Facebook suspende Danilo Gentili por publicação considerada racista


Nesta quinta-feira (25), o apresentador Danilo Gentili, do SBT, teve suas publicações no Facebook suspensas após polêmica envolvendo acusações de racismo. O apresentador ficará com seu perfil na rede social bloqueado por sete dias por conta de uma publicação feita em 2016 que foi considerada preconceituosa pela plataforma.

“O lixo do @FacebookBrasiI acaba de me banir por sete dias por um post de 2016 onde eu brincava com a @jublackpower – detalhe: a idéia da brincadeira foi dela”, escreveu Danilo Gentili no Twitter.
A publicação denunciada é de uma foto onde Danilo aparece com sua assistente de palco, Juliana e um ovo da Páscoa. “De um lado esse maravilhoso chocolate que comerei o dia todo durante esse domingo tão especial. Do outro lado um ovo de páscoa escrito meu nome”, dizia ele na legenda da imagem.

Danilo também falou que sofre racismo na rede social e disparou: “Dezenas de pessoas me imputam crime de racismo no mesmo Facebook e não são banidas. Imputar crime: OK. Piada: Não pode.”, completou.

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Cid Moreira: “Sei que estou na etapa final da minha vida. Não tenho medo de morrer”


O ex apresentador Cid Moreira, mais famoso dos telejornais do Brasil, com seu inconfundível ”Boa noite” disse em entrevista ao portal Uol, que está em sua fase final de sua vida e diz não ter medo disso, pois estará nos braços de DEUS.

O apresentador diz que vem há anos dedicando a sua vida a levar a Palavra de Deus para onde quer que vá, e disse também que vai continuar evangelizando até os seus últimos dias de vida.

Com 91 anos de idade e casado com Fátima Sampaio há quase 20 anos, cheio de vaidades conta que chegou a colocar silicone em seu rosto e por esse motivo, por milagre de Deus não perdeu a visão.

Cid só fica triste e chateado quando lembra do episódio dos seus dois filhos de seus outros casamentos. Fatos que jamais queria ter vivido.

Hoje vivo a melhor fase da minha vida, não sinto saudades do Jornal Nacional, dedico apenas o meu tempo para falar sobre Deus.

VEJA A ENTREVISTA:


Bahia registra 1ª morte por gripe H1N1 neste ano


Paciente morreu em Salvador e não há mais informações sobre o caso

[Bahia registra 1ª morte por gripe H1N1 neste ano]
Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Juliana Almirante

A Bahia registrou a primeira morte em decorrência do vírus Influenza A H1N1 neste ano. A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) hoje (26).

O paciente morreu em Salvador, no dia 29 de março. Não há mais informações sobre o caso.

No ano passado, foram ao menos 31 mortes por complicações causadas pelo vírus no estado.

A economia derrete e não há governo no Brasil


“É só tirar a Dilma que a confiança volta”. Pois é. Lá se vão três anos e a promessa feita pelas forças que golpearam a democracia no Brasil não se cumpre. Dilma terminou seu primeiro mandato com a menor taxa de desemprego da história do Brasil (4,3%) e, desde que o golpe começou a ser colocado em marcha, já em 2015, as condições econômicas do País só se deterioraram.

Os dados econômicos divulgados nesta semana são devastadores. Segundo o Dieese, o desemprego bateu 16% na Grande São Paulo. Em março, houve perda líquida de 43 mil empregos no País, segundos dados do Ministério do Trabalho, quando a expectativa era de oferta maior de vagas. Hoje, o Brasil tem 13 milhões de desempregados e 37 milhões de pessoas subempregadas, vivendo de bicos aqui e acolá.

A inflação, que era o único indicador que se mantinha sob controle, saiu dos trilhos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,72% em abril deste ano. A taxa é superior às registradas em março deste ano (0,54%) e em abril do ano passado (0,21%). É também a maior taxa para o mês desde 2015 (1,07%). Os principais responsáveis pela inflação da prévia de abril foram os transportes, que tiveram alta de preços de 1,31%, puxada pelos combustíveis (com alta de 3%), em especial, a gasolina (3,22%). Ou seja: a política insana de preços da Petrobrás, que no ano passado produziu a greve dos caminhoneiros, neste ano coloca o Brasil numa situação de “estagflação” – uma economia parada, sem demanda, e ainda assim com inflação.

Se a economia não cresce, não gera empregos e os preços sobem, qual a consequência? Obviamente o consumidor trava suas despesas. Por isso mesmo, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 1,5 ponto de março para abril. Com o resultado, o indicador recuou para 89,5 pontos, em uma escala de zero a 200, o menor patamar desde outubro do ano passado (85,4 pontos). É a terceira queda mensal consecutiva do indicador, que acumula perda de 7,1 pontos no período.

É uma destruição econômica sem precedentes e a grande questão que se coloca é: qual a política econômica de Paulo Guedes? Ninguém saberá responder, pelo simples motivo de que não há uma política econômica, mas apenas a fake news de que o Brasil crescerá como um tigre asiático se a previdência pública for transferida para o setor privado. Quais as contas? Ah, isso não podemos mostrar. O governo federal, como todos sabem, esconde os “estudos” que fez sobre a questão previdenciária.

Em outros momentos da nossa história, quando a política econômica fracassava rotundamente, como acontece agora, empresários, sindicalistas e editorialistas estariam gritando por uma mudança de rumo. Mas não. O que prevalece é um gigantesco silêncio diante do derretimento da economia brasileira. Um dos motivos é financeirização da imprensa brasileira, que, controlada por seus credores, passou a vocalizar o pensamento único em torno do mantra “previdência ou caos”. Mas onde estão os empresários? Será que todos são idiotas a ponto de acreditar que uma economia sobrevive apenas com a redução dos custos do trabalho?

O Brasil necessita urgentemente de um grande pacto nacional pelo desenvolvimento. As propostas não virão de Paulo Guedes, que em mais de cem dias de governo praticamente não pronunciou as palavras crescimento e emprego, nem de Jair Bolsonaro, que se preocupa mais com as intrigas em torno de seu vice Hamilton Mourão. A realidade atual é nua e crua: a economia derrete e o Brasil não tem governo. Como corolário dessa situação, o dólar acaba de bater quatro reais. 247.

Justiça impede tentativa de Flávio Bolsonaro em bloquear apuração de caso Queiroz


A Justiça do Rio de Janeiro negou liminar pedida pelo senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para suspender a investigação contra seu ex-assessor Fabrício Queiroz. O senador apontou razões semelhantes à apresentada sem sucesso ao STF (Supremo Tribunal Federal) de que seu sigilo bancário foi quebrado sem autorização judicial. A nova tentativa do senador também não deu certo. O desembargador Antônio Carlos Nascimento Amado, da 3ª Câmara Criminal.

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Segundo a matéria publicada no Blog do Esmael, a Justiça do Rio de Janeiro negou liminar pedida pelo senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para suspender a investigação contra seu ex-assessor Fabrício Queiroz. O senador apontou razões semelhantes à apresentada sem sucesso ao STF (Supremo Tribunal Federal) de que seu sigilo bancário foi quebrado sem autorização judicial. A nova tentativa do senador também não deu certo.

O desembargador Antônio Carlos Nascimento Amado, da 3ª Câmara Criminal, negou o pedido afirmando que não houve fornecimento de dados sigilosos. Queiroz é investigado em razão da movimentação financeira atípica de R$ 1,2 milhão em sua conta bancária entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Em nota, o senador criticou o vazamento da decisão, sob sigilo. “Mais uma vez alguns membros do Ministério Público do Rio vazam, ilegalmente, informações sigilosas, reforçando a urgência de que sejam julgadas minhas representações contra Eduardo Gussem, chefe do MP/RJ, e Cláucio Cardoso, procurador responsável pelo meu caso, para apurar os crimes de vazamento de informação sigilosa e de improbidade administrativa”, afirma a nota.

“Fica cada vez mais claro para o Brasil que não fiz nada de errado e que tive meu sigilo bancário quebrado sem autorização judicial. Vou recorrer a todas as instâncias para fazer valer meu direito e para responsabilizar aqueles que tentam atacar minha reputação ilibada com acusações absurdas e fantasiosas”, diz Flávio.

*Com informações da Folha de São Paulo

Tucanos acusados de pegar R$ 97 mi em propinas. Só Serra teria embolsado R$ 39 milhões.


Manchete do UOL desta sexta-feira (26) afirma que delatores da Odebrecht e da Andrade Gutierrez apontam que, além de Serra, aparecem como beneficiários da dinheirama os tucanos Geraldo Alckmin, Aloysio Nunes e o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD-SP). Como de costume, todos negam. Leia a seguir a íntegra da denúncia.

Delações de executivos das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez investigadas na Justiça Eleitoral, no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) e pelas forças-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo e Curitiba apontam que o senador José Serra e outros políticos do PSDB paulista, além de operadores ligados ao grupo, cobraram ao menos R$ 97,2 milhões em propinas ao longo de oito anos.

Serra teria, segundo delatores, sido o maior beneficiado no esquema, tendo recebido no mínimo R$ 39,1 milhões para caixa 2 de diferentes campanhas suas. O dinheiro teria sido obtido por meio de contratos de obras de infraestrutura do governo do estado.

Os recursos seriam destinados também ao caixa 2 de campanhas do PSDB. Serra governou o estado de 2007 a 2010. Além do senador, são citados nas delações o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), o ex-senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e ainda Gilberto Kassab (ex-DEM, hoje PSD-SP), ex-prefeito de SP. O senador, o partido e os outros citados pelos delatores negam as acusações (leia mais abaixo).

UOL teve acesso a oito processos de improbidade administrativa que correm no TJ-SP contra Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa (empresa estatal responsável pelas rodovias paulistas). Ele é apontado pela Lava Jato como operador do PSDB.

O mais antigo dos processos é de 2014 e o mais novo, de fevereiro deste ano, em um total de quase 10.000 páginas de documentos.

Além de estarem no TJ-SP, estes casos também são investigadas na esfera eleitoral pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), na criminal pelas forças-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo e Curitiba, e foram analisados em inquérito contra o senador José Serra no STF (Supremo Tribunal Federal).

No final do ano passado, o STF arquivou parte do inquérito contra Serra e enviou o restante para ser apurado pela Justiça Eleitoral, já que os crimes teriam sido praticados com finalidade de financiar eleições e teriam sido cometidos antes de o senador iniciar o mandato — o que não justificaria o foro privilegiado de acordo com o atual entendimento do STF.

Acompanhe a série de reportagens:

AMANHÃ:
– MP-SP apura propina e caixa 2 em prejuízo de R$ 463 milhões em obra de rodovia paulista

DOMINGO:
– Paulo Preto desapropriou mesma área três vezes por dobro do valor, diz perícia
– MP investiga por que Paulo Preto pagou “donos errados” em desapropriação

SEGUNDA:
– Banco suíço identificou em 2010 suspeita de lavagem de dinheiro de Paulo Preto

Investigação aponta superfaturamentos desde 2004

As delações e investigações apontam que os superfaturamentos e desvios aconteciam pelo menos desde 2004, com doações não contabilizadas para o caixa 2 de campanhas tucanas, e se estenderam pelo menos até 2012.

O período em que teria funcionado o esquema que beneficiava empreiteiras em troca de propina para o caixa 2 do PSDB, porém, pode ser maior — assim como o valor total desviado.

Na semana passada, a Justiça de São Paulo determinou o bloqueio dos bens do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), por suspeita de ter recebido propina de R$ 7,8 milhões da Odebrecht para o caixa 2 de sua campanha à reeleição em 2014.

Executivos assumem cartel nas obras do Rodoanel

Em 2006, as duas empreiteiras – Andrade Gutierrez e Odebrecht, na companhia de outras nove empresas – participaram da formação de um cartel destinado a ganhar e dividir entre si os lotes da licitação do trecho sul do Rodoanel, obra viária na região metropolitana de São Paulo que custou cerca de R$ 3,5 bilhões aos cofres públicos.

Executivos das empreiteiras envolvidas assumiram o crime em delação premiada e colaboram com as investigações. Também foram apontadas propinas em outras obras viárias, na construção de linhas do Metrô da capital paulista e até propinas a “fundo perdido” — pagas sem nenhuma contrapartida imediata ou específica, com o objetivo de “ficar bem” com Serra e seu grupo político.

Serra teria sido maior beneficiado

De acordo com os delatores, quem mais se beneficiou com o esquema de corrupção do PSDB em São Paulo foi o senador José Serra. O ex-senador Aloysio Nunes Ferreira, o ex-governador Alckmin e o ex-prefeito Kassab também são citados.

Os delatores apresentaram no processo supostas provas destas delações — como registro nos sistemas internos que computavam propina, trocas de emails com os políticos ou auxiliares, comprovantes de depósitos internacionais, números de contas e seus donos, agendas e recibos de hotéis e restaurantes onde aconteciam as tratativas –, usadas na condenação de Paulo Preto e nos outros processos e inquéritos que correm sobre o caso.

De acordo com os delatores da Odebrecht, pelo menos R$ 39,1 milhões dos R$ 97,2 milhões pagos em propina ao PSDB foram destinados a campanhas do senador José Serra.

Cartel teria abastecido campanhas de Alckmin, Serra e Kassab

De acordo com os delatores da Odebrecht, em 2004, ainda na gestão de Alckmin frente ao governo paulista, o então diretor de Engenharia da Dersa, Mario Rodrigues, começou a organizar um cartel e cobrou propina de pelo menos R$ 30 milhões — o valor pode chegar a R$ 40 milhões e é investigado pela Lava Jato — a ser paga proporcionalmente entre as oito construtoras que participaram do acerto formado para ganhar a licitação do trecho sul do Rodoanel Mario Covas.

O dinheiro seria destinado ao caixa 2 de campanhas tucanas e à campanha do PFL (atual DEM) à prefeitura. Em 2006, Alckmin concorreu à Presidência da República, e Serra elegeu-se governador. Dois anos depois, em 2008, Kassab, então no PFL, reelegeu-se prefeito de São Paulo.

Em resposta ao UOL, Kassab afirma que “desconhece tal informação e reafirma que as doações recebidas obedeceram a legislação vigente à época”. Apesar de citado, ele não consta como investigado ou réu nos inquéritos e processos específicos sobre o Rodoanel paulista. Em dezembro de 2018, Kassab foi alvo de uma operação de busca e apreensão da PF por conta de outra delação, a da J&F, que o acusou de receber propina entre os anos 2010 e 2016. Depois disto, licenciou-se do cargo de secretário da Casa Civil do governo de João Doria (PSDB).

Geraldo Alckmin não respondeu questionamentos da reportagem, apenas se manifestando por nota do PSDB (veja mais abaixo).

Ainda em 2006, Mario Rodrigues teria cobrado mais R$ 1,2 milhão de propina da Odebrecht para o caixa 2 de campanhas tucanas (sem especificar os candidatos) por causa de itens aprovados nas planilhas de preços que tinham sido solicitados pela construtora.

Procurado pela reportagem, Rodrigues afirmou que “não comenta assuntos que estão sob exame do Poder Judiciário”. Quando já era investigado pela Lava Jato, ele foi nomeado pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) como diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), com mandato até 2020. Na semana passada, foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal por ser suspeito de participar de um esquema de superfaturamento de pedágios em Goiás, Bahia e Espírito Santo.

A investigação do suposto cartel para a construção do Rodoanel em São Paulo foi desmembrada em oito ações penais e possuí 32 réus afora Paulo Preto. Outros nomes ainda são investigados em inquéritos.

A “gestão Paulo Preto” na Dersa

Paulo Preto

Já governador de São Paulo, em 2007, Serra nomeou Paulo Preto para o lugar de Rodrigues na diretoria de Engenharia da Dersa.

De acordo com delatores da Odebrecht, um de seus primeiros atos no cargo foi cobrar 0,75% de propina dos valores recebidos pelo consórcio liderado pela empresa, em contrapartida a uma alteração contratual que permitiria que as empresas elevassem suas margens de lucro em pelo menos R$ 70 milhões.

Segundo a investigação, as empreiteiras pagavam R$ 200 mil mensalmente. Os pagamentos da propina que seria destinada ao caixa 2 de Serra teriam terminado quando a soma estava em R$ 2,2 milhões — o Ministério Público, em análise das alterações contratuais, firmou um acordo para que as empresas devolvessem ao estado a economia feita com a mudança no regime de preços. Com o “prejuízo” no caso, os repasses cessaram.

O primeiro condenado

No início de abril, Paulo Preto assumiu ser dono de contas na Suíça por onde passaram R$ 137 milhões. Em 2017, já com seu nome implicado na Operação Lava Jato, o ex-diretor da Dersa transferiu o dinheiro que lá estava para um banco em outro paraíso fiscal, nas Bahamas, e desde então o paradeiro da fortuna é desconhecido. Ele responde a outros processos na Lava Jato.

Paulo Preto está preso e foi condenado duas vezes em março: uma a 145 anos de prisão, e na outra a 27 anos de prisão, pela Operação Lava Jato em Curitiba e em São Paulo respectivamente. Nos dois casos, por desvios na construção do Rodoanel.

Paulo Preto foi o primeiro condenado neste caso, que possui dezenas de investigados em diversos inquéritos e processos diferentes.

O “vizinho” de Serra

Pedro Novis, um dos executivos da Odebrecht que delatou o senador, diz que Serra cobrou pessoalmente para o caixa 2 de suas campanhas R$ 2 milhões em 2004, R$ 4 milhões em 2006 — valores, segundo ele, pagos em uma conta de terceiro no exterior — e R$ 3 milhões em 2008, quando já era governador. O UOL procurou o delator para falar sobre os episódios, mas ele não retornou.

Novis vivia em uma casa próximo à de Serra, na zona oeste de São Paulo, e por isso o codinome do político na planilha de propinas da empresa seria “Vizinho”. Novis diz que os dois desenvolveram “grande amizade”, e com a proximidade o senador sentia-se à vontade para fazer os pedidos de dinheiro abertamente. O executivo contou que todo ano enviava caixas de bons vinhos a Serra em seu aniversário.

Durante a gestão do tucano em São Paulo, de 2007 a 2010, enquanto trabalhava no Rodoanel, a Odebrecht venceu diversas licitações: obras de recuperação do córrego Pirajuçara, o Lote 2 da recuperação ambiental da Baixada Santista, concessão do corredor da rodovia Dom Pedro I e lote 7 da linha 2 do Metrô de São Paulo, dentre outros grandes projetos.

Em sua delação, Novis, que foi presidente da Odebrecht, contou ainda que a primeira doação não declarada (ou seja, caixa 2) que fez para campanhas de Serra foi em 2002, quando o tucano concorreu à Presidência da República contra o petista Luiz Inácio Lula da Silva, que ganhou. Na ocasião, a empreiteira teria contribuído com R$ 15 milhões para o caixa 2. Porém, o delator não possuía nenhum registro ou prova da transação para apresentar à Polícia Federal e ao MPF, e assim este episódio não está sendo investigado pela Lava Jato. Pelo mesmo motivo, não está sendo contabilizado nas quantias (R$ 97 milhões para o PSDB, sendo R$ 39 milhões para José Serra) que estão no título desta matéria

Desbloqueios facilitados de dinheiro viraram propina

Segundo a investigação da Lava Jato, em 2009, o então presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (morto em 2014), teria se reunido com executivos da Odebrecht para cobrar R$ 30 milhões em propina para o caixa 2 de campanhas tucanas no ano seguinte, principalmente a campanha presidencial de Serra — ele seria derrotado por Dilma Rousseff em 2010.

Os executivos não concordaram, disseram que a empresa estava sem caixa para este tipo de ajuda sem contrapartida, mas fez uma contraproposta: se os tucanos e seus operadores ajudassem a liberar pagamentos em disputa na Justiça entre a empresa e o governo do estado, seria possível destinar parte do valor ao caixa 2 das campanhas tucanas. O acerto acabou resultando em um pagamento de quase R$ 200 milhões para a Odebrecht [que está sendo analisado na Justiça] e uma propina de R$ 23,3 milhões ao PSDB.

Segundo os delatores da Odebrecht, Serra teria ainda cobrado da empresa outros R$ 4,6 milhões em 2012 para sua campanha à Prefeitura de São Paulo naquele ano — ele seria derrotado pelo petista Fernando Haddad.

Os delatores da Odebrecht ainda relatam o pagamento de 6 milhões de euros em contas de pessoas indicadas pessoalmente por Serra, equivalente a aproximadamente R$ 26 milhões no câmbio de terça-feira passada (16). Um destes supostos operadores, o ex-deputado tucano e empresário Ronaldo Cezar Coelho, admitiu em depoimento à PF que recebeu dinheiro no exterior. Porém, afirmou que não sabia que a origem era a Odebrecht e que o pagamento era referente ao aluguel de uma aeronave para campanhas do PSDB.

Por fim, executivos da Odebrecht afirmaram que o ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira teria recebido R$ 500 mil da Odebrecht para o caixa 2 de sua campanha ao Senado em 2010. Durante a administração de Serra, ele era o secretário da Casa Civil.

Nunes Ferreira foi alvo de uma operação de busca e apreensão da PF em fevereiro, acusado de ter recebido e usado um cartão de crédito emitido por Paulo Preto. Após a operação, ele demitiu-se do governo Doria, onde chefiava a InvesteSP (Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade).

Serra nega acusações e espera que tudo seja esclarecido

Em nota enviada à reportagem, por meio de sua assessoria de imprensa, o senador José Serra reafirma que jamais recebeu vantagens indevidas ao longo dos seus mais de 40 anos de vida pública e sempre pautou sua carreira política na lisura e austeridade em relação aos gastos públicos.

“Todas suas contas de campanhas ficaram a cargo do partido e foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”, diz a nota enviada ao UOL. “Serra espera que tudo seja esclarecido da melhor forma possível para evitar que prosperem acusações falsas que atinjam sua honra e ilibada trajetória pública.”

Procurados pelo UOL, por meio de suas assessorias de imprensa ou advogados, Aloysio Nunes Ferreira e Paulo Preto não responderam aos questionamentos da reportagem.

Alckmin, que preside o PSDB, não respondeu diretamente aos questionamentos da reportagem. O partido afirmou, por meio de nota do diretório estadual, que obras públicas “nunca foram usadas com a finalidade de angariar recursos para contribuições eleitorais”. “O que se tem notícia – e já é objeto de investigação e de ações judiciais reparatórias – é da prática de cartel contra a administração pública, levada a efeito por empresas privadas, mediante eventual participação de agentes públicos sem nenhuma relação com o partido, que igualmente deverão responder por seus atos perante o Poder Judiciário”.

O governo paulista, comandado atualmente pelo tucano João Doria, se manifestou por meio da Dersa. “A nova gestão da Dersa apoia toda e qualquer investigação e vai colaborar de forma integral com a Justiça para a elucidação de dúvidas em busca do interesse público”. A estatal criou um canal para o envio de denúncias de práticas de corrupção, fraudes e atos ilícitos.

A Andrade Gutierrez e a Odebrecht disseram que apoiam as investigações de casos de corrupção e que passaram a adotar normas para garantir lisura e transparência nas relações comerciais.Fonte Nocaute.

VETO RACISTA À PROPAGANDA DO BANCO DO BRASIL SERÁ DENUNCIADO À ONU


Cena da propaganda censurada

De O Globo

SÃO PAULO – Associações que defendem direitos dos negros e a diversidade reagiram à determinação do Palácio do Planalto de retirar do ar a propaganda do Banco do Brasil. Na peça, jovens negros, tatuados, e outros meninos e meninas de diferentes perfis aparecem em cenas do cotidiano.

Um aumento do espaço e do número de oportunidades para atores negros no mercado publicitário costuma ser uma das bandeiras de grupos que buscam representatividade.

— A comunidade negra gastou um tempo imenso para despertar na sociedade o respeito à diversidade. Essa propaganda consolida uma conquista dos excluídos. A decisão é muito equivocada, um retrocesso — disse frei David, da Educafro.

Segundo ele, diante da iniciativa do governo federal, a Educafro pretende entrar com uma denúncia na Organização das Nações Unidas (ONU) contra a decisão do governo federal de tirar a propaganda do ar.

Os atores da peça publicitária não falam, apenas aparecem em diferentes situações do dia a dia.

— Esse governo sequer abriu as portas para conversar com a gente — disse o dirigente da Educafro. Fonte DCM.

BOLSONARO ANUNCIA ATAQUE ÀS UNIVERSIDADES E AOS CURSOS DE HUMANAS


Esq.: Alan Santos - PR

Após vetar uma campanha publicitária do Banco do Brasil com atores e atrizes negros, o presidente Jair Bolsonaro informou no Twitter que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, “estuda descentralizar investimento em faculdades de filosofia e sociologia (humanas)”.

“Alunos já matriculados não serão afetados. O objetivo é focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina”, afirmou o chefe do Planalto. “A função do governo é respeitar o dinheiro do contribuinte, ensinando para os jovens a leitura, escrita e a fazer conta e depois um ofício que gere renda para a pessoa e bem-estar para a família, que melhore a sociedade em sua volta”, acrescentou.

Ligado ao mercado financeiro, Weintraub já havia dito antes de ocupar o cargo que era necessário adaptar as teorias do escritor Olavo de Carvalho para “derrotar a esquerda”. Sem experiência em gestão de politicas educacionais, o atual titular do MEC trabalhou 18 de seus 47 anos no Banco Votorantim, onde foi de office-boy a economista-chefe e diretor. Foi demitido e seguiu para a Quest Corretora. Depois tornou-se professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O anúncio de Bolsonaro reflete mais uma tentativa do governo de guiar a educação brasileira pelo atrofiamento do senso crítico dos estudantes usando como argumento a necessidade de se adequar às exigências do mercado. O fato é que em quatro meses de governo a gestão educacional não apresentou proposta alguma de abrangência nacional para melhorar os índices da educação brasileira. 247.

E por falar nisso, vamos ver o que tem a TV 247 pra hoje.

As cartas marcadas do julgamento de Lula no STJ, por Sergio Saraiva


Aguardemos. Se Toffoli pautar a análise da constitucionalidade da prisão em 2ª instância, estará jogando o próximo lance de cartas marcadas.

As cartas marcadas do julgamento de Lula no STJ, por Sergio Saraiva

Quando, em 04 de abril de 2019, o ministro Dias Toffoli decidiu adiar o julgamento da constitucionalidade das prisões em segunda instância, estava jogando o primeiro lance de cartas marcadas que levou à confirmação da condenação do ex-presidente Lula pelo STJ e à redução de sua pena.

O lance era óbvio. A possibilidade de prisão em 2ª instância é uma decisão ad hominem – responde pelo nome de Lula – mas é altamente incômoda.

Primeiro porque é claramente inconstitucional. O artigo 5º da Constituição Brasileira de 88 não deixa margem para dúvidas: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Conviver com esse artigo e com a decisão do STF de 2016 permitindo a prisão em 2ª instância é viver em pecado.

Segundo porque a mesma decisão que permitiu impedir Lula de concorrer à presidência – razão única da tal decisão do STF – afeta a vida de cerca de 50 mil pessoas ao ano. Pessoas comuns, porém, afetadas pela mesma decisão.

A confirmação da condenação de Lula pelo STJ, permite agora ao STF “decidir” que o trânsito em julgado passa a ser a 3ª instância. O STF ficaria como fórum para julgamentos que envolvessem direitos constitucionais e o STJ como a última instância infraconstitucional. Totalmente defensável.

Lula continuaria preso.

Mas Eduardo Azeredo, por exemplo, seria solto. É também incômodo manter Azeredo preso – ainda que em um palácio da Polícia Militar de Minas Gerais. Há mais de 10 anos Azeredo estava afastado da política e foi preso apenas porque era necessário um boi de piranha do PSDB, para validar a prisão de Lula. Duas vítimas de lawfare não constroem um acerto jurídico.

Além disso, a decisão de considerar a prisão somente após a 3ª instância seria uma volta a alguma normalidade constitucional e um alívio aos tribunais de Justiça dos Estados e ao já sobrecarregado sistema prisional.

Agora o segundo lance de cartas marcadas. Esse foi jogado pelo STJ quando reduziu a pena de Lula permitindo que ele “progrida de regime” em mais alguns meses. Na prática, a partir de setembro, os efeitos da condenação de Lula teriam terminado. Lula estaria entre nós como um homem livre. E a incômoda análise do seu caso no STF poderia ser adiada para nunca ou para depois do seu falecimento.

A decisão de tornar a 3ª instância como trânsito em julgado, somente a partir da qual poderia haver a prisão do condenado, também protegeria Lula de qualquer outra condenação nos outros oito processos a que responde, além do tríplex. Alguns ridículos como o terreno para o Instituto Lula que jamais foi comprado, mas que seria propina porque hipoteticamente pensou-se em compra-lo. Outros complicados como considerar que houve subornos envolvendo a compra dos caças da Força Aérea – os militares voltaram ao comando do poder Executivo e dão expediente também no Judiciário. Além do desfile de patentes no Legislativo – todos eleitos exibindo tais patentes na cédula eleitoral. Seria, por fim, colocar o devido limite nas instâncias inferiores do Judiciário que têm se mostrado muito independentes em relação à hierarquia. E ao STF, em particular.

Mas é um lance que só pode ser jogado, por mais cantado que pareça, se Lula Livre for considerado agora interessante para as forças políticas que destruíram o país ao prendê-lo.

Aguardemos. Se Toffoli pautar a análise da constitucionalidade da prisão em 2ª instância, estará jogando o próximo lance de cartas marcadas.

Não deixaria de ser mais uma chicana a qual se submete o nosso judiciário desde que aceitou a aplicação do código penal do inimigo contra Lula e o PT, mas será pior se não o fizer. Matéria do GGN.

Musculação pode ter efeito rápido em redução da gordura no fígado, indica estudo


Por BBC

Exercícios musculares podem ajudar a diminuir a acumulação de gordura no fígado — Foto: Unsplash/Divulgação

Exercícios musculares podem ajudar a diminuir a acumulação de gordura no fígado — Foto: Unsplash/Divulgação

Inúmeros estudos – e o senso comum – indicam que atividades físicas ajudam na perda de gordura e na prevenção da obesidade e diabetes.

Mas qual é o papel de exercícios musculares na ação destes distúrbios sobre um dos órgãos mais importantes e multifuncionais do nosso corpo, o fígado?

Foi esta pergunta que motivou um estudo de pesquisadores brasileiros da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da USP (Universidade de São Paulo) em parceria com colegas das universidades de Harvard e de Massachusetts College of Pharmacy and Health Sciences, nos EUA. O trabalho foi publicado neste mês no periódico internacional Journal of Endocrinology e teve apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Experimentos feitos com camundongos mostraram que 15 dias de treino moderado de força foram suficientes para diminuir o acúmulo de gordura no fígado e melhorar o controle da glicose no organismo. É a primeira vez que um estudo demonstra os efeitos especificamente do treino muscular – e não exercícios aeróbicos, como caminhar e correr, por exemplo – neste órgão.

Para entender a descoberta e o que ela pode representar para o nosso cotidiano, é preciso primeiro entender as partes do corpo envolvidas, seu funcionamento – e as disfunções.

A gordura que não se vê

Quando você pensa em gordura, pode logo pensar naquela que se vê: na barriga, nos braços, nas pernas…

No entanto, ela também se acumula nos órgãos. E o fígado, já conhecido por segurar o consumo excessivo de álcool e alimentos pesados, também sofre com a presença anormal de gordura dentro dele – que se torna tóxica para o órgão.

“Todo mundo tem um pouco de gordura no fígado. Mas quando há um acúmulo e ele não é tratado, o quadro pode evoluir para uma inflamação, a esteato-hepatite. Se continuar não tratando, pode até se desenvolver para uma cirrose e, em casos mais extremos, carcinomas (tumores malignos)”, explica à BBC News Brasil Leandro Pereira de Moura, professor da Unicamp e coordenador da pesquisa.

Por isso, o fígado é afetado com a obesidade e, também, com a diabetes tipo 2 (relacionada à obesidade e ao sedentarismo, que normalmente atinge pessoas com mais de 40 anos – apesar de afetar pessoas cada vez mais cedo).

Diabetes também aumenta o risco da gordura no fígado — Foto: Pixabay/Divulgação

Diabetes também aumenta o risco da gordura no fígado — Foto: Pixabay/Divulgação

Estas são, atualmente, condições que representam alguns dos mais graves e crescentes riscos à saúde da população em nível mundial. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), em 2016, 13% dos adultos em todo o o globo estavam obesos; em relação à diabetes (de ambos os tipos), em 2014, ela atingia 8,5% deles.

E estes distúrbios são ainda correlacionados: segundo a organização britânica Diabetes.co.uk, acredita-se que a obesidade seja responsável por 80 a 85% do risco de desenvolver a diabetes tipo 2. Algumas pesquisas chegaram a mostrar que pessoas obesas têm 80 vezes mais chances de desenvolver essa doença.

Mas como a diabetes 2 – envolvida no estudo – afeta diretamente o fígado?

A diabetes é uma doença que se manifesta por problemas na produção ou nos efeitos da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas que permite a entrada da glicose nas células, para transformá-la em energia.

O fígado é um dos principais órgãos envolvidos na gestão do açúcar no organismo. Isso porque ele “estoca” glicose, liberada quando o fígado responde à insulina. Isso se evidencia por exemplo em jejuns, pois é o órgão que garante algumas horas de “combustível” para o corpo sem a alimentação.

“O pâncreas secreta a insulina, mas ela age de diferentes formas no organismo. Por exemplo, no cérebro, ela pode controlar a forme; no músculo, ela faz a captação de glicose. No fígado, a ação da insulina é justamente liberar e parar a produção de glicose”, explica Moura, que fez pós-doutorado pela Unicamp em parceria com a Escola de Saúde Pública de Harvard.

“Quando a gordura se torna tóxica para o fígado, o órgão deixa de responder de forma adequada à insulina. Então, indivíduos obesos e diabéticos apresentam um quadro de resistência à insulina. Significa que eles têm o hormônio, mas o organismo não responde bem”.

O papel dos exercícios

Assim, reduzir a presença da gordura no órgão é algo fundamental para pacientes como obesos e diabéticos.

Mas como fazê-lo?

Uma vez que os efeitos da redução de peso e dos exercícios aeróbicos na eliminação da gordura em todo o organismo já são bem conhecidos, Moura e sua equipe decidiram testar o papel dos exercícios de força especificamente no fígado.

Como queriam saber o papel da atividade muscular, fizeram testes com cobaias garantindo que não haveria perda de peso.

Pesquisa analisou efeitos de exercício de força na redução da gordura no fígado - próximos passos devem envolver testes com humanos — Foto: Pixabay/Divulgação

Pesquisa analisou efeitos de exercício de força na redução da gordura no fígado – próximos passos devem envolver testes com humanos — Foto: Pixabay/Divulgação

Os camundongos, manipulados sob as regras da legislação brasileira e da avaliação do comitê de ética da Unicamp no que diz respeito a pesquisas com animais, foram divididos em três grupos: o grupo de controle recebeu uma ração padrão e não fez exercícios; outro recebeu dieta hiperlipídica (35% de gordura) e também não fez exercícios; o último grupo também teve a dieta hiperlipídica mas, quando já havia ficado obeso e diabético, fez exercícios de força por 15 dias.

Com o fim do teste, este grupo (cobaias que passaram por exercícios) ainda estava obeso, mas tinha valores normais de glicemia em jejum; também teve redução de 25-30% na gordura no fígado. Já os obesos sedentários permaneceram diabéticos.

Agora, os próximos passos dos pesquisadores devem incluir testes com humanos e buscar por detalhes sobre como este impacto positivo do exercício muscular acontece. Segundo Leandro Moura, a chave para isso deverá estar no papel de certas proteínas que temos no corpo.

“Está sendo bastante investigado o papel das chamadas ‘exercinas’, proteínas liberadas para o sangue durante o exercício físico. Quando liberadas para o organismo, elas atuam em diferentes órgãos: cérebro, fígado, pulmão…”, explica.

Eventualmente, confirmando-se as propriedades destas proteínas, a equipe vislumbra até sintetizá-las, transformando-as em remédios, por exemplo. Mas, destaca o pesquisador, mesmo que estes fármacos venham a existir, a atividade física ainda seria fundamental.

“Estamos muito longe de entender a total funcionalidade do exercício físico. Temos não só o efeito biológico, mas o psicológico etc. Não podemos resumir isso tudo a uma cápsula”, diz o professor da Unicamp.

“Você vai morrer nos meus braços”, diz agressor durante espancamento


“Precisei trancar a faculdade e sair do estágio. Eu nunca esperava que ele fosse fazer uma coisa dessas comigo e nunca pensei que ninguém fosse ajudar. Eu postei na internet para as pessoas verem que eu poderia ter morrido”, desabafa Mariana Orbolato

Mariana Orbolato agredida Jorge Henrique
Mariana Orbolato ficou gravemente ferida após ser espancada por “ficante”. A jovem ainda se recupera das agressões (reprodução/facebook)

“Você não vai sair daqui viva. Se não for comigo, não vai ser com ninguém […] Ninguém vai te reconhecer no velório. Você vai morrer nos meus braços”

As palavras acima foram ditas pelo agressor da jovem Mariana Orbolato, de 22 anos. Ela foi brutalmente espancada por Jorge Henrique Trevissan, de 30 anos. Os dois mantinham um relacionamento.

O crime ocorreu no início do mês de abril, mas só agora Mariana teve condições de externar o que aconteceu. Sua postagem no Facebook com texto e fotos do episódio já acumula mais de 15 mil compartilhamentos.

Mariana contou que mantinha um relacionamento esporádico com Jorge Trevissan há cerca de um mês. No dia 5 de abril, ela foi com amigos para um show e na saída encontrou o rapaz. Ele disse que precisava conversar e a convidou para ir à casa dele.

Quando eles chegaram na frente da casa do homem, as agressões começaram. “Ele começou a puxar meu cabelo no meio da rua, querendo me levar para dentro da casa, dizendo que se eu não fosse ficar só com ele, não ia ficar com mais ninguém. Eu resisti para não entrar lá e ele foi me dando socos na cabeça e no rosto.”, relembrou Mariana.

“Eu gritava por socorro, mas ninguém ajudou, ninguém chamou a polícia. Se alguém tivesse ligado para a polícia, poderia te sido diferente. Eu achei que ia morrer”, contou.

As agressões só terminaram depois que Mariana conseguiu correr para dentro do carro e dirigir até uma base da PM, onde pediu ajuda. De lá, ela foi encaminhada para o Hospital Municipal da Vila Industrial, onde foi constatado uma fratura no nariz. Ela passou por uma cirurgia nesta quarta-feira (24).

“Agora estou me recuperando em casa, mas vai levar um bom tempo ainda. Precisei trancar a faculdade e sair do estágio. Eu nunca esperava que ele fosse fazer uma coisa dessas comigo e nunca pensei que, como ocorreu, ninguém fosse ajudar. Eu postei na internet para as pessoas verem que eu poderia ter morrido”, lamentou.

BO e prisão

Mariana registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal, violência doméstica e ameaça. Ela fez exame de corpo delito e o inquérito foi aberto pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Jorge Henrique Trevissan foi preso no último dia 17 de abril após a Justiça expedir um mandado de prisão preventiva contra ele. O agressor encontra-se no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São José. A Polícia Civil informou que, no interrogatório, ele permaneceu em silêncio.

Leia a íntegra do relato publicado por Mariana em seu Facebook:

“ VOCÊ NÃO VAI SAIR DAQUI VIVA “
“ SE NÃO FOR COMIGO NÃO VAI SER COM NINGUÉM “
“ NINGUÉM VAI TE RECONHECER NO VELÓRIO “
“ VOCÊ VAI MORRER NOS MEUS BRAÇOS “
Pesado né ? Parece distante de nós tudo isso! Coisa de televisão!
Eu venho dizer pra vocês, infelizmente não.
E felizmente ele não foi bem sucedido e eu não fui mais uma vítima de feminicídio!
Pela minha garra e força de conseguir fugir!
NINGUÉM ME AJUDOU! NINGUÉM CHAMOU A POLÍCIA! Se minha vida dependesse daquelas pessoas eu estaria morta!
A justiça funciona sim!
A divina maior do que todas!
EU PASSEI PELO PIOR DIA DA MINHA VIDA VENDO A MORTE NA MINHA FRENTE!
Mesmo assim não desisti e não perdi a minha fé!
Não, ele não se arrependeu, se escondeu até o último e contou mentiras! Lamentável! O ser humano está podre por dentro!
MULHERES, não se calem!
Ainda tem solução! E está nas suas mãos! FORÇA PARA TODAS NÓS NESSE MUNDO QUE ESTÁ TÃO VIOLENTO!
Aconteceu comigo, pode acontecer a qualquer uma!
E você que escuta pedidos e socorro e não se mete, tá fazendo parte desse homicídio!
Luz para todos 🙏💕

STF derruba decisão da PF e mantém entrevista de Lula a apenas 2 veículos


De acordo a UOL, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski atendeu um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e derrubou na tarde de hoje uma decisão da PF (Polícia Federal) de permitir que jornalistas de outros veículos acompanhem as entrevistas que o petista deverá conceder amanhã, na cadeia, à Folha de S. Paulo e ao El País. “(…)Esclareço que a decisão da Corte restringe-se exclusivamente aos profissionais da imprensa supra mencionados, vedada a participação de quaisquer outras pessoas, salvo as equipes técnicas destes, sempre mediante a anuência do custodiado”, escreveu o ministro em sua decisão.

Folha e El País solicitaram judicialmente, há meses, a entrevista, que foi autorizada na semana passada por Lewandowski e agendada para amanhã. Na manhã de hoje, um despacho assinado pelo Superintendente da PF no Paraná, delegado Luciano Flores Lima, autorizou a entrada de jornalistas de outros meios para acompanhar as declarações de Lula, desde que não pudessem fazer perguntas.

A defesa do ex-presidente recorreu, alegando que as entrevistas foram autorizadas desde que com consentimento dele. Os advogados de Lula alegaram ainda que permitir a outros repórteres a presença em entrevistas exclusivas fere a ética jornalística.

Lula está preso desde abril do ano passado na carceragem da PF em Curitiba cumprindo pena pelo caso do tríplex de Guarujá (SP). Ele foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na última terça-feira (23), UOL.

Mais um dia de vergonha, mais um passo para o brejo por Jorge Alexandre Barbosa Neves


Atribui-se a Nélson Rodrigues a afirmação de que “subdesenvolvimento não se improvisa; é obra de séculos”. A confirmação da absurda condenação do ex-presidente Lula no STJ mostra bem porque somos e continuaremos sendo subdesenvolvidos.

Mais um dia de vergonha, mais um passo para o brejo

por Jorge Alexandre Barbosa Neves

Esse artigo que foi escrito por Jorge Alexandre Barbosa Neves para o GGN, relata que esta semana, mais especificamente no último dia 23 de abril, tivemos o julgamento do ex-presidente Lula pelo Superior Tribunal de Justiça. Mais um dia de vergonha para a história do Brasil. Muitos já têm dito que, no futuro, olharemos para esses tempos atuais com vergonha, tentando mostrar a nossos netos tudo que ocorreu, junto com o apelo de que não se repita.

Como disse Luis Nassif aqui no GGN, o ex-presidente Lula não será solto, pois é um preso político. Para reforçar essa constatação, no dia seguinte ao julgamento no STJ, o novo juiz titular dos processos da lava jato em Curitiba enfiou o pé no acelerador para encaminhar ligeirinho o processo do sítio de Atibaia para o TRF-4, em Porto Alegre. Assim, uma nova absurda e ridícula condenação em segunda instância será proferida, sem a menor dúvida, antes de setembro, para que o ex-presidente não possa usufruir da possibilidade de progressão de pena.

O problema dessa perseguição política ao ex-presidente Lula, travestida de processos judiciais, é que terá terríveis consequências de longo prazo para o Brasil. Em outra coluna minha aqui do GGN (https://jornalggn.com.br/politicas-sociais/lula-e-o-brasil-fraturado/), ressaltei que a perseguição ao ex-presidente Lula está criando uma fratura no país que irá se prolongar por décadas, um fenômeno parecido com o ocorrido na Argentina após a perseguição a Perón. Florence Fiúza, uma ex-aluna e hoje amiga, me enviou um texto do meu conterrâneo e amigo Sérgio Ferraz, publicado em seu Facebook (não tenho conta nessa rede social, portanto não posso acessar diretamente o seu conteúdo), que coloca de forma concisa e brilhante o que nos reserva o futuro próximo:

“Ao condenar em terceira instância sem provas o ex-presidente, premido por uma dinâmica da qual a lava-jato lhe fez refém, o judiciário passa inadvertidamente um recado nefasto ao futuro: quem quer que chegue à presidência, acumule capital político e fira interesses não deve nunca baixar a guarda e jamais pode pensar em entregar o poder, sem mais cautela, na alternância regular do jogo democrático. Jogar desse modo pode ser o passaporte para a desgraça pessoal. Os ‘maquiavéis’ togados cavam, assim, do alto de suas instâncias, a própria sepultura institucional futura ao ensinarem aos futuros líderes que o respeito às regras do jogo democrático – nas quais se inclui a divisão e o controle recíproco entre os poderes – pode se lhes revelar fatal.”

Atribui-se a Nélson Rodrigues a afirmação de que “subdesenvolvimento não se improvisa; é obra de séculos”. A confirmação da absurda condenação do ex-presidente Lula no STJ mostra bem porque somos e continuaremos sendo subdesenvolvidos. A base do Estado Democrático de Direito em um país capitalista liberal é o “Império da Lei”. Ao passar por cima, de forma absolutamente tosca, de todo arcabouço legal do país para perseguir politicamente o maior líder popular da história do Brasil, o estamento jurídico destrói qualquer possibilidade de desenvolvimento socioeconômico com institucionalidade política e higidez jurídica no país por, no mínimo, algumas gerações.

Também há poucos dias, li uma entrevista com o investidor Lawrence Pih. Ele afirmou que o Brasil está à beira do abismo. Proponho uma metáfora que acredito ser mais adequada: estamos caminhando a passos largos para o brejo. Iremos, por décadas, chafurdar em um pântano de incapacidade de concertação política e estagnação econômica. Tornar-nos-emos uma Argentina bem piorada, pois com um PIB per capita e um nível de desenvolvimento social significativamente mais baixos.

P.S.: Cadê Queiroz?

Jorge Alexandre Barbosa Neves – Ph.D, University of Wisconsin – Madison, 1997.  Pesquisador PQ do CNPq. Pesquisador Visitante University of Texas – Austin. Professor Titular do Departamento de Sociologia – UFMG

Estados Unidos começam a preparar operação militar contra Venezuela, diz inteligência russa


A agência de notícias russa Sputnik informou que segundo o diretor do Serviço Exterior de Inteligência da Rússia (SVR), Sergei Naryshkin, o país vê sinais de preparação de uma operação militar dos EUA contra a Venezuela, mas só o tempo dirá se tal plano será ou não realizado.

“Tais sinais existem, mas o tempo dirá se esse plano será realizado”, disse Naryshkin, sublinhando que a situação no país é muito tensa.

Segundo o diretor do SVR, as ações do Ocidente na Venezuela são cínicas e provocam uma catástrofe humanitária nas proximidades dos próprios Estados Unidos.

“A Casa Branca declara reiteradamente que existe uma ameaça de imigração não controlada, planeja gastar bilhões para reforçar a fronteira com o México, mas, ao mesmo tempo, desencadeia um novo conflito civil, provocando uma catástrofe humanitária, desta vez praticamente às portas de seu território”, explicou Naryshkin.

A tensão política na Venezuela aumentou desde que, em 23 de janeiro, o líder da oposição Juan Guaidó se declarou presidente interino do país.

Por sua vez, Maduro acusou Washington de organizar uma tentativa de golpe e anunciou o rompimento das relações diplomáticas com os EUA.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que todas as opções para o que ele descreveu como “restauração da democracia” na Venezuela continuam na mesa, incluindo a intervenção militar.

Os EUA e vários países da Europa e América Latina, inclusive o Brasil, reconheceram Guaidó como presidente interino do país.

Rússia, China, Cuba, Bolívia, Nicarágua, Turquia, México, Irã e muitos outros países manifestaram seu apoio a Maduro como presidente legítimo e exigiram que os outros países respeitem o princípio de não interferência nos assuntos internos venezuelanos. Nocaute.

 

Brasileiros pedem medidas que demonstrem que o Brasil pode avançar: Walter Salles


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Por Walter Salles: Até o momento, já passando de 110 dias do novo governo, os brasileiros continuam no aguardo de alguma medida que realmente demonstre que o Brasil vai seguir em frente e sinalizar que a máquina está andando. Claro que a matéria aqui não tem intenção alguma de fazer crítica, mas sim falar de fatos. E o fato é que as medidas até agora, ou até mesmo pronúncias do presidente, em vários setores, principalmente os que são chamados de pilares, são de assustar os brasileiros, onde até mesmo aquele que votou apaixonadamente na sigla vitoriosa, questiona sobre ligar os interruptores da máquina e colocar o Brasil pra andar.

Medidas como a que não será mais preciso chamar as autoridades de vossas excelência ou vossa majestade etc e tal, não quer dizer que esse país vai ficar mais ou menos civilizado. Na verdade, o brasileiro quer ver as obras que foram travadas, após a chegada do Temer, sendo reiniciadas, pois, como foi dito, o país está parado.

Agora acaba de ser anunciado pelo presidente, o fim do horário de verão. Se é uma medida que ajuda ou não, isso ninguém sabe ainda. O que se sabe é que com a chegada do horário de verão, em 2008, muita energia foi economizada.

Sobre a reforma da Previdência, assunto que vem se arrastando desde a campanha, agora, através de acertos com os deputados que ficam no aguardo de assinar aprovando se receberem benefícios, já foi selado o acordo para que eles, os deputados, recebessem uma grande quantia, nada menos de 40 milhões cada para Orçamento da União, para ser trabalhado com os prefeitos, o que cada um garante a sua reeleição. Quanto a exposição de uma caneta singela, talvez querendo simbolizar a economia no Planalto, não bate com os gastos sitados a pouco aqui no texto com os nobres deputados.

Como foi dito no texto, não se trata de críticas ao atual governo, mas sim cobrar ações que façam a máquina ser ligada para a geração de obras, empregos, cultura, saúde e todas as colunas que sustentam a administração de um país.

Walter Salles é editor e fundador da Agência de Notícias Café com Leite impresso e digital.