Atentado em Eunápolis: homens quebram e incendeiam carros de equipes de vigilância após reintegração de posse


Fotos: Reprodução | TV Bahia

Equipes de Vigilância Patrimonial foram atacadas por homens, na manhã de terça-feira (2), após o processo de reintegração de posse do terreno de uma empresa, na Zona rural de Eunápolis, no Sul da Bahia. Conforme a Polícia Civil, três vigilantes ficaram feridos e carros foram incendiados, como mostra a reportagem da TV Bahia.

Segundo informações da Polícia, um grupo de moradores que ocupava a área até a quinta-feira (27) e deixou o local após uma ação de reintegração de posse voltou ao Sítio Esperança, que pertence a uma empresa produtora de celulose, na manhã de terça, com pedras e pedaços de madeiras.  De acordo com a Polícia Civil, três vigilantes da prestadora de serviço para a empresa de celulose ficaram feridos após serem atingidos por pedras e pedaços de madeiras. Segundo a Veracel, responsável pelo terreno, eles foram medicados e já receberam alta médica.

Outros três funcionários de outra empresa terceirizada foram mantidos em cárcere privado, mas foram libertados pelos vigilantes. Em nota, a Veracel Celulose informou que os trabalhos na região foram suspensos até a Justiça resolver a situação dos moradores, para garantir a segurança dos colaboradores e funcionários.

 

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Inter abre ginásio para abrigar pessoas que passam frio na rua


Foto: Divulgação/ SC Internacional)

Foto: Divulgação/ SC Internacional)

O Sport Club Internacional marcou um golaço de compaixão e deu uma boa ideia para ser copiada por vários clubes brasileiros.

O time de Porto Alegre abriu as portas do ginásio Gigantinho para dar abrigo a pessoas que passam frio nas ruas da capital do Rio Grande do Sul.

Na madrugada desta sexta-feira, 05, o clube ofereceu no local cobertores, colchonetes e um sopão preparado pelas torcidas organizadas do time.

Inicialmente, haverá capacidade para 300 pessoas, mais do que o total vagas oferecidas hoje na Capital, que somam 355.

O clube também está coletando de donativos no Gigantinho. O recebimento e a distribuição serão no próprio local.

“Como diz a nossa Campanha do Agasalho Esquenta Porto Alegre, tem gente que não dá bola pro frio, juntos, nós damos. Vai ser um golaço para quem mais precisa”, disse o vice-prefeito Gustavo Paim.

Inspiração

A inspiração para a iniciativa veio do clube argentino River Plate, que fez ação semelhante nos últimos dias.

Para abrigar as pessoas com segurança, o Inter obteve a liberação dos alvarás necessários.

O Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) do ginásio também está em dia, informa o Inter.

A iniciativa faz parte das ações da Campanha do Agasalho Esquenta Porto Alegre, que vive noites muito frias neste inverno.

Parceria

“O Clube do Povo tem espírito solidário, essa é nossa essência. O Clube, desde sua origem, está de portas abertas a todos”, disse Marcelo Medeiros, presidente colorado.

Ele agradeceu ao apoio da Prefeitura de Porto Alegre e da torcida.

O projeto, destaque-se, foi idealizado pelo Internacional em parceria com a gestão municipal.

A ação conta com o apoio dos Cozinheiros do Bem.

Com informações do S.C Internacional

Jovem que estuprou menina é favorecido por juiz por “ser de boa família”


Jovem que estuprou adolescente desacordada e filmou o crime recebe leniência de juiz por “ser de boa família”. Agressor ainda compartilhou o vídeo com seus amigos acompanhado da seguinte legenda: “quando a sua primeira vez foi em um estupro”

juiz james troiano boa família
O juiz James Troiano (reprodução/nypost)

Um jovem de 16 anos que estuprou uma menina da mesma idade recebeu leniência de um juiz em Nova Jersey (EUA) por “ser de boa família”. O caso, revelado pelo The New York Times
, repercute em toda a imprensa americana.

Graças ao benefício, o réu não poderá ser julgado como um adulto pela Justiça americana e estará sujeito a, no máximo, cinco anos de prisão. O nome do juiz encarregado é James Troiano.

Segundo os promotores, a menina de 16 anos estava embriagada quando foi estuprada pelo adolescente em um porão durante uma festa em Nova Jersey. O rapaz gravou a ação, expondo partes do corpo da vítima, que estava com a cabeça baixa e aparentemente desacordada.

Depois do crime, o jovem compartilhou o vídeo da violência sexual com seus amigos acompanhado da seguinte legenda: “quando a sua primeira vez foi em um estupro.”

Apesar das evidências, o juiz Troiano decidiu que o caso não era de estupro, mas de “abuso”. Para o magistrado, lo estupro só se configura quando o ataque sexual contra a vítima envolve dois homens e há a ameaça de uma arma de fogo.

James Troiano ainda argumentou que o jovem vinha “de uma boa família”, estudava em uma boa escola, tinha excelentes notas e já havia conquistado a maior classificação possível como escoteiro.

Em seu veredito, o magistrado afirmou que os promotores deveriam ter explicado à vítima e sua família que prestar queixa poderia destruir a vida do garoto.

Sobre o vídeo e as mensagens compartilhadas com amigos, o juiz disse que as atitudes do réu eram “apenas as de um garoto de 16 anos falando ‘merda’ com seus colegas.”

“Ele claramente é um candidato forte não apenas à universidade mas, provavelmente, à uma boa universidade”, acrescentou o juiz. Com a leniência, Troiano impediu que os promotores transferissem o caso para um grande júri, onde ele seria julgado como um adulto por seus atos.

O estado de Nova Jersey permite que os jovens maiores de 15 anos sejam indiciados como maiores de idade quando acusados de crimes graves — ocasiões em que são submetidos a júri popular.

O estupro

Documentos do tribunal afirmam que as nádegas da vítima foram estapeadas com tanta força que surgiram hematomas. A jovem foi encontrada desacordada por amigos no porão da casa onde ocorria a festa. Havia bastante vômito no local.

No dia seguinte ao estupro, a vítima não conseguia lembrar a origem de suas roupas rasgadas e dos ferimentos pelo corpo e contou para a mãe que temia que “coisas sexuais tivessem acontecido na festa” sem o seu consentimento.

Segundos os autos do processo, nos meses seguintes a vítima ficou sabendo sobre o vídeo do crime compartilhado pelo agressor. O garoto, quando confrontado, negou ter gravado a situação e afirmou que os amigos estavam mentindo.

“Quando ele levou a vítima para o porão, ela estava visivelmente embriagada e incapaz de andar sem tropeçar”, disse um dos promotores do caso.

“Durante o estupro, as luzes do porão permaneceram desligadas e a porta estava bloqueada com uma mesa de pebolim. Filmar um vídeo no celular enquanto cometia o ataque foi um ato deliberado de degradação da vítima”, completou.

O promotor ainda chamou atenção para a dissimulação do réu, ao mentir sobre a existência do vídeo enquanto compartilhava o material com amigos. “Esse não foi um equívoco infantil ou um mal-entendido. O comportamento dele foi calculado e cruel”.

“Nós nos atemos à ideia de que o sistema juvenil deve servir à reabilitação. Mas quando lidamos com acusações tão sérias como essas, o cenário é totalmente diferente”, concluiu.

Nos últimos anos, vários magistrados dos Estados Unidos enfrentaram críticas por sua postura diante de episódios de abuso sexual.

Em um caso notório, publicado neste Pragmatismo Político, um magistrado da Califórnia sentenciou um estudante da Universidade de Stanford a apenas seis meses de prisão depois dele ter sido condenado pelo estupro de uma mulher inconsciente.

 

Filho de conselheiro da OAB é espancado em Ondina após jogo do Brasil


Filho de conselheiro da OAB é espancado em Ondina após jogo do Brasil

Foto: Reprodução / Instagram

O conselheiro da OAB-BA Ary Santana acusa duas pessoas de terem espancado seu filho, Cayan Santana, na madrugada desta quarta-feira (3), no bairro de Ondina, em Salvador.

De acordo com ele, Cayan está “desfalecido na unidade semi-intensiva do Hospital Geral do Estado (HGE)”. Ele foi agredido ao sair de um local onde assistia ao jogo do Brasil na companhia de amigos e colegas quando foi abordado pelos agressores.

“Conforme relatos das testemunhas diretas dos fatos, mesmo com a vítima desacordada, os agressores continuaram a chutar a sua cabeça”, disse o advogado.

Santana pede nas redes sociais que as pessoas o ajudem a identificar melhor os agressores.

Modelo de sucesso, complexo eólico na Bahia é comprado por grupo chinês



A SDE visitou empreendimento que gerou 1,3 mil empregos na construção | FOTO: Divulgação |

 

Além de levar desenvolvimento para cidades do sertão, os parques eólicos geram energia limpa e abastecem milhares de lares brasileiros. Este é o caso do complexo Cristalândia, na Bahia, capaz de gerar cerca de 350 GW/h por ano, energia suficiente para atender o consumo anual de mais de 170 mil residências. Em janeiro desse ano, a Enel Green Power Brasil vendeu três parques renováveis em operação no estado, por cerca de R$ 2,9 bilhões, para a empresa chinesa CGN Energy International Holdings Co. Limited (CGNEI).

Em plena operação comercial desde setembro de 2017, com capacidade instalada de 90 MW e implantado nos municípios de Brumado, Rio de Contas e Dom Basílio, o complexo recebeu investimentos de R$ 733,4 milhões e gerou 1,3 mil empregos em toda a cadeia produtiva, na fase de implantação. A Enel ficará responsável pela operação das plantas até 2021.

Uma equipe de técnicos da SDE esteve no complexo Cristalândia para se reunir com o vice-presidente da CGNEI, Zhang Song Lin, o gerente da empresa, Ng Geok Him, e os representantes da Enel Green Power. Além de fazer uma visita técnica, a equipe foi conhecer o grupo que adquiriu o empreendimento. “A Enel é uma parceira antiga da Bahia e agora temos chineses chegando para investir e fazer nossa economia continuar crescendo”, afirma João Leão, vice-governador secretário de Desenvolvimento Econômico (SDE).

Além do complexo Cristalândia, foram vendidos o complexo solar Lapa (158 MW), localizado em Bom Jesus da Lapa (BA) e o complexo solar Nova Olinda (292 MW), localizado no Piauí. O complexo solar LAPA, composto pelas plantas Bom Jesus da Lapa (80 MW) e Lapa (78 MW), entrou em funcionamento em junho de 2017 e na fase de implantação do empreendimento, a Enel investiu R$ 675,5 milhões com geração de aproximadamente 3,6 mil empregos em toda a cadeia produtiva. As informações são da SDE.

 

Empresário se suicida na frente do governador de Sergipe e do ministro de Minas e Energia


Sadi Gitz, dono de fábrica de cerâmica em recuperação judicial, se matou com tiro na cabeça depois de fala do governador em evento em Aracaju nesta quinta-feira

 

RIO – Um empresário do setor de cerâmica se matou com tiro na cabeça na frente do governador de SergipeBelivaldo Chagas, e do Ministro de Minas e EnergiaBento Albuquerque, durante abertura de um seminário sobre o mercado de gás que aconteceria em Aracaju a partir desta quinta-feira, 4.

Sadi Gitz

O empresário Sadi Gitz, que era dono de fábrica de cerâmica rem recuperação judicial. Foto: Prefeitura de Aracaju

Segundo relatos de pessoas que presenciaram o suicídio, o empresário Sadi Gitz se levantou após a fala do governador, ameaçou dizer algumas palavras e se matou. Fontes do governo estadual contaram que o empresário era dono de uma fábrica de revestimentos cerâmicos que estava com as atividades suspensas por causa do alto preço do gás. Com isso, ele teria falido.

A Cerâmica Escurial vinha enfrentando dificuldades há algum tempo e atualmente está em recuperação judicial. A empresa passou a consumir gás com pagamento antecipado e há cerca de dois meses paralisou as atividades por falta de condições de caixa.

Belivaldo Chagas lamentou a morte do empresário e disse: “Vida que segue”. Ante de se matar, Gitz chamou o governador de “mentiroso”. Belivaldo responsabilizou a Petrobrás pelos preços do gás praticados pela Sergas.

O governo do Estado de Sergipe lamentou o ocorrido nas redes sociais e informou que o evento estava cancelado: “O Governo do Estado de Sergipe lamenta o ocorrido com o empresário Sadi Gitz, da cerâmica Escurial, que cometeu suicídio durante o evento. Por conta do ocorrido, o Simpósio de Oportunidades para o novo cenário do gás natural em Sergipe está cancelado”.

 

Governo de Sergipe

@governosergipe

O Governo do Estado de Sergipe lamenta o ocorrido com o empresário Sadi Gitz, da cerâmica Escurial, que cometeu suicídio durante o evento.

Por conta do ocorrido, o Simpósio de Oportunidades para o novo cenário do gás natural em Sergipe está cancelado.

Crítica ao governo do Estado

Em maio deste ano, o empresário Sadi Gitz, 70 anos, decidiu pela suspensão das atividades da fábrica de revestimento cerâmicos Escurial e, em nota distribuída à imprensa, culpou o o governo do Estado pela medida. “O motivo determinante para essa decisão foi o preço do gás cobrado pela Sergas, empresa do governo do Estado de Sergipe”, afirmou. Com a hibernação, foram perdidos 200 empregos diretos e 400 indiretos.

Sadi Gitz havia contestado judicialmente a Sergas pelo preço que considerou abusivo, inclusive com um “pedido de perdas e danos”. O empresário afirmou, em maio, que “a perda  de arrecadação de tributos, redução de ambiente de negócios, são fatos que se sobrepõem a qualquer discurso teórico-político. Nenhuma empresa ou empresário tem satisfação em hibernar, mudar ou relocar uma unidade, mas as condições operacionais só existem se houver uma política real de fomento à atividade produtiva”.

O empresário era natural de Porto Alegre e chegou ao Estado de Sergipe na década de 1980. Em 1993, fundou a Cerâmica Escurial, no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro, região metropolitana de Aracaju. Em 2014, a Escurial viveu o melhor momento financeiro e fez um investimento de R$ 70 milhões.

Gitz chegou a ocupar cargos na prefeitura de Aracaju: foi superintendente municipal de Transportes e Trânsito e da Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb). Também foi presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Ascese).

Léo Pinheiro, da OAS, pagou R$ 6 milhões para delatores da empreiteira ajustarem depoimentos


Diferentemente do que diz na carta enviada à Folha para manter os privilégios da delação premiada, o ex-presidente da OAS não só mudou suas declarações – adequando ao que queriam os procuradores da Lava Jato para incriminar o ex-presidente Lula -, como pagou para que executivos da empreiteira “ajustassem os depoimentos aos interesses” dele.

Diferentemente do que diz na carta enviada à Folha de S.Paulo para manter os privilégios da delação premiada, o ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, não só mudou suas declarações – adequando ao que queriam os procuradores da Lava Jato para incriminar o ex-presidente Lula -, como pagou para que executivos da empreiteira “ajustassem os depoimentos aos interesses” dele.

As informações constam da reclamação trabalhista de um ex-executivo da OAS, que disse à Justiça que delatores escalados pela empreiteira receberam R$ 6 milhões para adequarem suas declarações ao que a empresa pedia.

Ex-gerente administrativo da OAS, Adriano Quadros de Andrade diz que recusou a oferta, negociando sozinho a delação com o Ministério Público Federal (MPF). Como consequência, diz ter sofrido represálias e “jogado à própria sorte”.

Ele conta ter sido demitido sem receber o adicional de 40% de FGTS, nem qualquer amparo financeiro da empresa. O motivo, diz ele, é não ter entrado no pacote de diretores, cujas delações foram montadas de acordo com as diretrizes do “andar de cima” da empreiteira, conforme alega no processo. Como resultado, teve de pagar multa de R$ 150 mil, que foi reajustada para R$ 250 mil.

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Testemunha de Andrade no processo, o ex-diretor da OAS Mateus Coutinho de Sá confirmou tudo o que foi alegado pelo ex-colega. Em seu depoimento, disse que todos os executivos que negociaram juntos suas delações receberam doações simuladas de R$ 6 milhões.

Como a empresa entrou em recuperação judicial pouco tempo depois, alegou dificuldades financeiras e não honrou o compromisso: Coutinho disse só ter recebido metade do valor que foi prometido.

Carta
Após ter sido usado pelos investigadores da Lava Jato para incriminar Lula e ver a delação que cita magistrados engavetada na Procuradoria-Geral da República, Leo Pinheiro diz na carta à Folha que rechaça a possibilidade de ter adaptado suas declarações para que seu acordo de delação premiada fosse aceito pela Lava Jato.

A carta foi enviada, depois que a Folha, em parceria com o site The Intercept, divulgou mensagens entre procuradores da Lava Jato que indicam que as declarações de Leo Pinheiro foram tratadas com desconfiança pela Operação Lava Jato durante quase todo o tempo em que se dispôs a colaborar com as investigações.

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As mensagens indicam que Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, só passou a ser considerado merecedor de crédito após mudar diversas vezes sua versão sobre o apartamento tríplex de Guarujá (SP) que a empresa afirmou ter reformado para o líder petista.

“Sobre o Lula eles não queriam trazer nem o apt. Guaruja”, escreveu o promotor Sérgio Bruno Cabral Fernandes a outros integrantes da equipe que negociou com os advogados da OAS em agosto de 2016, numa discussão sobre a delação no aplicativo Telegram. “Diziam q não tinha crime.”

Na carta, Leo Pinheiro reforça as teses levantadas por ele contra Lula e diz que não optou pela delação por pressão das autoridades, mas sim como uma forma de “passar a limpo erros”. “Não sou mentiroso nem vítima de coação alguma”, afirma. A verdade é que tudo precisa ser investigado. Mas, por quem? pela Polícia Federal?

Com informação da Revista Fórum.

 

Léo Pinheiro defende Lava Jato fragilizada e acusação contra Lula


Em plena crise de credibilidade da força-tarefa de Curitiba e do ex-juiz Sergio Moro na condução da Operação Lava Jato, uma carta de Leo Pinheiro – o incriminador de Lula – estampa as manchetes da Folha de S.Paulo, nesta quinta-feira (04).

“Delator de Lula nega pressão de procuradores da Lava Jato e diz que nunca sofreu coação”, é o título da reportagem principal. Nela, um depoimento emocionado do ex-presidente da OAS, reafirmando as acusações feitas contra o ex-presidente Lula no depoimento a Moro e negando que houve pressão de Deltan Dallagnol e da equipe de procuradores.

Nas reportagens publicadas pela Folha, não há a explicação de como a carta foi obtida -se algum jornalista solicitou uma posição do réu confesso, ou se houve alguma orientação dos próprios procuradores e investigadores para as palavras que tentam preservar a imagem da força-tarefa da Lava Jato, ou ainda se é uma estratégia da defesa do acusado.

Dando a entender de que o movimento foi expontâneo, o jornal deixa claro que se trata de uma resposta do empreiteiro frente às mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil, que revelam as tratativas dos procuradores e de Moro com o objetivo de condenar Lula [leia mais aqui].

“Léo Pinheiro decidiu enviar a carta depois de reportagem da Folha, no último domingo (30), produzida a partir de análise de mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil, ter mostrado que o empreiteiro foi tratado com desconfiança pelos procuradores durante quase todo o tempo em que se dispôs a colaborar com as investigações”, publica.

GGN mostrou ao longo de diversas reportagens que as delações de Leo Pinheiro só foram consideradas pela equipe de investigadores após o próprio empreiteiro modificar o teor de suas acusações sobre o triplex do Guarujá. As mensagens trazidas à tona mais recentemente pelo The Intercept confirmam que os procuradores tratavam Pinheiro com desconfiança.

No papel escrito e enviado à Folha, Léo Pinheiro faz um esforço para garantir que as suas acusações não fariam parte do jogo de interesses e tratativas da Lava Jato para condenar Lula, conforme o The Intercept revelou nas últimas semanas.

“A minha opção pela colaboração premiada se deu em meados de 2016, quando estava em liberdade, e não preso pela operação Lava Jato. Assim, não optei pela delação por pressão das autoridades, mas sim como uma forma de passar a limpo erros que cometi ao longo da minha vida. Também afirmo categoricamente que nunca mudei ou criei versão e nunca fui ameaçado ou pressionado pela Polícia Federal ou Ministério Público Federal”, diz trecho da carta.

Até então, as palavras de Pinheiro denotam uma tentativa de se auto preservar, uma vez que ele permanece preso – conforme inicia na carta, há 3 anos e 7 meses -. Entretanto, a delação do empreiteiro foi peça-chave para encarcerar Lula na acusação dos procuradores e aceita por Sergio Moro.

E são nos parágrafos seguintes que a motivação do empreiteiro para enviar a carta é levantada: “O material que comprova a minha fala está no processo do triplex e foi todo apreendido pela Operação Lava Jato na minha residência, na sede da empresa OAS, na residência do ex-presidente Lula, na sede do Instituto Lula e na sede do Bancoop, o que quer dizer que não há como eu, Léo Pinheiro, ter apresentado versões distintas, já que o material probatório é bem anterior à decretação da minha prisão em novembro de 2014”.

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Neste momento, Leo Pinheiro sai dos elementos de auto-defesa para sustentar argumentos a favor de toda a Operação em si contra Lula: “Além disso, plantas das reformas do triplex, projetos deste apartamento e do sítio, bem como contratos, foram apreendidos na própria residência do ex-presidente, cabendo à minha pessoa tão somente contar a verdade do que tinha se passado”. Em seguida, o empreiteiro chega a listar em 5 pontos “as provas” do processo contra o ex-presidente, que segundo descreveu, “são bem claras e contundentes”.

Conforme o GGN havia divulgado no período, a primeira delação de Pinheiro foi suspensa pela Procuradoria-Geral da Republica (PGR) no dia 22 de agosto de 2016. Um novo depoimento foi prestado somente 8 meses depois: 20 de abril de 2017, que foi a declaração ao ex-juiz Sergio Moro.

A diferença do primeiro [relembre aqui] para o segundo depoimento [e aqui] está no acréscimo de algumas informações que vieram a sustentar depois a condenação de Lula: na última, Pinheiro passa a tratar o triplex do Guarujá como propina de todo o esquema, narra a existência de uma conta geral de propina e que o ex-presidente chegou a orientar que as provas fossem destruídas.

 

Abaixo, leia a integra da carta enviada a Folha de S.Paulo:

Estou preso há 3 anos e 7 meses, por ter praticado crimes que fui responsável. Chegou o momento de falar um pouco sobre o noticiário a meu respeito.

A matéria veiculada nesta Folha de S.Paulo, sob o título “Lava a Jato via com descrédito empreiteiro que acusou Lula”, no último domingo, dia 30 de junho de 2019, necessita de alguns esclarecimentos, todos eles amparados em provas e fatos.

A minha opção pela colaboração premiada se deu em meados de 2016, quando estava em liberdade, e não preso pela operação Lava Jato. Assim, não optei pela delação por pressão das autoridades, mas sim como uma forma de passar a limpo erros que cometi ao longo da minha vida. Também afirmo categoricamente que nunca mudei ou criei versão e nunca fui ameaçado ou pressionado pela Polícia Federal ou Ministério Público Federal.

A primeira vez que fui ouvido por uma autoridade sobre o caso denominado como tríplex foi no dia 20 de abril de 2017, perante o juiz federal Sergio Moro, durante meu interrogatório prestado na ação penal referente ao tema.

Na oportunidade, esclareci que o apartamento nunca tinha sido colocado à venda porque o ex-presidente Lula era o seu real proprietário e as reformas executadas foram realizadas seguindo suas orientações e de seus familiares. O ex-presidente e sua família foram ao tríplex e solicitaram reformas como a construção de um quarto, mudanças na área da piscina etc. Tudo devidamente testemunhado por funcionários da empresa que acompanharam a visita e prestaram testemunhos sobre isso.

Afirmei ainda que os valores gastos pela OAS foram devidamente contabilizados e descontados da propina devida pela empresa ao Partido dos Trabalhadores em obras da Petrobras, tudo com anuência do seu maior líder partidário. A conta corrente com o PT chegou a aproximadamente R$ 80 milhões, por isso havia um obrigatório encontro de contas com o sr. João Vaccari.

O meu interrogatório foi confirmado por provas robustas que o Poder Judiciário, em três instâncias, entendeu como material probatório consistente para condenação de todos os envolvidos.

O material que comprova a minha fala está no processo do tríplex e foi todo apreendido pela Operação Lava Jato na minha residência, na sede da empresa OAS, na residência do ex-presidente Lula, na sede do Instituto Lula e na sede do Bancoop, o que quer dizer que não há como eu, Léo Pinheiro, ter apresentado versões distintas, já que o material probatório é bem anterior à decretação da minha prisão em novembro de 20149. Além disso, plantas das reformas do tríplex, projetos deste apartamento e do sítio, bem como contratos, foram apreendidos na própria residência do ex-presidente, cabendo à minha pessoa tão somente contar a verdade do que tinha se passado. O próprio ex-presidente Lula, em seu interrogatório no mesmo caso, confirmou que voltamos no seu carro após nossa visita ao tríplex no Guarujá.

As provas que estão presentes no processo são bem claras e contundentes, tais como:

  1. Documentos que indicam o ex-presidente e sua família como proprietário do imóvel antes mesmo de a OAS assumir o empreendimento, apreendidos na residência do ex-presidente Lula e na sede da Bancoop;
  2. Emails internos da OAS que demonstram a necessidade de “atenção especial” com a cobertura 164, bem como os projetos da obra;
  3. Registros dos meus encontros com Paulo Okamotto, João Vaccari Neto e o ex-presidente Lula, em minha agenda do celular, no Guarujá, no Instituto Lula e na residência do ex-presidente em São Bernardo do Campo;
  4. Mensagens sobre encontro de contas com João Vaccari;
  5. Depoimentos de pessoas que não estão vinculadas à OAS e que trabalharam nas obras da reforma, bem como de funcionários do prédio Solaris e também dos demais funcionários da empresa envolvidos na obra da cobertura.

Neste mesmo período, surgiu um novo pedido do ex-presidente Lula, uma reforma no seu sítio.

Fui ao sítio com o ex-presidente ver e ouvir os pedidos de reforma e reparos, visita que foi fotografada e testemunhada pelo diretor da empresa designado para supervisionar as obras no sítio e no tríplex. Me recordo que fui em um sábado até o apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo, mostrei os projetos do sítio e do tríplex para que fossem aprovados. Esta visita consta dos registros da minha agenda e em mensagens, além de ter sido confirmada no processo judicial pelo testemunho do diretor que me acompanhou.

Com o aval do ex-presidente Lula e seus familiares, as obras começaram. O sigilo era uma especial preocupação nos trabalhos.

As obras do sítio e no tríplex tinham custos relevantes e eram devidamente contabilizadas. Documentos internos da OAS provaram no processo que as despesas das duas obras eram lançadas em centros de custos próprios, com uma referência ao ex-presidente (Zeca Pagodinho) e as divisões “praia” e “sítio”.

Preciso dizer que as reformas não foram um presente. Os empreendimentos da Bancoop assumidos pela OAS apresentavam grandes passivos ocultos, com impostos, encargos que não deveriam ser assumidos pela OAS. Em paralelo, João Vaccari cobrava propina de cada contrato entre OAS e Petrobras. Combinei com Vaccari que todos os gastos do tríplex e sítio seriam descontados da propina. Repito, esse encontro de contas está provado por uma mensagem minha trocada na época dos fatos, devidamente juntada no processo e ainda pelo depoimento do diretor da empresa.

Tenho consciência de que minha confissão foi considerada no processo que condenou o ex-presidente Lula, assim como as minhas provas que apresentei espontaneamente. Não sou mentiroso nem vítima de coação alguma. A credibilidade do meu relato deve ser avaliada no contexto de testemunhos e documentos.

Meu compromisso com a verdade é irrestrito e total, o que fiz e faço mediante a elucidação dos fatos ilícitos que eu pratiquei ou que eu tenha tomado conhecimento é sempre respaldado com provas suficientes e firmes dos acontecimentos.

Trata-se de um caminho sem volta, iniciado em 2016 e apresentado neste caso do tríplex, bem como um diversos outros interrogatórios que prestei, como no caso do sítio de Atibaia.

Os fatos por mim retratados ao Poder Judiciário foram feitos de maneira espontânea e voluntária, sem qualquer benefício prévio pactuado, onde, inclusive, abri mão do meu direito constitucional ao silêncio.

Curitiba, 02 de julho de 2019. Com informações do GGN.

 

Olavo pede que Moro casse registro do PT e de partidos de esquerda


Escritor Olavo de Carvalho afirmou que a lei proíbe siglas de se filiarem a organizações estrangeiras; o Foro de São Paulo agrega mais de 100 partidos de esquerda da América Latina; Olavo defendeu que o ministro Sérgio Moro (Justiça) casse o registro das legendas; “Os que pertencem ao Foro de São Paulo não têm nenhum direito de estar no parlamento”

O escritor Olavo de Carvalho defendeu que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, casse o registro de partidos de esquerda. O ex-juiz está no centro da crise política do governo Jair Bolsonaro com as revelações de um conluio entre ele e procuradores da Operação Lava Jato, o que escancarou ainda mais a partidarização das investigações para tirar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da eleição.

O guru do presidente Jair Bolsonaro aconselha Moro a não dar satisfação aos parlamentares. “Eles que deveriam estar respondendo perguntas sobre os crimes que cometeram”, disparou o escritor em vídeo divulgada na noite quarta-feira (3). “Os que pertencem ao Foro de São Paulo não têm nenhum direito de estar no parlamento. Esses partidos legalmente não existem porque ferem o preceito da nossa lei eleitoral segundo qual os partidos brasileiros não podem estar filiados a organizações estrangeiras”, complementou.

De acordo com o escritor, os partidos, se confrontados, argumentariam que o Foro de São Paulo é apenas um órgão consultivo. Trata-se de uma agrega mais de 100 partidos de esquerda da América Latina e Caribe.

Olavo quer que Moro investigue a entidade para saber de onde vem o dinheiro que sustenta seus encontros. “É uma operação gigantesca. É só fazer isso [investigar] que o pessoal cala a boca, fica quietinho e não enche mais o saco”, disparou.247.

Homem tortura ex-mulher e a obriga a comer fezes


Homem que não aceitava o fim do relacionamento tortura ex-mulher durante 5 horas e obriga a vítima a comer fezes. Agressor fez áudios e vídeos pelo celular e enviou para familiares dela

homem tortura ex fezes belém
Imagens e provas das agressões estão sob posse do Ministério Público do Pará

Márcio Cruz da Conceição, de 19 anos, torturou durante cinco horas a sua ex-namorada no distrito de Icoaraci, em Belém do Pará. O crime aconteceu no dia 23 de junho, mas o homem só foi preso na última terça-feira (2).

Durante a sessão de tortura, a vítima foi obrigada a comer fezes de animais e ainda teve o cabelo raspado com uma navalha. O agressor estava inconformado com o fim do relacionamento.

O Ministério Público do Pará (MPPA) pediu a prisão de Márcio depois de ouvir o depoimento da vítima e analisar o material entregue.

O crime aconteceu na casa de Márcio. A jovem foi convidada por ele para almoçar na residência e, chegando lá, o homem tentou reatar a relação.

A vítima não demonstrou interesse e passou a ser brutalmente agredida com uma barra de ferro. Além de comer fezes de animais e ter o cabelo raspado, a mulher teve o rosto e o couro cabeludo cortados.

Márcio ainda fez um corte na testa da vítima em forma de “M”, em alusão a inicial de seu nome. No final da sessão de tortura, ele gravou vídeos e áudios e encaminhou para os familiares da jovem.

“Eu só não te matei mesmo, vagabunda, porque tua vida vale menos que merda e minha liberdade, sua rata”, diz o agressor em um dos registros.

O criminoso encontra-se preso no Centro de Triagem Metropolitana II (CTM II), da Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), em Marituba. Ele pode responder por tentativa de feminicídio.

Feminicídio no Brasil

A palavra “feminicídio” se refere ao assassinato de mulheres e meninas por questões de gênero, ou seja, em função do menosprezo ou discriminação à condição feminina.

No entanto, isso não indica que toda mulher assassinada é vítima de feminicídio. Trata-se de um crime de ódio, no qual a motivação da morte precisa estar relacionada ao fato de a vítima ser do sexo feminino.

Atualmente, o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de Feminicídio, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas pra os Direitos Humanos (ACNUDH). O país só perde para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia em número de casos de assassinato de mulheres.

Em comparação com países desenvolvidos, aqui se mata 48 vezes mais mulheres que o Reino Unido, 24 vezes mais que a Dinamarca e 16 vezes mais que o Japão ou Escócia.

Revelação do atletismo brasileiro morre aos 18 anos


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Segundo relatório do Instituto Médico-Legal (IML), a jovem tinha sinais de enforcamento
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A jovem Alana Maranhão (Imagem: Wagner Carmo/CBAt/arquivo)

Revelação do atletismo brasileiro, a jovem Alana Maranhão, de 18 anos, foi encontrada morta neste domingo (30) em sua casa no município de Paranavaí (PR).

Considerada uma das joias a serem lapidadas no esporte olímpico nacional, Alana competia no lançamento do dardo. As circunstâncias de sua morte ainda não foram esclarecidas. Familiares dizem que ela sofria de depressão.

A polícia informou que vai investigar o caso. Segundo relatório do Instituto Médico-Legal (IML), a jovem foi encontrada com sinais de enforcamento.

Em nota, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAT) lamentou o falecimento de Alana. A CBAT expressou “o mais profundo pesar em nome da comunidade do atletismo pelo ocorrido”, além de condolências aos familiares e amigos.

Em 2017, aos 16 anos, Alana foi medalhista de prata no Campeonato Sul-Americano Sub-18 e chegou à final do Mundial de Menores (Sub-18), em Nairóbi, no Quênia, lançando o dardo a 50,97m.

Naquele mesmo ano, ela ainda foi campeã brasileira sub-18 e quinta colocada no sub-20. No ano passado, os resultados dela pioraram. Ela não competiu as competições nacionais e só participou dos Jogos Escolares, terminando em terceiro lugar.

Criança brasileira desaparece em rio ao tentar entrar nos Estados Unidos


 

Uma menina brasileira de 2 anos que tentava atravessar o Rio Grande com a mãe, de nacionalidade haitiana, desapareceu na noite de segunda-feira. O rio marca a fronteira do México com os Estados Unidos. A mulher foi detida depois de alcançar o território norte-americano e disse aos agentes da patrulha fronteiriça que tinha perdido a filha durante a travessia do rio, considerado perigoso por causa das fortes correntezas.

Até a manhã desta quarta-feira, equipes de mergulhadores trabalhavam para tentar localizar a menina, auxiliados por equipamentos de sonar e submarinos portáteis. As identidades da criança e da mãe não foram reveladas.

O caso agrava a crise migratória na fronteira. No último dia 24, os corpos do salvadorenho Óscar Ramírez, 25 anos, e da filha Valéria, 2, foram encontrados dentro do mesmo é abraçados. O Itamaraty ainda não comentou o desaparecimento da criança brasileira.

Segundo pesquisadora britânica, “políticas ambientais de Bolsonaro levarão o mundo a cenário de catástrofe”


Em artigo publicado no meio estadunidense The Globe Post, a cientista Claire Wordley, estudante de pós-doutorado na Universidade de Cambridge, afirma que “a mais importante defesa do patrimônio florestal amazônico brasileiro é a feita pelos povos indígenas, que são vistos como inimigos pelo atual governo”.

A revista digital nova-iorquina The Global Post trouxe nesta terça-feira (3) um artigo com título impactante (talvez porque o tema que aborda é igualmente preocupante): “Torching Earth’s Lungs: Bolsonaro’s Environmental Policies Set Scene for Catastrophe” (algo como “queimando os pulmões da terra: políticas ambientais de Bolsonaro conduzem o mundo a um cenário de catástrofe”, em tradução livre).

O texto diz que “o governo de Bolsonaro só se importa em enriquecer seus amigos no poderoso lobby do agronegócio, que colocou os seus representantes nas instâncias responsáveis por gerir as políticas ambientais brasileiras, colocando os seus interesses e não a preservação como prioridade”.

O artigo foi escrito pela pesquisadora e ambientalista britânica Claire Wordley, pós-doutoranda da Universidade de Cambridge. Ela ainda trabalha com estudos sobre biodiversidade com o projeto Conservation Evidence. “Esse lobby agropecuário não pensa nos pequenos agricultores e tampouco está interessado em cultivar alimentos para os brasileiros, mas sim para empresas de milhões de dólares que pretendem exportar ainda mais carne bovina, soja e grãos para a China, Europa e Estados Unidos”, afirma.

A pesquisadora britânica descreve Bolsonaro como uma figura que “foi apelidada de ‘Tropical Trump’, mas esta etiqueta não lhe faz justiça. Capitão da brutal ditadura militar brasileira, Bolsonaro entrou na política quando o regime caiu em 1985, mas não deixou suas raízes autoritárias para trás”.

Ela também afirma que “a mais forte defesa do patrimônio florestal amazônico brasileiro veio dos povos indígenas, que vêm defendendo suas terras contra invasores gananciosos há séculos, mas que agora são vistos como inimigos pelo atual governo, e correm sério risco se o novo decreta das armas de Bolsonaro facilitar o armamento dos latifundiários interessados em suas terras”.

Fonte Fórum.

Trabalhar 3 dias por semana é chave para o sucesso, ensina bilionário


Richard Branson - Foto: divulgação

O fundador do grupo britânico Virgin, um conglomerado bilionário, diz que a chave para o sucesso empresarial é permitir que os funcionários trabalhem apenas 3 dias por semana.

Richard Branson acredita a melhor forma de tornar os colaboradores mais eficientes é o equilíbrio correto entre lazer e trabalho. Ele defende uma vida menos “estressante” para sua equipe e diz que isso deve ser prioridade no futuro dos ambientes corporativos.

“O trabalho flexível incentiva nossos colaboradores a encontrar um melhor equilíbrio entre suas vidas profissional e privada e, por meio desse equilíbrio, eles se tornam mais felizes e produtivos”, escreveu Branson no site da Virgin.

Nova visão

Ele também acredita que a tecnologia pode diminuir o trabalho manual exercido pelos contribuidores, o que permitiria a elas mais tempo livre com família e amigos.

Para que isso dê certo, porém, é preciso que as empresas se reorganizem, já que as pessoas deverão receber a mesma quantidade de dinheiro para trabalhar menos horas por semana.

Nas empresas do grupo, os funcionários têm direito a férias ilimitadas – como mostrou em 2014 o SóNotíciaBoa – e home office à vontade, ou seja, podem trabalhar em casa, se quiserem.

Atrativo

No post, Richard Branson revela ainda que a flexibilidade proporcionada pela companhia tem sido um atrativo para diversos talentos ao redor do mundo.

De acordo com dados do grupo, são mais de 69 mil funcionários, espalhados por 53 países.

Com informações da PEGN