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Bolsonaro determina que boletim de mortes pela Covid 19 seja divulgado só depois das 22 horas


Jair Bolsonaro e covas para mortos por coronavírus

O governo Jair Bolsonaro determinou que as divulgações de boletins epidemiológicos, com registros atualizados de casos confirmados e de óbitos decorrentes da Covid-19, sejam enviadas apenas às 22 horas, após a exibição de todos os telejornais com maior audiência no país. A informação é do portal Correio Braziliense.

Segundo uma fonte do alto escalão do governo, a decisão é permanente. A intenção de atrasar a entrega dos boletins existe desde que Luiz Henrique Mandetta estava à frente do Ministério da Saúde. mas o agora ex-ministro sempre havia se recusado a acatar a determinação.

A estratégia do Palácio do Planalto é evitar que os dados estejam disponíveis no horário dos telejornais noturnos, período de maior audiência nas redes de televisões brasileiras. A ordem estabelece que os dados sejam enviados à imprensa no final da noite, mesmo que os documentos já estejam prontos às 19 horas.

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Douglas Garcia é uma ameaça ao estado democrático de direito e agora terá de responder a mais um BO


De acordo a matéria publicada no DCM, um dos organizadores do ato pró-democracia na avenida Paulista, o estudante de História Danilo Araújo, conhecido como Danilo Pássaro, denunciou na noite desta quinta-feira o deputado estadual Douglas Garcia, de São Paulo, por montar e divulgar dossiê com seus dados pessoais e de centenas de outros antifascistas, apontados como se fossem alvos.

“A tentativa de intimidação por parte do deputado chorão, Douglas Garcia, não passará impune. Estou agora na Delegacia registrando um B.O contra aqueles que vazam dados e atentam contra a Democracia”, escreveu na rede social.

Membro da Gaviões da Fiel, Danilo já ajudou a promover dois atos na Paulista, em que foi aberta a faixa “Somos democracia”. Desde a primeira entrevista que deu ao DCM, há oito dias, sempre destacou o caráter pacífico das manifestações, e o objetivo tão-somente de ocupar o espaço nas ruas contra manifestantes de extrema direita que ameaçam o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e defendem a ditadura (intervenção militar com Jair Bolsonaro).

“Não queremos confronto, mas mostrar que os brasileiros não concordam com a ameaça de ditadura no país. Somos democracia”, disse ele.

O dossiê divulgado pelo deputado Douglas Garcia tem 999 páginas e circula na internet. Tem nomes, endereços e até telefones de brasileiros, além de fotos de rede social.

Apresenta nomes não só de moradores de São Paulo. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, o caso também pode parar na delegacia.

Em razão do registro na lista de oito nomes de moradores de Campo Grande, capital do Estado, o site MS Notícias questionou o Ministério Público do Estado sobre a ameaça incentivada pelo parlamentar paulista. Aguarda resposta.

A reportagem falou também com duas moradoras de Campo Grande que estão no documento. Ambas disseram que tinham sido avisadas por amigos de que estavam na lista, mas que não sabiam como recorrer às autoridades.

Segundo a criminalista e mestre em Direito Processual Penal Márcia Aleixo, a pessoas que se sentirem ameaçadas devem procurar uma delegacia, e registrar um Boletim de Ocorrência, como fez Danilo Pássaro em São Paulo.

A denúncia na polícia não exclui a possibilidade de uma ação indenizatória contra o deputado por danos morais.

Garcia é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo por uso de instalações e equipamentos públicos, no gabinete do parlamentar, para a propagação de fake news.

A apuração teve início após uma representação feita ao MP pelo deputado federal Junior Bozzella (PSL-SP), que alega ter sido vítima de ofensas em postagens na internet que teriam partido de computadores localizados no gabinete de Douglas Garcia na Assembleia Legislativa.

Garcia também é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no inquérito sobre a propagação de fake news, e teve computadores do gabinete apreendidos pela Polícia Federal na semana passada.

Foi citado na CPI das Fake News por ser um dos operadores do chamado gabinete do ódio.

Boletim de Ocorrência feito! Filtrando os antifas de outros Estados para encaminhar a deputados estaduais responsáveis para que tomem as devidas providências contra estes terroristas. Vamos criar uma rede de combate ao terrorismo! Meu próximo passo é levar meu B.O. e dossiê à PF.
Fonte desta matéria DCM
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Governo transfere R$ 83,9 milhões do Bolsa Família para a Secretaria de Comunicação pagar propagandas


Dinheiro: existem 2 formas de ficar rico; você sabe quais são ...

Portaria publicada na edição desta quinta-feira (4) do “Diário Oficial da União” informa que o governo transferiu R$ 83,9 milhões de recursos do programa Bolsa Família para a comunicação institucional do Palácio do Planalto.

Segundo a portaria, assinada pelo secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, o recurso seria destinado ao Bolsa Família na região Nordeste.

Segundo uma fonte do Ministério da Economia, a transferência se deu por uma demanda da Secretaria de Comunicação da Presidência da República para viabilizar campanhas publicitárias de caráter educativo, informativo e de orientação ao cidadão.

Em nota o ministério informou que para atender ao teto de gastos é preciso compensar a ampliação de uma despesa com a redução de outra e que a escolha da fonte de recursos foi motivada pela baixa execução do Bolsa Família, principalmente em razão do pagamento do auxílio emergencial.

O auxílio emergencial de R$ 600 é superior ao benefício médio do Bolsa Família (R$ 188,16 em março). Os beneficiários do Bolsa Família podem optar por receber o auxílio emergencial de R$ 600 se for mais mais vantajoso.

“Importante destacar que nenhum beneficiário do Programa Bolsa Família foi prejudicado no recebimento de seu benefício e, com a instituição do Auxílio Emergencial, a maioria teve benefícios superiores”, afirmou o Ministério da Economia.

A transferência de recursos para a Secretaria de Comunicação se dá em um momento em que governo e Congresso Nacional discutem a prorrogação do auxílio emergencial.

Originalmente, o auxílio emergencial será pago em três parcelas. A equipe econômica tem defendido uma prorrogação, mas com um valor menor. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), é favorável ao pagamento do auxílio no valor de R$ 600 por mais 60 dias.

Na tarde desta quinta-feira, a Secretaria de Comunicação da Presidência publicou a seguinte mensagem sobre o assunto em uma rede social:

Com informação do G1

 

Tacla Durán tem munição para implodir o que restou da credibilidade de Moro e Lava Jato. Por Joaquim de Carvalho Publicado por Joaquim de Carvalho


 

Matéria original no DCM

Na nota divulgada para contestar decisão de Augusto Aras de retomar negociações para delação premiada de Rodrigo Tacla Durán, os procuradores da Lava Jato em Curitiba mentiram.

No item 2 da nota, os procuradores sob coordenação de Deltan Dallagnol disseram que o advogado “alegou perante a Interpol que seus pedidos de prisão e de extradição teriam sido revogados, quando isso não era verdade.”

Essa alegação teria levado a Interpol, em 5 de julho de 2018, a desconsiderar a prisão preventiva decretada por Moro.

Na decisão que excluiu Tacla Durán do alerta vermelho, não há referência à suposta alegação de revogação dos pedidos de prisão e extradição no Brasil.

O texto em que a Interpol comunica a retirada do nome de Tacla Durán do seu sistema de alerta vermelho tem 12 páginas e apresenta os argumentos do advogado em uma síntese:

  1. Os procedimentos criminais que serviram de base para o alerta vermelho foram transferidos do Brasil para a Espanha;
  1. Não se espera que seu direito ao devido processo legal e suas garantias de um julgamento justo sejam respeitados no Brasil;
  1. A Espanha negou o pedido de extradição feito pelas autoridades brasileiras.

A Interpol analisou os três argumentos e deu razão à Tacla Durán, com base na evidência da parcialidade de Sergio Moro (o item B do resumo acima).

Essa parcialidade ficou caracterizada na entrevista de Moro ao Roda Viva, em que ele disse que Tacla Durán era “simplesmente um mentiroso”.

Como Moro poderia emitir essa opinião se nunca quis ouvir o ex-prestador de serviços da Odebrecht?

A defesa do ex-presidente Lula pediu seu depoimento, para demonstrar fraude nas provas juntadas pela Odebrecht, mas Moro negou.

“O juiz que presidia o caso negou repetidamente tais pedidos, afirmando que a palavra do requerente não poderia ser invocada, como ele é uma pessoa acusada de crimes e é um fugitivo internacional. Além disso, o juiz falou com a mídia sobre ele, afirmando que ele é um mentiroso, antecipando assim o seu julgamento sobre o Requerente”, relata a Interpol em sua decisão.

Para a Interpol, Tacla Durán apresentou evidências de que Moro antecipou juízo sobre ele, o que indica a violação do artigo 2 da Constituição da Interpol.

Esse artigo diz que a rede internacional de polícia segue a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que assegura o direito de todo cidadão a um julgamento justo.

Em sua nota, a Lava Jato também  não foi verdadeira ao dizer por que Tacla Durán exerceu seu direito ao silêncio na audiência perante as autoridades espanholas em novembro de 2017.

A pedido dos procuradores brasileiros, a Justiça da Espanha intimou Tacla Durán para uma audiência.

O advogado compareceu, mas os procuradores, não. Perguntado pelo juiz se gostaria de dar alguma declaração, Tacla Durán disse que não.

Preferia permanecer em silêncio.

Mas a razão é que não havia procuradores para fazer questionamentos.

Caso venha a se concretizar, a delação premiada de Tacla Durán pode esclarecer episódios nebulosos da Lava Jato que envolvem procuradores, advogados e o ex-juiz.

O advogado apareceu no noticiário internacional com uma entrevista-bomba para o jornal El País, em que fez revelações sobre como a Odebrecht corrompia autoridades em todo o mundo.

Depois, a jornalista Mônica Bergamo revelou que Tacla Durán havia postado na internet o que seria o capítulo 1 de um livro sobre sua atuação na Odebrecht e sobre as tratativas para uma delação premiada na Lava Jato.

No trecho mais contundente, apresentou a reprodução de uma conversa com o advogado Carlos Zucolotto Júnior, padrinho de casamento de Moro.

Nessa conversa, em maio de 2016, pelo aplicativo Wickr, Zucolotto pede 5 milhões de dólares para conseguir facilidades nos termos do acordo.

Cita a interlocução com DD, que seriam as iniciais de Deltan Dallagnol.

No dia seguinte à conversa, o Ministério Público Federal envia e-mail a Tacla Durán, confirmando itens que haviam sido conversados com Zucolotto.

Algumas semanas depois, Tacla Durán transfere para a conta de outro advogado, Marlus Arns, amigo de Rosângela Moro, 612 mil dólares —  o equivalente hoje 3,2 milhões de reais.

“Paguei para não ser preso”, disse Tacla Durán ao jornalista Jamil Chade, então no jornal O Estado de S. Paulo. O advogado apresentou o documento da transferência bancária.

Marlus Arns não quis se manifestar.

O que reforça a suspeita de que se tratava de propina para a Lava Jato é que, segundo Tacla Durán, não havia entre eles contrato de prestação de serviços nem procuração assinada.

O pagamento seria parte dos 5 milhões de dólares acertados com Zucolotto. Tacla Durán fez essa transferência, e nenhuma outra.

Quatro meses depois, quando já estava fora do Brasil, Moro tornou púbico seu pedido de prisão, com a deflagração da Operação Dragão.

Nos Estados Unidos, Tacla Durán não foi preso. Cidadão espanhol, ele viajou para Madri, e se hospedou no Hotel Intercontinental.

No dia 18 de novembro, foi preso e levado para o presídio Soto Del Real, onde permaneceu cerca de três meses.

Livre, respondeu a um processo de extradição solicitado pelo Brasil.

Na decisão de primeira instância, perdeu.

No recurso, teve a extradição negada, em decisão de caráter definitivo.

Em agosto de 2017, vem à tona o capítulo 1 do livro (que ainda não está concluído).

Em novembro de 2017, o DCM o encontrou em Madri e o entrevistou, oportunidade em que confirmou que apresentaria provas à CPI da JBS sobre o que considerou extorsão por parte Zucolotto.

Ao mesmo tempo, ele pediu à Interpol que cancelasse o alerta vermelho.

No primeiro pedido, perdeu.

Seis meses depois, fez novo pedido e apresentou novas evidências: a negativa de Moro em tomar seu depoimento nos processos de Lula, e a entrevista no Roda Viva em que o então juiz antecipou juízo sobre ele.

No ano passado, revelou a transferência bancária para Marlus Arns.

Tacla Durán tem mais munição, e está nas mãos de Augusto Aras a decisão de conhecer a verdade sobre a indústria da delação premiada que prosperou na Lava Jato.

 

Coopertai e a notícia que interessa aos viajantes


A Empresa Coopertai consegue na justiça o direito de viajar livremente por  linhas interestaduais, o que vai ser muito bom para os passageiros, uma vez que além do preço mais em conta, há também outras vantagens para quem viaja pela empresa.

Ônibus que fazem as linhas da Bahia para São Paulo

Café com Leite: O Presidente da associação Coopertai de todo Nordeste e Norte de Minas Gerais, o popular Theo da Coopertai, que é proprietário dos ónibus que fazem as linhas de Maracás, várias cidades do sudoeste e baixo Sul da Bahia para São Paulo e outras regiões, deu a notícia que acaba de ganhar na justiça o direito de fazer linhas interestaduais, o que será muito importante para a população que querem viajar em carros confortáveis.

Vale lembrar que os ônibus são de qualidade, bem como os motoristas, inclusive á receberam inúmeros elogios de passageiros que viajaram de São Paulo para a Bahia e vice versa.

Logo que todos ficarem livres da pandemia que afeta o país e o resto do mundo, será hora de cada um voltar para as suas terras, onde a Coopertai  estará de prontidão para levar cada um ao seu destino, em muitos casos, deixando na porta das suas residências.

WALTER SALLES: Um giro pelo Brasil e o mundo


Apesar de mais de 10 mil presos por causa de protesto nos EUA, movimento contra racismo segue forte

Oficiais da Guarda Nacional fazem barreira próximo à Casa Branca, em Washington - JONATHAN ERNST/REUTERS

Nos Estados Unidos da América o movimento segue em escala crescente, apesar de 10 mil presos após polícia ter ordem de prender manifestantes. A ação dos fardados podem atiçar ainda mais a revolta dos manifestantes, uma vez que o que aparenta estar acontecendo lá, é que aceitar ser humilhado e tratado com diferenciação  chegou no limite, onde nada mais assusta os manifestantes, que mostram ter perdido o medo dos homens de farda, do Coronavírus e até de morrer, onde o único objetivo é igualar direitos e forma de ser tratado com os brancos, o que é realmente um direito.

Nova Zelândia; 11 dias sem um único caso, mas medidas de distanciamento continua

Nova Zelândia: Jacinda Ardern, a primeira-ministra que calou bocas ...

Jacinda Ardern, primeira Ministra da Nova Zelândia

Enquanto no Brasil o presidente apenas diz que lamenta os mais de 30 mil mortes pelo Coronavírus, e veta mais de 8 bilhões e meio do recurso que seria destinado para combater a pandemia,  a Primeira Ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, está avaliando se deve relaxar as medidas de distanciamento social e permitir reuniões de pequenos grupos de pessoas, mesmo com o país não registrar nenhum caso novo de coronavírus há 11 dias. “Nossa estratégia de ir duro para sair cedo já deu certo”, disse a primeira-ministra. O país decidiu adotar uma quarentena restrita logo no início da pandemia.

Na verdade o país adotou o  lockdown logo no primeiro caso no país, por saber dos perigos e de como o vírus ia se alastrar pelo mundo. Conseguiu zerar os casos antes de atingir 30 mortes no seu país. A Nova Zelândia é um país rico de apenas 5 milhões de habitantes, e o seu sucesso no combate ao coronavírus e seu processo de retomada oferecem lições ao Brasil.

 

Governo brasileiro atrasa divulgação de número recorde de mortes pelo Coronavírus, nesta quarta feira 3 para não sair nos telejornais 

coronavírus mortes brasil

Nesta quarta feira 03 de Junho, o Ministério da Saúde deixou para divulgar o balanço do dia, referente a quantidade de pessoas que morreram em consequência de ter se contaminado com o Coronavírus com três horas de atraso, para que os telejornais não divulgassem o número recorde de 1349 vítimas. Essa é a notícia que circulou pelas redes sociais desta quinta feira 4.

Muito triste quando uma população se sente, de certa forma, órfã de cuidados de um presidente que ao invés de cuidar do seu povo, uma vez que ele é chamado de pai da dação, durante o tempo que estiver presidindo a Repúblida do seu país, está transmitindo ódio nos corações e, quando se pergunta o que ele acha das mortes em galope acelerado no Brasil, ele diz que lamenta, mas que morrer é o destino de todo mundo. Não se trata de fazer nenhuma crítica, mas sim, se trata de fatos que acontecem no Brasil.

Um pouco da história da África e a escravidão que nunca acabou nem lá e nem no Brasil

A história quase completa da escravidão no Brasil

A escravidão existe desde o início da história humana, mas só atingiu uma escala industrial quando colonos europeus levaram à força 12,5 milhões de africanos para a América. O resultado desse processo é que, pela primeira vez, a cor negra da pele se torna sinônimo de sujeito escravizado. As duas constatações estão no livro Escravidão, de Laurentino Gomes.

O escritor Laurentino Gomes, autor do livro 'Escravidão'

Leia o livro de Laurentino Gomes que fala da escravidão

“Tudo que fomos no passado”, diz o autor que segue o seu relato, “e o que somos hoje e que nós gostaríamos de ser no futuro tem a ver com a escravidão. Primeiro por uma razão estatística: o Brasil foi o maior território escravista da América, com quase 5 milhões de cativos africanos. Isso dá 40% do total de africanos escravizados que embarcaram para o Novo Mundo, estimado em 12,5 milhões. Foi o país que mais tempo demorou para acabar com o tráfico negreiro, com a Lei Eusébio de Queirós, em 1850.

Depois de muito tempo, como relatei na primeira matéria sobre o movimento negro no EUA, a grande família negra decidiu que não aguenta mais ser tratada como sub humanos.

O presidente da Fundação Palmares, no Brasil, Sergio Camargo, que também é negro e que foi nomeado por Bolsonaro, disse, numa entrevista à Folha de São Paulo, que o Movimento dos Negros no Brasil é a escória da nação brasileira. Estaria bem representados por esse cidadão os negros brasileiros, que juntamente com os índios são responsáveis por quase todas as raças do Brasil?

Walter Salles é fundador do Jornal Café com Leite impresso desde 1989 e agora é criador e editor do Café com Leite Notícias digital, desde 2012.

 

Bolsonaro veta R$ 8,6 bi de fundo do BC para combate ao coronavírus


Projeto aprovado pelo Congresso previa a extinção do Fundo de Reserva Monetária, mantido Banco Central, e a destinação dos recursos para o enfrentamento da pandemia. Mas Bolsonaro vetou todos os dispositivos que vinculavam o uso do dinheiro à batalha contra o coronavírus.

 

Agência Senado – Jair Bolsonaro sancionou com vetos uma lei que poderia liberar R$ 8,6 bilhões para estados, Distrito Federal e municípios comprarem equipamentos e materiais de combate à covid-19. O projeto original aprovado pelo Congresso Nacional previa a extinção do Fundo de Reserva Monetária, mantido Banco Central, e a destinação dos recursos para o enfrentamento da pandemia. Mas Bolsonaro vetou todos os dispositivos que vinculavam o uso do dinheiro à batalha contra o coronavírus.

O Fundo de Reserva Monetária foi criado em 1966 para que o Banco Central tivesse uma reserva para atuar nos mercados de câmbio e de títulos. O fundo está inativo desde 1988 e foi considerado irregular pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No ano passado, o Poder Executivo editou uma medida provisória (MP 909/2019) que liberava os recursos para o pagamento da dívida pública de estados e municípios. Mas um projeto de lei de conversão aprovado em maio pelo Congresso (PLV 10/2020) mudou essa destinação para o combate à covid-19.

A Lei 14.007, de 2020, foi publicada na edição desta quarta-feira (3) do Diário Oficial da União. De acordo com o texto, os títulos que compõem as reservas monetárias serão cancelados pelo Tesouro Nacional. Os valores relativos a saldos residuais de contratos habitacionais vinculados ao Fundo de Reserva Monetária serão extintos pela Caixa Econômica Federal.

Vetos

Jair Bolsonaro vetou o dispositivo segundo o qual os recursos do fundo seriam transferidos para a conta única da União e destinados integralmente a estados, Distrito Federal e municípios “para a aquisição de materiais de prevenção à propagação da covid-19”. Outro ponto barrado pelo presidente previa o repasse de metade dos recursos para estados e Distrito Federal e a outra metade para os municípios. Pelo texto aprovado pelos parlamentares e vetado pelo Poder Executivo, o rateio deveria considerar, ainda que não exclusivamente, o número de casos observados de covid-19 em cada ente da Federação.

Bolsonaro barrou também o ponto segundo o qual estados, Distrito Federal e municípios só poderiam receber os recursos para aquisição de materiais se observassem protocolos de atendimento e demais regras estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o enfrentamento da pandemia. Outro dispositivo vetado previa que os valores de todas as contratações ou aquisições realizadas com o dinheiro do Fundo de Reserva Monetária deveriam ser publicados na internet.

Nas razões dos vetos enviadas ao Congresso Nacional, Jair Bolsonaro afirma que, ao alterar a destinação final dos recursos por meio de emenda parlamentar, o projeto de lei de conversão “inova e veicula matéria diversa do ato original, em violação aos princípios da reserva legal e do poder geral de emenda”. “Ademais, o projeto cria despesa obrigatória ao Poder Público, ausente ainda o demonstrativo do respectivo impacto orçamentário e financeiro no exercício corrente e nos dois subsequentes”, afirma o presidente.

Com informação do 247

 

Teste de vacina de Oxford contra Covid-19 contará com 2 mil voluntários brasileiros


Imagem retirada de vídeo mostra voluntário recebendo injeção durante teste de vacina experimental de Covid-19 realizado pela Universidade de Oxford, em 25 de abril — Foto: University of Oxford via AP

Imagem retirada de vídeo mostra voluntário recebendo injeção durante teste de vacina experimental de Covid-19 realizado pela Universidade de Oxford, em 25 de abril — Foto: University of Oxford via AP

Dois mil brasileiros participarão dos testes para vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford. A estratégia faz parte de um plano de desenvolvimento global, e o Brasil será o primeiro país fora do Reino Unido a começar a testar a eficácia da imunização contra o Sars CoV-2.

O procedimento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o apoio do Ministério da Saúde. Em São Paulo, os testes serão feitos em mil voluntários e conduzidos pelo Centro de Referência para Imunológicos Especiais (Crie) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A Fundação Lemann está financiando a estrutura médica e os equipamentos da operação.

Os voluntários serão pessoas na linha de frente do combate ao coronavírus, com uma chance maior de exposição ao Sars CoV-2. Eles também não podem ter sido infectados em outra ocasião. Os resultados serão importantes para conhecer a segurança da vacina.

Testes já começaram no Reino Unido

Com a previsão otimista de ficar pronta ainda em 2020, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford ofereceu proteção em um estudo pequeno com seis macacos, resultado que levou ao início de testes em humanos no final de abril.

Em humanos, os testes têm apenas 50% de chance de sucesso. Adrian Hill, diretor do Jenner Institute de Oxford, que se associou à farmacêutica AstraZeneca para desenvolver a vacina, disse que os resultados da fase atual, envolvendo milhares de voluntários, podem não garantir que a imunização seja eficaz e pede cautela.

A vacina já está sendo aplicada em 10 mil voluntários no Reino Unido. A dificuldade para provar a possível eficácia está no fato de os cientistas dependerem da continuidade da circulação do vírus entre a população para que os voluntários sejam expostos ao coronavírus Sars-Cov-2.

Reino Unido programa testes em humanos de vacina para Covid-19

Doutora pelo Instituto Butantan, a cientista Daniela Ferreira coordena um dos centros que testa a vacina de Oxford e trabalha para que o esforço não seja em vão e termine arquivado nos fundos dos freezers de laboratórios.

“É uma situação um pouco bizarra, porque você quer que o coronavírus desapareça, não quer que as infecções continuem”, diz a chefe do departamento de ciências clínicas da Escola de Medicina Tropical de Liverpool.

Outras vacinas em andamento

Relatório publicado no site da Organização Mundial de Saúde (OMS) com dados até esta terça-feira (2) mostra que estão em desenvolvimento pelo menos 133 candidatas a vacina, sendo que dez delas estão na fase clínica, ou seja, sendo testadas em humanos.

Embora os estudos avancem em todo o planeta, muitos especialistas acreditam que a vacina não estará disponível em 2020. Projeções otimistas falam num prazo de 12 a 18 meses, que já seria recorde. A vacina mais rápida já criada, a da caxumba, levou pelo menos quatro anos para ficar pronta.

Outra hipótese contra a qual todos os pesquisadores lutam é a de que uma vacina efetiva e segura nunca seja encontrada. O vírus do HIV, que causa a Aids, é conhecido há cerca de 30 anos, mas suas constantes mutações nunca permitiram uma vacina.

“Está todo mundo muito otimista, mas estudo de vacina é algo muito complicado. A maioria deles para na fase 3, de testes clínicos, pelos problemas que aparecem. É importante discutir essa possibilidade (de não se ter uma vacina)”, admite Álvaro Furtado Costa, médico infectologista do HC-FMUSP.

Gustavo Cabral, imunologista que lidera um estudo na USP e no Incor concorda: “A vacina é o melhor caminho profilático (preventivo), mas não é o único caminho, há também os tratamentos. Para o HIV não há vacina e as pessoas que têm o vírus podem ter uma vida normal. Sabemos que aproximadamente 80% das pessoas infectadas com o Sars-CoV-2 não desenvolvem a Covid-19 ou têm sintomas leves. O problema são os outros 20% e o risco de fatalidade, hoje de 6%. Mas há centenas de estudos sobre medicamentos neste momento”, disse.

Leia matéria completa no G1

Não há revoltas como essas desde a morte de Luther King, segundo ativista americano. Por Lu Sudré


Martin Luther King Jr. Foto: Wikimedia Commons

 

Publicado originalmente no site Brasil de Fato

POR LU SUDRÉ

Em entrevista ao Brasil de Fato, Nino Brown declara que os Estados Unidos “criou uma tempestade que não pode controlar” – Foto: Michael Ciaglo/ Getty Images via AFP

Mesmo com as ameaças feitas pelo presidente Donald Trump, que declarou que chamaria as forças armadas para “dominar as ruas” contra os protestos antirracistas que inflamam os Estados Unidos, manifestações e ações diretas continuaram a acontecer pelo sétimo dia em diversas cidades do país.

Apesar do toque de recolher determinado em mais de 40 cidades, atos públicos e danos ao patrimônio foram registrados nesta segunda (1º), assim como conflitos entre os ativistas e forças policiais. Lojas e restaurantes foram fechados. Estabelecimentos de grandes marcas foram saqueados e incendiados.

A mobilização que acontece em nível internacional contra a violência policial é uma reação ao assassinato de George Floyd, um homem negro de 40 anos que morreu ao ser asfixiado por um policial no dia 25 de maio.

Após pressão popular, Derek Chauvin, o policial que sufocou a vítima com o joelho e pressionou seu rosto contra o asfalto por mais de 8 minutos, foi detido dias depois do crime e responderá por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Os outros três policiais que participaram da ação ainda estão sob investigação.

Em entrevista ao Brasil de Fato, Nino Brown, ativista da coalizão Answer, siglas para Act Now to Stop War and End Racism (Agir agora para parar a guerra e acabar com racismo, em português), afirma que não há revoltas tão massivas e intensas nos Estados Unidos desde o assassinato de Martin Luther King Jr., em 1968.

“Os protestos nos mostram que há uma consciência negra e radical que está acordando em todo o país. Mas também, em geral, uma consciência revolucionária e radical da classe trabalhadora que está se espalhando pelos Estados Unidos”, analisa Brown.

A revolta está no ar, as pessoas não têm mais medo. Elas estão contra-atacando

Para o ativista, o toque de recolher e as ameaças do presidente são ineficazes frente à potência do movimento antirracista, que tende a se intensificar.

“Entrará para a história. As revoltas ainda não acabaram. Temos muitos dias pela frente. A polícia continua matando pessoas. Agora, enquanto estamos falando nesse exato momento, eles continuam brutalizando pessoas. E as condições só irão piorar”.

Brown ressalta que os impactos da pandemia do novo coronavírus aprofundam a convulsão social do país, mas que, ainda assim, a população continuará em protesto contra o racismo fundante da sociedade estadunidense, mesmo com a repressão nas ruas e ameças do presidente.

“A revolta está no ar, as pessoas não têm mais medo. Elas estão contra-atacando”, endossa o também integrante do Party 

Confira a entrevista com o ativista na íntegra. 

Brasil de Fato – O que a brutal morte de George Floyd e os protestos em reação ao assassinato nos mostram sobre a sociedade americana e como a polícia atua no país?

Nino Brown – O que os protestos estão nos mostrando, primeiramente, é que o governo dos Estados Unidos é tão racista que não pode e não quer ao menos punir seus próprios policiais.

O que é interessante sobre esses protestos é que muitas pessoas da classe trabalhadora estão deixando seus medos de lado e realmente começando a lutar contra isso. Em 75 cidades em todo o país houve revoltas. Não vimos revoltas como essas desde 1968, quando Dr. King (Martin Luther King Jr.) foi assassinado.

Vimos uma crescente revolta em 2014, em Ferguson, mas nada tão difundido e nesse nível de intensidade. Os protestos revelam que os Estados Unidos está mais interessado no policiamento e opressão de pessoas negras, cobrindo crimes de seus policiais, do que simplesmente fazer justiça.

E porque o governo americano não quer fazer isso, não pode fazer isso, muitas pessoas estão percebendo que não têm nada a perder a não ser suas correntes.

E impressiona que esse movimento tenha tanto corpo mesmo em meio à pandemia. 

A própria pandemia é um exemplo de racismo e supremacia branca nesse país. O coronavírus só desmascarou o chamado “democrático” Estados Unidos. As mais de 100 mil mortes ocorreram, predominantemente, entre negros, latinos e outras populações não brancas que moram aqui.

Nós vimos como a Guarda Nacional foi e está mobilizada, como a polícia também está mobilizada, de forma rápida, para reprimir [os protestos]. Mas o Estado não se mobilizou de forma rápida para curar as pessoas afetadas pelo coronavírus. Isso é o que precisamos saber sobre a sociedade americana.

Como você avalia as manifestações? Alguns atos são mais radicalizados e chamam atenção em todo o mundo. E há tempos não vemos insurgências como essas. 

Eu me solidarizo 100% a todos os protestos, em todo o país, em todo o mundo. Os protestos nos mostram que há uma consciência, uma consciência negra e radical, que está acordando em todo o país. Mas também, em geral, uma consciência revolucionária e radical  da classe trabalhadora que está se espalhando pelos Estados Unidos.

Os protestos são multinacionais, mas claramente ancorados e fundamentados na classe trabalhadora negra. E é isso que realmente está guiando essa luta pra frente. Um papel de liderança.

O que estamos vendo nos últimos dias é que os protestos estão se espalhando e não estão recuando, apesar do Estado, apesar da opressão. Isso é um ponto importante.

Não é fácil para as pessoas encararem um Estado cruel durante uma pandemia, enquanto a polícia está jogando gás lacrimogêneo, e outros projéteis que podem exacerbar qualquer condição pré-existente que se tenha.

Acreditamos que os protestos devem continuar, crescer de forma massiva. O movimento deve afinar suas demandas políticas. Obviamente, justiça para George Floyd, mas não só para ele. Justiça para os últimos 500 anos de opressão. Vamos continuar lutando até conseguirmos.

Você citou a questão da resposta do Estado à mobilização, mas queria retomar o assunto. Os manifestantes estão sendo reprimidos de forma contínua. O que isso representa nesse momento?

Representa o fracasso da sociedade americana de dar Justiça para as pessoas negras. Eles não têm solução política, não têm solução econômica e social para nós. Depois de 1865, quando a Guerra Civil acabou e a população negra fugiu das plantações onde era escravizada, nossa vida é muito menos valiosa para a classe dominante.

Eles querem nos ver completamente oprimidos e deixados de lado. O jeito que o Estado está tratando: “isso é o Antifa”, “são agitadores de fora”, é para tirar nossas liberdades civis, para tirar nossos direitos civis básicos, que já são fragilizados.

Quando a polícia reprimiu os atos em Minneapolis, eles estabeleceram o tom que seria para o resto da Nação. Acho que o Estado criou uma tempestade que não pode controlar.

Muitas cidades decretaram toque de recolher e ainda assim as pessoas continuaram nas ruas. Trump autorizou o uso das Forças Armadas para conter os protestos e fez uma série de ameaças que não amedrontaram as pessoas.

Sabemos que, historicamente, quando há repressão, haverá resistência. As pessoas não poderão continuar oprimidas pra sempre. Esses toques de recolher, adotados em mais de 40 cidades, número que provavelmente deve aumentar, tem se provado completamente ineficazes.

O Estado deve prender esses policiais assassinos. Não há nada que eles possam fazer para reverter o fato que eles não estão atuando para dar justiça para a família de George Floyd. Todos os policiais envolvidos são cúmplices.

Mais protestos estão sendo marcados para essa semana e em todo o país. Claramente os toques de recolher não estão funcionando. O problema não é o toque de recolher, é a injustiça e o fracasso de simplesmente garantir que esses policiais assassinos estejam presos.

Você mencionou que os protestos tem protagonismo da classe trabalhadora negra. Mas eles também são multirraciais, certo? Negros, latinos e brancos estão nas ruas juntos?

É algo lindo de se ver. A classe trabalhadora multinacional e multirracial junto, lado a lado. Em Atlanta, onde o escritório da CNN foi ocupado, vimos bandeiras mexicanas, a bandeira do movimento negro nacional sendo hasteada. Em New Jersey, em Nova York, Los Angeles, diversos grupos e o MST estão se juntando contra o terror policial.

Estamos vemos diferentes formas de união daqueles que estão na base da sociedade. São os 99%. Temos negros, brancos, latinos nas ruas todas as noites.

Eu queria sublinhar que, principalmente, a classe negra trabalhadora tem proporcionado uma liderança chave nesse movimento. Isso tem sido respeitado e é uma lição que temos aprendido na última década de luta, mostrando que vidas negras importam.

Aqui no Brasil tivemos um protesto no Rio de Janeiro, e outras manifestações foram registradas em Londres, em Berlim e outros países. Quão importante é que a atenção mundial esteja voltada para essa questão agora?

É muito importante. Primeiramente porque a mídia mainstream tenta enquadrar o problema da opressão aos negros como um fenômeno americano. E sabemos que isso não é verdade. As pessoas negras são oprimidas em todo o mundo onde existem, resultado do imperialismo.

As pessoas negras existem nesse país como uma colônia doméstica. Uma nação dentro de outra nação, da forma que os palestinos existem. Como os caxemires existem.

Nós não nos identificamos, não é prudente nos identificar com essa nação opressora e dizer: “Somos americanos”. Se fossemos americanos, não estaremos vivendo o inferno que vivemos agora.

Somos parte do sul global. Somos parte das pessoas que são colonizadas globalmente no Brasil, na Ásia, na África, na Austrália, em todo o mundo.

O fato de que essa luta está se espalhando ao redor do planeta mostra, primeiramente, que nossos ancestrais, pessoas pobres, da classe trabalhadora e colonizadas, são os mesmos. E, em segundo lugar, que a pandemia e o sistema mostra que não é um problema de um país isolado. É problema de um sistema capitalista global que nasceu baseado no racismo e no genocídio.

As pessoas estão reconhecendo isso. Apenas quando derrotarmos esse sistema internacionalmente, podemos ter justiça de verdade.

Há diferença de tratamento por parte dos policiais entre pessoas negras e brancas que estão protestando nesse momento?

Desde que os Estados Unidos foi fundado como país. Desde 1700, quando os Estados Unidos empregaram homens brancos para policiar e escravizar pessoas negras. Por centenas de anos, há essa lógica de que qualquer pessoa branca, seja um policial ou não, qualquer homem branco, tem autoridade e legitimidade para agir com violência contra pessoas negras.

Há um link histórico com quando esse país foi fundado. Pensaram: “Não temos tantas pessoas para capturar negros. Vamos armar homens brancos para que se tornem parte de nosso Estado supremacista branco”.

Vimos protestos em Michigan, Kentucky, Carolina do Norte, onde pessoas brancas armadas estão protestando, pedindo que o comércio seja reaberto, assim como o governo. Conscientes do fato de que são trabalhadores negros e latinos que estão morrendo em sua maioria, são a maior taxa de óbitos.

Reabrir a economia realmente significa reabrir os portões do inferno para nossa população. Nos jogar diretamente no fogo, só para que eles possam ter um corte de cabelo, para que possam ter vidas normais.

Os Estados Unidos são bem similar ao Brasil. Ambos temos presidentes cruéis, que estimulam esses racistas a agirem com violência contra as pessoas negras, contra indígenas. Não há diferença, além das particularidades culturais e de língua.

Qual o papel das pessoas brancas em meio dessa convulsão social antirracista?

As questões dos papéis são respondidas pela história. O papel histórico de brancos progressistas e radicais nesse país tem sido rejeitar alianças com opressores, rejeitando lealdade a branquitude, dizendo: “vou cortar as amarras políticas que tenho com a classe dominante, com a supremacia branca”, intencionalmente, e não apenas em palavras mas em ações, como John Brown fez.

John Brown sacrificou sua vida para libertar escravos africanos. Esse é o tipo de solidariedade que precisamos das pessoas brancas hoje. Que coloquem seus corpos, suas mentes e corações nessa luta. Muitas pessoas usam a expressão aliados, e como revolucionário, eu rejeito esse conceito de aliados. Eu preciso de companheiros.

Eu preciso de pessoas que esteja nessa luta porque precisam ser livres. Eles não estão lutando pela minha liberdade, eles também precisam ser libertados. Não é um favor que me fazem. Eu não preciso de favores, preciso de solidariedade. As pessoas brancas precisam se dar conta desse fato, internalizar isso, reconhecer que eles devem destruir o sistema. Oprimir e colonizar as pessoas faz parte desse espiral.

Se não querem participar dele, devem estar do lado certo da história e se juntar ao proletariado global.

Tem circulado aqui no Brasil, fotos de pessoas brancas que fizeram barreiras entre os policiais e ativistas negros que estavam nas manifestações. Isso realmente está acontecendo nas manifestações ou é algo isolado?

Eu diria que é cada vez mais comum. Não acontece em todos os lugares, cada cidade é diferente. Talvez em algumas cidades maiores, onde há mais histórico de lutas e solidariedade multinacional.

Mas, em algumas instâncias, essa tática tem se mostrado um pouco infantilizante, do tipo “precisamos de pessoas brancas para nos proteger”. O que me faz voltar ao que disse antes: Não precisamos de protetores. Precisamos de camaradas. De pessoas que lutem conosco, ombro a ombro. Essas pessoas precisam dar um passo atrás e pegar nos braços das pessoas negras e outras populações não brancas;

O que acontece é que eles [brancos] não podem nos proteger. É muito dependente deles. Nós precisamos construir nosso próprio poder com a solidariedade deles.

Acredita que a ofensiva de Trump contra os manifestantes irá continuar?

Estamos em um ano presidencial, acho que isso conta muito. A legitimidade e reputação dele está em jogo, levando em conta o fracasso contra a covid-19. O fracassos do chamado “presos e contrapesos” nesse país. E recessão econômica. Também o fato que cada vez mais os jovens estão voltados para o socialismo e Trump tem feito uma campanha inteiramente reprimindo o socialismo. Dizendo que a América nunca será um país socialista, ridicularizando Bernie Sanders.

Ele disse que vai identificar Antifa como uma organização terrorista mas Antifa é a palavra encurtada para antifascista. É um guarda chuva que inclui todos aqueles que odeiam o fascismo, não é uma organização.


Donald Trump classificou protestos como “terrorismo doméstico” / AFP

Isso é um indicativo de que Trump está tentando agradar e fomentar a sua base dizendo para culparem os radicais, as pessoas de fora, a esquerda radical, os socialistas e anarquistas. “Não é o fato de que eu estou fazendo uma má gestão essa crise econômica e essa crise de saúde pública. Vou culpar outras pessoas”.

Isso também é mantido pelo fato de que Joe Biden não está sendo visto em lugar nenhum. O candidato do partido democrata não tem destaque. O que é muito emblemático em relação ao partido em tempos como eles, eles estão calados, em silêncio, ou tentando desradicalizar o movimento e redirecioná-lo a outra forma, para legitimar sua classe política.

Eu acho que Trump continuará tentando nos calar. Sua legitimidade está em jogo, é um ano de eleição, isso se tivermos eleição. Para Trump, todos os problemas parecem um prego porque a única ferramenta que ele tem é um martelo.

Qual a perspectiva para o movimento negro nos Estados Unidos com essa mobilização? Os protestos irão crescer ainda mais?

Ainda é cedo para dizer, citando até mesmo a revolta em Ferguson em 2014, aconteceu em ondas. O primeiro protesto durou 12 dias consecutivos. Depois desses 12 dias, houve um período e depois outra semana de protestos. A polícia matou outra pessoa, e aí os protestos se estenderam. A revolta de Ferguson veio em ondas e estamos no sexto dia de protestos no país. Se continuar, assim como os protestos de Ferguson, vamos ter uma massivo crescimento de consciência política. O espaço político estará mais aberto para ideias radicais em meio ao coronavírus.

O The New York Times fez um artigo dizendo: todos são socialistas agora. Porque as pessoas precisam de renda pra viver durante a covid-19. Precisam de casas pra viver. Precisam de acesso à saúde. Tudo isso está se acentuando na mente das pessoas.


Ativistas em Minneapolis continuam em protesto, uma semana após o assassinato de George Floyd / Foto: Chandan Kandam/AFP

Elas estão pensam: “Há milhões de pessoas desempregadas nesse país. O governo está falhando, o presidente está enganando as pessoas”. Todas as armadilhas democráticas e máscaras estão caindo.

Penso que estamos em tempos animadores porque a revolta está no ar, as pessoas não têm mais medo. Elas estão contra-atacando. A perspectiva é esperançosa. Mas ainda temos que nos preparar para ela. Como revolucionários, temos que nos preparar.

Não é uma mudança espontânea mas mudanças progressivas. Temos que nos preparar.

Como a classe média estadunidense está recebendo esses atos mais radicalizados?

A classe média dos Estados Unidos é muito vasta e complexa. Temos a classe média que tem vivido uma descensão social, os padrões de vida tem caído muito. Como eles não possuem consciência política, eles culpam a comunidade imigrante, culpam os negros, culpam as pessoas oprimidas no geral.

São os mesmos homens brancos armados que protestaram [a favor da reabertura econômica]. Grande parte deles é da classe média. Historicamente, o fascismo tem base na classe média.

O fascismo não é um movimento da classe trabalhadora e sim das classes médias.

Temos também a classe média branca e liberal, que rapidamente diz: “Vidas negras importam”, “Nós apoiamos pessoas negras”, mas quando se trata de fundamentalmente mudar esse país, quando se trata de dar verdadeiro poder político para a população negra, é quando essa classe média branca liberal e recua e busca o establishment novamente. Como o partido democrata.

E por último, há os negros da classe média. E como eles não poderiam apoiar as revoltas? A maioria da classe trabalhadora desse país é negra.

Então eles estão se colocando contra a violência policial, contra o racismo, mas também procuram por ganhar mais segurança econômica e social, se acomodando com o sistema capitalista. Estão entre essas duas posições.

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Manifestações estão sendo reprimidas continuamente nos Estados Unidos / Foto: Roberto Schimitd/AFP

Para nós, a classe trabalhadora é a única que pode definir a temperatura, ser a base do movimento. Se a classe trabalhadora está organizada, a classe média pode absorver elementos progressivos. Mas se não estamos organizados para agregá-los, eles irão, provavelmente, virarem-se ao fascismo, pro reformismo ou liberalismo.

Essa insurgência entrará para a história? Trará resultados futuros?

Absolutamente. Sempre nos lembramos de 1968. Sempre nos lembramos da Revolta de Ferguson, um histórico e importante movimento da população negra. A história está sendo feita. Haverá uma luta pela narrativa, levando em conta que movimentos liberais vão tentar se inserir no movimento e darem uma narrativa a partir da perspectiva deles, a partir de suas perspectivas liberais.

Entrará para a história. As rebeliões ainda não acabaram. Temos muitos dias pela frente. A polícia continua matando pessoas. Agora, enquanto estamos falando nesse exato momento, eles continuam brutalizando pessoas. E as condições só irão piorar.

A história está sendo feita. E muitas pessoas devem vir para o lado certo da história. Serão anos cruciais. O século 21 mudou como vemos o mundo: Depois dos 11 de setembro, as coisas nunca foram as mesmas. Depois da crise econômica global de 2008, as coisas nunca mais foram as mesmas. E agora, com o coronavírus, não há mais o normal. O normal foi jogado pela janela. Tudo derreteu e virou ar.

Fonte DCM.

Moro é rejeitado em movimentos pela democracia anti-Bolsonaro


O passado do Moro lhe condena. Todos os brasileiros sabem que o principal articulador e que “mexeu nos pauzinhos” para acontecer tudo como aconteceu, inclusive o governo parar nas mãos de Bolsonaro, foi o Moro através de uma prisão proposital do Lula. Depois, por terem se desentendido dentro da ‘arapuca’ de ambos, (digo ele e Bolsonaro), aconteceu o racha.  Com isso, o Moro quer se juntar ao movimento a favor da democracia. “Só que aqui não. Vá formar seu movimento sozinho”, dizem os ante fascistas que vêm crescendo a cada movimento.  Até aqui Café com Leite Notícias 
Sérgio Moro. Foto: AFP

Da Coluna Painel de Camila Mattoso na Folha de S.Paulo.

(…)

Os critérios para definir quem pode participar dos movimentos da sociedade civil criados em defesa da democracia estão gerando debates dentro dos grupos. Ainda que se disponham a congregar pessoas de múltiplos pontos do espectro ideológico, há diferenças que podem ser irreconciliáveis. No caso do ‘Juntos pela Democracia’, diz-se que a porta está quase totalmente aberta. “Entrarão todos, menos os fascistas. Moro, fora. É o limite”, diz o jornalista Juca Kfouri, um dos articuladores.

(…)

No “Basta”, que reúne juristas e advogados, Moro também não seria bem recebido. “Natural que exista constrangimento com a adesão de algumas pessoas. Estas mesmas figuras são responsáveis diretas por parte importante das mazelas do país”, diz o advogado Marco Aurélio Carvalho, um dos articuladores do manifesto.

(…)

 “Não se pode esquecer que o bolsonarismo é filho legítimo da Lava Jato e do golpe de 2016”, completa. A presença da assinatura do ex-procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da Lava Jato, quase fez com que o advogado Carlos de Almeida Castro, o Kakay, retirasse seu apoio, como mostrou a coluna de Mônica Bergamo.

# O “Somos 70%”, inspirado em resultado de pesquisa do Datafolha, foi criado pelo economista Eduardo Moreira e disseminou-se de forma descentralizada nas redes sociais. Por esse caráter difuso, Moro teria mais facilidade em se juntar ao clube: bastaria publicar a hashtag do movimento em seu perfil.

(…)

 “Essa é a diferença do Somos 70%. Não é um movimento com dono, não escolhe as pessoas. As pessoas que o escolhem”, diz Moreira. “Qualquer um que esteja contra o governo faz parte. É uma constatação. Não tem lista nem veto”, completa.

Imagens mostram envolvidos em agressão contra médica que tentou acabar com “festa do coronavírus” no Rio


Ticyana Azambuja foi espancada até desmaiar por um PM e pelo menos outras quatro pessoas. Ela atua na linha frente do combate à doença e não conseguia dormir por conta da festa.

Imagens de uma câmera de segurança revelaram para a Polícia Civil parte dos envolvidos na agressão contra a médica Ticyana Azambuja, no último sábado (30). A profissional, que atua na linha de frente do combate ao coronavírus, foi espancada até desmaiar ao tentar acabar com uma festa no vizinho. O caso aconteceu no Grajaú, zona norte do Rio.

A polícia já conseguiu identificar um dos suspeitos das agressões contra a médica. Trata-se de Luiz Eduardo Salgueiro, policial militar que teve o vidro do carro quebrado por Ticyana.

Segundo a médica, as festas em uma casa na rua onde mora, que fica ao lado de um batalhão do corpo de Bombeiros, são frequentes e duram até três dias seguidos. Apesar das reclamações dos vizinhos, a polícia nunca havia estado no local.

No sábado, quando teria mais um plantão noturno, Ticyana não conseguia dormir por conta do barulho. Com isso, foi até a casa e, “num ato de exaustão e desespero, quebrei o retrovisor e trinquei o para-brisas de um dos carros parados irregularmente na calçada, de um dos frequentadores da festa”.

Nas fotos obtidas pela polícia, é possível ver um homem carregando a médica enquanto outra homem e uma mulher seguem os dois. As imagens também mostram pessoas separando uma briga entre frequentadores da festa e vizinhos.

“Me seguraram, me enforcaram, até que eu desmaiei. Eles me jogaram na rua, me chutaram. Quando eu acordei, eu estava uma bota em cima do meu tórax e eles falando que iriam me matar, que era para pegar o carro porque eles iriam esconder o meu corpo”, contou a profissional de saúde.

Confira as imagens:

 

Filha do Queiroz posta mensagem de professora antifascista: agora só falta revelar podres de Bolsonaro


Do Globo:

A personal trainer Nathália Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, mostrou nas redes que já não tem tanta afinidade com o presidente Jair Bolsonaro.

Na manhã desta terça, ela compartilhou em seus stories de uma rede social uma imagem com a mensagem “professora antifacista”, que vem sendo usada por pessoas contrárias a Bolsonaro e seus apoiadores. Essa não é a primeira “alfinetada” de Nathália no governo. Em abril, ela republicou nas suas redes um post do MBL (Movimento Brasil Livre) que elogiava o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que tinha acabado de ser demitido.

A personal trainer foi assessora de Flávio Bolsonaro de 2007 até 2016 e depois foi lotada no gabinete do então deputado Jair Bolsonaro, até outubro de 2018, na Câmara dos Deputados. No mesmo período, porém, ela dava treinos para atores como Bruna Marquezine e Bruno Gagliasso. Fonte DCM

 

 

Empresário insulta PM: “Merda, ganha R$ 1 mil por mês. Eu ganho R$ 300 mil”


Polícia Militar foi a área luxuosa de SP após ocorrência de violência contra mulher: “Aqui é Alphaville, mano”, disse o homem, mas foi preso.

O empresário Ivan Storel, de 49 anos, foi preso na sexta-feira (29/05), no Condomínio Alphaville, bairro nobre localizado em Santana do Parnaíba, em São Paulo, após agredir verbalmente e ameaçar a esposa. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar no local, os soldados foram desacatados e também sofreram ameaças do homem.

“Você é um bosta. É um merda de um PM que ganha R$ 1 mil por mês, eu ganho R$ 300 mil por mês. Quero que você se foda, seu lixo do caralho. Você não me conhece. Você pode ser macho na periferia, mas aqui você é um bosta. Aqui é Alphaville, mano”, disse Storel a um policial militar que tentava se aproximar. O empresário se recusava a conversar com o agente.

De acordo com a PM, a própria esposa do empresário acionou a corporação após uma briga entre o casal.

“Não pisa na minha calçada, não pisa na minha rua. Eu vou te chutar na cara, filho da puta”, berrava o empresário.

O PM solicitou reforço ao Comando de Grupo Patrulha, que, ao chegar no condomínio, prendeu Storel. Ele foi conduzido para a Delegacia de Defesa da Mulher.

No local, o caso foi registrado como desacato, desobediência, ameaça, injúria e violência doméstica, mas o empresário foi liberado para voltar para casa.

Com informação do Metrópoles.

 

Prefeitura de Salvador prorroga até 15 de junho suspensão de aulas e outras medidas


Segue não autorizada a abertura de academias, salões de beleza, restaurantes, entre outros

[Prefeitura de Salvador prorroga até 15 de junho suspensão de aulas e outras medidas]
Foto : Valter Pontes/Secom

A Prefeitura de Salvador prorrogou até o dia 15 de junho as medidas gerais de combate à disseminação do coronavírus na cidade. Entre as atividades suspensas, estão as aulas nas redes municipal e particular de ensino.

Shoppings e centros comerciais seguem proibidos de funcionar, exceto por meio do modelo drive-thru. Além disso, continua não autorizada a abertura de academias, cinemas, teatros, parques privados, clubes sociais, recreativos e esportivos, praias, comércio de rua acima de 200 m², casas de show e espetáculos, boates e danceterias e salões de beleza.

Lojas de conveniência, bares, restaurantes e lanchonetes podem funcionar apenas por retirada no local ou delivery. Há ainda limitação de aglomerações a até 50 pessoas e proibição de emissão sonora em lugares públicos ou estabelecimentos privados.  Fonte:Metro1

 

GOLPE DO CARTEIRO EM JOÃO PESSOA: Funcionário dos Correios é suspeito de roubar quase R$500 mil em correspondências e encomendas


Grandes quantias de dinheiro vivo e diversos eletrônicos foram encontrados na casa do servidor

Após um servidor da Empresa de Correios e Telégrafos de João Pessoa ser preso na última sexta-feira(29) sob suspeitas de desviar até meio milhão de reais em itens de clientes, a empresa se pronunciou sobre o caso. Os Correios disse por meio de uma nota divulgada neste sábado(30) que um processo administrativo interno será aberto para investigar a conduta do servidor.

“Os Correios ratificam seu compromisso com a ética, a integridade e a transparência e reafirmam que a atitude do empregado não condiz com as práticas da empresa”, afirmou a empresa. Na nota a ECT também afirmou que está colaborando com os trabalhos da Polícia Civil.

A Empresa de Correios e Telégrafos confirmou que abrirá um processo administrativo

O servidor foi preso em João Pessoa na última sexta-feira e em sua casa foram encontradas grandes quantias de dinheiro e diversos aparelhos eletrônicos. A Polícia Civil suspeita que os desvios praticados pelo homem possam atingir a casa de R$ 500 mil.

Desdobramentos

O homem responderá por peculato, quando um funcionário público se apropria de bens públicos ou de quem utiliza serviços públicos. Os itens e os valores que foram apreendidos na residência do servidor serão encaminhados para a justiça após serem devidamente periciados.