfanato adota 6 irmãos


Foto: reprodução

Foto: reprodução

Mãe de dois filhos e divorciada, Jessica Benzakein, de Milwaukee, adotou 6 crianças na semana passada.

Ela, que vive em Wisconsin, EUA, agora se tornou mãe de 8 filhos, mais de 3 décadas após viver num orfanato.

Jessica conta que tinha 12 anos quando foi colocada em um orfanato, depois que sua mãe perdeu os direitos de custódia.

Na época, uma assistente social alertou Benzakein que ela teria dificuldade em encontrar uma família para adotá-la por causa de sua idade mais avançada.

“Ele disse: ‘Se a adoção é o seu plano A, você é velho demais’”, lembrou ela.

Benzakein passou os seis anos seguintes em um orfanato até se matricular na faculdade, aos 18 anos.

Mas ainda sentia o peso de não ter uma família.

Durante o período de férias da faculdade, ela alugou um quarto enquanto os outros estudantes saíam para ficar com suas famílias.

“Esperam que você vá embora, mas eu não tinha para onde ir”, disse Benzakein, que hoje tem 46 anos.

Fazendo a diferença

Há 5 anos,  Jessica tomou a decisão de fazer a diferença e adotar 6 meninos – os irmãos Will, 17, Carter, 14, Sidney, 13 e Buddy, 8, e os irmãos Kendrich, 6 e TJ, 4.

Nesse meio tempo até legalizar a adoção, os irmãos Will se tornaram muito próximos dos  filhos biológicos de Benzakein, Eli, 14 anos, e Brenna, 9, com os quais compartilha a guarda com seu ex-marido.

Jessica oficializou a adoção dos seis garotos e garantindo que todos ficarão juntos.

“Todo mundo me diz como essas crianças são sortudas e que coisa boa eu fiz”, disse Benzakein ao Today .

“Mas … eles me ensinaram. Passei meus 20 anos pensando que realmente não precisava de uma família. Mas eu fiz.

Eles me deram um propósito”, disse a mãezona de 8 filhos.

Foto: reprodução Meredith Corporation

Foto: reprodução Meredith Corporation

Com informações da People

Brasil registra segundo maior número de mortes por dengue em 21 anos


Segundo dados do Ministério da Saúde, 754 óbitos foram confirmados até o dia 7 de dezembro de 2019

[Brasil registra segundo maior número de mortes por dengue em 21 anos]
Foto : Arquivo/Agência Brasil

O ano de 2019 registrou o segundo maior número de mortes por dengue desde 1990, quando os registros passaram a ser contabilizados. Segundo dados do Ministério da Saúde, 754 óbitos foram confirmados até o dia 7 de dezembro. O número só perde para o de 2015, quando houve uma das piores epidemias da doença, com 986 mortes.

O total representa um crescimento de 517% em relação a 2018, quando foram registrados 247.983 casos. Especialistas relacionam os novos casos ao aumento da circulação do sorotipo 2 da dengue, que aumenta a chance de haver pessoas suscetíveis ao vírus.

“Tivemos em 2019 um verão bem intenso, com altas temperaturas, o que favorece a reprodução do mosquito e ocorrência de epidemias”, afirma o coordenador do programa de dengue do ministério, Rodrigo Said. “Também tivemos a mudança no sorotipo. Se observarmos a série histórica, a cada momento em que há essa mudança, há aumento de casos”.Fonte:METRO1

Guardem celulares nas refeições e conversem uns com os outros, pede o papa


Francisco questionou a comunicação entre as famílias atualmente

Cidade do Vaticano – O papa Francisco fez um apelo para que as pessoas conversem umas com as outras durante as refeições ao invés de usarem os celulares, citando Jesus, Maria e José como um exemplo que as famílias devem seguir.

Eles “rezavam, trabalhavam e se comunicavam uns com os outros”, disse o papa no sábado aos fiéis reunidos na Praça São Pedro para a oração do Angelus.

“Eu me pergunto se você, em família, sabe como se comunicar ou se você é como aquelas crianças nas mesas de refeição que ficam falando no celular…onde há silêncio como na missa, mas eles não se comunicam”, disse o Papa.

“Temos que voltar a nos comunicar em nossas famílias”, disse Francisco. “Pais, crianças, avós, irmãos e irmãs, essa é uma tarefa para ser assumida hoje, no dia da Família Sagrada.”Fonte:EXTRA.

Irã x EUA: quais os impactos mundiais da disputa por influência no Oriente Médio. Por Caroline Oliveira


 

POR CAROLINE OLIVEIRA

Com o assassinato do general Qasem Soleimani, provocado pelos Estados Unidos, no último dia 3, os aliados do Irã tendem a “cerrar fileiras” em torno do país e a “repudiar tentativas de diálogo com forças regionais que sejam vistas como neutras ou alinhadas historicamente com os EUA”. A avaliação é do professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Vinícius Rodrigues Vieira.

O Brasil de Fato conversou com três especialistas para analisar as repercussões geopolíticas e econômica a partir do possível acirramento do conflito.

Para Vieira, parte da tensão está ligada à tentativa do Irã de se consolidar como liderança regional. “A própria natureza da República Islâmica envolve projetar essa influência, principalmente junto à população xiita”, que se espalha pelo mundo árabe, explica Vieira. Depois da destituição do ditador iraquiano, sunita, Saddam Hussein, em 2003, promovida pelos EUA, o Irã aproveitou o vácuo de poder para exercer influência sobre a região.

Atualmente, um dos principais aliados do Irã é o Hezbollah, do Líbano, além de forças da Palestina, da Síria e do Iraque – o apoio deste último ficou mais explícito com a aprovação, no parlamento iraquiano, da expulsão de tropas estrangeiras do território. Por outro lado, o maior inimigo é Israel, que lidera a influência estadunidense no Oriente Médio junto com a Arábia Saudita, embora este último país tenha se posicionado de maneira cautelosa quanto a uma possível escalada de conflito.

O Irã exerce grande influência na região desde 1979, ano da Revolução Iraniana que derrubou a ditadura de Xá Mohammad Reza Pahlevi, apoiada pelos EUA. Na ocasião, o Irã instalou a República Islâmica no território e passou a sofrer com sanções econômicas impostas pelos EUA.

De acordo com o professor em Economia e Governança Internacional da Universidade Federal do ABC (UFABC), Giorgio Romano, a República foi uma “resposta islâmica à dominação dos Estados Unidos e de Israel”. O objetivo é fortalecer esse corredor do mapa: Líbano, Síria, Iraque e Irã.

Caso o país norte-americano venha a retaliar a reação iraniana, Vieira acredita que países europeus devem reforçar os panos quentes que vêm tentando impor ao conflito. Para o professor, dentre as possibilidades para encaminhamento do conflito a que parece melhor é um dialogo entre as partes, mediado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, do lado iraniano, e pela primeira-ministra alemã, Angela Merkel, pelo lado dos Estados Unidos.

De acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o ataque teve por objetivo impedir uma investida contra estadunidenses na região, que estaria sendo planejada por Soleimani.

Em Teerã, capital iraniana, milhares de pessoas foram às ruas de Teerã em protesto, desde a última sexta-feira (3) para se manifestar contra a ação dos EUA e acompanhar a chegada do corpo de Soleimani. Durante as manifestações, palavras de ordem como “Morte aos EUA” têm sido entoadas. Também foram registrados protestos em diversas cidades do mundo.

Nessa segunda-feira (6), o presidente do Irã, Hassan Rohani, deu um recado a Trump: “Nunca ameace a nação iraniana”. Um dia depois, o parlamento do país persa classificou o Pentágono, o comando militar estadunidense, como terrorista.

Enriquecimento de Urânio

O presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou que o Irã se vingará desse “crime hediondo”, enquanto Trump, no Twitter, debocha do país dizendo, em caixa alta, que o Irã nunca terá uma arma nuclear.

Após o ataque, o Irã deixou o Acordo Nuclear de 2015, e afirmou que não se limitará mais às restrições até então impostas ao enriquecimento de urânio. O Conselho de Segurança Nacional iraniano declarou, no entanto, que pode retomar o acordo, caso as sanções econômicas impostas pelos EUA sejam inteiramente removidas.

O acordo garantia um afrouxamento de sanções econômicas ao Irã em troca de limitação ao enriquecimento de urânio. Uma das limitações é o nível de concentração de urânio na atividade. A variante do elemento usada para combustível e produção de armas é o U-235, em uma concentração de 90%. O pacto limita, no entanto, a 3,67%, que pode ser usado apenas para a produção de combustível de usinas nucleares.

Reflexos imediatos na economia

Com a investida dos EUA, foram mobilizadas, de acordo com o professor da Unicamp, Luiz Gonzaga Belluzzo, “as razões políticas mais profundas do Irã”. Para ele, “isso não vai terminar agora, vai ter um longo percurso, já que envolve outras questões geopolíticas também com China e Rússia, aliadas ao Irã” e que também contestam frontalmente Donald Trump.

O economista acredita que a instabilidade gerada pode refletir uma alta nos preços no mercado financeiro e do petróleo. Com uma reação iraniana, haverá  “um colapso nas bolsas e uma subida na taxa de juros, que está baixa, porque todo mundo vai fugir do risco”.

Belluzzo explica: com um episódio político que signifique um aumento de risco no mercado financeiro, os investidores vão preferir os ativos tidos como os mais seguros, como atualmente são o dólar e o ouro. Isso acaba por aumentar a taxa de retorno exigida para aplicação em outros ativos. Em outras palavras, os rentistas cobrarão mais para investir, gerando um choque na taxa de juros e desestabilizando o mercado financeiro e a estrutura econômica contemporânea.

A preferência pelo dólar, tida como a moeda reserva mundial, traz sua valorização e uma desvalorização das moedas de países emergentes.

Petróleo

O aumento no valor do petróleo representa o preço que os atores de mercado estão fixando no conflito. Qualquer um que venha a estourar no Oriente Médio impacta diretamente o preço do barril de petróleo, uma vez que os países árabes da região são os principais produtos responsáveis por petróleo mundialmente.

Isso explica, em partes, o interesse dos EUA na região. Hoje se sabe, no entanto, explica o professor da FGV, Vinicius Rodrigues Vieira, que o país norteamericano está bastante confortável com a sua produção doméstica de petróleo. A longo prazo, entretanto, ter controle sobre mais reservas, como as do Oriente Médio, pode ser “interessante”.

A pressão da indústria militar sob o presidente Trump, no entanto, é mais factível como motivação para um ataque no Oriente Médio, segundo Vieira. “Vejo, na lógica econômica, muito mais uma pressão do chamado complexo militar industrial, no mesmo contexto no qual adotaram a guerra ao terror”, afirma Vieira, que também vê o desejo por uma demonstração de poder, ainda mais em um momento como o atual, de um processo de impeachment.

Ainda assim, após a intensificação do conflito entre Irã e EUA, a cotação do preço do petróleo brent – tipo de petróleo cru comum no Oriente Médio – chegou a subir 4% na sexta-feira (3), e fechou o dia com uma queda de 3,70%, ficando cotado o barril em US$ 68,70, o maior patamar em oito meses, quando bateu US$ 70,53. O maior valor desde janeiro de 2018, ainda é o de agosto daquele ano, quando bateu US$ 80,47. As informações são da Tendências Consultoria.

Metade do petróleo iraniano é exportado para China e Índia. “Também é importante destacar o papel das potências emergentes em manter a economia iraniana e, portanto, seu regime”, afirma Vieira. Apesar das sanções econômicas impostas pelos EUA a quem comprar petróleo iraniano, alguns países batem de frente e não aceitam as imposições.

No Brasil, o valor dos combustíveis já vem de uma alta desde o começo de 2019. O presidente Jair Bolsonaro, no entanto, afirmou que os preços não devem aumentar e que acredita que haverá uma estabilização da conjuntura internacional.Com informações do DCM.

 

Ao menos 32 pessoas morreram e 190 ficaram feridas durante tumulto no funeral de Qassem Soleimani


Confusão ocorreu no momento da procissão; cerimônia foi adiada

[Ao menos 32 pessoas morreram e 190 ficaram feridas durante tumulto no funeral de Qassem Soleimani]
Foto : Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images

Ao menos 32 pessoas morreram e 190 ficaram feridas hoje (7), durante um tumulto ocorrido no funeral do general iraniano Qassem Soleimani em Kerman, no Irã, cidade natal do falecido. Soleimani será enterrado após quatro dias de homenagens.

A informação sobre as vítimas é da chefe da equipe médica de emergência do país, Pirhossein Koulivand, em depoimento na TV estatal. A confusão que provocou os óbitos ocorreu na procissão, mas não está claro o que a motivou. O funeral foi adiado.

De acordo com a imprensa local, a multidão estava formada por milhões de iranianos, que gritavam “Morte à América!” e “Morte a Israel”, entre outras manifestações. Durante a cerimônia, bandeiras dos dois países hostilizados foram queimadas. Fonte: Metro1

No Brasil, a cada 4 horas, uma menina é estuprada por seu pai, padrasto, tio, primo ou vizinho


Dados do Anuário de Segurança Pública 2019, revelam esta dramática situação do país que se acentuou após o golpe de 2016, se compararmos os dados de violência sexual de anos anteriores. Em 2015 houve redução de 10% em relação ao ano anterior, já em 2016 houve um aumento de 3,5%, seguido de 10,1% em 2017 e 4% em 2018. Neste último levantamento 63,8% tiveram como vítimas, jovens de até 14 anos de idade ou pessoas incapazes de oferecer resistência por alguma enfermidade.

Analisando os dados referentes ao estado de São Paulo, onde ocorreram o maior número de casos relatados de estupro de 11.788 em 2017 para 12.836 em 2018, gerando um aumento de 7,8% dos casos. Quando se observa apenas as vítimas mulheres esse aumento é maior, 9.627 casos em 2017 contra 10.768 casos em 2018, um aumento de 11%. Seguido pelo Paraná que embora tenha menor número de casos relatados de estupro, o percentual do aumento foi o dobro de São Paulo, 5.781 casos em 2017 e 6.898 casos em 2018 gerando um percentual de 19%. Analisando apenas as vítimas do sexo feminino o percentual também é de aumento, 18%. Dados de outros estados afirmam o perfil das vítimas: jovens do sexo feminino de até 17 anos formam 71,8% das vítimas.

Segundo o Anuário esse tipo de violência atinge mais crianças e adolescentes. Entre as meninas atinge-se um ápice aos 13 anos, mas o principal grupo entre elas são as vítimas de até 9 anos. Quando se observa os dados a respeito das vítimas do sexo masculino, percebe-se que são ainda mais jovens, menores de 7 anos. Algo estarrecedoramente repugnante. Segundo um levantamento técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) de 2014, estimou-se que naquele ano os 54.000 casos notificados de estupro, representavam apenas 10% do real valor das ocorrências. Isso se deve a que, as vítimas – crianças, jovens ou adultos – se veem incapazes de denunciar o ato. Muitas vezes por algum constrangimento devido ao agressor possuir, majoritariamente, algum grau de parentesco com a vítima, ou pelo fato das vítimas se verem culpadas pelo ato criminoso.

O agressor é tipificado, como aponta o levantamento atual, 96.3% são homens e 75,9% deles são conhecidos das vítimas, sendo pais, padrastos, tios, primos ou vizinhos. Uma vez que estão instalados ou próximos do ambiente familiar das vítimas, não sendo agressões repentinas ou por homens estranhos à vítima. Tal dado desmistifica o mito do qual o agressor é alguém de fora, que é o outro, e de que são pessoas homossexuais. Muito corrobora com o que se denomina de “cultura do estupro” o pensamento levantado na pesquisa do Fórum de Segurança Pública, o qual 30% entre homens e mulheres concordaram com a afirmação de que “a mulher que usa roupa provocante não pode reclamar se for estuprada” e 43% entre jovens e adultos homens a partir dos 16 anos acreditam que “mulheres que não se dão ao respeito são estupradas. Pensamentos do tipo apenas relativizam e silenciam as vítimas do comportamento muitas vezes sutil de seus agressores, que na grande maioria dos casos divide o mesmo teto com as vítimas.

Para combater esse mal, não será com o conservadorismo presente no governo, tanto federal (Bolsonaro-PSL) como no estadual (João Dória – PSDB) que em dias atrás mandou recolher material das escolas públicas que abordavam sobre a diversidade sexual sem fundamentação alguma. Mas sim, e principalmente com educação sexual correspondente com a faixa etária da criança e/ou adolescente, pois assim elas poderão também identificar esse sutil e perverso crime que atinge os lares familiares. Ainda relativo ao crescimento das taxas de violência sexual, e de outras formas de violência, o documento afirma que “mais uma vez, [fazendo alusão ao atual governo] o pêndulo da segurança pública pende para soluções reativas e lastreadas apenas na narrativa política desprovida de evidências e bases científicas” como ficou bem claro na ações autoritárias do governo Bolsonaro contra várias instituições científicas brasileiras.

Mídia corporativa não pode se queixar de Bolsonaro


“Jair Bolsonaro tem certa razão ao dizer que a imprensa ‘envenena a sociedade’, porque ele próprio é a consequência de um veneno inoculado pelos meios de comunicação no Brasil nos últimos anos: o veneno do antipetismo”, diz Leonardo Attuch, editor do 247

(Foto: ADRIANO MACHADO – REUTERS)

A esta altura do campeonato, todos nós, jornalistas, deveríamos estar nos perguntando: onde foi que erramos? Como foi possível chegar a este ponto? O que fez com que o Brasil passasse a ser governado por um ser que, dia sim, dia não, ataca a imprensa, assim como, provavelemente, vai ao banheiro?

Eu tenho uma resposta, mas sem a pretensão de que seja a verdade absoluta e definitiva. A meu ver, Jair Bolsonaro, que ontem disse que a imprensa ‘envenena a sociedade’ e que jornalistas são uma ‘raça em extinção’, é a consequência direta de um veneno inoculado pelos meios de comunicação corporativos no Brasil nos últimos anos: o veneno do antipetismo.

Quantas pessoas hoje, sem o menor conhecimento econômico, repetem a mentira de que ‘o PT quebrou o Brasil’, quando todos os dados econômicos mostram exatamente o contrário? Basta acessar as estatísticas oficiais para se dar conta de que, nos governos de Lula e Dilma, o Brasil cresceu, reduziu a pobreza, manteve a inflação sob controle, acumulou US$ 300 bilhões em reservas, e também produziu superávits fiscais primários superiores aos dos governos que vieram antes e dos que os sucederam. Pode-se discutir se o modelo de desenvolvimento ancorado no Estado alcançava seus limites, mas daí a dizer que o ‘PT quebrou o Brasil’ vai uma distância oceânica.

Em parelelo à questão econômica, os veículos de comunicação corporativos também construíram outra pós-verdade: a de que o PT inventou a corrupção no Brasil, quando qualquer pessoa minimamente honesta pode se dar conta de que havia um problema estrutural relacionado ao financiamento empresarial de campanhas políticas, que atingia todos os partidos. Mais do que isso: qualquer pessoa com honestidade intelectual também se dá conta de que todos os articuladores da conspiração política de 2016, como José Serra, Aécio Neves, Aloysio Nunes e Michel Temer, foram blindados – e continuam a ser – a despeito até de contas milionárias na Suíça.

Foi a mídia corporativa, portanto, que envenenou a sociedade brasileira ao criar a narrativa usada por Bolsonaro e por seu séquito de ignorantes para  chegar ao poder. Uma narrativa que parte de duas grandes pós-verdades: “o PT quebrou o Brasil” e “o PT é sinônimo de corrupção”. Para a massa de desinformados, não importa se Bolsonaro bate recorde em liberação de emendas parlamentares, com sua “nova política”, e também lota seu governo de nomes ligados ao DEM – o tradicional partido das oligarquias, que é um dos recordistas em acusações de corrupção. A mídia o protege porque dele recebe o que seus patrocinadores pedem: Paulo Guedes e sua política de desmonte do estado e também de direitos sociais.

 

De certa maneira, pode-se até dizer que Bolsonaro é um presidente “zuêro”, para usar uma palavra típica da juventude. Ele pisa na imprensa e esculacha os jornalistas da mídia corporativa porque sabe que seus verdadeiros donos – os barões do grande capital – estão satisfeitos com sua política econômica. É uma dura lição para todos os jornalistas que ajudaram a construir um Brasil ancorado em mentiras apenas porque se deram conta de que, após vencer a quarta eleição presidencial em 2014, o PT provavelmente também venceria a quinta, com Lula em 2018. Foi exatamente por isso que Dilma foi deposta em 2016 por “pedaladas fiscais”, outra grande fake news, e Lula foi impedido de disputar dois anos depois, em nome de um “combate à corrupção” que colocou os políticos mais corruptos do Brasil no poder. A mídia corporativa pariu Bolsonaro e não pode se queixar, nem tem o diireito de rejeitar seu próprio filho. Toma que o filho é seu!

Walter Salles: Só pra acrescentar aqui por conta do Café com Leite, a verdade é que os donos de emissoras se tornaram escravos de Bolsonaro, digo das principais emissoras abertas, os jornalistas empregados nestas emissoras são escravos dos patrões, para não perder o emprego, mas o perigo é que não se trata de empresas de segmentos fora da comunicação, mas sim, empresas que as suas funções nos últimos meses foi levar notícias falsas, na sua maioria, enganando o povo, e pior, fazendo o povo acreditar em mentiras, como disse o  texto do Leonardo, fazer o povo acreditar que o que está sendo considerado o maior presidente da história no Brasil, saia com a fama de que quebrou o Brasil. 

Como pode ter quebrado o Brasil se tanto fez sem vender uma “agulha” do Brasil, pagou dívida externa e ainda deixou 377 bilhões de dólares de reserva internacional, fez pobre e outras pessoas que nem sonhavam em estudar, hoje serem doutores, construiu quase dois milhões de casas para quem não tinham o teto, e tantas outras coisas? 

Agora a gente vê um presidente que em apenas um ano já vendeu grande parte das riquezas da pátria, está fazendo voltar a extrema pobreza, o Guedes já está de olho na reserva de dinheiro deixado pelo governo massacrado da esquerda, para vender e especular juntamente com os seus amigos banqueiros, mas, no entanto, pra essa mídia que aceitou se escravisar em nome de alguns trocados, esse é o governo que vai levantar o Brasil. Levantar como? Sabe aquela coisa chamada respingos? pois é. O Brasil ainda está se segurando durante esses três anos de desmandos, por respingos de uma política positiva da esquerda, que elevou o salário, criou Bolsa família, ajudou o pequeno produtor, que soube aproveitar e até hoje ainta tem o seu pedacinho de terra e aprendeu trabalhar com tecnicas, e assim o Brasil vai se segurando. Mas se o Bolsonaro tivesse encontrado um país como o FHC entregou o Brasil, que nem estrada tinha em boa parte, o velho Brasil já estava quebrado. Isso é fato, isso é uma realidade.

SUBORDINADO A TRUMP, BOLSONARO DIZ QUE O HERÓI IRANIANO SOLEIMANI NÃO ERA GENERAL


Muçulmanos xiitas cantam slogans antiamericanos e anti-Israel em protesto contra os EUA no Iraque após a morte de Soleimani

Do G1

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (6) que a tendência do preço do combustível no Brasil é se estabilizar, mesmo com a tensão no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã.

(…)

De acordo com Bolsonaro, os preços caíram desde a alta inicial e, na opinião do presidente, o impacto do ataque no mercado de petróleo não foi grande.

Na manhã desta segunda-feira (6), os contratos futuros do petróleo operavam em alta de mais de 1%. O Brent, referência internacional para o petróleo, chegou a US$ 70 o barril. Na sexta-feira, a alta tinha sido de mais de 3%.

Bolsonaro também disse que Soleimani “não era general”. O governo dos Estados Unidos, ao qual o governo brasileiro é alinhado, chama Soleimani de terrorista.

“Reconheço que o preço [dos combustíveis] está alto na bomba. Graças a Deus, pelo que parece, a questão lá dos Estados Unidos e Iraque, do general lá que não é general e perdeu a vida [Soleimani], não houve… O impacto não foi grande. Foi 5% passou para 3,5%. Não sei quanto está hoje a diferença em relação ao dia do ataque. Mas a tendência é estabilizar”, afirmou o presidente na saída do Palácio da Alvorada.

Fonte DCM.

 

 

 

Muitas notícias que vão fazer muita gente refletir e se sentir melhor


Patrick com um cola salvo - Foto: reprodução / Stuff

Patrick com um cola salvo – Foto: reprodução / Stuff

Um rapaz de 22 anos desafiou a própria vida para salvar coalas, vítimas dos incêndios florestais que atingem a Austrália.

Patrick Boyle resgatou nove animais na floresta carbonizada de eucalipto em Mallacoota, uma pequena cidade na região leste de Victoria, no estado de Gippsland.

O curioso é que Patrick é caçador, mas quando viu que a cidade já havia criado uma rede de proteção para ajudar as pessoas que precisavam, decidiu ajudar os animais.

“Encontrei instantaneamente um coala machucado. É impressionante como eu os encontro facilmente. Mas mais de dez já estavam mortos”, afirmou o jovem ao site stuff.co.nz.

Um abrigo para animais está recebendo os coalas que ele salvou.

“O local está repleto de coalas e outros animais silvestres em todo o salão e no quintal. Eles têm muito pouco recurso, então qualquer ajuda que as pessoas possam dar é excelente”, afirmou o rapaz, durante a entrevista.

Boyle disse que as pessoas foram rápidas em falar sobre questões ambientais, mas na verdade não fizeram nada para causar mudanças.

“Sou caçador, uma das últimas pessoas que outros esperariam que ajudaria esses animais. Agricultores, caçadores e trabalhadores são os que estão por aí realmente realizando ações agora”, disse.

A tragédia

A Austrália vive a maior onda de incêndios florestais de sua história.

Cerca de 3.000 reservistas, juntamente com aeronaves e navios, estão sendo disponibilizados para ajudar nos esforços de evacuação e combate a incêndios.

Na quinta-feira, um navio da Marinha chegou a Mallacoota para evacuar as pessoas, pois os incêndios florestais haviam destruído a cidade.

Calcula-se que um terço da população de coalas — cerca de 8.000 animais — tenha morrido em decorrência do fogo.

A ministra do Meio Ambiente da Austrália, Sussan Ley, afirmou à Australian Broadcasting Corporation que cerca de 30% dos habitats da espécie foram destruídos.

O forte calor e os ventos impulsionaram incêndios em grandes áreas da Austrália no sábado, aumentando a devastação de uma temporada de incêndios mortal que já deixou 23 vítimas.

Mais de 12 milhões de acres queimaram até agora, uma área maior que a Suíça.

A torcida é para que chova logo na região para acabar com essa tragédia.

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Zeladora se forma com rodo na mão: ferramenta que lhe fez conseguir dinheiro para pagar a faculdade

Uma zeladora de hospital, que se formou em Educação Física, fez questão de lembrar com orgulho de onde veio o dinheiro para pagar a faculdade.

Erica Reis fez uma sessão de fotos com a beca, rodo na mão e o material de limpeza usado no dia a dia do trabalho.

Ela é zeladora há 5 anos do Hospital Municipal de Jaru, em Rondônia e foi trabalhando lá que conseguiu concluir os estudos.

Além do trabalho, Erica é conhecida por pacientes e funcionários da Unidade Hospitalar pela alegria que transmite. Ela gosta de cantar o tempo todo enquanto trabalha. (vídeo abaixo)

Presente

Há dois meses o fotógrafo Max Fotografia viu Erica cantando enquanto trabalhava no hospital e fez um vídeo, que bombou no Facebook com mais de 60 mil visualizações.

“Muitas vezes chegamos em algum local público ou privado e não somos bem atendidos, mas essa Funcionária do Hospital Municipal de Jaru (Erica) dá uma verdadeira lição de que independente (sic) da função, todo trabalho é digno e deve ser feito com amor e dedicação”, escreveu Max no post.

Sensibilizado com a história de superação da zeladora, Max decidiu dar um book fotográfico de presente para ela.

As fotos foram postadas na semana passada no Facebook do fotógrafo:

“Erica (a zeladora que canta) assim que ela gosta de ser chamada… se formou em Educação Física em setembro, pagando com o salário de zeladora!”

Max disse que Erica é uma pessoa maravilhosa e que deixa um exemplo a ser seguido.

Veja outras fotos:

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Diretor de zoo leva animais pra casa e salva de incêndio na Austrália

 

Chad Staples, diretor do Zoo - Foto: reprodução / Twitter

Chad Staples, diretor do Zoo – Foto: reprodução / Twitter

Veja o que o diretor de um zoológico na Austrália foi capaz de fazer para salvar animais dos incêndios que atingem o país. Chad Staples simplesmente levou os bichos de pequeno porte para a casa dele.

O zoológico Mogo Wildlife Park fica em Nova Gales do Sul, próximo à Betemans Bay, cidade muito afetada pelo fogo.

O zoo abriga 200 animais ameaçados de extinção e exóticos. Chad Staples levou pandas, macacos e um tigre para a casa dele na véspera do Ano Novo.

Outros bichos, de porte maior, foram mantidos em abrigos noturnos, como as girafas, que passam bem (vídeo abaixo)

Todos foram salvos

“Graças à nossa incrível equipe e a um plano bem executado, ninguém se feriu, nenhum animal”, disse Staples ao canal ABC.

Segundo ele, apenas algumas girafas e zebras demonstraram algum estresse devido à situação.

“O mais assustador foi a rapidez dos ventos. Ficou tão escuro que parecia que era meia-noite, o que era uma sensação tão assustadora”.

Amor aos animais

Ele agradeceu a sua equipe “pelo trabalho incansável para proteger os animais porque eles os amam como sua própria família”.

Ainda no Twitter, o zoológico também agradeceu à comunidade que ajudou a apagar o fogo e a salvar os animais.

“Comunidade e resiliência podem fazer coisas incríveis. Pedimos a todos que procurem aqueles que conhecem na costa sul e verifiquem o que precisam e ofereçam seu apoio”, diz o post.

Com informação do Notícia Boa.

 

Bolsonaro bate recorde de distribuição de recursos para parlamentares no primeiro ano de governo


Discurso de que não entraria na política do “toma lá, dá cá” ficou só na teoria. Na prática, Bolsonaro distribuiu R$ 5,7 bilhões em emendas parlamentares durante o ano, superando o recorde de R$ 5,29 bilhões que haviam sido pagos por Michel Temer em 2018. Como disse aí, o “toma lá, dá cá” quer dizer que só teria recurso se votassem no que ele, o presidente, quisesse.

Bolsonaro entrega proposta para reforma da previdência a Rodrigo Maia, observados por Davi Alcolumbre (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Propagado por Jair Bolsonaro, o discurso do fim da política do “toma lá, dá cá” com o legislativo ficou somente nas palavras. Na prática, em seu primeiro ano de governo, Bolsonaro bateu recorde na distribuição de recursos para deputados e senadores aprovarem as medidas de seu governo, incluindo a antipopular Reforma da Previdência, conduzida por Paulo Guedes para agradar ao sistema financeiro.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo nesta segunda-feira (6), Bolsonaro distribuiu R$ 5,7 bilhões em emendas parlamentares durante o ano, superando o recorde de R$ 5,29 bilhões que haviam sido pagos por Michel Temer em 2018.

Somente no mês de julho, quando foi aprovada a reforma da Previdência, mais de R$ 3 bilhões foram empenhados para pagamento aos deputados. O valor só foi superado em dezembro, quando as lideranças de partidos aliados no Congresso ameaçaram não aprovar o orçamento caso Bolsonaro não pagasse o que havia prometido nos meses anteriores.

O resultado foi o empenho de mais R$ 3,57 bilhões e o pagamento de R$ 1,27 bilhão até 28 de dezembro.

Dos recursos liberados por Bolsonaro via emenda parlamentar em 2019, 95% são relacionados a gastos com saúde – R$ 5,4 bilhões. A área é a única que, pela lei, tem destinação obrigatória por parte dos deputados e senadores. Entre as ações que mais tiveram dinheiro liberado no ano passado estão também obras rodoviárias, como a manutenção de trechos na região Norte e a reforma de adequação da BR-116, entre Pelotas e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Fonte Revista Forum.

 

 

Matéria do G1.

SANTOS CRUZ SOLTA O VERBO: “GOVERNO BOLSONARO SE AFASTOU DO COMBATE À CORRUPÇÃO”


A BBC Brasil publicou hoje um vídeo com uma entrevista de 42 minutos com o ex-ministro da Secretaria de Governo, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz.

Na BBC Brasil

‘Governo Bolsonaro se afastou do combate à corrupção’, afirma Santos Cruz
Por Mariana Schreiber (@marischreiber)
Da BBC News Brasil em Brasília

Após deixar ministério, Santos Cruz voltou a atuar junto à ONU, tachada de ‘globalista’ pelo governo atual

Demitido do governo em junho, o ex-ministro da Secretaria de Governo general Carlos Alberto dos Santos Cruz hoje quer distância do presidente Jair Bolsonaro.

O militar da reserva pensa em se filiar a um partido político e disputar eleição no futuro – ainda não sabe por qual sigla e para qual cargo, mas tem certeza que não fará isso ao lado do seu antigo chefe.

Para ele, Bolsonaro deixou o PSL para criar uma nova sigla, a Aliança pelo Brasil, não por divergência ideológica, mas devido a disputas para controlar dinheiro dos fundos partidário e eleitoral.

“Eu não entraria em um partido hoje do presidente Bolsonaro de jeito nenhum. Ele tem valores que não coincidem com os meus; ele tem atitudes que eu acho que não têm cabimento”, disse, em entrevista à BBC News Brasil.

Assista à entrevista completa aqui:

Fonte O Cafezinho.

 

 

 

Pannunzio rebate Bolsonaro: ‘raça em extinção’ são políticos velhacos


Jornalista rebate a ofensa disparada por Jair Bolsonaro contra a imprensa, ao dizer que jornalistas são ‘raça em extinção’. “‘Raça em extinção’ são políticos velhacos, neofascistas, misóginos, homofóbicos, xenofóbicos, anti-iluministas, populistas e outros doentes mentais e degenerados que ainda não perceberam que a Idade das Trevas acabou”, reagiu Fabio Pannunzio

Jornalista Fabio Pannunzio e Jair Bolsonaro
Jornalista Fabio Pannunzio e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | Carolina Antunes/PR/Flickr)

Numa matéria publicada no 247 o jornalista Fabio Pannunzio reagiu com dureza à ofensa disparada por Jair Bolsonaro aos jornalistas nesta segunda-feira 6. “‘Raça em extinção’ são políticos velhacos, neofascistas, misóginos, homofóbicos, xenofóbicos, anti-iluministas, populistas e outros doentes mentais e degenerados que ainda não perceberam que a Idade das Trevas acabou”, postou no Twitter.

Mais cedo, na entrada do Palácio do Alvorada, onde costuma cumprimentar eleitores, Bolsonaro disse que hoje em dia “quem não lê jornal não está informado. E quem lê está desinformado”.

“Quem não lê jornal não está informado. E quem lê está desinformado. Tem de mudar isso. Vocês são uma espécie em extinção. Eu acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados ao Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente]. Vocês são uma raça em extinção”, afirmou.

A declaração foi feita por conta de uma reportagem do UOL, que apontava que Bolsonaro, apesar de criticar o uso do fundo eleitoral, também utilizou recursos públicos em sua candidatura a deputado federal em 2014.

“O UOL falou: Bolsonaro falou para não votar em candidatos que usem o fundão, mas ele usou em 2014. O fundão é de 2017. É de uma imbecilidade. Não vou dizer todo mundo aqui, para não ser processado pela ANJ [Associação Nacional de Jornais] e não sei o quê, mas é de uma imbecilidade. Não sabe nem mentir mais”, rebateu.

Fabio Pannunzio

@blogdopannunzio

‘Raça em extinção’ são políticos velhacos, neofascistas, misóginos, homofóbicos, xenofóbicos, anti-iluministas, populistas e outros doentes mentais e degenrados que ainda não perceberam que a Idade das Trevas acabou. https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/01/em-novo-ataque-a-imprensa-bolsonaro-diz-que-jornalistas-sao-raca-em-extincao.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=comptw 

Fonte 247