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Governo chinês ignora Bolsonaro sobre troca de embaixador do país no Brasil


Pedido havia sido feito pelo chanceler Ernesto Araújo, alvo da diplomacia mundial

[Governo chinês ignora Bolsonaro sobre troca de embaixador do país no Brasil]
Foto : Romulo Serpa/Agência CNJ

O presidente Jair Bolsonaro pediu no ano passado ao governo da China a troca de seu embaixador no Brasil, Yang Wanming, após pressão exercida pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. A solicitação ocorreu em abril e voltou a ser reforçada em novembro, após bate-bocas via redes sociais entre o diplomata e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Pequim ignorou a solicitação brasileira nas duas ocasiões. No entanto, o governo da China fez chegar a autoridades brasileiras a informação de que seu embaixador no Brasil é um quadro conceituado do serviço público chinês.

Um membro do governo Bolsonaro argumenta que as declarações de Yang, contra Ernesto Araújo e os filhos do presidente, foram avalizadas pelas autoridades em Pequim, que têm instruído seus diplomatas no exterior a responder à altura diante de manifestações consideradas ofensivas ao regime. Do Metro1

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Dallagnol admite que prisão é eficiente para forçar acordos de delação


Dallagnol

Publicado originalmente no ConJur:

Por André Boselli e Luiza Calegari

“Nunca uma transferência foi tão eficiente, rsrsrs”. A frase é do procurador Deltan Dallagnol, à época coordenador da frente paranaense da “lava jato”. Foi escrita em “chat” de procuradores no dia 4 de agosto de 2017. A “transferência” a que ele se refere é a de Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil.

Dias antes, em 27 de julho, Bendine tinha sido preso preventivamente na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Mas poderia ser transferido para o Complexo Médico Penal (CMP) — em Pinhais, região metropolitana de Curitiba —, cujas condições são reconhecidamente precárias.

Na conversa, uma outra pessoa tinha dito que Bendine pediu para não ser transferido, sinalizando que poderia fechar um acordo de delação premiada. Foi nesse momento que Deltan ironizou a “eficiência” de uma ameaça de transferência para forçar uma “colaboração”.

O sucinto diálogo deixa claro o que muitos advogados há tempos vêm alertando: o modus operandi do consórcio de Curitiba envolveu decretações de prisão preventiva como forma de pressionar os investigados a fazer acordos de colaboração premiada.

As frases constam do material a que a defesa do ex-presidente Lula teve acesso, após decisão do ministro Ricardo Lewandowski. Os dados foram obtidos por hackers e, posteriormente, apreendidos pela Polícia Federal, no curso da apelidada operação spoofing.

Leia leia parte da conversa.

4 Aug 17
• 14:49:07 Advogados do Bendine estão tentando falar com o Moro e com vocês para dizer que ele quer fazer um acordo de colaboração e não ir para o CMP….
• 15:05:15 Moro pediu para transferir o Bendine só na segunda.
• 17:39:52 Deltan kkkk
• 17:39:59 Deltan Nunca uma transferência foi tão eficiente rsrsrs
• 17:40:06 Deltan Pediram reunião pra segunda pela manhã
• 19:04:29 Boa… rs

Fonte DCM

 

Kakai: Foi preciso um ato ilícito de um hacker para desnudar o poderio criminoso da gangue de Curitiba.


Um texto grande. na íntegra do advogado Kakai, publicado no site DCM, mas que vale a pena gastar alguns minutos do seu tempo e ler. 
Carlos Fernando Santos Lima, Deltan Dallagnol e Januário Paludo, da Lava Jato. Foto: Arquivo

Por Kakay

“Nada me pesa tanto no desgosto como as palavras sociais de moral. Já a palavra ‘dever’ é para mim desagradável como um intruso. Mas os termos ‘dever cívico’, ‘solidariedade’, ‘humanitarismo’, e outros da mesma estirpe, repugnam-me como porcarias que despejassem sobre mim de janelas. Sinto-me ofendido com a suposição, que alguém porventura faça, de que estas expressões têm que ver comigo, de que lhes encontro, não só uma valia, mas sequer um sentido”. Fernando Pessoa, no Livro do Desassossego

Quando a solidão passa a ser a mais frequente companhia, por causa do isolamento social, e o programa mais esperado é acompanhar algum julgamento no Judiciário, é um sinal claro de que os tempos são estranhos e preocupantes. A conversa sempre volta à incompetência do governo, que, num negacionismo criminoso, optou por comprar cloroquina e não a vacina, ou a absoluta inércia dos poderes constituídos no enfrentamento do caos.

A torcida não é pela volta da normalidade da vida que nos roubaram, mas para ver se o número de mortos pelo vírus diminuiu naquele dia. Nós, que tínhamos na excelência do SUS a capacidade de vacinar milhões de pessoas rapidamente, hoje estamos torcendo para conseguir vacinar a população até o começo do próximo ano.

Na ausência e na irresponsabilidade criminosa do governo no programa de vacinação, algumas empresas já começam a fazer valer o tristemente famoso jeitinho brasileiro e a burla vergonhosa faz com que algumas pessoas sejam vacinadas clandestinamente. Normalmente, esses são os que bradam pelas ruas que o vírus não existe, que a doença não é grave e que só estão se vacinando porque querem mostrar que fazem parte de uma elite acostumada a arrotar os privilégios que julgam serem naturais. A máscara, que salva vidas, serve também para que a gente não tenha que ver a cara desse bando de canalhas. Escondo-me em Torquato Neto, no Poema do aviso final:

“ É preciso que haja alguma coisa
alimentando o meu povo;
uma vontade
uma certeza
uma qualquer esperança.
É preciso que alguma coisa atraía
a vida
ou tudo será posto de lado
e na procura da vida
a morte vira na frente
e abrirá caminhos.
É preciso que haja algum respeito,
ao menos um esboço
ou a dignidade humana se afirmará a machadadas.”

A questão central do país hoje, além do vírus, é saber se as tais mensagens que o bendito hacker capturou dos telefones institucionais da –na expressão posta pelo colunista do Globo– “gangue de Curitiba” podem ser usadas somente para a defesa dos que foram perseguidos pelo grupo, ou também para colocar a gangue no banco dos réus.

O questionamento é de alta indagação jurídica e por isto é debatido, pasmem, nos táxis, nos programas de auditório e em mesas de bar. Ou seja, as conversas do bando, chefiado por um ex-juiz que se julgava semideus, já são do conhecimento de todos e ninguém mais ousa negar a veracidade delas. Até porque já há um procurador que expressamente afirma serem verdadeiras as mensagens, embora diga que aquele espaço no Telegram era parecido com conversas de botequim. O que o Judiciário fará com as citadas mensagens é o assunto da moda.

O próprio ministro e presidente do Superior Tribunal de Justiça requereu ao procurador-geral da República que investigue os membros da força-tarefa flagrados nas mensagens combinando investigar ilegalmente ministros do Tribunal. Assim sendo, o ministro Humberto Martins considerou as mensagens suficientes para determinar a abertura de uma investigação para apurar as condutas penais, bem como administrativas, e até de desvio ético dos procuradores. E o procurador-geral da República já encaminhou o pedido de investigação da gangue de Curitiba para a Corregedoria do Ministério Público Federal. É hora dos demais membros do Ministério Público mostrarem que não coadunam com os métodos obscuros e ilegais desse grupo.

Por sinal, em importantíssima manifestação pública, 4 ilustres ex-presidentes da Associação Nacional dos Procuradores da República condenaram expressamente as trocas de mensagens entre os membros da Força Tarefa de Curitiba e o juiz Sérgio Moro. Ressaltaram que as mensagens sugerem conduta incompatível com a missão constitucional do Ministério Público, com desprezo às garantias constitucionais dos acusados e em desrespeito às normas que regem a cooperação internacional. Os ex-presidentes sugerem ainda que “sejam identificadas as ilicitudes praticadas no exercício do ofício e seus responsáveis submetidos ao devido processo legal”. É a comprovação cabal de que boa parte dos Procuradores, eu sempre repito, é séria, proba e não compactua com os abusos.

No entanto, não espere coerência dos membros da gangue que sempre se guiaram por um projeto de poder. Indigentes intelectuais e morais tinham na estrutura de marketing sua sustentação. Para tanto, contavam com o apoio estratégico de parte da grande mídia e dos jornalistas de algibeira sempre ávidos para serem usados. E, claro, ao instrumentalizarem o Poder Judiciário, usavam, sem pudor, as mais diversas estratégias para dar aparência de legalidade aos abusos. Muita gente séria foi enganada por uma história montada sem nenhum escrúpulo ou compromisso com a verdade. Utilizando o mote de combater a corrupção a qualquer custo, corromperam o sistema de justiça para chegarem ao poder. Remeto-me a Sophia de Mello Breyner Andresen, no poema O Velho Abutre:

“O velho abutre é sábio
e alisa as suas penas
A podridão lhe agrada
e seus discursos
têm o dom de tornar
as almas mais pequenas.”

 

A gangue pregava que a prova ilícita deveria ser usada sim, pois os fins justificariam os meios. São os mesmos que admitiam que a prisão servia, mesmo sem os pressupostos legais, para o fim específico de forçar o cidadão a delatar. Valiam-se da tortura de maneira institucionalizada, ao se considerar que prisão injusta pode ser uma forma de tortura. Contavam com a exposição midiática para quebrar a moral dos investigados e os forçavam a delatar. Estupraram o instituto da delação. Montaram, como fica claro nas mensagens, uma organização à margem da lei, composta por juiz, procuradores e advogados para lucrar com uma indústria de delação. As recentes revelações parecem mostrar que a delação era empregada para extorquir, para ameaçar, para proteger.

E dá náusea constatar nas mensagens que faziam tudo isso debochando e se divertindo com a desgraça alheia. É deprimente ver a absoluta falta de qualquer escrúpulo do grupo. A maneira desumana com que tratavam as pessoas, até mesmo em episódios trágicos como a morte do neto do ex-presidente, nos dá a dimensão da miséria humana que caracteriza esses personagens. Não podemos deixar que o desprezo que nutrimos por eles venha obnubilar nossos olhos a ponto de querermos negar a eles os direitos que eles negaram a todos.

É claro que, se fôssemos usar a mesma régua que o bando usava para se impor, ou se fôssemos exigir coerência deles, a essa altura esses procuradores já deveriam ter pedido a prisão deles mesmos e do juiz que os chefiava, e o juiz já teria prendido a todos. E ainda com direito a uma superexposição midiática no horário nobre. Repito o que já virou um mantra: vamos dar a eles o devido processo legal, o pleno direito de defesa, um julgamento justo e imparcial e até a presunção constitucional da inocência, garantindo que só irão para o cárcere após o trânsito em julgado da sentença.

Em tempos em que cumprir a Constituição passou a ser um ato revolucionário, vamos garantir a eles todos os direitos constitucionais. Essa falta de ar que sufoca o cidadão acometido pela praga do vírus, agravada pela inação criminosa do governo, que é filho direto do trabalho político da gangue em questão, não deve nos levar a perder a lucidez.

A angústia e o medo que imobilizam a todos os infectados já produz sérios efeitos colaterais aos que sobrevivem à doença. Há uma turva nuvem que parece cegar a todos e um grito seco não gritado, preso na garganta. No meio desse círculo invisível que nos oprime, nós temos que resistir aos métodos de barbárie que sempre combatemos. É, de certa maneira, a humanidade sendo posta à prova. Só venceremos se enfrentarmos os abusos, mesmo em tempos de ar rarefeito, com as armas da normalidade democrática.

As mensagens, isto é unânime, podem e devem ser manejadas na defesa técnica dos que foram objeto das ilegalidades. Toda a jurisprudência é nesse sentido. Assim como não é mais possível discutir se o juiz foi parcial, ou se a gangue por ele coordenada cometeu inúmeros ilícitos e crimes. Isso hoje é de uma obviedade chapada. A discussão que se faz necessária é se é possível utilizar as mensagens, obtidas sem autorização judicial, como prova em um processo criminal contra os envolvidos. Para isso serve o Estado Democrático de Direito.

Mesmo sendo indiscutível que a gangue cometeu diversos excessos, o cumprimento a Constituição se impõe. Os membros do bando pregavam o uso da prova ilícita para acusar e abusaram das provas obtidas por meios ilícitos, inclusive na obtenção de documentos no exterior sem obedecer aos tratados internacionais, mas não devemos nos misturar com eles.

A questão central é se as mensagens capturadas em telefones institucionais, trocadas entre agentes públicos e versando sobre processos públicos, devem ter o mesmo tratamento constitucional de proteção à intimidade do que as mensagens privadas. Todos têm o direito constitucional à intimidade e a não verem ser usadas contra si provas obtidas por meios ilegais. O alcance da norma constitucional é que desafia o Poder Judiciário agora.

O sistema de justiça, que foi corrompido pela gangue e por seu chefe, tem que mostrar que o direito vale para todos. A ponderação entre o uso das funções públicas como escudo para cometer crimes e abusos e a extensão do direito de proibição ao uso da prova ilícita está a provocar o próprio sistema que foi conspurcado pelo bando. Foi preciso um ato ilícito de um hacker para desnudar o poderio criminoso da gangue de Curitiba. Resta puni-los. Lembrando o velho Bertolt Brecht:

“Pelo que esperam?
Que os surdos se deixem convencer
E que os insaciáveis
Devolvam-lhes algo?
Os lobos os alimentarão,
Em vez de devora-los?
Por amizade
Os tigres convidarão
A lhes arrancarem os dentes!
É por isso que esperam!”

Maracás X Coronavírus: Cai gradativamente o número de ativos


Vamos colaborar para zerar os ativos nessa amável cidade da flores e de gente boa chamada Maracás

Muito triste a notícia de 30 mortos pela Covid 19 em Maracás, porém, por trás de uma notícia ruim há sempre uma outra mais agradável ou, menos desagradável, que é a queda de ativos na cidade das flores. O último boletim mostrou 71  ativos, que a poucos dias estava acima de 100. Isso quer dizer que os infectados todos os dias está sendo em menor quantidade do que os que são curados. Não é uma notícia menos desagradável?  Também, para aumentar as esperanças dos maracaenses, a boa notícia é que quase 500 pessoas já foram vacinadas em Maracás, sendo essas entre profissionais de Saúde e idosos.

Para que esse quadro venha a ficar mais agradável, é preciso que todos procurem a ter cuidados ao máximo, que são manter-se à distância de pessoas, usar constantemente álcool em gel, não esquecer a máscara em casa e nem usá-la no bolso e, por fim, só sair se for por necessidade. Acontecendo estes cuidados, certamente o número de ativos tende a cair e até, quem sabe, zerar. Fica a dica e a luta continua companheirada, como diz uma amiga que tenho chamada Marlene que, diga-se de passagem, é uma figura que soma muito no grupo Café com Leite.

Correa sobre eleições no Equador: “A sociedade se deu conta do fracasso dos governos neoliberais”


O ex-presidente Rafael Correa, padrinho político do candidato Andrés Arauz, favorito para vencer as eleições presidenciais no Equador, afirmou em entrevista à Folha que há um ressurgimento da esquerda na região devido à “desilusão com o neoliberalismo”.

A verdade é que a passagem desse modelo de governar da extrema direita não deu certo em lugar algum. O Brasil, que está atravessando um momento muito difícil, talvez o mais terrível  da sua história, também espera a sua vez de voltar a ter gestões voltadas para o crescimento do país e sua gente.

Leia um trecho da entrevista Correia abaixo:

(…) O sr. crê que, com uma eventual vitória de Arauz, estaríamos diante de um retorno da esquerda na América Latina? Nós nunca saímos. Nos tiraram. No Brasil, a democracia foi roubada por aqueles que colocaram Lula na cadeia e deram um golpe para tirar Dilma Rousseff do poder. Bolsonaro é um presidente democrático. Mas o Brasil é uma democracia entre aspas. Porque se Lula não tivesse sido preso, ele seria o presidente do país. Depois, na Bolívia, deram um golpe de Estado. No Equador, Lenín Moreno traiu nossos ideais.

Creio que há um ressurgimento da esquerda, sim, mas porque a sociedade se deu conta do fracasso dos governos neoliberais modernos.

O ponto chave desse processo ocorreu em 2014, com a mudança das condições do mercado internacional, com a desaceleração mundial, quando caíram os preços das “commodities”. Foi então que a imprensa, que na América Latina pertence à elite, começou a dizer que o que estava ocorrendo era o fracasso das políticas socialistas. Mas não notaram que nós estávamos enfrentando crises imensas.

Com informações do DCM

Merval reconhece que imprensa independente derrotou a Globo ao contar a verdadeira história da Lava Jato


Em coluna publicada nesta quinta-feira, o principal articulista da Globo, que foi cúmplice dos abusos cometidos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reconhece ter perdido a “narrativa” da Lava Jato.

Na verdade, todos eles sabiam da verdade, porém apostaram que nunca ia ser descoberto. Agora, que tudo veio ao afloramento, o que estava por baixo da lona foi exposto. Agora, que viram que a batalha foi vencida, até porque a verdade sempre vence a mentira, o Merval vem com essa conversa que admite que são derrotados.

O jornalista Merval Pereira, principal colunista da Globo, empresa que foi cúmplice do golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff e da prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dois processos políticos que foram essenciais para um choque neoliberal que retirou direitos dos trabalhadores, provocou o desmonte da Petrobrás, a destruição da engenharia nacional, a entrega de ativos do pré-sal e o encarecimento dos combustíveis no Brasil, publica artigo nesta quarta-feira, em que diz que “narrativa de Lula vai prevalecendo com o fim da Lava Jato”.

O reconhecimento de que a Globo, cúmplice da destruição do Brasil, foi derrotada pela imprensa independente, que, desde o início, vem apontando a Lava Jato como peça essencial para a destruição da democracia e da economia nacional, no entanto, vai muito além de uma simples “guerra de narrativas”. Ele chega no momento em que surgem provas abundantes de que o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores de Curitiba cometeram abusos judiciais, perseguiram lideranças de esquerda e participaram de colaborações ilegais com os Estados Unidos, país que se beneficiou com a destruição também da soberania nacional. Não se trata da narrativa A ou B, mas da mentira contada pela Globo derrotada pela verdade contada pela imprensa independente.

Merval termina seu artigo de forma ambígua. “Há quem veja nos diálogos revelação de que o jornalismo profissional colaborou acriticamente com a Operação Lava-Jato. Mas e os que colaboram com o petismo para inocentar Lula de todas as acusações, seriam esses os verdadeiros jornalistas? O caso agora virou uma luta política de narrativas. Durante cinco anos, prevaleceu a da Lava-Jato. A reação do establishment político veio, como aconteceu na Itália das Mãos Limpas. Nada indica que seja o fim, como disse o ministro Edson Fachin. #ficaimprensa”, escreve.

No entanto, o Brasil não precisa de uma imprensa golpista como a Globo, que tem dois golpes em seu currículo: o de 1964, já confessado, e o de 2016, ainda não confessado.

Co informação do 247

Empresários se unem para vacinar todos os brasileiros até setembro


Luiza Trajano, dona do Magalu - Foto: Patricia Monteiro / Bloomberg
Luiza Trajano, dona do Magalu – Foto: Patricia Monteiro / Bloomberg

Empresários se uniram e criaram um movimento para ajudar a vacinar todos os brasileiros até setembro. É o Unidos pela Vacina.

O grupo vai apoiar o SUS, Sistema Único de Saúde, com soluções de logística e compra de insumos, como seringas, agulhas e também facilitar a distribuição dos imunizantes contra a Covid-19 em todo o país nos próximos 8 meses.

Os empresários também querem ajudar na fabricação dos imunizantes – com auxílio na logística e na solução de problemas da Fundação Oswaldo Cruz, parceira na produção da vacina de Oxford/Astrazeneca, e do Instituto Butantan, que fabrica, no Brasil, a CoronaVac.

O Unidos pela Vacina foi anunciado nesta segunda, 8 pela empresária Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza.

“O nosso objetivo é vacinar todos os brasileiros até setembro deste ano. Sim, vacina para todos até setembro deste ano”. A gente não discute política, não procura culpado. A gente discute, sim, como levar a vacina até todas as pessoas do nosso país”, escreveu a empresária nas redes sociais.

O movimento é coordenado pelo Grupo Mulheres do Brasil, que tem mais de 75 mil participantes.

Entidades como a Febraban, Federação Nacional dos Bancos, já anunciaram apoio ao Unidos pela Vacina, que deve divulgar ao longo da semana as ações em todo o país.

Não foi revelado quanto será investido no movimento.

Quebrar resistência

O movimento vai investir em uma campanha publicitária que será veiculada em todo o país, pela televisão.

A intenção é diminuir a resistência à vacina e, depois, mostrar como tomar o imunizante.

O Unidos pela Vacina lançado nesta segunda-feira não tem relação com o outro movimento empresarial que surgiu em janeiro, que pretendia comprar imunizantes para aplicar em funcionários de grandes empresas e doar parte das vacinas adquiridas para o SUS.

Com informações do EM e CNN

Gilmar diz que suspeição de Moro está sendo discutida apenas no caso do Guarujá, e não de Atibaia


“Acho que há muita lenda urbana e possíveis confabulações e teorias conspiratórias. Nunca ouvi ninguém sério no STF preocupado com essa questão de Lula voltar a ser elegível”, disse o ministro do Supremo Tribunal Federal, em entrevista ao portal Jota

Gilmar Mendes e o ex-presidente Lula

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que deve colocar em pauta a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro logo após o Carnaval, em razão de todas as provas já obtidas de sua parcialidade, não garante que este julgamento devolverá ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi preso político durante 580 dias, a sua cidadania política.

Em entrevista ao portal Jota, ele disse a suspeição de Moro está sendo discutida apenas no caso do Guarujá, e não de Atibaia. “O que estamos discutindo [no STF] é apenas o HC no caso específico do tríplex. Certamente essa decisão pode ter reflexos sobre outros casos. Agora, há muitas questões que estão aí envolvidas”, afirmou o ministro. “Acho que há muita lenda urbana e possíveis confabulações e teorias conspiratórias. Nunca ouvi ninguém sério no STF preocupado com essa questão [de Lula voltar a ser elegível]. O que todos manifestam é a preocupação de julgar bem esse caso. O que precisamos é dar ao ex-presidente um julgamento digno e justo”, continuou.

“Nesse caso vamos discutir apenas a condenação do tríplex e, se essa condenação cair, ela afasta a inelegibilidade nesse caso. Em outros, terá que haver uma nova discussão e um novo exame. De modo que essa inelegibilidade do Lula passa por esse debate”, pontuou.

Com informação do 247

Já era de se esperar: Tabata Amaral é a favor da autonomia do Banco Central


Tabata Amaral. Foto: Luis Macedo/Ag. Câmara

Tabata Amaral, a mesma que votou a favor da Reforma da Previdência, agora defende a autonomia do Banco Central.

Ela nega que o BC será “capturado pelo setor financeiro” e afirma que a medida previne “que sejemos vítimas de governos autoritários e populistas de esquerda ou direita”.

Especialistas apontam tratamentos simples que fazem diferença contra a Covid-19


Medicamentos baratos e procedimentos terapêuticos consagrados podem salvar vidas de pacientes enquanto vacinação ainda não é global
Ala para pacientes com Covid-19 no Hospital Copa Star, em Copacabana: ao longo da pandemia, médicos foram aprendendo quais os tratamentos mais eficazes contra novo coronavírus Foto: Marcia Foletto
Ala para pacientes com Covid-19 no Hospital Copa Star, em Copacabana: ao longo da pandemia, médicos foram aprendendo quais os tratamentos mais eficazes contra novo coronavírus Foto: Marcia Foletto

 

RIO — As vacinas concentram a atenção mundial, mas, sem tanto alarde, o tratamento da Covid-19 vem avançando de forma radical. Um ano após o início da pandemia, para quem tem acesso a atendimento médico rápido, a chance de sobreviver é grande, asseguram especialistas. À frente dos avanços estão medicamentos baratos, procedimentos terapêuticos simples e, sobretudo, maior conhecimento sobre como tratar os pacientes.

Os médicos aprenderam a modular o uso de corticoides e anticoagulantes, a interpretar exames em busca de marcadores de inflamação. Descobriram também como usar melhor o oxigênio, tão em falta em Manaus, e a ventilar seus pacientes.

Mas o que tem feito enorme diferença no tratamento é o atendimento e o acompanhamento diário pelo médico logo após o surgimento dos sintomas. A pneumologista e pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo, colunista do GLOBO, diz que é preciso falar diariamente com o paciente, mesmo aquele com sintomas leves.

—Na Covid-19 a saturação de oxigênio pode despencar e a pessoa não percebe. Às vezes, são sinais sutis, como o esforço da musculatura do pescoço e da face, que o paciente nem nota, mas que dizem ao médico que aquela pessoa está com dificuldades para respirar. Nunca atendemos tanta gente com a mesma doença e sinais tão diferentes, como distúrbios de pele, intestino e articulares. Mas a atenção diária ao paciente salva vidas —afirma Dalcolmo.

A mesma opinião tem um dos primeiros médicos a atender casos de Covid-19 no Brasil, o pneumologista Carlos Alberto de Barros Franco, da Academia Nacional de Medicina. Ele garante que há condições de conduzir a maioria dos casos a um bom desfecho

— A ideia equivocada de que a Covid-19 não tem tratamento é resultado do fato de que o coronavírus pega muita gente e há muitas pessoas com comorbidades sendo infectadas ao mesmo tempo numa população grande num país como o Brasil, sem estrutura adequada — afirma o médico.

Barros Franco diz que a doença segue dividida em três fases (leve, moderada e grave), mas a compreensão e o tratamento delas mudaram. A primeira, na qual ficam 80% dos infectados, é a dos sintomas leves (febre, dor de garganta, tosse, congestão nasal, por exemplo).

Hospitalização

Os especialistas frisam que o doente de Covid-19 não deve ficar em casa, ao contrário do que se imaginava quando havia menos conhecimento. O chefe da UTI do Hospital Copa Star, Fabio Miranda, lembra que antes muitos pacientes já chegavam com a doença avançada, por vezes, irreversível.

Atenção: ‘Não há motivo para pânico em relação às novas variantes do coronavírus’, diz virologista da UFRJ Amílcar Tanuri

—Hoje pedimos para a pessoa infectada medir quatro vezes por dia a saturação de oxigênio com um oxímetro de dedo. Se cair abaixo de 92% é para ir para o hospital. O contato diário com o paciente, mesmo que pelo telefone, faz com que possamos detectar sinais de agravamento e, quase sempre, evitar o pior —frisa Miranda.

Os especialistas alertam com ênfase que não existem tratamentos profiláticos ou preventivos.

Imunização:  A cada 10 mil vacinados contra a Covid-19 no Brasil, apenas 5 têm reações, a maioria leves

— Seria maravilhoso, mas não existem. Esqueçam cloroquina, hidroxicloroquina, zinco, vitamina D, ivermectina, anitta, nada disso provou funcionar. Mas temos outros recursos e ainda boas perspectivas. O fundamental é que o paciente tenha acompanhamento diário, mesmo que pelo telefone. Isso mudou e fez enorme diferença —salienta Barros Franco.

Salvador apura 24 casos suspeitos de fraude na vacinação da Covid-19


Salvador apura 24 casos suspeitos de fraude na vacinação da Covid-19

Foto: Rodrigo Nunes/MS

Salvador apura 24 casos de possíveis fraudes na vacinação contra a Covid-19. As investigações estão sendo conduzidas pela Comissão Especial de Procedimentos Preparatórios Administrativos, instaurada na última sexta-feira (5). Bruno Matos, presidente da Comissão, ressalta que ainda não há confirmação de pessoas que furaram a fila.

 

“Como todo processo de demanda e oferta de alguma coisa ao público, e que tem determinada concorrência, existem as possibilidades de fraudes”, reconheceu.

 

Cabe ao grupo a condução de “procedimentos preparatórios administrativos” e a partir da apuração das denúncias identificar os envolvidos e submeter ao crivo do Ministério Público Estadual (MP-BA), Federal (MPF), autoridades policiais ou a Secretaria de Gestão (Semge), que a nível municipal tem um departamento específico responsável pela implementação de processos administrativos.

 

Isso porque a Comissão recém criada não tem legitimidade para instaurar processo de punição de servidores ou particulares envolvidos em imunização indevida. “Com a comissão se cria uma instrução mínima, uma arrecadação mínima de provas para poder formalizar a informação a este órgão de processos administrativos, disciplinares, ou responsabilidade que funciona na Semge e também concomitante informar aos órgãos de controle e fiscalização e autoridades policiais”, explica Bruno Matos.

 

O presidente atua também como assessor jurídico da prefeitura e pondera que o processo de vacinação é recente, assim como as denúncias e informações. Mas destaca que o papel da comissão é importante e vem ocorrendo de modo positivo. “Os nossos procedimentos internos – que é esse procedimento preparatório administrativo – já estão sendo feitos e com um avançar bem inesperado, eu diria”, avaliou.

 

A atuação e apuração das fraudes também depende da população. Por isso Matos ressalta e convoca as pessoas a informarem e denunciarem os “fura fila” nos canais oficiais da prefeitura. Informações podem ser enviadas através da central Fala Salvador, no número 156; dos meios eletrônicos na opção Fale Conosco do site da Secretaria Municipal da Saúde (disponível aqui); ou pelo email [email protected] Os atendimentos também podem acontecer presencialmente na sede da SMS, na Rua da Grécia, 3A, no bairro do Comércio, de segunda a sexta-feira, das 08h às 12h e das 13h às 17h. Do Bahia Notícias 

PF apreende meia tonelada de cocaína em avião no Aeroporto de Salvador


MP encerra escutas no caso Adriano após miliciano dizer que se ‘fodia’ por ser amigo de Bolsonaro


Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Adriano da Nóbrega. (Foto: Esq.: Wilson Dias -A BR)

Cinco dias depois da morte de Adriano da Nóbrega, em fevereiro de 2020, uma de suas irmãs afirmou em um telefonema que queriam ligar seu irmão a “Bolsonaro”.

Tatiana Magalhães da Nóbrega estaria se referindo ao presidente da República, Jair Bolsonaro, segundo trecho do relatório técnico da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro. O Intercept teve acesso com exclusividade ao documento, elaborado a partir da análise das quebras de sigilos telefônicos e telemáticos dela e de outros suspeitos de integrar a organização criminosa responsável pela proteção e continuidade dos negócios ilícitos do ex-capitão do Bope, o batalhão de elite do Rio de Janeiro.

(…) Na conversa interceptada em 14 de fevereiro de 2020, Tatiana fala com uma mulher não identificada, lamenta a dificuldade em liberar o enterro do irmão e diz que Adriano “tinha muita coisa e mexia com muita gente”. Depois, cita o presidente.

(…) O suposto compadrio entre o chefe da milícia de matadores de aluguel e o presidente, citado de forma lacônica por Tatiana da Nóbrega, também foi ressaltado em outra conversa interceptada.

Dessa vez, em 15 de fevereiro de 2020, seis dias após a morte do ex-capitão. No diálogo, classificado pela polícia como de média relevância, Luiz Carlos Felipe Martins, o Orelha, conta que “Adriano dizia que se fodia por ser amigo do Presidente da República”.

De acordo com o MP, Orelha atuava como um dos homens de confiança do miliciano. Após a sua morte, foi ele quem tratou da venda de cabeças de gado do espólio do ex-capitão. Assim como Tatiana e o vereador Gilsinho, Orelha também teve o monitoramento de suas comunicações suspenso dias depois de mencionar o presidente ao telefone. A assessoria da Presidência da República não comentou o teor da gravação.

Matéria  na íntegra do DCM

“Essa gente estava se permitindo torturar pessoas”, diz Gilmar sobre prisões da Lava Jato para forçar delações


Ministro Gilmar Mendes preside sessão da 2ª turma realizada por videoconferência. Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF (10/11/2020)

Publicado originalmente no ConJur:

“O que nós fizemos para que se chegasse a esse ponto?”, questionou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, se referindo às relações de proximidade entre julgador e acusação no decorrer da operação “lava jato”. A declaração foi dada a Felipe Recondo e Fábio Zambeli, do Jota, em entrevista nesta terça-feira (9/2).

Ao comentar a nova enxurrada de revelações sobre o modus operandi do consórcio de Curitiba, que o deixou “desorientado”, o ministro destacou uma notícia da ConJur sobre comentários feitos por Deltan Dallagnol diante da possibilidade de fechar um acordo de delação.

Conforme a notícia, um interlocutor teria dito a Deltan que o ex-presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, ao ser ameaçado de transferência para uma carceragem de condições precárias, sinalizou que estaria disposto a fazer delação premiada. Deltan então responde: “Nunca uma transferência foi tão eficiente, rsrsrs”.

“Em algum lugar mais sensível e talvez mais ortodoxo em matéria de Direito, é de se dizer: essa gente estava se permitindo torturar pessoas. É lícito isso?”, questionou Gilmar.

Ele fez críticas ao sistema paralelo montado pela força-tarefa sob a chancela de Sergio Moro, mas apontou que o Judiciário brasileiro criou, de alguma forma, as condições para que essa anomalia se viabilizasse.

“Mas a pergunta que me ocorre como homem do Direito é: o que nós fizemos de errado para que, institucionalmente, produzíssemos isso que se produziu? Um setor que se desliga por completo, que não está acoplado a nenhum sistema jurídico funcional, que cria a sua própria Constituição e que passa a operar segundo os seus sentimentos de justiça. O Russo, que é o Moro, criou seu próprio Código de Processo Penal, o CPP da Rússia. Sabiam que estavam fazendo uma coisa errada, mas fizeram com o sentimento de que tudo estava coberto”, afirmou Gilmar.

“Eu tenho a impressão de que tudo que foi revelado nos enche de constrangimento. Muitos colegas que despacharam e que deram azo a alguns episódios desse assunto certamente têm muito constrangimento ao ver que de alguma forma foram cúmplices de algo deplorável”, completou.

Sem diminuir a responsabilidade do Judiciário, nas instâncias do Supremo e do Superior Tribunal de Justiça, o ministro voltou a atribuir a parcela de responsabilidade que cabe à imprensa. “Sem a participação da mídia e sem a cobertura (no sentido mais chulo da palavra), sem a blindagem que se ofereceu, isso não teria ocorrido.”

“Portanto, nós estamos num imbróglio muito grande, eu não sei como isso vai ser desatado.”

Com informação do DCM

Baiana vira modelo após ser descoberta em fila de entrega de cesta básica


Rebeca Farias iniciou a sua carreira na moda após vídeo publicado no Instagram que foi publicado por Taís Araújo, Regina Casé e Ivete

Rebeca​​ Farias tem 16 anos e é moradora do Nordeste de Amaralina; após vídeo pedindo um book, assinou com agência WAY Models

O acaso protege enquanto se anda distraído. E essa proteção é ainda maior para quem está atento: quem sabe quando uma oportunidade vai surgir? Ninguém. Mas dá para aproveitar tão logo ela chegue. Rebeca Farias, 16 anos, moradora do Nordeste de Amaralina, soube aproveitar a oportunidade que surgiu e em alguns meses viu sua vida mudar: saiu de uma fila para pegar alimentos numa ação, topou gravar um vídeo e hoje é modelo agenciada pela WAY Models, a mesma empresa que cuida das carreiras das modelos brasileiras Sasha Meneghel, Carol Trentini e Alessandra Ambrosio.

Dona de um olhar tranquilo e um jeito que mistura timidez e agitação, Rebeca é gigante pela própria natureza – seu 1,90 metro de altura não deixa negar. A vida dela começou a mudar quando Marivaldo dos Santos, fundador do projeto percussivo Quabales, viu a garota na fila para receber uma doação de cesta básica.

Marivaldo perguntou se Rebeca topava gravar um vídeo pedindo ajuda para fazer um book ou dar uma força para ela ingressar no mundo na moda. Ela topou. Foi aí que as portas começaram a se abrir para a garota.

O vídeo foi publicado no dia 4 de dezembro do ano passado e circulou: nomes como Ivete Sangalo, Regina Casé e Taís Araújo compartilharam a publicação, que foi levada longe pelas redes sociais. O nome dela chegou a pessoas ligadas ao universo da moda e aí veio a grande oportunidade.

Menos de um mês depois da publicação, Rebeca posava para ensaios  de Paulo Borges, do São Paulo Fashion Week, e  para o beauty-artist Fernando Torquatto. E ela também protagonizou o videoclipe ‘Fashion Way’ do DVD ‘Live – Broadway na Favela’, do Quabales Banda.

Com 16 anos recém-completados, Rebeca tem 1,90m de altura
(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

Rotina
Começando na vida de modelo, Rebeca ainda tem que enfrentar várias dificuldades. A mudança de rotina bagunçou um pouco a cabeça da menina tímida, estudante do 1º ano do ensino médio, e que tinha como um de seus hobbies ir à casa das amigas.

Morando com a tia, o tio e um primo na comunidade do Pé Preto, no Nordeste de Amaralina, Rebeca não imaginava que a oportunidade iria surgir justamente no período em que ficou mais reclusa em casa, tentando manter o isolamento por conta da pandemia do novo coronavírus.

“Eu me sinto muito realizada, estou tão feliz com tudo isso que está acontecendo… É uma oportunidade pra vida! Sempre sonhei com isso, desde os 8 anos assistia a desfiles na televisão e sonhava em um dia fazer aquilo, mas não achei que isso fosse acontecer tão rápido assim”, disse Rebeca.

Evangélica e fã declarada da cantora gospel Sarah Beatriz, Rebeca diz que gosta de passear, ocupa seu tempo com filmes, séries e livros – mas sempre guarda um tempinho para as redes sociais.

Viagens
A vontade de conhecer lugares é um motivador para a jovem modelo. Hoje, ela tem o Farol da Barra e o de Itapuã como seus lugares preferidos. Ela espera que a carreira na moda ofereça a oportunidade de conhecer outros lugares, espaços, passarelas e mundos – assim como vem acontecendo desde 2015 com nomes revelados pelo projeto Afro Fashion Day, promovido pelo CORREIO.

“Meu sonho é viajar o mundo e poder trabalhar para todas as marcas que acreditem no meu potencial, que apostem em meu trabalho e que abram espaço para a diversidade. Independente de marcas, estarei honrada em representar o Brasil nas passarelas e campanhas”, afirma.

Rebeca leva consigo a capacidade de sonhar além do que seus olhos enxergam. Sempre atenta para causas sociais, pensa em crescer inspirando outras pessoas como ela: de origem humilde, com o sonho de ter pelo menos uma oportunidade para mostrar que é capaz de ir longe