(77) 99152-6666

5 passos para ser feliz, ensina Professor de Felicidade de Harvard


Professor Tal Ben-Shahar em SP - Foto: divulgação

Professor Tal Ben-Shahar em SP – Foto: divulgação

“Quando você aprecia o que é bom, é valorizado pelo que é bom”, ensina o professor de Felicidade da Universidade de Harvard, Tal Ben-Shahar, Ph.D.

Ele esteve em São Paulo na semana passada para uma palestra na abertura do G.A.T.E – Global Access Through Education – que foi acompanhada pelo SóNotíciaBoa.

No evento, Tal Ben-Shahar, ensinou 5 passos simples para ser feliz:

Anote a receita:

1) Permitir-se ser humano (conviver com suas falhas)

2) Aprender a lidar com o estresse ( buscar momentos relaxantes)

3) Fazer exercícios regulares (três vezes por semana)

4) Foco nas suas relações pessoais (presenciais)

5) Ter gratidão

Ph.D. em Comportamento Organizacional e B.A. em Filosofia e Psicologia pela Universidade de Harvard,Tal Ben-Shahar é reconhecido por seu trabalho na área da Psicologia Positiva e Liderança e por ser coordenador do Curso de Felicidade da Universidade de Harvard.

Atividades felizes

Você já deve ter ouvido conselhos isolados de como é bom fazer exercícios, o valor de ser menos auto exigente, que precisa aprender a lidar com o estresse do dia a dia e que a melhor coisa do mundo são os amigos e a sua família, não?

Não importa a sua religião, provavelmente tenha recebido a dica: agradecer a Deus, a seus pais, ou simplesmente, o fato de ter acordado para o trabalho de mais um dia, certo? E aquela aula de dança de salão que você vem adiando há um tempão?

Pois bem, está cientificamente provado que todos esses conselhos farão qualquer pessoa mais feliz. Esse estado de espírito é altamente contagioso e pode se espalhar por onde você estiver, garante Tal Ben-Shahar.

Segundo o mestre, o homem moderno deve buscar a força nas três modalidades – espiritual, física e intelectual – para manter a mente ativa e nutrir-se de empatia, como eixo para relacionamentos saudáveis.

 

Exercícios diários

Na palestra que ministrou em São Paulo, na última sexta-feira, 14, sobre o tema “Felicidade”, Tal Ben-Shahar afirmou que, ao exercitarmos atividades que nos dão força mental e física, teremos elevada a nossa capacidade de vencer boa parte dos desafios que poderiam nos colocar para baixo, ou no caminho oposto ao da felicidade.

Na palestra, Ben-Shahar apresentou diversos estudos que comprovam que a alegria e atividades sociais presenciais, como por exemplo, a prática de dança, podem ajudar a melhorar até o desempenho escolar, inclusive como antídoto contra o bulling.

“Gosto de perguntar às pessoas, não o que elas fizeram no fim de semana, mas o que fizeram de diferente no fim de semana.

A qualidade das nossas ações, ao refinar as escolhas e buscar a felicidade em coisas simples são exercícios diários, tanto quanto estudar ou praticar uma atividade física”, relata.

“Quando você lê um livro sobre Mozart, você não vai aprender a tocar piano melhor, você precisa praticar, assim como tênis, futebol. E é assim com a felicidade. É importante praticar, investir nisso.

Por exemplo, se exercitar regularmente, usar o tempo de forma qualitativa, com pessoas que você gosta, mas não com o fone no ouvido ou no computador, caso esteja com uma pessoa ao lado, e sim estar de verdade com um amigo.

Ou, ainda, talvez toda noite, agradecer pelas coisas na vida. Assim, introduzindo pequenas práticas, mas de forma regular e consistente, encontramos a felicidade”, sintetiza Ben-Shahar.

 

Vencer a tristeza

O professor também dá sua receita para vencer sentimentos ruins.

Segundo ele, reprimir esse tipo de emoção só faz com que ele cresça.

“O ideal é senti-lo e deixar que uma solução apareça. O estresse, se olhado desde uma nova perspectiva, pode não ser um problema, por exemplo. O verdadeiro inimigo da felicidade e do bem-estar é a falta de recuperação”.

“Valorize momentos que você possa relaxar, ouvir uma música, respirar mais profundamente, meditar, viajar, etc”.

Pelo fato de vivermos muitas coisas e recebermos muitas informações ao mesmo tempo, nós mesmos desenvolvemos o estresse. Mas se nos dedicarmos à recuperação, isso pode virar aprendizado para sermos mais resilientes e criativos”, aponta o professor.

 

Pausa diária

Ele também ensinou a plateia a pausar suas atividades por até quatro vezes ao dia, para fazer uma respiração profunda.

Ben-Shahar foi questionado se as redes sociais podem atrapalhar a felicidade.

“As redes não são vilãs se bem usadas, mas deve existir um equilíbrio nesse uso. Uma criança que passa mais de sete horas em uma tela, por exemplo, tem dificuldades de gerar empatia. E empatia se desenvolve com convivência, ela é o pilar da sociedade”, concluiu.

Por Sandra de Angelis.

 

Error, no Ad ID set! Check your syntax!

Número de mortos pelo Florence sobe para 32 nos EUA


Inundações ainda ameaçam cidades da costa leste americana nesta terça-feira (18)

Enchentes ameaçam comunidades dos Estados norte-americanos da Carolina do Sul e do Norte, nesta terça-feira (18), à medida que a tempestade Florence continua a afetar o nordeste do país com fortes chuvas e tornados, após deixar ao menos 32 mortos.

Ruas alagadas pela tempestade Florence em Lumberton, na Carolina do Norte 17/09/2018 REUTERS/Jason Miczek
Ruas alagadas pela tempestade Florence em Lumberton, na Carolina do Norte 17/09/2018 REUTERS/Jason Miczek

Foto: Reuters

O nível da água já atingiu telhados de casas, transformou estradas em rios, deixou milhares de pessoas isoladas, e continuava a subir nesta terça-feira, de acordo com o Serviço Nacional Meteorológico dos EUA (NWS).

“As inundações ainda serão uma preocupação no fim de semana e até a próxima semana”, disse Hal Austin, meteorologista do NWS, observando que há risco de mais chuvas na região nesta terça e na quarta-feira.

Até o momento, morreram 25 pessoas no Estado da Carolina do Norte e seis na Carolina do Sul. Outra vítima morreu quando ao menos 16 tornados foram provocados pelo Florence na segunda-feira na Virgínia, onde dezenas de edificações também foram destruídas, segundo a agência de meteorologia dos EUA, NWS.

Entre os mortos, está um bebê de um ano que caiu dos braços de sua mãe enquanto os dois tentavam escapar de seu carro durante uma enchente.

Mundo precisa do Brasil com democracia, diz ex-primeiro-ministro francês Dominique Villepin


Dominique Villepin. Foto: Wikimedia Commons

 

Publicado originalmente na Rede Brasil Atual (RBA)

O ex-primeiro-ministro francês Dominique Villepin afirmou nesta quinta-feira (13) que o mundo atravessa um período de turbulência, com o crescimento de tendências autoritárias em muitas regiões, da ampliação das desigualdades entre os países e dentro de cada país, como efeitos negativos da globalização. “Nesse contexto, precisamos do Brasil como grande ator democrático e como ardente defensor do multilateralismo”, afirmou Villepin, ao lado do ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa, Celso Amorim, em entrevista coletiva.

Os dois participam, nesta sexta-feira (14) do seminário Ameaças à Democracia e a Ordem Multipolar, promovido pela Fundação Perseu Abramo, juntamente com outros pensadores e políticos de prestígio internacional, como o intelectual e ativista político norte-americano Noam Chomsky e os ex-primeiros-ministros da Espanha e da Itália, José Luís Rodrigues Zapatero e Massimo D’Alema, dentre outros.

Villepin, que ganhou destaque internacional quando se opôs à invasão norte-americana do Iraque sem o aval da Organização das Nações Unidas, em 2003, viu o crescimento da influência do Brasil no cenário internacional durante os governos do ex-presidente Lula. “Vi o aumento da influência do Brasil com o crescimento dos Brics. Vi o engajamento do país para consolidar a paz e a democracia no mundo, desenvolver suas relações com os países do Oriente Médio, afirmar um papel de iniciativa com relação à América Latina, e se abrir muito mais a suas relações com a África.”

O ex-primeiro-ministro francês também destacou “a abertura da democracia” brasileira nesse período. “Deste ponto de vista, os anos do presidente Lula foram realmente decisivos em termos de educação, saúde, reformas e desenvolvimento da sociedade brasileira. O acesso dos brasileiros a mais direitos e a mais oportunidades é um elemento importante dessas mudanças que foram empreendidas. E o que faz uma nação forte é esse sentimento de compartilhar um futuro melhor.”

Preocupações

Villepin afirmou que ele, assim como outros observadores internacionais, tem tido “inquietações” e “preocupações” com os rumos da democracia brasileira. O mesmo tipo de sentimento, segundo ele, que há no mundo em relação ao governo de Donald Trump e com o aumento dos regimes liberais e governos ditatoriais ao redor do mundo. “É também a mesma preocupação com o que está acontecendo na Europa, com o aumento dos partidos de extrema-direita, populistas e conservadores”, disse.

Segundo ele, essas tendências autoritárias, que ele caracteriza como “supremacistas” e “populismo conservador”, são baseadas na “vontade” de alguns países, grupos sociais ou pessoas de se afirmarem perante os demais a partir de critérios raciais, por exemplo.

Para o Brasil, Villepin afirmou que regras legais não funcionam se não tiverem o espírito de progresso e de reformas voltadas para o povo. Sem o respeito às leis, as reformas também não duram, afirmou o ex-líder europeu, que defendeu o Estado de Direito e o fortalecimento de instituições “imparciais”, que são, segundo ele, o “coração da democracia”.

Amorim destacou a presença das personalidades estrangeiras que vão participar do seminário. “Ao contrário de nós, brasileiros, que muitas vezes temos uma visão muito minúscula do nosso país, eles sabem da importância do Brasil no cenário internacional. Não só pelo tamanho, que já seria uma razão, mas porque o Brasil tem tradições democráticas, alguns delas que estão sendo violentadas.”

Brasileiro que ensinou a vender água na praia palestra em Harvard: Assista!


Rick Chesther - Fotos: reprodução / Youtube e Instagram
Rick Chesther – Fotos: reprodução / Youtube e Instagram

Rick Chesther, um carioca, vendedor de água de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi palestrar em uma das mais renomadas universidades do mundo.

“O neguinho que vendia água em Copacabana vai palestrar em Harvard. Vocês precisam acreditar no sonho de vocês. Vocês não têm ideia de quantas vezes me jogaram no chão e eu não me acovardei. Eu levantei todas as vezes”, desabafou Rick emocionado. (assista abaixo)

O convite para Harvard veio em agosto, para palestrar na Brilive Conference, uma conferência internacional que reúne nomes do empreendedorismo, gestão empresarial e palestrantes que atuam em diversas áreas. A palestra foi no dia 11 de agosto e ele gravou um vídeo para compartilhar com seus seguidores a emoção de receber um convite desses.

 

A projeção

O impulso para a projeção internacional veio de uma verdadeira aula de empreendedorismo que ele deu em um vídeo, que viralizou nas redes sociais.

A gravação começou a ser divulgada em março de 2018 e parecia ser uma brincadeira, porque ele fala muito rápido.

Mas Rick estava ensinando didaticamente, do jeito dele, com uma pessoa desempregada pode começar um negócio do zero, sem capital algum, com apenas 10 reais emprestados.

Ele conta detalhadamente de maneira simples como lucrar e ainda sobreviver vendendo água na praia, como fazia.

Rock dá uma aula simples e um conselho grandioso pra quem está desempregado. Rick ensina a se virar na crise: “Ah, vender água não dá pra você não?  Então a crise não tá no país, está dentro de você”, diz a quem arranja desculpa pra tudo. (assista abaixo)

Em apenas 5 meses, assim como a multiplicação de lucros que ele ensina no vídeo, a vida deste vendedor se transformou. De vendedor ambulante, ele passou a ser influenciador digital.

Ele já alcançou mais de 200 mil seguidores no Instagram, trampolim para palestrar no exterior.

Rick também é autor do livro “Pega a Visão”, palestrante e diretor da Nação Mangueirense.

 

História

Aos 8 anos, Rick Chesther chegava da escola, pegava um carrinho e ia vender verdura, para comprar carne para a família.

“Isso era empreender e eu nem sabia. Aos 8 anos eu já estava fazendo empreendedorismo.”

E se você quiser saber mais sobre a história do Rick, pode entrar também no canal dele no youtube, onde Rick registra todas as aulas, palestras e histórias pessoais.

O vídeo da aula:

Comemorando a palestra:

A palestra em Harvard:

 

O vídeo da palestra:

 Com informações do EuSouEmpreendedor

Ibope: Dilma abre vantagem e deve ser eleita senadora por Minas Gerais


Ibope: Dilma Rousseff (PT) abre vantagem na disputa pelo Senado Federal em Minas Gerais e deve ser eleita. Veja os números

Dilma Senadora Minas Gerais

De acordo com a pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (12) para o Senado Federal em Minas Gerais, Dilma Rousseff (PT) tem 28% das intenções de votos e lidera a disputa.

No último levantamento do Ibope, a ex-presidente tinha 22%. No mês passado, uma pesquisa do Datafolha também apontou vantagem de Dilma.

Ela permanece com boa diferença para os outros concorrentes. O segundo colocado é Carlos Viana (PHS), com 12%,, que está em empate técnico com Dinis Pinheiro (SD) e Rodrigo Pacheco (DEM), ambos com 7%.

O Ibope ouviu 1.512 eleitores em Minas Gerais, entre os dias 9 e 11 de setembro. A pesquisa está registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sob o número MG-00240/2018.

Confira os números abaixo:

Dilma Rousseff (PT): 28%
Carlos Viana (PHS): 12%
Dinis Pinheiro (SD): 7%
Rodrigo Pacheco (DEM): 7%
Fábio Cherem (PDT) 5%
Coronel Lacerda (PPL): 5%
Rodrigo Paiva (NOVO): 5%
Professor Túlio Lopes (PCB): 4%
Bispo Damasceno (PPL): 4%
Vanessa Portugal (PSTU): 4%
Miguel Corrêa Júnior (PT): 4%
Ana Paula Alves (PCO): 3%
Duda Salabert (PSOL): 2%
Kaká Menezes (REDE): 2%
Edson André dos Reis (AVANTE): 1%
Brancos e nulos para a primeira vaga: 20%
Brancos e Nulos para a segunda vaga: 30%
Não sabem: 56%

GOVERNADOR

O Ibope também ouviu os eleitores sobre a eleição para o governo de Minas Gerais. Segundo o levantamento, o candidato Antônio Anastasia (PSDB) tem 31% das intenções de voto.

Em seguida aparece o governador Fernando Pimentel (PT), candidato à reeleição, com 22%. Veja os números abaixo:

Antônio Anastasia (PSDB): 31%
Fernando Pimentel (PT): 22%
Romeu Zema (NOVO): 7%
João Batista Mares Guia (REDE): 2%
Dirlene Marques (PSOL): 1%
Adalclever Lopes (MDB): 1%
Alexandre Flach (PCO): 1%
Claudiney Dulim (AVANTE): 1%
Jordano Metalúrgico (PSTU): 1%
Brancos e nulos: 19%
Não sabem: 13%

A pesquisa divulgada nesta quarta-feira é a segunda feita pelo Ibope para o governo mineiro depois do registro das candidaturas e a primeira realizada desde o início da propaganda eleitoral na televisão e no rádio.

No levantamento anterior, divulgado em 29 de agosto, Anastasia tinha 24% das intenções de voto e Pimentel, 14%.

Financial Times diz que Haddad é candidato “moderado” e cobertura do mercado no exterior é favorável


A Coluna de Nelson de Sá na Folha de S.Paulo pontua que, no Brasil, sites financeiros fecharam o dia com o “recorde histórico” do dólar —ainda que “longe de 2002 quando se atualizam os valores pela inflação”, como destacou o UOL Economia. Segundo o Valor, “muitos ‘trackings’ privados mostram o avanço” de Fernando Haddad, “o que eleva a apreensão dos agentes em relação à pesquisa Datafolha” que sai nesta sexta (14).

De acordo com a publicação, no exterior, por outro lado, a cobertura financeira começa a apresentá-lo como “moderado”, alguém que até já “se reuniu com banqueiros”, como perfilou o britânico Financial Times. O jornal ouviu o economista Marcos Lisboa, colunista da Folha, ex-secretário de Política Econômica no governo Lula e presidente do Insper, onde Haddad era professor, e consultorias como Control Risks, segundo a qual ele deixou “histórico de conservadorismo fiscal quando foi prefeito de São Paulo”. O problema mais citado é a resistência de seu partido, entre outras, à reforma da Previdência Social.

 

Na mesma linha, a Bloomberg perfilou Haddad sob o enunciado, em inglês, “Sucessor de Lula pode não ser o bicho-papão que os investidores brasileiros temem”, também enfatizando que ele manteve “orçamento equilibrado” quando prefeito e ouvindo de fundos como NCH Capital que é “um pragmático, não ideológico”, completa a Folha.

.x.x.x.

Apresentar Haddad como bicho papão atende a uma lógica dos especuladores. Isso aconteceu em 2002. Lula era apresentado como um presidente que iria quebrar o Brasil. Quando assumiu, reverteu as expectativas, e o Brasil começou a crescer. Logo Lula seria apresentado como modelo de governante, inclusive pelo Financial Times. Fonte DCM.

 

FT destaca anúncio de Haddad ‘como Clark Kent se tornando Super-Homem’. Foto: Reprodução

Por que é tão difícil um furacão atingir o Brasil?


Furacão Florence atingiu os EUA nesta sexta-feira, ameaçando provocar inundações, desabastecimento e mortes; especialistas garantem que fenômeno similar é quase impossível no Brasil.

Da BBC Brasil

Descrito como “extremamente perigoso” e “catastrófico”, o furacão Florence chegou aos Estados Unidos nesta sexta-feira, ameaçando provocar inundações, desabastecimento e mortes, segundo as autoridades americanas.
Furacão Florence visto da Estação Espacial Internacional
Furacão Florence visto da Estação Espacial Internacional

Foto: NASA/Getty Images / BBC News Brasil

Mas por que, diferentemente dos EUA e de outros países periodicamente atingidos por fenômenos climáticos similares, o Brasil não precisa se preocupar com isso?

Segundo meteorologistas ouvidos pela BBC News Brasil, as chances de que isso aconteça por aqui são mínimas – a explicação é que a formação de um furacão depende de uma série de fatores que só foi registrada uma vez no país.

“Por enquanto, é quase impossível que um furacão atinja o Brasil, a não ser que as mudanças climáticas também tenham alguma influência”, diz Michael Pantera, meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergência de São Paulo.

A meteorologista Bianca Lobo, do Climatempo, explicou que um dos principais “combustíveis” para a formação de um furacão são as águas quentes do mar – que precisam estar acima de 27°C.

“No Brasil, nós não temos isso. As maiores temperaturas são registradas no mar do Nordeste, onde não passam de 26°C”, diz.

Furacão Florence é descrito como 'extremamente perigoso' e 'catastrófico'
Furacão Florence é descrito como ‘extremamente perigoso’ e ‘catastrófico’

Foto: EPA / BBC News Brasil

“A umidade e a água quente do oceano que dão força a um furacão. Quando ele chega ao solo, perde força”, acrescenta Pantera.

Outro fator necessário para a formação de um furacão é o cisalhamento ou tesoura de vento – como são chamadas as mudanças de velocidade ou direção das correntes. Os especialistas explicam que esse fenômeno é raro nos países localizados na linha do Equador, como o Brasil.

Meteorologistas afirmam que esse é um fator que também inviabiliza que uma tempestade formada no Caribe atinja o Brasil, já que ela perderia completamente a força ao se aproximar da linha do Equador.

Tufão, tornado, furacão?

A definição de tufão e furacão é a mesma. A única diferença entre eles é o ponto de formação. Eles são um conjunto de tempestades com centenas de quilômetros de diâmetro: surgem nos oceanos sobre as águas quentes e podem durar alguns dias.

Segundo meteorologistas, ambos são ciclones tropicais formados em oceanos. O que os diferencia é que os tufões se formam no oeste do oceano Pacífico, e os furacões, no oceano Atlântico e na região leste do Pacífico.

Imagem mostra Furacão Florence se aproximando do Atlântico
Imagem mostra Furacão Florence se aproximando do Atlântico

Foto: NASA/Reuters / BBC News Brasil

Já os tornados são núcleos de tempestades, muitas vezes formados a partir de furacões ou tufões. Como sua formação só depende de uma tempestade muito forte, eles geralmente são pequenos quando comparados a furacões e duram por volta de uma hora.

Historicamente, só um furacão foi registrado na história do Brasil. Chamado de Catarina, ele atingiu o litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina em março de 2004.

Na época, pelo menos 40 cidades foram atingidas. Segundo o Centro de Estudos em Engenharia e Defesa Civil da Universidade Federal de Santa Catarina, os ventos atingiram a região a uma velocidade de cerca de 180 km/h.

Quatro pessoas morreram, 518 ficaram feridas e cerca de 33 mil, desabrigadas.

Mas os meteorologistas classificam o caso como raríssimo. “Foi uma condição totalmente atípica. É muito difícil de acontecer, ao contrário dos tornados, que inclusive são filmados com frequência no Brasil”, diz Bianca Lobo.

Segundo Pantera, ainda há divergências se o Catarina foi de fato um furacão. “Ele era uma frente fria que, em determinado momento, se deslocou e fez um caminho contrário, na direção do oceano. Ainda há muitas discussões se o Catarina era de fato um furacão.”

Mesmo com uma intensidade menor, a recomendação para quem avistar um tornado ou tromba d’água é fugir.

Se uma pessoa é atingida pelo fluxo de vento, dificilmente ela consegue escapar. A maior probabilidade é que ela seja sacudida e arremessada onde estiver, inclusive de embarcações.

Vovô de 111 anos ensina receita simples de longevidade


Foto: Linda Hsia
Foto: Linda Hsia

Ter 111 anos e ainda se exercitar todos os dias parece quase impossível, mas não para o vovô Henry Tseng.

Pra se manter em forma, ele faz exercícios numa bicicleta reclinada diariamente por 30 minutos na Collins & Katz Family YMCA, em Sawtelle, Califórnia.

Nascido em Yokohama, no Japão, mas morando em Los Angeles desde 1975, Tseng fez ginástica por quase toda sua vida. E tem uma saúde invejável.

Aos 80 anos ele fazia posições difíceis de ioga e ao 90 anos participava de aulas de aeróbica.

Henry Tseng acredita que seus segredos para se manter em forma são um bom livro, uma rotina diária de ginástica e se manter positivo. Desde que siga isto poderá alcançar o sucesso, ensina o vovô.

Empresário

Tseng, um empresário aposentado, esteve ativo a vida toda e entrou para YMCA em 1978, uma entidade sem fins lucrativos que cuida da mente, corpo e espírito das pessoas.

Sua filha, Linda Hsia, disse que, quando o pai era mais novo, gostava de nadar e praticar esportes ao ar livre.

“Meus pais sempre viveram um estilo de vida saudável”, disse ela. “Eles não bebem, não usam drogas, nada disso.”

Hsia disse que na década de 1950, quando eles estavam morando em Hong Kong, Henry Tseng e sua esposa Annie – que faleceu em 2013 aos 100 anos – tiveram um mestre de yoga em casa.

“Ele faz 30 minutos de bicicleta e olha no relógio, certificando-se de ter 30 minutos inteiros e nada menos do que isso”, disse Michelle Dodson, diretora assistente da Healthy Lifestyles da YMCA da Collins & Katz Family.

 

Ele também vigia se os cuidadores que o acompanham também estão se exercitando.

Até os 102 anos Henry Tseng participava de aulas de ginástica para adultos três vezes por semana.

“Ele dirigia até lá após seus 90 anos e tivemos que fazer com que ele parasse”, disse a filha.

Hsia diz que os membros da turma disseram a ela que seu pai era a inspiração.

“Eles diziam:” Eu acordava de manhã e não queria sair da cama, mas achava que seu pai ia estar lá”, disse ela.

 

Receitas

Henry Tseng ensina sobre a alimentação que faz: ele come pouco e vive do ditado de tomar “café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um pobre”.

Ele não corta qualquer alimento de sua dieta e, na verdade, vai ao Starbucks depois de cada sessão de treino para tomar um latte mocha.

Positivo

Tem ainda o estilo de vida. Tseng diz que é “muito positivo” e adora estar perto de pessoas e conversar com elas.

Ele não mostra sinais de desacelerar e diz que seu segredo mais bem guardado para sua longa vida é sorrir todos os dias.

“Eu tenho muitos pequenos problemas como todo mundo, mas apenas digo: ‘esqueça isso’, disse ao LA Times no mês passado.

“Ele é meu exemplo de que, se você vive tanto tempo, pode viver com qualidade”, disse Michelle Dodson, da academia.

Quando pergunto qual é o segredo dele, a resposta é: “Sorrio”.

“Eu nunca o vi chateado. Ele é pura alegria”, conclui.

vovo_ginastica4

Tseng com a família comemorando 111 anos

Tseng com a família comemorando 111 anos

vovo_ginastica2

Fotos: Linda Hsia

Com informações do Daily Mail

Maracás: Um destaque para o trabalho do Boca do Maracaizinho, que vem realizando um grande trabalho voluntário na área do esporte


O dia de maior alegria da garotada é o dia de treinar com o Tio Boca

 

Café com Leite Notícias: Quem passar nos finais das tardes nas ruas que ficam em volta da quadra de esportes do Maracaizinho, na cidade de Maracás, vai logo perceber que ali sempre tem garotos jogando bola e se preparando para um futuro melhor. Só que para isso acontecer, teve e tem a boa vontade e o amor do Cícero da Silva, popular Boca do Maracaizinho, que é uma espécie de Tiozão da garotada.

Esse trabalho já vem sendo realizado há cerca de quatro anos, o que não se consegue medir a dimensão do benefício que tem causado à cidade, sobretudo aos próprios atletas mirins que já são mais de 50.

Em conversa com Boca, ele disse que faz  por amor e que nunca reivindicou remuneração pelo seu trabalho. Comentou que outra pessoa, o Zé Pezão, que trabalhava no mesmo  local, foi convidado para trabalhar na cidade de Lajedo do Tabocal, onde a prefeitura de lá lhe remunera por saber da importância deste trabalho junto às crianças de lá. No entanto, pelo visto, não está acontecendo este tipo de reconhecimento pela prefeitura de Maracás, pelo valioso trabalho do amigo Boca, que continua voluntariamente realizando o grande trabalho de treinador mirim. Siga em frente, Boca, pois o resultado mais importante é a certeza de que além de você está preparando um futuro melhor para os garotos, ainda ajuda os afastar dos caminhos obscuros da vida nos dias de hoje, que são as drogas e o álcool.

Recentemente o treinador estava pintando a quadra com o seu próprio recurso, passou uma pessoa, filmou e enviou para Salvador, talvez não para querer criticar o poder público municipal, mas sim mostrar atitudes de quem trabalha com amor por uma causa que pode trazer grandes benefícios no futuro. Boca disse que a quadra está precisando de reforma, principalmente de pintura e que já conversou com o prefeito, mas até agora essa reforma ainda não aconteceu.

A equipe da Agência de Notícias Café com Leite parabeniza o Boca pela sua atitude e dedicação às crianças do Bairro Maracaizinho. O que se espera é que a quadra seja reformada para dar ainda mais alegria pra garotada e pro seu treinador.

Dólar “bate” R$ 4,20. “Valor” diz que mercado vê Haddad avançando


 

Às 16 horas e 20 minutos, a cotação do dólar atingiu R$ 4,208.

O simbólico patamar dos R$ 4,20 é atribuído, claro, às informações que circulam no “mercado” sobre a sucessão presidencial.

A cotação da moeda norte-americana, claro, indica para quem são boas e para quem acha que são más as notícias.

Mercado piora com expectativa de fortalecimento de Haddad, noticia o Valor, informando que “muitos “trackings” privados mostram o avanço do petista, o que eleva a apreensão dos agentes em relação à pesquisa Datafolha, que será conhecida amanhã”.

Não que o candidato petista traga algum risco, mas traz a possibilidade de ganhar-se com a especulação.

Os indicadores no exterior, desta vez, não tiveram “culpa: a inflação norte-americana veio mais baixo que o esperado e um cenário positivo para moedas emergentes.

Depois do pico, baixou meio centavo, queda muito fraca se considerada as ordens de venda fixadas para a “marca mágica” que era aquele valor.

Era, não é mais. Matéria do Tijolaço.

Mãe narra jogo para filho deficiente visual e emociona


Foto: Reprodução Sportv

 

HADDAD JÁ ASSUME LIDERANÇA COM 22%, SEGUNDO PESQUISA VOX POPUPI


 

Fernando Haddad começa a cair na graça do povo

 

Pesquisa CUT/Vox Populi divulgada nesta quinta (13) indica: Fernando Haddad já assume a liderança da corrida presidencial com 22% de intenção de votos. Bolsonaro tem 18%, Ciro registra 10%, Marina Silva tem 5%, Alckmin tem 4%. Brancos e nulos somam 21%.

O Vox Populi ouviu 2 mil eleitores em 121 municípios entre 7 e 11 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O índice de confiança chega a 95%.

O nome de Haddad foi apresentado aos eleitores com a informação de que é apoiado por Lula. Veja no quadro:

Um pouco mais da metade dos entrevistados (53%) reconhece Haddad como o candidato do ex-presidente. O petista, confirmado na terça-feira 11 como o cabeça de chapa na coligação com o PCdoB, também é o menos conhecido entre os postulantes a ocupar o Palácio do Planalto: 42% informam saber de quem se trata e outros 37% afirmam conhece-lo só de nome. O petista chega a 31% no Nordeste e tem seu pior desempenho na região Sul (11%), mesmo quando associado ao ex-presidente.

O deputado, internado desde a sexta-feira 7 no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, registra contudo o maior percentual de menções espontâneas (13%), contra 4% de Ciro e Haddad, 3% de Marina e 2% de Alckmin.

 

O fato de as citações espontâneas se aproximarem da porcentagem registrada por Bolsonaro nas respostas estimuladas demonstra, ao mesmo tempo, um teto do candidato do PSL e uma resiliência que tende a leva-lo à próxima fase da disputa presidencial.

O Vox realizou diversas simulações de segundo turno. Bolsonaro venceria Alckmin (25% a 18%), empataria tecnicamente com Marina (24% a 26%) e perderia para Ciro (22% a 32%) e Haddad (24% a 36%). O pedetista e o petista vencem os demais. O instituto não fez a simulação de um confronto entre os dois.

Por fim, a pesquisa mediu a percepção dos eleitores em relação ao ataque a Bolsonaro ocorrido em Juiz de Fora em 6 de setembro. A maioria absoluta, 64%, associa a facada a um ato solitário de um indivíduo desequilibrado, “com problemas mentais”. Outros 35% acreditam tratar-se de um atentado organizado e planejado, com fins políticos.

A maior parte dos entrevistados (49% contra 33%) não crê que o episódio possa influenciar a decisão de voto dos brasileiros.

Vale lembrar que essa é a primeira pesquisa realizada após o Haddad ser oficialmente o candidato apresentado por Lula como o seu candidato e o candidato do 13. Também vale lembrar mais uma vez que o Haddad nunca foi apresentado como candidato e nem como vice de Lula, como também não participou de debates. Agora resta esperá como vai ser o desempenho da sua campanha ao lado da Manuela . Fonte 247. Ultimo parágrafo Café com Leite Notícias.

Diálogo pode ajudar a diminuir índices de suicídio


Especialista discute o que fazer se você ou seus entes queridos precisarem de ajuda profissional.

Em todo o mundo, ações buscam diminuir os índices de suicídio (Foto: Loma Linda University News)

Melissa J. Pereau é apaixonada por ajudar as pessoas durante períodos críticos em suas vidas, sendo esse o motivo porque ela passa os dias trabalhando com pacientes que pensam em cometer suicídio ou que já o tentaram. Como diretora médica e psiquiatra no Centro de Medicina Comportamental da Universidade de Loma Linda, ela é diariamente confrontada com a realidade do suicídio e de como esse tópico, dentre outros sobre saúde mental, de alguma forma, afeta cada comunidade.

A despeito da prevalência de questões de saúde mental, as tentativas de discutir o tema são muitas vezes rejeitadas devido à sensibilidade que o cerca. Embora o elevado perfil de suicídios recentes nos Estados Unidos tenha suscitado questões que levaram os indivíduos a confrontarem diretamente a questão, o problema é mais amplo.

A taxa de suicídios nos EUA aumentou em 30% desde a metade da década de 1990, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Na média, ocorrem 123 suicídios por dia no país, de acordo com a Fundação Americana para Prevenção do Suicídio.

Conscientização

No Brasil, um dos esforços para diminuir os índices nacionais vem do Centro de Valorização da Vida (CVV), entidade que atua de forma voluntária em território nacional há 56 anos. De acordo com a instituição, 30 brasileiros cometem suicídio diariamente. Uma das formas de levar o assunto para um debate mais amplo acontece através da campanha Setembro Amarelo.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia em oito países da América do Sul também está envolvida com a prevenção do suicídio. Neste ano, o projeto Quebrando o Silênciotrata justamente deste tema, com conteúdos de orientação e apoio para quem pensa em suicídio e para familiares que precisam lidar com a dor da perda.

 

O trabalho de Melissa com os pacientes e seus grupos de apoio a motivaram a ser uma voz em favor da conscientização sobre a saúde mental. Seu trabalho na Universidade de Loma Linda, uma instituição adventista do sétimo dia em Loma Linda, Califórnia, Estados Unidos, a expôs a muitos questionamentos dos pacientes, de seus amigos e familiares a respeito da saúde mental e do suicídio. Ela aceitou participar de uma entrevista para discutir as questões de saúde mental, incluindo a busca de apoio, ajuda e ferramentas para o enfrentamento. A seguir, alguns trechos dessa entrevista:

Como um amigo ou familiar de alguém que sofre com questões de saúde mental pode falar com a pessoa de forma não prejudicial?

Certifique-se de não abordar a pessoa de forma crítica. Converse com a disposição de mostrar a sua própria vulnerabilidade e debilidade. Introduzir um ambiente amoroso e atencioso pode ajudá-lo melhor a falar sobre os pensamentos de suicídio ou dos sentimentos de depressão e ansiedade. 

Se alguém evita buscar ajuda médica porque acredita que receberá um temido diagnóstico, como ajudar a amenizar o medo de ser rotulado? 

Alguém que não deseja se consultar com um profissional de saúde mental porque teme ser rotulado com “doença mental” faz sentido, mas não contribui para a raiz do problema. É o mesmo que não se consultar por temer ser rotulado como diabético. Significa que você segue com a doença. Significa que você ainda necessita de ajuda e é importante que você obtenha a ajuda necessária. 

E o que dizer se as circunstâncias de alguém contribuem em muito para sua dor emocional? Como ela pode saber o que causou sua situação e a que se deve a doença mental subjacente? 

As circunstâncias da vida podem, definitivamente, contribuir para pensamentos suicidas e a pessoa pode ficar enredada e isolada por essas circunstâncias. Receber apoio e ter pessoas a quem recorrer é o mais importante nessas situações. Não estar só pode ajudar em ambas as situações, quer sofrendo de doença ou circunstâncias mentais.

Há palavras ou frases que você aconselha que as pessoas não usem quando falam a respeito de saúde mental? 

É importante não mencionar coisas que levem ao sensacionalismo da doença mental, da saúde mental, detalhes de suicídio ou detalhes da doença. Essas coisas podem ser grandes desencadeadores. Antes, pergunte à pessoa com o que ela está lutando ou o que lhe está causando a dor. Esse tipo de pergunta provê muito mais conforto do que partir para detalhes.

O que é avaliação de saúde mental? 

A avaliação pode ser feita de diversas formas e analisa os estressores contínuos atuais e as formas de lidar com esses estressores. Algumas vezes considera as experiências prévias de vida, mas, com frequência, avalia as experiências diárias e o quão distante você pode estar de seu parâmetro ideal. Você pode conversar com um psiquiatra, psicólogo, assistente social, conselheiro ou até mesmo com seu médico.

Os pacientes deveriam ter medo de que os antidepressivos ou medicação psiquiátrica irão mudá-los como indivíduos? 

As medicações que tratam doenças mentais não se destinam a transformá-lo em uma pessoa diferente. Elas o ajudarão a voltar a ser o que era antes da doença. Muitas vezes, as pessoas temem dar o tempo suficiente para a medicação fazer efeito. Alguns antidepressivos podem levar até seis semanas ou mais para funcionar; portanto, converse com seu médico para saber o que esperar.

Para alguém com doença mental, o que é melhor: ser tratado com medicação ou fazer terapia? 

A melhor estratégia de gerenciamento envolve medicação combinada com aconselhamento e terapias. Essa abordagem de tratamento da “pessoa como um todo” funciona ao levá-lo à raiz do problema e ao equilibrar a química do cérebro.

Como uma pessoa pode começar a lidar com o suicídio de um ente querido?

Permanecer envolvida com outra pessoa, seja participando de um grupo de apoio ou de um pequeno grupo de pessoas de sua confiança. Sempre haverá a tendência de se afastar dos outros, mas possibilidade de desencadear lembranças dolorosas sobre a perda é maior. Esforçar-se por se manter alimentado e por ter hábitos regulares de alimentação, além de fazer exercícios e descansar podem ajudar no alívio da dor. Fonte: Noticiasadventistas

Porque ninguém fez nada pela doutora Valéria? Por Adriana Cecilio Marco dos Santos


Valéria dos Santos. Foto: Bruno Marins/OAB RJ.

Publicado originalmente na Rede Feminista de Juristas do Justificando

POR ADRIANA CECILIO MARCO DOS SANTOS, advogada e professora de Direito Constitucional

Juizado Especial de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, 10 de setembro, a advogada Valéria dos Santos, em pleno exercício da advocacia exigiu ver a contestação ao final da audiência, requerimento que foi negado pela juíza leiga que presidia a audiência. Ato contínuo, ao insistir em ter o seu direito como advogada respeitado, se recusou a deixar o espaço de audiência. Ante essa situação a juíza leiga deu voz de prisão à Dra. Valéria. Truculentos policiais militares algemaram a advogada e a expuseram a uma situação absolutamente humilhante.

A absurda postura da juíza leiga ao recusar o requerimento de vista dos autos e, ao se ver contrariada pela valorosa persistência da colega, dar voz de prisão a uma advogada, se trata de um evidente abuso de autoridade. Espera-se que tanto a Corregeria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, como o Conselho Nacional de Justiça tomem as providências cabíveis para que a juíza leiga receba a punição necessária por essa conduta totalmente reprovável.

Os policiais militares, por sua vez, agiram no “cumprimento de seu dever” (?), havemos de questionar se eles são obrigados a cumprir ordens claramente arbitrárias como a voz de prisão dada pela juíza leiga a uma advogada que estava trabalhando, exercendo seu mister assistindo sua cliente. A resposta é não. O Supremo Tribunal Federal já decidiu no seguinte sentido:

Ninguém é obrigado a cumprir ordem ilegal, ou a ela se submeter, ainda que emanada de autoridade judicial. Mais: é dever de cidadania opor-se à ordem ilegal; caso contrário, nega-se o Estado de Direito.” (HC 73454)

Mas a pergunta que não cala no meu pensamento ao assistir os vídeos é: e os advogados e advogadas que estavam lá, que viram, que presenciaram e nada fizeram, que permitiram, que se omitiram? Por que? Como isso foi possível?

Todos os advogados e advogadas brasileiros foram algemados e humilhados, não apenas a Doutora Valéria. A advocacia, a profissão que é essencial à justiça, foi vilipendiada. Então por qual motivo não assistimos uma cena diferente? Por que não vimos colegas se unindo, resistindo, se opondo aquela ação ilegal? Se impondo como advogados e advogadas que não aceitam serem menosprezados e expostos a uma situação vexatória como a que estavam presenciando?

Bem, me desculpem os que lá estavam, mas ao que me pareceu o racismo e machismo estrutural que grassa em nosso país falou mais alto. Era só uma mulher negra. Ninguém se comoveu. Não houve empatia. Ninguém se colocou no lugar dela e pensou, “está errado ela passar por isso”.

Não se tem notícias de que algo parecido já tenha ocorrido com algum advogado, principalmente se ele fosse branco e parecesse rico. Alguém consegue, honestamente, imaginar um advogado com seu relógio e terno caro, sendo algemado porque pediu vista em um processo que estivesse atuando? E se esse advogado insistisse em não aceitar uma conduta que tolheria a sua atuação profissional, alguém consegue, sem hipocrisia, imaginar ele recebendo voz de prisão e sendo algemado por policiais militares?

As pessoas presentes ficariam caladas? Assistiriam estarrecidas e imóveis? Nada fariam? Por certo que não. Todos se uniriam em prol do colega que claramente estaria sofrendo uma injustiça e simplesmente impediriam que aquilo acontecesse.

Eu tenho a felicidade de conviver com colegas negras de uma galhardia ímpar. Profissionais das quais me orgulho de poder dizer que caminho ao lado. Eu as veria ali, sentadas, sendo humilhadas e por certo me levantaria contra tal atrocidade.

Se inexiste o convívio verdadeiro, não apenas por força de obrigação, se não existem vínculos, a referência que se tem de pessoas negras pelos telejornais é assisti-las constantemente algemadas, presas e sendo consideradas culpadas. Os filmes, séries, novelas, até comerciais, via de regra (com brilhantes exceções), trazem atores negros como vilões, escravos, mulheres extremamente sensualizadas, como pessoas raivosas ou bobalhonas. Então como se chocar ao ver uma mulher negra sendo algemada?

Existe uma diferença fundamental entre enxergar as pessoas e apenas vê-las. Ver é um processo meramente instintivo, desprovido de reflexão. Enxergar alguém é reconhecer o valor da sua existência. Os negros, em sua maioria, são apenas vistos pela sociedade.

Para que a sociedade passe a enxergar as pessoas negras é preciso primeiro assumir que existe o racismo arraigado dentro de todos nós. É preciso entender o quanto ele é danoso a toda a sociedade, não apenas para as pessoas negras. Somos menos humanos [1], por sermos racistas. É fundamental que todos se comprometam a ser antirracistas. Se portar, agir, falar considerando como algo presente a necessidade de combater o racismo.

Só assim, fatos lamentáveis como o ocorrido com a Doutora Valéria, não se repetirão. Primeiro porque as pessoas refletirão no porque se sentem no direito de menosprezar uma pessoa negra; depois porque quem achar que tem esse direito será confrontado por aqueles que já tem a noção clara de que isso não está certo. Precisamos lutar para que essas pessoas conscientizadas se proliferem.

 

Esse texto é um convite para a reflexão. É um primeiro desafio. Porque todas as vezes que se questiona a existência de racismo ou machismo em uma atitude, as pessoas (sobremaneira aquelas que nunca sofreram dessas doenças sociais) tendem a encontrar justificativas outras para os fatos, negando que determinada postura só foi assumida por se tratar de uma pessoa com características específicas.

É um processo longo e trabalhoso de desconstrução de conceitos, compreender e reconhecer o quanto somos privilegiados simplesmente por sermos brancos. Temos a tranquilidade de viver em uma sociedade que não trata pessoas brancas com desprezo. Nascer branco não é mérito de ninguém. Nenhuma pessoa deveria ser tratada de forma diferente por ser negra.

Aprender a não discriminar ninguém em razão da sua cor ou do seu gênero, é o desafio que cabe a nossa geração, a cada um de nós, na forma como nos colocamos no dia a dia em relação as mulheres e as pessoas negras. Para que não consintamos mais, ainda que tacitamente, que outras Valérias continuem sofrendo na pele o peso do racismo e do machismo.

Página de mulheres contra Bolsonaro no Facebook ganha 1 milhão de adeptas


Em apenas dez dias, grupo “Mulheres unidas contra Bolsonaro” no Facebook ultrapassa a marca de 1 milhão de participantes. Um recorde na rede social

página mulheres contra Bolsonaro no Facebook milhão

Mais de um milhão de mulheres estão unidas contra Jair Bolsonaro – pelo menos no Facebook. Um grupo, criado há menos de duas semanas na rede social, atingiu 1 milhão de integrantes na madrugada desta quarta-feira (12).

O grupo foi criado como forma de mobilização contra a candidatura, pelo PSL, do capitão reformado à Presidência da República – atual líder nas pesquisas eleitorais divulgadas nesta semana, com 24%, segundo o Datafolha, e 26%, de acordo com o Ibope.

Ele representa tudo que é de atraso na luta pelos direitos das mulheres, ele ataca diretamente a licença maternidade, a diferença salarial entre homens e mulheres”, afirmou a publicitária Ludmilla Teixeira, uma das criadoras do grupo.

A iniciativa é apartidária e não é alinhada com nenhum espectro ideológico; são aceitas mulheres de esquerda e de direita, indiscriminadamente. A única bandeira fixa, resumiu Ludmilla, é: “não importa o seu candidato, desde que não seja Bolsonaro”.

O diálogo com essa parcela do eleitorado, inclusive, se mostrou um fracasso. No início, diz a publicitária, foi permitida a entrada de eleitoras declaradas de Bolsonaro, mas o clima ficou hostil e as fundadoras ficaram preocupadas em criar um antro de brigas, em vez de um pólo de debate e crescimento.

Rejeição

Segundo o Datafolha, divulgado na última segunda-feira (10), Bolsonaro é o candidato mais rejeitado pelo eleitorado: 43% declararam que não votariam nele de jeito nenhum, parcela que sobe para 49% entre as mulheres.

De acordo com um texto publicado no site Observatório das Eleições pelo professor de ciência política Jairo Nicolau, da UFRJ, a situação de Bolsonaro é singular, porque nas últimas eleições “não há casos de um candidato à Presidência com uma discrepância tão grande” entre votos de homens e mulheres.

Ele analisou dados do pleito de 2010 e 2014, além da pesquisa Datafolha de agosto, na qual Bolsonaro tinha 30% da intenção de voto dos homens, ante só 14% das mulheres, 16 pontos percentuais de diferença.

A segunda candidata com maior discrepância entre os gêneros é Marina Silva (Rede), com então 19% da preferência feminina e 13% da masculina, uma diferença de apenas 6 pontos percentuais.

Diante desses números, é possível entender porque o grupo cresce tão rapidamente. Mas sua fundadora deixa claro: a iniciativa não é contra a pessoa de Jair Bolsonaro, que, disse Ludmilla, merece respeito, e sim contra sua candidatura.