PGR pede ao Supremo para manter Geddel preso e sugere pena de 80 anos


Ex-ministro de Temer é réu no caso dos R$ 51 milhões encontrados em malas de dinheiro em um apartamento em Salvador (BA). Geddel está preso desde 2017 na Papuda, em Brasília.

Geddel Vieira Lima (MDB-BA), ex-ministro da Secretaria de Governo — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters/ArquivoGeddel Vieira Lima (MDB-BA), ex-ministro da Secretaria de Governo — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters/Arquivo

Geddel Vieira Lima (MDB-BA), ex-ministro da Secretaria de Governo — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters/Arquivo

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu nesta quarta-feira (9) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) preso. A PGR também sugeriu que ele seja condenado a 80 anos de reclusão.

Raquel Dodge apresentou os pedidos ao entregar as alegações finais no processo relacionado aos R$ 51 milhões encontrados em malas de dinheiro em um apartamento em Salvador (BA) em 2017.

Agora, a defesa dos réus no processo também deve apresentar as alegações finais. Depois disso, a ação estará pronta para julgamento pela Segunda Turma do STF, o que pode ocorrer ainda no primeiro semestre.

Após a PGR entregar as alegações finais, o advogado de Geddel, Gamil Foppel, divulgou uma nota na qual disse lamentar que o Ministério Público tenha “ignorado” todas as provas produzidas na instrução processual e ofereça alegações finais “lastreadas em vazias afirmações não comprovadas” e em elementos de prova “marcados por flagrante ilicitude”.

“Serão oferecidas tempestivamente alegações finais pela defesa, que aguarda seja proferido acórdão absolutório, haja vista a inexistência de elementos mínimos de prova que permitam uma condenação. A defesa confia na imparcialidade do Judiciário, cuja analise será feita unicamente pelo que consta do processo o que, certamente, levará à absolvição”, acrescentou Foppel na nota.

Raquel Dodge pede manutenção da prisão de Geddel e pena de 80 anos

Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), os R$ 51 milhões têm como possíveis origens: propinas da construtora Odebrecht; repasses do operador financeiro Lúcio Funaro; e desvios de políticos do MDB.

Além de Geddel, são réus no caso o deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), irmão do ex-ministro, e Marluce Vieira Lima, mãe dos dois. Eles foram acusados pelo Ministério Público Federal de terem cometido os crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A defesa de Geddel Vieira Lima pediu ao Supremo que determine a soltura do ex-ministro sob o argumento de que já houve o fim da instrução processual (fase em que são coletadas provas e ouvidas testemunhas). O pedido ainda não foi analisado.

Ministro da Secretaria de Governo de maio a novembro de 2016, no governo Michel Temer, Geddel está preso desde 2017 no presídio da Papuda, em Brasília.

Segundo Raquel Dodge, há risco de fuga e cometimento de novos crimes, pois Geddel “já deu mostras suficientes do que, em liberdade, é capaz de fazer para colocar em risco a ordem pública e vulnerar a aplicação da lei penal”. G1.

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Do jeito que vai, capital político de Bolsonaro não dura seis meses’, diz Ciro


Ciro

Segundo o Estadão, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) criticou o governo do presidente Jair Bolsonaro, terceiro colocado nas eleições presidenciais de 2018, ao qual atribuiu um “potencial de confusão enorme”, em referência ao fato de ter desmentido que iria aumentar o IOF. “Do jeito que vai, o capital político de Bolsonaro não dura seis meses”, afirmou Ciro em entrevista dada à rádio Assunção, de Fortaleza.

Ciro Gomes também criticou o governo, disse que o presidente é “refém do Paulo Guedes”, ministro da Economia, a quem atribuiu “uma visão equivocada da questão estratégica da economia brasileira”, e que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foi um “juiz exibicionista”. Ciro ainda criticou a condução de Onyx Lorenzoni na Casa Civil e duvidou da continuidade do ministro no governo: “O Onyx não vai permanecer”.

O PT também foi alvo das críticas de Ciro, que diz que fará oposição a Bolsonaro, mas “respeitando a democracia”. Ciro defendeu  a candidatura de Tasso Jereissati (PSDB-CE) à presidência do Senado, em oposição a Renan Calheiros (MDB-AL), e criticou um possível apoio do PT ao senador alagoano. Para Ciro, o PT “vai reeleger Renan” a despeito das críticas do partido a ele. A fonte que forneceu conteúdo foi o DCM.

Ministro da Defesa defende regras diferenciadas para militares na Previdência


Azevedo e Silva discursou na cerimônia de troca de comando da Marinha. Ministro disse que ‘peculiaridades’ da carreira de militar fundamentam ‘necessidade de um regime diferenciado’.

 

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, durante discurso em cerimônia de troca de comando da Marinha na manhã desta quarta (9) em Brasília. — Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, durante discurso em cerimônia de troca de comando da Marinha na manhã desta quarta (9) em Brasília. — Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

De acordo a matéria publicada no G1, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse nesta quarta-feira (9) que as “peculiaridades” da carreira de militar fundamentam a “necessidade de um regime diferenciado” de previdência para a categoria.

Azevedo e Silva discursou na cerimônia de troca de comando da Marinha nesta manhã em Brasília. Na cerimônia desta quarta, o almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior assumiu a Marinha no lugar do também almirante de esquadra Eduardo Leal Ferreira.

O ministro destacou o papel de Leal Ferreira nas discussões sobre a inclusão de militares na reforma da Previdência durante o governo de Michel Temer. Segundo ele, os militares têm “sistema de proteção social” e não um regime previdenciário.

“Diante das discussões sobre a reforma do sistema de proteção social dos militares foi incansável no esforço de comunicar as peculiaridades da nossa profissão, que as diferenciam das demais, fundamentando a necessidade de um regime diferenciado, visando assegurar o adequado amparo social aos militares das forças armadas e seus dependentes”, afirmou o ministro.

Após a cerimônia, o novo comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, disse concordar com a posição do Ministério da Defesa sobre um regime diferenciado para militares.

“A posição da Marinha é a posição do ministério da Defesa. Não temos previdência, nós temos um sistema de proteção social dos militares. É impróprio mencionar a palavra previdência do ponto de vista técnico”, disse Ilques.

Como justificativa “para a diferenciação”, o comandante ressaltou as especificidades da carreira, como a prontidão e a boa saúde física.

O presidente Jair Bolsonaro (ao centro), o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva (à dir.), e o vice-presidente, Hamilton Mourão (à esq.), ao lado dos almirantes da Marinha em solenidade em Brasília — Foto: Marcos Corrêa/Presidência da RepúblicaO presidente Jair Bolsonaro (ao centro), o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva (à dir.), e o vice-presidente, Hamilton Mourão (à esq.), ao lado dos almirantes da Marinha em solenidade em Brasília — Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

O presidente Jair Bolsonaro (ao centro), o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva (à dir.), e o vice-presidente, Hamilton Mourão (à esq.), ao lado dos almirantes da Marinha em solenidade em Brasília — Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

Durante o governo Temer, chegou a ser avaliada a inclusão dos militares na reforma da Previdência ou o posterior envio de um projeto específico sobre o tema ao Congresso Nacional. Uma das possibilidades era estabelecer uma idade mínima para a aposentadoria de militares. Atualmente, a categoria pode se aposentar depois de 30 anos de serviço.

O governo de Jair Bolsonaro ainda não se manifestou oficialmente sobre os militares na reforma previdenciária em análise.

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou no ano passado que a reforma de Bolsonaro teria mudanças em relação aos militares.

Sobre uma eventual fixação e uma idade mínima para os militares, o comandante da Marinha “pediu cuidado” na análise do assunto.

“Temos que verificar isso com cuidado. Não sei se é adequado, razoável, exequível”, afirmou.

Três guerras

No discurso após assumir o comando, o almirante Ilques afirmou que o Brasil esteve ao lado dos EUA em “três guerras mundiais”.

Questionado sobre qual seria a terceira guerra (a Primeira Guerra mundial durou de 1914 a 1918 e a Segunda Guerra de 1939 a 1945), ele explicou que se referia à “Guerra Fria”.

“Durante a Guerra Fria, nós estávamos de um lado. Então, foram essas três menções. Nós somos o mundo ocidental. Então esse é o ponto de vista da Marinha”, afirmou.

A Guerra Fria durou de 1947 a 1991, período após a Segunda Guerra em que o mundo estava dividido entre os Estados Unidos (EUA) e da União Soviética (URSS).

Ilques defendeu a necessidade de manter laços de “amizade” com diferentes países, entre os quais, EUA, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha e Portugal.

‘Cheque não caiu na minha conta’: marchinha de Carnaval ironiza o caso Queiroz


Publicado em 9 janeiro, 2019 4:55 pm

Da Rede Brasil Atual

 

“O cheque não caiu na minha conta/ Eu não tinha tempo pra sacar/ Mandei pôr na conta da Michelle/ Pra depois a grana rachar.” É assim que a marchinha de Carnaval intitulada Micheque Bolsonaro ironiza o caso de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), envolvendo movimentação financeira considerada suspeita pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ele movimentou R$ 1,2 milhão no período que vai de 1º de janeiro de 2016 a 31 de janeiro de 2017.

A marchinha, de autor ainda não divulgado, também brinca com os eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Eu era a esperança/ Dessa grande nação/ Enganei meus eleitores e ganhei a eleição”, canta.

(…)

Essa não é a primeira marchinha sobre o caso. A Marchinha do Laranja, que também não divulgou o autor, traz a dúvida: Cadê o Queiroz?. “Eu também quero ganhar esse cargo raro/ Ser motorista da família Bolsonaro/ Já imaginou se um motorista qualquer/ Deposita uma grana na conta da tua mulher”, diz a música.

Em 2018, Bolsonaro já foi tema no carnaval. Nas ruas de Belo Horizonte, o bloco Orquestra Royal lançou a Bolsomico, que criticava o então pré-candidato. 

“Tem que ter QI de mico/ Pra ficar lambendo bota de de milico/ Cérebro de periquito/ Pra chamar esse boçal de mito”, diziam alguns versos, acompanhado do refrão: “É melhor Jair, Jair embora, sair correndo para a aula de história”.

Ouça Micheque Bolsonaro:

 

Emoção na formatura do ex-cortador de cana que virou médico, no Nordeste.


Emoção na formatura do ex-cortador de cana que virou médico, no Nordeste.

Jonas Lopes da Silva, 30, cortou cana dos 7 aos 15 anos de idade e acaba de colar grau em Medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE). No Teatro Guararapes, em Olinda.

A difícil  trajetória enfrentada por Jonas até conseguir o diploma foi reconhecida por seus colegas em uma homenagem. Ele foi aplaudido pelos outros formandos durante a colação.

“Não existem vidas comuns. Apesar de termos tantos milagres hoje a contar, a turma 95 escolheu um desses milagres para receber o grau (de médico) em nome de todos nós. Antes de ser estudante de Medicina ele lutou contra a exploração de mão de obra infantil nas usinas de cana-de-açúcar no interior de Pernambuco”, disse a oradora da turma Débora Lima.

Em três carros, os pais, os irmãos, cunhados, primos e tios foram prestigiar a conquista do rapaz.

Jonas trabalhava com a mãe cortando e limpando cana-de-açúcar nos engenhos da cidade de Joaquim Nabuco, na Zona da Mata pernambucana, onde mora com sua família.

“Foi um tempo difícil. Meu pai é pedreiro, somos sete filhos. Ele viajava para outros Estados para arrumar trabalho, enquanto minha mãe cuidava da gente. Se não trabalhássemos, não havia o que comer”, conta Jonas em entrevista ao Jornal do Commercio.

A dificuldade financeira não era motivo para que ele e seus irmãos fossem estimulados a estudar.

“Não sou melhor nem pior que ninguém. Apenas corri atrás do que sonhava”, enfatiza Jonas.

Fonte: O Povo Online

VÍDEO: motorista de Caxias do Sul é preso no PR após 63 km de manobras perigosa


Divulgação / PRF
Policiais precisaram conter motorista que resistiu à prisão, após abordagem na BR-116, em CuritibaDivulgação / PRF

Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu em flagrante um motorista de caminhão de Caxias do Sul que dirigia fazendo manobras perigosas na BR-116, entre Curitiba (PR) e São Paulo (SP), na tarde de terça-feira (8). Segundo a PRF, o homem de 23 anos estava sob efeito de cocaína.

 

A prisão ocorreu em Campina Grande do Sul, município da região metropolitana de Curitiba. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia da cidade e detido sob fiança de R$ 8 mil. O caminhão ficou retido no pátio da PRF.

O incidente começou por volta das 12h20min, quando a equipe da PRF que fazia ronda pela rodovia Régis Bittencourt, na pista sentido Curitiba-São Paulo, na altura do km 25, percebeu que diversos motoristas apontavam na direção de um caminhão que transitava mais à frente, no mesmo sentido.

Conforme a PRF, o caminhão, um Ford Cargo, transitava em zigue-zague e ameaçava os demais motoristas que trafegavam pela rodovia. O condutor realizava mudanças de faixa repentinas, forçando os outros veículos a frear ou sair de pista para evitar uma colisão.

Quando a viatura da PRF se aproximou, foi alvo das mesmas manobras por parte do caminhoneiro, que desobedeceu às ordens de parada. Um vídeo feito pelos policiais mostra o caminhão obstruindo a passagem da viatura. Dezesseis quilômetros à frente, ele fez o retorno e seguiu na direção de Curitiba.

Os policiais rodoviários federais afirmaram que efetuaram disparos na direção dos pneus do caminhão para parar o veículo, devido ao risco iminente de o caminhoneiro provocar um acidente. Mesmo com cinco pneus perfurados, o motorista seguiu em fuga, totalizando 63 quilômetros. Alguns dos pneus se desmancharam por completo, e as rodas se arrastavam no asfalto.

 

Com apoio de um helicóptero, de outros policiais rodoviários federais e equipes da Polícia Militar, foi montada uma barreira em frente à Unidade Operacional Taquari, no km 56 da rodovia. Quando avistou o bloqueio, o caminhoneiro ainda tentou fazer o retorno e acessar a pista contrária, mas acabou parando sobre o canteiro central.

Durante a abordagem, segundo os policiais, o motorista se recusou a sair da cabine e resistiu à prisão de forma agressiva, se debatendo, chutando e tentando agredir os agentes. Foram necessários seis policiais para contê-lo e algemá-lo.

O motorista responderá pelos crimes de conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada por substância psicoativa que determine dependência, direção perigosa, desobediência e resistência à prisão.

Aos policiais rodoviários federais, o homem admitiu ser usuário de cocaína há cerca de dois anos. Dentro da cabine, sob uma folha de papel, foi localizada uma pequena quantidade de substância análoga à cocaína. O homem transportava uma carga de batatas. Ele havia saído do Rio Grande do Sul com destino a São Paulo (SP). Conforme a PRF, o homem estava fora de si e alegou que alguém estaria tentando roubá-lo.

Além dos enquadramentos criminais, o motorista ainda foi autuado por sete infrações de trânsito: dirigir sob efeito de substância psicoativa, dirigir ameaçando os demais veículos, deixar de dar passagem à viatura policial, transitar em acostamento, demonstrar manobra perigosa, transitar sobre marcas de canalização e não portar documento obrigatório. Gaúchazh.

O homem mais rico do mundo, anuncia no Twitter que vai se divorciar


Casados há 25 anos, Mackenzie e Jeff Bezos – um dos casais mais poderosos do mundo – vão se divorciar. O anúncio foi feito pelo próprio fundador e CEO da Amazon, atualmente o homem mais rico do mundo, em sua conta oficial no Twitter. “Gostaríamos de deixar todos a par de algo que aconteceu em nossas vidas”, o bilionário postou. “Como nossa família e amigos mais próximos já sabem, depois de um longo período de exploração amorosa e separação sentimental, decidimos nos divorciar e nos tornar apenas amigos”. Mackenzie, que é escritora e teve quatro filhos com Bezos, co-assina a declaração.

Bezos é dono de 16% da Amazon, que fundou em 1994 graças a um empréstimo que conseguiu levantar com seus pais e com o apoio irrestrito de Mackenzie. É bastante provável que ela fique com uma parte da fortuna dele, que é estimada em US$ 136,3 bilhões (R$ 502,8 bilhões), apesar de que tudo indica que os dois não pretendem brigar na justiça por causa de dinheiro. (Por Anderson Antunes) Glamurama.

Promoção do filho de Mourão causa revolta entre funcionários do BB – inclusive os bolsonaristas. Por Carlos Fernandes


Para quem não sabe da notícia, até porque a mídia aberta que temos hoje não mostra o que convém ao povo brasileiro, mas sim o que convém com o que está dentro de um acordo firmado, o filho do vice-presidente Hamilton Mourão, Antonio Hamilton Rossell Mourão, acaba de ser indicado para assessor do presidente do BB, com um salário que chega perto de 40 mil Reais. Antes esse rapaz ganhava 12 mil em outro emprego. Nesse caso o salto foi grande, mas tem deixado outras pessoas do próprio BB revoltadas.

A coisa está mais ou menos assim, imaginemos uma moeda, que de um lado tem o número, o valor, e do outro lado uma imagem. Se a gente não virar a moeda ou ela tiver colada, nunca saberemos como será o outro lado. As notícias da mídia tradicional mostra apenas um lado, às vezes ainda chega toda distorcida, mas o povo termina engolindo tudo aquilo lá. Quando alguém viu, por exemplo, através da mídia tradicional, a mídia que serve ao grupão, mostrar as nossas plataformas indo mar a fora para o exterior, para serem entregues à Shell, para depois começarmos comprar o nosso próprio petróleo? Vamos procurar saber o que está do outro lado da moeda. Afinal o povo quer uma gestão transparente, como foi dito por eles e não “traz parente. Até aqui Café com Leite Notícias

Antonio Hamilton Rossell Mourão (Foto/Veja)

 

A “nova era” no Brasil já começou. A tão alardeada moralidade na coisa pública já experimenta práticas administrativas jamais vistas antes nessa República.

Nepotismo, cabides de empregos e incompetentes ocupando altos cargos da administração são coisas do “passado comunista que destruiu o país” e que agora finalmente deram lugar à excelência técnica para o seu devido provimento.

Obviamente, nada poderia estar mais errado. Essas são as mesmas crenças que embalam os idiotas úteis que acreditam no Kit Gay e no Jesus subindo um pé de goiaba.

E olha que não foi preciso mais do que uma semana de governo Bolsonaro para que toda essa farsa fosse jogada à mesma lama em que chafurdam os hipócritas de plantão.

Didático mesmo é o fato de que essa ladainha tenha caído mais uma vez por terra justamente através daqueles em que mais se esperavam as práticas dos ditos rigores e disciplinas militares.

Como não poderia ser diferente, caiu como uma bomba a notícia da nomeação do filho do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, para o excelentíssimo cargo de Assessor da Presidência do Banco do Brasil.

Antônio Hamilton Roussel Mourão, “coincidentemente” na mesma data da posse do novo presidente do BB, Rubem Novaes, protagonizou a maior e mais meteórica ascensão profissional já presenciada nos quadros da instituição financeira.

Atropelando um sem número de profissionais mais antigos, mais capacitados e com cargos infinitamente mais importantes que o seu, o rebento chegou do dia para a noite a um patamar profissional cobiçado não só por velhos funcionários de carreira do próprio banco como por profissionais badalados do mercado, já que para esse nível funcional o estatuto prevê a possibilidade de contratação fora de seus quadros.

Enquanto os funcionários das agências estão sendo diariamente massacrados com metas absurdas e outros (inclusive iluminados apoiadores do atual governo) perdem os seus cargos em função do enxugamento da máquina, o prodígio Antônio Mourão praticamente triplica o seu salário sem ter que levantar um único dedo.

Aliás, o rapaz agora já pode ostentar o seu ingresso no seleto grupo de brasileiros que ganham acima dos R$ 30 mil.

A coisa toda é um escárnio.

A revolta que se instalou em todo o corpo funcional invadiu a discussão nas áreas de debates da intranet do banco. A justificativa oficial da instituição para tamanha benesse ao filho do vice-rei é uma contradição em si quando comparado ao nomeado. Dizem eles:

A nomeação ocorreu de acordo com o estatuto social do Banco. Os cargos de confiança da presidência são preenchidas por funcionários do mercado ou de carreira do BB, com a análise da competência e experiência necessárias para o assessoramento do presidente do BB.

 

A justificativa oficial da instituição para tamanha benesse ao filho do vice-rei só não é mais grosseira do que a justificativa do próprio Mourão, o pai.

Segundo o general, a nomeação do filho se justificava porque ele já havia sido “perseguido” anteriormente. Além disso, ainda segundo o pai coruja, o filho é “qualificado”, todo o resto, diz, “é fofoca”.

É simplesmente inacreditável o deboche com que estão tratando o assunto.

Para quem jurava que nas forças militares, e por conseguinte num governo militar, todo mundo, sem exceção, precisava lavar o chão do banheiro para só depois, com competência, ir subindo de posição, deu literalmente com a cara no vaso sanitário.

Mourão filho, tanto quanto os Bolsonaros filhos, são as provas maiores que a meritocracia do novo governo é fundada em dois grandes pilares: QI (o famoso “quem indica”) e, claro, o berço.

Como se vê, o Brasil finalmente está livre do socialismo e das grandes mamatas nas empresas públicas.

O que entrou em vigor a partir do 1 de janeiro de 2019 é outra coisa. Muito mais alinhada com quem se sente feliz em ser feito de imbecil.

Empresário paga R$ 300 mil e família é libertada de sequestro na Bahia


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Cinco crianças e cinco adultos foram mantidas em cativeiro por um dia

Nove pessoas de uma mesma família e um caseiro foram libertados de um sequestro, sem ferimentos, na noite desta segunda-feira (7), em Prado, no Extremo Sul da Bahia. Eles ficaram cerca de um dia em cativeiro e uma das vítimas, um empresário, precisou pagar R$ 300 mil em troca da liberdade de todos.

Até o final da tarde desta terça-feira (8), ninguém havia sido preso. A polícia ainda tenta descobrir a localização do cativeiro. Segundo a Polícia Civil, o valor pago aos bandidos foi informado pelo próprio empresário, que possui uma casa de shows e é filho de um vereador de Itamaraju, cidade vizinha. Há suspeita de que ele também atuava com jogo do bicho, mas a polícia não confirma a informação.

A família estava em casa, em um bairro nobre de Prado, quando foi surpreendida com a invasão de seis bandidos armados. Eles conseguiram invadir o imóvel após render um dos moradores. Todos foram vendados e levados ao cativeiro em dois veículos.

Depois de manter as vítimas como reféns, os bandidos elegeram o empresário como a pessoa que ficaria responsável por pegar o dinheiro para fazer o pagamento do resgate. Ele foi liberado para pegar o dinheiro na manhã de segunda, quando comunicou o fato à polícia. No entanto, por precaução, ele solicitou que não fossem feitas intervenções.

“O empresário quis manter a segurança da sua família, por isso preferiu que a polícia não monitorasse o pagamento do resgate. Por enquanto, temos poucas informações sobre os bandidos, as pessoas estão em choque e ainda vão prestar depoimentos”, disse o delegado Robério Faria, da 8ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Corpin).

30% das mulheres mortas por violência eram agredidas antes


Dado consta em estudo inédito realizado pelo Ministério da Saúde com base em registros de óbitos e atendimento na rede pública

 

Três entre cada dez mulheres que morreram no Brasil por causas ligadas à violência já eram agredidas frequentemente, revela estudo inédito do Ministério da Saúde obtido pelo Estado. O levantamento foi feito com base no cruzamento entre registros de óbitos e atendimentos na rede pública de 2011 a 2016.

“Vimos que essas mulheres já tinham recorrido aos serviços de saúde, apresentando ferimentos de agressões”, diz a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da pasta, Maria de Fátima Marinho Souza, que coordenou o trabalho.

Para ela, o resultado deixa claro o caráter crônico e perverso dessa vivência e a necessidade de se reforçar a rede de assistência. “Se medidas de proteção tivessem sido adotadas, talvez boa parte desses óbitos pudesse ter sido evitada.”

Várias mortes poderiam ter sido evitadas com assistência após a primeira agressão
Várias mortes poderiam ter sido evitadas com assistência após a primeira agressão

Foto: iStock

A consequência da violência frequente fica evidente na pesquisa. O trabalho comparou o risco de morte por causas violentas entre mulheres que haviam procurado em algum momento serviços de saúde por causa de agressões e entre aquelas que não tinham histórico. As diferenças foram relevantes. No caso de adolescentes, por exemplo, o risco de morrer por suicídio ou homicídio foi 90 vezes maior entre as adolescentes com notificação de violência.

Os dados representam histórias como a de Jerusa, de 37 anos, identificada pelo ministério. Em junho de 2015, ela procurou o hospital público com lesões após ser espancada por seu companheiro, João. O registro feito na época já indicava que as violências ocorriam repetidamente. Mas após o atendimento e a notificação, nada mudou.

Jerusa continuou vivendo com o companheiro, que permaneceu impune. Oito meses depois, foi morta pelo marido.

Os números gerais também impressionam. No período analisado, morreram no Brasil, por dia, três mulheres que já haviam dado entrada em hospitais, unidades de pronto atendimento (Upas) ou ambulatórios públicos em busca de tratamento para hematomas, fraturas e outros tipos de lesões associados à violência. “Os dados dão uma dimensão, mas certamente são ainda maiores. Aqui não contamos, por exemplo, os atendimentos em serviços particulares”, disse Maria de Fátima.

Estudos

Os dados de 6.393 mortes reunidos pelo ministério reforçam pesquisas anteriores sobre o problema. Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Instituto Datafolha de 2016, por exemplo, mostrava que o País tinha 4,4 milhões de mulheres que já haviam sido vítimas de agressão física. E desse total, 29% relataram que tinham sofrido algum tipo de violência nos 12 meses anteriores.

Maria de Fátima lamenta não só a pouca eficácia do aparato para ajudar vítimas de violência. Ela observa também que muitas das mortes dessas mulheres permanecem impunes, reforçando o ciclo de violência.

Entre os casos reunidos pelo ministério também está o de Aline, de 34 anos, moradora de Pariquera-Açu (SP). Em setembro de 2015, foi atendida no serviço de saúde depois de ser agredida pelo companheiro. Aline se separou e se casou novamente. Cinco meses depois da primeira agressão, o casal foi atingido por uma moto. Aline morreu e o autor nunca foi encontrado.

Para Fátima, a impunidade acaba reforçando a violência. No caso das mulheres, ela ocorre em todas as faixas etárias. O estudo conduzido pelo Ministério da Saúde mostra que 294 crianças até 9 anos que sofriam por agressões crônica morreram entre 2011 e 2016 de causas externas. Entre idosas, com 60 anos ou mais, foram 752.

‘O corpo já sarou, mas a alma ainda falta muito’

Foi por acaso que Edna Fernandes Silva viu o Centro Especializado de Atendimento à Mulher de Brasília, encravado numa estação de metrô. Com histórico de violência cometida pelo então companheiro Miguel por mais de mais de dez anos, resolveu entrar. “Foi num ato de desespero. Que bom que foi esse”, conta.

O episódio foi há quase dois anos. De lá para cá, Edna passou a ir a sessões de terapia em grupo e fazer tratamento com psicóloga e psiquiatra, além de ter assistência jurídica. “Dizem que aos poucos minha aparência está melhorando. Era outra antes do Miguel. Pesava 11 quilos a mais. Não emagreci por amor. Foi por ódio, sofrimento.”

Os relatos de agressão são inúmeros. Violência física, emocional, sexual. “O corpo já sarou. Mas a alma ainda falta muito”, resume a hoje chacareira. Antes de começar a viver com Miguel, era investigadora particular.

“Tinha boa clientela. Era superconfiante, bonita, corajosa. Cuidava de mim. Se me perguntar: por que você se permitiu ficar assim? Posso até ter pistas, mas ainda não sei.”

Ela conta que, pouco tempo antes de iniciar a relação com Miguel, o irmão teve uma morte violenta. “Fiquei abalada. Na época conheci o caseiro. Mas poderia ter sido outro. Achava que seria cuidada, mas fui violentada.”

As agressões vieram aos poucos. Primeiro, emocionais. Edna soube dos casos extraconjugais do caseiro. Tentou se rebelar, mas acabou convivendo com as traições. “Era um misto de medo, sensação de impotência. Uma vez, ao falar mal de uma amante, ele começou a me bater na rua. Fingi que desmaiei para ele parar. Quando ele se deu conta que eu estava bem, tentou me agarrar novamente. Para me livrar, tirei a blusa que ele agarrava e fugi. E sabe o que é pior? No dia seguinte ele voltou e fingiu que nada tinha acontecido.”

Logo depois de conhecer Miguel, Edna abandonou as investigações particulares. Quando a violência sexual aumentou, pensou no suicídio. “Pensei duas vezes, porque tenho duas cachorrinhas.”

Embora mais segura, o fantasma do ex-marido ainda a atormenta. Separada há dois anos, eles dividiram a chácara onde viviam. “Tenho medida protetiva, ele não pode me visitar. Mas colocou para morar no terreno ao meu lado um homem que também me ameaça, conta tudo para ele. É um círculo que é difícil romper.”

WhatsApp libera primeira atualização do ano e disponibiliza recurso inédito


O ano de 2019 já começou bem agitado para os milhões de usuários do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp.

A ferramenta acaba de liberar a primeira atualização do ano. Entre as novidades, a empresa disponibilizou um recurso inédito.

Agora você pode responder a uma mensagem de grupo privadamente na conversa individual. Toque e segure a mensagem no grupo, selecione “Mais” e “Responder em particular”. Isso não era possível anteriormente. Confira:

Wabetainfo

Mais novidades

O app também liberou uma melhoria relacionada a imagens. Ao editar uma foto ou vídeo, você pode tocar no ícone de emoji para adicionar figurinhas.

A partir da aba de Status, agora você também pode usar a função 3D para pré-visualizar as atualizações de Status dos seus contatos.

WhatsApp Wabetainfo

Para ter acesso as novidades, é necessário ter a última versão do aplicativo, disponível para o sistema IOS. Para Android, deve ser liberado em breve.

Ciro Gomes reaparece e mostra que é ainda menor do que se imaginava. Por Carlos Fernandes


Logo no começo da campanha para presidente do Brasil, o Ciro Gomes era uma opção forte para ocupar a cadeira e os corações da maioria do eleitorado. Mas o que aconteceu, foi que ele foi se perdendo em suas próprias entrevistas, que pareciam impensadas. Atirava pra todo lado, sempre em busca de uma melhor posição junto ao eleitorado, mas o que aconteceu foi muito desgaste. A luta do Ciro era para conquistar os votos do PT e ele achava que o caminho era batendo no próprio PT, enquanto deveria se alinhar, mas não ao seu modelo, Até porque, apesar do líder da esquerda preso, ele, o Lula, continua sendo o líder da esquerda.

Agora, depois do Bolsonaro já estar presidente, com grande ajuda do próprio Ciro, que além de se negar subir no palanque do seu ex-colega de ministério, o Haddad, ainda pronunciou algumas palavras que terminou ajudando e muito o candidato que se elegeu, ele [o Ciro] vem chegando, tentando reaparecer, se colocando numa bandeja como o principal representante da esquerda, só que mais uma vez batendo no PT e em Lula. No ponto de vista de qualquer analítico político, ou o Ciro vai se acabar na esquerda e virar uma Marina, que parece não ter mais chances na política de alto escalão, ou vai pedir um cantinho na direita para se instalar. Até aqui Café com Leite Notícias.

Continue lendo sobre as atitudes do Ciro.

 

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Dizem que o tempo cura o rancor. Para alguns, porém, esse triste sentimento parece ser indestrutível.

Ciro Gomes voltou a aparecer. Após um atraso secular a respeito do caso Queiroz, agora concede entrevista ao jornal El País.

Mais do mesmo, a única novidade é que se porta como um político ainda menor do que se imaginava.

Transbordando ódio contra o PT e condescendência ao governo Bolsonaro, dá sinais de que perde o foco da realidade ao querer tornar crível a esparrela da direita brasileira de que todo o mal no Brasil passa pelo Partido dos Trabalhadores e, sobretudo, puxar para si uma responsabilidade da qual o povo brasileiro jamais lhe outorgou.

De um lado, considera que o Messias tem força para construir um pacto de governabilidade e que todos nós precisamos ter a “sensibilidade” para ajudá-lo.

Quase servil, se abstém de fazer qualquer crítica ao governo dando pelo menos 100 dias para deixar “Bolsonaro tomar pé das coisas”. A partir daí, diz, começará a cobrar. De que forma e sobre quais pautas, prefere manter segredo.

É a partir dessa centena de dias que invocará “o papel que a nação deu a mim”. O papel da oposição, explica ele.

Quando a nação resolveu dar o papel de principal articulador da oposição ao governo Bolsonaro ao cidadão que passou longe de chegar sequer ao segundo turno das eleições é uma questão insondável para o nobre cavaleiro.

De qualquer forma, é assim que Ciro enxerga a sua atual posição na política brasileira.

Do outro lado, põe lenha na fogueira que aquece as suas frustrações.

Volta a criticar a “burocracia do PT”, Lula (a quem considera um preso comum e não um preso político) e a sua oferta para que fizesse parte da chapa. Um insulto, segundo ele.

Milimetricamente alinhado com os comentaristas da grande mídia antipetista, chamou de “atitude infantil, antidemocrática e burra” o fato do PT não ter participado da cerimônia de posse do presidente eleito.

Atitude infantil, antidemocrática e burra somente do PT, pelo visto, já que não mencionou absolutamente nada sobre o PSOL e o PCdoB que tiveram o mesmo posicionamento.

Ainda se autodeterminou como “a via” e como o “pós PT”, alguém, na sua definição, que “tem coragem de encará-los”. Um devaneio bravateiro de proporções faraônicas.

Tudo já seria um grande absurdo se no auge de sua retórica controversa não chegasse à “brilhante” conclusão que PT e Bolsonaro, na prática, se amam.

O homem é um fenômeno, realmente.

Ciro Gomes, devo reconhecer, possui a inacreditável capacidade de surpreender negativamente até àqueles que nada esperam dele. Quando imaginei que chamar um intelectual da envergadura e importância para o Brasil como Leonardo Boff de “bosta” fosse o seu fundo do poço, eis que o alçapão sempre surge.

Seu dom de se diminuir a cada entrevista que concede ainda vai alcançar patamares subatômicos, ou, em outras palavras, bolsonarianos. Fonte DCM.

Veja o recado da Gleisi Hoffmann para o Ciro

 

Gleisi Hoffmann para Ciro Gomes: Larga do pé do PT e de Lula

 

A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffann, usou a sua conta no Twitter nesta segunda-feira (7) para criticar as afirmações feitas por Ciro Gomes (PDT) ao El País.

“Ciro é bem vindo à oposição e a defesa do povo. Ñ precisa esperar 100 dias. Pode liderar, se coloque. Mas larga do pé do PT e de Lula. Já deu esse discurso de despeito. Precisamos defender o Brasil, o povo brasileiro e sua soberania”, escreveu a dirigente do partido Na rede social.

A relação que já não andava boa piorou bastante depois da entrevista do pedetista, que desferiu duros golpes no PT e no ex-presidente Lula.

Entre outras coisas “cabeludas”, Ciro disse na entrevista que Lula é um preso comum e o PT uma força corrupta. Fonte Blog do Esmael.

 

AMORIM CONDENA BASE MILITAR DOS EUA E DIZ QUE BRASIL IMPORTARÁ CONFLITOS


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O ex-chanceler Celso Amorim fez nesta segunda-feira, 9, duras críticas à intenção do presidente Jair Bolsonaro de permitir a instalação de uma base militar dos Estados Unidos no Brasil.

Em entrevista ao portal France Inter, Celso Amorim diz estar “muito preocupado” e considera que o projeto de implantar uma “base militar dos EUA no Brasil” pode transformar o país em “alvo de conflitos que não são seus”.

“Tudo isso é muito preocupante, mesmo durante a ditadura, por ocasião de um governo militar pró-americano (1964-1985), não havia base americana no Brasil. Quando leio nos jornais que o presidente evoca essa possibilidade, isso me preocupa demais, porque ela automaticamente nos transforma em alvo de conflitos entre americanos e chineses ou americanos e russos. O Conselho de Segurança da UNASUR (União dos Estados da América do Sul) [estipula] que ‘nenhum país pode ter uma base de qualquer outro país em casa, apenas para evitar que a Venezuela tenha uma base russa, a Colômbia uma base americana e que isso resulte na importação de conflitos que não são nossos'”, diz ele.

Leia a entrevista na íntegra no France Inter e abaixo, com tradução de Silvye Giraud:

Ex-ministro brasileiro alerta contra instalação de base militar dos EUA no Brasil

Postado na segunda-feira, 7 de janeiro de 2019 às 6h07 por Olivier Poujade

[Exclusivo] Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores de Lula (2003-2010) e ex-ministro da Defesa de Dilma Rousseff (2011-2014), discute as novas orientações do presidente de extrema direita, Jair Bolsonaro, em política externa. Uma ruptura que pode custar caro ao país.

A virada política de 360º iniciada pelo novo presidente direitista Jair Bolsonaro afeta também a política externa. Seguindo os passos do americano Donald Trump, Bolsonaro acolheu o israelense Benjamin Netanyahu em sua posse, assim como o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban.

 

 

Celso Amorim, ex-chefe da diplomacia brasileira de Lula e ex-ministro da Defesa de Dilma Rousseff, é um dos mais eminentes diplomatas dos últimos tempos. Ele diz estar “muito preocupado” e considera que o projeto de implantar uma “base militar dos EUA no Brasil” pode transformar o país em “alvo de conflitos que não são seus”. Outra questão que preocupa Celso Amorim é “uma visão totalmente antipalestina, que poderia ter sérias conseqüências em nossa região”.

O Brasil, versão Bolsonaro, se aproxima de governos populistas de direita, ultraconservadores. Ora, essa não é necessariamente a escolha do povo brasileiro.

Celso Amorim: “Quando perguntamos às pessoas se elas concordam com essa política, elas dizem que não, que a eleição não foi um referendo para o Brasil reconhecer Jerusalém como a capital de um estado judeu. As pessoas não votaram para ter uma relação de hostilidade com a China, elas não votaram para seguir a política de Trump, nem ao menos a de Washington, mas Trump! O que é ainda mais grave … então não acho que tudo isso vai se manter no longo prazo “.

Brasil / EUA: um alinhamento contrário à ordem natural

Logo após sua eleição, Jair Bolsonaro se aproximou dos Estados Unidos de Trump. Ele recebeu em fim de novembro o neo-conservador John Bolton, conselheiro de segurança nacional de Donald Trump. No Twitter, ele qualificou essa reunião de “cordial e frutífera”.

Após a cerimônia de posse de Bolsonaro, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou, a partir de Brasília, seu desejo de intensificar as relações entre os dois países:

“Acreditamos haver uma oportunidade entre os presidentes Trump e Bolsonaro e nossas duas equipes para criar um relacionamento verdadeiramente renovado entre as duas nações.”

Uma base militar dos EUA no Brasil, algo nunca visto antes…

Por sua parte, Bolsonaro diz que está aberto à idéia de estabelecer “no futuro” uma base americana em território brasileiro.

Celso Amorim: “Tudo isso é muito preocupante, mesmo durante a ditadura, por ocasião de um governo militar pró-americano (1964-1985), não havia base americana no Brasil. Quando leio nos jornais que o presidente evoca essa possibilidade, isso me preocupa demais, porque ela automaticamente nos transforma em alvo de conflitos entre americanos e chineses ou americanos e russos. O Conselho de Segurança da UNASUR (União dos Estados da América do Sul) [estipula] que “nenhum país pode ter uma base de qualquer outro país em casa, apenas para evitar que a Venezuela tenha uma base russa, a Colômbia uma base americana e que isso resulte na importação de conflitos que não são nossos”.

A reação do presidente venezuelano foi imediata. Nicolas Maduro acusa os Estados Unidos de quererem promover um golpe na Venezuela. A menção a essa base militar em solo brasileiro veio em seguida à decisão, tomada pela Venezuela nas últimas semanas, de hospedar em seu território dois bombardeiros TU-160 Blackjack, justificada oficialmente como fazendo parte de exercícios militares conjuntos [com a Rússia].

Netanyahu: o outro parceiro

Entre seus primeiros anúncios, a transferência da Embaixada brasileira a Jerusalém, Jair Bolsonaro o confirmou na última sexta-feira, ele pretende seguir o exemplo dos Estados Unidos. Um duplo erro, diplomático e econômico, para o primeiro país exportador de carne halal ao mundo árabe.

Celso Amorim: “Não é só o fato de vendermos menos frangos aos países árabes, mas também a perda do crédito que o país acumulara como mediador em certos conflitos internacionais. Hoje é impossível! Enquanto transferimos nossa embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, qual país árabe aceitaria o Brasil como facilitador? Se você tem uma visão totalmente antipalestina, isso pode ter sérias conseqüências em nossa região “.

Quando perguntam a Celso Amorin se dentre essas conseqüências, ele teme atos de terrorismo, sua resposta é: “Sim, faz parte dos riscos, resta esperar que não aconteça!”

Os militares: até o momento um fator de estabilidade

Os ex-generais nomeados por Bolsonaro para ocupar certos cargos mantêm um discurso mais pragmático em alguns setores como o do comércio exterior e parecem estar mais em harmonia com a tradição diplomática brasileira.

Celso Amorim: “Procuro ser positivo, mas em termos de política econômica e nas relações internacionais, as vozes de bom senso são as de alguns militares, especialmente a do vice-presidente. As declarações mais equilibradas vêm de alguns militares”.

O vice-presidente Antonio Mourão recebeu uma delegação chinesa logo após Bolsonaro acusar a China de querer “comprar o Brasil”.

A iniciativa do ex-militar se mostrou eficaz, o presidente Xi-Jinping enviou uma carta ao presidente brasileiro, expressando sua disposição de “trabalhar com seu governo para desenvolver a economia dos dois países e salvaguardar a paz mundial”.

Nos próximos quatro anos, a vigilância e o pragmatismo dos militares em relação à orientação da política externa de Bolsonaro ocuparão um papel central na proteção da soberania nacional brasileira. 247.

Flávio Bolsonaro não responde a convite do MP para prestar depoimento sobre caso Queiroz


Reportagem de Marco Grillo no Globo informa que, apesar de ter afirmado que está “à disposição das autoridades” para contribuir com a investigação sobre o ex-assessor Fabrício Queiroz , o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) ainda não respondeu ao convite do Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) para prestar depoimento na quinta-feira.

De acordo com a publicação, por ser parlamentar, Flávio Bolsonaro pode indicar a data em que deseja ser ouvido, o que também não fez, segundo o MP-RJ informou domingo.

A solicitação foi encaminhada em 21 de dezembro, quando Queiroz faltou pela segunda vez à oitiva marcada pelo MP-RJ, alegando razões de saúde. Dias depois, o ex-assessor disse em entrevista ao SBT ser um “homem de negócios”, o que explicaria a movimentação em sua conta, classificada pelo Coaf de “atípica”. A assessoria do senador eleito disse que não conseguiu localizá-lo para responder se ele compareceria ao MP-RJ, completa o Jornal O Globo.

 

Após bateção de cabeça, Onyx diz que equipe é “muito sintonizada”


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De acordo a matéria do DCM, o ministro da Economia, Paulo Guedes, negou nesta segunda-feira, 7, durante cerimônia de transmissão de cargo para o novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, que haja uma disputa entre a área econômica e a área política do governo de Jair Bolsonaro. “Todo mundo acha que tem uma discussão entre nós, uma briga. Nós somos uma equipe muito, muito sintonizada”, afirmou, após citar o nome do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Na semana passada, a primeira de Jair Bolsonaro na Presidência, houve desencontros sobre as principais medidas do governo. Uma declaração do presidente sobre idades mínimas para a Previdência provocou dúvidas que ninguém conseguiu explicar. Além disso, Bolsonaro anunciou mudanças nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e do Imposto de Renda (IR), que também provocaram ruídos e depois tiveram de ser negadas por sua equipe.

Bolsonaro disse que tinha assinado decreto aumentando o IOF para operações externas, sem dar detalhes. A elevação seria necessária para cobrir o rombo deixado pelo projeto que prorroga benefícios fiscais a empresas do Norte e Nordeste, sancionado pelo presidente. Na tarde de sexta-feira, 4, após se reunir com o presidente, o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, disse que ele tinha se “equivocado” e que não haveria necessidade de aumentar IOF. Além disso, a mudança na tabela do IR, também anunciada pelo presidente, só seria feita em momento “oportuno”.

(…)