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Estudante brasileiro picado por cobra Naja está em coma


estudante brasileiro cobra naja
Estudante publicava imagens nas redes sociais

Estudante de veterinária do Distrito Federal está na UTI em estado grave. De acordo com a Fundação Jardim Zoológico de Brasília, não há registro de entrada da espécie na cidade. Nas redes sociais, o jovem publicava várias fotos com cobras

Picado por uma cobra Naja, um estudante de veterinária do Distrito Federal está em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Maria Auxiliadora. O incidente aconteceu no Gama (DF).

De acordo com a Fundação Jardim Zoológico de Brasília, a espécie é exótica e não há registro de entrada do animal em Brasília. A Polícia suspeita que o jovem de 22 anos criava a cobra ilegalmente em casa.

Os familiares do estudante aguardam o resultado de um tratamento feito com soro vindo do Instituto Butantan, de São Paulo. O medicamento chegou a Brasília na noite desta quarta-feira (8).

Nas redes sociais, o jovem publicava várias fotos com cobras. Depois do caso ser publicado na mídia, as imagens foram apagadas.

Após horas de busca, a cobra foi encontrada, dentro de uma caixa atrás de um morro, em um shopping localizado no Setor de Clubes Sul.Segundo o batalhão, só depois de muita conversa que um amigo da vítima informou sobre a localização da cobra.

Veneno mortal

Segundo o biólogo e diretor de répteis, anfíbios e artrópodes do Zoológico de Brasília, Carlos Eduardo Nóbrega, o veneno da Naja pode matar um ser humano em apenas 60 minutos após a picada.

“Não existe registro oficial de entrada desse animal no DF. Ele não poderia estar sendo criado por uma pessoa física. Essa espécie é encontrada principalmente na Tailândia. É uma das grandes responsáveis por acidentes na Ásia”, explica. A cobra da espécia Naja é encontrada na África, no Sudoeste da Ásia, Sul da Ásia e Sudeste Asiático.

Nóbrega também informou que o veneno da cobra atinge o sistema neurológico central do ser humano, afetando a respiração e a noção de espaço e tempo. A vítima também fica sonolenta.

“Se você não mexer com essa espécie, ela vai embora. Não ataca. Mas se ela se sentir ameaçada, levanta o corpo e se prepara para o bote. Porém, se o humano ou animal insistir, a Naja vai picar. Ela picou exclusivamente por defesa. Até porque essa cobra não tem capacidade física de engolir um ser humano”, pontuou.

De acordo com o biólogo, o tempo de espera para a chegada do soro antiofídico é preocupante. O indicado é receber o tratamento específico em até duas horas após a picada.

“Não temos como afirmar como vai ficar o estado de saúde dele. Mas existe o risco de morte. Como a cobra não é encontrada no Brasil, os estoques para esse tipo são realmente bem pequenos”, disse.

Butantan

O soro enviado pelo Instituto Butantan é usado para emergências, caso ocorram ataques no local, já que a entidade de pesquisa possui algumas espécies da cobra Naja.

“O Instituto Butantan informa que não produz e nem disponibiliza soro antiveneno para acidentes com Naja, uma vez que é uma espécie exótica. A instituição somente mantém o soro em sua unidade hospitalar de atendimento para eventuais acidentes com pesquisadores que realizam estudos com o animal na instituição”, informa o Butantan.

 

 

“Nesta terça-feira (7), foram enviadas doses desta reserva para ao Hospital Maria Auxiliadora (DF) atendendo a uma solicitação em caráter emergencial. O Butantan ainda conta com uma pequena reserva do soro e já está providenciando a reposição do estoque para uso interno por meio de importação”, acrescenta em nota. Fonte:Metro1

 

 

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Aluno que trabalhava como lixeiro entra em Harvard


Rehan Staton (de vermelho na segunda imagem) em foto de redes sociais — Foto: Reprodução/Instagram

Rehan Staton (de vermelho na segunda imagem) em foto de redes sociais — Foto: Reprodução/Instagram

Rehan Staton, de 24 anos, trabalha como gari e estuda na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Ele está no fim ciclo básico do ensino superior, mas, em setembro começará a estudar em uma das universidades de maior prestígio no mundo: ele passou no exame admissional para o curso de direito de Harvard.

Ele foi aceito em outras escolas (Columbia, University of Pennsylvania, University of Southern California e Direito em Pepperdine) e escolheu estudar em Harvard, no estado de Massachusetts.

Sua história foi descrita em uma reportagem do jornal “Washington Post”. Sua mãe é de Sri Lanka, para onde ela voltou quando ele, Stanton, tinha 8 anos. Ele foi criado pelo pai, que precisou ter múltiplos empregos.

No fim do colégio, Rehan Staton tentou entrar em uma faculdade, mas não passou em nenhum exame admissional.

Ele então começou a trabalhar em uma empresa de limpeza urbana. Ele voltou a tentar entrar em uma faculdade, e dessa vez conseguiu: ele começou a fazer o ciclo básico na Bowie State University, mas depois mudou para a University of Maryland.

A rotina dele era acordar às 4h e passar a manhã limpando lixo. Depois, ia para o curso superior.

Eventualmente, não tinha tempo de tomar banho, e então ficava no fundo da sala, para evitar os olhares dos colegas, ele disse.

O curso em Harvard começará no outono no hemisfério Norte (portanto, primavera no hemisfério Sul).

O plano de Staton é se especializar em direito do esporte e se tornar um agente.

Estudante sai para caminhar e é encontrada morta no dia seguinte


Universitária é encontrada morta após desaparecer durante caminhada no litoral de São Paulo. Em imagem divulgada, a jovem de 21 anos é vista pela última vez caminhando sozinha às 7h24

Julia Rosenberg Pearson
Julia Rosenberg Pearson

 

 

A estudante Julia Rosenberg Pearson, de 21 anos, saiu para caminhar em uma trilha que costumava fazer em São Sebastião (SP) na manhã do último domingo (5) e não mais voltou.

O corpo da jovem foi encontrado enterrado em uma cova rasa na manhã de segunda-feira (6), entre as praias de Paúba e Maresias. A polícia ainda não identificou os autores do crime.

Segundo o boletim de ocorrência, o corpo foi encontrado por por um morador da região e por PMs que faziam buscas pela jovem. Ela estava coberta por folhas, perto de uma antena de transmissão de telefonia móvel. Julia morava na capital paulista, onde estudava medicina veterinária, e foi passar a quarentena em São Sebastião.

Ainda de acordo com a polícia, a perícia constatou sinais de estrangulamento no corpo. Um pedaço de cinto estava em volta do pescoço da jovem, e um tecido foi encontrado na boca da vítima. Por enquanto, a polícia descarta violência sexual, mas aguarda laudos para confirmação.

A polícia acredita que a vítima foi abordada por ao menos um suspeito. Os investigadores trabalham com as hipóteses de que a jovem foi enganada pelo assassino ou ameaçada para sair da trilha onde estava, pois havia sinais de que ela foi arrastada.

Uma testemunha afirmou em depoimento ter visto um homem saindo do local onde o corpo de Julia foi encontrado, por volta das 10h, ainda no domingo, perto da torre de telefonia móvel. A mulher que fez o relato também fazia trilha e desconfiou de um homem de cerca de 1,70 m de altura, pardo, vestindo camiseta marrom, chinelo branco, calça ou bermuda cinza, que não levava nada consigo.

Um homem chegou a ser encaminhado ao 2º DP de São Sebastião, após ser apontado como suspeito por meio de uma denúncia anônima. Ao ser ouvido pela polícia, ele negou envolvimento no crime. Ele apresentou um álibi que, “salvo pequenas contradições”, confirmam a versão dele, diz a polícia.

Investigadores coletaram imagens de câmeras de monitoramento, que serão analisadas para ajudar a identificar o autor do crime. Em um dos vídeos, Julia é vista caminhando sozinha às 7h24.

Há uma homenagem à Júlia agendada para a próxima sexta-feira, em Maresias: Com informações do PragmatismoPolítico

ACM Neto sobre volta às aulas: ‘Desejo é que seja em agosto’


Prefeitura ainda tem objetivo de impedir que ano letivo 2020 seja perdido

[ACM Neto sobre volta às aulas: ‘Desejo é que seja em agosto’]
Foto : Secom PMS

O prefeito ACM Neto explicou hoje (8) que não mencionou as aulas junto ao protocolo de retomada das atividades econômicas, divulgado ontem, porque a área da educação terá um tratamento específico para retorno após pandemia de coronavírus.

“Não incluímos ontem as aulas porque o tratamento da rede de ensino deve ser feito de maneira distinta do tratamento ao comércio. Nós temos um protocolo específico para retorno, que já está desenhado, mas ainda não temos perspectiva de volta. É claro que o objetivo da Prefeitura ainda é impedir que o ano letivo de 2020 seja jogado no lixo”, disse.

O prefeito ainda disse que a gestão municipal quer retorno em agosto, mas não há como assegurar. “Não podemos apresentar o protocolo [de retomada] agora porque isso geraria expectativa de retorno a curto prazo, o que não existe. A perspectiva de retorno do shopping e do comércio de rua é muito anterior à das aulas. Apesar disso, nosso desejo é que a rede de ensino volte ainda em agosto, mas não posso garantir.” Fonte:Metro1

 

Operação da PF, prende o empresário Ricardo e sua filha


Na manhã desta quarta-feira, foi preso em São Paulo na operação batizada com o nome ”Direto com o Dono”, o mega empresário Ricardo Nunes, fundador da famosa empresa Ricardo Eletro. Suas empresas são suspeitas de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em um valor superior a R$ 400 milhões.

A receita federal não encontrou nada no nome do empresário, mas encontrou bens no valor de R$60 milhões nos nomes de sua mãe e irmão que serão confiscados pela justiça.

A sua filha Laura Nunes e seu irmão Rodrigo Nunes, também foram presos em Belo Horizonte, cidade sede da Ricardo Eletro.

Durante 5 anos, a Ricardo Eletro, cobrava do consumidor os impostos e não repassava o montante para a receita estadual de Minas Gerais. A empresa Ricardo Eletro já havia desmoronando há 5 anos atrás, quando tentou negociar as dívidas da empresa.

Parece que dessa vez, a casa caiu.

Com informações do JornaldoPaís

Fundador da Ricardo Eletro e a filha dele são presos em operação ...

Antecipação de feriado não funciona, e festejos juninos geram onda de contaminação na BA


Antecipação de feriado não funciona, e festejos juninos geram onda de contaminação na BA

Rui costa lamentou aglomerações no São João | Foto:Paula Fróes/ GOVBA

O governador Rui Costa afirmou nesta terça-feira (7) que a medida de antecipar feriados não teve sucesso no seu principal objetivo, que era reduzir a taxa de contaminação pelo novo coronavírus no estado.

 

De acordo com ele, cerca de 20 municípios registraram crescimento de 100% na quantidade de casos, nos últimos 5 dias. O motivo apontado é que, mesmo com a antecipação, muita gente comemorou o São João no período que originalmente corresponde aos festejos, entre 23 e 24 de junho. 

Vale lembrar que lei aprovada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) adiantou os feriados de São João e da Independência da Bahia dos dias 24 de junho e 2 de julho para 25 e 26 de maio, respectivamente.

“O que nós temíamos é que, infelizmente, os números comprovam que nós não conseguimos zerar os efeitos das festas juninas. Estávamos analisando cidade por cidade e encontramos 20 cidades com taxas de crescimento acima de 100%, nos últimos 5 dias. Ontem, fiz dezenas de ligações para prefeitos e prefeitas, buscando ouvir o que teria contribuído para isso. O fator mais citado, mais comum foi o fator festa junina. As pessoas se encontraram em suas casas, em seus sítios para, mesmo em família, fazer confraternizações”, lamentou o governador ao falar sobre o assunto em entrevista coletiva.

Ainda segundo Rui, este aumento não modificou a taxa estadual de contaminação pela Covid-19, mas impactou os municípios atingidos, que não foram identificados pelo petista. O trabalho agora tem sido atuar junto às equipes de saúde locais para evitar que o crescimento pressione o sistema de saúde das cidades. 

 

O governador disse também que a taxa de crescimento de casos e de óbitos tem se mantido estável, mas em patamar muito elevado. O maior desafio no combate à doença agora é reduzir a quantidade de mortes, que tem ficado entre 50 e 60 ao dia. 

 

“Estamos há mais de 30 dias, em média no estado, mantendo um padrão de crescimento tendendo a estabilizar, mas em um padrão muito alto, tanto taxa de novos casos quanto de ocupação de leitos e óbitos. O problema é que ainda não conseguimos entrar em uma curva de declínio dos casos”, destacou. Com informações do BahiaNotícias

Advogado que liderou protestos contra o isolamento morre vítima de Covid-19


 

Argentino promoveu campanhas dizendo que as medidas de isolamento eram “uma tentativa do governo de Alberto Fernández de reinstalar o comunismo e atentar contra as liberdades individuais”. Ele escondeu os sintomas da doença até os últimos instantes de vida

Ángel Spotorno
Ángel Spotorno

 

 

Victor Farinelli, Revista Fórum

O fato em si não é tão novo já que aconteceu no dia 16 de junho: o advogado aposentado Ángel Spotorno faleceu aos 74 anos, em Buenos Aires. A notícia por trás do fato, porém, só se descobriu neste domingo: a causa da morte foi falência pulmonar causada pela infecção de covid-19.

E isso é notícia porque Spotorno foi um dos principais líderes dos protestos anti-quarentena na Argentina, realizados durante o mês de maio.

Apesar de pertencer ao grupo de risco, devido à idade, o aposentado era visto frequentemente nas pequenas marchas que realizava nos fins de semana perto da Casa Rosada (sede do governo argentino) para protestar contra as medidas de isolamento, e também em outros eventos que organizava através das redes sociais.

“Dos 90 dias que passamos entre o início da quarentena e a sua morte, creio que ele passou ao menos 85 fora de casa”, afirma sua prima, Marita Riera

Spotorno era macrista fanático e, em suas publicações nas redes sociais, acusava o governo de Alberto Fernández de “querer usar as medidas de isolamento para reinstalar o comunismo na Argentina e atentar contra a liberdade das pessoas”.

No entanto, sua prima conta, em entrevista para o meio local Infobae, que “um dia eu disse a ele que não entendia porque ele fazia isso sabendo que a maioria das pessoas apoiava as quarentenas. Me dava tanta raiva aquela postura que eu disse de brincadeira que antes de ficar doente, ele tinha que deixar uma nota dizendo que abria mão de um leito de UTI porque não acreditava no vírus”.

A morte de Ángel Spotorno aconteceu subitamente. Ele foi encontrado morto em seu apartamento por uma equipe médica. A filha dele chamou a emergência depois de passar vários minutos tocando o interfone sem receber respostas.

Após os legistas confirmarem que sua morte foi causada pelo coronavírus, alguns familiares acreditam que o aposentado escondeu os sintomas para não ter que admitir que estava com a doença. Fonte:PragmatismoPolítico

 

Gêmeos siameses mais velhos do mundo morrem aos 68 anos nos EUA


 Gêmeos siameses mais velhos do mundo morrem aos 68 anos nos EUA
Crédito da Foto: reprodução/Instagram

Os gêmeos siameses Ronnie e Donnie Galyon morreram aos 68 anos, no último sábado (4/7), na cidade de Dayton, no estado de Ohio, nos Estados Unidos. Ele ganharam, em 2014, o título de siameses mais velhos do mundo quando superaram gêmeos italianos já falecidos à época.

Os gêmeos siameses viveram desde o nascimento unidos pela parte inferior do tronco até a virilha. Apesar de dividirem órgãos digestivos, eles tinham coração, estômago, braços e pernas próprios. Ainda assim, a locomoção era complicada para os irmãos americanos. Quando crianças, eles foram atração em festas de carnaval e circos, chegaram a sustentar a família com o trabalho, e se aposentaram do entretenimento apenas em 1991, ano em que completaram 40 anos.

Os irmãos moravam sozinhos até 2010, quando começaram a ter problemas de saúde e precisaram se mudar para a casa do irmão, Jim. Ronnie e Donnie morreram em uma clínica para doentes terminais.

.Com informações  do Aratuon

 

Neto culpa quem desrespeita isolamento por número de mortes em Salvador


Neto culpa quem desrespeita isolamento por número de mortes em Salvador

Foto: Divulgação/ PMS

O prefeito ACM Neto (DEM) criticou novamente as cenas de aglomerações registradas neste fim de semana na capital baiana, como pessoas indo à praia e paredões de som no bairro do IAPI (veja aqui). Questionado nesta segunda-feira (6) sobre o desrespeito às medidas restritivas impostas pela prefeitura, Neto subiu o tom e culpou quem viola o isolamento social pelas mortes na capital baiana. 

 

“Muitos não se olham no espelho e não enxergam que são diretamente responsáveis pelo número de óbitos que estamos registrando. Há uma estabilização de óbitos em Salvador, porém em um patamar muito alto. Não dá para imaginar que esse mal está sendo vencido, pois não foi. Anunciei que viveríamos, no fim de junho e ao longo de julho, o pico da doença. Estamos nele e precisamos sair dele. Cada um tem que fazer sua parte. Não adianta a prefeitura agir sozinha”, reclamou o prefeito, em entrevista coletiva durante a inauguração das obras de requalificação da Praça Marechal Deodoro, no Comércio. 

 

O prefeito ainda destacou que, ao fazerem pedidos pela retomada das atividades, as pessoas não entendem que o desrespeito ao isolamento contribui para que as medidas restritivas tenham que continuar por mais tempo, devido ao aumento das contaminações e, consequentemente, da ocupação de leitos no sistema de saúde. 

 

“As pessoas, muito das quais condenam a suspensão de atividades, não enxergam que, a partir de seu comportamento pessoal, acabam contribuindo, e muito, para que a gente seja obrigado a viver essas medidas de restrição por tanto tempo”, criticou.

 

“Quando alguém quiser responsabilizar o prefeito, olhe primeiro para esses vídeos, essas aglomerações, para gente fazendo paredão, festa em lancha. A nossa equipe de fiscalização está na capacidade máxima. Todo o esforço é feito para tentar conscientizar as pessoas de que é importante permanecer em casa, que não é hora de fazer festa paredão”, continuou ele, que disse também não ser possível “colocar uma faca no pescoço” das pessoas para que elas continuem em casa. 

 

Neste domingo, dia marcado pelos paredões citados pelo prefeito, a ocupação dos leitos de UTI em Salvador fechou em 82%. De acordo com o prefeito, a taxa tem ficado estável, oscilando entre 78% e 84%. No entanto, o patamar é considerado muito alto. Enquanto a ocupação estiver neste nível, a cidade não vai iniciar a retomada de atividades, sustenta Neto. Conforme dados deste domingo da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a capital baiana registrou 1.277 pela Covid-19.  Fonte:BhaiNotícias 

Mulher que agrediu fiscal em aglomeração no Rio de Janeiro é demitida


“[Meu marido] é engenheiro civil, formado, melhor que você”. Fiscais são humilhados por clientes ao tentarem conter aglomerações em bares no Rio. Agressora flagrada foi demitida da empresa onde trabalhava. Fiscal ofendido por ela não retrucou, mas tem doutorado e já atuou como coordenador de cursos de pós-graduação

mulher fiscal rio de janeiro
Mulher que agrediu fiscal foi demitida da TAESA (Captura de tela)

 

 

Os bares e restaurantes reabriram no Rio de Janeiro, mas os cariocas ignoraram as condicionais para a volta da atividade e, mais ainda, as medidas de prevenção contra o novo coronavírus.

Além das aglomerações e a falta do uso de máscaras, fiscais que tentam separar as multidões têm sofrido ataques, humilhações e ameaças.

Em uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, um casal foi flagrado intimidando um agente da Vigilância Sanitária e diminuindo o seu posto.

“Não vai falar com seu chefe, não?”, questionou o homem. “A gente paga você, filho. O seu salário sai do meu bolso”, continuou a esposa dele. “Cadê sua trena? Quero saber como você mediu sem trena”, questionou o rapaz.

Intimidado, o fiscal responde: “Tá, cidadão”. E a mulher segue os insultos: “Cidadão, não. Engenheiro civil, formado. Melhor do que você”.

Denunciada por internautas, a mulher que apareceu nas imagens foi demitida da empresa onde trabalhava na manhã desta segunda-feira (6) por causa do episódio.

De acordo com a nota divulgada pela Taesa, empresa privada do setor de energia, onde ela trabalhava, o comportamento da funcionária não condiz com as normas da empresa.

“A TAESA tomou conhecimento do envolvimento de uma de suas empregadas em um caso de desrespeito às leis que visam reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus e compartilha a indignação da sociedade em relação a este lamentável episódio, sobretudo em um momento no qual o número de casos da doença segue em alta no Brasil e no mundo”, afirmou o comunicado.

Flávio Graça

Flávio Graça é o nome do fiscal que aparece sendo agredido pela cliente no vídeo. Ao contrário da mulher, que se gabou do marido que é “engenheiro civil formado”, Flávio não expôs o seu currículo durante a confusão.

Superintendente de Inovação, Pesquisa e Educação em Vigilância Sanitária, Fiscalização e Controle de Zoonoses da Prefeitura do Rio de Janeiro, Flávio é formado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e tem doutorado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Ele já atuou como coordenador de cursos de pós-graduação.

Flávio diz que as ofensas durante o trabalho não são incomuns e fazem parte do cotidiano de quem tenta fazer com que as regras que determinam o distanciamento social e limpeza dos estabelecimentos sejam cumpridas.

“As pessoas começaram a proferir palavras agressivas, xingamentos, palavras de baixo calão. Aí pegaram o celulares e colocaram apontando diretamente para o rosto dos fiscais, a cinco ou dez centímetros do rosto. Não era uma filmagem, era uma forma de agressão”, explicou Graça.

“Qualquer xingamento contra a minha pessoa, contra a minha família ou uma tentativa de diminuir não me atinge, em nenhum momento, a minha integridade. É tão pequeno que não havia a necessidade de retrucar”.

A cena que gerou repercussão aconteceu quando ele advertiu um homem que o agredia verbalmente. “Aí eu falei: ‘Então você se contenha, cidadão’. Na hora que eu falei cidadão, as pessoas ficaram ofendidas. Ali eles demonstraram uma ignorância. Porque cidadão é tudo o que a gente esperava que eles fossem e eles não eram”, ressaltou o superintendente.

Além do problema de aglomeração, os fiscais encontraram problemas relacionados a limpeza e venda de produtos fora da validade.

“Carnes fora da validade que estavam sendo vendidas. Aquelas pessoas que nos agrediram estavam consumindo carne vencida e pagando por isso”, finalizou Flávio Graça.

Reabertura

O tumulto nos estabelecimentos começou logo no primeiro dia de reabertura, na quinta-feira (02/07). Durante o dia, os quiosques na orla da praia e os famosos bares no centro da cidade ficaram vazios e sem movimentação. Porém, à noite, os lugares tiveram lotação máxima.

Após 100 dias fechados, regras foram impostas pelo governo do estado para a reabertura de restaurantes, lanchonetes e bares. Entre estas:

— Os locais só podem funcionar até as 23h;
— A lotação máxima deve ser de 50% do total do estabelecimento;
— Distanciamento mínimo de dois metros entre as mesas;
— Proibição de bufês de self-service;
— Proibição de música ao vivo;

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Fonte:Pragmatismopolítico

Covid-19: Rui Costa anuncia nova prorrogação de suspensão das aulas, transporte e atividades com aglomeração



Rui Costa anuncia nova prorrogação de suspensão das aulas, transporte e atividades com aglomeração — Foto: Reprodução

Rui Costa anuncia nova prorrogação de suspensão das aulas, transporte e atividades com aglomeração — Foto: Reprodução

O governador Rui Costa prorrogou as medidas restritivas de combate à propagação da Covid-19, cujo decreto venceria nesta segunda-feira (6). Entre as determinações, estão mantidas a suspensão das aulas nas redes públicas e privadas e do transporte intermunicipal em 356 cidades baianas

A prorrogação prevê também que atividades que envolvem aglomeração de pessoas, como eventos esportivos, religiosos, shows, feiras, passeatas, aulas em academia de danças e ginástica, abertura e funcionamento de zoológicos, museus, teatros e outros também seguem suspensas.

Essas medidas foram anunciadas no dia 18 de março e passaram a ser prorrogadas à medida em que a Covid-19 avançava na Bahia. A prorrogação mais recente aconteceu em 16 de junho.Com o novo decreto, as atividades ficam interrompidas até o dia 12 de julho, podendo ser novamente prorrogadas.

Durante live na manhã desta segunda (6), o governador falou ainda sobre a orientação para que as pessoas que estão com sintomas procurem uma unidade médica.

“Lá no início havia orientação da OMS [Organização Mundial da Saúde] de só procurar unidade de saúde quando estivesse muito mal. Ao longo dos meses, a orientação mudou. A pessoa com sintoma deve procurar o médico. Procure imediatamente o médico. Queremos fazer a internação mais cedo, mesmo em leito de enfermaria, para evitar ir para a UTI”, avaliou o governador.

60% dos estados monitoram acesso ao ensino remoto: resultados mostram ‘apagão’ do ensino público na pandemia


Após pouco mais 100 dias de suspensão das aulas presenciais pelo país para conter a pandemia do coronavírus, um levantamento do G1 junto às secretarias estaduais de educação aponta que 15 dos 25 estados que implantaram atividades à distância monitoram a adesão dos estudantes ao ensino remoto. Os índices mostram também que as aulas on-line não são acompanhadas por todos os alunos.

Isso significa que, apesar dos esforços das redes, parte dos estudantes pode não ter acesso à educação na pandemia. As razões são várias – e incluem falta de estrutura em casa, de computadores ou de conexão. A alternativa para os alunos é recorrer às atividades impressas ou à transmissão por outras mídias, como TV aberta ou via rádio. Nesses casos, também é difícil mensurar quantos estudantes estão efetivamente assistindo ao conteúdo.

Quase 4 meses após a suspensão das aulas presenciais, o balanço do G1 aponta que:

  • 25 estados e o DF implantaram aulas remotas: AC; AL; AM; AP; CE; ES; GO; MA; MG; MS; MT; PA; PB; PE; PI; PR; RJ; RN; RO; RR; RS; SC; SE; SP; e TO.
  • Na BA, não há aulas on-line, mas, sim, roteiros de estudo.
  • No PI, apenas 9% dos alunos da rede estadual de ensino assistem às aulas pela internet – 91% estão fora das plataformas on-line de educação.
  • Em RR e SP, mais da metade dos alunos não tem acesso aos conteúdos pelas plataformas digitais.
  • Em 5 estados, o ensino on-line não chega de 20% a até 25% dos estudantes.
  • Em 7 estados, o ensino on-line não chega a até 15%.

“Um resumo que pode ser feito é que foram meses de incertezas e improvisos imensos”, afirma Priscila Vieira, professora em Goiás.

Os dados não apenas revelam um “apagão” do ensino público na pandemia – eles acendem o alerta quando se observa que a maioria dos estados vai adotar as aulas remotas como equivalentes às aulas presenciais.

Na prática, isso quer dizer que as “horas de tela” vão contar como tempo em sala de aula no ano letivo. A medida está autorizada pelo Ministério da Educação (MEC) desde o início de junho.

Estudantes sem acesso ao ensino on-line, na rede estadual, em %
919155,3155,3154,354,325252525212120202020141412121010996,36,33311PIRRSPESPBMAAPRJGOALACMSSCMGPR020406080100
Fonte: Secretarias Estaduais de Educação

Por que é importante monitorar o ensino remoto?

“Monitorar o acesso às plataformas é muito importante. Quanto mais rápido você souber quem acessa as aulas e o que estão aprendendo, melhor será a adaptação do ensino”, afirma Ricardo Henriques, ex-secretário de Educação Continuada e Alfabetização do Ministério da Educação (MEC) e superintendente executivo do Instituto Unibanco.

Ainda assim, o monitoramento atual não descarta a necessidade de uma avaliação mais consistente quando for seguro voltar às aulas, afirma Henriques. Para ele, os dados mostram que a falta de acesso ao ensino remoto torna ainda mais visíveis as desigualdades na educação.

“Uma coisa é acessar a plataforma; outra é ter condições materiais de estudo – ter uma mesa, um espaço silencioso, bem iluminado, por exemplo”, explica.

“Como as diferenças entre alunos e escolas são estruturais, quanto mais longa for a exposição ao ensino remoto, maior será o aumento da desigualdade já existente, entre redes de ensino e dentro de uma mesma turma. É diferente ter acesso total em banda larga, em computador, ou um pedacinho do plano de dados do celular da mãe”, afirma Ricardo Henriques.

Aulas remotas equivalem às presenciais em 20 estados

O balanço do G1 aponta que 20 estados e o DF vão computar o ensino remoto como aula dada. Desses, pelo menos 8 não estão avaliando a aprendizagem:

  • 20 estados, além do DF, afirmam que as atividades vão valer como hora/aula: AC; AM; AP; CE; DF; ES; GO; MA; MG; MS; PB; PI; PR; RJ; RN; RO; RS; SC; SE; SP; e TO.
  • Em 2 estados – AL e PE – elas vão valer parcialmente como hora/aula.
  • 3 estados – BA, PA e MT – não vão contar as atividades remotas como hora/aula.
  • 1 estado – RR – ainda não definiu.
  • avaliação dos alunos está sendo feita em 16 estados e no DF: AC; AL; AM; AP; DF; ES; GO; MS; PA; PI; PR; RJ; RO; RS; SC; SE; e SP.
  • 10 estados não estão avaliando os estudantes: BA; CE; MA; MG; MT; PB; PE; RN; RR; e TO.

Aulas remotas não chegam a todos

Ainda assim, mesmo nos estados que declaram ter aulas remotas, nem sempre elas são ofertadas a todos ou estão acessíveis desde o fechamento das escolas.

Em Sergipe, essa modalidade foi implementada em 15 de junho; no Tocantins, em 29 de junho, mas somente para os estudantes do terceiro ano do ensino médio. No Rio Grande do Sul, as escolas da rede estadual estavam adotando o ensino remoto cada uma ao seu modo e, agora, o governo pretende unificar as iniciativas.

No Maranhão, 24% das escolas não têm atividades remotas. Entre os alunos das escolas com esse tipo de ensino, 21% não tinham acesso ao conteúdo.

A estudante maranhense Yasmine Schulz estuda em casa e afirma que não conseguiu se adaptar ao ensino à distância. — Foto: Arquivo pessoal

A estudante maranhense Yasmine Schulz estuda em casa e afirma que não conseguiu se adaptar ao ensino à distância. — Foto: Arquivo pessoal

“Não consegui me adaptar ao ensino à distância, porque nem todos os professores estão passando atividades. Não estamos tendo aula on-line, e fica complicado na hora de responder os simulados por causas dos conteúdos. E, na maioria das vezes, eu não tenho os recursos necessários para responder o simulado”, conta Yasmine Schulz, aluna do Liceu Maranhense, em São Luís.

A professora Priscila Vieira, citada no início desta reportagem, afirma que também precisou se adaptar.

“Tive de passar meu celular privado para os alunos tirarem dúvidas, que era algo que eu não fazia. A educação também se dá por afeto. Então, nesse período, fica mais difícil. Estamos tendo de aprender diariamente como dar a aula à distância. A gente está se reinventando”, disse.

Avaliação dos alunos no ensino remoto

A avaliação do ensino está sendo feita, na maioria dos estados, por meio de participação em atividades remotas, entrega de atividades impressas e online, interações nas aulas transmitida ao vivo e nos grupos organizados pelas escolas.

O balanço do G1 aponta que:

  • 16 estados, além do DF, afirmam estar avaliando os estudantes: AC; AL; AM; AP; DF; ES; GO; MS; PA; PI; PR; RJ; RS; RO; SC; SE; e SP.
  • 10 estados dizem que não estão avaliando a aprendizagem: RN, RR, MG, TO, BA, PB, MA, PE, MT, CE)

Em Santa Catarina, haverá a revisão de conteúdos quando as aulas voltarem, especialmente com quem não conseguiu acessar os materiais disponíveis. Enquanto o retorno não ocorre, as atividades remotas valem hora-aula e devem contar para o ano letivo de 2020. Na rede estadual, os alunos são avaliados pelas atividades entregues e de acordo com o planejamento dos professores.

No Maranhão, os alunos ainda não são avaliados – isso deve acontecer apenas no retorno das aulas presenciais, segundo o governo.

“Não posso recusar as tarefas daquele aluno pelo fato de ele não ter condições de fazer dentro de um horário por não ter o acesso a tecnologias”, relatou Alanda Alves, professora do ensino médio em Goiás.

‘Escala’ para usar internet

Quando o foco sai da escola e vai para dentro das casas dos alunos, as realidades de cada família também interferem no acesso ao conteúdo remoto.

Em São Paulo, Raquel Chaves teve de estabelecer turnos de estudo para que seus quatro filhos consigam acompanhar as aulas on-line.

A mais velha, de 17 anos, está no último ano do ensino médio e passou a assistir às aulas durante as madrugadas, para que os irmãos menores pudessem dividir o celular e o computador da família durante o dia.

“Nesta semana, eu pensei duas vezes: ‘Vou na loja e vou comprar um computador’. Mas eu vou me endividar, não posso fazer dívida agora com essa situação que a gente está vivendo. A gente não tem certeza de nada”, desabafa Raquel, que está sem renda desde que o restaurante em que ela trabalhava fechou, há três meses, e não abriu para delivery.

Salas de aulas virtuais esvaziadas

Em SC, após três meses de ensino remoto, a Secretaria de Educação do Estado notou uma diminuição na frequência de atividades e, por isso, lançou uma campanha para incentivar os alunos, famílias e até os professores na continuidade das tarefas.

No RJ, uma professora de Macaé conta que há pouca procura dos alunos no ambiente virtual. “Eu fico on-line na plataforma, preparo os materiais, seleciono textos, artigos, vídeos, preparo e coloco, mas o aluno não dá retorno.”

Da turma de 45 estudantes, apenas “dois ou três” estão on-line na hora da aula. “As atividades são postadas, são colocadas, mas o aluno não tem acesso”, conta.

O mesmo ocorre em Mogi das Cruzes (SP). O professor Everaldo Andrade afirma que é baixa a adesão no horário da manhã, em que ele trabalha.

“Eu me sinto um inútil, porque não consigo avançar. Os alunos se logam tarde da noite e querem tirar dúvida, mas o horário das minhas aulas é das 7h às 12h35, quando muitas vezes não tem ninguém on-line”, diz o professor.

“Está todo mundo confuso. A gente esperava dificuldade com equipamentos e tecnologia de pelo menos metade dos alunos, mas a outra metade tampouco está frequentando. E, da metade que se logou, 80% não entregam as atividades propostas”, afirma.

Sabrina Luz, mãe de um vestibulando do Rio, conta que as escolas tentam engajar os alunos, mas o resultado pode ser ainda mais excludente.

“As escolas estão dando nota para ‘incentivar’ os alunos a assistirem as aulas, mas isso é extremamente excludente. Meu filho diz que a metade dos alunos da turma dele não estão acompanhando nada. Eles nem têm internet, olham uma informação ou outra pelo celular dos pais. Ele diz que é impossível aprender matérias como matemática, por exemplo”, relata.

Para o professor de história e filosofia de SP Álvaro Dias, à medida que o número de alunos que assistem às aulas cai, a escola deixa cada vez mais de cumprir seu papel, e o ensino a distância se mostra cada vez menos inclusivo.

“Desde o começo do isolamento social e com o ensino remoto, a experiência do ensino à distância não conseguiu alcançar os resultados esperados e percebe-se um esvaziamento no processo. Seja pela falta de estrutura, pela falta de planejamento e de investimentos adequados em inovação tecnológica ou pelo excesso de atividades e conteúdos propostos. Os alunos têm demonstrando há um bom tempo desânimo, desinteresse, reduzindo drasticamente a participação nas plataformas do ensino remoto”, afirma.

 Com informações do G1

 

“A morte excita Bolsonaro. Ele não é diferente do país que o elegeu”, diz João Moreira Salles


João Moreira Salles e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/YouTube

João Moreira Salles é documentarista e editor fundador da revista Piauí. Ele escreveu um texto na publicação chamado “A morte e a morte” sobre “Jair Bolsonaro entre o gozo e o tédio” na pandemia de coronavírus.

Salles comenta sobre as reações do presidente nesse evento histórico com milhares de mortos.

Confira alguns trechos:

Quando as vítimas da pandemia passaram de 5 mil, no dia 28 de abril de 2020, Jair Bolsonaro foi a um estande de tiro. No dia em que chegamos aos 10 mil mortos, ele passeou de jet ski no Lago Paranoá. Na cerimônia em que concedeu a Ordem do Mérito Naval a Abraham Weintraub e Augusto Aras, o país havia superado os 25 mil óbitos. Dois dias depois ele andou a cavalo no meio de seus apoiadores. Dali a poucas horas, quase 30 mil brasileiros já não estariam vivos por causa da doença. O presidente desconfiou dos hospitais quando os registros contabilizaram 40 mil mortos: “Arranja uma maneira de entrar e filmar”, comandou. E no fim de semana em que a conta da nossa tragédia chegou a 50 mil vidas perdidas, ele ajudou Weintraub a enganar a imigração americana.

Variações do parágrafo acima vêm sendo publicadas a toda hora na imprensa. Seria impossível não reparar no óbvio: em nenhum momento da tragédia o presidente articulou uma frase de pesar verdadeiro. Não houve nem esforço de marketing político para demonstrar que se compadecia dos que estavam sofrendo. O presidente é honesto. Uma das frases mais sinceras da história política brasileira é a breve: “E daí?” Há muitas outras – “Eu não sou coveiro”, “Quer que eu faça o quê?”, “É o destino de cada um” –, mas nenhuma tem a concisão aforística de “E daí?”. Nenhum substantivo, nenhum adjetivo, nenhum verbo. Os mortos, os doentes, os que perderam pais, mães, filhos e amigos, os que diariamente vão para a linha de frente salvar vidas – uma locução adverbial de quatro letras dá conta de tudo que o presidente tem a lhes dizer.

(…)

Trump, aqui, não interessa. Entrou na história por ser o modelo de que Bolsonaro se pretende imitador. Gripezinha, vírus chinês, cloroquina – o presidente brasileiro não foi capaz sequer de inventar as próprias fábulas. A coisa é trazida de Washington e aqui piora um pouco mais, como a má tradução de um livro ruim. O que não significa que Bolsonaro seja apenas uma versão abastardada de Trump. Uma das diferenças entre os dois é que a ausência de empatia no norte-americano está associada ao solipsismo radical de seu narcisismo, ao passo que em Bolsonaro ela tem uma origem mais perigosa. É algo anterior a toda convenção, um impulso que corre por baixo, mais primitivo, mais perturbador, e que no entanto, quando se manifesta, parece lógico: a morte o excita.

Mais precisamente: certas formas de morrer o excitam, enquanto outras o deixam frio. Qualquer antologia das frases que notabilizaram Bolsonaro terá cheiro de sangue e morte. Estupro, tortura, fuzil, exterminou, morra, morrido, matando, pavor, Ustra. Essas são algumas palavras-chave que dão sentido às citações mais conhecidas do presidente. Sem elas, as frases se desfariam. É o sofrimento do outro que as organiza.

(…)

É isso. Em 1964, o poder foi tomado à força. Em 2018, 57,7 milhões de brasileiros sufragaram a versão piorada de um regime odioso. Outros 11 milhões anularam ou votaram em branco. No fim das contas, talvez fosse inevitável chegarmos a isso. Bolsonaro não é diferente do país que o elegeu. Não todo o Brasil, nem mesmo a maioria do Brasil (uma esperança), mas um pedaço significativo do Brasil é como Bolsonaro. Violento, racista, misógino, homofóbico, inculto, indiferente. Perverso.

Informação do DCM.

Advogado de Bolsonaro, Wassef promete “explodir todo mundo em rede nacional ao vivo”


Frederick Wassef

– O agitado Frederick Wassef, antes defensor de Flávio Bolsonaro e ainda advogado de Jair Bolsonaro, pretende conceder uma entrevista à TV para falar sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega, conhecido como ‘Capitão Adriano’, executado pela polícia da Bahia dentro do sítio de um político do PSL. “Vou explodir todo mundo em rede nacional ao vivo. Poderosos políticos do Rio mandaram assassinar o Adriano. Tenho provas. Os mesmos que executaram o Adriano iriam executar o Fabrício Queiroz”, declarou Wassef, de acordo com interlocutores. A informação é da coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo.

O advogado inforrmou que ainda trabalha com Bolsonaro. “Tenho seis procurações assinadas, tudo o que fiz foi autorizado por ele. Sou advogado do presidente, sim”, afirmou.

Wassef revela também, através de diálogos com interlocutores, que falou com Bolsonaro no dia da prisão de Queiroz. “Não preciso mandar recado. Se eu quiser, ligo agora no celular e ele me atende”, afirmou o advogado, para mostrar que sua proximidade com Bolsonaro.

“Não dá para negar uma história que está registrada com tantas fotos e filmes. Fora aqueles que eu tenho comigo e que ninguém nem sonha e nem imagina. Está tudo guardado a sete chaves e mesmo se a bandidagem do Rio quiser fazer busca e apreensão não vai encontrar nada”, conclui Wassef.

Fonte deste matéria Brasil 247. Os comentários não serão de responsabilidade do Café com Leite.

Nassif: o ciclo da Lava Jato está chegando ao fim


Luis Nassif, Sérgio Moro e Deltan DallagnolLuis Nassif, Sérgio Moro e Deltan Dallagnol (Foto: Divulgação)

O jornalista Luis Nassif aponta um declínio da Operação Lava Jato dentro e fora do País. “No Brasil, criou vários mitos de pés de barro”, afirma. “Na Suíça o ciclo também chega ao fim, com as investigações sobre o Procurador Geral Michael Lauber”, complementa.

“O ciclo da Lava Jato está a caminho do fim. Em dois países, a operação promoveu procuradores e lhes conferiu um poder quase absoluto – sustentado na opinião pública”, escreve o jornalista Luis Nassif em análise publicada no Jornal GGN. “No Brasil, criou vários mitos de pés de barro. Um a um estão tombando pelo caminho, começando pelo ex-Procurador Geral Rodrigo Janot, passando pelo ex-juiz Sérgio Moro e chegando aos procuradores de Curitiba que se deslumbraram com o poder adquirido”, complementou.

De acordo com o jornalista, “na Suíça o ciclo também chega ao fim, com as investigações sobre o Procurador Geral Michael Lauber”. “Lava uma grande pressão do governo Obama para a Suíça fechar sua lavanderia de dinheiro. Dois casos ajudaram na lavagem de imagem, a Lava Jato, especialmente as contas da Odebrecht, e a FIFA, também um escândalo brasileiro. Surando nas duas ondas, Lauber se tornou uma personalidade nacional”.
Com informação do 247.