Ao menos 32 pessoas morreram e 190 ficaram feridas durante tumulto no funeral de Qassem Soleimani


Confusão ocorreu no momento da procissão; cerimônia foi adiada

[Ao menos 32 pessoas morreram e 190 ficaram feridas durante tumulto no funeral de Qassem Soleimani]
Foto : Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images

Ao menos 32 pessoas morreram e 190 ficaram feridas hoje (7), durante um tumulto ocorrido no funeral do general iraniano Qassem Soleimani em Kerman, no Irã, cidade natal do falecido. Soleimani será enterrado após quatro dias de homenagens.

A informação sobre as vítimas é da chefe da equipe médica de emergência do país, Pirhossein Koulivand, em depoimento na TV estatal. A confusão que provocou os óbitos ocorreu na procissão, mas não está claro o que a motivou. O funeral foi adiado.

De acordo com a imprensa local, a multidão estava formada por milhões de iranianos, que gritavam “Morte à América!” e “Morte a Israel”, entre outras manifestações. Durante a cerimônia, bandeiras dos dois países hostilizados foram queimadas. Fonte: Metro1

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No Brasil, a cada 4 horas, uma menina é estuprada por seu pai, padrasto, tio, primo ou vizinho


Dados do Anuário de Segurança Pública 2019, revelam esta dramática situação do país que se acentuou após o golpe de 2016, se compararmos os dados de violência sexual de anos anteriores. Em 2015 houve redução de 10% em relação ao ano anterior, já em 2016 houve um aumento de 3,5%, seguido de 10,1% em 2017 e 4% em 2018. Neste último levantamento 63,8% tiveram como vítimas, jovens de até 14 anos de idade ou pessoas incapazes de oferecer resistência por alguma enfermidade.

Analisando os dados referentes ao estado de São Paulo, onde ocorreram o maior número de casos relatados de estupro de 11.788 em 2017 para 12.836 em 2018, gerando um aumento de 7,8% dos casos. Quando se observa apenas as vítimas mulheres esse aumento é maior, 9.627 casos em 2017 contra 10.768 casos em 2018, um aumento de 11%. Seguido pelo Paraná que embora tenha menor número de casos relatados de estupro, o percentual do aumento foi o dobro de São Paulo, 5.781 casos em 2017 e 6.898 casos em 2018 gerando um percentual de 19%. Analisando apenas as vítimas do sexo feminino o percentual também é de aumento, 18%. Dados de outros estados afirmam o perfil das vítimas: jovens do sexo feminino de até 17 anos formam 71,8% das vítimas.

Segundo o Anuário esse tipo de violência atinge mais crianças e adolescentes. Entre as meninas atinge-se um ápice aos 13 anos, mas o principal grupo entre elas são as vítimas de até 9 anos. Quando se observa os dados a respeito das vítimas do sexo masculino, percebe-se que são ainda mais jovens, menores de 7 anos. Algo estarrecedoramente repugnante. Segundo um levantamento técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) de 2014, estimou-se que naquele ano os 54.000 casos notificados de estupro, representavam apenas 10% do real valor das ocorrências. Isso se deve a que, as vítimas – crianças, jovens ou adultos – se veem incapazes de denunciar o ato. Muitas vezes por algum constrangimento devido ao agressor possuir, majoritariamente, algum grau de parentesco com a vítima, ou pelo fato das vítimas se verem culpadas pelo ato criminoso.

O agressor é tipificado, como aponta o levantamento atual, 96.3% são homens e 75,9% deles são conhecidos das vítimas, sendo pais, padrastos, tios, primos ou vizinhos. Uma vez que estão instalados ou próximos do ambiente familiar das vítimas, não sendo agressões repentinas ou por homens estranhos à vítima. Tal dado desmistifica o mito do qual o agressor é alguém de fora, que é o outro, e de que são pessoas homossexuais. Muito corrobora com o que se denomina de “cultura do estupro” o pensamento levantado na pesquisa do Fórum de Segurança Pública, o qual 30% entre homens e mulheres concordaram com a afirmação de que “a mulher que usa roupa provocante não pode reclamar se for estuprada” e 43% entre jovens e adultos homens a partir dos 16 anos acreditam que “mulheres que não se dão ao respeito são estupradas. Pensamentos do tipo apenas relativizam e silenciam as vítimas do comportamento muitas vezes sutil de seus agressores, que na grande maioria dos casos divide o mesmo teto com as vítimas.

Para combater esse mal, não será com o conservadorismo presente no governo, tanto federal (Bolsonaro-PSL) como no estadual (João Dória – PSDB) que em dias atrás mandou recolher material das escolas públicas que abordavam sobre a diversidade sexual sem fundamentação alguma. Mas sim, e principalmente com educação sexual correspondente com a faixa etária da criança e/ou adolescente, pois assim elas poderão também identificar esse sutil e perverso crime que atinge os lares familiares. Ainda relativo ao crescimento das taxas de violência sexual, e de outras formas de violência, o documento afirma que “mais uma vez, [fazendo alusão ao atual governo] o pêndulo da segurança pública pende para soluções reativas e lastreadas apenas na narrativa política desprovida de evidências e bases científicas” como ficou bem claro na ações autoritárias do governo Bolsonaro contra várias instituições científicas brasileiras.

Mídia corporativa não pode se queixar de Bolsonaro


“Jair Bolsonaro tem certa razão ao dizer que a imprensa ‘envenena a sociedade’, porque ele próprio é a consequência de um veneno inoculado pelos meios de comunicação no Brasil nos últimos anos: o veneno do antipetismo”, diz Leonardo Attuch, editor do 247

(Foto: ADRIANO MACHADO – REUTERS)

A esta altura do campeonato, todos nós, jornalistas, deveríamos estar nos perguntando: onde foi que erramos? Como foi possível chegar a este ponto? O que fez com que o Brasil passasse a ser governado por um ser que, dia sim, dia não, ataca a imprensa, assim como, provavelemente, vai ao banheiro?

Eu tenho uma resposta, mas sem a pretensão de que seja a verdade absoluta e definitiva. A meu ver, Jair Bolsonaro, que ontem disse que a imprensa ‘envenena a sociedade’ e que jornalistas são uma ‘raça em extinção’, é a consequência direta de um veneno inoculado pelos meios de comunicação corporativos no Brasil nos últimos anos: o veneno do antipetismo.

Quantas pessoas hoje, sem o menor conhecimento econômico, repetem a mentira de que ‘o PT quebrou o Brasil’, quando todos os dados econômicos mostram exatamente o contrário? Basta acessar as estatísticas oficiais para se dar conta de que, nos governos de Lula e Dilma, o Brasil cresceu, reduziu a pobreza, manteve a inflação sob controle, acumulou US$ 300 bilhões em reservas, e também produziu superávits fiscais primários superiores aos dos governos que vieram antes e dos que os sucederam. Pode-se discutir se o modelo de desenvolvimento ancorado no Estado alcançava seus limites, mas daí a dizer que o ‘PT quebrou o Brasil’ vai uma distância oceânica.

Em parelelo à questão econômica, os veículos de comunicação corporativos também construíram outra pós-verdade: a de que o PT inventou a corrupção no Brasil, quando qualquer pessoa minimamente honesta pode se dar conta de que havia um problema estrutural relacionado ao financiamento empresarial de campanhas políticas, que atingia todos os partidos. Mais do que isso: qualquer pessoa com honestidade intelectual também se dá conta de que todos os articuladores da conspiração política de 2016, como José Serra, Aécio Neves, Aloysio Nunes e Michel Temer, foram blindados – e continuam a ser – a despeito até de contas milionárias na Suíça.

Foi a mídia corporativa, portanto, que envenenou a sociedade brasileira ao criar a narrativa usada por Bolsonaro e por seu séquito de ignorantes para  chegar ao poder. Uma narrativa que parte de duas grandes pós-verdades: “o PT quebrou o Brasil” e “o PT é sinônimo de corrupção”. Para a massa de desinformados, não importa se Bolsonaro bate recorde em liberação de emendas parlamentares, com sua “nova política”, e também lota seu governo de nomes ligados ao DEM – o tradicional partido das oligarquias, que é um dos recordistas em acusações de corrupção. A mídia o protege porque dele recebe o que seus patrocinadores pedem: Paulo Guedes e sua política de desmonte do estado e também de direitos sociais.

 

De certa maneira, pode-se até dizer que Bolsonaro é um presidente “zuêro”, para usar uma palavra típica da juventude. Ele pisa na imprensa e esculacha os jornalistas da mídia corporativa porque sabe que seus verdadeiros donos – os barões do grande capital – estão satisfeitos com sua política econômica. É uma dura lição para todos os jornalistas que ajudaram a construir um Brasil ancorado em mentiras apenas porque se deram conta de que, após vencer a quarta eleição presidencial em 2014, o PT provavelmente também venceria a quinta, com Lula em 2018. Foi exatamente por isso que Dilma foi deposta em 2016 por “pedaladas fiscais”, outra grande fake news, e Lula foi impedido de disputar dois anos depois, em nome de um “combate à corrupção” que colocou os políticos mais corruptos do Brasil no poder. A mídia corporativa pariu Bolsonaro e não pode se queixar, nem tem o diireito de rejeitar seu próprio filho. Toma que o filho é seu!

Walter Salles: Só pra acrescentar aqui por conta do Café com Leite, a verdade é que os donos de emissoras se tornaram escravos de Bolsonaro, digo das principais emissoras abertas, os jornalistas empregados nestas emissoras são escravos dos patrões, para não perder o emprego, mas o perigo é que não se trata de empresas de segmentos fora da comunicação, mas sim, empresas que as suas funções nos últimos meses foi levar notícias falsas, na sua maioria, enganando o povo, e pior, fazendo o povo acreditar em mentiras, como disse o  texto do Leonardo, fazer o povo acreditar que o que está sendo considerado o maior presidente da história no Brasil, saia com a fama de que quebrou o Brasil. 

Como pode ter quebrado o Brasil se tanto fez sem vender uma “agulha” do Brasil, pagou dívida externa e ainda deixou 377 bilhões de dólares de reserva internacional, fez pobre e outras pessoas que nem sonhavam em estudar, hoje serem doutores, construiu quase dois milhões de casas para quem não tinham o teto, e tantas outras coisas? 

Agora a gente vê um presidente que em apenas um ano já vendeu grande parte das riquezas da pátria, está fazendo voltar a extrema pobreza, o Guedes já está de olho na reserva de dinheiro deixado pelo governo massacrado da esquerda, para vender e especular juntamente com os seus amigos banqueiros, mas, no entanto, pra essa mídia que aceitou se escravisar em nome de alguns trocados, esse é o governo que vai levantar o Brasil. Levantar como? Sabe aquela coisa chamada respingos? pois é. O Brasil ainda está se segurando durante esses três anos de desmandos, por respingos de uma política positiva da esquerda, que elevou o salário, criou Bolsa família, ajudou o pequeno produtor, que soube aproveitar e até hoje ainta tem o seu pedacinho de terra e aprendeu trabalhar com tecnicas, e assim o Brasil vai se segurando. Mas se o Bolsonaro tivesse encontrado um país como o FHC entregou o Brasil, que nem estrada tinha em boa parte, o velho Brasil já estava quebrado. Isso é fato, isso é uma realidade.

SUBORDINADO A TRUMP, BOLSONARO DIZ QUE O HERÓI IRANIANO SOLEIMANI NÃO ERA GENERAL


Muçulmanos xiitas cantam slogans antiamericanos e anti-Israel em protesto contra os EUA no Iraque após a morte de Soleimani

Do G1

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (6) que a tendência do preço do combustível no Brasil é se estabilizar, mesmo com a tensão no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã.

(…)

De acordo com Bolsonaro, os preços caíram desde a alta inicial e, na opinião do presidente, o impacto do ataque no mercado de petróleo não foi grande.

Na manhã desta segunda-feira (6), os contratos futuros do petróleo operavam em alta de mais de 1%. O Brent, referência internacional para o petróleo, chegou a US$ 70 o barril. Na sexta-feira, a alta tinha sido de mais de 3%.

Bolsonaro também disse que Soleimani “não era general”. O governo dos Estados Unidos, ao qual o governo brasileiro é alinhado, chama Soleimani de terrorista.

“Reconheço que o preço [dos combustíveis] está alto na bomba. Graças a Deus, pelo que parece, a questão lá dos Estados Unidos e Iraque, do general lá que não é general e perdeu a vida [Soleimani], não houve… O impacto não foi grande. Foi 5% passou para 3,5%. Não sei quanto está hoje a diferença em relação ao dia do ataque. Mas a tendência é estabilizar”, afirmou o presidente na saída do Palácio da Alvorada.

Fonte DCM.

 

 

 

Muitas notícias que vão fazer muita gente refletir e se sentir melhor


Patrick com um cola salvo - Foto: reprodução / Stuff

Patrick com um cola salvo – Foto: reprodução / Stuff

Um rapaz de 22 anos desafiou a própria vida para salvar coalas, vítimas dos incêndios florestais que atingem a Austrália.

Patrick Boyle resgatou nove animais na floresta carbonizada de eucalipto em Mallacoota, uma pequena cidade na região leste de Victoria, no estado de Gippsland.

O curioso é que Patrick é caçador, mas quando viu que a cidade já havia criado uma rede de proteção para ajudar as pessoas que precisavam, decidiu ajudar os animais.

“Encontrei instantaneamente um coala machucado. É impressionante como eu os encontro facilmente. Mas mais de dez já estavam mortos”, afirmou o jovem ao site stuff.co.nz.

Um abrigo para animais está recebendo os coalas que ele salvou.

“O local está repleto de coalas e outros animais silvestres em todo o salão e no quintal. Eles têm muito pouco recurso, então qualquer ajuda que as pessoas possam dar é excelente”, afirmou o rapaz, durante a entrevista.

Boyle disse que as pessoas foram rápidas em falar sobre questões ambientais, mas na verdade não fizeram nada para causar mudanças.

“Sou caçador, uma das últimas pessoas que outros esperariam que ajudaria esses animais. Agricultores, caçadores e trabalhadores são os que estão por aí realmente realizando ações agora”, disse.

A tragédia

A Austrália vive a maior onda de incêndios florestais de sua história.

Cerca de 3.000 reservistas, juntamente com aeronaves e navios, estão sendo disponibilizados para ajudar nos esforços de evacuação e combate a incêndios.

Na quinta-feira, um navio da Marinha chegou a Mallacoota para evacuar as pessoas, pois os incêndios florestais haviam destruído a cidade.

Calcula-se que um terço da população de coalas — cerca de 8.000 animais — tenha morrido em decorrência do fogo.

A ministra do Meio Ambiente da Austrália, Sussan Ley, afirmou à Australian Broadcasting Corporation que cerca de 30% dos habitats da espécie foram destruídos.

O forte calor e os ventos impulsionaram incêndios em grandes áreas da Austrália no sábado, aumentando a devastação de uma temporada de incêndios mortal que já deixou 23 vítimas.

Mais de 12 milhões de acres queimaram até agora, uma área maior que a Suíça.

A torcida é para que chova logo na região para acabar com essa tragédia.

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Zeladora se forma com rodo na mão: ferramenta que lhe fez conseguir dinheiro para pagar a faculdade

Uma zeladora de hospital, que se formou em Educação Física, fez questão de lembrar com orgulho de onde veio o dinheiro para pagar a faculdade.

Erica Reis fez uma sessão de fotos com a beca, rodo na mão e o material de limpeza usado no dia a dia do trabalho.

Ela é zeladora há 5 anos do Hospital Municipal de Jaru, em Rondônia e foi trabalhando lá que conseguiu concluir os estudos.

Além do trabalho, Erica é conhecida por pacientes e funcionários da Unidade Hospitalar pela alegria que transmite. Ela gosta de cantar o tempo todo enquanto trabalha. (vídeo abaixo)

Presente

Há dois meses o fotógrafo Max Fotografia viu Erica cantando enquanto trabalhava no hospital e fez um vídeo, que bombou no Facebook com mais de 60 mil visualizações.

“Muitas vezes chegamos em algum local público ou privado e não somos bem atendidos, mas essa Funcionária do Hospital Municipal de Jaru (Erica) dá uma verdadeira lição de que independente (sic) da função, todo trabalho é digno e deve ser feito com amor e dedicação”, escreveu Max no post.

Sensibilizado com a história de superação da zeladora, Max decidiu dar um book fotográfico de presente para ela.

As fotos foram postadas na semana passada no Facebook do fotógrafo:

“Erica (a zeladora que canta) assim que ela gosta de ser chamada… se formou em Educação Física em setembro, pagando com o salário de zeladora!”

Max disse que Erica é uma pessoa maravilhosa e que deixa um exemplo a ser seguido.

Veja outras fotos:

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Diretor de zoo leva animais pra casa e salva de incêndio na Austrália

 

Chad Staples, diretor do Zoo - Foto: reprodução / Twitter

Chad Staples, diretor do Zoo – Foto: reprodução / Twitter

Veja o que o diretor de um zoológico na Austrália foi capaz de fazer para salvar animais dos incêndios que atingem o país. Chad Staples simplesmente levou os bichos de pequeno porte para a casa dele.

O zoológico Mogo Wildlife Park fica em Nova Gales do Sul, próximo à Betemans Bay, cidade muito afetada pelo fogo.

O zoo abriga 200 animais ameaçados de extinção e exóticos. Chad Staples levou pandas, macacos e um tigre para a casa dele na véspera do Ano Novo.

Outros bichos, de porte maior, foram mantidos em abrigos noturnos, como as girafas, que passam bem (vídeo abaixo)

Todos foram salvos

“Graças à nossa incrível equipe e a um plano bem executado, ninguém se feriu, nenhum animal”, disse Staples ao canal ABC.

Segundo ele, apenas algumas girafas e zebras demonstraram algum estresse devido à situação.

“O mais assustador foi a rapidez dos ventos. Ficou tão escuro que parecia que era meia-noite, o que era uma sensação tão assustadora”.

Amor aos animais

Ele agradeceu a sua equipe “pelo trabalho incansável para proteger os animais porque eles os amam como sua própria família”.

Ainda no Twitter, o zoológico também agradeceu à comunidade que ajudou a apagar o fogo e a salvar os animais.

“Comunidade e resiliência podem fazer coisas incríveis. Pedimos a todos que procurem aqueles que conhecem na costa sul e verifiquem o que precisam e ofereçam seu apoio”, diz o post.

Com informação do Notícia Boa.

 

Bolsonaro bate recorde de distribuição de recursos para parlamentares no primeiro ano de governo


Discurso de que não entraria na política do “toma lá, dá cá” ficou só na teoria. Na prática, Bolsonaro distribuiu R$ 5,7 bilhões em emendas parlamentares durante o ano, superando o recorde de R$ 5,29 bilhões que haviam sido pagos por Michel Temer em 2018. Como disse aí, o “toma lá, dá cá” quer dizer que só teria recurso se votassem no que ele, o presidente, quisesse.

Bolsonaro entrega proposta para reforma da previdência a Rodrigo Maia, observados por Davi Alcolumbre (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Propagado por Jair Bolsonaro, o discurso do fim da política do “toma lá, dá cá” com o legislativo ficou somente nas palavras. Na prática, em seu primeiro ano de governo, Bolsonaro bateu recorde na distribuição de recursos para deputados e senadores aprovarem as medidas de seu governo, incluindo a antipopular Reforma da Previdência, conduzida por Paulo Guedes para agradar ao sistema financeiro.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo nesta segunda-feira (6), Bolsonaro distribuiu R$ 5,7 bilhões em emendas parlamentares durante o ano, superando o recorde de R$ 5,29 bilhões que haviam sido pagos por Michel Temer em 2018.

Somente no mês de julho, quando foi aprovada a reforma da Previdência, mais de R$ 3 bilhões foram empenhados para pagamento aos deputados. O valor só foi superado em dezembro, quando as lideranças de partidos aliados no Congresso ameaçaram não aprovar o orçamento caso Bolsonaro não pagasse o que havia prometido nos meses anteriores.

O resultado foi o empenho de mais R$ 3,57 bilhões e o pagamento de R$ 1,27 bilhão até 28 de dezembro.

Dos recursos liberados por Bolsonaro via emenda parlamentar em 2019, 95% são relacionados a gastos com saúde – R$ 5,4 bilhões. A área é a única que, pela lei, tem destinação obrigatória por parte dos deputados e senadores. Entre as ações que mais tiveram dinheiro liberado no ano passado estão também obras rodoviárias, como a manutenção de trechos na região Norte e a reforma de adequação da BR-116, entre Pelotas e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Fonte Revista Forum.

 

 

Matéria do G1.

SANTOS CRUZ SOLTA O VERBO: “GOVERNO BOLSONARO SE AFASTOU DO COMBATE À CORRUPÇÃO”


A BBC Brasil publicou hoje um vídeo com uma entrevista de 42 minutos com o ex-ministro da Secretaria de Governo, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz.

Na BBC Brasil

‘Governo Bolsonaro se afastou do combate à corrupção’, afirma Santos Cruz
Por Mariana Schreiber (@marischreiber)
Da BBC News Brasil em Brasília

Após deixar ministério, Santos Cruz voltou a atuar junto à ONU, tachada de ‘globalista’ pelo governo atual

Demitido do governo em junho, o ex-ministro da Secretaria de Governo general Carlos Alberto dos Santos Cruz hoje quer distância do presidente Jair Bolsonaro.

O militar da reserva pensa em se filiar a um partido político e disputar eleição no futuro – ainda não sabe por qual sigla e para qual cargo, mas tem certeza que não fará isso ao lado do seu antigo chefe.

Para ele, Bolsonaro deixou o PSL para criar uma nova sigla, a Aliança pelo Brasil, não por divergência ideológica, mas devido a disputas para controlar dinheiro dos fundos partidário e eleitoral.

“Eu não entraria em um partido hoje do presidente Bolsonaro de jeito nenhum. Ele tem valores que não coincidem com os meus; ele tem atitudes que eu acho que não têm cabimento”, disse, em entrevista à BBC News Brasil.

Assista à entrevista completa aqui:

Fonte O Cafezinho.

 

 

 

Pannunzio rebate Bolsonaro: ‘raça em extinção’ são políticos velhacos


Jornalista rebate a ofensa disparada por Jair Bolsonaro contra a imprensa, ao dizer que jornalistas são ‘raça em extinção’. “‘Raça em extinção’ são políticos velhacos, neofascistas, misóginos, homofóbicos, xenofóbicos, anti-iluministas, populistas e outros doentes mentais e degenerados que ainda não perceberam que a Idade das Trevas acabou”, reagiu Fabio Pannunzio

Jornalista Fabio Pannunzio e Jair Bolsonaro
Jornalista Fabio Pannunzio e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | Carolina Antunes/PR/Flickr)

Numa matéria publicada no 247 o jornalista Fabio Pannunzio reagiu com dureza à ofensa disparada por Jair Bolsonaro aos jornalistas nesta segunda-feira 6. “‘Raça em extinção’ são políticos velhacos, neofascistas, misóginos, homofóbicos, xenofóbicos, anti-iluministas, populistas e outros doentes mentais e degenerados que ainda não perceberam que a Idade das Trevas acabou”, postou no Twitter.

Mais cedo, na entrada do Palácio do Alvorada, onde costuma cumprimentar eleitores, Bolsonaro disse que hoje em dia “quem não lê jornal não está informado. E quem lê está desinformado”.

“Quem não lê jornal não está informado. E quem lê está desinformado. Tem de mudar isso. Vocês são uma espécie em extinção. Eu acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados ao Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente]. Vocês são uma raça em extinção”, afirmou.

A declaração foi feita por conta de uma reportagem do UOL, que apontava que Bolsonaro, apesar de criticar o uso do fundo eleitoral, também utilizou recursos públicos em sua candidatura a deputado federal em 2014.

“O UOL falou: Bolsonaro falou para não votar em candidatos que usem o fundão, mas ele usou em 2014. O fundão é de 2017. É de uma imbecilidade. Não vou dizer todo mundo aqui, para não ser processado pela ANJ [Associação Nacional de Jornais] e não sei o quê, mas é de uma imbecilidade. Não sabe nem mentir mais”, rebateu.

Fabio Pannunzio

@blogdopannunzio

‘Raça em extinção’ são políticos velhacos, neofascistas, misóginos, homofóbicos, xenofóbicos, anti-iluministas, populistas e outros doentes mentais e degenrados que ainda não perceberam que a Idade das Trevas acabou. https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/01/em-novo-ataque-a-imprensa-bolsonaro-diz-que-jornalistas-sao-raca-em-extincao.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=comptw 

Fonte 247

The Guardian: Governo Bolsonaro é formado por “desqualificados, lunáticos ou perigosos”


Reportagem do jornal inglês foca principalmente nos perfis de Filipe Martins, Roberto Alvim, Sérgio Camargo e Dante Mantovani. “Eles parecem ter sido escolhidos pelo seu QI: isto é, seu quociente de imbecilidade, incapacidade, idiotice, incompetência ou impiedade”

Jair Bolsonaro e Filipe Martins (Reprodução/Twitter)

Uma longa reportagem do jornal britânico The Guardian, publicada nesta quinta-feira (2), traz uma elaborada lista de figuras do seu governo consideradas inaptas para o cargo que ocupam e inclusive perigosas. “Diga o que quiser sobre Bolsonaro, mas é preciso reconhecer seu raro talento em escolher as pessoas mais desqualificadas, lunáticas e/ou perigosas para os empregos”, comentou um dos entrevistados, o jornalista Mauro Ventura.

A matéria é assinada pelos jornalistas Tom Phillips e Dom Phillips, e se foca principalmente em quatro nomeados por Bolsonaro: Filipe Martins (consultor de política externa), Roberto Alvim, (secretário especial de cultura), Sérgio Camargo (Fundação Palmares) e Dante Mantovani (Funarte).

No caso de Roberto Alvim, um dos principais responsáveis pela política cultural do governo de Bolsonaro, o The Guardian afirma que “apesar de já ter recebido um prêmio por uma produção de “O Quarto”, antes de ser nomeado secretário de cultura, ele era mais conhecido por insultar a grande dama do teatro brasileiro, a atriz indicada ao Oscar Fernanda Montenegro, como `esquerdista sórdida´”. Também fala sobre como a conversão de Alvim à religião evangélica o transformou em um bolsonarista incondicional. “Em postagens recentes no Facebook, ele critica os oponentes de seu líder, chamando-os de `baratas ordinárias´, ataca o `bastardos do Greenpeace´ e acusa o mundo artístico `podre e demoníaco´ do Brasil por `repudiar Bolsonaro injustamente´”.

No caso de Sérgio Camargo, nomeado para a administração da Fundação Palmares, a reportagem lembra que seu cargo tem como missão promover a cultura negra no Brasil, para mostrar que tal tarefa é incompatível com “uma figura que afirma que o Dia da Consciência Negra deve ser descartado, e considera que muitas das celebridades e artistas negras mais conhecidas do país são `parasitas da raça negra´”. Também mostra como, em suas redes sociais, Camargo se descreve como um “negro de direita” que se opõe à “vitimização e ao politicamente correto”, e considera que “a escravidão era terrível, mas terminou sendo benéfica para os descendentes”.

Finalmente, no caso de Dante Mantovani, nomeado para presidir a Funarte (Fundação Nacional das Artes), a reportagem conta que “o novo encarregado das políticas de artes visuais, música e dança alega que a União Soviética se infiltrou na CIA para distribuir LSD em Woodstock”, e lembra de suas declarações dizendo que “o rock promove as drogas que ativam o sexo, e assim alimenta a indústria do aborto”, e que “John Lennon havia dito que fez um pacto com o diabo”.

A reportagem traz outra declaração do jornalista Mauro Ventura, questionando o grupo de nomeados: “eles parecem ter sido escolhidos pelo seu QI: isto é, seu quociente de imbecilidade, incapacidade, idiotice, incompetência ou impiedade”. Por sua parte, a especialista brasileira Monica de Bolle disse que a indicação desses nomes reflete a natureza “totalmente louca” do governo “fundamentalista” de Bolsonaro. “Eles não estão procurando pessoas que tenham conhecimento, mas pessoas que são leais”, comentou a analista internacional.

Americanos fogem do Iraque após atentado terrorista comandado por Trump contra general iraniano


Cidadãos estadunidenses que trabalham para petroleiras internacionais no Iraque estão deixando o país depois que Donald Trump ordenou o assassinato de um general iraniano que era admirado pela população iraquiana por ter sido o principal combatente contra o Estado Islâmico

(Foto: Reuters)

Sputinik – Dezenas de cidadãos dos EUA que trabalham para empresas petrolíferas estrangeiras na cidade iraquiana de Basra estão se preparando para deixar o país.

De acordo com informações recentes divulgadas pela Reuters, citando fontes de uma empresa petrolífera, a Embaixada dos EUA em Bagdá a todos os cidadãos estadunidenses que abandonem o país imediatamente, horas depois do assassinato do comandante iraniano Qasem Soleimani, um dos líderes da Guarda Revolucionária do Irã, em resultado do ataque aéreo realizado pelos EUA.

evacuação dos funcionáris não afetará as operações, produção ou exportação, segundo os representantes da petrolífera iraquiana.

General iraniano Qasem Soleimai, chefe da unidade Força Quds, foi morto na manhã da sexta-feira em um bombardeio do Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque.

Pentágono confirmou sua responsabilidade pela morte de Soleimani e disse que um dos objetivos do ataque foi impedir os futuros planos de ataque iranianos.

Matéria na íntegra do 247.

 

 

 

A carta aberta dos juízes federais em defesa do juízo de garantias: “indispensável à concretização dos direitos humanos”


Justiça. Foto: Wikimedia Commons

Publicado originalmente no Consultor Jurídico (ConJur)

POR RAFA SANTOS

Cinquenta juízes e desembargadores federais assinaram uma carta aberta em apoio a criação do “juiz das garantias”.

O texto afirma que a nova normativa representa “um passo decisivo para a superação do processo penal inquisitivo, onde a figura do juiz se confunde com a do investigador/acusador, indo ao encontro do modelo acusatório consagrado na Constituição da República (artigos 129, I e 144)”.

 

Assinam a carta magistrados como os desembargadores federais Ney Bello (TRF-1), Roger Raupp Rios (TRF-4) e Celso Kipper (TRF-4).

Leia a carta na íntegra:

A Lei n. 13.964/19 modificou o Código de Processo Penal para, dentre outros pontos, introduzir no sistema de justiça criminal brasileiro o “juiz das garantias”, cujas atribuições consistem em controlar a “legalidade da investigação criminal” e garantir os “direitos individuais cuja franquia tenha sido reservada à autorização prévia do Poder Judiciário” (art. 3º-B, CPP).

Sem entrar no mérito das demais modificações operadas na legislação penal e processual penal brasileira pela Lei n. 13.964/19, nós, juízas e juízes federais abaixo identificados, manifestamos nosso apoio à adoção, no Brasil, do instituto do “juiz de garantias”. Trata-se de figura indispensável à densificação da estrutura acusatória de processo penal (imparcialidade do juiz e separação das funções dos sujeitos processuais) e à concretização de direitos humanos.

Ao dispor sobre o “juiz de garantias”, a nova lei estabelece uma hipótese de divisão da competência funcional do juízo e de impedimento decorrente dessa divisão: a competência do “juiz das garantias” finda ao ser recebida a denúncia ou queixa (art. 3º-A, CPP), de modo que, se uma/um magistrada/o atuar na fase preliminar de investigação, não terá competência funcional para jurisdicionar no processo, porquanto objetivamente impedida/o de instruir e julgar as ações penais dela originada, sob pena de nulidade de suas decisões[1] (art. 3º-D, CPP).

Eventuais dificuldades logísticas decorrentes do afastamento do juiz das garantias/juiz da instrução e julgamento da sede do juízo onde tramita o inquérito/ação penal podem ser resolvidas com regras de distribuição dos feitos entre juízas/es com competência criminal a serem editadas pelos tribunais e com recursos tecnológicos do processo eletrônico, que tornam cada vez mais realizável a ideia de “núcleos regionais das garantias”[2] criados a partir de critérios prévios, impessoais e objetivos. Mesmo em uma vara única em que atuem dois juízes, por exemplo, basta determinar que, no processo em que um deles atue como juiz de garantias, o outro jurisdicione como juiz de processo e vice versa. Não há órgão novo. Não há nova instância. Há divisão funcional de competência.

Afigura-se a novidade como um passo decisivo para a superação do processo penal inquisitivo, onde a figura do juiz se confunde com a do investigador/acusador, indo ao encontro do modelo acusatório consagrado na Constituição da República (arts. 129, I e 144). Com o “juiz de garantias”, aprofundamos a estrutura acusatória do sistema de justiça criminal, impedindo a indevida e indesejável cumulação das funções de garantia e as de julgamento, pois a/o juiz/juíza que decide sobre (ausência de) culpa não participa da investigação criminal, não produz prova por iniciativa própria e tampouco fundamenta condenação com elementos de convicção obtidos sem contraditório judicial. Com o novo regramento, cabe à juíza/ao juiz de julgamento conhecer apenas os atos de prova produzidos em contraditório, e não mais os atos de investigação conduzidos pela/o juíza/juiz das garantias, que permanecem acautelados em juízo distinto, sempre com acesso às partes (art. 3º-B, §§ 3º e 4º, CPP). Na figura do “juiz das garantias”, cria-se “circunstância que objetivamente afastará o magistrado da fantasmagórica suspeita de acusador/investigador, tão rechaçada pelos instrumentos internacionais de direitos humanos”[3].

 

 

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Além disso, a nova divisão funcional de competências atua no sentido da preservação da imparcialidade do juiz de julgamento, aprimoramento há tempos exigido não só por nossa Constituição da República desde 1988 como, também, pelas disposições normativas e jurisprudenciais do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, razão pela qual grande parte dos países da América Latina já introduziram a figura do “juiz das garantias” em seus sistemas de justiça criminal.

A criação do “juiz de garantias” representa a qualificação da garantia do juiz imparcial tal como compreendida pela Corte Interamericana de Direitos Humanos ao interpretar o artigo 8.1 da Convenção Americana de Direitos Humanos, a exemplo dos casos Castillo Peruzzi, Durand e Ugarte, Cantoral Benavides, todos versus Peru, bem como no Caso Tibi versus Equador, nos quais a Corte concluiu ser imprescindível a “separação de funções entre o juiz da fase da investigação e o do processo, sob pena de violar-se a imparcialidade do julgador.”[4]

No caso Castillo Peruzzi versus Peru, a CorteIDH concluiu ter havido violação à garantia do juiz imparcial ao detectar “coincidência entre as funções de luta antiterrorista das Forças Armadas e o desempenho jurisdicional” por parte dos “tribunais militares, que seriam ao mesmo tempo parte e juiz nos processos. Para a CorteIDH, se o mesmo juiz que instrui a investigação exerce as funções de julgamento, a garantia do jurisdicionado a um juiz imparcial estará violada.” No caso Durand e Ugarte, a CorteIDH entendeu que “a justiça militar peruana tanto foi a encarregada pela investigação quanto pelo processamento dos militares envolvidos”, havendo, portanto, “grave violação à garantia processual do juiz imparcial.” Por fim, no caso Cantoral Benavides versus Peru, a CorteIDH manteve o entendimento firmado nos casos anteriores, concluindo que o acúmulo das funções de conduzir investigações e instruir/julgar processos penais aniquila a garantia de um juiz imparcial, o que se apresenta “totalmente dissonante com o sistema acusatório, para o qual a garantia da imparcialidade é alicerce.”[5]

Defendemos que a melhor justiça criminal será prestada por uma magistratura que recusa a renitência persecutória de Javert e também o arbitrário aprisionamento das diferenças pelo Alienista. Repudiamos o papel de juiz que se mostra “de braços dados com a acusação, em uma cruzada pelo clamor público e pelos valores morais e absorvendo todo o discurso moralista do senso comum”. Trata-se de um erro que se torna “maior ainda quando Deus invade o Estado laico e conclama a todos para a cruzada metafísica contra um inimigo etéreo.” A ideia de um juiz combatente “nos faz abandonar a construção moderna de um Poder Judiciário independente, imparcial e afirmativo dos direitos fundamentais.”[6]

Juramos cumprir e fazer cumprir a Constituição, garantindo as liberdades públicas e concretizando direitos mesmo que – ou especialmente quando – as maiorias de ocasião, sejam as das ruas ou as dos gabinetes, possam com seu ódio aniquilar as minorias políticas. Não seremos nós os Porteiros da Lei.

Assinam o documento:
Ana Inés Algorta Latorre, Juíza Federal, SJRS/ TRF4
Antônio Lúcio Túlio de Oliveira Barbosa, Juiz Federal, SJBA/TRF1
Antônio José de Carvalho Araújo, Juiz Federal, SJAL/TRF5
Augustino Lima Chaves, SJCE/TRF5
Célia Regina Ody Bernardes, Juíza Federal, SSJ Teixeira de Freitas/TRF1
Celso Kipper, Desembargador Federal/TRF4
Claudia Maria Dadico, Juíza Federal, SJSC/TRF4
Cláudio Henrique Fonseca de Pina, Juiz Federal, SJPA/TRF1
David Wilson de Abreu Pardo, Juiz Federal, SJDF/TRF1
Diego Carmo de Sousa, Juiz Federal, SJBA/TRF1
Edevaldo Medeiros, Juiz Federal, SJSP/TRF3.
Edvaldo Mendes da Silva, Juiz Federal, SJSC/TRF4
Eduardo Pereira da Silva, Juiz Federal, SJGO/TRF1
Fábio Fiorenza, Juiz Federal, SJMT/TRF1
Felipe Mota Pimentel de Oliveira, Juiz Federal, SJPE/TRF5
Filipe Aquino Pessôa de Oliveira, Juiz Federal, SSJ Guanambi/TRF1
Flávio Antônio da Cruz, Juiz Federal, SJPR/TRF4
Francisco Donizete Gomes, Juiz Federal, SJRS/TRF4
Gabriela Azevedo Campos Sales, Juíza Federal, SJSP/TRF3
Gilton Batista Brito, Juiz Federal, JFSE/TRF5
Grace Anny de Souza Monteiro, Juíza Federal, SJRO/TRF1
Isaura Cristina de Oliveira Leite, Juíza Federal, SJDF/TRF1
Jacques de Queiroz Ferreira, Juiz Federal, SJMG/TRF1
Jorge Maurique, Desembargador Federal/TRF4
José Carlos Garcia, Juiz Federal, SJRJ/TRF2
José Henrique Guaracy Rabelo, Juiz Federal Emérito, SJMG/TRF1
Lincoln Pinheiro Costa, Juiz Federal, SJBA/TRF1
Luciana Bauer, Juíza Federal, SJPR/TRF4
Luís Praxedes Vieira da Silva, Juiz Federal, SJCE/TRF5
Luiz Fernando Wowk Penteado, Desembargador Federal/TRF4
Marcelo Eduardo Rossitto Bassetto, Juiz Federal, SSJ São Sebastião do Paraíso/TRF1
Marcello Enes Figueira, Juiz Federal, SJRJ/TRF2
Marcelo Elias Vieira, Juiz Federal, SJRO/TRF1
Marcos Antonio Garapa de Carvalho, Juiz Federal, SJSE/TRF5
Marcus Vinícius Reis Bastos, Juiz Federal, SJDF/TRF1
Ney Bello, Desembargador Federal/TRF1
Paulo Roberto Parca de Pinho, Juiz Federal, SJPE/TRF5
Pedro Pimenta Bossi, Juiz Federal, SJPR/TRF4
Polyana Falcão Brito, Juíza Federal, SJPE/TRF5
Ricardo José Brito Bastos Aguiar de Arruda, Juiz Federal, SJCE/TRF5
Ricardo César Mandarino Barretto, Juiz Federal Emérito, SJPE/TRF5
Rodrigo Gaspar de Mello, Juiz Federal, SJRJ/TRF2
Rogério Favreto, Desembargador Federal/TRF4
Roger Raupp Rios, Desembargador Federal/TRF4
Rosmar Antonni Rodrigues Cavalcanti de Alencar, Juiz Federal, SJAL/TRF5
Simone Schreiber, Desembargadora Federal/TRF2
Thalynni Maria de Lavor Passos, Juíza Federal, SJPE/TRF1
Vanessa Curti Perenha Gasques, Juíza Federal, SJMT/TRF1
Victor Curado Silva Pereira, Juiz Federal, SSJ de Balsas/TRF1
Victor Roberto Correa de Souza, Juiz Federal, SJRJ/TRF2.

Texto adquirido no DCM.

EUA mata general iraniano, em ataque, no aeroporto de Bagdá


 

O chefe militar iraniano Qasem Soleimani, morto em um atentado dos EUA no aeroporto de Bagdá, no Iraque, em foto de outubro de 2019 - KHAMENEI.IR / AFP

O chefe militar iraniano Qasem Soleimani, morto em um atentado dos EUA no aeroporto de Bagdá, no Iraque. Foto de outubro de 2019

De acordo a UOL, o  ataque coordenado pelos EUA contra um aeroporto em Bagdá, no Iraque, matou Qasem Soleimani, o chefe da Força Revolucionária da Guarda Quds do Irã, considerado um dos homens mais importantes do país. Além dele, ao menos outras sete pessoas morreram. O pentágono confirmou que o ataque aconteceu “sob ordens do presidente” Donald Trump. “Os militares dos EUA tomaram medidas defensivas decisivas para proteger o pessoal dos EUA no exterior, matando Qasem Soleimani”, afirmou em nota.

“Este ataque teve como objetivo impedir futuros planos de ataque iranianos. Os Estados Unidos continuarão a tomar todas as medidas necessárias para proteger nosso povo e nossos interesses, onde quer que estejam ao redor do mundo”, concluiu. Por meio de sua conta no Twitter, o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou uma imagem com a bandeira do país.

O ataque aéreo também teria vitimado Abu Mahdi al-Muhandis, comandante de milícia do Iraque, apoiada pelo Irã. A milícia da qual ele fazia parte também atribuiu a morte aos EUA. Naim Qassem, segundo na linha de comando do Hezbollah no Líbano, também seria uma das vítimas.

A Guarda Quds é uma força de elite do exército iraniano e teria sido responsável pela invasão da Embaixada dos EUA, em Bagdá, no início desta semana. O Irã nega participação na invasão. Analistas internacionais afirmam que a morte de Soleimani é maior do que a de Osama Bin Laden. Ele havia entrado na lista de 50 pessoas que moldaram a década feita pelo jornal Financial Times.

Foto mostra veículo destruído perto de onde o comboio do general iraniano Qasem Soleimani foi alvo de ataque de drone dos EUA quando deixava o aeroporto de Bagdá, no Iraque - AFP/HO/IRAQI MILITARY

Foto mostra veículo destruído perto de onde o comboio do general iraniano Qasem Soleimani foi alvo de ataque de drone dos EUA quando deixava o aeroporto de Bagdá, no Iraque.

Quem era Soleimani

O general Soleimani, 62 anos, liderava a força Al-Quds dos Guardiões da Revolução, encarregada das operações no exterior. Era visto como um herói no Irã e exercia um papel-chave nas negociações políticas para formar um governo no Iraque.

Soleimani, um dos principais personagens do combate às forças jihadistas na região, tinha uma atuação fundamental no reforço da influência diplomática de Teerã no Oriente Médio, especialmente no Iraque e na Síria.

Após se manter discreto durante décadas, Soleimani começou a aparecer nas manchetes dos jornais depois do início da guerra na Síria, em 2011, onde o Irã apoia o regime do presidente Bashar al Assad.

EUA emitem nota

O Departamento de Defesa dos EUA emitiu um comunicado oficial e afirmou que “sob ordens do presidente, os militares dos EUA tomaram medidas defensivas decisivas para proteger o pessoal dos EUA no exterior, matando Qasem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária Islâmica Corps-Quds Force, uma organização terrorista estrangeira designada pelos EUA”.

Segundo a nota, “Soleimani estava desenvolvendo planos para atacar diplomatas americanos e membros do serviço no Iraque e em toda a região”. O ataque, segundo os EUA, teve como objetivo “impedir futuros planos de ataque iranianos”. Poucas horas depois da morte de Soleimani a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, que na terça-feira foi alvo de um ataque por uma multidão pró-Irã, recomendou a seus cidadãos que deixem o Iraque “imediatamente”.

A representação diplomática pediu aos americanos no Iraque que deixem o país “de avião enquanto é possível”, já que o bombardeio aconteceu no aeroporto de Bagdá, ou “sigam para outros países por via terrestre”.

Reações ao ataque e alta dos preços do petróleo

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, qualificou o ataque de “escalada extremamente perigosa e imprudente” deflagrada por Washington. Mohsen Rezai, um antigo chefe dos Guardiões da Revolução, declarou que “Soleimani se uniu a nossos irmãos mártires e nossa vingança sobre a América será terrível”. “Uma reunião extraordinária do Conselho Supremo de Segurança Nacional foi convocada para as próximas horas para discutir o ataque…”, anunciou o porta-voz Keyvan Koshravi, citado pela agência estatal Isna..

Após a divulgação da notícia da morte do general, os preços do petróleo subiram mais de 4% nos mercados asiáticos nesta sexta-feira.

Essa briga entre EUA e Irã, na verdade nunca se sabe qual a fonte verdadeira, pois manipulações e jogo de interesse sempre estão por trás de assuntos americanos, (A Venezuela que o diga). Quanto ao noticiário da mídia, não se deve confiar quando há no governo um manipulador. ( O Brasil que o diga). quando o Iraque foi invadido, a desculpa era que lá havia armas químicas, a real verdade é que o país ficou em ruinas, até hoje há grandes sequelas com milhares de famílias na miséria, quando na verddade, nem um “traque” daqueles que crianças brincam no São João, foi encontrado. Agora petróleo encontraram de montão. Se liga, Brasil.

Fonte UOL, último parágrafo Café com Leite.

‘Trajédia em Minas Gerais: tromba d’agua mata família inteira morre


Por Fernanda Rodrigues, Régis Melo, Gabriela Prado, Paola Paes e Ana Gabriela Nunes — Guapé, MG

 

Três pessoas morrem em cachoeira no paredão de Guapé

Três pessoas morrem em cachoeira no paredão de Guapé

G1- O namorado de Daphine Carvalho de Magalhães Couto viu quando a jovem de 17 anos foi arrastada junto com os pais pela cabeça d’água – aumento repentino no volume de água – que atingiu um complexo de cachoeiras em Guapé, no Sul de Minas Gerais, na quarta-feira (1º).

Os corpos de Daphine, de 17 anos, e dos pais da jovem, Émerson Magalhães Couto, de 45 anos, e Áurea Carvalho Magalhães, de 39, foram encontrados entre a tarde e a noite de quarta.

Diego Eugênio de Castro Isidoro, de 20 anos, estava com os três em uma das cachoeiras que fazem parte do Parque Ecológico do Paredão, um tradicional destino turístico do Sul de Minas Gerais.

De repente, conta ele, uma mulher que não era da família gritou e avisou os visitantes sobre o aumento repentino do volume de água no complexo (veja o vídeo ao final da reportagem).

“Eu estava na terceira cachoeira. A moça saiu gritando que estava vindo água. Nós fomos descer, fui pegar meu celular. Eles [a família] foram descendo no lado, para a trilha que vai para o bar. A água veio, ele [Emerson] escorregou, a mulher dele foi tentar pegar, minha namorada estava junto. Ela escorregou, a água veio e levou os três juntos”.

Diego Eugênio sobreviveu a cabeça d'água em cachoeira em MG — Foto: Reprodução/EPTVDiego Eugênio sobreviveu a cabeça d'água em cachoeira em MG — Foto: Reprodução/EPTV

Diego Eugênio sobreviveu a cabeça d’água em cachoeira em MG — Foto: Reprodução/EPTV

Emerson, Daphine e Áurea, em foto tirada pouco antes de serem arrastados pela cabeça d'água, na quarta-feira — Foto: Arquivo pessoalEmerson, Daphine e Áurea, em foto tirada pouco antes de serem arrastados pela cabeça d'água, na quarta-feira — Foto: Arquivo pessoal

Emerson, Daphine e Áurea, em foto tirada pouco antes de serem arrastados pela cabeça d’água, na quarta-feira — Foto: Arquivo pessoal

Diego acredita que havia mais de 30 pessoas no local quando a cabeça d’água atingiu a cachoeira. Os bombeiros não têm um número oficial.

Para escapar da água, segundo o jovem, os banhistas precisaram subir em pedras. “Conseguiram ficar do lado lá. E depois a água baixou e nós conseguimos passar por umas pedras lá no alto, por umas cordas, conseguimos atravessar e descemos. Ficamos [ilhados] lá em cima. Para baixo nós não conseguimos descer por causa da água”.

O Parque Ecológico do Paredão foi fechado para visitantes nesta quinta-feira (2). O complexo é formado em uma fenda entre serras e abriga três cachoeiras grandes, além de paredões de pedra e mata nativa. O parque fica a 15 quilômetros da cidade.

A família era de Campos Gerais, também no Sul de Minas. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Alfenas (MG) e liberados para a cidade natal, onde são velados. O enterro está previsto para as 17h.

Clima no local

Em vídeos compartilhados nas redes sociais antes da ocorrência de cabeça d’água, é possível ver que havia sol na região com algumas nuvens minutos antes do acidente. Em um deles, aparecem a família que morreu e o jovem Diego, que estendia a mão para a namorada. Émerson, pai de Daphine, está de costas.

Família é vista em cachoeira pouco antes da cabeça d'água em MG — Foto: Claudia SantosFamília é vista em cachoeira pouco antes da cabeça d'água em MG — Foto: Claudia Santos

Família é vista em cachoeira pouco antes da cabeça d’água em MG — Foto: Claudia Santos

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), foi registrada chuva com cargas atmosféricas de grande volume na região entre as cidades de Guapé, Carmo do Rio Claro e Ilicínea entre 13h20 e 15h. No entanto, não é possível apontar com precisão o volume de chuva, já que não há uma estação meteorológica próxima.

Buscas

O Corpo de Bombeiros localizou os corpos de Áurea, Dafne e Emerson a partir do helicóptero da corporação, em um local de difícil acesso, e fez o resgate na quarta.

Os bombeiros descartaram a possibilidade de mais desaparecidos no local.

Visitantes registraram cabeça d'água em cachoeira de Guapé (MG) — Foto: Reprodução/EPTVVisitantes registraram cabeça d'água em cachoeira de Guapé (MG) — Foto: Reprodução/EPTV

Visitantes registraram cabeça d’água em cachoeira de Guapé (MG) — Foto: Reprodução/EPTV

O que é cabeça d’água

A cabeça d’água é um fenômeno que se caracteriza pelo aumento rápido e repentino do nível de um rio, lago ou cachoeira devido a chuvas em trechos anteriores ou mais altos do percurso.

A cabeça d’água é diferente de uma tromba d’água, que se assemelha a um tornado, mas tem menor intensidade e ocorre sobre superfícies líquidas, como mar ou rio.

Vídeo mostra cabeça d'água que atingiu cachoeira em Guapé

A água chegou com muita força e pegou a galera de surpresa

 

TEMER DIZ QUE VOTOU EM BOLSONARO E O ELOGIA POR DAR CONTINUIDADE A SEU GOVERNO


Se você chamava o Temer de Vanpirão, achando que o seu candidato era a mudança, saiba que eles se davam muito bem, inclusive ele, o que fugiu dos debates, recebeu o voto do famoso vanpiro, por achar ali uma semelhança política administrativa.
Temer e Bolsonaro

O jornalista Pedro Venceslau entrevistou Michel Temer no Estado de S.Paulo.

(…)

O que o sr. acha desse discurso de nova política?

Isso é uma palavra nova, nada mais que isso. O Bolsonaro vai muito ao Congresso Nacional. Foi mais que eu. Ao modo dele, ele faz uma articulação política.

O sr. votou no Bolsonaro?

Acabei votando nele (no segundo turno) por uma razão. Eu recebia muitas críticas indevidas da outra candidatura (Fernando Haddad). Votei em quem não falou mal do meu governo.

 

Como o sr. avalia o primeiro ano do governo Jair Bolsonaro?

O governo vai indo bem porque está dando sequência ao que fiz. Peguei uma estrada esburacada. O PIB estava negativo 4%. Um ano e sete meses depois o PIB estava positivo 1.1%, além da queda da inflação e da recuperação das estatais. Entreguei uma estrada asfaltada. O governo Bolsonaro, diferente do que é comum em outros governos que invalidam anterior, deu sequência. Bolsonaro está dando sequência ao que eu fiz.

O estilo de Bolsonaro não prejudica a imagem do Brasil?

Cada um tem o seu estilo. Ele tem o estilo do confronto, que é oposto ao meu, de conciliação. Fui falar em Oxford, Madrid e Salamanca e pude avaliar uma certa preocupação com isso. Mas a preocupação central é com a segurança jurídica. As pessoas querem ter certeza que se investirem aqui não terão surpresas. O presidente Bolsonaro diz uma determinada coisa, mas sua ação é diversa. Quando ele me visitou logo após a eleição, me ped