MDB e DEM deixam o chamado ‘blocão’ na Câmara


De acordo ao G1 e outras fontes, líderes partidários do MDB e do DEM na Câmara dos Deputados informaram nesta segunda-feira (27) que as bancadas vão deixar o chamado “blocão” de 221 parlamentares comandado pelo líder do Progressistas, Arthur Lira (AL).

Lira é também o principal articulador do Centrão – grupo informal de partidos que, recentemente, passou a integrar a base do governo na Câmara.

Com a saída do MDB e do DEM, há uma baixa de 63 parlamentares do Centrão
Com a saída do MDB e do DEM, há uma baixa de 63 parlamentares do Centrão

“Vamos seguir carreiras autônomas. Posicionamento regimental, requerimentos, urgência, uma burocracia que não fazia mais sentido. Impacto sobre sucessão é um efeito colateral, não causa. Só trataremos disso depois das eleições municipais”, afirmou Efraim Filho (PB), líder do DEM.

A “sucessão” citada por Efraim Filho é a eleição para a presidência da Câmara, no início do ano que vem.

Arthur Lira vem se aproximando do governo e é considerado um “líder informal” do Planalto na Casa.

As legendas já calculam o impacto de decisões desse tipo na sucessão do posto, atualmente ocupado por Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Oficialmente, os partidos argumentam que o “blocão” foi formado para garantir o comando da Comissão Mista de Orçamento e que o objetivo já foi alcançado.

Nos bastidores, líderes admitem que estavam incomodados com o poder concentrado por Lira na hora das votações e na negociação com o governo.

No início da tarde, Arthur Lira publicou em rede social que o fim desse bloco para distribuir comissões seria algo “natural”, e que deveria ter acontecido logo após a distribuição dos colegiados.

O deputado também rejeitou a ideia de um “bloco do Arthur Lira”, como é chamado por outros líderes.

“O bloco de partidos que é chamado de centrão tem como objetivo manter o diálogo e a votação das pautas importantes para o país. O chamado bloco do centrão foi criado para formar a comissão de orçamento. Não existe o bloco do Arthur Lira. O bloco foi formado para votar o orçamento e é natural que se desfaça. Ele deveria ter sido desfeito em março, o que não aconteceu por conta da pandemia”, escreveu.

Com a saída de DEM e MDB, o bloco passa dos atuais 221 para uma bancada de 158 deputados federais. Outros partidos, como PTB e PSL, também já estudam deixar o “blocão” para criar outro, com legendas menores.

As lideranças dessas siglas mostram preocupação com a concentração nas mãos de Lira das decisões sobre quem vai ocupar espaços no governo.

Fernando Gabeira: "Centrão" domina discussões na Câmara

Fernando Gabeira: “Centrão” domina discussões na Câmara

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A estratégia de Lula é a correta, por Gustavo Conde


GGN

Pedagógico. O ex-executivo da Nissan, Carlos Ghosn, fugiu para o Líbano para escapar da justiça do Japão, onde aguardava julgamento (ele é acusado de “apropriação indébita financeira”).

É uma fuga clássica, chancelada pela maioria dos veículos de imprensa internacionais.

Mas com o jornalismo brasileiro é diferente. O título da notícia no Globo ficou: “‘Não fugi da justiça, me libertei da injustiça e da perseguição política’, diz Carlos Ghosn”.

Eles dão a Ghosn (nem tão branco assim, mas dotado de solene e simbólica branquitude no que diz respeito à fortuna pessoal) a palavra e a doce presunção de inocência que jamais deram a Lula.

O episódio Ghosn é emblemático.

A direita e o poder econômico associado ao jornalismo convencional brasileiro são tão destituídos de qualquer espécie de caráter, que eles usarão Lula como salvaguarda para criminosos do sistema financeiro. Estes alegarão “perseguição política” (popularizada no mundo agora – à revelia do que propagou esta mesma imprensa tradicional brasileira) aludindo transversalmente – indiretamente, narrativamente – à violência judicial contra Lula.

Os veículos de comunicação brasileiros usam, portanto, o pressuposto conectado à realidade que eles tanto combateram e espancaram (o pressuposto de que Lula sempre foi inocente e sofria perseguição política) para proteger os agentes verdadeiramente corruptos do mercado financeiro e das mega empresas que lavam dinheiro na cara de todo e qualquer sistema judicial deste planeta.

Talvez, seja por isso que Lula não parta para o confronto direto com este jornalismo, senão por estocadas pontuais que apenas confirmam sua estratégia minimalista. É se rebaixar demais polemizar com o varejo da notícia somado ao egoísmo corrupto do empresariado (para não falar da polarização com um governo que é sinônimo de toda a podridão que a espécie humana já foi capaz de produzir).

Recentemente, um intelectual do ódio afirmou que Bolsonaro venceu as eleições mas que quem governa é Haddad. O enunciado é tosco e paranoico, mas cifras de verdade escorrem de sua apodrecida intenção retórica.

E a explicação é: os valores que dizem respeito à possibilidade de país e de futuro estão com a esquerda e com o PT (e, fatalmente, com Haddad e com Lula).

E ele não diz isso porque sua tarefa ideológica de gerar ódio e violência não permite que se diga algo de natureza esclarecedora.

Mas há leitores e leitores. A direta ultra conservadora e mentirosa vai produzindo uma quantidade tal de enunciados autoexplicativos que eles acabam por migrar da codificação autoconfirmatória para a codificação crítica.

Ou seja: são enunciados que passam a ser evidências do fracasso de seus enunciadores e ao mesmo tempo (e por isso mesmo), pequenas pílulas com valor de verdade – só que com o sinal trocado.

Esse fenômeno do discurso é um clássico na história das ideias do comentário crítico. Agressões conceituais a inovações estéticas que depois se consagram são a regra. Impressionismo, cubismo e classicismo foram batizados por seus algozes conceituais mais raivosos para depois debutar nos dicionários de arte como revoluções estéticas.

A engrenagem da produção de discurso felizmente não é dominada por esses ideólogos do apocalipse mental, como Steve Bannon e Olavo de Carvalho. Ela é espontânea, estrutural, histórica, sistêmica, apenas delicadamente visível para quem tem a humildade e a paciência de se debruçar sobre os movimentos empíricos da palavra.

Esta última não deve ser ignorada, mas tampouco deve ser superdimensionada. O que a estrutura são os sentidos das linguagem humana, ainda.

A linguagem humana em toda a sua complexidade dos afetos, dos imensos deslocamentos ideológicos disparados pelas condições reais da economia e do trabalho.

Com a delicadeza da resistência política investida de serenidade e inteligência e com a característica cultural irrefreável do povo trabalhador brasileiro em continuar a busca por sua libertação, o ano de 2020 pode ser o estopim para a reconstrução subjetiva deste país momentaneamente arrasado pelos facilitadores de ódio, preguiçosos da ideia e oportunistas de mercado.

Que venha um 2020 complexo e pouco afeito a soluções fáceis. O mundo da complexidade, da linguagem e do humano é hostil aos intolerantes e fanáticos.

Feliz ano novo.

Ricos do Pará furam quarentena para ir à praia e perdem carros de luxo na maré


A insistência de parte da população em desrespeitar as medidas de isolamento social custou caro para banhistas da praia de Atalaia, em Salinópolis, município a 200 km de Belém (PA).

Por volta das 6h da manhã do domingo (27), um banhista que amanheceu na praia se deu conta de que seu carro, um Audi Q3, de R$ 179 mil, estava sendo encoberto pela maré. Um outro banhista tentou usar sua caminhonete Mitsubishi modelo Triton, avaliada em R$ 149 mil, para rebocar o outro veículo, e seu carro também acabou atolado, com a água do mar chegando quase até o teto do automóvel.

Na praia de Atalaia é permitida a entrada de veículos na areia. Por conta das medidas de restrição contra o coronavírus, no entanto, a prefeitura determinou que só é permitido ficar no local das 7 às 19h. Ambos os banhistas, portanto, estavam desrespeitando as medidas restritivas.

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) local foi acionado, mas os agentes não puderam ajudar por possíveis riscos às viaturas. “Um trator também foi utilizado na tentativa de puxar os veículos, mas foi em vão. Os automóveis só foram rebocados quando a maré baixou”, informou o órgão.

Em tese, os donos dos carros deveriam ser multados por estarem na praia fora do horário permitido, mas a prefeitura não soube informar se as multas foram aplicadas.

Nas redes sociais, internautas compartilharam vídeos e fotos dos carros de luxo tomados pela maré.

Com informação da Revista Forum

Em “Carta ao Povo de Deus”, 152 bispos criticam Bolsonaro e “economia de Guedes que está matando; leia íntegra


O longo documento teve sua publicação suspensa por receio das reações da ala conservadora da igreja e está em análise pelo conselho permanente da CNBB

De acordo a matéria publicada na Revista Forum, em uma “Carta ao Povo de Deus, 152 bispos, arcebispos e bispos eméritos do Brasil tecem duras críticas à “tempestade perfeita”, que combina uma crise sem precedentes na saúde e um “avassalador colapso na economia” que está sendo “provocada em grande medida pelo Presidente da República [Jair Bolsonaro] e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança”.

A carta, programada para ser divulgada na última quarta-feira (22), teve sua publicação suspensa por receio das reações da ala conservadora da igreja e está em análise pelo conselho permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

No longo documento, os bispos se dizem “em profunda comunhão com o Papa Francisco” e a CNBB “na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz” e ressaltam não terem “interesses político-partidários, econômicos, ideológicos ou de qualquer outra natureza”. “Nosso único interesse é o Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor”.

No entanto, os religiosos, que representam parcela significativa dos líderes católicos do país – há no Brasil 310 bispos na ativa e 169 eméritos -, criticam duramente os “desmandos do Governo Federal” e a política econômica “que mata” de Paulo Guedes.

“O sistema do atual governo não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, mas a defesa intransigente dos interesses de uma “economia que mata” (Alegria do Evangelho, 53), centrada no mercado e no lucro a qualquer preço”, diz o texto, após citar explicitamente as reformas trabalhista e previdenciária “como armadilhas que precarizaram ainda mais a vida do povo”.

“É verdade que o Brasil necessita de medidas e reformas sérias, mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população”.

Leia na íntegra a carta dos Bispos

“Somos bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo.

Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados […], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus […] (Lc 4,43 e Mt 6,33)” (Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta.

É neste horizonte que nos posicionamos frente à realidade atual do Brasil. Não temos interesses político-partidários, econômicos, ideológicos ou de qualquer outra natureza. Nosso único interesse é o Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor.

Este cenário de perigosos impasses, que colocam nosso País à prova, exige de suas instituições, líderes e organizações civis muito mais diálogo do que discursos ideológicos fechados. Somos convocados a apresentar propostas e pactos objetivos, com vistas à superação dos grandes desafios, em favor da vida, principalmente dos segmentos mais vulneráveis e excluídos, nesta sociedade estruturalmente desigual, injusta e violenta. Essa realidade não comporta indiferença.

É dever de quem se coloca na defesa da vida posicionar-se, claramente, em relação a esse cenário. As escolhas políticas que nos trouxeram até aqui e a narrativa que propõe a complacência frente aos desmandos do Governo Federal, não justificam a inércia e a omissão no combate às mazelas que se abateram sobre o povo brasileiro. Mazelas que se abatem também sobre a Casa Comum, ameaçada constantemente pela ação inescrupulosa de madeireiros, garimpeiros, mineradores, latifundiários e outros defensores de um desenvolvimento que despreza os direitos humanos e os da mãe terra. “Não podemos pretender ser saudáveis num mundo que está doente. As feridas causadas à nossa mãe terra sangram também a nós” (Papa Francisco, Carta ao Presidente da Colômbia por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, 05/06/2020).

Todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador. Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela COVID-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino, o caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço. Esse discurso não se baseia nos princípios éticos e morais, tampouco suporta ser confrontado com a Tradição e a Doutrina Social da Igreja, no seguimento Àquele que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises. As reformas trabalhista e previdenciária, tidas como para melhorarem a vida dos mais pobres, mostraram-se como armadilhas que precarizaram ainda mais a vida do povo. É verdade que o Brasil necessita de medidas e reformas sérias, mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população.

O sistema do atual governo não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, mas a defesa intransigente dos interesses de uma “economia que mata” (Alegria do Evangelho, 53), centrada no mercado e no lucro a qualquer preço. Convivemos, assim, com a incapacidade e a incompetência do Governo Federal, para coordenar suas ações, agravadas pelo fato de ele se colocar contra a ciência, contra estados e municípios, contra poderes da República; por se aproximar do totalitarismo e utilizar de expedientes condenáveis, como o apoio e o estímulo a atos contra a democracia, a flexibilização das leis de trânsito e do uso de armas de fogo pela população, e das leis do trânsito e o recurso à prática de suspeitas ações de comunicação, como as notícias falsas, que mobilizam uma massa de seguidores radicais.

O desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia também nos estarrece. Esse desprezo é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga; nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros da educação e do meio ambiente e do secretário da cultura; no desconhecimento e depreciação de processos pedagógicos e de importantes pensadores do Brasil; na repugnância pela consciência crítica e pela liberdade de pensamento e de imprensa; na desqualificação das relações diplomáticas com vários países; na indiferença pelo fato de o Brasil ocupar um dos primeiros lugares em número de infectados e mortos pela pandemia sem, sequer, ter um ministro titular no Ministério da Saúde; na desnecessária tensão com os outros entes da República na coordenação do enfrentamento da pandemia; na falta de sensibilidade para com os familiares dos mortos pelo novo coronavírus e pelos profissionais da saúde, que estão adoecendo nos esforços para salvar vidas.

No plano econômico, o ministro da economia desdenha dos pequenos empresários, responsáveis pela maioria dos empregos no País, privilegiando apenas grandes grupos econômicos, concentradores de renda e os grupos financeiros que nada produzem. A recessão que nos assombra pode fazer o número de desempregados ultrapassar 20 milhões de brasileiros. Há uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda.

Fechando os olhos aos apelos de entidades nacionais e internacionais, o Governo Federal demonstra omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres e vulneráveis da sociedade, quais sejam: as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, as populações das periferias urbanas, dos cortiços e o povo que vive nas ruas, aos milhares, em todo o Brasil. Estes são os mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus e, lamentavelmente, não vislumbram medida efetiva que os levem a ter esperança de superar as crises sanitária e econômica que lhes são impostas de forma cruel. O Presidente da República, há poucos dias, no Plano Emergencial para Enfrentamento à COVID-19, aprovado no legislativo federal, sob o argumento de não haver previsão orçamentária, dentre outros pontos, vetou o acesso a água potável, material de higiene, oferta de leitos hospitalares e de terapia intensiva, ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea, nos territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais (Cf. Presidência da CNBB, Carta Aberta ao Congresso Nacional, 13/07/2020).

Até a religião é utilizada para manipular sentimentos e crenças, provocar divisões, difundir o ódio, criar tensões entre igrejas e seus líderes. Ressalte-se o quanto é perniciosa toda associação entre religião e poder no Estado laico, especialmente a associação entre grupos religiosos fundamentalistas e a manutenção do poder autoritário. Como não ficarmos indignados diante do uso do nome de Deus e de sua Santa Palavra, misturados a falas e posturas preconceituosas, que incitam ao ódio, ao invés de pregar o amor, para legitimar práticas que não condizem com o Reino de Deus e sua justiça?

O momento é de unidade no respeito à pluralidade! Por isso, propomos um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade, para que seja restabelecido o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito, com ética na política, com transparência das informações e dos gastos públicos, com uma economia que vise ao bem comum, com justiça socioambiental, com “terra, teto e trabalho”, com alegria e proteção da família, com educação e saúde integrais e de qualidade para todos. Estamos comprometidos com o recente “Pacto pela vida e pelo Brasil”, da CNBB e entidades da sociedade civil brasileira, e em sintonia com o Papa Francisco, que convoca a humanidade para pensar um novo “Pacto Educativo Global” e a nova “Economia de Francisco e Clara”, bem como, unimo-nos aos movimentos eclesiais e populares que buscam novas e urgentes alternativas para o Brasil.

Neste tempo da pandemia que nos obriga ao distanciamento social e nos ensina um “novo normal”, estamos redescobrindo nossas casas e famílias como nossa Igreja doméstica, um espaço do encontro com Deus e com os irmãos e irmãs. É sobretudo nesse ambiente que deve brilhar a luz do Evangelho que nos faz compreender que este tempo não é para a indiferença, para egoísmos, para divisões nem para o esquecimento (cf. Papa Francisco, Mensagem Urbi et Orbi, 12/4/20).

Despertemo-nos, portanto, do sono que nos imobiliza e nos faz meros espectadores da realidade de milhares de mortes e da violência que nos assolam. Com o apóstolo São Paulo, alertamos que “a noite vai avançada e o dia se aproxima; rejeitemos as obras das trevas e vistamos a armadura da luz” (Rm 13,12).

O Senhor vos abençoe e vos guarde. Ele vos mostre a sua face e se compadeça de vós.
O Senhor volte para vós o seu olhar e vos dê a sua paz! (Nm 6,24-26)”

Com informação da Revista Forum.

“Dá vontade de morrer”, diz prefeito na Bahia sobre novo cemitério da cidade


Tal qual o personagem Odorico Paraguaçu, personagem de ‘O Bem-Amado’, o prefeito de Itamaraju, no Sul da Bahia, não esconde a empolgação com o novo cemitério na cidade. Com um, espera-se, certo exagero, Marcelo Angênica (PSDB) disse que o novo sepulcrário “vai dar vontade de morrer”.

“Todas as ruas são asfaltadas. Uma hora vá lá, vai ficar muito bonito, até dar vontade de morrer”, afirmou ele, em entrevista à Rádio Extremo Sul.

Apesar de se tratar de um cemitério, nem tudo são flores. De acordo com o site Teixeira Hoje, a demora na inauguração do local, chamado de Frei Beto, é alvo de reclamações da população. Pessoas estariam sendo enterradas em covas rasas por falta de espaço no atual sepulcrário São Cosme e Damião.

Com informação do DCM.

Com verba pública, 8 parlamentares vão a Angola defender interesses da Universal


Igreja Universal está a venda em Angola | Jornal Visão

De acordo à matéria publicada no DCM e outras fontes, oito parlamentares vão viajar a Angola para pressionar as autoridades daquele país a resolverem com brevidade uma crise da Igreja Universal.

Como se os problemas da igreja do bispo Edir Macedo fossem uma questão do Estado brasileiro, a missão dos parlamentares será custeada com recursos públicos.

Em junho, um grupo de pastores angolanos dissidentes da Universal assumiu o controle de 30 templos, expulsando os sacerdotes brasileiros.

Os rebeldes acusam a direção da Igreja de desvio da arrecadação do dízimo para o Brasil e Portugal. Dizem também que são vítimas de preconceito.

O bispo brasileiro Honorilton Gonçalves, responsável pela Universal em Angola, nega as acusações. Ele argumenta que há um complô contra os brasileiros.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores, disse que tomou a iniciativa da viagem porque pastores brasileiros estão sofrendo “ameaças de morte”.

De acordo com a imprensa angolana, as ameaças de violência têm sido recíprocas, partem tanto dos pastores dissidentes como dos alinhados com o bispo Macedo.

Governo, Procuradoria-Geral e Justiça de Angola estão atuando para resolver o impasse.

A presença de parlamentares brasileiros em Angola pode ser interpretada como interferência em assuntos internos do país africano.

Com informação do DCM.

Homem que estuprou 5 mulheres é beneficiado com prisão domiciliar e decisão causa revolta. Justiça aceitou tese da defesa de que a última vítima “saiu viva da casa do réu, o que indica que a abordagem dele não foi violenta”. A mulher se suicidou semanas depois. Casos aconteceram no Chile


 

Martín Pradenas antonia barra estupro
Martín Pradenas e Antonia Barra

Martín Pradenas, de 28 anos, é acusado de estuprar cinco jovens entre os anos de 2010 e 2019 no Chile. A sua última vítima, Antonia Barra, de 21 anos, cometeu suicídio após denunciar o crime e não receber apoio nem de pessoas próximas nem da Justiça.

Durante a apuração do caso, a Justiça determinou sua prisão domiciliar enquanto aguarda o julgamento. O fato da prisão preventiva não ter sido emitida provocou uma avalanche de repúdio nas redes sociais, panelaços e protestos em frente à casa de Pradenas, na cidade de Temuco, no sul do país.

Em várias partes do país, grupos de mulheres participaram da convocação do coletivo ‘LasTesis’, conhecido mundialmente. “Foi estabelecido um prazo de investigação de 120 dias e então saberemos se haverá um julgamento ou se haverá mais tempo para coletar evidências. Depois vem a prévia do julgamento oral e então o julgamento”, disse ao jornal La Tercera a advogada Camila Maturan, da Corporación Humanas.

O caso foi reconstituído com base em trocas de mensagens pelo WhatsApp. Em 18 de setembro de 2019, Antonia acordou em uma cabana em Pucón com Martín Pradenas em cima dela. Ela disse que gritou para ele sair, se vestiu e foi embora.

A vítima afirma que foi estuprada por Pradenas, mas não quis denunciá-lo por medo da reação de seus pais. Ela ligou para o ex-namorado para contar a situação, mas ele a gravou, a insultou e depois encaminhou a conversa, que acabou chegando a Pradenas no mesmo dia. No dia 13 de outubro de 2019, Antonia Barra enviou uma mensagem se despedindo do ex-namorado e se suicidou.

Outros casos

Outras duas vítima que Martín Pradenas é acusado de ter estuprado são menores de idade. A vítima de 2010 tinha 16 anos e a de 2012 tinha 13 anos. Antonia foi a única vítima com mais de 20 anos de idade entre as atacadas pelo estuprador.

O promotor Miguel Rojas conseguiu que todos os casos fossem incluídos em uma única ação, visando dar mais força a uma possível condenação – já que ganharam volume e contaram com os testemunhos das demais vítimas.

Apesar desse esforço, a Justiça chilena preferiu aceitar o argumento da defesa de Pradenas, de que “Antonia Barra saiu viva da casa de Pradenas, o que indica que sua abordagem não foi violenta, e que provavelmente esse nem mesmo foi o motivo pelo qual ela se suicidou”.

Amigas de Antonia apresentaram ao tribunal dois áudios nos quais ela contou que estava em depressão pelo abuso que havia sofrido.

Pai de Antonia

“Somos uma família normal, da chamada classe média do Chile. Com muito esforço, sacrifício, estudo, conseguimos ter uma vida de paz. Temos cinco filhos, um homem, quatro mulheres… são cinco, embora uma delas já não esteja mais connosco”, disse Alejandro Barra em entrevista à BBC Mundo.

“A decisão da minha filha [de tirar a própria vida] foi muito dolorida para nós. E percebemos que tinha a ver com vergonha, com dor”, acrescenta o homem.

“Hoje eu penso: quantas meninas são iguais à minha filha, que, por vergonha da exposição, pelo medo de represálias, não denunciam. Uma garota deve ser aplaudida pela coragem de denunciar um criminoso”, continua.

“Porque minha filha sentiu falta de que eu e de que a sociedade disséssemos a ela: tudo tem uma solução. Agora eu digo às meninas: denunciem seus abusadores. Não pensem que serão desacreditas e ridicularizadas nas redes, porque tudo isso pode ser resolvido. Tudo, exceto a morte”, finaliza Alejandro, que tem lutado de maneira incansável em busca de Justiça. Do PragmatismoPolítico

Estudante de Brasília ganha direito de plantar maconha pra cuidar da saúde


Repasses da Odebrecht para Alckmin eram feitos por meio de senhas como ‘pastel, pudim e bolero’


Já faz algum tempo que vem se acumulando denúncias contra figurões dos Tucanos, a exemplo do Aécio Neves, José Serra, Paulo Preto, esse ainda chegou a ser preso, mas não fazia parte do elenco de grandões do partido, se ofereceu para uma delação, mas não tiveram interesse. Mas por último, não teve jeito. A verdade parece está aparecendo e o que resta agora é saber se confirmados os roubos, quem e quando esses vão parar na cadeia.

Geraldo Alckmin

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, o ex-governador Geraldo Alckmin recebeu R$ 11,3 milhões da Odebrecht nas campanhas eleitorais de 2010 e 2014 e tinha os codinomes de ‘Belém’ e ‘meia’ nas planilhas do chamado departamento de propina da construtora.

 A denúncia apresentada à Justiça pelo Ministério Público Eleitoral de São Paulo contra o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) nesta quinta-feira (23) aponta que ele recebeu R$ 11,3 milhões da Odebrecht durante as eleições de 2010 e 2014, quando foi eleito e reeleito para o Palácio dos Bandeirantes.

Alckmin é acusado de cometer crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral, o chamado caixa dois de campanha.

Segundo reportagem do G1, os repasses foram feitos por meio do cunhado do ex-governador, Adhemar César Ribeiro, e de um ex-tesoureiro de campanha do tucano, Marcos Antonio Monteiro. A entrega do dinheiro usava senhas como “pastel, pudim, escravo e bolero”, diz a denúncia.

Os primeiros pagamentos, segundo os promotores do caso, aconteceram entre 28/07/2010 e 02/11/2010, por meio do departamento de Operações Estruturadas da construtora, nome formal do setor da empreiteira responsável por operacionalizar pagamentos de propina e caixa dois a políticos de vários partidos.

Segundo a denúncia, na eleição de 2010, a Odebrecht repassou à Alckmin o valor total de R$ 2 milhões. O dinheiro teria sido entregue por Álvaro José Gallies Novis, doleiro proprietário da Hoya Corretora, ao cunhado de Alckmin, Adhemar César Ribeiro, em vários encontros.

Nas planilhas da Odebrecht, Alckmin é apontado com o codinome de “Belém” e o repasse dos valores era feito em espécie. Durante os encontros, Novis e Adhemar usaram senhas como “acara, escravo, cabana, teatro peixe, presépio, borracha, fafa, colônia e pastel” para o recebimento do dinheiro, segundo os promotores do caso.

Ao longo de 2010, foram 11 entregas feitas por Novis ao cunhado de Alckmin. Os encontros eram sempre no escritório de Adhemar, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Sul de São Paulo, e os valores das entregas variaram entre R$ 50 mil a R$ 500 mil.

Já na campanha de 2014, quando Alckmin concorreu à reeleição ao governo estadual, ele foi identificado como “meia” numa tabela disfarçada, que usava termos do futebol.

Com informações do 247.

 

VÍDEO: PM enforca jovem negro dentro de sua casa e o arrasta para fora


Viralizou nas redes mais um caso de violência da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Na gravação, feita na cidade de João Ramalho, um PM aplica um ‘mata-leão’ em um jovem negro, arrastando-o para fora de sua casa – o que é ilegal, visto que a polícia só pode entrar na residência com um mandato judicial ou flagrante delito.

A família se desespera, e grita que o jovem não consegue respirar. A filmagem é interrompida no momento que a PM vai algemar o jovem.

Segundo o governo do estado, o caso foi registrado na delegacia do município e foram “solicitados os exames periciais cabíveis” para verificação dos ferimentos que ele sofreu.

Com informação do DCM.

 

Bolsonaro distribui cargos para parentes de aliados


Bolsonaro compara Flávio a Neymar por ganhar mais que sócio em ...

Do Globo:

A indicação da filha de Braga Netto, ministro da Casa Civil, para uma vaga na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), frustrada após a divulgação, não seria algo inédito na gestão de Jair Bolsonaro. Em seu mandato, persiste a velha prática da nomeação de parentes de deputados, senadores e demais aliados em cargos do governo federal.

Em maio deste ano, o filho do senador Elmano Férrer (PODE-PI), Leonardo Férrer, se tornou ouvidor na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba). Ele teve um voto contrário da representante dos trabalhadores da companhia, que disse que o cargo deveria ser de um servidor de carreira.

Só na Funasa (Fundação Nacional de Saúde), entidade vinculada ao Ministério da Saúde, o governo nomeou em Agosto passado a mulher do líder do PL, Wellington Roberto (PB), Deborah Roberto, e uma tia do deputado Gustinho Ribeiro (SD-SE), Maria Luiz Felix. Na superintendência do órgão na Paraíba, foi mantida a mãe do líder da maioria na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Virgínia Velloso Borges ocupa o cargo desde 2017.

Coronavírus: Governo não atende ordem para proteger povos indígenas isolados


Determinações do STF para apresentação de plano de emergência para conter pandemia não foram atendidos pelas autoridades federais

O gabinete do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), registrou o descumprimento por parte do governo Jair Bolsonaro de apresentar um plano para a proteção dos povos indígenas isolados contra a pandemia do coronavírus.

A medida integra uma série de iniciativas determinadas por Barroso para conter o contágio e as mortes por covid-19 nas aldeias, que também estabelece a criação de uma Sala de Situação para proteção dos indígenas isolados com a participação de membros do governo, da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Defensoria Pública da União (DPU) e representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

Segundo informações do jornal O Globo, despacho liberado por Barroso em 08 de julho estabelecia um prazo de 10 dias para o governo apresentar pelo menos um plano de criação das barreiras sanitárias para proteção das aldeias. Contudo, na última segunda-feira o STF emitiu uma “certidão de ausência de manifestação”. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), um plano deve ser apresentado até o dia 29 de julho.

Um primeiro encontro para discussão da situação dos povos indígenas ocorreu na sexta-feira (17/07) e, de acordo com relatos de participantes, foi marcado por uma série de ofensas aos indígenas, onde representantes da Apib chegaram a ser ofendidos com xingamentos.

Com informação do GGN

Alckmin é denunciado por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral e corrupção passiva


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O Ministério Público denunciou nesta quinta-feira (23) o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral e corrupção passiva no âmbito da operação Lava Jato. De acordo com a denúncia, o tucano recebeu, de forma indevida, R$ 2 milhões da empreiteira Odebrecht na campanha ao governo estadual em 2010 e R$ 9,3 milhões quando disputou a reeleição, em 2014.

Flagrado de sunga em praia, prefeito de Belém diz que “vistoriava obra”


prefeito belém sunga

Prefeito de Belém flagrado de sunga em praia durante a pandemia (diviulgação)
 Ele alegou que vistoriava obra

O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), foi flagrado no domingo (19) na praia do Atalaia, no nordeste paraense, sem máscara e sem respeitar o distanciamento social recomendado pelas autoridades sanitárias.

Após polêmica nas redes sociais, Coutinho alegou que estava vistoriando uma obra na praia de Salinópolis. A justificativa virou meme nas redes sociais já que Coutinho estava de sunga.

Ele estava acompanhado dos vereadores Mauro Freitas (PSDC) e Fabrício Gama (PMN) e o deputado federal Cássio Andrade (PSB), todos em trajes de praia e sem máscaras. Com informações do PragmatismoPolítico

Filho escala parede do hospital até janela e se despede da mãe internada por coronavírus


Jovem escalou até a janela de onde podia ver sua mãe doente de Covid — Foto: Reprodução/Twitter/Mohamad Safa

Jovem escalou até a janela de onde podia ver sua mãe doente de Covid — Foto: Reprodução/Twitter/Mohamad Safa

Quando a palestina Rasmi Suwaiti, de 73 anos, foi internada por causa da Covid-19, seu filho, Jihad Al-Suwaiti, de 30 anos, passou a visitá-la todos os dias no hospital. Sem poder entrar no local por causa do risco de contaminação, a solução encontrada por Jihad foi escalar a parede até a janela do quarto em que sua mãe estava.

Segundo informações da rede Al Jazeera, Jihad visitou a mãe pela janela do quarto do hospital todos os dias até a data da morte dela, ocorrida em 16 de julho.

A história que tem emocionado internautas nas redes sociais aconteceu na cidade de Beit Awwa, na Cisjordânia. A senhora Rasmi, que também era paciente de câncer, esteve internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual de Hebron. Fonte;G1