Bolsonaro X Witzel: Quem dos dois está mentindo?


 

 

Governador Witzel rebate acusações do presidente Bolsonaro

Governador Witzel rebate acusações do presidente Bolsonaro

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou, durante evento na manhã desta quarta-feira (30), que jamais violou segredos de Justiça durante sua vida profissional.

“Jamais vazei qualquer tipo de informação, seja como magistrado, seja como governador. Eu lamento que o presidente tenha, no momento, talvez, de descontrole emocional, no momento em que ele está numa viagem, não está, talvez, no seu estado normal, tenha feito acusações contra a minha atividade como governador. Não manipulo o Ministério Público, não manipulo a Polícia Civil, isso é absolutamente inadequado, contrário às instituições democráticas. A Polícia Civil, no meu governo, tem independência, o MP tem e sempre terá independência e, infelizmente, eu recebi com muita tristeza essas levianas acusações”, afirmou Witzel.

Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) acusou o govenador fluminense de tentar incriminá-lo no caso da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

“Deixar bem claro também: dia 9 de outubro, às 21h, eu estava no Clube Naval no Rio de Janeiro. Chegou o governador Witzel e chegou perto de mim e falou o seguinte: ‘o processo está no Supremo’. Eu falei: ‘que processo?’ ‘O processo da Marielle.’ ‘Que que eu tenho a ver com a Marielle?’ ‘O porteiro citou teu nome.’ Quer dizer: Witzel sabia do processo que estava em segredo de Justiça. Comentou comigo”, afirmou o presidente.

Bolsonaro diz ter sido avisado por Witzel sobre citação no caso Marielle

Bolsonaro diz ter sido avisado por Witzel sobre citação no caso Marielle

Durante seu discurso em um evento na Baixada Fluminense, o governador do Rio ainda afirmou que está no caminho certo. “Eu estou sempre, como Cristo nos ensinou, pregando a união e a fraternidade. Estendendo as mãos mesmo para aqueles que nos desonram e falam falsas verdades para, infelizmente, aquilo que não é verdade seja considerado pela imprensa. Mas está na Bíblia: “Conhecerei a verdade e ela vos libertará!”.

O presidente Bolsonaro tem casa no condomínio onde mora Ronnie Lessa, suspeito dos assassinatos. O Jornal Nacional revelou, na terça (29), que o porteiro do condomínio Vivendas da Barra contou à polícia que horas antes do crime, em 14 de outubro, outro suspeito, Elcio Queiroz, entrou no condomínio e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro.

“Vem de encontro aqui o que fala o Robson Bonin, do Radar da ‘Veja’. No meu entendimento, o senhor Witzel estava conduzindo o processo com o delegado da Polícia Civil pra tentar me incriminar ou pelo menos manchar o meu nome com essa falsa acusação, que eu poderia estar envolvido na morte da senhora Marielle.”

Os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que Bolsonaro estava em Brasília no dia. Como houve citação ao nome do presidente, a lei obriga que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise a situação.

Em nota, a Polícia Civil do Rio disse que todas as investigações são conduzidas com absoluta imparcialidade, técnica e observância à legislação em vigor.

“O governador Wilson Witzel não interfere na apuração dos homicídios de Marielle e Anderson nem teve acesso aos documentos do procedimento investigativo, assim como em quaisquer outras investigações. A Polícia Civil reafirma que a investigação desse caso é conduzida com sigilo, isenção e rigor técnico pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), sempre em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro”, destacou a nota.

Com informação do G1

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Luis Nassif fala da guerra mundial entre Globo e Bolsonaro


 

A guerra mundial entre a Globo e Bolsonaro, por Luis Nassif

Não tente encontrar explicações no campo das convicções legalistas ou da pureza da luta contra a corrupção. Moro e a Lava Jato sempre se moveram seguindo a lógica estreita de seus interesses. Acontece que seu maior ponto de apoio é a Globo. Como fica?

Instalou-se uma guerra mundial no reino da ilegalidade, comprovando o estado em que o Supremo Tribunal Federal (STF) deixou o país, com o aval aos abusos da Lava Jato e do impeachment.

A acusação

A acusação central é que os autores do assassinato de Marielle se reuniram no condomínio do presidente da República, no qual um dos vizinhos é o suspeito principal, Ronnie Lessa. E Elcio Queiroz, motorista que conduziu o carro ao local do crime, entrou algumas horas antes do crime, dizendo que ia na casa de Bolsonaro.

Globo

As Organizações Globo se valeram de todas as armas ilegais que foram a base de seu poder nas últimas décadas: vazamentos de inquéritos inconclusos, condenação antecipada dos suspeitos, pressão indireta sobre os poderes – com a informação final da reportagens, de que membros do Ministério Público Estadual teriam consultado o presidente do STF Dias Toffoli sobre prosseguir ou não com as investigações.

Bolsonaro

Por sua vez, Bolsonaro não vacilou em acenar com os poderes de Estado, anunciando convocação da Polícia Federal e endurecimento nas regras de renovação das concessões, e a inovação do demônio como o álibi, o PT que, segundo ele, estaria aliado da Globo.

 

As provas

Só palavra de porteiro não basta. No Brasil, já se sabe como são feitas as salsichas e as confissões. Mas anotações da época tem valor.

De prova objetiva, se tem uma anotação no caderno do condomínio, sobre a casa mencionada pelo motorista para entrar, a 58, de propriedade de Bolsonaro. E sua afirmação de que uma voz atendeu o telefone, seria parecida com a do  “seu Jair”, e autorizou a entrada.

Há que se ter uma perícia da anotação. Mas a prova final seria a análise das ligações feitas pelo porteiro, para confirmar se o destino anunciado foi o da casa 58.

Leia também:  Uma onda vermelha?, por Ricardo Cappelli

Aparentemente, o vazamento se deu antes do levantamento das demais provas, expondo o inquérito a interrupções ou boicotes.

Existem outros indícios veementes das ligações de Bolsonaro com o Escritório do Crime e com as milícias.

Aqui, um mapa das ligações das diversas milícias com a família Bolsonaro.

Aqui, um detalhamento maior das pessoas diretamente envolvidas com o assassinato de Marielle.

Sérgio Moro

A Lava Jato incriminou até uma relação de emprego de um irmão de Lula com a Odebrecht, em 2002, relacionando com benefícios que a empresa teve em 2010. Como fica a situação agora?

Em sua live, Bolsonaro afirmou expressamente que a Polícia Federal irá convocar o porteiro para ouvir suas explicações. A PF está subordinada a Moro. Como fica?

Não se tente encontrar explicações no campo das convicções legalistas ou da pureza da luta contra a corrupção. Moro e a Lava Jato sempre se moveram seguindo a lógica estreita de seus interesses. Acontece que seu maior ponto de apoio é a Globo. Como fica?

Congresso

O presidente da Câmara Rodrigo Maia tem na Globo um de seus alicerces. É habilidoso, suporta Bolsonaro que, por sua vez, rachou o próprio partido.

Supremo Tribunal Federal

Entra-se, agora, em uma zona absolutamente cinzenta. A guerra mundial entre Globo e Bolsonaro é irreversível. Nos próximos dias, os dois lados irão continuar em suas demonstrações de força.

Na reportagem, o Jornal Nacional tentou forçar um posicionamento do presidente do STF Dias Toffoli. Os próximos capítulos dependerão dos seguintes fatores.

  1. Análise dos documentos que constam do inquérito. O STF não dará cheque em branco para nenhum lado antes de analisar as provas.
  2. Antes de sair, Raquel Dodge deixou duas ações criminais no Superior Tribunal de Justiça contra o conselheiro do Tribunal de Contas, Domingos Brazão, suspeito de ser o mandante do assassinato; e contra um delegado que prevaricou. Portanto, há mais inquéritos em andamento.
  3. Com informações do GGN.

Ford encerra produção na fábrica de São Bernardo do Campo depois de 52 anos


Por André Paixão, G1

Fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, produzirá o último caminhão nesta quarta-feira

Fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, produzirá o último caminhão nesta quarta-feira

Ford encerra, nesta quarta-feira (30), depois de 52 anos, a produção de veículos na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

A decisão foi anunciada 8 meses antes e, ao longo deste tempo, foi cogitada a venda da unidade, mas nada se concretizou até agora. Segundo a Ford, a razão para fechar a fábrica é a busca por um negócio mais rentável na região.

A medida acontece no ano do centenário das operações da montadora americana no Brasil. A unidade do ABC era uma das fábricas de veículos mais antigas do Brasil.

Fábrica da Ford em São Bernardo do Campo encerrou suas atividades — Foto: André Paixão/G1Fábrica da Ford em São Bernardo do Campo encerrou suas atividades — Foto: André Paixão/G1

Fábrica da Ford em São Bernardo do Campo encerrou suas atividades — Foto: André Paixão/G1

Ela empregava 2.350 funcionários no começo do ano. Desses, apenas mil, que são da área administrativa, serão mantidos. Eles deixarão a sede de São Bernardo em março do ano que vem.

Além desta fábrica, a montadora tem outras duas unidades no país: a de Camaçari, na Bahia, onde está concentrada a produção de carros, entre eles Ka e EcoSport, além de motores, e uma fábrica exclusiva de motores e transmissões, em Taubaté (SP).

Fim da produção de caminhões

Ford fábrica São bernardo — Foto: DivulgaçãoFord fábrica São bernardo — Foto: Divulgação

Ford fábrica São bernardo — Foto: Divulgação

Os últimos modelos a saírem da linha de montagem no ABC são caminhões. O Fiesta, único carro de passeio que era feito no local, teve a produção desativada em junho, o que levou ao corte de 750 funcionários.

Quando anunciou a decisão de fechar a fábrica, em fevereiro passado, a Ford informou que o objetivo era acabar com a operação de caminhões na América do Sul. Com o fim dessa linha em São Bernardo, outros 600 trabalhadores serão dispensados a partir desta quinta (31).

Sem destino definido

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a Ford vai levar os funcionários restantes de São Bernardo para um edifício comercial em São Paulo. Com isso, a fábrica do ABC deverá ficar abandonada.

Continuam as negociações para a compra da unidade. A maior candidata para assumir o negócio é a Caoa, empresa brasileira de Carlos Alberto de Oliveira Andrade, que é dona de metade da operação da chinesa Chery no Brasil, e é responsável por produzir e comercializar alguns carros da Hyundai no país.

Antigo berço de Willys

A unidade da Avenida do Taboão é, na verdade, uma das primeiras fábricas de automóveis do país.

Antes de ficar nas mãos da Ford por mais de 5 décadas, ela foi idealizada e construída pela extinta Willys-Overland do Brasil.

A inauguração foi em 1954, com a produção do Jeep Willys. Depois deles, vieram os modelos Aero, Rural, CJ-5 e Itamaraty.

Lançamento do Ford Corcel, em 1968 — Foto: DivulgaçãoLançamento do Ford Corcel, em 1968 — Foto: Divulgação

Lançamento do Ford Corcel, em 1968 — Foto: Divulgação

Em 1967, a Ford comprou a Willys, e assumiu a fábrica de São Bernardo. Além da unidade, a empresa do oval azul terminou o desenvolvimento do Corcel, o primeiro Ford a ser produzido ali, no ano seguinte.

Depois dele, vieram diversos outros modelos conhecidos, como Ka, Escort, Maverick, Del Rey, Verona e Pampa. Todos montados no espaço, que fica separado por uma cerca de outra fabricante, a Mercedes-Benz.

Em 2001, a Ford inaugurou uma fábrica de Camaçari, transferindo quase toda a produção de automóveis para o local. Em contrapartida, São Bernardo recebeu a linha de caminhões, vinda da extinta unidade do Ipiranga, na capital paulista.

VEJA FOTOS ANTIGAS DA FÁBRICA DA FORD

Produção do Ford Corcel em São Bernardo do Campo, em 1971 — Foto: DivulgaçãoProdução do Ford Corcel em São Bernardo do Campo, em 1971 — Foto: Divulgação

Produção do Ford Corcel em São Bernardo do Campo, em 1971 — Foto: Divulgação

Fábrica de tratores da Ford em São Bernardo do Campo, em 1976 — Foto: DivulgaçãoFábrica de tratores da Ford em São Bernardo do Campo, em 1976 — Foto: Divulgação

Fábrica de tratores da Ford em São Bernardo do Campo, em 1976 — Foto: Divulgação

Linha de produção do Ka, em São Bernardo do Campo, em 1997 — Foto: DivulgaçãoLinha de produção do Ka, em São Bernardo do Campo, em 1997 — Foto: Divulgação

Linha de produção do Ka, em São Bernardo do Campo, em 1997 — Foto: Divulgação

Fonte G1

Por que Toffoli não pode negar o pedido para investigar Bolsonaro por envolvimento na morte de Marielle. Por Joaquim de Carvalho


 

Dias Toffoli pode transferir ao plenário do Supremo Tribunal Federal a decisão de autorizar o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro a investigar Jair Bolsonaro pela morte de Marielle Franco, mas não terá como negar o pedido.

A menos que queira blindar um suspeito de envolvimento no crime.

Sim, suspeito de envolvimento no crime, e é assim que Bolsoaro deve ser considerado. Fora disso, é politizar uma investigação policial, como o próprio Bolsonaro tentou fazer durante a madrugada na Arábia Saudita: atacou a Globo e o governador do Rio de Janeiro, e misturou ao sangue de Marielle a eleição de 2022.

Se não fosse Bolsonaro o dono da casa 58 do condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, mas outra pessoa, esta já estaria sendo investigada — talvez já estivesse presa ou inocentada, mas jamais ignorada —, porque os indícios de ligação com o crime são veementes: o registro na portaria foi feito no mesmo dia 14 de março em que Marielle foi executada.

Pela imagem mostrada na TV, nota-se que é um livro com registro feito a mão, na ordem cronológica, cada visitante em uma linha. Portanto, não seria possível incluir a visita do coautor do crime Élcio Vieira de Queiroz com data retroativa — aquela linha já estaria preenchida com outra anotação.

O que precisa ser investigado agora é a razão da polícia não ter perseguido essa pista antes — em investigação policial, o atraso só favorece o criminoso, já que a obtenção de provas se torna mais difícil. Registros em vídeo e em áudio, por exemplo, podem ser apagados.

A menos que seja de uma inépcia absoluta, a Polícia já sabe da rotina de Élcio Vieira de Queiroz no dia do assassinato de Marielle desde que obteve as primeiras pistas sobre seu envolvimento no crime.

A investigação funciona assim: parte-se do fato e se busca eventos precedentes, como se uma fita de vídeo estivesse sendo rebobinada.

Além do registro na portaria, tem-se também o depoimento do porteiro. Testemunhos podem ser forjados, é verdade, mas, nesse caso, o álibi de Bolsonaro não derruba a versão da testemunha. Bolsonaro diz que estava em Brasília e alega em sua defesa que há o registro de presença na Câmara.

E daí?

Há condomínios em que a portaria entra em contato diretamente com o celular do proprietário — ou que este tenha em casa um aparelho em que a ligação da portaria é desviada para o celular, sistema conhecido como siga-me.

Enfim, Bolsonaro precisa ser investigado. Já deveria estaria sendo investigado pelo menos desde março — há sete meses —, quando o MP e a Polícia Civil apresentaram Élcio e Ronnie Lessa como executores do crime, e propagaram a versão de que o sargento poderia ter cometido o crime por razões ideológicas.

Uma história que não faz sentido.

Há um mandante, e este é muito poderoso, pois tem tentando interferir na investigação.

Pode ser Bolsonaro o mandante?

Sim, pode. Também pode não ser.

Por isso, ele tem que ser investigado. Há pistas sobre o mandante que levam para a casa 58 do condomínio Vivendas da Barra.

Não fosse Bolsonaro o dono desta casa, a Polícia já teria entrado nela, com autorização judicial.

Joaquim de carvalho, autor desta matéria, é fundado do site Diário do Centro do Mundo.

Convocação ilegal de porteiro pode levar a impeachment de Bolsonaro, afirma jurista


Políticos, juristas e jornalistas alertam que a iniciativa de Jair Bolsonaro de acionar Sérgio Moro para ouvir o porteiro que o citou nas investigações sobre a morte de Marielle Franco é coação de testemunha e obstrução judicial. Segundo o jurista Pedro Serrano, a convocação ilegal do porteiro pode levar ao impeachment de Bolsonaro

(Foto: Alessandro Dantas | Reuters)

Após um porteiro do Condomínio Vivendas da Barra citar Jair Bolsonaro nas investigações sobre o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL), o jurista e professor de Direito Constitucional da PUC-SP, Pedro Serrano, considera que, se o ocupante do Planalto insistir em pedir ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, acione a Polícia Federal para ouvir o porteiro que o envolveu no caso ele estará sujeito a impeachment. Em entrevista à Forum, Serrano afirmou que Bolsonaro estaria incorrendo em “crime de responsabilidade, além dos crimes comuns da conduta, o que significa que ele vai estar sujeito a impeachment, isso porque a conduta é grave e dolosa”. Políticos, juristas e jornalistas advertem: ação é ilegal e representa coação de testemunha e obstrução de justiça.

“O que me preocupou”, disse Serrano, “foi o fato de Bolsonaro ter declarado hoje (30) que pediria ao Moro que acionasse a Polícia Federal para ouvir o porteiro, porque ele, obviamente, estaria enganado”. Para o jurista, o fato demonstra, “primeiro a tentativa de usar a Polícia Federal para fins privados de defesa e, segundo, para obstaculizar a investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro”.

“Se ele realmente fizer isso, sair da cogitação e passar a realizar isso, acho que pela primeira vez, desde do começo do mandato, nós vamos ter, plenamente caracterizado, um crime de responsabilidade, além dos crimes comuns da conduta, o que significa que ele vai estar sujeito a impeachment, isso porque a conduta é grave e dolosa”, afirmou, para quem a revelação da denúncia do porteiro “não é caso para prisão preventiva. Este é um tipo de instituto que deve ser usado para situações muito radicais”.

De acordo com revelações feitas pelo Jornal Nacional, na terça (29), o porteiro contou à polícia que horas antes do crime, em 14 de março, o ex-militar Elcio Queiroz chegou de carro ao condomínio e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. Depois Queiroz e o policial militar reformado Ronnie Lessa saíram juntos do local. Os dois, que estão presos, foram apontados pelo Ministério Público (MP-RJ) e pela Polícia Civil como os assassinos de Marielle.

Fonte 247.

Novas regras para transporte de leite chegam para excluir milhares de pequenos produtores


Ao lado de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, o Paraná está entre os maiores produtores de leite do Brasil / Wellington Lenon

PUBLICADO NO BRASIL DE FATO

POR LUCIANO VELLEDA

Publicadas em novembro de 2018 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as Normativas 76 e 77 estão no centro de uma polêmica com os pequenos e médios produtores de leite do Brasil. Em vigor desde maio deste ano e com o prazo de carência para adaptação terminando nesta quarta-feira (30), a nova legislação altera regras para a produção de leite ao especificar padrões de qualidade e identidade do produto cru refrigerado, do pasteurizado e do tipo A, além de alterações na forma de produzir, coletar e armazenar o produto.

Produtores e entidades representativas do setor criticam principalmente a temperatura máxima estabelecida para o leite chegar ao estabelecimento industrial. De acordo com as regras ainda em vigor, a temperatura podia ser de até 10°C. Agora, a nova legislação determina que a temperatura máxima de 7°C.

Segundo os produtores, essa diferença é suficiente para excluir milhares de pequenos e médios produtores que moram em regiões distantes dos laticínios, devido ao tempo necessário para transportar o produto, além de não terem condições de investir em novos equipamentos de refrigeração.

Jean Carlos Pereira, do Assentamento 8 de Abril, em Jardim Alegre (PR), afirma que a nova regra não altera questões envolvendo a qualidade do leite, como contagem de bactérias e células somáticas. O problema é mesmo a temperatura estabelecida para o produto chegar ao laticínio. Ele explica que os pequenos produtores costumam transportar o leite no modelo de refrigeração por imersão, uma técnica que, aliada ao tempo de viagem, faz o produto chegar ao destino a cerca de 10°C.

Com as novas regras, será preciso o pequeno produtor investir no modelo chamado refrigeração a granel, que mantém o leite em torno de 4°C, porém, com alto custo. A falta de uma linha de crédito para financiamento e o tempo para adaptação às regras baixadas é o que tem revoltado os produtores.

“Não tem investimento público para isso. Excluir o modelo de refrigeração vai excluir muitos produtores”, avalia Jean Carlos. “O problema é o período para a adaptação. Não tem trabalho do Estado para que o produtor se adapte, além do financiamento”.

Na prática, ele explica que a rota de coleta feita pelos caminhões que transportam o leite do produtor até a indústria, precisará ser mais curta e com menos paradas para cumprir a determinação de 7°C. Com isso, pequenos produtores que moram em lugares mais afastados serão excluídos.  Para o agricultor, rotas de coleta que hoje levam em torno de cinco ou seis horas, terão que diminuir para três horas. “Nesse momento, com sobra de produção, mais a tendência de excluir os pequenos produtores, estamos ficando sem alternativa para a agricultura familiar”, critica Jean Carlos, que além de leite produz hortifrutigranjeiros e grãos.

Somado à nova regra da temperatura do leite, ele ainda reclama da piora do serviço de assistência técnica prestado pela Emater do Paraná, que nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff chegou a ter cerca de 150 técnicos atuando junto aos assentados da reforma agrária. A diminuição das linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para pequenos e médios produtores e os cortes nos programas de aquisição de alimentos agravam ainda mais o quadro. “Tudo isso deixou de existir. A questão da assistência técnica é fundamental”, afirma Pereira.

À margem da produção

Ao lado de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, o Paraná está entre os maiores produtores de leite do Brasil. Em torno de 90% dos municípios paranaenses têm produção leiteira. Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), cerca de 40% dos produtores de leite do Paraná poderão ser afetados com as novas regras das Normativas 76 e 77. “Essas pessoas não deixam de existir e o dinheiro deixa de circular no município. Vai influenciar diretamente no comércio”, pondera Jean Carlos Pereira.

No último dia 15, em torno de mil produtores de leite realizaram um protesto na Superintendência Regional do Ministério da Agricultura em Porto Alegre. Na ocasião, Renato Coimbra, secretário da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), declarou que, até dezembro, em torno de 23% dos produtores que entregam leite para pequenas indústrias de laticínios no estado abandonarão a atividade.

O número de produtores de leite que têm abandonado o trabalho só cresce no Rio Grande do Sul. Segundo a Emater (RS), em torno de 35 mil agricultores familiares deixaram de produzir leite no estado nos últimos quatro anos. “Todas as entidades, governos e parlamento devem unir esforços para reverter este quadro que é catastrófico para a agricultura familiar produtora de leite”, afirmou, durante o ato, Rui Valença, coordenador-geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar no Rio Grande do Sul (Fetraf-RS). Somente na Cooperativa de Produção Agropecuária do Pampa (Coopampa), 40% dos produtores associados ficarão de fora da produção com as medidas do governo federal. Atualmente, cerca de 60% da produção de leite no Brasil é oriunda da agricultura familiar.

“As medidas acabam com os nossos colonos, que dependem da renda do leite para sustentar suas famílias, afinal, sabemos que uma família que abandona a produção de leite no interior afeta não só ela mesma, mas toda a economia local. É menos dinheiro circulando, menos empregos, menos arrecadação, mais fome e pobreza”, destacou o deputado federal Dionilso Marcon (PT).

Em audiência pública realizada em Porto Alegre no dia 15, o deputado estadual Edegar Pretto (PT) lembrou que a agricultura familiar é a base da economia de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes. Segundo ele, o Rio Grande do Sul tem aproximadamente 65 mil produtores de leite. Destes, cerca de 11 mil produzem até 50 litros/dia, e 13 mil até 100 litros/dia, uma produção considerada pequena. “Em vez de medidas para promover a cadeia do leite e eliminar riscos, o governo federal pode levar à falência milhares de famílias que vivem da produção. É um efeito que vai quebrar produtores e gerar mais desemprego no campo”, alertou o parlamentar.

Esperança

Apesar de todas as dificuldades, Cleonice Back, da coordenação da Fetraf-RS, ainda acredita numa saída política que possa aumentar o prazo para adaptação dos produtores de leite. Representantes de entidades do setor e de cooperativas têm insistido em conseguir uma reunião com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para que o prazo da próxima quarta seja suspenso.

“Nós não somos contra a melhoria da qualidade da produção de leite, mas não dá pra aceitar a forma como estão sendo impostas essas normativas, e ainda sem políticas públicas”, afirma Cleonice, enfatizando que a qualidade ruim das estradas influencia no tempo de transporte do leite até a indústria. Se nada mudar, ela diz não ter dúvidas de que milhares de pequenos produtores serão excluídos.

Ela ainda reclama do processo de elaboração das Normativas 76 e 77, ao dizer que não houve debate com os produtores na época. “Foi algo construído entre o governo e a indústria”, explica a moradora de Tiradentes do Sul, na região noroeste do Rio Grande do Sul.

Cleonice Back ainda destaca o problema do preço do leite pago ao pequeno produtor, em torno de R$ 1 por litro, com o custo variando entre R$ 0,80 e R$ 1,20. Na lógica do mercado, quantos menos litros o produtor disponibilizar, menor o valor pago pela indústria. “Na prática, no dia a dia, o que vale é a produtividade, não só a qualidade”, afirma. “Muitas vezes, o produtor só fica sabendo do preço (que receberá) depois de 45 dias da entrega. Tu nunca sabes o preço do leite”. Fonte DCM.

STJ suspende julgamento sobre sítio de Atibaia no TRF-4


O ministro Leopoldo Raposo, do Superior Tribunal de Justiça, concedeu liminar nesta terça-feira (29) para suspender o julgamento que vai decidir se o processo contra o ex-presidente Lula sobre o sítio de Atibaia deve voltar para a primeira instância. O caso seria analisado nesta quarta no TRF-4

Lula concede entrevista ao site Brasil de Fato
Lula concede entrevista ao site Brasil de Fato (Foto: Ricardo Stuckert)

O ministro Leopoldo Raposo, do Superior Tribunal de Justiça, concedeu liminar nesta terça-feira (29/10) para suspender o julgamento que vai decidir se o processo do sítio de Atibaia deve voltar para a primeira instância. O caso seria analisado nesta quarta no Tribunal Federal Regional da 4ª Região.

Mais cedo, a defesa de Lula, representada pelo advogado Cristiano Zanin, fez a mesma solicitação ao Supremo Tribunal Federal ao alegar que o STJ não tinha se manifestado sobre o caso.

“Considerando que o tribunal de origem não se pronunciou sobre os temas aventados na ação, esta Corte fica impedida de se debruçar sobre a matéria, sob a pena de incorrer em indevida supressão de instância”, disse o ministro.

“Fatiamento arbitrário”

Segundo a defesa de Lula, o desembargador Gebran Neto, do TRF-4, proferiu decisão monocrática incluindo na pauta da sessão deste dia 30 apenas um dos capítulos do recurso de apelação interposto em favor de Lula.

“Tal decisão promoveu o fatiamento arbitrário da Apelação Criminal, atropelando as demais questões prejudiciais de mérito, que tem abrangência maior do que a da questão que foi incluída em pauta; atropela a pendência de julgamento dos Embargos de Declaração, que estão diretamente relacionados à análise das já referidas questões prejudiciais de mérito que influem sobre a totalidade do processo; e mais uma vez, atropela a ordem cronológica de julgamento dos recursos”, explicou a defesa.

Segundo Zanin, Gebran Neto decidiu de ofício, e sem amparo legal, incluir em pauta para julgamento em questão de ordem. Fonte 247.

O povo quer mais postura e firmeza de um presidente


Pedir desculpa por uma besteira que foi falada, talvez seja uma besteira maior ainda, pois caracteriza fraqueza. esse é o ponto de vista de muita gente que entende essa coisa do emocional.

 Por Walter Salles: Não é a primeira vez que o presidente faz algo, se arrepende e termina pedindo desculpas. Agora foi a vez de pedir desculpas ao STF pelas ofensas e insultos com a publicação de um vídeo na sua conta no thitter, no domingo 28, se colocando de leão sendo atacado por hienas, só que horas depois se arrepende, retira o vídeo e pede desculpas pelo erro.”Me desculpo publicamente ao STF, a quem por ventura ficou ofendido. Foi uma injustiça, sim, corrigimos e vamos publicar uma matéria que leva para esse lado das desculpas. Erramos e haverá retratação”, disse o presidente, hoje (29), durante viagem à Arábia Saudita. Só falta daqui a pouco ele se arrepender de ter arrependido.

Bom, para quem tem equilíbrio com as palavras e sabe a hora de falar, pra não se arrepender, sabe que se houve um grande erro no presidente publicar essa besteira no thitter, pedir desculpas, apesar de ser um ato certo, caracterizou uma espécie de fraqueza e que não cabe a um presidente atitudes assim.

Já pensou o presidente abrir as porteiras para os chineses virem pra cá sem vistos e sem passaporte,  e de repente aparecer aqui 300 milhões de chineses, já que lá a população é de quase um bilhão e meio, mas depois o mandatário brasileiro se arrepender e querer expulsá-los daqui, como vai fazer? Seria botando os brasileiros pra brigar? Será que já se arrependeu de ter entregue a base de Alcântara pro Tramp? Porque o Tramp já mudou de postura com o colega brasileiro e já sinalizou que vai fazer parcerias com o Fernadez, presidente eleito pela esquerda na Argentina.

Verdadeiramente falando, é preciso que se pense antes de publicar uma besteira, bem como abrir as porteiras para os povos de outros países entrarem no nosso país sem vistos. Até porque ninguém faz isso com os brasileiros.

Eu acho que se o noivo de uma moça a ofende com palavras e a deixa triste, é melhor ele não mandar flores pra ela naquela noite, pois ele vai cair ainda mais no conceito e um dia ela vai enjoar dele, provavelmente, mais pelas flores do que pelas palavras.

Walter Salles é fundador da Agência de Notícias Café com Leite impresso e digital, que circula há 30 anos no interior da Bahia. O seu editorial está voltado para a formação de opinião e informação de fatos que façam criar uma espécie de reflexão.  

 

Joice Hasselmann dispara contra Bolsonaro: “Deus limitou só a inteligência. A burrice é ilimitada”


Deputada e ex-líder do governo na Câmara criticou o vídeo publicado no perfil do presidente no Twitter, no qual ele se compara a um leão cercado por hienas, representando partidos, incluindo o PSL, e instituições nacionais

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
  

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, usou o Twitter para comentar o vídeo publicado no perfil oficial do presidente no Twitter, no qual ele se compara a um leão cercado por hienas, representando partidos, incluindo o PSL, e instituições nacionais.

“Quando um político (ou uma família de políticos) posta um vídeo comparando o PSL nacional – maior partido da base e que mais ajudou o governo – a uma hiena, significa dizer que ele está dispensando os votos e ajuda do partido? Deus limitou só a inteligência. A burrice é ilimitada”, postou Joice.

O vídeo não ficou mais de duas horas no ar. A repercussão da publicação foi das piores possíveis, tamanha a infantilidade da peça. O filho do presidente da República, o vereador Carlos Bolsonaro, assumiu recentemente que acessa e posta conteúdos na conta do pai no Twitter. Por isso, muitos acreditam que tenha sido Carlos o autor da postagem. fonte Forum

Depois de um ‘dedo’ de prosa Bolsonaro diz que tem afinidade com o príncipe saudita


Após uma reunião com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, Jair Bolsonaro disse ter “certa afinidade” com ele. Salman é suspeito de mandar assassinar o jornalista Jamal Khashoggi, morto no interior das dependências da embaixada da Arábia Saudita na Turquia

(Foto: PR | Reprodução)

Após uma reunião com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, Jair Bolsonaro afirmou ter  “certa afinidade com o príncipe”, que é suspeito de mandar assassinar o jornalista Jamal Khashoggi, morto no interior das dependências da embaixada da Arábia Saudita na Turquia.

Nesta segunda-feira (28), Bolsonaro participou de um jantar com o príncipe saudita e nesta terça-feira (29) deverá voltar a se encontrar com Salman para uma reunião de negócios. “Tenho uma certa afinidade com o príncipe. Em especial depois do encontro em Osaka”, disse Bolsonaro após o encontro.
Com todos que o presidente brasileiro se encontra ele fica fã. Primeiro foi com o presidente chinês, onde ele disse que o regime lá não é comunista e ate admirou o modelo dos chineses. Abriu a porteira e disse que podem vir. Será que tem coração e mente fracos, capaz de pender pra qualquer lado com facilidade ou não conhece muito bem o comunismo?
Com o príncipe saudita, MoxMohammed bin Salman,  foi a mesma coisa, mesmo sabendo que o saudita é acusado de matar um jornalista, Bolsonaro ficou fã. Ha quem diga que se ele bater um papo de meia hora com o Lula, já começa admirar a esquerda brasileira. Bom, isso já é mais complicado. O que a gente espera, é que com essa tietisse toda, nas negociações, não entregue o resto do nosso país. Precisamos de negociações para conquistar e não para entregar o nosso ouro literalmente. Pois a pergunta que fica é: Será que esses mandatários do outro lado do mundo também estão tendo admiração por Bolsonaro ou só querem galgar uma fatia do nosso país?

Acontecimentos no Chile e na Argentina mostram que a América Latina quer resgate. Bolsonaro insulta argentinos que pedem Lula Livre e democracia no Brasil


Com o povo vencendo a batalha no Chile e o Alberto Fernandez ganhando a eleição da Argentina, ficou claro que a América Latina quer resgatar a sua história, e que o sistema Neoliberal não tem espaço nessa América de cá. No Brasil, as coisas são um pouco parecidas com o Chile, enquanto muitas redes sociais falam que está tudo bem, o povo até tenta acreditar, os que ainda estão ligados ao novo governo, mas estranha sentir na pele os arrochos, onde certamente há limitações e se nada mudar, certamente algo pode acontecer no Brasil.

Como diz o 247, eleito em razão de um golpe de estado e de uma fraude eleitoral que excluiu o ex-presidente Lula da disputa eleitoral de 2018, Jair Bolsonaro insultou o presidente eleito Alberto Fernández e os milhões de argentinos que clamam pela volta da democracia ao Brasil. Segundo ele, ao pedir Lula livre, Fernández “está afrontando o Brasil de graça”

(Foto: Clauber Cleber Caetano/PR | Reprodução)

De acordo à matéria que foi publicada no site Brasil 247, o qual é fonte, Jair Bolsonaro comentou sobre as manifestações de vitória de Alberto Fernandéz, eleito presidente da Argentina neste domingo (27). “É um afronto à democracia brasileira e ao sistema judiciário brasileiro. Ele está afrontando o Brasil de graça”, disse em visita oficial ao Qatar nesta segunda (28).

Ao comemorar a vitória, Fernández pediu a liberdade do ex-presidente Lula. “Parabéns para você, querido Lula. Espero ver-te logo”, escreveu ele no Instagram.

O ex-presidente foi condenado sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP), acusado de ter recebido um apartamento como propina da OAS, mas nunca dormiu nem tinha a chave do imóvel. Também já recebeu solidariedade em várias partes do mundo, como Espanha, Portugal, Alemanha, França, Inglaterra, Estados Unidos, México, Argentina, Chile e Uruguai.

Bolsonaro também afirmou que está receoso com o Mercosul – ele ameaçou deixar o bloco caso a esquerda ganhasse a eleição na Argnetina, o que, de fato, aconteceu.

“A Argentina, em grande parte, faz comércio graças ao Brasil. Nós não queremos romper nada.”

Pediatra é preso por reutilizar seringas e contaminar 900 crianças com HIV


Médico cobrava por consultas particulares e também trabalhava como clínico geral em um hospital público

 

O médico Muzaffar Ghanghro foi preso por causar a contaminação de 900 crianças com o vírus HIV na cidade de Ratodero, no Paquistão. O médico cobrava por consultas particulares e também trabalhava como clínico geral em um hospital público na região.
O escândalo veio à tona em abril deste ano, quando vários moradores da cidade adoeceram simultaneamente. A maioria teve febre muito alta, resistente à medicamentos. Por fim, após a realização de exames, 1100 pessoas foram diagnosticadas com a doença, sendo a maioria crianças com menos de 12 anos que se consultaram com Ghanghro.
O morador Imtiaz Jalbani, cujos seis filhos faziam tratamento com o pediatra, disse ao jornal americano “The New York Times” que viu o médico procurando por uma seringa em uma lixeira para usar em um de seus filhos que foi diagnosticado posteriormente com HIV. Ele disse que questionou o médico sobre a atitude e ele respondeu que Jalbani era “muito pobre para pagar por uma nova”.
Ghanghro deve responder por negligência e homicídio culposo. Ele nega todas as acusações e diz que nunca reutilizou seringas. Segundo autoridades locais, há evidências de que outros profissionais também aplicavam injeções em pacientes com agulhas usadas. Além disso, profissionais de saúde desconfiam que navalhas utilizadas por barbeiros em vários clientes e utensílios não esterilizados de pessoas que oferecem serviços dentários nas ruas podem ter contribuído para o surto.Com informações do Ibahia

Lula Livre em primeiro discurso depois de eleito na Argentina, gritou Alberto Fernandez


Novo presidente da Argentina disse que vai lutar pela liberdade de Lula

Reprodução

Recém-eleito presidente da Argentina, Alberto Fernández discursou na noite deste domingo (27) junto com sua vice, Cristina Kirchner, e demais membros da campanha, na sede da chapa Frente de Todos, em Buenos Aires. Durante sua fala, Fernández pediu a liberdade do presidente Lula, o que provocou um coro de “Lula Livre” na multidão que o assistia.

Enquanto as urnas apuravam os resultados das eleições, o novo presidente da Argentina já havia recordado Lula, mas desta vez em uma foto nas redes sociais. Nela, Fernández posava com os demais membros de sua equipe fazendo o sinal de “Lula Livre”. Na legenda, ele celebrava o aniversário de 74 anos do ex-presidente, que foi neste domingo, e protesta contra a sua prisão política.

 

Alberto Fernández e Cristina Kirchner venceram as eleições na Argentina em primeiro turno. Votação ocorreu neste domingo (27) e, com 94% das urnas apuradas, a dupla garantiu 47,85% dos votos, enquanto o atual presidente Mauricio Macri foi deixado em segundo lugar, com 40,65%. Forum.

 

Bolsonaro pede providências contra servidor que o criticava


Bolsonaro ficou enfurecido ao receber um compilado de postagens feitas nas redes sociais por um anônimo superintendente da Receita Federal do interior da Bahia e mandou José Tostes, o secretário especial da Receita Federal, tomar pé do assunto e resolvê-lo

(Foto: ADRIANO MACHADO – REUTERS)

 Jair Bolsonaro ficou enfurecido ao receber um compilado de postagens feitas nas redes sociais por um anônimo superintendente da Receita Federal do interior da Bahia. A informação é do jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no jornal O Globo.

As publicações revelavam preferências ideológicas desalinhadas com o Palácio do Planalto.

Bolsonaro mandou José Tostes, o secretário especial da Receita Federal, tomar pé do assunto e resolvê-lo.  Fonte 247.

 

Deputado do PSL que expôs filha nas redes com legenda provocativa apaga a imagem


Deputado do PSL volta atrás após expor a imagem da própria filha nas redes sociais acompanhada de uma legenda provocativa

deputado capitão assumção filha

O deputado estadual Capitão Assumção (PSL-ES) envolveu-se em nova polêmica nas redes sociais. Ele publicou uma foto de sua filha de 10 anos segurando uma arma em um estande de tiro, para ilustrar, segundo ele, “o verdadeiro empoderamento”.

Ao ser advertido por uma internauta de que o ato infringe o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e que estaria, portanto, cometendo um crime, o deputado provocou: “me prende, feminazi”. Na noite desta sexta-feira, por volta das 20h, ele apagou o post. As informações são do jornal Extra.

“Ensinando às nossas filhas o verdadeiro empoderamento! NUNCA SERÁ FEMINAZI! #bolsonaro #brasil #direita #bolsonaropresidente #jairbolsonaro #sergiomoro #psl #politica #bolsomito #mulalivre #jairmessiasbolsonaro #direitaconservadora #globolixo #conservadorismo #PMES #elesim #moro #forapt #conservador #ptnuncamais #eduardobolsonaro #lavajato #mito #melhorjairseacostumando #carlosbolsonaro #brasilacimadetudo #flaviobolsonaro #lulanacadeia #capitaoassumcao”, escreveu na legenda.

A internauta comentou: “crime!”. Primeiramente, ele respondeu: “está escrito aonde (sic)?”. A mulher, então, reproduziu o artigo 242 da lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que estebeleceu o ECA.

De acordo com a lei, “vender, fornecer ainda que gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente arma, munição ou explosivo” prevê a pena de três a seis anos de reclusão.

Foi aí que Assumção retrucou: “me prende”. Em seguida, chamou a internauta de “feminazi”, palavra pejorativa utilizada para ofender feministas. A mulher, então, limitou-se a responder: “apenas sei ler”

Em seu perfil nas redes sociais, Assumção se define como “deputado estadual, conservador, bolsonarista, capitalista, heterossexual, casado, pró-vida, anti-drogas, anti-comunista, legítima defesa e Maranata”.

No mês passado, em discurso na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), ele ofereceu R$ 10 mil a quem matasse um suspeito de feminicídio. Após a repercussão, ele disse que só se arrependia de não ter mais dinheiro a oferecer.

Repercussão

O Sindicato dos Advogados do Espírito Santo emitiu uma nota de repúdio à publicação do deputado. O órgão solicitou que o Ministério Público e as autoridades de proteção e defesa da criança e do adolescente “tomem as medidas necessárias”.

A divulgação da imagem da filha menor de idade com a arma nas mãos dividiu até mesmo os seguidores do deputado, embora a maioria tenha aprovado sua atitude.

“Assim, é uma arma, né, Capitão. [Para] Uma criança acredito que não é viável mostrar ainda tais coisas. Acredito que melhor começar com autodefesa. Mas o senhor que sabe da sua menina. Mostraria primeiro aos meninos (as) a arte da persuasão, argumentação, autodefesa quando necessária e lá pelo 13 a 14 anos adentraria nas armas de fogo e brancas. De qualquer forma lhe admiro. Forte abraço”, escreveu um seguidor. O deputado respondeu: “Estamos juntos!”

“Muito bom! Aqui em casa minha pequena de dez anos já sabe até desmontagem de primeiro escalão! Haha”, disse outro. “Isso aí, Capitão, nada de feminismo na família, feminismo é doença!”, afirmou um terceiro. Fonte:Pragmatismo.