Justiça manda soltar presos em todo Brasil; Na Bahia, mais de 800 já foram soltos


Justiça manda soltar presos em todo Brasil; Na Bahia, mais de 800 já foram soltos 1

A polêmica envolvendo o covid-19 também virou uma pandemia. Grande parte da população não compreende porque juízes tem liberado presos de sua pena de isolamento e exigem que a população permaneça isolada. É que pela pandemia do novo coronavírus presos provisórios, idosos ou que tenham doenças crônicas severas sejam libertados das prisões para evitar o avanço da contaminação.

No Sul do país, já tiveram autorização para deixar a prisão nos últimos dez dias cerca de 4.500 presos. Na Bahia, outros 800, número que ainda vai aumentar.

As decisões dos magistrados têm seguido a recomendação 062/2020 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que indica a adoção de medidas em todo o país no sistema prisional para coibir o avanço do coronavírus.

A recomendação é de que, para reduzir riscos epidemiológicos, os juízes considerassem a reavaliação das prisões provisórias, priorizando mulheres gestantes, lactantes, mães ou responsáveis por criança de até 12 anos ou por pessoa com deficiência, assim como idosos, indígenas, pessoas com deficiência ou que se enquadrem no grupo de risco. No entanto, pelo grande número de liberados, ao que parece a soltura está sendo generalizada, indo muito além dos que deveriam ser avaliados com riscos em sua saúde.

Mais uma atitude que a população fica sem entender. População presa e presos soltos pela justiça. A própria justiça que vetou uma medida provisória do Governo Bolsonaro que tornava igrejas como serviço essencial para eventuais apoios durante a pandemia.

A medida de liberação de presos é defendida por aqueles que defendem o isolamento social da população, incluindo vários veículos da imprensa extremista e militantes da esquerda.

Com a medida, a população em geral manifesta outra preocupação: o perigo de que a atitude justiça possa ocorrer outra pandemia: a de crimes.

Por Folha do Brasil

 

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Governador do Acre desiste de seguir Bolsonaro após ouvir frase apavorante de Mandetta


Pressionado, governador do Acre iria seguir recomendação do presidente Jair Bolsonaro e “abrir tudo”, mas desistiu após telefonema com o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta: “Chame os donos das funerárias e mande eles se prepararem”

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (Imagem: Guilherme Mazui)

 

 

O Brasil vive hoje um dilema inglório no combate ao coronavírus. De um lado, governadores, prefeitos, cientistas, profissionais da saúde e autoridades sanitárias. Do outro, Jair Bolsonaro, seus filhos, Olavo de Carvalho e o chamado “rebanho”, cada vez mais reduzido a figuras extremas e autoritárias.

A princípio, todos os governadores do Brasil seguiram as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das principais pesquisas internacionais e adotaram medidas de isolamento para conter a propagação do coronavírus.

No entanto, o que se vê agora em algumas localidades é o afrouxamento dessas medidas por conta da pressão do presidente Jair Bolsonaro para priorizar a economia em detrimento à saúde.

Em Santa Catarina, o governador Comandante Moisés (PSL), aliado de Jair Bolsonaro, foi o primeiro a anunciar a retomada das atividades econômicas e serviços no estado, colocando fim ao isolamento social. A medida incluía a reabertura de academias, shoppings, bares e hotéis. Houve carreatas no estado que o pressionaram para essa direção.

Em um comunicado de última hora, o governador desistiu de encerrar a quarentena no estado e sinalizou que prorrogará as medidas de isolamento social, “para que o sistema de saúde esteja preparado para combater os efeitos do coronavírus em Santa Catarina”.

Em vídeo divulgado em seu perfil no Twitter, o governador afirma que “nada vale mais que uma vida humana”. Também diz que “a economia sofrerá”, mas “isso vai acontecer no mundo inteiro”.

No Acre, o governador Gladson Cameli (PP) passou as últimas noites refletindo sobre o que fazer. Em reunião com sua equipe, disse que a decisão prioritária é a de salvar vidas, mas se viu entrelaçado pela campanha de politização do coronavírus adotada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Um áudio divulgado pela TV Aldeia, sediada em Rio Branco (AC), revela que a decisão final do governador só aconteceu após uma conversa telefônica inquietante com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM).

“O que é que se vê? Uma politização. As pessoas querendo que o povo vá pra rua, inclusive o nosso presidente. Na sexta-feira, eu peguei o telefone e pedi uma audiência com ele. Eu ia sair de Rio Branco, chegar e dizer: ‘Então, presidente, eu vou seguir a sua orientação. Se é para abrir, então vamos abrir, mas está aqui: eu não tenho condições de arcar com as consequências’. Aí eu liguei para o ministro da Saúde. Ele disse: “não faça isso”. Eu ia, pois estou seguindo uma lógica. E eu quero compartilhar com vocês: se fizeram uma opção pela parte econômica, eu fiz opção por salvar vidas. Se eu estou certo ou estou errado, o tempo vai dizer. O que eu não quero é a consciência de que eu não fiz o meu papel, o meu dever”

O governador disse que Mandetta o orientou a chamar os donos das funerárias para dizer que se preparem. “Se o ministro me disse isso, eu vou fazer o quê? Eu vou dizer que o negócio é simples? Eu vou ser irresponsável? Não vou. Ele não é doido.” Com informações do Pragmatismo.

A reunião aconteceu a portas fechadas, mas alguém gravou e vazou o áudio:

 

Empresário de Santa Maria com Covid-19 faz apelo a comerciantes: ‘Não voltem a trabalhar nesta semana’


Empresário com Covid-19 faz apelo para que comerciantes não voltem às atividades

Empresário com Covid-19 faz apelo para que comerciantes não voltem às atividades

Um vídeo de um empresário recomendando que comerciantes não abram as portas na próxima semana, em Santa Maria, Região Central do Rio Grande do Sul, circulou na internet durante todo o fim de semana. Diagnosticado há cerca de 10 dias com Covid-19, Valnei Beltrame, de 57 anos, faz o alerta ainda do quarto do hospital.

“Estou virando o jogo, mas peço a todos os amigos proprietários de lojas: não voltem a trabalhar nesta semana. Prorroguem para o dia 6, para não se arrependerem depois.”

Beltrame conta que, nos últimos três dias, apresenta uma melhora contínua. Embora ainda durma com auxílio do respirador, já está com 95% de oxigênio no sangue — sendo que a saturação do pulmão chegou a cair a 88% — e não apresenta os sintomas que o fizeram internar no hospital no domingo passado (22).

Valnei Beltrame, de 57 anos, foi diagnosticado com Covid-19 e aguarda exame para ter alta de hospital em Santa Maria — Foto: Arquivo PessoalValnei Beltrame, de 57 anos, foi diagnosticado com Covid-19 e aguarda exame para ter alta de hospital em Santa Maria — Foto: Arquivo Pessoal

Valnei Beltrame, de 57 anos, foi diagnosticado com Covid-19 e aguarda exame para ter alta de hospital em Santa Maria — Foto: Arquivo Pessoal

“Na quarta (18) passei muito mal. Febre acima de 40ºC, falta de ar, o pulmão não estava funcionando. Foi bem complicado”, falou, por telefone, com a reportagem do G1.

Ele desconfia que possa ter contraído o coronavírus no Grenal da Libertadores da América, no dia 12 de março, pois esteve com os dirigentes gremistas testados positivamente para coronavírus. O primeiro sintoma, entretanto, só foi aparecer na semana seguinte. Começou com uma febre de 38ºC a 39ºC, mas avançou com severidade, o que obrigou a internação.

“Virava na cama, e as pessoas colocavam pano gelado no corpo e no rosto. É um negócio que não tem cura. Não se sabe o que tomar, o que dar. Se não tiver resultado, não tem plano B. Ela é silenciosa”, pontua.

Até o diagnóstico positivo para Covid-19, ele afirma que não ficava doente há bastante tempo.

“Não tenho nada. Pedalo 40 a 50 quilômetros, jogo futebol nos fins de semana. Tenho 57 anos, tem que ter alguns cuidados. Tomo remédio para pressão. Mas não sinto nada. Não entrava no hospital há muitos anos”, afirma.

Dono de lojas de material de construção, Beltrame diz que entende a necessidade de empresários em retomar o trabalho. Porém, alerta que as consequências de uma reabertura precoce do comércio sejam ainda piores.

“Tenho lido, e meus três médicos falam há mais de 15 dias, que o pico [da Covid-19 no Brasil] será nesta semana que entra. O ponto-chave em que a gente pode diminuir o impacto do vírus na sociedade. E vejo uma reação contrária dos meus colegas. Entendo, todos têm contas para pagar, e não são poucas! Mas como ele vai apertar a mão do colaborador na segunda e, na quarta, internar no hospital?”, questiona.

Ele deixa uma sugestão: mais uma semana de isolamento social total e retomada gradual, com metade do grupo, na semana seguinte.

“Uma semana não vai deixar ninguém muito mais pobre. Dá um tempinho, espera um pouquinho. Muitos me ligaram e disseram que tenho razão. Um ou outro disse que irá abrir. Eu disse que ele vai pagar o preço. Tomara que não aconteça nada. Mas tudo que estão falando está se confirmando”, conclui Beltrame.

Algumas cidades do Rio Grande do Sul flexibilizaram os decretos municipais e permitiram a abertura do comércio a partir da próxima semana, mesmo que a Organização Mundial da Saúde recomende o contrário. O governador Eduardo Leite voltou a afirmar que os municípios devem seguir as orientações estaduais de manutenção do isolamento.

A Federação das Associações de Municípios (Famurs) orienta que as prefeituras mantenham a quarentena até a flexibilização do governo do estado. Fonte:G1

Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infográfico / G1 Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infográfico / G1

Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infográfico / G1

 

Itália já tem mais de 6 mil profissionais de saúde contaminados com coronavírus


Além de 51 médicos que morreram enfrentando a doença, há relatos de enfermeiras que cometeram suicídio por estar com covid-19

Foto: Anpas/Fotos Públicas

Além de ser o país com mais número de mortes (10,8 mil, um terço das vítimas totais da pandemia), a Itália também é o país que tem mais casos de médicos e enfermeiras infectados e mortos pelo covid-19.

Segundo números do Ministério da Saúde da Itália, cerca de 6,4 mil profissionais da saúde já foram infectados pelo vírus, o que significa 8% do total de casos em todo o país.

A situação tem causado indignação em muitos profissionais. O médico Irven Mussi, publicou recentemente uma série de mensagens que trocou com seu colega Marcello Natali, que faleceu no começo deste mês, enfrentando a doença, e agregou a essa atitude um protesto contra o governo italiano. “O que está acontecendo não é por acaso. Fomos enviados para a guerra sem nenhuma proteção. Os soldados de infantaria pelo menos usam capacetes”.

Em entrevista ao Estadão, Mussi revelou que Natali não foi o único amigo que perdeu na batalha que ele e outros profissionais da saúde estão enfrentando contra a pandemia.

“Todos os dias somos informados de um colega que se foi. Na semana passada, morreram dois dentistas. Outro dia, perdi um primo e minha irmã está internada (…) Estamos com raiva. O governo nos abandonou, não nos forneceu dispositivos de proteção. Quisemos comprá-los com nosso dinheiro, mas as máscaras estavam em falta em todos os lugares”.

Outro drama que o país tem vivido é o das enfermeiras que se suicidaram por após serem contaminadas. Um desses casos é o de Daniela Trezzi, de 34 anos, que trabalhava em um hospital em Monza, uma das cidades com mais casos no país. Ela deu positivo em seu exame dias atrás, e não suportou a culpa por acha que havia infectado outras pessoas, e se matou.

Não foi o único caso: em Veneza, outra enfermeira também se suicidou, pelo menos motivo. A matéria do Estadão, assinada pela correspondente Janaína Cesar, também traz o relato de R., uma enfermeira italiana que explica essa situação. “Nessas condições de estresse, falta de pessoal e material, tenho medo de me contaminar e que eu contamine meu marido, que é do grupo de risco e está em casa”, conta a profissional da saúde.

Após 1 mês e 4 mil mortos, Milão reconhece erro de campanha contra isolamento


Foto: Claudio Furlan/LaPresse/DiaEsportivo/Folhapress

Um mês depois de lançar a campanha “Milano Non Si Ferma” (Milão Não Para), em 27 de fevereiro de 2020, autoridades italianas admitem agora que a estratégia foi um erro.

A campanha surgiu em plena pandemia da Covid-19 e viralizou nas redes sociais da Itália principalmente na região de Milão, onde teve, inclusive, o apoio do prefeito local, Giuseppe ‘Beppe’ Sala.

Ela recomendava que a população não adotasse mais o isolamento social e o confinamento. Também exaltava os “milagres” feitos todos os dias pelos cidadãos de Milão e seus “resultados econômicos importantes”.

“Porque, a cada dia, não temos medo. Milão não para”, dizia o vídeo.

Agora, o próprio prefeito milanês, Beppe Sala, admite: “Foi um erro. Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus”, disse aos jornalistas nesta quinta (26).

A Itália tem mais de 80 mil casos testados positivos para o vírus e mais de 7.000 mortes. Quando a campanha foi lançada, o país contabilizava 12 mortos.

Milão é a província mais atingida, com mais de 32,3 mil casos e 4.474 mortes, segundo balanço desta quinta.

Presidente do BB defende que população seja infectada o “quanto antes” para evitar quebra da economia


 

Presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, defendeu que a maior parte da população seja infectada “o quanto antes para que a economia volte a funcionar normalmente. Deixa essa gente trabalhar!”

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes
O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

“Lembro quando Roberto Campos, o avô, dizia: ‘a lógica, inventada pelos gregos no hemisfério Norte, não se aplica abaixo do Equador’. Não obstante, tentemos usar um pouco de lógica a partir de declarações médicas indicando que a epidemia só se extinguirá após atingida, e portanto imunizada, uma determinada parcela da população, digamos 70%. Ora, se isto é verdade, o que realmente importa é que os velhinhos e os já doentes estejam entre os 30% da população que não será contaminada pelo vírus. Afinal, são eles que demandam atendimento de UTIs e apresentam maior taxa de letalidade. Resolve-se o problema do pico de demanda por atendimento hospitalar e reduz-se o número de mortos. Quanto aos 70% da população que será infectada, melhor que que o seja o quanto antes para que a economia volte a funcionar normalmente. Deixa essa gente trabalhar!”Com informações do 247.

Bolsonaro usa Facebook para sabotar quarentena e compartilha VÍDEO de ex-apresentadora do Aqui Agora


Jair Bolsonaro compartilhou em seu Facebook um vídeo da ex-apresentadora do programa ‘Aqui Agora’, Liliane Ventura, em que ela reforça a tese do presidente sobre ser desnecessário frear o comércio e liberar ‘pessoas saudáveis’ e fora da zona de risco da quarentena.

Talvez Liliane não tenha visto, por exemplo, que a média  de idade dos pacientes em estado grave no Brasil está entre 47 anos e 50 anos, segundo uma pneumologista da Fiocruz, ou mesmo que, alguns casos de infecção de pessoas saudáveis, como o de um jovem de 26 anos, maratonista, estão sendo fatais.

Bolsonaro fez primeiro a postagem no Facebook e depois foi ao Twitter, que ainda não bloqueou mais esta iniciativa dele contra as orientações das autoridades sanitárias.Fonte :DCM

– Temos dois problemas que não podem ser dissociados: o vírus e o desemprego. Ambos devem ser tratados com responsabilidade.- O vírus está entre nós, infelizmente será fatal para alguns do grupo de risco.- Mas se o remédio para o vírus for demasiado terá como efeito colateral o desemprego, onde os danos serão muito mais desastrosos que a própria doença.

Posted by Jair Messias Bolsonaro on Monday, March 30, 2020

Venezuelanos ocupam rodoviária de Feira de Santana


Eles estão aguardando a abertura da rodoviária para seguirem viagem.
Venezuelanos ocupam rodoviária de Feira de Santana

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

 

Cerca de dez famílias venezuelanas estão ocupando o Terminal Rodoviário de Feira de Santana aguardando a abertura para seguirem viagem para Palmas (TO). O terminal está fechado desde a meia-noite do dia 19 de março em cumprimento a um decreto do Governo do Estado como forma de inibir a disseminação do novo coronavírus em Feira e em outras cidades que já apresentam casos confirmados, na Bahia.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

 

Segundo o comerciante Ivanildo de Souza, que tem um estabelecimento na rodoviária, eles estão recebendo cestas básicas e quentinhas de pessoas da comunidade e têm o apoio da Sinart, administradora do terminal. A empresa liberou os banheiros e permitiu a permanência dos venezuelanos.

“Vim aqui mesmo dá uma olhada, mas já estou fechando meu comércio. O dia a dia deles é deixar as crianças com as mulheres e sair para as ruas pedir alguma coisa. Não sei como conseguem porque não tem ninguém na rua. A Sinart manteve a segunda 24 horas no terminal e está tudo tranquilo”, disse o comerciante ao Acorda Cidade.Com informações do Acorda Cidade

Venezuelanos estenderam suas roupas na área externa do terminal (Fotos: Paulo José/Acorda Cidade)

 

Cronologia revela como Bolsonaro repete o discurso e os erros da Itália


Atitudes, declarações e cronologia dos fatos revelam que, se depender de Jair Bolsonaro, Brasil viverá catástrofe equivalente ou pior do que a italiana. Reportagem publicada há exatamente 1 mês mostra como o governo italiano fazia, naquela altura, tudo o que o presidente brasileiro está fazendo agora

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Uma reportagem do jornal El País publicada há exatamente um mês revela como, naquela altura, o governo italiano encarava a pandemia do coronavírus da mesma maneira com que Jair Bolsonaro trata o problema no Brasil atualmente.

Em 28 de fevereiro, quando a matéria foi publicada, a Itália registrava 17 mortes por coronavírus. Apesar dos alertas de infectologistas, da imprensa e de profissionais da saúde, o governo italiano estava preocupado com a “histeria exagerada” que o noticiário provocaria no turismo e na economia.

“Nossos filhos vão à escola e os turistas e investidores podem vir para a Itália com tranquilidade. Na Itália, passamos de um risco de epidemia para uma ‘infodemia’ de desinformação, que neste momento está afetando nosso fluxo de turistas, nossos negócios e todo o nosso sistema econômico”, comunicou o porta-voz do governo.

Poucas semanas depois, a Itália viveria um cenário de guerra, com mais de 700 mortos vítimas de coronavírus por dia, um sistema de saúde colapsado e caminhões do exército recolhendo corpos.

Apenas neste sábado (28/3), um mês após a publicação daquela matéria, a Itália registrou 889 novas mortes por coronavírus. O país tem o maior número de mortos no mundo por causa do vírus: são mais de 10 mil.

Itália demorou a agir

Prevendo o avanço da epidemia no país e com a falta de ações centralizadas do governo, prefeitos e governadores italianos, a exemplo do que ocorre no Brasil, tomaram atitudes individuais para tentar conter o surto de Covid-19. Decretos e regras mais restritivas eram impostas pelas regiões, mas anuladas pelo governo italiano.

Em 24 de fevereiro, o primeiro-ministro Giuseppe Conte suspendeu um decreto assinado pelo governador de Marche, região que até aquele momento não registrava casos de coronavírus, que previa o fechamento de escolas e a proibição de aglomerações.

O premiê italiano argumentou que este tipo de ação descentralizada “contribuía para gerar o caos”. O governador da Lombardia, Attilio Fontana, decretou o fechamento de bares e restaurantes, medida que também foi anulada pelo governo central do país. No Brasil, ações dos governos estaduais para conter a pandemia também foram anuladas por decretos presidenciais, sob a justificativa de que “a economia não pode parar”.

Foi só no dia 8 de março que a Itália decidiu isolar toda a região da Lombardia, responsável por parte importante da economia, em uma medida que afetou cerca de 16 milhões de pessoas. No dia seguinte, o isolamento foi estendido para todos os 60 milhões de habitantes do país que naquele momento já registrava mais de 9 mil casos e 400 mortes pelo novo coronavírus.

“Erramos”

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, aliado do primeiro-ministro Giuseppe Conte, reconheceu nesta quinta-feira (26/3) que errou ao apoiar a campanha “Milão não para”. A campanha foi lançada há exatamente um mês e estimulou os moradores da cidade a continuar as atividades econômicas e sociais, mesmo com a pandemia do novo coronavírus.

“Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título #MilãoNãoPara. Eram 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente errado”, reconheceu Giuseppe Sala, em entrevista a uma emissora italiana. “Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus, e aquele era o espírito. Trabalho sete dias por semana para fazer minha parte, e aceito as críticas”, afirmou.

A produção exibida exaltava os “milagres” feitos “todos os dias” pelos cidadãos de Milão e seus “ritmos impensáveis” e “resultados econômicos importantes”. “Porque, a cada dia, não temos medo. Milão não para”, afirmava o conteúdo expresso no vídeo.

No Brasil, o governo Bolsonaro lançou nesta semana a campanha “O Brasil não pode parar”. Os vídeos da peça publicitária começaram a circular na noite de quinta-feira (26) em contas do governo e de filhos do presidente.

Assim como a campanha italiana, a propaganda do governo brasileiro é uma ofensiva contra as medidas de isolamento implementadas pelos estados e estimula as pessoas a voltarem para as suas rotinas habituais de trabalho.

As ações do governo Bolsonaro contariam todas as recomendações das principais autoridades sanitárias do mundo e repetem, perigosamente, os mesmos equívocos cometidos pelo governo italiano. Do Pragmatismo.

 

Leitos de UTI estão 70% ocupados em 17 estados brasileiros


As piores situações são em Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais

[Leitos de UTI estão 70% ocupados em 17 estados brasileiros]
Foto : Marcello Casal jr/Agência Brasil

Em meio à pandemia de coronavírus, mais de 70% dos leitos estão ocupados em 17 unidades federativa no Brasil. O dado é de um levantamento do Ministério da Saúde, registrado em documento interno do último dia 27.

Os piores cenários são em Mato Grosso do Sul, que possui 90,8% dos leitos ocupados, Paraná (90%) e Minas Gerais (88,5%). Já as melhores são no Distrito Federal (59,1%), Amazonas (61%) e Acre (62%). Como um todo, a taxa brasileira é de 78%.

De acordo com O Globo, a pasta avalia que é necessária a criação de 1,6 mil leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mais de 22 mil leitos de enfermaria na primeira etapa de combate à Covid-19, nos próximos 30 dias.Com informações do Metro1.

Bolsonaro quebra quarentena, posta vídeo com ambulantes e volta a defender volta ao trabalho


Um carrasco falando pra uns tolos que não souberam perguntar o por que pede, (o presidente) não ajudar o povo a sair de casa, se ele mesmo, o cidadão que está assando um pedaço de carne diz que sabe que vai morrer de fome ou de vírus. O presidente sabe uma forma de morrer menos gente. E por que não fazer o que deve ser feito? Seria prazer da sua parte vê gente morrendo de “rodo”? Até aqui Café com Leite.

Jair Bolsonaro foi à cidade de Taguatinga (DF), defendeu a quebra da quarentena e voltou a fazer propaganda da cloroquina, medicamento cujos resultados ainda são incertos. No vídeo, o trabalhador diz que vai morrer de fome ou de vírus

(Foto: Reprodução)

Jair Bolsonaro foi à cidade de Taguatinga (DF) neste domingo (29), defendeu a quebra da quarentena e voltou a fazer propaganda da cloroquina, medicamento cujos resultados ainda são incrtos. No vídeo, o trabalhador diz que “vai morrer de fome ou de vírus”.

Neste sábado (28) Bolsonaro sofreu uma derrota. A justiça barrou a campanha “O Brasil não pode parar”, do Governo Federal,  que orientava a população a quebrar o isolamento e voltar aos seus postos de trabalho. A peça publicitária custou R$ 4, 8 milhões aos cofres públicos e não passou por licitação.

Em decisão publicada às 6h30 da manhã deste sábado (28/03), a juíza federal Laura Bastos Carvalho, respondendo pelo plantão judicial no Judiciário Federal do Rio de Janeiro determinou a suspensão da campanha que a família Bolsonaro e a Secretaria de Comunicação da Presidência da República estão promovendo defendendo a tese de que o “Brasil não pode parar”.

Na sua sentença, iniciada às 04h30 da madrugada de sábado (28) ela estipula como pena pela desobediência o pagamento de uma multa de R$ 100 mil por infração que vier a ser cometida. Fonte:247

Bolsonaro aposta no caos e estimula greve dos caminhoneiros


 

Jair Bolsonaro e caminhoneiros em greve

A economia brasileira está prestes a entrar em colapso. Recebi vídeos de caminhoneiros bolsonaristas, que ameaçam fechar estradas se o comércio não reabrir suas portas. Dizem eles que a classe média sairá às ruas por falta de alimentos e de produtos essenciais nas prateleiras.

Os caminhoneiros também alegam que estão trabalhando em condições precárias e que nos postos de gasolina não há banheiros limpos nem restaurantes funcionando adequadamente. Dizem que, se é para parar, eles também farão o mesmo e fecharão as estradas.

Isso indica que, desta vez, o Brasil poderá ter uma greve de caminhoneiros estimulada pelo governo para forçar a sociedade a voltar ao trabalho, a despeito dos riscos decorrentes da pandemia do coronavírus. Será totalmente diferente da anterior, que foi contra preços do diesel.

Em paralelo, o governo lança a campanha publicitária “O Brasil não pode parar”. Isso significa que Bolsonaro decidiu dobrar a aposta e partir para o tudo ou nada. De um lado, estimula caminhoneiros a parar. De outro, faz terrorismo contra a sociedade que deveria proteger.

Tivesse o Brasil um governo sério e comprometido com a saúde da população, teriam sido adotadas as medidas de isolamento recomendadas pelas autoridades sanitárias, renda mínima e um plano para garantir o abastecimento e condições de trabalho adequadas para os caminhoneiros.

Mas não é esse o projeto de Bolsonaro. Ele aposta no caos e na guerra de todos contra todos pela sobrevivência. O Brasil poderá viver em breve uma soma macabra: o caos sanitário e o colapso da economia. Uma crise retroalimentando a outra.

 

Bolsonaro usou codinome nos exames de coronavírus, diz jornalista


Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e o Hospital das Forças Armadas (HFA)

O jornalista Rodrigo Rangel, da revista Crusoé, afirmou nesta sexta-feira (27) que Jair Bolsonaro utilizou um codinome para fazer dois testes para o coronavírus, realizados nos dias 12 e 17 de março.

“O nome de Jair Bolsonaro jamais estará na lista de testes positivos ou negativos. As amostras de sangue dele seguiram para análise registradas com um codinome, por orientação da área de inteligência do governo”, afirmou Rangel pelo Twitter.

O Hospital das Forças Armadas, onde foram feitos os exames, apresentou uma lista de infectados com o novo coronavírus, mas omitiu os nomes de duas pessoas que testaram positivo. Segundo o jornalista Vicente Nunes, do Correio Braziliense, os nomes seriam os de Bolsonaro e da primeira-dama, Michelle Bolsonaro (leia mais no Brasil 247). 

Mulher tosse em mercado e local é obrigado a jogar fora R$ 175 mil em produtos


Cliente foi detida e fará teste para coronavírus

Um supermercado no estado da Pensilvânia (EUA) foi obrigado a descartar alimentos avaliados em R$ 175 mil após uma mulher tossir de propósito em cima dos produtos. na última quarta-feira (25)

O dono do supermercado Gerrity’s disse acreditar que a mulher tenha tentado fazer uma pegadinha.

“Estou revoltado com a perda de comida. Sempre é uma pena desperdiçar comida, mas, nestes momentos em que tantas pessoas estão preocupadas com a segurança do nosso suprimento de comida, é ainda mais perturbador”, disse Joe Fasula à emissora KDKA, afiliada da rede CBS.

Pegadinha ou não, todos alimentos foram para o lixo e as prateleiras tiveram que ser higienizadas imediatamente. A mulher, que não teve a identidade revelada, foi detida e levada para a realização de teste de coronavírus. Autoridades ainda não decidiram se vão indiciá-la. Com informações do Correio