Imprensa tradicional se empolga com discurso de Mano Brown em ato pró-Haddad


Mano Brown faz avaliação crítica (e inteligente) sobre a identidade da esquerda progressista e sua fala é um alerta decisivo para a reta final da campanha de Haddad. Imprensa tradicional e eleitores de Bolsonaro empolgaram-se com o discurso

imprensa discurso de Mano Brown ato pró-Haddad lapa rio de janeiro

A contundência dos discursos pró Haddad e anti-Bolsonaro nos Arcos da LapaRio de Janeiro, foi tanta que confundiu a cobertura da imprensa tradicional, acostumada à mesmice política que se alastrou pelo país.

O rapper Mano Brown fez o discurso mais inteligente e denso sobre a identidade da esquerda progressista e sua fala é um alerta decisivo para a reta final da campanha de Haddad. Brown pede menos festa e mais ação, menos ‘estratégia’ e mais alma, menos elitismo e mais povão. Caetano Veloso foi na mesma direção e disse que o momento é de complexidade (e que exige reação complexa).

 

O Mano Brown tem toda razão. Precisamos voltar pra periferia de coração aberto porque a periferia não votou com a gente no primeiro turno. Vamos voltar para a base pra governar o Brasil com a base, como sempre fizemos

jornalismo tradicional continua perdido como cachorro que caiu do caminhão de mudança. Diante do estilo e da linguagem de um rapper como Mano Brown – nota da redação: ele é um rapper, não um mestre de cerimônia – a imprensa mergulhou na sua habitual cegueira e viu apenas um detrator do PTe da campanha de Haddad.

Mas Mano Brown fez o discurso mais contundente até aqui para a campanha que defende a democracia. Foi um discurso de chamamento, de força, de caráter, de comprometimento.

Ele disse: “vim apenas me representar. Não gosto do clima de festa. A cegueira que atinge lá, atinge aqui também. Isso é perigoso. Não tá tendo clima pra comemorar“.

E prosseguiu: “tá tendo quase 30 milhões de votos pra tirar. Não estou pessimista. Sou realista. Não consigo acreditar que pessoas que me tratavam com carinho, se transformaram em monstros. Se algum momento a comunicação falhou aqui, vai pagar o preço. A comunicação é alma. Se não conseguir falar a língua do povo, vai perder mesmo. Falar bem do PT para torcida do PT é fácil. Tem uma multidão que precisa ser conquistada ou vamos cair no precipício. Tinha jurado não subir no palanque de mais ninguém“.

Brown ainda fechou: “não gosto do clima de festa. O que mata a gente é o fanatismo e a cegueira. Deixou de entender o povão já era. Se somos o Partido dos Trabalhadores tem que entender o que o povo quer. Se não sabe, volta pra base e vai procurar entender. As minhas ideias são essas. Fechou“.

Na sequência de Brown, Caetano Veloso proferiu, igualmente o seu mais forte discurso pró Haddad de toda a campanha. Ao subscrever Brown, Caetano evocou o sentido de ‘complexidade‘. Ele disse: “a fala do Mano traz a complexidade do momento“.

E enunciou uma das melhores sentenças já ditas em uma campanha eleitoral: “O Brasil tem sido bombardeado há décadas por discursos de sociólogos que usam palavrões em suas análises e apostam na imbecilização da sociedade. Temos que encontrar meios de dizer a esses eufóricos [eleitores do Bolsonaro] do perigo à democracia. Me oponho a ‘cafajestização’ do homem brasileiro“.

Chico Buarque seguiu a mesma linha, com um discurso não festivo e direto ao ponto: “talvez aqueles eleitores que votaram em Bolsonaro, os chamados coxinhas, se sensibilizem com essa onda de boçalidade, com morte de gays, trans, travestis, mulheres, negros e capoeiras. Quem sabe o povo pobre, que votou em Bolsonaro, contra si mesmo porque a proposta dele vai contra essas pessoas, mude de ideia na hora do voto. Não queremos mais mentiras, não queremos mais a força bruta. Queremos Fernando e Manuela“.

“Bolsonaro acha estranho que eu tenha eleitores críticos como Mano Brown e Cid Gomes. Bolsonaro estranha porque não admite críticas. Eu convivo com críticas e um governo democrático convive com críticas”, comentou Haddad. Fonte Brasil 247.

Assista o discurso de Mano Brown e Caetano Velo

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Aos pastores, pregadores da verdade, e aos impostores, propagadores de fake news. Por Hermes Fernandes Publicado por Hermes Fernandes – 24 de outubro de 2018


Aos pastores, pregadores da verdade, e aos impostores, propagadores de Fake News

Por favor, não ousem colocar na conta de Deus suas predileções políticas. Não se atrevam a dizer que foi o Espírito Santo quem lhes disse para trabalharem pela eleição de Bolsonaro. Vocês não percebem que com isso, a igreja só faz perder cada vez mais sua credibilidade ante a sociedade? Nesta semana, o auto-intitulado apóstolo Renê Terra-nova, o mesmo que organizou um batismo no Rio Jordão em que os fiéis formavam o número 17, “decretou” no mundo espiritual a vitória de seu candidato. Quanta sandice! Desde quando Deus se dobra aos nossos decretos? Chega a soar blasfemo. Enquanto isso, uma enorme ferida se abre no Corpo de Cristo (a igreja), aumentando exponencialmente o número de desigrejados.

Que WhatsApp que nada! As igrejas se tornaram na principal fábrica de Fake news. Mentiras são ditas nos púlpitos sem o menor constrangimento. Quem quer que tenha certo conhecimento se nega a continuar frequentando esses comitês eleitorais disfarçados de igreja. Pastores chantageiam seu rebanho, ameaçando excluir membros que se neguem a votar em Bolsonaro. Afirmam que se o candidato oponente vencer, igrejas serão fechadas, crianças serão erotizadas nas escolas, pastores serão forçados a celebrarem casamentos gays e o Brasil se tornará numa Venezuela. Será que se esqueceram quem é o pai da mentira?

Há grupos de pastores no WhatsApp onde a mentira corre solta. Alguns trocam fichinhas entre si para ver quais as Fake News da vez que deverão ser contadas no próximo culto. Não digo que o façam conscientemente. A maioria o faz enganada por achar que finalmente teremos um dos nossos lá, defendo os valores nos quais hipotecamos nossa fé.

Curiosamente, as mesmas correntes evangélicas que apoiam o Bolsonaro aqui, são as que apoiaram Trump nos Estados Unidos, com a mesma fábrica de fake news comandada por Steve Bannon. No site da Unisinos, há um artigo que diz que Bannon está na Europa para fazer a mesma coisa: dividir a sociedade do velho continente, inserindo o nazifascismo. Na Italia, conspira contra o Papa. Por onde passa deixa um rastro de ódio e preconceito.

Pelo menos, tudo o que está ocorrendo no Brasil serve para nos mostrar que o país segue sendo um grande campo missionário. E não me refiro aos milhões de desigrejados que deixaram suas igrejas por não aceitarem esta versão pervertida do Evangelho diluída no discurso fascista. Refiro-me aos tantos que ainda se mantém nessas igrejas por se alinharem a este discurso.

O Brasil precisa urgentemente conhecer o evangelho do amor. Fonte DCM.

Bolsonaro faz piadinha sem graça e irrita baianos


Será que mesmo com vídeo que Bolsonaro chama os baianos de preguiçosos, ainda vai ter baiano babando por ele? Mostrar programa de governo não, mas soltar piadinha contra os nordestinos sim. Pior é saber que tem nordestinos que é capaz de matar em defesa de Bolsonaro.

Lamentável o comentário do candidato Jair Bolsonaro sobre a Bahia e os baianos. Aqui, com muito raça foi consolidada a independência do Brasil e o povo gritou: “Com tiranos não combinam brasileiros corações”. Nosso estado é pobre mas é de gente trabalhadora no campo e na cidade. Aqui se trabalha muito para sobreviver com dignidade. Baianas e baianos desprezam, candidato, sua fala preconceituosa e estarão sempre a postos para responder a quem quer que seja que tente desrespeitar a Bahia. Nosso Estado é de paz, é criativo, é de todas as crenças e credos. Chega de preconceito, de racismo, de Ódio e Violência. Somos um Povo só: O Povo Brasileiro.

Posted by Rui Costa on Wednesday, October 24, 2018

Dono de loja de telefonia é preso após ameaçar divulgar fotos íntimas de cliente


Fernando Alves Souza Coelho, 34 anos, foi preso em motel com vítima

O risco iminente de ter suas fotos e conversas íntimas divulgadas nas redes sociais atormentaram por uma semana a vida de uma recepcionista de 33 anos da cidade de Feira de Santana. Após deixar o celular numa loja para revenda, ela foi chantageada pelo proprietário para fazer sexo após ele ter acesso ao conteúdo do aparelho de forma criminosa. A aflição da vítima chegou ao fim nesse domingo (21) com a prisão em flagrante do criminoso num motel.

Fernando Alves Souza Coelho, 34 anos, dono da loja Lengo Cel, foi autuado pelos crimes de ameaça e conjunção carnal ou ato libidinoso com alguém mediante fraude na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Feira de Santana.  Ele passará por audiência de custódia nessa quarta-feira (24).

No último dia 14, a recepcionista foi à Lengo Cel, situada na Rua JJ Seabra, Centro de Feira, na tentativa de consertar um aparelho Iphone. No entanto, durante a negociação, a recepcionista acabou comprando um aparelho novo. Ela teve um desconto após entregar o aparelho antigo – cautelosa, apagou todas as informações, mas o cuidado não surtiu efeito.

 

“Ele recuperou todos os dados móveis do Iphone de forma criminosa, usando recursos através de um computador e um cabo USB para invadir a privacidade dela”, contou o advogado da vítima, Péricles Novais.

Dois dias depois, inicialmente, Fernando Alves ligou para a recepcionista dizendo que queria ter um encontro amoroso, mas ela negou, respondendo que não tinha interesse, que era comprometida.

“Aí, ele começou a enviar mensagens do tipo: ‘você não quer ir pelo amor ou pela dor?’. Ela perguntou: ‘Por que pela dor?’. Então, ele disse que tinha provas contra ela. Minha cliente perguntou que provas e ele enviou fotos dela nua e conversas íntimas do WhatsApp”, contou o advogado da vítima.

As ameaças duraram uma semana. As mensagens chegavam ao celular da recepcionista várias vezes durante o dia. Em algumas delas, a vítima pedia para Fernando Alves parar, que ele estava fazendo chantagem – o empresário, no entanto, insistia em fazer sexo com a vítima, inclusive dava detalhes o que pretendia fazer com ela num motel. “Ela já estava mais que desesperada. Minha cliente tem uma filha de 15 anos. Ele disse que além de disseminar as fotos e conversas para grupos de WhatsApp, inclusive da família, ia mandar o conteúdo para a filha dela”, disse o advogado.

Prisão
Num momento de desespero, a recepcionista resolveu ceder à chantagem de Fernando Alves. “Ela só aceitou na condição de que ele primeiro apagasse tudo. Então, ela foi ao motel com ele”, contou o advogado. Dentro de motel na Avenida Contorno, a vítima pediu para que o empresário cumprisse com a promessa, mas ele negou.

“Ele disse que apagaria depois que tivessem a relação sexual. Na verdade, ela percebeu que ele não ia apagar, que ia manter as fotos e as conversas para chantageá-la outras vezes”, disse o advogado.

Então, a recepcionista foi ao banheiro do quarto do motel, de onde  ligou para a polícia. Instantes depois, uma equipe do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto) da 66ª Companhia Independente de Polícia Militar (66ª CIPM) entrou no motel e prendeu o empresário, que foi levado para a Deam.

Na unidade, ele foi interrogado e autuado pela delegada Edileuza Suely Cardoso Ramos, titular interina da Deam. Conversas no WhatsApp entre a vítima e o criminoso foram anexadas ao inquérito.

O CORREIO tenta falar com a delegada Edileuza Suely sem sucesso desde a manhã desta terça-feira – a informação foi de que pela manhã ela teria ido ao médico. O CORREIO procurou também a assessoria da comunicação da Polícia Civil, mas não obteve resposta.

‘Armação’
O CORREIO entrevistou Rosimário Carvalho, advogado do empresário. Em relação à prisão em flagrante, ele disse que tudo não passou de uma ‘armação’, já que a recepcionista e o empresário já tiverem um envolvimento.

“Eles já ficaram uma vez e só houve beijo. Ele estava no dia de lazer e recebeu um convite dela para ir ao motel. Ele cedeu aos encantos dela. Marcaram um lugar para um encontro. Ele pegou ela na Praça do Fórum e se dirigiram ao motel. Ele foi para o banho, ela saiu para fazer uma ligação. Cinco minutos depois, três policiais militares entraram. A porta já estava aberta. Foi gerado um flagrante. Meu cliente foi vítima de uma armação”, declarou o advogado do suspeito.

Sobre o acesso às imagens e conversas no WhatsApp da recepcionista, Rosimário disse que “são alegações que serão comprovadas através de perícias, porque são crimes que deixam vestígios”.


O jornal Folha de S. Paulo pediu, por meio de uma representação feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar as ameaças feitas contra três de seus jornalistas e um diretor da empresa em razão da publicação da reportagem que revelou o esquema ilegal bancado por empresários simpatizantes da candidatura de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL) para o disparo de mensagens em massa contra o candidato do campo democrático, Fernando Haddad, e o PT. Para o jornal, existem “indícios de uma ação orquestrada com tentativa de constranger a liberdade de imprensa”.

Desde a publicação da reportagem, no último dia 18, um dos números de WhatsApp do jornal teria recebido mais de 220 mil mensagens, por meio de mais de 50 mil contas do aplicativo, sendo que centenas delas traziam memes e ameaças contra a jornalista Patrícia Campos Mello, que assina o texto, e contra os jornalistas Wálter Nunes e Joana Cunha, que colaboraram com a reportagem. O diretor-executivo do Datafolha, Mauro Paulino, também foi alvo de ameaças, por meio do Messenger e em sua residência.

Entidades internacionais que atuam pela liberdade de imprensa, como a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), condenaram veemente os ataques e pediram que as autoridades garantam a segurança dos profissionais. Fonte O Cafezinho.

 

Rui Costa repudia declaração ‘preconceituosa’ de Bolsonaro à Bahia


“Por que é vantajoso comprar carro na Bahia? Porque já vem com freio de mão puxado”, diz capitão reformado

[Rui Costa repudia declaração 'preconceituosa' de Bolsonaro à Bahia]
Foto : Mateus Pereira/Secom

Por Rodrigo Daniel 

O governador reeleito Rui Costa (PT) repudiou a declaração “preconceituosa” do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) à Bahia.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o capitão reformado pergunta: “Por que é vantajoso comprar carro na Bahia?”. Ele mesmo responde: “porque já vem com freio de mão puxado”, ao fazer referência que baiano é preguiço. “Eu vou perder o voto da Bahia toda”, acrescentou.

Em sua conta no Twitter, o petista baiano diz que fala de Bolsonaro é “lamentável”. “Nosso estado é pobre mas é de gente que trabalha muito no campo e na cidade. Baianos e baianos desprezam, candidato, sua fala preconceituosa. O Povo da Bahia exige respeito. Chega de Ódio e Violência”, ressaltou.

Rui Costa 13

@costa_rui

Lamentável o comentário do candidato Jair Bolsonaro sobre a Bahia e os baianos. Nosso estado é pobre mas é de gente que trabalha muito no campo e na cidade. Baianos e baianos desprezam, candidato, sua fala preconceituosa. O Povo da Bahia exige respeito. Chega de Ódio e Violência.

Famoso doa R$ 37 milhões a hospital que curou filho com câncer


Ryan Murphy e Ford - Fotos: reprodução / Fox e Instagram

Ryan Murphy e Ford – Fotos: reprodução / Fox e Instagram

Um famoso produtor de séries como American Horror Story e Glee, anunciou nesta terça-feira, 23, a doação de 10 milhões de dólares – 37 milhões de reais – ao Children’s Hospital, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Ryan Murphy fez o anúncio no perfil dele no Instragram. A doação é em agradecimento ao tratamento do filho dele que foi um sucesso e também para que outras crianças possam ter acesso ao mesmo tratamento.

Ryan contou que o menino, de 4 anos, chamado Ford Theodore Miller Murphy, foi diagnosticado com um tumor do tamanho de uma bola de tênis, aos 2 anos de idade.

Segundo o produtor, o garoto teve um câncer pediátrico e o tratamento deu certo.

Veja o que ele escreveu no Instagram.

“Gostaria que vocês conhecessem Ford Theodore Miller Murphy. Hoje é um grande dia em sua vida e na vida de nossa família. Dois anos atrás, esse garotinho dócil e inocente …  e com uma obsessão com caminhões monstros foi diagnosticado com neuroblastoma, um câncer pediátrico geralmente fatal”

“O câncer de Ford – um tumor abdominal do tamanho de uma bola de tênis – foi encontrado durante um check-up normal por seu brilhante pediatra Dr. Lauren Crosby @drlaurencrosby. A partir daí, a Ford passou por uma enorme cirurgia e vários procedimentos difíceis”.

“Ford foi forte e hoje está prosperando. Ele acabou de celebrar seu quarto aniversário, um marco que todos nós estamos tão entusiasmados. E Ford está indo tão bem por causa do Children’s Hospital Los Angeles @childrensla”.

“Hoje, no hospital, estamos doando uma ala em homenagem à Ford e nossa família, fazendo uma doação de US $ 10 milhões para que outras crianças possam experimentar o amor e o cuidado desta instalação excepcional”.

“Nenhuma criança é recusada no Hospital Infantil. Estamos muito honrados e felizes por contribuir e encorajar todos que podem fazer o mesmo. Nós amamos você, Ford”, concluiu o pai.

Com informações do PapelPop

 

Adolescente com hidrocefalia conta como superou bullying e decidiu virar cantora


Angel Wanjiru, de 14 anos, tem hidrocefalia congênita. Quando era pequena, perguntava à mãe: “Por que eu sou diferente das outras pessoas?”, “Por que as pessoas dão risada de mim?”.

Foto: BBC News Brasil

Agora, inspirada em suas dúvidas, ela lançou uma música chamada ‘Eu quero saber’.

“Eu nunca me aceitei, então minha mãe me dizia todos os dias: ‘Eu te amo, eu te amo, eu te amo'”, diz a queniana.

Wanjiru conta que lutar contra o preconceito é uma tarefa diária. “Ontem, uma pessoa riu de mim por causa da minha aparência. Eu comecei a chorar.”

O que fazer, então? “Eu ignoro”, diz ela.

“Para as crianças como eu: aceitem-se da forma como foram criadas. Não importa se as pessoas dão risada de você. Não dependa delas porque elas não são quem criou vocês. É Deus. Então se aceite e nunca desista.”

Foto: BBC News Brasil

 

Jornalista Juremir Machado pede demissão após censura de Bolsonaro


O jornalista Juremir Machado pediu demissão durante programa ao vivo na Radio Guaíba depois que Jair Messias Bolsonaro proibiu jornalistas de fazerem perguntas na entrevista ao “Bom Dia com Rogério Mendelski”. Gaguejando muito, o apresentador tenta explicar o inexplicável aos ouvintes: “o silêncio de vocês aí (jornalistas) foi uma condição do candidato… que… que… queria… conversar com o apresentador…”

Juremir pergunta “nós podemos dizer que o candidato nos censurou?”

“Não… não, eu não diria isso…” responde Mendelski.

Juremir com voz firme: “eu achei humilhante e por isso estou saindo do programa! Foi um prazer trabalhar aqui dez anos”.

Os outros jornalistas seguem gaguejando. Veja vídeo.

 

Fala de Bolsonaro é mais grave do que vídeo do filho. Por Kennedy Alencar


O grande problema e que a mídia, principalmente a que defende a esquerda, ainda não descobriu que enquanto mais se fala que o Bolsonaro seria um ditador caso ganhasse as eleições,  ele cresce na opinião pública. Quando em rodas de pessoas que defendem o Bolsonaro alguém faz algum comentário a respeito de ditadura, as pessoas nem só defendem o Bolsonaro, como também defendem a Ditadura Militar. Geralmente os eleitores da extrema direita, pelo menos em boa parte, relaciona democracia com comunismo. Na ocasião da greve dos caminhoneiros, alguém teve a ideia de ensinar pros grevistas sobre o que deveria dizer quando a polícia chegasse, que era a seguinte frase: “Queremos intervenção já” que terminou virando febre. Na verdade, tudo começou ali. Dentro de uma coerência, principalmente no Nordeste, onde os governos do PT trouxeram mais benefícios para as famílias, se esperava a frase espontânea, caso não tivesse ninguém por trás, de “Queremos Lula Livre”, pelo fato de nos governos petistas, ainda no segundo mandato de Lula, nas bombas o diesel custava R$ 1.70. Um real e setenta centavos, isso mesmo. Portanto, na greve dos caminhoneiros já se tratava de um movimento e uma reivindicação, incoerente com os fatos. De lá pra cá, a galera, boa parte, vem fazendo de Bolsonaro um deus, e enquanto mais ele faz aqueles discursos rasteiros e foge de ir aos debates, cresce nas pesquisas. O que está acontecendo com o eleitor brasileiro? Acho que ninguém consegue explicar, como um povo em um país carente começa a aplaudir um candidato que demonstra andar na contramão do que o brasileiro verdadeiramente gostaria que acontecesse com o nosso país, que é mais oportunidade e respeito com os brasileiros, sobretudo o trabalhador e a mulher, o que ele já sinalizou ser contra de ambos. Sobre a mulher, disse que ela não merece ganhar a mesma quantia dos homens, pois quando tiver criança vai ficar de licença, o que não bate com que ele sempre fala que é o respeito com as famílias, pois todo homem e toda mulher já foi criança um dia. Ou seja, pra formar a família precisa ter crianças. Sobre o trabalhador, ele já avisou que vai lançar uma carteira verde e amarela, onde o cidadão e cidadã vão ter o emprego, mas não vão ter os direitos. Ou seja: aquela parte que seria os seus direitos, vai ficar pro patrão. O patrão querer votar num cidadão que vem com propostas assim, tudo bem, mas o trabalhador e a mulher votarem, estranho. Até aqui Café com Leite Notícias. Veja a matéria do jornalista Kennedy Alencar.
Jair Bolsonaro. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

 

POR KENNEDY ALENCAR, jornalista

A fala de Jair Bolsonaro no domingo com ameaças a opositores, minorias, movimentos sociais e imprensa foi mais grave do que o vídeo do filho Eduardo Bolsonaro dizendo que, com um cabo e um soldado, daria para fechar o STF (Supremo Tribunal Federal).

As declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) não surpreenderam. Ele mostrou despreparo e visão autoritária. Em 2016, ao votar a favor da abertura do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, ele disse que o fazia “pelos militares d) em que ele criticava o Supremo. Mais uma vez, houve tentativa de nivelar desiguais. Ao longo dos 13 anos em que esteve no poder, o PT não tentou fechar o STF. O histórico do partido não autoriza que a legenda seja retratada como uma ameaça à democracia.

Mas as falas de Jair Bolsonaro ao longo de sua carreira política e o discurso para manifestantes na avenida Paulista mostram que o candidato do PSL é, sim, uma ameaça à democracia. Jair Bolsonaro fez um discurso típico de ditaduras.

Ele disse representar uma maioria, “o Brasil de verdade”, e que uma minoria, “essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós”. Ora, é um óbvio desrespeito às minorias.

O candidato do PSL também ameaçou colocar opositores na cadeia, onde Lula apodreceria. Numa democracia, é o Judiciário que manda as pessoas para a cadeia.

Ele criminalizou os movimentos sociais, dizendo o seguinte: “Bandidos do MST, bandidos do MTST, as ações de vocês serão tipificadas como terrorismo”. Atacou a imprensa que o desagrada. Chamou o jornal “Folha de S.Paulo” de a maior fake news do país e ameaçou cortar verba de publicie 64, hoje e sempre”.

 

O ministro Celso de Mello, decano do STF, teve a reação mais contundente e correta. Classificou a fala de Eduardo Bolsonaro como “inconsequente”, “golpista” e “irresponsável”. FHC também falou duro e acertadamente. Disse que a coisa cheirava a fascismo. E cheira mesmo.

Em contraponto político, foi lembrado um vídeo do deputado federal Wadih Damous (PT-RJdade.

São os ditadores que ameaçam opositores, minorias, imprensa e movimentos sociais. Uma democracia se legitima e se fortalece com oposição, respeito às minorias, liberdade de imprensa e diálogo com movimentos sociais.

A uma semana da eleição, um candidato prestes a virar presidente deveria ter atitude conciliatória. Mas Bolsonaro fez o contrário. Assim, dá um sinal preocupante para seus liderados, seus guardas da esquina, num momento em que deveria enviar mensagem de união e moderação.

Esse discurso de Bolsonaro é o mesmo de Nicolás Maduro na Venezuela, país que virou uma ditadura. Não é a fala de um democrata. É melhor o Brasil já ir se preocupando

Casal com 13 filhos com nomes iniciados com a letra ‘R’, em tributo a ex-jogadores, espera 14º menino e quer ‘manter tradição’


Irineu Cruz e Jucicleide Silva são moradores do município baiano de Conceição do Coité, a cerca de 200 quilômetros de Salvador. Mulher está grávida de 6 meses.

Casal com 13 filhos com nomes iniciados com a letra 'R' em tributo a ex-jogadores espera 14º menino e planeja 'manter tradição' — Foto: Raimundo Mascarenhas/Calila Noticias

Casal com 13 filhos com nomes iniciados com a letra ‘R’ em tributo a ex-jogadores espera 14º menino e planeja ‘manter tradição’ — Foto: Raimundo Mascarenhas/Calila Noticias

O casal Irineu Cruz e Jucicleide Silva, do município baiano de Conceição do Coité, a cerca de 200 quilômetros de Salvador, está na espera da chegada do 14º filho. A mulher está grávida de seis meses e, assim como fez com os demais herdeiros, planeja com o marido colocar no novo filho também um nome iniciado com a letra “R”, em homenagem a um jogador de futebol que ainda esteja atuando ou que já tenha pendurado as chuteiras.

O último filho que casal teve, hoje com dois anos e três meses, é chamado de Ronaldo. O menino nasceu em julho de 2016.

Irineu, de 42 anos, mais conhecido na região como “Chitão”, é responsável pela escolha dos nomes. O lavrador diz que desde pequeno é fã de futebol, o que justifica o critério usado para nomear os filhos. O primeiro nasceu quando ele tinha 23 anos. Hoje, com a quantidade de filhos que tem, daria para montar até um time de futebol, com reservas.

Ele ainda não decidiu que nome vai chamar o 14º, mas garante que vai “manter a tradição”.

 Jucicleide Silva está grávida do 14º filho — Foto: Raimundo Mascarenhas/Calila Noticias

Jucicleide Silva está grávida do 14º filho — Foto: Raimundo Mascarenhas/Calila Noticias

“Vai ser de novo com a letra ‘R’, em referência a algum jogador. Ainda nem comecei pensar, mas com certeza vou manter a mesma regra que adotei para a escolha dos nomes dos outros. Eu gostei de futebol a vida toda e esse era um sonho meu. Devo começar a pensar no nome do que vai nascer daqui para frente. Vai ser com a letra “R”, com fé em Deus”, garante.

O novo filho se juntará aos irmãos Ronaldo, Robson, Reinan, Rauan, Rubens, Rivaldo, Ruan, Ramon, Rincon, Riquelme, Ramires, Railson e Rafael – eles têm entre dois e 20 anos de idade. O mais novo, Ronaldo, teve o nome escolhido após uma enquete entre os moradores de Conceição do Coité. Além do nome “Ronaldo”, as demais opções colocadas para os votantes, por meio de um site local, foram Ribery (jogador francês), Romário e Revelino.

Irineu não descarta utilizar as três opções menos votadas na enquete para a escolha do nome do filho caçula como opções para o nome do novo herdeiro. “Irei pensar”, diz.

Chitão teve o primeiro filho com 23 anos — Foto: Raimundo Mascarenhas / Calila Notícias

Chitão teve o primeiro filho com 23 anos — Foto: Raimundo Mascarenhas / Calila Notícias

A esposa, Jucicleide, de 37 anos, que é dona de casa, está grávida de seis meses. Conta que descobriu o sexo do novo filho na última quarta-feira (17), quando fez o exame de ultrassom.

Com o marido, fez um acordo: toda vez que tivesse um filho homem, o marido seria responsável pela escolha do nome. Caso fosse uma menina, ela, como diz, “tomaria a frente” na escolha. Como nenhuma menina veio até agora, o companheiro sempre teve prioridade para fazer as escolhas.

“Fiz o pré-natal, os exames, e descobri que é mais um homem que vai chegar na família. Se fosse menina, acho que eu colocaria com um nome com a letra “J”, para combinar com o meu, mas já que é menino que seja como os outros”, destaca.

Ela diz que gostou da decisão do marido de colocar nos filhos nomes com a letra “R”. “É diferente e, já que fez com os outros, é legal manter”, diz.

Irineu e a esposa já têm 13 filhos. — Foto: Raimundo Mascarenhas / Calila Notícias

Irineu e a esposa já têm 13 filhos. — Foto: Raimundo Mascarenhas / Calila Notícias

A família vive dos “bicos” que Irineu consegue para ganhar dinheiro e também do Bolsa Família que a esposa, que é dona de casa, recebe mensalmente.

“Quase todos os meus filhos estudam. Somente três, os mais velhos, saíram da escola para trabalhar, porque já estão morando junto das mulheres. Estão quase casados. Trabalham como magarefes. E eu sustento de bico. Corto lenha, carrego mercadorias para os outros no meu carro e consigo tirar R$ 100 por semana”, conta.

Apesar das dificuldades, Irineu e a esposa não escondem a alegria com a chegada do novo integrante. “Graças a Deus, eu vivo alegre. A minha vida é alegre desde o nascimento, e ter um novo filho é motivo para mais alegria ainda”, garante. “Também estou muito alegre, não vejo a hora de nascer”, diz a mãe.

Irineu e a mulher moram em Conceição do Coité, na Bahia — Foto: Reprodução/ TV Subaé

Irineu e a mulher moram em Conceição do Coité, na Bahia — Foto: Reprodução/ TV Subaé

 

Gari com mais de 100 piercings se destaca no Parque Municipal de Belo Horizonte: ‘eu fiz a moda’


Até 111 eu contei’, comenta Margareth Maria da Silva, de 64 anos; gari desperta a curiosidade de quem passa pelo parque.

“Eu fiz moda”, diz gari com mais de 100 piercingshttps

Logo antes de a entrevista começar, uma adolescente se aproxima e pede uma selfie para Margareth Maria da Silva, a gari que tem mais de 100 piercings. Sentada em um banco do Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no Centro de Belo Horizonte, a mulher de 64 anos retribui o reconhecimento: “De nada, às ordens. Bom proveito com a foto, viu, moça”.

Vestida com o uniforme laranja e com um boné do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a gari se destaca entre as colegas em meio ao verde do parque com seus mais de 100 piercings coloridos espalhados pelo corpo. Além dos brincos, Margareth traz nos dedos anéis dos mais variados estilos e longas unhas pintadas de preto, branco e verde. A mulher também usa no pescoço ao menos cinco colares.

Gari com mais de 100 piercings se destaca no Parque Municipal de Belo Horizonte — Foto: Pedro Ângelo/G1

Gari com mais de 100 piercings se destaca no Parque Municipal de Belo Horizonte — Foto: Pedro Ângelo/G1

 

Aos 8 anos, a gari viu um filme em que uma índia se furava. Ela se inspirou e fez sozinha todos os seus piercings de uma vez. “Aí que vi a moça enfiou um, enfiou um aqui e outro ali. Eu fiquei doida pra agradar a minha mãe, e estrepei todinha de espinho. Espinho, porque eu não conhecia esse negócio. Espinho de laranjeira e coqueiro e bambu”, contou.

A reação da mãe dela não foi das mais entusiasmadas e a menina sofreu as consequências. “Minha mãe não gostou, quase me matou de vara de marmelo. O coro dela doeu. Mas isso não doeu não”, contou a gari, referindo-se aos brincos.

Margareth Maria da Silva disse que nunca teve problemas com os acessórios. Segundo ela, os piercings nunca inflamaram. A gari falou, no entanto, que precisa trocá-los eventualmente, quando os brincos enferrujam.

Gari diz que parou de contar quando chegou a marca de 111 piercings — Foto: Pedro Ângelo/G1

Gari diz que parou de contar quando chegou a marca de 111 piercings — Foto: Pedro Ângelo/G1

Natural do Serro, cidade da Região Central de Minas Gerais famosa pela produção de queijos artesanais, Margareth se mudou para a capital mineira pouco depois de completar 8 anos. A gari faz questão de pontuar que foi ela quem lançou a moda do piercing em Belo Horizonte.

“Todo mundo está usando. Está tudo me acompanhando. Aqui em Belo Horizonte eu fiz a moda. Eu que fiz a moda. De tanto eles me verem por aí, ou também de ver fotografias minhas em algum lugar, em qualquer lugar por aí, aí aconteceu. Está todo mundo me acompanhando e eu estou feliz agora. Porque agora ninguém pode me julgar. Não é só eu que estou assim”, gaba-se Margareth.

 Hoje ela diz que se sente orgulhosa em ver tantas pessoas usando piercings. A gari também falou que tem alguns fãs por causa do seu estilo.

“Nossa senhora. Eu até tenho de correr. Se eu entro num bar, não gosto nem de entrar, porque quando eu entro num bar, está todo mundo sentado na mesa, que um olha prum lado e vê. Ah bom, de repente levanta tudo e rodeia tudo em volta de mim. Então eu sou feliz assim mesmo, do jeito que eu sou”, comenta.

Além dos piercings, gari usa vários aneis nas mãos. — Foto: Pedro Ângelo/G1

Além dos piercings, gari usa vários aneis nas mãos. — Foto: Pedro Ângelo/G1

 

Mãe de sete filhos, a gari já tem 40 anos de “varredeira” na SLU. Ela faz questão de dizer que não brinca em serviço. “Essa banda dali pra lá tudo, essa quadra, esses trem aqui a fora, quem faz sou eu. Ali tudo. Quem faz sou eu. Essa banda aqui é minha. Quando eu pego serviço eu faço rapidinho”, falou, indicando com o dedo a área sob sua responsabilidade.

Trabalho com paisagem

Margareth conta que gosta de trabalhar no parque e ficar perto dos “macaquinhos”. Segundo a gari, a paisagem é “boa demais”. Ela só se queixa dos mosquitos. “Eu tenho medo, porque pode ser ele e pode ser o outro. O outro pernilongo que adoece a pessoa, né”, destacou a gari, ao falar do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças graves, como dengue, febre amarela, zika e chikungunya.

A gari não retira os piercings e diz que chegaria atrasada ao trabalho se tivesse que colocá-los todas as manhãs. “Se eu for mexer com esse trem aqui eu não apareço no serviço”. Ela dorme, acorda e toma banho com os acessórios. “Não atrapalha nada. Só que eu lavo com bucha, porque com unha eu não posso”.

A gari parou de contar os piercings quando chegou aos 111. Hoje, ela diz que não pretende colocar mais. “Já tenho muito”.

Ao se despedir do repórter do G1, a gari pergunta se não é possível gravar a reportagem em um CD quando o vídeo ficar pronto. “É uma lembrança, né”. Enquanto a gari caminha, um colega se aproxima e brinca: “Ficando famosa, hein, Margareth”.

Gari nasceu no Serro e se mudou para Belo Horizonte aos oito anos de idade — Foto: Pedro Ângelo/G1

Gari nasceu no Serro e se mudou para Belo Horizonte aos oito anos de idade — Foto: Pedro Ângelo/G1

No Nordeste, homem mata jovem por não ter amor correspondido por ela


Foto/Reprodução

Uma mulher foi vítima de feminicídio na noite do último domingo (21), em Itapipoca. Talita Galdino Moura, de 24 anos, foi esfaqueada na porta da casa onde morava por Francisco Danilo do Nascimento Borges, no bairro Júlio II, segundo a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE).

A motivação para o crime, ainda de acordo com os investigadores, é de que o homem, irmão do padrasto da vítima, tinha interesse amoroso não correspondido pela mulher.

A PCCE informou também que o suspeito constantemente comprava presentes para Talita, sendo um dos últimos no aniversário da moça, ocorrido no último dia 18. Francisco Danilo negou todas as acusações. A família da vítima ficou em choque com a situação, tendo em vista a proximidade entre os envolvidos no caso.

Francisco Danilo foi preso e responderá por feminicídio. Ele será transferido ainda nesta segunda-feira (22) para a cadeia pública de Itapipoca.

O caso continuará sendo investigado pela Delegacia Regional do município.

Por Diário do Nordeste.

Não tem jeito, a gente não fica sem falar. Por Walter Salles


 

Antes da matéria veja o vídeo do Jornalista que se demitiu de uma rádio de grande audiência no sul e também uma entrevista, sabatinada com o Haddad na Globo. Enquanto isso o Bolsonaro só aceita entrevista com tudo combinadinho. Não tem coragem e enfrentar as perguntas.

Juremir Machado pede demissão AO VIVO após CENSURA

Toda nossa solidariedade ao jornalista Juremir Machado da Silva, que foi CENSURADO por não poder fazer perguntas a Bolso.naro e se viu obrigado a pedir demissão AO VIVO.

Posted by Fernanda Melchionna on Tuesday, October 23, 2018

 

Agora veja a sabatina ao vivo com Haddad

Sabatina com o candidato Fernando Haddad (PT)

O GLOBO , o jornal "Extra" , a revista "Época" e o jornal "Valor Econômico" promovem sabatina com o presidenciável Fernando Haddad (PT). O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi convidado mas ainda não respondeu se dará entrevista.

Posted by O Globo on Tuesday, October 23, 2018

Walter Salles: Amanhece o dia e eu digo: hoje não vou escrever nada sobre política, mas sempre termino escrevendo algo. Hoje vou fazer aqui para o leitor do Café com Leite, um apanhado de notícias que sempre deixa a gente muito triste com o que vê acontecendo.

Vou começar falando sobre Maracás, uma cidade maravilhosa, a qual eu tenho o privilégio de morar nela. Eu vinha passando numa rua e via uma caçamba antiga carregando o lixo que as donas e nonos de casas colocam na calçada. Bom, a questão aí da caçamba velha, já é um fato que gera tristeza. Não se via mais caçambas velhas coletando lixo. Até aí tudo bem se coletasse no horário certo e também fizesse as ruas da cidade permanecerem limpas. Mas quando não é isso que acontece e ainda cai um saco de lixo da caçamba e se espatifa no chão e a caçambona segue faltando um saco sobre ela, aí foi a gota d’água. Fui fazer uma foto do ocorrido, mas na hora o celular, que apesar de ser bom em fotografia, a bateria falhou. Mas tem nada não, o leitor imagina a cena tão bem quanto olhar a foto. Pois é: o que quero dizer, é que dou um cartão vermelho para a limpeza pública de Maracás!

 

Vamos ao próximo estrofe da minha narrativa

Vamos lá. O Haddad está meio “cagado de urubu”, como diz um ditado quando a pessoa é meio azarado. Primeiro veio o Ciro Gomes, morto de raiva porque não foi para o segundo turno e declarou apoio a Haddad. Só que não foi um apoio normal, mas sim um tal de apoio crítico que inventaram, que talvez a palavra crítico faça um efeito contrário na campanha do cara. Tem coisa que é melhor não ganhar, que ganhar com alguns avisos ou alguns porém. Depois o Ciro se manda para a Europa e a conclusão é que o seu crítico não rendeu nada. Depois vem a Marina, que teve só uma petequinha de votos e também declara, não um apoio crítico, mas sim o seu voto crítico. Meio parecido com falar assim: “vou votar em você porque o o seu adversário é pior do que você”, aí vota, mas se dez ouvir o palavreado dela, corre o risco de cinco mudar de candidato. Vota, Marina, declara o teu apoio, porém sem ressalva.

Cadê o processo, empresários?

Semana passada a Folha de São Paulo publicou uma matéria que acusava empresários, em grande número, de patrocinar com dinheiro alto, 12 milhões cada, as empresas criadoras de fake news, para prejudicar o Haddad, como de fato vinha acontecendo e continua. Imagine que há dois anos que a gente já ouve falar no tal do kit gay, assunto que fez o Bolsonaro ficar conhecido e admirado, ao mesmo tempo em que o PT, partido de um ex presidente que deixou o seu segundo governo com 87% de aprovação, começou a ser odiado, muitas vezes pelo próprio beneficiado pelo governo na época. Um pouco triste isso, mas mente humana é mente humana…

Mas o relato aqui é que o Haddad esperava outra reação do Judiciário, mas o mesmo só fez alguns comentários rasteiros e os fake continuaram. Aqui estou falando de fatos. O grande problema é que a gente que escreve matéria jornalística pra servir ao povo e não se servir do povo, temos a obrigação de passar a notícia como ela é. O Haddad quando chega para uma entrevista, por exemplo, pode ser em qualquer emissora, ele não faz nem uma exigência, até porque, ele não tem direito, ele é de esquerda, o cara que nada contra a correnteza certamente vai encontrar ferro nas perguntas, pois o objetivo é deixá-lo em saia justa. Por outro lado, o Bolsonaro só aceita entrevista se for tudo combinadinho, ele escolhe junto com o jornalista as perguntas. A RECORD está tendo esse tipo de comportamento, bem como muitas rádios espalhadas pelo país. Veja o que aconteceu hoje, terça feira numa rádio do sul do país, onde um jornalista se demitiu, por achar que o jornalismo nada tem a ver com isso.  O presidenciável Jair Bolsonaro deu uma entrevista para a Rádio Guaíba nesta terça (23). O ator Fernando Waschburger fez um relato no Facebook sobre a demissão do jornalista Juremir Machado ao vivo nesta manhã: Juremir acaba de se demitir do programa do Rogério Mendelski. Bolsonaro deu entrevista para o programa, ao vivo, com a exigência de que só falaria para Mendelski, tendo os demais jornalistas da bancada que permanecer em silêncio. Lá estavam Jurandir Soares, o Voltaire e Juremir. O âncora do Programa não passou a palavra para ninguém e fez uma entrevista “papai e mamãe”. Após a despedida do candidato, Juremir perguntou: posso dizer que fui censurado? Mendelski respondeu, claro que não…foi uma exigência do Bolsonaro. Normal.Então Juremir disse: me sinto humilhado, obrigado a audiência pelos 10 anos que estive aqui e me despeço agora e saiu. Jurandir Soares disse que achou normal não poder falar e deu razão a Mendelski, que perguntou a Voltaire se ele tinha se incomodado. Voltaire respondeu: preciso do meu emprego.

Juremir, um jornalista que não é sabujo.Na Guaíba, Mendelski lamentou a demissão do colega e ter sido acusado de “passar mão em fascista”. Diz que espera ele na emissora amanhã.Assista um vídeo da gravação que mostra Juremir se demitindo.

Holanda enfrenta ‘crise penitenciária’: sobram celas, faltam condenados


Prisioneiro holandês
Image captionPopulação carcerária holandesa foi reduzida em 43% nos últimos 10 anos

Enquanto a maioria dos países do mundo enfrenta problemas de superlotação no sistema carcerário, a Holanda vive a situação oposta: gente de menos para trancafiar. Nos últimos anos, 19 prisões foram fechadas e mais deverão ser desativadas em 2017, obedecendo a um decréscimo agudo da população carcerária. Mas há quem veja nisso um problema.

O cheiro de cebolas fritas deixa a cozinha e se espalha pelo pavilhão. Detentos estão preparando o jantar. Um deles, usando uma longa faca, corta legumes.

“Tive seis anos de treino, então só posso melhorar”, brinca ele.

O prisioneiro fala alto, porque a faca está presa a uma longa corrente presa à bancada em que trabalha.

“Eles não podem carregar a faca por aí”, explica Jan Roelof van der Spoel, vice-diretor da prisão de segurança máxima de Norgerhaven, no norte da Holanda, que tem capacidade para 243 detentos.

“Mas os detentos podem pegar emprestadas pequenas facas de cozinha. Para isso, precisam deixar conosco sua identificação para que possamos saber quem está com o que”.

Alguns dos homens em Norgerhaven cumprem sentenças por crimes violentos, então pode parecer algo perigoso deixá-los andar com facas pela prisão. Mas as aulas de culinária fazem parte das iniciativas de reabilitação dos detentos.

Faca na cozinha da prisão
Image captionNa cozinha da prisão, a faca é presa a uma corrente 

“Aqui na Holanda, nós olhamos para o indivíduo. Se alguém tem um problema com drogas, tratamos o vício. Se é agressivo, providenciamos gestão da raiva. Se tem dívidas, oferecemos consultoria de finanças. Tentamos remover o que realmente causou seu crime. É claro que o detento ou a detenta precisam querer mudar, mas nosso método tem sido bastante eficaz”, explica Van der Spoel.

O diretor acrescenta que alguns reincidentes normalmente recebem sentenças de dois anos e programas personalizados de reabilitação. Menos de 10% voltam à prisão. Em países como Reino Unido e EUA, por exemplo, cerca de 50% dos detentos cumprindo pequenas penas voltam a ser presos nos primeiros dois anos após a libertação (no Brasil, diversos estudos estimam que a taxa geral de reincidência é de 70%).

Norgerhaven fica na cidade de Veenhuizen, onde também está situada outra prisão de segurança máxima – Esserheem. Ambas contam com bastante espaço. O pátio é do tamanho de quatro campos de futebol e têm carvalhos, mesas de piquenique e redes vôlei.

Van der Spoel conta que o ar fresco reduz o estresse tanto para detentos quanto guardas. Detentos podem andar “a vontade por áreas comuns como biblioteca, departamento médico e cantina, e essa autonomia os ajuda na readaptação à vida em liberdade.

Pátido da prisão
Image captionNorgerhaven tem espaço de sobra para evitar o confinamento excessivo de prisioneiros e guardas 

Não poderia ser uma situação mais diferente de 10 anos atrás, quando a Holanda tinha uma das maiores populações carcerárias da Europa. Hoje, a proporção é de 57 pessoas por cada 100 mil habitantes, comparada a 148 por 100 mil no Reino Unido e 193 no Brasil.

Mas os programas de reabilitação não são a única razão para o declínio de 43% no número de pessoas atrás das grades na Holanda – que era de 14.468 em 2005 e caiu para 8.245 em 2015.

 

O ano de 2005, por sinal, foi o auge da população carcerária e especialistas acreditam que o salto se deu ao aumento na segurança do principal aeroporto de Amsterdã e a consequente explosão na prisão de “mulas” carregando cocaína. Mas, como explica Pauline Schuyt, professora de direito criminal, a polícia mudou suas prioridades.

“Eles mudaram o foco das drogas para concentrar esforços no combate ao tráfico humano e ao terrorismo”, explica.

Juízes holandeses também vêm aplicando cada vez mais penas alternativas à prisão, como trabalhos comunitários, multas e monitoramento eletrônico.

Angeline van Dijk, do Serviço Penitenciário Holandês
Image captionAngeline van Dijk diz que o encarceiramento não é solução universal 

A diretora do serviço penitenciário da Holanda, Angeline van Dijk, diz que o encarceramento tem se tornado algo mais aplicado para casos de criminosos de alta periculosidade ou para detentos em situação vulnerável, que podem se beneficiar dos programas disponíveis.

“Às vezes é melhor que pessoas fiquem em seus empregos e suas famílias, e que cumpram a pena de outra forma”, explica Van Dijk.

“Como temos penas mais curtas e uma taxa de criminalidade em queda, isso está levando a celas vazias”.

Oficialmente, crimes caíram 25% na Holanda desde 2008, mas há quem alegue que isso é resultado de maiores problemas em registrar queixas – um efeito colateral do fechamento de delegacias, como parte de pacotes de cortes de gastos públicos.

 

Ex-diretora de prisão e hoje porta-voz para assuntos de Justiça do partido de oposição Apelo Democrático Cristão, Madeleine Van Toorenburg diz que a escassez de prisioneiros está ligada a uma espécie de impunidade.

“A polícia está sobrecarregada e não consegue lidar com seu trabalho. A resposta do governo é fechar prisões”, critica.

E agentes penitenciários tampouco se dizem satisfeitos com o que chamam de instabilidade profissional. Frans Carbo, líder sindical, diz que agentes estão frustrados e que a presente situação desestimula a renovação da força de trabalho.

“Os jovens não querem trabalhar no sistema penitenciário porque não há mais futuro na profissão. Você nunca sabe quando sua prisão será fechada”.

As prisões desativadas são normalmente convertidas em centros de triagem para refugiados e oferecem uma oportunidade de trabalho para guardas que perderam o emprego. Mas uma unidade nas imediações de Amsterdã foi convertida em um hotel de luxo.

Image captionPrisões desativadas foram convertidas em centros de triagem para refugiados

Outra solução encontrada pelo governo para lidar com celas ociosas foi alugar espaço para prisioneiros de países com problemas de lotação, como a vizinha Bélgica e a Noruega.

Norgerhaven, por exemplo, recebe prisioneiros noruegueses, a mesma nacionalidade do novo diretor da unidade Karl Hillesland. Mas os guardas são todos holandeses. O curioso é que o sistema penal norueguês é mais liberal que o holandês. Prisioneiros podem dar entrevistas e assistir aos DVDs que quiserem, porque o princípio básico é do da normalização – a vida na prisão deve ser o máximo possível parecida com a do mundo lá fora para ajudar a reintegração.

 

Image captionPrisões começaram a receber detentos “importados”

“Fazemos as coisas de maneiras diferentes. Aqui (na Holanda), tomamos ações disciplinares assim que um prisioneiro quebra as regras, ao passo que os noruegueses primeiro abrem inquérito e depois tomam providências. Esse estilo confundiu os guardas no começo”, diz Van der Spoel.

“Mas, no geral, compartilhamos os mesmos valores básicos sobre como administrar uma prisão”, diz Hillesland.

O diretor diz que alguns prisioneiros do sistema norueguês foram transferidos unilateralmente para a Holanda, mas que a maioria se voluntariou porque artigos como tabaco, por exemplo, são mais baratos na Holanda.

Image captionAntigo reformatório de Veenhuizen foi destino forçado de uma série de holandeses pobres

Mas a transferência criou problemas para parentes, que precisam custear do próprio bolso visitas à prisão – o que pode custar mais de R$ 2 mil em passagem aérea e acomodação. Por isso, Norgerhaven hoje contra com uma “sala de Skype”. Mas a maioria dos prisioneiros “importados” é composta de estrangeiros que jã não viam suas famílias em pessoas quando estavam atrás das grades na Noruega.

O operário polonês Michael é um exemplo. Ele usa a internet para ver a esposa e os quatro filhos, algo que não tinha na Noruega – os parentes estão na Polônia.

“Minha mulher está ocupada com a tarefa de cuidar das crianças e o trabalho. Então optei por vir para esta prisão para que não apenas ouvisse a voz da minha família. É difícil (controlar a emoção) depois de falar com eles, mas é melhor que nada”, explica Michael.

Veenhuizen também esconde um passado sombrio e bem menos progressista que o do atual sistema penitenciário: um reformatório que ficou conhecido como a “Sibéria Holandesa” e que foi usado para a internação forçada de mendigos, órfãos e outros marginalizados no século 19. E que funcionou até os anos 70.

De acordo com demógrafos, pelo menos um milhão dos 17 milhões de holandeses hoje vivos descende de alguém “exilado” em Veenhuizen.

Hoje, o prédio do reformatório abriga o Museu Penitenciário.