A balsa de isopor que transporta moradores de favela por canal de esgoto a R$ 0,11


Meio de transporte improvisado é opção ‘mais barata’. Governo quer proibir trajeto, por temer que passageiros caiam no esgoto.

Uma balsa improvisada feita de isopor se tornou uma espécie de “tábua de salvação” para moradores de uma favela na cidade indiana de Mumbai. Veja o vídeo.

Eles usam a plataforma para atravessar um canal de esgoto e pagam 2 rupias pela travessia, o equivalente a R$ 0,11.

“É um valor muito acessível para chegar do outro lado do canal”, diz uma das passageiras. “Sem essa opção, teríamos de pegar um tuque-tuque por 40 rupias (R$ 2,18)”.

Sanjay Waghela fez a “balsa” aos 14 anos, usando isopor descartado.

“Antes, a única opção das pessoas era andar no meio do esgoto, já que elas não têm como pagar por um tuque-tuque todos os dias”, conta ele.

Agora, porém, ele teme que seu ‘negócio’ seja fechado pelas autoridades, por questões de segurança.

“O governo não ofereceu qualquer ajuda. Em vez disso, quer que eu pare o serviço”, diz Waghela.

“Meus passageiros estão acostumados com a balsa. Eles sabem como e onde ficar. Eles não caem. Eles sabem como se equilibrar”, afirma o inventor.

Segundo ele, a renda que obtém com o serviço o ajuda a sustentar a família.

 


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Professor paga escola para 45 meninas, após perder filha


Foto: ANI

Foto: ANI

Um professor encontrou num gesto de solidariedade, uma forma para homenagear a filha, Dhaneshwari, que morreu no começo do ano passado por problemas de saúde.

O professor Basavaraj decidiu pagar as mensalidades de 45 estudantes na escola MPHS Govt High School, na cidade de Kalaburagi, onde também trabalha, na Índia.

A iniciativa surpreende não apenas pela generosidade, mas também pelas dificuldades culturais enfrentadas pelas mulheres no país.

Na Índia, em geral, as meninas não estudam até o ensino médio, já que as famílias preferem que ajudem no trabalho doméstico, ou na lavoura.

Gratidão

“Nós pertencemos a famílias pobres e as taxas que não podemos pagar são pagas pelo senhor Basavaraj em memória de sua falecida filha. Desejamos que sua filha descanse em paz”, disse Fathima, uma estudante da MPHS Govt High School.

Nós também esperamos que a filha de Basavaraj se orgulhe do pai.

A escola está localizada em Kalaburagi – uma pequena cidade no nordeste de Karnataka que, de acordo com uma pesquisa da Sarva Shiksha Abhiyan (SSA) realizada no ano passado, teve 63 por cento de desistência dos alunos antes do início do ano letivo.

A pesquisa foi realizada para identificar crianças “fora da escola” em Karnataka antes do ano letivo de 2017-18.

O estudo também revelou que Kalaburagi teve a segunda maior taxa de evasão escolar, com quase 1.389 alunos.

A razão é que famílias pobres não podem pagar educação para seus filhos.

A maioria dos alunos abandona a escola para ajudar suas famílias.

Com informações do Financial Express

Bombardeio contra ônibus com crianças deixa mortos e feridos no Iêmen


Dezenas de pessoas foram mortas ou ficaram feridas; número ainda é incerto. Coalizão árabe que combate os houthis diz rebeldes dispararam míssil na véspera.

Por que a Interpol aceitou a acusação de parcialidade de Moro. Por Joaquim de Carvalho


Durán, a decisão da Interpol, e os Smith, ops, Moro

 De acordo á matéria publicada no Diário do Centro do Mundo, três fatos foram decisivos para a Interpol cancelar o alerta vermelho em relação a Rodrigo Tacla Durán.

Um deles é a completa inércia do Ministério Público Federal em relação à representação apresentada por três deputados (Paulo Pimenta, Paulo Teixeira e Wadih Damous) para que investigue a denúncia do ex-advogado da Odebrecht de corrupção na Lava Jato.

Essa denúncia, acompanhada de perícias feitas na Espanha, foi feita por Rodrigo Tacla Durán na CPI da JBS, em novembro do ano passado, a representação foi encaminhada uma semana depois.

Outro fato é a reiterada recusa de Sergio Moro para ouvir Tacla Durán como testemunha nos processos sob sua jurisdição, principalmente contra Lula, em que justifica sua negativa com o argumento em que coloca em dúvida qualquer informação que ele possa apresentar.

E o terceiro fato que chamou a atenção dos dirigentes da Interpol é a entrevista que Moro deu ao Roda Viva, em que antecipou julgamento sobre um investigado, chamando-o de “mentiroso”.

Para a instituição, estas são evidências de que o Brasil violou o artigo 2 da Constituição da Interpol — “Assegurar e promover a mais ampla assistência mútua possível entre todas as autoridades policiais criminais dentro dos limites das leis existentes nos diferentes países e no espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos.”

Um dos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, descrito no artigo 10, é que toda pessoa tem direito a um julgamento justo — “Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.”

A Interpol já havia negado um pedido de Tacla Durán, formulado em dezembro de 2016, logo depois que foi preso na Espanha, em razão do Alerta Vermelho.

Na época, a Interpol considerou o pedido do Brasil procedente e informou Tacla Durán de sua decisão em janeiro de 2017.

Um ano e três meses depois, em abril de 2018, o advogado, já em liberdade na Espanha, depois que foi negada a extradição, pediu a revisão desta decisão e apresentou os três fatos novos relacionados na abertura do artigo.

A Interpol ouviu seu escritório no Brasil e entendeu que as autoridades brasileiras não conseguiram afastar as dúvidas quanto à parcialidade de Moro (leia o relatório da Interpol, traduzido para o português, ao final da reportagem).

Ao que parece, o que mais impressionou a Interpol é a entrevista de Moro ao Roda Viva, que foi ao ar em março, alguns antes de Tacla Durán pedir a revisão da decisão que havia mantido o Alerta Vermelho.

A entrevista foi tratada pela esposa de Moro como final de Copa do Mundo. Como ela contou em seu Instagram, reuniu amigas em seu apartamento para assistir ao Roda Viva e todos posaram para foto, fazendo o V da vitória. Rosângela escreveu: “Boas energias”.

Rosângela reuniu as amigas para ver, em clima de Copa do Mundo, a entrevistado do marido no Roda Viva

Na oportunidade, em que o então apresentador do programa, Augusto Nunes, comentou que a Operação Lava Jato era modelo para o mundo, o editor executivo da Folha de S. Paulo, Sergio Dávila, tocou no assunto Tacla Durán, talvez o único tema espinhoso daquela entrevista. Ainda assim, teve muito tato.

Dávila perguntou:

Eu queria que o senhor aproveitasse essa oportunidade para esclarecer o caso Jorge Tacla Durán (errou o nome), que está sendo investigado no âmbito da Lava Jato. Ele diz ou acusa. Ou insinua que o Carlos Zucolotto, advogado das suas relações, teria o tráfico de influência junto ao senhor via advocacia da sua mulher. O senhor não quer aproveitar essa ocasião para comentar esse caso, falar o que o senhor acha dele?

Moro responde:

“Na verdade, existe uma acusação de que ele é um profissional de lavagem de dinheiro, que trabalhava para o setor de operações estruturadas do Grupo Odebrecht e, no curso das investigações, ele fugiu do país e se refugiou na Espanha. Foi decretada a prisão dele, e ocorre que ele tem dupla nacionalidade, a Espanha tem uma base para recusar a extradição, porque nós também não extraditamos nossos nacionais. Esse indivíduo fez essas afirmações, e concomitantemente ele mesmo falou que o juiz e os procuradores deveriam se afastar do caso, por conta desse episódio. Mas, assim, é uma fantasia que não existe nenhuma base concreta, nenhuma prova, nenhuma base empírica em relação ao que ele fala. O que se tem é que é uma pessoa acusada de crimes graves. Essa pessoa tem lá, afirma que é advogado, e tem lá 17 milhões de dólares bloqueados em Cingapura, em contas offshores (sic). Várias pessoas afirmam, segundo a acusação, que ele teria envolvimento com lavagem de dinheiro. E simplesmente, a meu ver, ele inventou essa história para tentar afastar o juiz do caso. E se for ver lá, qual que é a base disso? Nunca, ninguém, nessa investigação, levantou qualquer margem de suspeita contra a conduta dos procuradores ou sobre a conduta do juiz. Tem até críticas, por exemplo, de excessos, de rigor, mas jamais de desonestidade. Então, tem esse único indivíduo, que é uma pessoa foragida, suspeito de crimes gravíssimos, levanta essas históricas sem qualquer base empírica. Então, quanto a isso, a meu ver, o sujeito é simplesmente um mentiroso.”

 

Na frase, de uma agressividade incomum para um magistrado, existem alguns pontos que precisam ser esclarecidos.

Não há registro de que Tacla Durán tenha dito que era necessário o afastamento de Moro e de procuradores. De onde o juiz tirou essa informação?

O primeiro veículo que noticiou a denúncia de Tacla Durán foi a Folha de S. Paulo, com uma reportagem de Mônica Bergamo sobre o livro que o advogado escrevia (“Testemunho”), em que contava que o advogado Carlos Zucolotto Júnior lhe havia proposto facilidades em um acordo de delação premiada em troca de 5 milhões de dólares pagos “por fora”.

Para tanto, prometia conversar com DD (não disse quem era, mas existe um DD na Lava Jato, é o coordenador Deltan Dallagnol).

Moro, procurado, divulgou uma nota dura em que defendia Zucolotto, o que é estranho: o correto para um magistrado seria investigar a denúncia.

Como ele pode ter certeza de que seu nome não foi usado em negociação nebulosa?

Tacla Durán pode, efetivamente, não estar falando a verdade, embora a seu favor ele tenha apresentado o print da tela de seu celular periciada por peritos da Espanha, com a transcrição da conversa em que Zucolotto teria feito a proposta.

A favor de Tacla Durán, há também o fato de que Zucolotto foi seu advogado, em causas de sua família, que tem um ramo em Curitiba, ao tempo que o escritório tinha como sócia Rosângela Moro.

Também a favor dele, há o e-mail do Ministério Público Federal em Curitiba, enviado a Tacla Durán um dia depois da conversa com Zucolotto. É a minuta do acordo — favorável a ele, como havia prometido o advogado amigo de Moro.

Nada disso foi investigado, apesar da denúncia na CPI da JBS e da representação ao Ministério Público Federal.

Do lado de Moro, além das manifestações agressivas do juiz, houve também reação de Rosângela.

A esposa do juiz postou em seu Instagram uma foto de páginas da Folha de S. Paulo como embrulho de banana e escreveu:

“Imprensa…. para o bem e para o mal. Separam o joio do trigo e publicam o joio.”

Rosângela bateu na Folha

Publicou também uma foto de Zucolotto de gorro, e deu um testemunho sobre ele:

“Sim! É meu amigo. Foi meu sócio, é meu compadre, é parceiro e é do bem. O tempo esclarece tudo ! Enquanto isso seguimos na nossa amizade e de nossas famílias, enlouquecendo mentes criativas e destrutivas. @zucolotto faz o melhor churrasco da vida toda.”

Eu procurei Zucolotto, em dezembro do ano passado, em seu escritório, em Curitiba.

Propus a uma advogada que me atendeu na recepção que ele me desse entrevista gravada. Meu compromisso é que a entrevista seria publicada sem edição. Não tive retorno.

Na CPI da JBS, houve pedido para que ele fosse convocado a depor, mas Zucolotto nunca foi chamado.

Zucolotto no Instagram de Rosângela: “ele é do bem”

A lei é para todos?

No caso de envolver a Lava Jato, não.

Mas ainda há tolos ou desinformados que acreditam na lorota de que o Brasil vive uma nova etapa de sua história, em que ninguém é blindado.

No Brasil, ainda cola.

Mas, na Interpol, a máscara de Moro como herói caiu.

Ao cancelar o alerta vermelho de Tacla Durán, o Interpol emitiu o sinal de que a decisão dele não tem valor.

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PS 1: Enviei três perguntas a chefe da Interpol no Brasil, delegado da Polícia Federal Rodrigo Bartolamei:

1) Como o senhor recebeu esta decisão?

2) Considera que o Brasil foi desautorizado/desmoralizado?

3) O que fazer para que situações desse tipo, que prejudicam a imagem do Brasil no exterior, não se repitam?

A assessoria de imprensa da Polícia Federal confirmou o recebimento das perguntas e as encaminhou para Bartolamei, que decidiria se daria resposta ou não. Até agora, 14 horas do dia 8 de agosto de 2018, não respondeu. Assim que responder — e se responder —, serão publicada.

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PS 2: A íntegra da decisão da Interpol:

A Secretaria Geral da Organização Internacional de Polícia Criminal – INTERPOL vem, por meio deste, certificar que, a partir de hoje, o Sr. Rodrigo TACLA DURAN, nascido em 13 de setembro de 1975, não está mais sujeito a emissão ou difusão de Alerta Vermelho da INTERPOL.

Lyon, 20 de julho de 2018.

Escritório de assuntos jurídicos Secretaria Geral ICPO – INTERPOL

DECISÃO DA COMISSÃO (105ª Sessão, 3 – 5 de julho de 2018)

A Comissão de Controle de Arquivos da INTERPOL (a Comissão), por meio da Câmara de Solicitações, composta por:

Vitalia PIRLOG, Presidente

Petr GORODOV,

Sanna PALOV,

Isaias TRINDADE,

Membros,

Após deliberar a portas fechadas durante sua 105ª sessão, em 5 de julho, a Comissão apresentou a seguinte Decisão:

I. PROCEDIMENTO

1. Em dezembro de 2016, o Sr. Rodrigo TACLA DURAN (o Requerente) protocolou uma petição perante a Comissão.

Após a entrega de todos os documentos exigidos, conforme o Artigo 10 das Regras de Funcionamento da Comissão, o pedido foi julgado procedente e a Comissão informou o Requerente de tal decisão em 4 de janeiro de 2017.

2. Conforme Artigo 5(e, 4) das Regras sobre Controle de Informação e Acesso aos arquivos da INTERPOL (RCI), o Escritório Central Nacional da INTERPOL (NCB) do Brasil e o Requerente foram informados da decisão.

3. Durante sua 99ª sessão (março de 2017), a Comissão concluiu que os dados contestados estavam de acordo com as regras da INTERPOL, aplicadas ao processamento de dados pessoais. O Escritório Central Nacional do Brasil e o Requerente foram informados do resultado.

4. Em 24 de abril de 2018, o Requerente protocolou um pedido de revisão perante a Comissão. Outros comunicados foram enviados à Comissão em relação ao seu pedido em 2 e 10 de maio de 2018.

5. Em 31 de maio, tanto o Requerente quanto o Escritório Central Nacional fonte dos dados contestados foram informados de que a Comissão iria estudar o caso durante a 105ª sessão.

II. FATOS

6. O Requerente é cidadão do Brasil e da Espanha.

7. Ele está sujeito a um alerta vermelho emitido em 14 de setembro de 2016 a pedido do Escritório Central Nacional do Brasil, por acusações de fraude, corrupção e violação de normas de controle cambial.

8. Segue o resumo dos fatos, conforme registrado no Alerta Vermelho: “Brasil: De 1º de janeiro de 2009 a 1º de janeiro de 2015: RODRIGO TACLA DURAN é um especialista em lavagem de dinheiro. Ele está envolvido em diversos crimes. Ele recebia por meio das contas bancárias das suas empresas ou de contas secretas no exterior grandes quantias de dinheiro de três empreiteiras (Mendes Júnior, UTC e Odebrecht) envolvidas na investigação chamada “Operação Lava-Jato”. Alguns dos indivíduos investigados confessaram que essas transferências de dinheiro eram ilegais e que o propósito era criar dinheiro “vivo” para subornar agentes do governo. O diretor de uma empresa reconheceu ter usado os serviços ilícitos de RODRIGO para criar dinheiro em “caixa 2” e disse: “os serviços oferecidos por RODRIGO DURAN eram obter ganhos financeiros por meio de contratos fictícios”. Jan/2009 a Jan/2015, RODRIGO, por meio de contratos falsos com muitas empresas, obteve cerca de R$ 35 milhões. Para viabilizar a lavagem de dinheiro, muitos contratos falsos foram assinados e recibos emitidos, totalizando mais de R$56 milhões. Foram descobertos depósitos milionários feitos em contas de empresas controladas por ele”.

9. Em 18 de novembro de 2016, o Requerente foi preso na Espanha em consequência do Alerta Vermelho. Em 24 de janeiro de 2017, autoridades brasileiras enviaram à Espanha o pedido de extradição por meio de canal diplomático. Em 3 de fevereiro de 2017, ele foi solto mediante entrega do passaporte e apresentação periódica no tribunal.

III. O PEDIDO DO REQUERENTE

10. O Requerente pediu que os dados relativos a ele fossem excluídos. Ele essencialmente alega que: a) Os procedimentos criminais que serviram de base para o alerta vermelho foram transferidos do Brasil para a Espanha; b) Não se espera que seu direito ao devido processo legal e suas garantias de um julgamento justo sejam respeitados no Brasil; c) A Espanha negou o pedido de extradição feito pelas autoridades brasileiras.

IV. MARCO LEGAL APLICÁVEL

11. Disposições gerais:Segundo o Artigo 2(1) da Constituição da INTERPOL, a Organização deve “garantir e promover a maior assistência mútua possível entre todas as autoridades policiais dentro dos limites das leis existentes em diferentes países e respeitando a Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

12. Campo de competência da Comissão:Segundo o Artigo 36 da Constituição da INTERPOL, a Comissão garantirá que o processamento de dados pessoais pela Organização seja feito em conformidade com o estabelecido pelo regimento da Organização a respeito da questão.Segundo o Artigo 3(1)(a) e o Artigo 33(3) do Estatuto da Comissão, os poderes da Comissão estão limitados a controlar se o processamento de dados nos arquivos da INTERPOL atende as exigências legais da INTERPOL aplicáveis.

13. Pedido por revisão:Segundo o Artigo 42 do Estatuto da Comissão: “(1) Pedidos por revisão da decisão da Câmara de Solicitações podem ser feitos apenas quando têm base na exibição de fatos que possam levar a Câmara de Solicitações a uma conclusão diferente se o fato já era conhecido na época em que o pedido estava sendo processado. (2) Os pedidos de revisão devem ser feitos dentro de seis meses após a descoberta do fato”.

14. Questões de extradição:Segundo a Resolução da Assembleia Geral da INTERPOL AGN/53/RES/7 de 1984, “se alguns países se recusam a extraditar, o fato é relatado aos demais Escritórios Centrais Nacionais em um adendo ao alerta original”.

V. CONCLUSÕES

15. Ao revisar as questões levantadas, a Comissão usou como base para as suas conclusões informações fornecidas pelo Requerente, os Escritórios Centrais Nacionais interessados e a Secretaria Geral da INTERPOL.

A. Pedido de revisão

a) O Requerente

16. O Requerente alega que, em 11 de abril de 2018, uma decisão proferida pelo juiz que preside a ação penal contra ele no Brasil transferiu parte da ação para a jurisdição espanhola, que havia expressado anteriormente sua disposição de tramitar a ação em seus tribunais. O Requerente também afirma que a parte do processo que não foi transferida para a Espanha já havia sido arquivada no Brasil, em 24 de abril de 2018.

17. O Requerente argumenta que seu direito ao devido processo legal e a um julgamento justo seria violado se ele fosse enviado de volta ao Brasil para responder às acusações. Ele afirma que o juiz que preside a ação demonstrou repetidamente parcialidade contra ele ao não permitir que ele testemunhasse em outras ações, tendo declarado em decisões judiciais que não se pode confiar na palavra do Requerente, pois ele é uma pessoa acusada de crimes e um fugitivo internacional, e tendo falado com a imprensa sobre as acusações feitas pelo Requerente em relação à corrupção de pessoas próximas ao juiz.

18. O Requerente afirma que a extradição ao Brasil foi negada pelas autoridades espanholas em 25 de julho de 2017 e que, em tal decisão, as autoridades espanholas expressaram disposição de tramitar em seus tribunais a ação penal contra ele, caso solicitado pelas autoridades brasileiras.

b) Conclusões da Comissão

19. A Comissão relembrou que de acordo com o Artigo 42 do Estatuto da CCF “(1) “(1) Pedidos por revisão da decisão da Câmara de Solicitações podem ser feitos apenas quando têm base na exibição de fatos que possam levar a Câmara de Solicitações a uma conclusão diferente se o fato já era conhecido na época em que o pedido estava sendo processado. (2) Os pedidos de revisão devem ser feitos dentro de seis meses após a descoberta do fato”.

20. A Comissão avaliou as alegações do Requerente à luz do Artigo 42 de seu Estatuto, segundo o qual a parte que busca a revisão de uma decisão da Comissão deve apresentar um fato que: seja novo, poderia ter levado a Comissão a tomar uma decisão diferente se fosse de conhecimento na época em que o pedido começou a ser processado e seja apresentado à comissão dentro de até seis meses após a descoberta do fato.

21. Neste caso, informações fornecidas pelo Requerente e confirmadas pelo NCB demonstram que, no dia 11 de abril de 2018, ou seja, após a Decisão tomada pela Comissão em 2 de março de 2017, parte do processo contra o Requerente foi transferido da jurisdição brasileira para a espanhola.

22. A Comissão também levou em consideração matérias jornalísticas enviadas pelo Requerente a respeito da conduta do juiz responsável pela ação penal no Brasil, informações fornecidas pela NCB, além de uma pesquisa de fontes abertas a respeito da questão.

23. A Comissão decidiu que tais elementos eram fatos novos que poderiam ter levado a Comissão a tomar uma decisão diferente se fossem de conhecimento na época em que o pedido começou a ser processado e confirmou que foram apresentados pelo Requerente dentro do período de seis meses.

24. Com base no acima exposto, a Comissão conclui que os critérios para a revisão do caso foram atendidos e decide examinar as alegações do Requerente em vista dos fatos novos.

25. A Comissão também analisou um terceiro argumento do Requerente a respeito da recusa das autoridades espanholas de extraditá-lo em 25 de julho de 2017. Observa-se que tal informação não foi apresentada pelo Requerente dentro dos seis meses e, portanto, a Comissão não considerou esse argumento ao tomar sua decisão.

B. A Transferência dos processos: Ne bis in idem

a) O Requerente

26. O Requerente alega que na decisão da Sala del Penal de la Audiência Nacional que negou sua extradição, no dia 25 de julho de 2017, o tribunal declarou que, caso as autoridades brasileiras o solicitassem, ele poderia ser processado perante a justiça da Espanha.

27. No dia 4 de setembro de 2017, antes da Sección de la Sala de lo Penal de la Audiência Nacional, um novo processo criminal (querella) foi iniciado contra o Requerente, em aplicação da legislação penal espanhola. Alegando que a existência de dois processos distintos perante jurisdições diferentes, mas baseados nos mesmos fatos seria uma violação do princípio de ne bis in idem, o Requerente solicitou ao Superior Tribunal de Justiça que julgasse a decisão sobre a querella, para que somente o processo espanhol continuasse.

28. O Requerente alega que, em 11 de abril de 2018, o juiz que presidiu o processo no Brasil emitiu uma decisão determinando a transferência de parte do processo judicial para a jurisdição da Espanha. O requerente também afirma que a parte do processo que não foi transferida para a Espanha já havia sido arquivada no Brasil, no dia 24 de abril de 2018.

29. Como as autoridades espanholas, que agora são responsáveis pelo processo penal contra ele não solicitaram que o Alerta Vermelho fosse mantido, e como o status dos demais processos no Brasil não é claro, o Requerente solicita que o Alerta Vermelho seja cancelado.

b) O NCB do Brasil

30. O NCB do Brasil afirma que o Alerta Vermelho foi emitido no início das investigações sobre as atividades criminosas do Requerente, especialmente relacionadas à lavagem de dinheiro. Desde então, o Requerente foi processado no Brasil em três processos criminais diferentes, com múltiplas acusações de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

31. O primeiro desses processos refere-se a cinquenta acusações de lavagem de dinheiro e permanece totalmente sob a jurisdição brasileira. As autoridades brasileiras solicitaram a colaboração das autoridades espanholas para notificar o Requerente e estão atualmente aguardando resposta.

32. No segundo processo, as acusações ao Requerente são relativas à lavagem de dinheiro e à participação em organização criminosa. As autoridades brasileiras ainda precisam apresentar uma solicitação de cooperação internacional para que o Requerente seja notificado sobre as acusações.

33. Apenas uma pequena parte do terceiro processo relativo à lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa foi transferida para a jurisdição espanhola. No entanto, o restante do caso, relativo a 95 acusações de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, permanece total e ativamente sob jurisdição brasileira.

34. Além disso, de acordo com o NCB, a ordem de prisão preventiva referente ao Requerente, que é a base para a emissão do Alerta Vermelho, permanece em vigor.

c) O NCB da Espanha

35. O NCB de Espanha foi consultado no dia 12 de junho de 2018 sobre quaisquer novas medidas que o NCB do Brasil pudesse ter tomado para assegurar uma maior cooperação em relação ao caso do Requerente.

36. O NCB confirmou que nenhuma outra medida foi solicitada pelo NCB do Brasil depois de as autoridades judiciais espanholas terem recusado a extradição do Requerente, em 25 de julho de 2017.

d) Conclusões da Comissão

37. Como mencionado anteriormente, de acordo com o artigo 3(1)(a) e 33(3) do Estatuto da Comissão, a função da Comissão é rever se o processo de dados nos autos da INTERPOL cumpre as exigências da INTERPOL de acordo com o Artigo 36 de sua Constituição. A Comissão não tem o poder de conduzir uma investigação, pesar provas ou de decidir sobre o mérito de um caso. Essa é a função das autoridades nacionais competentes. A mera apresentação de provas que fundamentariam um relato contrário exigiria que a Comissão avaliasse a confiabilidade da prova de uma maneira que deveria ser realizada na audiência de julgamento ou de extradição.

38. O Requerente apresentou uma decisão emitida pelo 13º Vara Federal de Curitiba/PR, Brasil, em 11 de abril de 2018, para transferir parte dos processos instituídos pelas autoridades brasileiras com relação à lavagem de dinheiro contra o Requerente. O Requerente também afirma que a parte restante do processo, que não foi transferida para a Espanha, já havia sido arquivada no Brasil.

39. A Comissão notou que a decisão das autoridades judiciárias brasileiras é limitada a um dos três processos penais que estão atualmente pendentes no Brasil contra o Requerente por várias acusações de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Além disso, a Comissão tomou nota de que esta última não é mencionada no Alerta Vermelho.

40. A Comissão considera que, tendo em vista a natureza limitada da transferência do processo para Espanha, não pode considerar que teria havido uma transferência do processo que constitui a base do Alerta Vermelho e, portanto, uma violação do princípio de ne bis in idem neste caso.

C. Artigo 2º da Constituição da INTERPOL

a) O Requerente

41. O Requerente alega que seu direito ao devido processo legal teria sido violado e que não há garantias de que ele seria submetido a um julgamento justo se fosse mandado ao Brasil para enfrentar acusações criminais. Segundo ele, os casos decorrentes da operação Lava Jato são de grande importância e causam polêmica no Brasil, pois envolvem várias figuras políticas de alto nível e empresas importantes.

42. Afirma que após seu depoimento perante a Comissão Parlamentar de Inquérito, durante o qual expôs irregularidades processuais realizadas pelo Judiciário brasileiro, especialmente em relação à operação Lava Jato, três congressistas apresentaram um pedido para que três promotores responsáveis pelo caso e um advogado fossem investigados em relação a crimes de fraude processual, adulteração de provas e violação das prerrogativas do advogado, entre outros. De acordo com o Requerente, por ter exposto tal “teia de tráfico de influências e corrupção” no sistema judiciário brasileiro, inclusive na operação Lava Jato e em torno do juiz responsável pela mesma, ele não teria um tratamento justo por parte do sistema judiciário brasileiro e estados e que ele até temeria por sua vida se ele retornasse ao país.

43. Além disso, a Requerente alega que o juiz que presidiu o caso contra ele desrespeitou o princípio da imparcialidade, consagrado na legislação brasileira sobre funções judiciais (Lei Orgânica da Magistratura). Embora o Requerente não peça que a Comissão declare que o juiz está violando a legislação acima mencionada, ele solicita que se estabeleça que foram levantadas dúvidas suficientes sobre se ele teria julgamento justo e imparcial no Brasil.

44. Fundamentando tal alegação, a Requerente afirma que os advogados de defesa do ex-Presidente Lula da Silva tentaram, em várias ocasiões, convocá-lo como testemunha em um dos casos contra o Sr. da Silva. O juiz que presidia o caso negou repetidamente tais pedidos, afirmando que a palavra do requerente não poderia ser invocada, como ele é uma pessoa acusada de crimes e é um fugitivo internacional. Além disso, o juiz falou com a mídia sobre ele, afirmando que ele é um mentiroso, antecipando assim o seu julgamento sobre o Requerente.

45. Além disso, o Requerente afirma que, ao tentar notificá-lo das acusações contra ele pendentes, a jurisdição brasileira deliberadamente enviou documentos para um endereço diferente daquele indicado nos mandados emitidos pela Espanha e pelo Brasil. Segundo o Requerente, isso apontaria para uma motivação oculta do juiz que preside o caso.

a) A NCB do Brasil

46. Na sua resposta, o NCB do Brasil afirmou que os argumentos do Requerente são falsos e infundados e, simplesmente, uma tentativa de escapar das consequências legais no Brasil por suas ações criminosas.

47. Além disso, afirmou que o direito a um julgamento justo é garantido pela legislação brasileira e pela Constituição Federal. Os direitos de acesso à justiça, à isonomia perante a lei, a um julgamento perante juízo imparcial, com base em provas obtidas legitimamente e ao direito de defesa e ao contraditório, entre outros, estão consagrados no ordenamento jurídico brasileiro e são observados em todos os quatro níveis jurisdicionais onde o processo criminal contra o Requerente será submetido. O Judiciário no Brasil é imparcial, assegurando a todos aqueles que são levados a julgamento a plena observância de seus direitos e apreciação judicial de acordo com os fatos e evidências relatados no processo.

48. Além disso, os argumentos atualmente apresentados pelo Requerente foram discutidos perante os diferentes níveis jurisdicionais no Brasil e foram todos rejeitados.

49. O NCB declarou que os processos contra o Requerente continuam válidos e em curso. O mandado de prisão permanece válido e fundamenta o Alerta Vermelho da INTERPOL, e não há motivo para ser revogado.

b) Conclusões da Comissão

50. De acordo com o artigo 34 (1) da RPD, os dados devem ser tratados nos autos da INTERPOL em conformidade com o Artigo 2 da Constituição da Organização, ou seja, especialmente com o espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A fim de respeitar o espírito da DUDH e, ao mesmo tempo, respeitar o papel limitado da Comissão, a Comissão considera todas as informações relevantes para determinar se o Requerente demonstrou convincentemente a probabilidade de ter havido um flagrante cerceamento de defesa.

51. Em primeiro lugar, a Comissão observou que as garantias de acesso à justiça, bem como os princípios da isonomia perante a lei, imparcialmente do Judiciário e dos direitos fundamentais, como ampla defesa e contraditório, estão de fato consagrados na Constituição Federal Brasileira e sistema jurídico do país.

52. A Comissão lembrou que não é seu papel avaliar o sistema jurídico ou judicial de um país in abstracto e que deve determinar com base em informações específicas que esclarecem se o quadro legal da INTERPOL foi ou não cumprido num determinado caso.

53. A Comissão considera que as alegações apresentadas pelo Requerente de que, devido à conduta do juiz responsável por presidir o caso no Brasil, existem dúvidas suficientes em relação ao fato de uma violação ao Artigo 2 da Constituição da Interpol ter existido.

54. Nesse contexto, o requerente apresentou evidências, facilmente verificáveis através de pesquisas públicas, para apoiar sua afirmação de que o juiz se pronunciou publicamente contra ele durante entrevista e, ao negar petições para que ele prestasse depoimento como testemunha em outros casos, emitiu opinião a respeito da veracidade de qualquer informação que ele pudesse apresentar.

55. A Comissão afirma que os elementos apresentados pelo NCB da Interpol não são suficientes para rebater tal disputa.

56. A Comissão considera, também, que nenhuma investigação formal está em curso a respeito das acusações apresentadas pelo requerente durante seu testemunho perante o Congresso brasileiro, mesmo meses após uma representação formal baseada em suas alegações ter sido apresentada por deputados ao Ministério Público.

57. A Comissão afirma, também, que a informação apresentada pelo NCB não foi suficiente para esclarecer a situação.

PELOS MOTIVOS EXPOSTOS, A COMISSÃO

58. Decide que as condições para revisão estabelecidas nos termos do Artigo 42 do Estatuto do CCF foram observadas.

59. Decide que os dados referentes ao Requerente não estão em conformidade com as regras da INTERPOL aplicáveis ao processamento de dados pessoais e que devem ser excluídos dos arquivos da INTERPOL.

Brasil tem 5 mortes por sarampo e 1069 casos confirmados em RR e AM


País enfrenta surtos de sarampo em Roraima e Amazonas com mais de 5 mil casos em investigação, diz Ministério da Saúde. Campanha nacional de vacinação vai até o dia 31 de agosto.Vacina contra o sarampo é a forma mais efetiva de proteção, diz Ministério da Saúde. Campanha nacional vai até o dia 31 de agosto (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Vacina contra o sarampo é a forma mais efetiva de proteção, diz Ministério da Saúde. Campanha nacional vai até o dia 31 de agosto (Foto: Reprodução/ TV Globo)

O Brasil tem 1069 casos de sarampo em 2018: 788 no Amazonas e 281 em Roraima, informam dados da secretárias de saúde estaduais enviadas ao Ministério da Saúde. O país também tem 5 mortes confirmadas pela doença (de três estrangeiros e de um brasileiro). A maioria das mortes ocorreu em Roraima (4) — a outra, de um menino de 7 meses, foi confirmada no Amazonas.

Os dados foram contabilizados até o dia 6 de agosto. São seis casos a mais em relação à atualização do dia 1º, quando 1053 infecções haviam sido confirmadas.

Uma das mortes foi de menino de 7 meses em Manaus (AM), que não havia sido vacinado. Ele apresentou os primeiros sintomas (febre, tosse e coriza) no dia 23 de junho. Depois do agravamento do caso, a criança foi internada no dia 25 de junho, mas acabou morrendo três dias depois. A morte foi confirmada pela Secretária de Saúde do Amazonas em jullho.

Em resposta aos surtos, o Ministério da Saúde lançou uma campanha de vacinação que vai até o dia 31 de agosto. Crianças entre 1 e 5 anos receberão a vacina mesmo se já tomaram o imunizante anteriormente. A vacina é a única forma efetiva de proteção contra o sarampo, diz o Ministério da Saúde, que tem contágio fácil e similar ao da gripe.

Os surtos acontecem como resultado de uma confluência entre brasileiros que não tomaram a vacina e a importação de casos da Venezuela. Segundo o Ministério da Saúde, o genótipo do vírus que circula por aqui (D8) é o mesmo que circula no país vizinho.

Em 2017, dados preliminares apontam que a cobertura vacinal no Brasil contra sarampo foi de 85,2% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,9% na segunda dose (tetra viral)

Doutora Ana responde: quais são os sintomas do sarampo?

Doutora Ana responde: quais são os sintomas do sarampo?

Desde 1999, o Brasil não registrava número tão alto de casos confirmados em um único ano. Na época, foram 908 casos de sarampo no país.

O último surto de sarampo no Brasil foi registrado entre 2013 e 2015. Nesse período, 1.310 casos da doença foram registrados. Depois do controle do surto, o Brasil chegou a receber certificado de eliminação da doença em 2016.

Além dos surtos no Amazonas e em Roraima, alguns casos isolados relacionados à importação (quando estrangeiros infectados passam pelo país), foram registrados nos estados de São Paulo (1), Rio de Janeiro (14), Rio Grande do Sul (13), Rondônia (1) e Pará (2).

Campanha de vacinação

Na segunda-feira (6), começou uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo. Crianças de 1 a 5 anos receberão a vacina ou reforço. A campanha vai até o dia 31 de agosto, mas trata-se de uma mobilização. Normalmente, a vacina contra o sarampo está disponível o ano inteiro nos postos de saúde para crianças e adultos.

 

Nem tudo está perdido. Vejam as boas atitudes


 

Jovem bate em carro de luxo e deixa bilhete para o dono lhe procurar

 

Jovem deixou bilhete no carro do psicólogo

 

Um jovem de 21 anos bateu em um Porsche que estava estacionado e deixou um bilhete para que o dono do carro com o contato para pagar o prejuízo em Florianópolis, Santa Catarina.

Quando aconteceu a batida, Matheus Inácio de Souza procurou o dono do carro. Como não achou, ele pegou um papel e fez um bilhete dizendo o que tinha acontecido.

Além disso, o jovem também deixou o telefone para contato e pediu desculpas. Quando o dono do carro chegou, encontrou o bilhete.

O psicólogo Carlos Pimenta entrou em contato com o jovem, mas para agradecer. O carro que vale cerca de R$ 200 mil teve apenas alguns arranhões.

Mulher encontra 600 em ônibus e paga a conta que estava junto com dinheiro

Post de Silviane Cunha após achar dinheiro e fatura perdidos

A telefonista Silviane Cunha deu um exemplo de honestidade ao encontrar R$ 600 reais perdidos em um ônibus de João Pessoa (PB). Junto do dinheiro, a mulher achou uma fatura de banco no valor de R$ 564 em nome de Claudineia Santos e não teve dúvida: pagou a conta.

Para encontrar a dona da quantia e devolvê-la o troco de R$ 36, Silviane publicou a história em seu Facebook na última sexta-feira (4).

“Achei ontem no ônibus 5100 em Mangabeira esses R$ 600 com uma fatura. A pessoa que perdeu deve estar desesperada, nessa crise faz muita falta. Quem a conhecer pode passar para ela que a fatura está paga. Não tem número de telefone. Seu nome é Claudineia Santos Lima do [bairro] Funcionários II”, anunciou a paraibana na rede social.

Mesmo despretensiosa, a publicação viralizou e já tem quase 7 mil curtidas e mais de 9 mil compartilhamentos até esta segunda-feira (7).

Entre os mais de mil comentários no post, diversos internautas parabenizaram Silviane pela atitude. E ela fez questão de agradecer um por um.

Também pelo Facebook, a telefonista confirmou que conseguiu encontrar Claudineia e devolver o dinheiro com o comprovante de pagamento da fatura.”“Ela foi à minha casa agradecer pessoalmente”, escreveu nos comentários. Notícias Boas.

Triste e arrasada, Marta abandona por ser abandonada. Saudade de outrora no PT


Fim melancólico: senadora Marta Suplicy saiu do PT, aliou-se a Cunha e a Temer para derrubar Dilma e acaba abandonada pelo próprio MDB.

Publicado na Rede Brasil Atual

POR HELENA STHEPHANOWITZ

De acordo a matéria publicada no DCM, a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, está passando por um momento que político nenhum gostaria de experimentar. Três anos depois de ser recebida de braços abertos no PMDB (agora MDB) por gente como Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Michel Temer e companhia e de ser denunciada e investigada no STF – acusada de receber recursos não contabilizados para campanhas eleitorais –, a senadora por São Paulo Marta Suplicy divulgou recentemente uma “carta aos paulistas”,  na qual comunicou sua desfiliação e a desistência de disputar a reeleição ao Senado, e por último, que está abandonando a política. Em nota que divulgou à imprensa (leia aqui), ela diz genericamente que, encerrado seu mandato, vai passar a atuar na “sociedade civil”. Na mesma carta, a senadora criticou partidos políticos, o toma lá dá cá, a ocupação de cargos no Executivo, mas em momento algum fez críticas ao MDB ou a Temer, com quem diz ter boas relações na mônia de filiação ao partido – depois de sair atirando contra o PT –, Marta discursou: “O PMDB quer um Brasil livre da corrupção e das mentiras, livre daqueles que usam a política como meio de obter vantagens pessoais”. E afirmou: Temer “vai reunificar o país”.

Recordista de impopularidade, sem credibilidade, alvo de dois inquéritos e três denúncias criminais, Temer não pacificou, muito menos unificou o país. Mas uniu 83% dos brasileiros, contra si mesmo. E só não caiu porque financiou sua permanência na presidência com dinheiro público.

Mas essa não foi a causa da desfiliação da senadora emedebista. Jornalistas que cobrem os bastidores da política em Brasilia publicaram algumas vezes que a senadora vinha se queixando da falta de prestígio no partido e reclamou de não ter sido nem ao menos cogitada para ser vice do candidato ao governo paulista Paulo Skaf (MDB). Também teria pesado na decisão a última pesquisa do Ibope, divulgada em julho, mostrando Marta Suplicy em terceiro lugar na disputa deste ano ao Senado.

Pela lealdade que jurou a Temer, Marta traiu seus eleitores e a própria democracia, quando votou pelo impeachment da presidenta Dilma no Senado, em maio de 2016. Em uma entrevista após a votação a senadora declarou: “Meu voto pelo impeachment não é relevante para o eleitor da periferia”. Um mês depois, a senadora foi ao bairro de Guaianases, periferia da capital paulista, sondar a aceitação de sua candidatura à prefeitura de São Paulo. Encontrou justamente os eleitores que ela achou que não se incomodariam com seu voto que ajudou derrubar Dilma. Ouviu críticas severas pelo fato – e pelas razões – de ter deixado o PT e foi chamada de traidora. Saiu derrotada.

Certamente, essa população da periferia mostrou não confiar em quem participou do golpe. E muito menos em quem votou contra os trabalhadores, ajudando a aprovar, por exemplo, a “reforma” trabalhista proposta por Michel Temer, que está destruindo a rede de proteção aos direitos dos trabalhadores do país.

O modo como Marta Suplicy cavou o buraco em que se meteu lembra a derrocada de Fernando Gabeira, que fez carreira política no PV e no PT. Com o processo do chamado “mensalão”, entrou no barulho da “grande mídia”, e resolveu bandear-se para os lados do DEM, PSDB, PMDB e nanicos similares, virou ídolo da imprensa e capa da revista Veja, mas perdeu todas as eleições a que se candidatou, tanto para prefeito, como para governador do Rio de Janeiro. Acabou no PIG (Partido da Imprensa Golpista), e agora tem um programa na GloboNews.

Marta Suplicy, por sua vez, fez toda a sua carreira política no PT, pelo qual se elegeu prefeita de São Paulo, fazendo um bom governo, mas depois disso perdeu a eleição para a prefeitura três vezes, em 2004 e 2008. Dentro do PT passou a perder também disputas internas e, má perdedora, não aceitou o resultado da maioria. Quis ser candidatar à prefeita de São Paulo em 2016, mas o PT já tinha escolhido Fernando Haddad como candidato à reeleição. Foi o que a fez mudar-se para o PMDB, pelo qual concorreu à prefeitura paulistana, perdendo para Haddad.

Se Marta simplesmente tivesse decidido procurar outro partido e ir à luta, fazendo críticas honestas ao PT, tudo bem, direito de escolha dela. O problema é que, como Gabeira, ela resolveu ir para a oposição da direita raivosa, cuspindo no prato em que havia comido (e bem), atirando para todos os lados: contra Dilma, contra Lula, contra companheiros de partido, por “esperteza”, para ganhar generosos espaços na imprensa partidária .

O problema não é fazer críticas, é fazer o jogo de quem luta contra a melhoria de vida dos trabalhadores e dos mais pobres. É fazer pacto de poder com a Globo, com a Veja, como fez Gabeira, ou com o Itaú, como fez Marina Silva, traindo as lutas do passado. Tudo por ambição pessoal de poder.

Como dizia Brizola, “a política ama a traição, mas abomina os traidores”. Os votos dos eleitores da direita, de São Paulo ela não ganhou e não ganhará mais. Os votos petistas ela não levou para o MDB. Talvez, pelo menos, garanta um lugar ao lado de Gabeira na GloboNews. Fonte DCM.

Ciro, de maneira radical, abre o “bocão” mais uma vez


Não me deixem só. Eu preciso de vocês” (Fernando Collor, em junho de 1992, pouco antes de cair). O Ciro começou a largada da sua pré campanha sem nem ele mesmo saber qual o rumo que iria tomar. As pessoas que tinham admiração por ele, aos poucos começaram a questionar sobre o seu jeito estranho e demonstrando insegurança para seguir. Hora defendia o PT hora batia. Quando se esperava um posicionamento seguro dele, sobre ser parceiro do PT, principalmente pela situação do líder maior da política brasileira, o Lula, que é um preso político, o Cirão sem medir palavras nem consequências, dava uma “machadada” na cabeça do Partido dos Trabalhadores. essa atitude, na verdade, tanto tiraram a sua credibilidade em relação à fidelidade, como também prejudicou o seu futuro político. Apesar disso tudo, ele continua chutando de vez em quando o “pau da barraca”. Muita gente hoje já arrisca perguntar se numa final entre Alckmin e o candidato do PT, que está entre Lula e Haddad, quem dos dois o pedetista vai apoiar. Você sabe, leitor? Café com Leite Notícias.

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De repente, o cenário eleitoral clareou, se afunilou, e restaram neste momento apenas três concorrentes para valer na disputa por uma vaga no segundo turno: o candidato do PT, Alckmin e Bolsonaro.

Ao chutar o pau da barraca na segunda-feira, depois de se coligar apenas com o nanico Avante, Ciro Gomes me fez lembrar o apelo desesperado de Fernando Collor citado na epígrafe, na véspera da sua queda.

“Querem resolver a eleição nos gabinetes ou em celas, o que é até pior em certos aspectos”, disparou o ex-ministro de Lula num encontro com empresários da construção, alvejando ao mesmo tempo a aliança da direita de Alckmin com o Centrão e as articulações do PT de Lula pela esquerda.

Depois de passar o ano ciscando à direita e à esquerda, Ciro acabou órfão de pai e mãe, com uma chapa-pura do PDT e o tempo de TV de Enéas.

Daqui a exatos dois meses, no dia 7 de outubro, o Brasil vai às urnas, mas neste momento ainda não dá para saber para onde pretende ir depois da eleição.

O mais provável é um novo embate entre PT e PSDB, como querem os dois partidos hegemônicos na política nacional neste último quarto de século.

Mas também pode acontecer um inédito confronto entre a direita de Geraldo Alckmin e a extrema-direita de Bolsonaro, se Fernando Haddad, o mais provável candidato do PT, não conseguir herdar pelo menos uma parte do tesouro de votos de Lula confinado numa cela em Curitiba.

A Ciro só restará uma última chance de voltar ao jogo, se abater por nocaute os seus principais adversários nos debates da televisão, que começam nesta quinta-feira na TV Bandeirantes.

E é exatamente nestes debates, e na propaganda eleitoral, a partir de 31 de agosto, que a candidatura de Bolsonaro pode desmilinguir, pela absoluta falta de preparo e compostura do candidato da chapa-pura verde oliva do capitão com o general.

Portugal dá visto a brasileiro que compra casa ou é aposentado


Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

Boa nova para quem quer sair do Brasil e morar em Portugal. O país europeu está dando visto para brasileiro que compra casa, ou é aposentado.

Portugal é um dos países mais tranquilos e seguros da Europa. Por isso, o número de brasileiros que pediram visto no Consulado Geral de Portugal, em São Paulo, aumentou 46% em apenas um ano.

Há oportunidades para quem é aposentado, quer investir, abrir um negócio, estudar ou trabalhar. Até mesmo comprar um imóvel pode possibilitar a concessão do visto.

Saiba os principais tipos de visto de residência em Portugal e como dar entrada:

1) Visto de aposentado (D7)
O governo português tem um programa de incentivo aos estrangeiros aposentados e titulares de rendimentos que pretendem se mudar para lá: isenção de impostos sobre a renda por dez anos.

Além disso, o país europeu oferece segurança, clima ameno, baixo custo de vida e ótimas praias, afirmou advogado Flavio Martins Peron, fundador do portal Nacionalidade Portuguesa. Também é fácil de viajar, porque é pequeno e existem muitos trens.

Por esses e outros motivos, o país é um dos preferidos dos aposentados brasileiros, que representam o segundo grupo que mais busca permissão para morar em Portugal (visto para aposentados ou titulares de rendimentos).

Quem pode pedir: aposentados ou pessoas que vivem de rendimento e têm renda suficiente para viver ao menos um ano em Portugal.

Como pedir: o primeiro passo é reunir os documentos solicitados na página do consulado português, incluindo cópia da última declaração do Imposto de Renda, comprovante de aposentadoria (para aposentados) e/ou disponibilidade de outros rendimentos em Portugal.

Em seguida, é preciso preencher o formulário de pedido e o requerimento, pagar o boleto com a taxa específica e enviar os documentos ao consulado mais próximo. Depois é só aguardar a convocação e comparecer no horário agendado pelo consulado.

 

2) Visto de investidor (ARI ou Golden Visa)
O Regime Especial de Autorização de Residência para Atividade de Investimento em Portugal (ARI), mais conhecido como Golden Visa, é um visto especial para investidores. Inclui quem vai apenas comprar uma casa em Portugal.

Alguns benefícios do Golden Visa: permite residir e trabalhar em Portugal, livre circulação pelo espaço Schengen (26 países europeus), reagrupamento familiar, requerimento de residência permanente (após cinco anos de estadia) e da nacionalidade portuguesa (após seis anos).

Quem pode pedir: estrangeiros que queiram exercer uma atividade de investimento em Portugal por um período mínimo de cinco anos.

Aquisição de imóveis com valor igual ou superior a 500 mil euros, construído há, pelo menos 30, em área urbana no valor igual ou superior a 350 mil euros.

Como pedir: o investidor deve reunir os documentos solicitados na página dos consulados, incluindo a declaração de compromisso de honra, que alega a intenção de investir por ao menos cinco anos em Portugal.

Em seguida, é preciso se registrar na página do ARI, preencher um formulário falando sobre o tipo de investimento que será feito, anexar os documentos e o comprovante de pagamento da taxa de análise no valor de 513,75 euros.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) deve analisar o pedido em até 72 horas.

Se a solicitação do Golden Visa for deferida, o investidor deve pagar uma taxa de 5.135,50 euros.

Dúvidas e demais solicitações devem ser enviadas aos e-mails [email protected] ou [email protected] ou esclarecidas pela Agência de Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep).

 

3) Visto de empreendedor (D2)
O visto para emigrantes empreendedores também é bastante solicitado por brasileiros. De 2016 para 2017, o aumento nos pedidos foi de 120%.

Quem pode pedir: estrangeiros que pretendem efetuar uma operação de investimento em Portugal como abrir ou comprar uma empresa.

Como pedir: é preciso reunir os documentos solicitados no site dos consulados, incluindo plano de negócio da empresa aberta ou comprada, certidão permanente, declaração de registro de início de atividade, registro de constituição da sociedade e extrato bancário com o saldo em conta.

Os passos seguintes são preencher o formulário do pedido e o requerimento do visto, pagar a taxa específica, enviar a documentação ao consulado mais próximo e aguardar pela convocação.

4) Visto de trabalho (D1)
visto para exercício de atividade profissional subordinada em Portugal não está entre os mais pedidos do último ano, mas é um dos cinco principais caminhos para morar no país europeu, segundo Peron.

Quem pode pedir: qualquer brasileiro que seja contratado por uma empresa portuguesa.

Como pedir: os principais documentos solicitados neste tipo de visto são o contrato de trabalho assinado pela empresa e pelo contratado e uma declaração do Instituto do Emprego de Portugal comprovando que a empresa pode contratar estrangeiros.

Em seguida, é preciso reunir os demais documentos solicitados pelo consulado, preencher o formulário do pedido e o requerimento, pagar a taxa do visto e aguardar a convocação.

Existem também alguns vistos similares a este, como visto para atividade profissional altamente qualificada, prestadores de serviços, trabalho sazonal de até três meses e trabalho sazonal de três a nove meses.

5) Visto de estudo (D4)
O visto para fins de estudo em Portugal , chamado D4, está no topo da lista de mais pedidos.

Isso porque as universidades portuguesas são algumas das preferidas dos brasileiros que querem estudar no exterior, segundo Peron.

Quem pode pedir: qualquer brasileiro que queira fazer um intercâmbio de estudo durante a graduação ou cursar mestrado, doutorado ou pós-doutorado em Portugal.

Como pedir: o primeiro passo é escolher a instituição de ensino em que deseja ingressar, disse Peron. Universidades renomadas como a de Lisboa, do Porto, de Aveiro e de Coimbra aceitam estudantes estrangeiros.

Após estar matriculado na instituição de lá, o passo seguinte será reunir a papelada necessária para o visto, preencher o formulário de pedido e o requerimento, pagar a taxa, enviar tudo ao consulado mais próximo e aguardar a convocação para comparecer à entidade.

As regras a seguir valem para todos os vistos
– Todos os vistos, com exceção ao Golden Visa, são inseridos no passaporte e têm validade de quatro meses.

– Ao chegar a Portugal, é necessário solicitar a autorização de residência junto ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), segundo o advogado especialista.

– Essa autorização tem validade de um ano, renovável por períodos sucessivos de dois anos. Após cinco anos de residência legal em Portugal, o estrangeiro pode solicitar a residência permanente (validade de cinco anos) e, após o 6º ano de residência, pode solicitar a nacionalidade portuguesa.

– O país também permite ao imigrante solicitar a reunificação familiar do cônjuge e filhos menores de 18 anos.

– Para todos os vistos, é preciso ter: comprovante de alojamento (onde a pessoa pretende morar), comprovante de renda (como vai se sustentar em Portugal), passaporte e seguro médico internacional. No caso de aposentados pelo INSS, é possível substituir o seguro médico por uma declaração do Ministério da Saúde comprovando que é beneficiário do INSS.

Com informações da Uol

Rui Costa vai registrar candidatura e entregar programa de governo na próxima segunda


“Temos quatro eixos de prioridades, que são Educação, Saúde, Segurança Pública e Infraestrutura”, revela Jerônimo Rodrigues[Rui Costa vai registrar candidatura e entregar programa de governo na próxima segunda]

O candidato à reeleição Rui Costa (PT) vai registrar a candidatura e entregar o programa de governo na manhã da próxima segunda-feira (13), segundo o coordenador da campanha Jerônimo Rodrigues.

Ao Metro1, o ex-secretário afirmou que o documento foi elaborado após a caravana do petista por cidades baianas, com propostas colhidas pela internet e também de partidos da coligação.

“Tudo isso foi sintetizado e será concluído no próximo sábado. Temos quatro eixos de prioridades, que são Educação, Saúde, Segurança Pública e Infraestrutura. Agora, o eixo da Educação o governador já disse que vai apertar mais o pé”, declarou Jerônimo.

A chapa é formada, além de Rui, por João Leão, postulante a vice-governador, Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD), aspirantes ao Senado.

Tacla Durán vai à OEA denunciar Moro por perseguição judicial, por Joaquim de Carvalho


 

O advogado que representou Rodrigo Tacla Durán no Comitê de Controle de Arquivos da Interpol, Sebastian Suarez, comunicou à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados que vai denunciar o Brasil “a organismos internacionais competentes”. O objetivo é que o Estado brasileiro sofra sanções em razão da violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos praticada pelo juiz Sergio Moro e convalidada pelo Tribunal Regional Federal da 4a. Região.

“Entendemos que esta decisão deve servir de alerta ao Estado Brasileiro sobre os excessos, os equívocos, a má qualidade das investigações e parcialidade de alguns magistrados e procuradores responsáveis pela Lava Jato, os quais romperam os limites da ética e do Direito ao transformar esta importante investigação em instrumento de poder e disputa política”, escreveu Sebastian Suarez, no ofício encaminhado ao deputado Wadih Damous, membro da Comissão de Direitos Humanos, em 1o. de agosto.

O DCM entrou em contato por telefone com o escritório de Sebastian Suarez, sediado em Tallin, capital Estônia, e confirmou que a primeira ação será protocolada ainda este ano na Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA, com base no pacto de San Jose, que trata, entre outros direitos essenciais da pessoa, o de ter garantias judiciais.

Tacla Durán poderia acionar também a comissão de direitos humanos da ONU, mas preferiu a OEA por entender que a corte inter-americana tem poderes para adotar sanções contra o Brasil, ao contrário da ONU, que pode condenar o Estado Brasileiro, mas não aplicar sanções imediatas. Durán acusou o juiz Sergio Moro de pré-julgamento e de se comportar como parte e não magistrados nas ações da Lava Jato.

A Interpol aceitou os argumentos de Tacla Durán, depois de ouvir as autoridades brasileiras, através do escritório central na rede no Brasil. Ouviu também o escritório central da Interpol na Espanha. Na comparação dos argumentos, entendeu que havia dúvidas sobre imparcialidade de Moro. Disse que uma pesquisa em mecanismo de busca (não cita, mas é Google) era suficiente para comprovar algumas das  dos processos conduzidos por Moro.

Mencionou um programa de entrevista (é o Roda Viva), em que Moro classificou Tacla Durán de “simplesmente um mentiroso”. Na época, o site de extrema-direita O Antagonista comemorou: “É mais: trata-se de um vagabundo a quem só a Folha deu ouvidos”. Canal preferencial de vazamento da Lava Jato, o site agora sabe que não é só a Folha. A Interpol também.

A repercussão da fala de Moro em sites engajados como O Antagonista influiu também na análise da Interpol. A manifestação de juízes a respeito de investigados sob sua jurisdição é um sinal da falência do princípio do julgamento justo porque, com a repercussão da fala do magistrado, cria-se um ambiente em que é impossível alcançar isenção para aplicar pena, um princípio decorrente do conjunto de regras da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Por essa razão é que a Interpol, analisando o requerimento de um cidadão, desmoralizou o Estado brasileiro, ao desconsiderar uma ordem judicial. Mandou retirar o alerta vermelho determinado por Moro. Para a Interpol, a decisão de Moro vale tanto quanto o conteúdo da lata de lixo do fórum da justiça federal em Curitiba. Não é comum que a Interpol tome decisões tão radiciais em relação a um dos Estados-membros, como é o caso do Brasil.

 

 

Na decisão, a Interpol também mencionou estranheza quanto ao fato de não ter sido investigada a denúncia de que um advogado (amigo de Moro, Carlos Zucolotto Júnior) e três procuradores da república se uniram em conluio para vender facilidades no acordo de delação premiada de Tacla Durán.

Também citou a reiterada negativa de Moro de ouvir Tacla Durán como testemunha no processo do ex-presidente Lula. Tacla Durán, que trabalhou na Odebrecht, tem demonstrado, com perícias, fraude nas provas apresentadas pela empresa ao Ministério Público. Trata-se do sistema de comunicação e de contabilidade da Odebrecht, da qual foi extraída planilha usada pelo Ministério Público Federal na acusação ao ex-presidente.

O deputado Damous, que foi presidente da OAB do Rio de Janeiro, já recebeu ofício e decidiu tomar três providências: dará conhecimento formal à Comissão de Direitos Humanos da Câmara, encaminhará uma cópia para o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, pasta à qual a Polícia Federal está subordinada, e, com base na decisão da Interpol, representará contra Moro no Conselho Nacional de Justiça por falta disciplinar.

“A decisão da Interpol confirma o que já vínhamos dizendo há algum tempo: o juiz Moro é um magistrado que age fora da lei”, disse ao DCM. “Num país de democracia consolidada, Moro já teria sido afastado de suas funções”, afirmou.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, que revelou parcialmente a decisão da Interpol na semana passada, a assessoria de imprensa da justiça federal em Curitiba disse que não iria comentar “oficialmente” o assunto envolvendo Moro nem a decisão da Interpol.

O Ministério Público Federal também foi ouvido pelo jornal e afirmou que o decreto de prisão de Tacla Durán continua válido (agora se sabe, apenas no Brasil) e que “continua adotando todas as providências legais cabíveis para que ela seja respeitada e cumprida, inclusive no exterior.”

Talvez tenha êxito em um canto do planeta onde a civilização não é plena. No mundo onde a democracia está consolidada, dificilmente.

 

Abaixo, a íntegra da carta do advogado de Rodrigo Tacla Durán ao deputado Wadih Damous, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB:

A decisão do Comitê de Controle de Arquivos da Interpol (CCF) de baixar a difusão do alerta vermelho, solicitado pelas autoridades brasileiras, está fundamentada no entendimento sobre a violação de leis, princípios, tratados e normas do Direito internacional, reconhecidos pelo Brasil.

Desde o início denunciamos os graves abusos cometidos pelas autoridades brasileiras responsáveis pela Operação Lava Jato e as perseguições sofridas pelo advogado Rodrigo Tacla Duran, as quais violaram a Declaração Universal dos Direitos humanos, as prerrogativas da advocacia, comprometeram a imparcialidade do juíz e do devido processo legal, além da divulgação inapropriada de dados pessoais seus e de familiares.

A decisão da Interpol restabelece a verdade e deixa claro ao Brasil e ao mundo que o advogado Tacla Duran não é foragido, mas sim perseguido por um juiz parcial, o qual se nega a respeitar os mais elementares princípios do Direito. Como consequência desta decisão tomada pelo CCF, fica vedado às autoridades brasileiras o uso dos canais de comunicação e cooperação internacional da Interpol em relação a Rodrigo Tacla Duran.

A defesa também adotará as medidas jurídicas cabíveis junto aos organismos internacionais competentes, com objetivo de sancionar o Estado Brasileiro e as autoridades responsáveis pelas ilegalidades constatadas. Entendemos que esta decisão deve servir de alerta ao Estado Brasileiro sobre os excessos, os equívocos, a má qualidade das investigações e parcialidade de alguns magistrados e procuradores responsáveis pela Lava Jato, os quais romperam os limites da ética e do Direito ao transformar esta importante investigação em instrumento de poder e disputa política.

Sebastian Suarez Advogado

.x.x.x.

Você viu esta notícia no Jornal Nacional? Não. E dificilmente vai ver. Reflita. Fonte GGN.

 

Impedir Lula de concorrer será um tiro no pé


Paulo Pinto/Agência PT

Com o quadro sucessório presidencial já praticamente definido, após a escolha dos vices no último fim de semana, as atenções se voltam agora para a questão Lula: será que a Justiça Eleitoral vai manter a farsa da sua condenação e impedi-lo de concorrer? Será que vão continuar essa encenação de julgamento justo? Será que vão insistir nesse falso pretexto de ficha suja, já que ele não cometeu nenhum crime? Se tal acontecer cairá de uma vez a máscara dos homens e mulheres de toga que posam de democratas. E ficará escancarado para o mundo o regime de exceção em que mergulharam o Brasil, onde a Constituição, que diz que todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido, perdeu a validade. Afinal, que diabo de democracia seria esta onde o povo não significa nada? Que diabo de democracia seria a nossa onde quem seleciona os candidatos a governantes são os juízes? Que diabo de democracia seria esta onde o maior líder popular do país e líder das pesquisas de intenção de votos é impedido de concorrer? É claro que isso só é possível num regime de exceção.

Até o próximo dia 15, quando se encerra o prazo legal para registro de candidaturas, a situação de Lula deverá ser definida. Segundo renomados juristas, nada impede que ele seja registrado e concorra ao pleito de outubro, até porque existem precedentes, mas quando se trata de Lula o procedimento da Justiça se altera, as decisões são tomadas antes do julgamento e vale tudo para ferrá-lo. Não é segredo para ninguém que há uma disposição, dentro do Judiciário, para banir o ex-presidente da vida pública, mesmo com todos conscientes da armação para atingir esse objetivo. Alguns magistrados não conseguem esconder o seu constrangimento, mas temem contrariar a corrente e serem linchados pela mídia, em especial pela Globo, a maior interessada na morte política do líder petista. Na verdade, será um tiro no pé, porque o substituto dele, caso se confirme o impedimento, fará exatamente o que ele faria se eleito fosse. Fernando Haddad, que terá a responsabilidade de substitui-lo na corrida sucessória, é o coordenador do seu programa de governo e, portanto, estará inteiramente à vontade para executá-lo. 247.

Veja um pouco da trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva


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Luiz Inácio Lula da Silva (1945) foi o 35º. Presidente do Brasil. Eleito nas urnas governou o país durante dois mandatos, entre 01 de janeiro de 2003 e 01 de janeiro de 2011. Foi também líder sindical e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores.

Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em Caetés, na cidade de Garanhuns, Pernambuco, no dia 27 de outubro de 1945. Filho dos lavradores Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Melo, é o sétimo de oito filhos do casal. Em dezembro de 1952, junto com sua mãe e os irmãos, migrou para São Paulo, em busca de melhores condições de vida. Foram 13 dias viajando em um caminhão “pau de arara” até se instalarem em Vicente de Carvalho, bairro da periferia do Guarujá, no litoral Paulista. Em 1956 se mudaram para o bairro do Ipiranga na capital paulista.

Com 12 anos, Lula conseguiu seu primeiro emprego numa tinturaria. Também foi engraxate e office-boy. Com 14 anos, começou a trabalhar nos Armazéns Gerais Colúmbia, quando teve a Carteira de Trabalho assinada pela primeira vez. Em seguida, trabalhou na Fábrica de Parafusos Marte. Nessa época, iniciou o curso de torneiro mecânico no Serviço Nacional da Indústria – SENAI. Depois de três anos, já formado, ingressou na Metalúrgica Independência, onde permaneceu por 11 meses trabalhando no turno da noite. Em 1964, com 18 anos, teve o dedo mínimo da mão esquerda cortado por uma prensa.

 

 

Sindicato dos Metalúrgicos

Ainda em 1964, Lula perdeu o emprego depois de discutir com seu chefe reivindicando aumento de salário. Em 1965, foi admitido na Fris, no Ipiranga, mas logo foi demitido por faltar o emprego em um turno extra. Em 1966 foi admitido nas Indústrias Villares, localizada em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde se concentravam várias indústrias. Nessa época, passa a se envolver nos movimentos sindicais, levado por seu irmão José Ferreira da Silva, conhecido por Frei Chico. Em 1975 foi eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Em 1978 foi reeleito e no dia 13 de março de 1979, depois de 10 anos sem greves, comandou uma greve que paralisou 180 mil operários do ABC paulista.

Partido dos Trabalhadores

Nesse mesmo ano, começaram a surgir novos partidos políticos no país. No dia 10 de fevereiro de 1980, comandou a fundação do Partido dos Trabalhadores – PT, formado pela classe operária, sindicalistas, intelectuais, artistas e católicos ligados à Teologia da Libertação, com uma proposta socialista. Em abril de 1980, outra grande greve no ABC paralisou 330 mil operários durante 41 dias. Depois de uma intervenção federal, Lula, junto com outros sindicalistas, é preso, com base na Lei de Segurança Nacional, passando 31 dias recolhido às instalações do DOPS paulista.

 

 

Em 1982 o PT já estava implantado em quase todo o território nacional. Lula liderou a organização do partido e disputou, nesse mesmo ano, o Governo de São Paulo, mas não se elegeu. Em agosto de 1983 participou da fundação da CUT – Central Única dos Trabalhadores. Em 1984 participou, como uma das principais lideranças, da campanha das “diretas já” para a Presidência da República. Em 1986 foi eleito deputado federal por São Paulo, o mais votado do país.

Presidência da República

O PT lançou Lula para disputar a Presidência da República em 1989, após 29 anos sem eleição direta para o cargo. Perdeu a disputa, no segundo turno, por pequena diferença de votos para o candidato Fernando Collor de Mello. Dois anos depois Lula liderou uma mobilização nacional contra a corrupção que acabou no “impeachment” do presidente Fernando Collor de Mello. Em 1994 e em 1998 Lula voltou a se candidatar para presidente da República, mas foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso.

Em 2002, Lula concorreu pela quarta vez ao cargo de presidente da República, tendo como vice o empresário e senador José de Alencar, do PL de Minas Gerais. No dia 27 de outubro de 2002, com quase 53 milhões de votos, Lula é eleito Presidente da República, derrotando José Serra. Concorreu novamente em 2006, para reeleição de presidente, sendo eleito, derrotando Geraldo Alckmin do PSDB. Em 29 de outubro de 2011, Lula é diagnosticado com um câncer na garganta, mas depois do tratamento com quimioterapia e radioterapia estava curado.

Condenação

Os dois mandatos do presidente Lula foram marcados por grandes avanços, mas também por grandes escândalos. Lula teve todas as condições de passar para a história como o presidente que realizou grandes feitos e priorizou políticas que beneficiaram os mais pobres se tornando o mais popular presidente da história do Brasil. Mas ganhou a marca de ser o primeiro presidente da República condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o acusando de ter recebido um apartamento de presente da OAS, (O acusando de ser como propina, embora não apresentaram provas). Essa investigação foi considerada a maior realizada no país. No dia 12 de julho de 2017, o juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente a nove anos e seis meses de prisão, baseado  nesta acusação.

No dia 24 de janeiro de 2018, por 3 votos a 0, o Tribunal Regional Federal confirmou a condenação de Lula e ainda aumentou sua pena para doze anos de prisão, ainda sem provas do que lhe acusava. Na madrugada do dia 5 de abril de 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF), por 6 votos a 5, rejeitou o habeas-corpus preventivo que garantiria a liberdade de Lula. No mesmo dia, uma ordem de prisão expedida pelo juiz Sérgio Moro, deu a Lula o prazo de se apresentar na Polícia Federal de Curitiba até as17 horas da sexta-feira e começar a cumprir a pena. Lula se dirigiu para o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, cercado de grande número de apoiadores e só se entregou no sábado, dia 7 de abril de 2018.

Empresário se diverte disparando arma de fogo contra o caseiro e vídeo viraliza


Vídeo em que empresário aparece atirando contra o seu caseiro viralizou nas redes sociais. As imagens foram gravadas pelos amigos do atirador, que riem e se divertem com a cena. Ele foi preso nesta segunda-feira após a repercussão do conteúdo

yury do paredão empresário atira caseiro

O empresário Yury do Paredão

A polícia prendeu nesta segunda-feira (6) na cidade do Juazeiro do Norte (CE) o empresário do ramo musical Yuri Bruno Alencar Araújo, conhecido como ‘Yury do Paredão’.

O empresário de 30 anos foi detido depois da divulgação de um vídeo (ver abaixo) em que ele aparece disparando uma arma de fogo contra o seu caseiro. As imagens foram registradas por amigos de Yuri, que se divertem e riem da cena. Pelo menos seis tiros foram realizados.

“Olha se ele tem cócegas agora, vagabundo”, diz um dos homens que presencia a situação. “Pegou, pegou!”, diz outra pessoa. A vítima dos disparos pede para que a “brincadeira” acabe. “Deixa de brincadeira”, diz o caseiro, que é funcionário de Yuri.

O empresário responderá por porte ilegal de arma de uso restrito e disparo de arma de fogo. o primeiro caso, a pena é de dois a quatro anos de reclusão e multa. Já por ter efetuados os tiros, também poderá ser preso por dois a quatro anos e pagar multa. Os dois crimes são inafiançáveis.

A prisão foi pedida pelo Ministério Público de Juazeiro do Norte. Durante uma busca na casa do empresário, a polícia encontrou uma arma pertencente à Polícia Civil de Pernambuco. “A gente precisa saber agora como essa arma foi parar na casa do empresário e o que ele fazia com ela”, explica o delegado Regional de Juazeiro do Norte, Juliano Marcula.

Na internet, o caso reabriu o debate sobre o porte de armas de fogo no Brasil. “Ah, vamos armar o cidadão de bem. Não vai ter problema, não. Todo mundo só vai usar a arma para proteger a família”, ironizou um internauta.

Vídeo:

Haddad fala sobre o Plano Lula para o Brasil em entrevista para blogueiros


Cada partido e coligação parte para as suas estratégias para seguir rumo à campanha que vai começar a pegar fogo. Aí está a ala do PT, que, ao contrário dos demais candidatos, principalmente o tucano, não tem a mídia convencional, por isso está determinando como será a campanha junto à mídia alternativa. No caso do Lula estar preso politicamente falando, quem vai fazer a sua campanha vai ser o Haddad. Mas se o Lula não poder ser candidato, pois estão a cada dia mais apertando a situação, e como ele criou a Lei da Ficha Limpa, já pensando em limpar o Brasil, terminou a “galerinha direitinha” utilizando a própria lei para impedir do Lula ser candidato. Na verdade, quem está enterrado até o pescoço, na lama, esse não tem ficha suja, não é interessante sujar a ficha dele, como é o caso do Romero Jucá e muitos outros. Acontecendo a interdição do Lula, o Haddad já vai está na estrada para seguir como cabeça de chapa e Manuela como vice.

 

 

Fernando Haddad fala sobre o Plano Lula para o Brasil em entrevista para blogueiros. #planoLula

Posted by Lula on Tuesday, August 7, 2018

Fernando Haddad (São Paulo, 25 de janeiro de 1963) formou-se bacharel em Direito na Universidade de São Paulo (USP) em 1985 e se especializou em Direito Civil. Mestre em Economia e doutor em Filosofia também pela USP, Haddad foi professor de Teoria Política Contemporânea da universidade.
Haddad enveredou para a política ainda em seus tempos de faculdade, quando se filiou ao PT em 1983 e virou tesoureiro do Centro Acadêmico XI de Agosto, entidade dos estudantes do Largo São Francisco.
Chegou a trabalhar como analista de investimento no banco Unibanco, mas em 2001, quando Marta Suplicy assumiu a Prefeitura de São Paulo, se tornou subsecretário de Finanças e Desenvolvimento Econômico da cidade.
Dois anos mais tarde, foi para Brasília trabalhar como assessor especial do Ministério do Planejamento e Finanças na gestão Guido Mantega (2003-2004). Enquanto estava no cargo, foi convidado por Tarso Genro, então ministro da Educação, para ser secretário-executivo, uma espécie de número dois na pasta.
Em 2005, Genro deixou o ministério para comandar a presidência do PT, em meio à crise do escândalo do Mensalão, e Haddad assumiu o ministério. No governo Dilma manteve-se no cargo, deixando de ocupá-lo em novembro de 2011, quando foi lançado candidato do PT na corrida municipal em São Paulo.
O segundo de três filhos, o petista tem origem libanesa e é filho de Khalid Haddad e Norma Thereza Goussain Haddad. Com cinco livros publicados, Haddad é casado há mais de 25 anos e é pai de dois filhos, Carolina e Frederico. Café com Leite Notícias, vídeo GGN.