Cratera aparece misteriosamente na Ilha de Itaparica e assusta moradores


O buraco tem preocupado os moradores, que ainda não sabem como ele se formou | FOTO: Reprodução/Dow Chemicals |

Moradores de uma vila de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, na Bahia se assustaram com o aparecimento surpreendente de uma cratera gigante de 46 metros de profundidade, 69 metros de comprimento e 29 metros de largura. Além de chamar a atenção pelo tamanho, o buraco tem preocupado os moradores, que ainda não sabem como ele se formou. Uma empresa multinacional que atua na região está investigando se a erosão tem relação com o trabalho que desenvolve no local.

A cratera fica no meio de uma mata nativa na Ilha de Matarandiba e está a cerca de um quilômetro do local onde vivem os moradores. O buraco se abriu na propriedade de uma multinacional norte americana, que utiliza a área para extração de salmora, uma mistura de água e sal usada na fabricação de produtos químicos. A salmora é retirada em seis poços a uma profundidade de 1,2 mil metros.

A erosão foi descoberta pela própria empresa há 15 dias, durante um trabalho de rotina. O acesso à área onde o buraco se formou é difícil por causa da mata fechada, mas ainda assim toda a área foi isolada e passou a ser vigiada para evitar a presença de curiosos. Como especialistas ainda não avaliaram as condições do solo em torno da cratera, a circulação de pessoas pode ser perigosa.

A empresa multinacional diz que já iniciou uma série de estudos para descobrir o que provocou o surgimento do buraco. Ainda não é possível afirmar se há alguma relação com o trabalho da empresa na região. “Não sabemos o que está acontecendo. Eles dizem que é um fenômeno e não sabemos se é isso mesmo ou se foi por causa da perfuração deles. Então, a população toda está com medo”, disse um morador.

Os resultados dos estudos para descobrir as causas da erosão devem sair em até quatro meses. Até lá, a empresa quer tranquilizar os moradores. “Já tivemos reuniões frequentes com a comunidade e criamos um meio de comunicação exclusivo com eles, através de WhatsApp, que foi a escolha deles. Qualquer esclarecimento necessário queremos que seja feito à comunidade, de forma que ela fique mais tranquila possível”, disse um representante da multinacional.

Técnicos de órgãos federais, como a Agência Nacional de Mineração, já estão na vila conversando com os moradores. Eles vão notificar a empresa para que ela faça estudos nas proximidades da vila, para verificar se o povoado corre algum risco. Com as informações do G1BA.

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Pai sobe no palco e salva apresentação de balé da filha. Assista!


Foto: Reprodução Daily Mail                                          Foto: Reprodução Daily Mail

Por um filho, vale tudo. Foi o que pensou um pai destemido que subiu no palco e salvou a apresentação da filha.

Quando a aluna Bella, de 2 anos, errou a coreografia no primeiro recital de balé e começou a chorar, seu pai, Marc Daniels – literalmente – entrou na dança, com direito a rodopios e pulinhos ao lado da filha e das amiguinhas. (assista abaixo)

A apresentação foi na semana passada, no Hamilton City Hall, nas Ilhas Bermudas, no Caribe.

Quando percebeu que a filha havia parado de dançar, em prantos, Marc levantou da plateia e foi até o palco dançar ao lado da pequena – tudo isso carregando nos braços sua filha caçula, Suri, que tem menos de 1 ano.

Pai de três meninas, o advogado disse ao Daily Mail que não levantou com a intenção de dançar em cima do palco, mas de ficar na coxia, onde só a filha pudesse vê-lo, para que se sentisse mais confiante.

“Queria dizer que a amava e que ela é uma excelente dançarina. Mas como treinamos a coreografia em casa, juntos, perguntei se ela queria dançar com o papai e ela disse que sim. Aí não pensei duas vezes”, disse.

A direção da escola de dança In Motion não imaginou que Marc Daniels se tornaria a grande estrela do evento.

Mr Daniels com a esposa Kim e as três filhas: Gaida, Suri e Bella

Mr Daniels com a esposa Kim e as três filhas: Gaida, Suri e Bella

Veja como foi:

Com informações do Daily Mail

Temer anuncia venda de 13 aeroportos do Brasil



Aeroporto de Maceió, um dos que será privatizado – Foto: Divulgação
Como sequência a política de privatizações do governo de Michel Temer e uma resposta direta ao mercado, que espera reações da economia da gestão do emedebista, o governo decidiu divulgar nesta quarta-feira (13) a lista das concessões de 13 aeroportos das regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Após publicidade continua a matéria.
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A expectativa de Temer é que as 13 obras deixarão de ser estatais e se tornar privadas nos três primeiros meses do ano que vem. Fazem parte das privatizações preparada pelo mandatário os aeroportos de Maceió, no Alagoas; Aracaju, em Sergipe; Juazeiro do Norte, no Ceará; Campina Grande e Bayeux, na Paraíba; Recife, em Pernambuco; Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta e Barra do Garças, no Mato Grosso; Vitória, no Espírito Santo e Macaé, no Rio de Janeiro.
O anúncio foi feito pela Secretaria de Aviação Civil, em Brasília, juntamente com os representantes do governo, do Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Aviação Civil e da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (SPPI).
Segundo o governo, não há restrições na concorrência e podem participar dos processos licitatórios consórcios que já administram outros aeroportos do país, além de um mesmo grupo de investidores, que, se quiserem, poderão ter o monopólio do setor: administrando todos os blocos desestatizados na rodada.
Isso porque serão três rodadas, divididas pelas regiões e os contratos vão valer por nada menos que 30 anos. A primeira consulta pública dos interessados será feita pela Anac até o dia 13 de julho. Depois, o modelo de contrato será enviado para aprovação do Tribunal de Contas da União, em agosto, tendo os editais lançados em setembro deste ano. O leilão ocorre, efetivamente, em dezembro e a contratação das concessionárias no primeiro trimestre de 2019.
No bloco dos aeroportos da região Nordeste, a outorga inicial é de R$ 360,4 milhões, com previsão de arrecadar R$ 3,1 bilhões ao final de 30 anos para o governo. O bloco sudeste tem a outorga inicial de R$ 66,8 milhões, com expectativa de gerar R$ 622,8 milhões após as três décadas à União. E os aeroportos do centro-oeste tem a outorga inicial de R$ 10,4 milhões, arrecadando R$ 94,6 milhões em 30 anos.

Brasileira autodidata e faxineira dá palestra nos EUA


Foto: Portal Geledés

Foto: Portal Geledés

Uma faxineira brasileira e autoditada vai contar a própria história em palestra nesta sexta, dia 15, na Cuny University, em Nova Iorque.

O evento mediado pelo doutor Eduardo Vianna vai ser transmitido online pelo Facebook do BradoNYC e vai contar ainda com poesia, e projeções da vida da mineira na Big Apple.

A mineira Alline Parreira nasceu no sertão, em Manga, foi adotada duas vezes e aos 3 meses foi criada por uma família branca.

Ela não possui curso superior, é ativista social e se sustenta fazendo faxinas em casas nova-iorquinas, aonde vive há dois anos.

“Para nós mulheres negras não foi permitido narrar nossas histórias em primeira pessoa, eu quebro esse paradigma, eu que conto minha história, para mim é muito importante”, aponta.

 

Universidade da vida

“A vida foi a minha universidade. Eu sem curso superior, sem nada, adquiri todas essas informações. Aprendo e pesquiso muito. Minha construção identitária é baseada no que aprendi lendo os autores acadêmicos Angela Davis e Frantz Fanon”, relembra.

“Com Angela Davis, em “Mulheres, Raça e Classe”, eu identifiquei que em todo este processo da construção de minha identidade, gênero, raça e classe sempre caminharam juntos, sou mulher negra e pobre.

 

Com Frantz Fanon, no livro ‘Peles Negras Máscaras Brancas”, de uma forma muito radical eu me descolonizei, modifiquei totalmente o meu ser, eu me libertei”, conta Alline.

“Não podemos dicotomizar os dois tipos de conhecimento”, aponta Eduardo Vianna.

“O conhecimento conceitual, teórico tem que estar a serviço da prática, mas a prática precisa ser analisada, o que requer conceitos”, defende o mediador.

Durante a palestra, Alline incluirá uma performance surpresa que será seguida de uma conversa sobre privilégio, identidade e transformação social.

História

Sem a aplicação correta do Estatuto da Criança e do Adolescente, ECA, Alline foi doada pela mãe e adotada por uma mulher extremamente pobre que também morava em Manga, e mais tarde foi adotada pela mãe dessa mulher.

 

Elas moravam no sertão de Minas Gerais, quase na divisa com a Bahia, à beira do Rio São Francisco e Alline passou por todo tipo de privação possível.

Na escola sofreu rejeição e teve de ser alfabetizada pela mãe, analfabeta. Aprenderam a ler e escrever juntas.

Apesar de todas as impossibilidades, Alline conseguiu dar a volta por cima ao descobrir programas governamentais.

Outro ponto marcante na história da brasileira foi quando ela ganhou uma bolsa e viajou sozinha pelo continente africano.

“Mudou meu rumo, e ampliou os meus horizontes, com o conhecimento prático, de uma mulher negra viajando sozinha”, relembra.

Daí em diante Alline, que já havia tomado gosto pelos estudos e pela leitura, passou a aplicar os conceitos críticos que ia aprendendo com autores que combatem opressões, como racismo e misoginia, à sua própria realidade e trajetória de vida.

“Quando relato minha trajetória, as pessoas se surpreendem: Fui adotada de forma ilegal, cresci em uma família branca e extremamente pobre, completamente disfuncional. Vivi muitas opressões tanto da minha família adotiva, quanto na escola. Ninguém nunca esperou nada de bom de mim”, relembra.

“Quando fala-se de uma criança negra adotada por uma família branca, logo imagina-se que a família seja rica, mas a minha era muito pobre, não tínhamos luz elétrica, cozinhávamos em fogão a lenha, por falta de gás.”

Alline espera narrar sua história em um livro. Para isso, está buscando parcerias ou editoras.

Com informações da Geledes

 

No dia de conscientização do albinismo, atriz fala sobre falta de representatividade: ‘Fica difícil se reconhecer’


Segundo a Organização das Nações Unidas, cerca de 18 mil pessoas têm algum tipo de albinismo no mundo. Data tem o objetivo de divulgar informação sobre a condição e evitar discriminação.Atriz de Sorocaba disse que enfrentou dificuldades para aceitar albinismo (Foto: Camila Fontenele/Divulgação)

O problema maior é a falta de pluralismo nos meios de comunicação, por Luis Felipe Miguel


 

O pacto do jornalismo com seu público tem dois momentos básicos.

O primeiro – e mais simples – é a promessa de que as notícias que ele apresenta são verdadeiras. Se está escrito que Donald Trump e Kim Jong-un se encontraram, então eles se encontraram.

O jornalismo da mídia corporativa tem enfatizado sua confiabilidade quanto a este quesito para afirmar a si mesmo como a oposição às temidas fake news. No discurso de seus porta-vozes, o combate à disseminação de notícias falsas desliza quase que naturalmente para o privilégio ao jornalismo da mídia corporativa. A reivindicação agora é que as mídias sociais criem mecanismos para diferenciar o que é “jornalismo de verdade”, isto é, o produzido pelas empresas, de outras fontes noticiosas, que se tornam então automaticamente sinônimo de fake news.

Com isso, como quem não quer nada, o jornalismo da mídia corporativa reafirma seu poder de agenda.

Este é o segundo – e mais complexo – pacto com o público. O jornalismo promete apresentar uma seleção confiável dos fatos mais relevantes, feita a partir da aplicação, de boa fé, de critérios que são julgados pertinentes.

O triste de tudo é saber que antes das redes sociais, dos blogs de compromisso com o povo, a mídia aberta abusava ainda mais dos seus fiéis telespectadores, ouvintes e leitores. Depois dos sites que representam o povo, como o GGN, clique aqui,  e tantos outros, que inclui o Café com Leite Notícias, no sentido de passar a notícia verdadeira, a mídia convencional se sente coagida e fiscalizada.

Se o encontro entre Trump e Kim está no jornal, então é um fato importante.

No entanto, não há um metro universal para determinar quais fatos são os mais importantes. A seleção do jornalismo é influenciada por diferentes fatores.

As rotinas de produção da notícia privilegiam determinados fatos – pela acessibilidade das fontes ou pela possibilidade de programar a cobertura, por exemplo.

A posição social dos jornalistas afeta sua visão de mundo. É por isso, por exemplo, que notícias sobre trabalho doméstico em geral se colocam mais do ponto de vista dos patrões do que das empregadas.

Mas há também, é claro, as pressões dos anunciantes e os interesses econômicos das próprias empresas jornalísticas. Às vezes, de maneira aberta – ou alguém acha que a Folha dá páginas e páginas para sua próprias coleções de CD’s ou livros por conta de seu elevado valor cultural? Mas, em geral, de forma disfarçada.

E há, por fim, as preferências políticas dos controladores da empresa. Enquanto os primeiros vieses são quase inconscientes (o que não os torna menos relevantes), os últimos são deliberados.

Rompe-se o compromisso da “neutralidade” da notícia, isto é, de que a decisão de divulgá-la não será afetada pelo fato de que vai prejudicar A ou favorecer B, mas apenas por sua relevância intrínseca, de acordo com os critérios de seleção adotados.

Quanto mais débeis são os parâmetros profissionais vigentes, mais fortes são estas últimas influências. No Brasil, como sabemos, estes parâmetros são baixíssimos.

Por isso, assassinatos de lideranças camponesas e indígenas se sucedem no interior do país sem que sequer sejam registrados nos jornais.

Por isso, o noticiário econômico martela sem parar o déficit da previdência social – com espaço próximo do zero para quem contesta o cálculo – e se cala sobre a estrutura tributária que favorece fortemente os muito ricos ou sobre a sonegação de impostos em larga escala.

 

Por isso, nenhum grande jornal noticia quando o chefe da Igreja Católica manda um emissário visitar no cárcere um ex-presidente, levando presente e tudo.

Os meios de comunicação alternativos são importantes para apresentar os fatos que a mídia corporativa deixa de lado. São um componente fundamental para gerar um mínimo de pluralidade no nosso ambiente informacional.

O foco na denúncia das fake news e seu complemento, o fetiche do fact checking, têm como efeito primário anular a questão da seleção das notícias. O retorno do jornalismo da mídia corporativa ao trono de “verdade confiável” busca, muito mais do que eliminar as fake news, eliminar a competição na produção da agenda.

Enquanto isso, a própria mídia corporativa produz suas fake news. Mas as produz com classe, usando as estratégias de evasão da responsabilidade que a sociologia do jornalismo identifica há décadas. Há sempre uma desembargadora para dizer que Marielle Franco era vinculada ao crime organizado, um procurador para dizer que o barco de lata é prova de corrupção, um delegado para dizer que o movimento social é desordeiro.

Notícias falsas são, sim, um problema. Mas nosso problema maior é a falta de pluralismo nos meios de comunicação, isto é, o alinhamento de toda a grande imprensa a um mesmo restrito conjunto de interesses sociais, econômicos e políticos. O enquadramento que o jornalismo da mídia corporativa quer dar à questão das fake news, que reforça sua própria centralidade, agrava nosso problema principal, em vez de remediá-lo.

Luis Felipe Miguel – Doutor em Ciências Sociais pela Unicamp, Professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, onde coordena o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades. Pesquisador do CNPq. Autor de diversos livros, entre eles Democracia e representação: territórios em disputa (Editora Unesp, 2014), Feminismo e política: uma introdução (com Flávia Biroli; Boitempo, 2014). GGN

 


Do Metropoles:

A luxuosa viagem à Ásia do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, com uma comitiva de 11 pessoas gerou críticas entre especialistas em gastos públicos. Em reportagem publicada nesse domingo (10/6), o Metrópoles mostrou que a excursão da equipe custou R$ 279,7 mil, com estadia e passagens aéreas.

Só com hospedagem, a missão gerou gastos de US$ 54.057,89 (aproximadamente R$ 210 mil). Entre os hotéis da lista, havia um de sete estrelas, o Wanda Reign Xangai.

“No momento em que o país vive um deficit fiscal de R$ 159 bilhões, qualquer contenção de gastos é desejável. Cabe às autoridades darem o exemplo aos servidores”, afirma o especialista em gastos públicos Gil Castello Branco, secretário-geral da organização Contas Abertas.

Em 2017, os três Poderes brasileiros gastaram mais de R$ 2 bilhões com bilhetes aéreos, locomoção e diárias. As informações estão no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do Tesouro Nacional, ao qual a Contas Abertas tem acesso. “Esse é um gasto nada desprezível que se forma com pequenas viagens”, diz Castello Branco.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) justificou a expedição. “O périplo por sete países da Ásia (China, Coreia do Sul, Indonésia, Japão, Singapura, Tailândia e Vietnã) visou explorar o enorme potencial inexplorado nas relações do Brasil com a região”, ressaltou o órgão.

Ainda segundo o Itamaraty, a missão “buscou recuperar o tempo perdido, colocando a Ásia no centro da política externa brasileira”. Para executar a tarefa oficial, a equipe ficou acomodada em estabelecimentos de cinco estrelas e no sete estrelas Wanda Reign Xangai, o primeiro da categoria na região. “Os hotéis são compatíveis com o nível de representação de uma visita ministerial”, justificou.

 

O cheiro de fake news do G1, da Globo, na foto de bandidos presos usando camisetas “Lula Livre” novinhas. Por Kiko Nogueira


DCM. As camisetas saídas da caixa da dupla que furou bloqueio policial e rodou na pista no MS

A matéria saiu no G1 no último dia 9 e tem um cheiro pesadíssimo de armação — ou, se preferir, fake news.

Dois homens, de 24 e 27 anos, moradores de São Bernardo do Campo, em São Paulo, foram capturados na rodovia MS-164, em Maracaju, Mato Grosso do Sul.

Eles transportavam, num veículo, 165 quilos de maconha e 2,8 quilos de skank.

Aí entra uma descrição sui generis.

“No momento da prisão os dois suspeitos vestiam camisetas que pedem a liberdade para o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso em Curitiba (PR), há dois meses, em razão de uma condenação de 12 anos por corrupção e lavagem de dinheiro”, ficamos sabendo.

“A equipe que estava no local deu ordem de parada ao veículo em que estava a dupla. O condutor, o homem de 24 anos desobedeceu e furou o bloqueio. O carro foi perseguido por cerca de 45 quilômetros, até que o suspeito perdeu o controle da direção e o automóvel rodou na pista”.

Se a roupa tivesse o slogan “Globo golpista” seria notícia?

As camisas estão impecáveis. Novinhas, ainda com vincos.

Surpreendente, especialmente após uma perseguição desse gênero.

O sujeito à direita a está usando sobre um agasalho. Moda?

Apesar de nenhum deles ser menor, seus rostos foram borrados.

Tudo indica que a imagem foi fraudada. Provavelmente pela polícia.

Onde está o discernimento do portal? Ou a ideia não é essa?

Em 1989, foi crucial para o resultado do segundo turno das eleições, em que concorriam Collor e Lula, a cobertura do sequestro de Abílio Diniz.

O Globo informou seus leitores da seguinte maneira: “Tuma assegurou que os terroristas integram duas organizações de extrema esquerda no Chile – Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR) e Organização de Resistência Armada (Ora) e que em poder dos que foram presos foi apreendido material de propaganda política do PT”.

O desmentido da ligação do partido com os sequestradores só ocorreu após a vitória de Collor.

Em circunstâncias normais, o G1 deveria uma explicação a seus leitores, tratados como otários.

Mas quem disse que estamos em circunstâncias normais? 

O triste é saber que muita gente acha que assistindo os telejornais da Globo, bem como o Fantástico, acreditam que estão bem informados. A Globo que se cuide, pois depois das redes sociais, está nascendo uma espécie de campanha para acordar o povo, para não mais se quer, ligar a sua TV na emissora. Último parágrafo Café com Leite Notícias.

 

Segurança do Shopping da Bahia tenta impedir homem de pagar almoço para criança


Segurança do Shopping da Bahia tenta impedir homem de pagar almoço para criança

Foto: TripAdvisor

Um segurança do Shopping da Bahia tentou impedir um homem de pagar um almoço para uma criança, nesta segunda-feira (11), conforme relato, incluindo vídeo, do próprio envolvido. Kaique Sofredine conta, em publicação no Facebook, que o funcionário disse que a criança não ia comer. “Foi uma longa discussão até chamar o supervisor dele e, por fim, deixar o menino comer no shopping”, explica Sofredine. Até o momento do fechamento da matéria, a publicação na rede social já tinha 45 mil curtidas, 190 mil compartilhamentos e 3,3 milhões de visualizações. No vídeo é possível perceber a insistência do segurança em não deixar a criança comer. “Ele não vai comer e pronto”, repetia ele. Em nota enviada ao Bahia Notícias, o Shopping da Bahia pediu desculpas pelo ocorrido. “A postura adotada não condiz com o treinamento recebido pelos funcionários, tanto que a atitude tomada pelo supervisor de segurança reforça o direito do cliente e o acolhimento com a criança. Reforçamos que nossa operação atua em alinhamento com órgãos de defesa dos direitos humanos, como o Conselho Tutelar e o Juizado de Menores. O empreendimento reforça ainda que, em seus 42 anos de história, sempre teve orgulho de manter uma relação de proximidade e respeito com seus clientes, valorizando a cultura e o povo da Bahia”, diz. Com informações: Bahianotícias. 

Cachorros doam sangue e salvam outros animais no Hospital Veterinário da UnB


Chico Bento é um dos voluntários; ele tem 26 mil seguidores nas redes sociais. ‘Fico muito feliz quando um pet doa sangue e salva vidas’, diz veterinário.

Chico Bento é um golden retriever que doa sangue para banco canino em Brasília

Chico Bento é um golden retriever que doa sangue para banco canino em Brasília

Muita gente não pensa nisso, mas cachorros – assim como os humanos – fazem transfusão de sangue. Por falta de conhecimento, o número de voluntários nos bancos de sangue canino é bem menor do que a necessidade dos animais, e muitos morrem à espera de uma transfusão.

No Distrito Federal, o Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (UnB) tem 45 cachorros cadastrados como doadores. Mas segundo o veterinário Jair Duarte, como na maioria dos lugares, não há estoque de sangue.

“Fico muito feliz quando o tutor se disponibiliza a trazer o seu pet para doar sangue e salvar vidas.”

Para mostrar como é feita a doação e de que maneira os donos – ou tutores como são chamados pelos veterinários – podem ajudar a salvar vidas, o G1 dividiu essa reportagem em três partes:

  1. Chico Bento, o golden retriver que é “pet influencer digital”
  2. Flor, a corso italiano que doou pela primeira vez
  3. O que é preciso para um cachorro se tornar doador

Chico Bento

Chico Bento doa sangue para banco canino, em Brasília (Foto: Arquivo pessoal)

Chico Bento doa sangue para banco canino, em Brasília (Foto: Arquivo pessoal)

Chico Bento é um golden retriever, de 4 anos e 9 meses, que mora em Brasília. Com perfil nas redes sociais há 3 anos, ele tem 26,7 mil seguidores e faz campanha para divulgar a doação de sangue canino.

Além de ser “pet influencer digital” ele é muito solidário. Desde que se tornou voluntário, há um ano, doou sangue três vezes. A tutora do Bento, Dayane Siqueira, diz que sempre achou interessante a doação de sangue canino, mas não tinha informações de como fazer.

Foi quando ela soube, pelo veterinário, que um pet corria risco de vida e estava precisando de uma transfusão urgente. Na mesma hora, Dayane correu com o Chico Bento para o Hospital Veterinário da UnB.

“Doar sangue além de fazer o bem ajudando outra família, nos trouxe grandes amigos. Faz bem fazer o bem.”

Flor e a primeira doação

Flor faz exame para doar sangue pela primeira vez em banco canino, em Brasília (Foto: Brena Silva/G1)

Flor faz exame para doar sangue pela primeira vez em banco canino, em Brasília (Foto: Brena Silva/G1)

A cane corso italiano Flor, de 1 ano, doou sangue pela primeira agora em junho. OG1 acompanhou e estreia da grandalhona que não deu um pingo de trabalho. Flor chegou a dormir durante a coleta, enquanto um outro cachorro aguardava para receber a transfusão.

A tutora da Flor, Cristiane da Silva, conta que levou a pet para uma consulta e soube pelo veterinário Jair Duarde que o banco de sangue canino estava sem estoque nenhum. Flor passou por exames clínicos, foi aprovada e se tornou doadora.

“A experiência foi incrível, a Flor reagiu super bem. Para ela não vai fazer diferença nenhuma, mas vai salvar a vida de outro cachorro.”

Cristiane diz que Flor é muito saudável, mas sabe que no futuro ela pode precisar de uma transfusão. “Hoje ela salva uma vida, amanhã ela pode ser salva”, explica ao mesmo tempo em que promete voltar ao banco de sangue quantas vezes for preciso.

Como doar

Chico Bento, doador de sangue canino com maior número de seguidores em Brasília (Foto: Arquivo pessoal)

Chico Bento, doador de sangue canino com maior número de seguidores em Brasília (Foto: Arquivo pessoal)

O veterinário Jair Duarte, que é professor na UnB e coordena o projeto do banco de sangue canino, explica que a doação é voluntária, o sangue não pode ser vendido e nem comprado. Os animais fazem um check up, gratuito, antes da doação.

O atendimento dura em torno de 2 horas, mas a coleta apenas 20 minutos. A doação pode ser feita a cada dois meses e o atendimento é agendado. “O procedimento não causa dor nem desconforto para os pets”, explica Duarte. “O ideal seria que, por semana, fossem feitas três coletas. Mas tem semana que não tem nenhuma.”Fonte:G1

É preciso que o brasileiro acorde para uma realidade e aprender fugir das aberrações


O Café com Leite já falou já falou deste cidadão, o Tacla Duran, que até deu o adjetivo de “homem bomba”. Conheça um pouco do que acontece e o que é escondido pela mídia convencional.

TACLA DURAN

Compartilhem pois esse caso não pode ser esqucido!TACLA DURAN NÃO SAI NA GLOBO Por Leonardo Stoppa

Posted by Leonardo Stoppa on Friday, December 8, 2017

 

 

 

Se Lula não for candidato, Judiciário ‘vai passar a ter descrédito’ do povo, diz Rui Costa


[Se Lula não for candidato, Judiciário ‘vai passar a ter descrédito’ do povo, diz Rui Costa]

Se acordo à matéria do blog Metrô 1, o governador da Bahia, Rui Costa (PT) falou, hoje (11), sobre a pesquisa Datafolha, que aponta a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na corrida presidencial e afirmou que ausência do ex-chefe do Palácio do Planalto da disputa vai trazer um “descrédito” para o Judiciário.

“[Lula] está liderando porque o povo tem a convição de que o Lula está preso não porque cometeu uma irregularidade. Até porque ninguém disse até agora qual foi a irregularidade que Lula cometeu. Aquela história do apartamento é a mesma historinha do papai noel. Ninguém acredita naquilo. O povo está convencido de que Lula está preso, porque querem impedir que ele seja candidato. Por isso, que o povo continua votando nele. Isso significa que, se não for resolvido isso, boa parte da população vai passar a ter descrédito do sistema judicial, porque algus membros da Justiça, para não generalizar, passaram a fazer militância partidária”, afirmou o governador.

Segundo o levantamento divulgado neste final de semana, o ex-presidente Lula tem 30% das intenções de votos. Em seguida, aparece Jair Bolsonaro (PSL), com 17%, e Marina Silva com 10%.

 

Café com Leite Notícias: Os demais candidatos são os consideradas, até agora, retardatários. As coisas ficam mais explicadas, em relação ao Ciro Gomes, de não ter vestido a camisa da esquerda solidária a Lula quando o mesmo foi preso, quando agora ele já começa a cogitar a possibilidade de fazer alianças com partidos de direita, como o DEM, onde na Bahia o presidente do PDT baiano, o Félix Mendonça Junior, disse que se ocorrer uma aliança entre o DEM da Bahia e o Ciro, nada vai mudar na orientação política.

Lá pras bandas de Brasília, o presidente da câmara, Rodrigo Maia, disse que não está nos seus planos apoiar o Ciro, como se tivesse descartando, o que pode ser uma jogada. Na verdade, o que vai haver é uma ‘queda de braço’ entre o Ciro e Alckmin pelo apoio do DEM.

Essa abertura do pedetista para terrenos da direita mostra que realmente tem muita coerência com ele ter se comportado de forma não definida sobre defender o Lula e a sua candidatura. Se é esquerda, é esquerda. Usando aqui um versículo bíblico, “ninguém consegue servir a dois senhores”.

Agora, com essa falta de paciência do Ciro, ou mais do que isso, a ansiedade para chegar ao Planalto, a certeza de Lula ser candidato cresce, pois, como disse o Rui Costa no começo da matéria, o Judiciário não vai querer perder o resto de credibilidade que têm perante ao povo. Já que não apresentaram provas para justificar a prisão do Lula, o mínimo que deve acontecer, já que não vão deixa-lo livre para concorrer as eleições, que permita deixa-lo concorrer encancerado, e se ganhar, que seja a sua vitória o passaporte para a sua liberdade e posteriormente governar este país.

No caso de travarem a candidatura do Lula, certamente será o Haddad que irá concorrer, o que já sinalizou que decolará com facilidade. Nesse caso, o que resta para Ciro crescer nas pesquisas, é disputar com o Alckmin o apoio de partidos de direita. O quadro poderia ser outro caso o pedetista, lá atrás tivesse se posicionado ao lado do PT, ao invés de ficar no meio, tentando morder os dois lados.

 

Islândia e Suécia: os países mais felizes e solidários


Pesquisa Indice HAIN - Foto: Divulgação

Pesquisa Indice HAIN – Foto: Divulgação

 

A Suécia e a Islândia são os países mais felizes da Europa porque são muito grandes no ‘apoio social’.

A análise é de um novo índice desenvolvido por cientistas da Universidade de Valência, na Espanha.

Eles criaram o Happiness Index, chamado HAIN. O estudo usa dados oficiais de fontes como a ONU, o Banco Mundial de Dados e o Eurostat.

Os cientistas testaram o índice em 13 países europeus que tinham os dados desejados disponíveis: Áustria, Croácia, Chipre, República Tcheca, França, Islândia, Letônia, Lituânia, Portugal, Eslovênia, Espanha, Suécia e Reino Unido.

Como

Pelo sistema, para julgar a satisfação de uma nação, é preciso se basear em estatísticas oficiais e não em questionários respondidos por alguns da população.

Dados sobre o desenvolvimento de um país, como liberdade, solidariedade, justiça e paz são medidos para construir rankings e descobrir como as pessoas podem ser mais felizes.

Dos 13 países em que o índice foi testado, a Islândia e a Suécia estão no topo, com 76 em 100 pontos.

A Áustria ocupa o terceiro lugar, com 74, e o Reino Unido, com 69.

Os especialistas esperam que a análise dos países dessa forma possa ajudar a desenvolver estratégias para que as nações melhorem a felicidade das pessoas.

Com informações do Daily Mail.

 

Mato e entulho persistem, e projeto de cidade no entorno da Arena de Pernambuco fica só na promessa


Estádio foi erguido em São Lourenço da Mata, no Grande Recife, e deveria ancorar o desenvolvimento regional.

Em vez de Cidade da Copa, mato e entulhos rodeaim a Arena de Pernambuco, construída para o Mundial de 2014, em São Lourenço da Mata, no Grande Recife (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Em vez de Cidade da Copa, mato e entulhos rodeaim a Arena de Pernambuco, construída para o Mundial de 2014, em São Lourenço da Mata, no Grande Recife (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

 

 

Único estádio fora de uma capital a receber jogos da Copa do Mundo de 2014, a Arena de Pernambuco foi erguida praticamente no meio do nada, em São Lourenço da Mata, distante 19 quilômetros do Recife, na Região Metropolitana. O projeto inicial previa a construção da Cidade da Copa e o início de um plano de desenvolvimento para a região. Mas isso nunca saiu do papel e tudo está do mesmo jeito desde o fim do torneio.

A equipe do G1 esteve no entorno da Arena, no fim de maio, e encontrou José Paulo Alves, de 65 anos. Ele cortava o mato para alimentar o gado que mantém em um sítio, à beira do Rio Capibaribe.

A casa em que vive com a esposa, Neide Maria, e o neto, Rinaldo, fica bem perto do estacionamento do estádio. Mesmo com essa proximidade, José afirmou que não gosta de futebol e despreza a construção.

Para construir a Arena de Pernambuco, palco de cinco partidas da Copa do Mundo, antigos vizinhos de José Paulo foram desalojados. Ele lembra que eram 286 famílias vivendo da agricultura, da criação de gado e peixes ornamentais.

O agricultor deixou a casa quando as obras começaram, em dezembro de 2010, e voltou há quase um ano. “A promessa é que teria muita vantagem com essa Arena, mais comércio, mais moradia, mas só vi piorar, porque tiraram uma escolinha e abandonaram a estrada que liga a gente à ponte de Penedo. Nunca vi fazerem nada bom para os pobres”, lamentou.

José mora perto da Arena e diz que o governo prometeu e não ajudou ninguém na área (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

José mora perto da Arena e diz que o governo prometeu e não ajudou ninguém na área (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Sentimento de frustração

Esse sentimento de frustação é comum na região. Quando o governo estadual anunciou a construção do estádio, afirmou que era apenas o pontapé de um empreendimento bem mais ambicioso: a Cidade da Copa, primeiro modelo de “cidade inteligente no Brasil”.

A ideia era desenvolver, ao redor da Arena, um complexo com prédios residenciais, universidade e centros comerciais, em até 25 anos. Hoje, no entanto, a paisagem é desoladora.

No contorno imediato do estádio, há apenas um imóvel abandonado, que não dá sinais sobre o antigo uso, uma pista para veículos bem asfaltada e uma ciclofaixa, mas quase ninguém as usa, além de poucas famílias assentadas à beira do Rio Capibaribe.

Hermógenes disse que a expectativa era alta, mas só houve frustração para os comerciantes em São Lourenço da Mata (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Hermógenes disse que a expectativa era alta, mas só houve frustração para os comerciantes em São Lourenço da Mata (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

“A expectativa era alta, com a vinda de uma universidade, urbanização da beira do rio, agora é só mato. A área é mal iluminada quando não há partidas nem eventos”, disse Hermógenes Cavalcanti, gerente de um posto de combustível às margens da BR-408, que fica próximo ao estádio.

O posto existe há 15 anos, junto com um restaurante. O gerente sonhou em expandir o negócio, construindo uma loja de conveniência e uma pousada. Os planos dele também ficaram no papel.

A quatro quilômetros da arena, foi construído um conjunto residencial, também à beira da rodovia. As unidades habitacionais começaram a ser entregues há quatro anos, e muita gente que investiu no empreendimento foi atraída pela promessa da Cidade da Copa.

Ednaldo mora em um condomínio a poucos quilômetros da Arena e se sente isolado (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Ednaldo mora em um condomínio a poucos quilômetros da Arena e se sente isolado (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

“A gente queria sair do aluguel e surgiu essa oportunidade. Achávamos que ia ficar movimentado por aqui, com outros condomínios, mas estamos isolados. É tranquilo, tem ar puro, mas fica distante de tudo. Minha mulher, que não sabe dirigir, pega ônibus para ir ao trabalho e aqui só passa uma linha”, contou o motorista Ednaldo da Silva.

Por meio de nota, a Secretaria de Administração de Pernambuco informou que o contrato de concessão da área para a construção da Cidade da Copa foi rescindido em 2017. “A área é de propriedade do estado e terá, no tempo próprio, a utilização adequada”, afirma no texto.

Área da Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, não recebeu nenhuma das obras anunciadas peolo estado (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Área da Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, não recebeu nenhuma das obras anunciadas peolo estado (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Por que São Lourenço?

A pergunta na época era pertinente. Afinal, a Arena de Pernambuco seria o único estádio erguido fora de uma capital, numa cidade com poucos habitantes (112 mil, segundo o IBGE). Além disso, não havia atrativos turísticos, hotel ou pousada e apenas uma via de acesso, a BR-408, com duas pistas de tráfego.

A resposta oficial era que o estádio faria parte da Cidade da Copa, que alavancaria o desenvolvimento da região. Nas palavras do então secretário estadual de Turismo, Alberto Feitosa, a ideia do governo era “desenvolver a economia da Região Metropolitana Oeste, com a retomada da atividade industrial, geração de emprego, qualificação de mão de obra e aumento da infraestrutura local”.

O então governador de PE Eduardo Campos e a presidente na época, Dilma Roussef, na inauguração da Arena de Pernambuco (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

O então governador de PE Eduardo Campos e a presidente na época, Dilma Roussef, na inauguração da Arena de Pernambuco (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Assim, foram gastos R$ 479 milhões para construir um estádio de 46 mil lugares, segundo o governo estadual, inaugurado em 20 de maio de 2013, com direito a troca de passes dentro do gramado entre o então governador do estado, Eduardo Campos, e a presidente da época, Dilma Rousseff.

Foi o último estádio a ser inaugurado entre os que sediaram a Copa das Confederações, em 2013. A construção correu a passos lentos, sendo marcada por greves. A obra teve o valor final contestado pelo Tribunal de Contas do Estado e investigado pela Polícia Federal.

Prejuízos

Além de a Cidade da Copa não ter saído do papel, o estádio nunca alcançou a receita esperada, gerando prejuízos e desinteresse na iniciativa privada. No plano de negócios original da Arena de Pernambuco, o valor projetado anual com data-base de maio de 2009 era de R$ 86.759.599, sendo R$ 73.254.163 de receitas operacionais e R$ 13.505.436 de receitas adicionais.

O contrato de Parceria Público-Privada (PPP) firmado com a Odebrecht para a construção e a gestão da arena foi rompido pelo governo estadual, ao custo indenizatório de R$ 246,8 milhões. Um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pedido do poder estadual embasou a decisão.

O relatório apontou que “a frustração de receitas decorreu da subutilização do equipamento”. A Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer (Seturel) assumiu a gestão do estádio, com o objetivo de diversificar as atividades do espaço.

Segundo a assessoria de imprensa da Arena de Pernambuco, o estádio tem o custo de cerca de R$ 900 mil mensais. “Um número bem inferior aos R$ 2,2 milhões registrados assim que a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer assumiu o equipamento. As receitas são variáveis e dependem da movimentação em relação a jogos, eventos e arrecadação com estacionamentos e concessões”, informou ao G1 por meio de nota.

Arena de Pernambuco fica em São Lourenço da Mata (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Arena de Pernambuco fica em São Lourenço da Mata (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Agenda desanima

Logo na primeira partida oficial na arena, um jogo pela Copa das Confederações, entre Espanha e Uruguai, no dia 16 de junho de 2013, o G1 testou várias formas de chegar ao estádio (ônibus, metrô e táxi), e constatou desorganização e torcedores chegando atrasados.

Até hoje, várias obras de mobilidade não ficaram prontas, e muitos torcedores simplesmente não querem enfrentar o desgaste de ir até o local, que fica distante do Centro da capital e não há um serviço de transporte público que leve o público direto ao estádio.

De acodo com a Seturel, a arena teve 36 jogos oficiais em 2017, com público total de 204.802 pessoas, ou seja, cerca de 5,7 mil pessoas por partida. A renda média ficou em R$ 80.164,17.

Aula de zumba é um dos atrativos do Domingo na Arena (Foto: Jamil Gomes/Divulgação)

Aula de zumba é um dos atrativos do Domingo na Arena (Foto: Jamil Gomes/Divulgação)

Nos cinco primeiros meses de 2018, ocorreram 14 eventos na Arena de Pernambuco, além de jogos de futebol, como o Google Cloud e a Super Virada. No dia 27 de maio, aconteceu a 26ª partida de futebol do ano, quando Náutico enfrentou o Globo-RN pela Série C. Este número de jogos é recorde no estádio para os primeiros meses do ano, segundo a Seturel.

O Náutico chegou a ter um acordo assinado para realizar seus jogos na arena por 30 anos, que foi rompido. Mesmo assim, o time alvirrubro continuou jogando lá, assim como Santa Cruz e Sport receberam adversários na arena de forma esporádica.

No entanto, o Náutico já iniciou um processo de reforma dos Aflitos, tradicional sede do clube recifense. Enquanto isso, a gestão tenta manter a Arena de Pernambuco com agenda movimentada, implementando o projeto Domingo na Arena e atraindo eventos particulares. No total, foram 82 eventos em 2017, somando os jogos.

Comparativos

O Mineirão, em Belo Horizonte, reformado para a Copa do Mundo ao custo de R$ 695 milhões, segundo o Ministério do Esporte, recebeu, no mesmo período, 42 partidas do Cruzeiro, Atlético e URT, com público médio de 19.328.

Fora os jogos, o estádio recebeu 94 eventos, como shows de atrações internacionais (Aerosmith, Paul McCartney, Ed Sheeran), o Festeja, maior festival de música sertaneja do país, festas particulares e encontros corporativos.

Estádio do Mineirão, que também foi reformado para a Copa de 2014, recebeu mais de 90 eventos e 42 jogos em 2017 (Foto: Laura Bernardes/GloboEsporte)

Estádio do Mineirão, que também foi reformado para a Copa de 2014, recebeu mais de 90 eventos e 42 jogos em 2017 (Foto: Laura Bernardes/GloboEsporte)

Outra comparação pode ser feita com o Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. Reformado para o Mundial ao custo de R$ 1,4 bilhão, segundo o Ministério do Esporte, o estádio recebeu 22 jogos de futebol, em 2017, e 56 eventos, segundo Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer do Distrito Federal. Apesar de a obra de urbanização prometida para o entorno do estádio não ter saído do papel, a localização central transformou o Mané Garrincha em ponto turístico da cidade, recebendo visitas diariamente.

Situada em Salvador (BA), a Arena Fonte Nova foi reconstruída ao custo de R$ 689,4 milhões, segundo o Ministério do Esporte. O estado tem um dos campeonatos de futebol mais antigos do Nordeste e é bastante disputado. São 12 times na briga pelo título estadual, entre eles o Bahia, que realiza seus jogos na Fonte Nova.

Em 2017, o estádio recebeu 32 jogos, com média de público de 19.648 espectadores e arrecadação média por partida de R$ 475.467. Naquele ano, a arena sediou, também, 62 eventos não-esportivos, com público estimado de 458.278 pessoas, a exemplo da Campus Party Bahia e shows do Dire Straits Legacy, de Paul McCartney e o Festival de Verão 2017, gerando 32 mil empregos diretos e indiretos. Também no ano passado, a Fonte Nova promoveu 66 ações sociais, beneficiando 641.998 pessoas.

Sem empolgar

Empresário Edmundo Silva apostou na ideia da Cidade da Copa e montou um restaurante, mas está insatisfeito com a atual situação (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Empresário Edmundo Silva apostou na ideia da Cidade da Copa e montou um restaurante, mas está insatisfeito com a atual situação (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Diante dessas comparações, é possível entender os motivos pelos quais a agenda da Arena de Pernambuco não anima o empresário Edmundo da Silva Lima, dono de um restaurante espaçoso próximo ao estádio.

Desde 1995, ele administrava um restaurante às margens da BR-408 e teve o imóvel desapropriado para a construção da Arena. Com a indenização, decidiu comprar o terreno do outro lado da rodovia e reconstruir o empreendimento, já que tinha conquistado uma clientela fixa.

Empolgado com o Mundial e os futuros eventos que o estádio poderia receber, construiu um restaurante espaçoso, com dezenas de mesas. O investimento teve o retorno esperado, já pagou as contas da obra, mas, agora, Edmundo luta para manter o negócio. “Foi como um casamento [com a Copa], que acabou e fiquei na saudade”, disse.

“Coloquei painel de energia solar para diminuir a conta de luz, também reduzi meu horário de atendimento. Faço o que posso para dar continuidade ao restaurante. É uma pena uma área tão grande que o governo poderia aproveitar melhor estar esquecida, mas ainda tenho esperança”, afirmou.

                            

BLINDAGEM DA MÍDIA AO PSDB É ESCANDALOSA, DIZ BOULOS


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O pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos usou as redes sociais para criticar a blindagem feita pela grande mídia em torno do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “FHC pediu recursos diretamente para Marcelo Odebrecht para candidatos do PSDB usando palavras como “SOS” e “o de sempre”. Nenhuma linha na capa dos principais jornais do país hoje. A blindagem tucana é um escândalo nacional”, escreveu Boulos no Twitter.

 

 

Postagem vem na esteira da divulgação de um laudo da Polícia Federal ,anexado a um dos processos contra o ex-presidente Lula no âmbito da Lava Jato, com e-mails torcados entre o tucano e o presidente empreiteira Odebrecht, Marcelo Odebrecht.

Os pedidos de doações eram para dois candidatos do PSDB ao Senado, Antero Paes de Barros (MT) e Flexa Ribeiro (PA).nas mensagens, o ex-presidente diz emitir um pedido de SOS – Save Our Souls, [Salve Nossas Almas], um pedido internacional de socorro -, além de enviar dados bancários para que os depósitos fossem efetuados. Fonte 247.