Quem é o grandalhão branco e classe média que humilhou o entregador com ofensa racista


 

POR JOAQUIM DE CARVALHO E EDUADO MATYSIAK

DCM: O homem branco, alto, que aparece em vídeo humilhando um entregador com palavras preconceituosas e expressões racistas, se chama Mateus (o mesmo nome da vítima) e é conhecido numa região de condomínios em Valinhos, próximo de Campinas, por ofender trabalhadores.

No dia 31 de julho, Mateus Abreu Almeida Prado Couto ofendeu Mateus Pires, entregador por aplicativo, que estava na entrada do condomínio onde o seu homônimo mora. Almeida Prado Couto já postou textos no passado, em que manifesta admiração pelo guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho.

Era a segunda vez que os Mateus se encontravam no mesmo local. Na primeira, conta o entregador, ele já foi recebido com grosseria, por ter dificuldade de localizar o endereço de entrega. Na segunda, por conta de um problema no interfone, ele foi alvo de ofensa racista.

No vídeo que viralizou na internet, o Mateus do condomínio diz:

“Você nem tem onde morar. Você tem inveja disso daqui”, diz.

Em seguida, se dirige a outra pessoa, aparentemente também morador do domínio e comenta:

“Eu pedi para ele (Matheus Pires) sair fora daqui, e não saiu fora.”

Ele volta a se dirigir ao entregador:

“Moleque, moleque, você tem inveja disso daqui, você tem inveja dessas famílias aqui”, diz o homem, ao apontar para as casas do condomínio e, em seguida, para o antebraço, indicando ser branco.

O entregador, não se intimida e se aproxima do agressor, e responde à pergunta sobre o seu nome: “Mateus”, diz, de cabeça erguida. Também comenta:

“Eu posso ter a mesma coisa que o senhor. Quem te deu isso daqui? Foi seu pai?”.

Em seguida, o homem de camiseta azul aumenta o tom de voz: “Você nunca vai ter” e chama Matheus de analfabeto e mentiroso.

O diálogo é um retrato dos conflitos de classe que existem no Brasil.

Mateus, o do condomínio, vive às custas do pai e da mãe, que é advogada, segundo contam outras pessoas que já foram ofendidas por ele.

Ele é conhecido por circular em uma picape da Ford, que teria ganhado de presente da mãe, e também em um Honda Fit preto, que seria do pai.

Há algumas semanas, ele entrou sem máscara em um restaurante de um pequeno centro de compras da região, o Itamaracá Mall.

Avisado de que não poderia permanecer ali naquelas condições, em respeito a um decreto municipal, ele não saiu e ainda ameaçou o gerente.

“Você é favelado, vou descobrir a quebrada onde você mora e você vai ver”, disse, segundo recorda o funcionário do restaurante.

“Ele assustou outros clientes do restaurante, que se ofereceram para ser minhas testemunhas em uma queixa na delegacia. Preferi deixar para lá, porque ele mora no condomínio próximo, poderia gerar problema”, afirmou.

Mateus, o entregador, preferiu não relevar. Foi à delegacia e registrou ocorrência pelas agressões, incluindo a denúncia por injúria racial.

“Eu falei pra ele que ele não podia fazer mais isso porque ninguém gostava desse tipo de atitude. O que ele faz é pra se mostrar superior as pessoas. Teve um momento em que ele cuspiu em mim, jogou a nota no chão e disse que eu era lixo. Na frente da polícia, ele continuou com as agressões, me chamou de favelado”, disse o entregador.

A mãe do Mateus do condomínio, que é advogada, teria argumentado na polícia que o filho sofre de distúrbios mentais.

Os trabalhadores já ofendidos por ele não concordam, segundo conta o funcionário do restaurante.

Dizem que ele é um playboy que se comporta educadamente com pessoas de sua classe social e ofende os mais humildes.

“Se tivesse problema mental, não ficaria o dia inteiro andando de carro com amigos, para baixo e para cima. Ele se considera superior mesmo”, disse.

A mãe de Mateus, o entregador, foi quem postou na rede social o vídeo da agressão ao filho:

“Mesmo tendo dinheiro pra comprar tudo o que quiser, jamais comprará a educação e o respeito, pois isso vem de berço e o dinheiro não compra jamais.

Não compra. Dignidade também não, que o Mateus entregador mostrou que tem.

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Aniversário da Lei Maria da Penha é marcado por aumento da violência doméstica. Por Catarina Barbosa


Imagem um pouco forte, mas as vezes é preciso ser publicadas as barbaridades que acontecem, para que as mulheres aprendam a denunciar as pessoas que as espancam enquanto há tempo. Infelizmente, ao fazer 14 anos da Lei Maria da Penha, o que se comemora é o aumento da violência doméstica. Se a relação não vai bem, sentem e discutem a respeito, Se preciso for separem, mas agressão física e moral não deve ter de hipótese nenhuma. Assim fica melhor pra todo mundo. Fica aí a dica do Café com leite.

A vítima da foto, é Jane, que mora no Estado do Espírito Santo, que ao sair com o namorado as três horas da manhã de uma cervejaria em que ambos trabalhavam, durante o carnaval, na estrada ele, o canalha do namorado, fez isso com ela e a deixou na estrada achando que estava morta. Horas depois o irmão da vitima, que também havia saído da cervejaria, sentiu falta dela, que demorou de chegar em casa e foi atrás, foi quando a encontrou desmaiada às margens da estrada.

Jane Cherubim, espancada, torturada e abandonada em uma estrada na região do Caparaó, Espírito Santo. As imagens foram cedidas pela família. Crédito: Reprodução/Arquivo Pessoal

Nesta sexta-feira (7), completam-se 14 anos desde que foi instituída a Lei Maria da Penha sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a pandemia da covid-19, as denúncias de violência contra as mulheres – recebidas pelo número 180 –  cresceram significativamente desde março, segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Os dados apontam um crescimento de 13,35% em fevereiro, 17.89% março, 37,58% em abril, quando comparados ao mesmo período de 2019.

A violência doméstica e familiar é a principal causa de feminicídio não só no Brasil, mas em todo o mundo. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), 17,8% das mulheres do mundo sofreram algum tipo de violência física ou sexual no ano de 2019. Isso significa que quase uma a cada cinco mulheres em todo o planeta foi vítima deste tipo de crime, no ano passado.

Para a advogada Sandra Lia Bazzo, integrante do Comitê da América Latina e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM), o isolamento social, imposto pela pandemia, acirrou relações que já eram desrespeitosas e desiguais entre pessoas do mesmo convívio. Para além disso, agregam-se os fatores psicológicos e econômicos, além da ansiedade, desemprego e insegurança financeira.

“Dentro do que a gente conhece sobre o ciclo da violência, começa com pequenas ações e tende a aumentar gradativamente. Quanto mais tempo de convivência próxima e quanto mais essas relações não forem sólidas e respeitosas, maior o risco de incidência da violência”, resume.

A psicóloga norte-americana Lenore Walker identificou que as violências cometidas em um contexto conjugal ocorrem dentro de um ciclo que é constantemente repetido: tensão com o agressor; aumento da violência; seguidos de arrependimento e comportamento carinhoso. Entenda como evitar ou sair desse ciclo aqui.

A Lei

A Lei Maria da Penha foi uma homenagem à farmacêutica Maria da Penha, que sofreu duas tentativas de homicídio por parte do ex-marido e ficou paraplégica. Depois de 23 anos de abusos, ela conseguiu denunciar o agressor.

A lei foi criada para criar mecanismos que possam prevenir e coibir a violência doméstica e familiar em conformidade com a Constituição Federal (art. 226, § 8°) e os tratados internacionais ratificados pelo Estado brasileiro. São considerados crimes: violência física; psicológica; sexual; patrimonial; e moral.

Nesses 14 anos, uma série de mudanças foram implantadas: em novembro de 2017, foi publicada a lei 13.505/17, que determinou que mulheres em situação de violência doméstica e familiar devem ser atendidas, preferencialmente, por policiais e peritos do sexo feminino.

A lei também definiu, entre outras coisas, que é direito da mulher em situação de violência a garantia de que, em nenhuma hipótese, ela, seus familiares e testemunhas terão contato direto com investigados ou suspeitos de terem cometido a violência e pessoas a eles relacionadas.

Para denunciar

Para denunciar um caso de violência contra a mulher ligue para o número 180. Além de receber denúncias de violações contra as mulheres, a central encaminha o conteúdo dos relatos aos órgãos competentes e monitora o andamento dos processos.

O serviço também tem a atribuição de orientar mulheres em situação de violência, direcionando-as para os serviços especializados da rede de atendimento.

Fonte DCM.

Motoboy sofre ataque racista de morador de condomínio de luxo: “você tem inveja da minha cor”


No vídeo, publicado na Revista Forum, o morador insulta o motoboy, o chama de lixo, semianalfabeto e diz que o mesmo tinha inveja do condomínio em que ele mora e da sua cor. Veja aqui

O perfil Vigilantes Brasil publicou vídeo, na manhã desta sexta-feira (7), onde um motoboy é humilhado e sofre preconceito do morador de um condomínio de luxo em Valinhos (SP), aonde foi fazer entrega.

O morador insulta o motoboy, o chama de lixo, semianalfabeto e diz que o mesmo tinha inveja do condomínio em que ele mora e da sua cor, com gesto racista característico apontando o braço.

 

Folha defende que Moro seja punido por excessos e abusos na Lava Jato


O ex-juiz Sérgio Moro, que sofreu dura derrota no Supremo Tribunal Federal nesta semana, quando os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski denunciaram sua atuação parcial e política contra o Partido dos Trabalhadores, foi hoje criticado por editorial da Folha de S. Paulo, depois de movimento semelhante de Merval Pereira, colunista do Globo.

Na verdade, nem só a Folha, mas maior parte dos brasileiros, exceto os que ainda acredita que ele, o Moro, é um herói que chegou para acabar com a corrupção, quer que justiça seja feita e que fatos sejam investigados. penas isso.

Sergio Moro pede demissão após troca de comando da Polícia Federal -  Notícias - R7 Brasil

“Pouco menos de um mês antes de aceitar o convite para fazer parte do governo Jair Bolsonaro, o então juiz federal Sérgio Moro decidiu incluir a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci nos autos do processo que apura se a empresa Odebrecht doou, em troca de favores, um terreno para a construção do Instituto Lula. A medida, acompanhada do fim do sigilo sobre o caso, ocorreu a seis dias do primeiro turno do pleito presidencial de 2018, no qual Bolsonaro tinha como principal adversário o candidato do PT, Fernando Haddad —que evocava o apoio e a memória de Luiz Inácio Lula da Silva como trunfos de campanha”, lembra o editorial.

“Como já se disse nesse espaço, a sofreguidão com que Moro se prontificou a participar do governo Bolsonaro abalou sua credibilidade —e, por extensão, a da Lava Jato. Indicou-se que ambições políticas se misturavam ao ímpeto, não raro messiânico, da força-tarefa de combate à corrupção”, prossegue o editorialista, que também lembra que a Lava Jato “cometeu excessos, impropriedades e desvios que cobram seu preço e não podem ser ignorados sob pena de estimular uma índole justiceira que ofende os princípios basilares da Justiça num Estado de Direito.”

Com informação do 247.

Apresentadora é espancada por homem em trem na frente do filho de 6 anos


Vítima de ataque sexual em trem, apresentadora diz que vai buscar auxílio psicológico para o filho: “Ele não para de chorar e repete constantemente:’ ‘Mãe, perdoe-me por não te proteger”. Episódio aconteceu na Ucrânia e agressor está preso

 

Anastasia Lugova apresentadora

 

Anastasia Lugova, de 28 anos, foi brutalmente espancada em uma tentativa de estupro dentro de um trem na Ucrânia no último dia 31 de julho. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

A apresentadora de TV viajava à noite de Mariupol para Kiev, na companhia do filho de seis anos, quando foi surpreendida por um homem, identificado como Vitaliy Rudzko, de 45 anos.

Apenas de cueca, o agressor invadiu a cabine privada em que Anastasia dormia com o filho. “Acordei com ele me segurando pelo pescoço e me socando no rosto. Comecei a gritar, pedindo ajuda, mas ninguém ouviu”, contou a jornalista. “Ele então me disse: ‘seja uma boa menina ou será pior’”.

A apresentadora relatou que o filho acordou durante o ataque, chorando com o ocorrido. Ela disse que o agressor foi em direção ao filho dela, mas ela o convenceu a parar.

“Eu implorei que ele não machucasse meu filho e prometi que faria tudo o que ele quisesse. Pedi que fossemos a outro lugar e nos afastássemos do meu filho. Ele concordou e me obrigou a ir até a cabine dele”.

Anastasia Lugova conta que no interior do compartimento ela se aproveitou de uma distração do criminoso enquanto ele tirava a cueca e correu de volta até sua cabine: “Eu peguei ele e corremos até o condutor, que nos escondeu”.

Rudzko acabou sendo identificado e detido pelos seguranças do trem, sendo entregue para a polícia assim que o veículo chegou em Kiev. Atualmente preso, ele será julgado por agressão e tentativa de estupro e poderá ser condenado a até oito anos.

Anastasia Lugova foi hospitalizada com diversos hematomas na cabeça. Em uma publicação no seu Instagram, ela contou que vai levar a frente as denúncias contra a violência vivida.

A apresentadora disse que vai buscar auxílio psicológico para o filho: “Ele não para de chorar e fica pedindo desculpas por não ter conseguido me proteger”. Do PragmatismoPolítico

 

Jornalista da Record é denunciado pelo Ministério Público por crime de importunação sexual


A Polícia Civil resolveu intimar o jornalista Gerson de Souza, que foi acusado de assédio, por 12 mulheres que eram suas colegas de trabalho na TV Record.

Há um mês, essas mulheres resolveram procurar o departamento de recursos humanos da emissora e acusaram o jornalista Gerson de Souza por assédio o que levou a emissora a afastá-lo e encaminhou o caso para a Polícia Civil. Pode ter mais casos envolvendo o jornalista mas que até agora, não o denunciaram por terem mulheres conhecidas que não querem se expor.

Resultado de imagem para Gérson de Souza da Record

Gerson de Souza é um dos mais conceituados jornalistas da TV Record mas pesa contra ele, várias denúncias e ele se defende dizendo ser perseguição e revanchismo contra a sua pessoa. Com o depoimento do jornalista marcado, ele irá dizer o que de fato aconteceu em sua defesa, mas a TV Record já o afastou de suas funções até que os fatos sejam apurados pela Polícia Civil. Fonte:Jornal do Pais .

Live do Valor: Arminio Fraga, da Gávea Investimentos, fala sobre as perspectivas para o Brasil pós-pandemia


Valor

O economista Arminio Fraga, sócio-fundador da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central, é o entrevistado desta quarta-feira, 5 de agosto, às 11h, na Live do Valor. Ele fala sobre as perspectivas para o Brasil pós-pandemia.

O cenário macroeconômico, as preocupações com os gastos públicos e os desafios político-institucionais do Brasil são alguns dos temas abordados na conversa. A agenda e as políticas públicas que devem ser priorizadas para que o Brasil consiga melhorar suas perspectivas também estão em pauta.

A entrevista, conduzida pelo editor-executivo e colunista do Valor Cristiano Romero, pode ser acompanhada pelo site e pelos canais do Valor no YouTube, LinkedIn e Facebook.

Arminio Fraga é um dos economistas brasileiros mais conhecidos no mundo e engajado em grupos de discussão que procuram debater as agendas necessárias para a evolução do país.

 

MARACÁS: Covid19 em queda é uma questão de cuidado, por Walter Salles


mulher com a mão resistindo e prevenindo coronavírus, um vírus que causa peneumonia grave levando à morte. - Foto de stock de Sars-Cov-2 royalty-free

Café com Leite: A cidade de Maracás que tem assustado seus moradores com a quantidade de pessoas infectadas com o coronavírus, nas últimas semanas tem mostrado um quadro que tem trazido um ceto conforto para a população. No boletim de ontem, dia 05, mostrou que há 204 curados e um total de 56 ativos. Infelizmente, cinco pessoas não resistiram aos efeitos causado pela covid19 e foram a óbito.

Na verdade, a matemática é fácil. Se a sobrevivência do vírus fora do corpo das pessoas é de curto tempo, o que deve acontecer em nível de planeta, é isolar as pessoas que não estão contaminadas totalmente em ambientes seguros, que é as suas casas, que o tempo para o vírus ser eliminado é curto.

No caso de Maracás, após uma matéria que saiu no Café com Leite sobre a feira livre, que era um local de aglomeração de gente todo sábado, depois da mudança em alguns pontos, ainda que não seja o suficiente, a queda de contaminação, que já chegou até a 30 contaminados num único dia, foi grande. É preciso, na verdade, campanha de conscientização para que as pessoas tenham mais cuidados. Esses cuidados básicos são o uso de máscaras, o uso do álcool e gel, distanciamento de pessoas e só sair em extrema necessidade. Se o mundo tivesse tomado essa atitude, já estava livre do vírus.

Não se tem mais dúvida de que o homem está muito longe de ser um ser inteligente, principalmente os governantes. O “chefe do vírus deve dizer: Que bicho burro é o homem. Ele sabe que se não tiver em quem nos alojar, em pouco tempo a gente morre. É uma questão de no máximo duas semanas. Mas ele prefere ficar se arriscando e achando que realmente, como dizem algumas toperas por aí: “não passa de uma gripezinha”, e termina morrendo.

No fim, a ganância de querer pensar só na “economia”, mas na verdade são os grandes que mandam, terminou não salvando nem a economia e nem as quase 100 mil vidas.

Fica aí a ideia pro prefeito de Maracás: Invista mais em campanha de conscientização, mude a forma de funcionamento de alguns setores; modifique ainda mais a feira livre, talvez mudando pra barracas distantes uma da outra ali no espaço do forró dois ou três dias por semana, que logo Maracás poderá está zerando as contaminações. Ou seja, a mesma quantidade de curados com a de contaminados. Chegando a esse patamar, fica fácil o controle.

Decreto do Estado ordena toque de recolher em mais 33 cidades; região de Irecê está inclusa


Decreto do Estado ordena toque de recolher em mais 33 cidades; região de Irecê está inclusa

Gentio do Ouro / Foto: Reprodução / Página Revista

Em decreto desta terça-feira (4), o governo do estado determinou toque de recolher em mais 33 cidades do estado. A medida vigora até o dia 11 de agosto e tem como objetivo conter o avanço do novo coronavírus no estado. Com o decreto, fica proibida a circulação de pessoas e veículos nas vias públicas. Em um grupo, o período de restrição é entre as 18h e 5h. São os casos de Alagoinhas, Almadina, Barreiras, Castro Alves, Ibirataia, Itaberaba, Jaguarari, Jitaúna, Salinas da Margarida, Tucano, Uauá e Várzea da Roça.

REGIÃO DE IRECÊ

O toque de recolher fica mais curto, entre as 20h e às 5h nos municípios da região de Irecê, que são: América Dourada, Barra do Mendes, Barro Alto, Bonito, Cafarnaum, Canarana, Central, Gentio do Ouro, Ibipeba, Ibititá, Irecê, Itaguaçu da Bahia, João Dourado, Jussara, Lapão, Morro do Chapéu, Mulungu do Morro, Presidente Dutra, São Gabriel, Tapiramutá e Uibaí.

Ainda segundo o decreto, no horário de restrição são poderão funcionar os serviços considerados necessários ao funcionamento das indústrias e centros de distribuição e o deslocamento dos trabalhadores e colaboradores.

Raiane Miranda, mais uma vítima de feminicídio no Brasil


Raiane Miranda de Almeida
Raiane Miranda de Almeida foi ameaçada de morte pelo ex-namorado, mas não registrou BO

Jovem de 20 anos foi ameaçada pelo ex-namorado 5 dias antes de ser assassinada a facadas. O homem não aceitava o fim do relacionamento

Raiane Miranda de Almeida, de 20 anos, é mais uma vítima de feminicídio no Brasil. O autor do crime é o ex-namorado dela, de 26 anos. O homem não teve o nome divulgado pela Polícia Civil.

O crime aconteceu na noite do último dia 31 de julho na cidade de Santana, no estado do Amapá. Raiane voltava do trabalho quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ela levou quatro facadas e não resistiu.

A Polícia Civil encontrou, no telefone da jovem, mensagens enviadas pelo homem. “Trata-se de um feminicídio premeditado”, afirma o delegado Yuri Agra, que conduz a investigação.

O ex-namorado de Raiane foi preso horas após o crime, na casa de um familiar. O delegado disse que o homem ficou em silêncio durante o interrogatório. Ainda segundo Agra, a investigação aponta que o jovem não aceitou o fim do relacionamento e que ele já planejava cometer o crime.

De acordo com o delegado, no domingo anterior à morte de Raiane, o ex-namorado enviou uma série de mensagens nas quais falava, entre outras coisas: “Vai denunciar, que eu vou te matar, pode fazer isso”.

Depois de ter recebido as mensagens, Raiane mudou de número para não ser mais ser incomodada, informou a polícia. Em seguida, o ex-namorado fez contato com um familiar da vítima e citou a “denúncia”. “Mas manda ela denunciar logo porque a hora que pegar ela por aí ela já sabe”, mostra o print cedido pela Polícia Civil.

O delegado comentou: “Ela não registou BO [Boletim de Ocorrência] nem requereu medida protetiva de urgência. A família se preocupou de certa forma com as ameaças, mas ninguém imaginava, nem na pior das hipóteses, que ele poderia fazer isso. Ele não dava sinal de que teria capacidade de assassinar Raiane. Ele não tinha esse perfil. Segundo a família, todos foram pegos de surpresa”. Fonte;PragmatismoPolítico

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Saiba os impactos da nova cédula de R$ 200 no seu dia a dia e na economia brasileira


Saiba os impactos da nova cédula de R$ 200 no seu dia a dia e na economia brasileira

Foto: Reprodução

Anunciada pelo Banco Central nesta semana, a criação e emissão da nova cédula de R$ 200, que chegará aos brasileiros ainda no mês de agosto, não traz indícios de grandes impactos na dinâmica econômica do Brasil. De imediato, implicações como o risco de aumento da inflação, instabilidades nos preços dos produtos essenciais e desvalorização da moeda brasileira estão descartadas. A análise é do economista e mestrando do Programa de Pós Graduação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Jomar Andrade. 

“Não há medo da inflação. Este projeto da cédula de R$ 200 já estava previsto e foi só a identificação de que esse é o momento oportuno. As pessoas estão realmente demandando mais moeda e a Casa da Moeda está tendo uma dificuldade de imprimir e essa logística de distribuição está difícil. É previsível que essa demanda por moeda se dê por mais alguns meses e possa até aumentar”, explica Andrade, ressaltando que esse comportamento da economia é natural em momentos de crise, a exemplo deste momento da pandemia do novo coronavírus. 

O especialista acrescenta ainda o país passa por um momento econômico denominado “entesouramento”, que é quando as pessoas retêm dinheiro, papel-moeda em mãos. “Isso está acontecendo aqui no Brasil e em outros países também e isso tem pressionando as Casas da Moeda em todo o mundo e também aqui no Brasil”, diz. 

Apesar de colocar mais papel em circulação no território nacional, o Banco Central anunciou que não ampliará a base monetária, fator que, de acordo com Andrade, afasta riscos de impactos negativos. “Não vai ter mais dinheiro circulando na economia”, alerta. A criação desta nova cédula difere da operação de injetar dinheiro na economia, utilizada, sobretudo, para financiar gastos públicos. 

A posição de solidez econômica e controle da inflação no país também é partilhada pelo administrador de empresas Alex Cruz. “Ao invés de lançar duas notas de R$ 100, lança uma única nota com valor de R$ 200. A inflação poderia se dar se começássemos a lançar no mercado dinheiro acima da demanda e da necessidade. Momentaneamente, não vejo essa possibilidade”. 

Cruz pontua, no entanto, há possibilidade de alguma dificuldade no uso efetivo da nota, demanda por troco e um desafio para o comércio, sobretudo para o setor de serviços, que já enfrenta impasses na relação de troca com dinheiro em espécie. 

Um dos principais influenciadores para a “fuga” das cédulas no Brasil é o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 – ou R$ 1.200 no caso de mães solo chefe de família. De acordo com Andrade, a velocidade com que o dinheiro, a cédula, retorna para a dinâmica econômica é proporcionalmente mais lenta se comparada com a velocidade que é distribuída. A renda emergencial foi inicialmente fixada em três parcelas e prorrogada por mais duas devido ao alargamento do período crítico da Covid-19 no Brasil. Mais de 50 milhões de pessoas tiveram o pedido efetivado. 

A decisão pela criação de uma nova cédula foi criticada por alguns especialistas da economia, que atestam ser uma atitude que caminha na contramão do mundo, visto que, mesmo outros países emergentes, têm investido na eliminação de cédulas e priorizado outros tipos de pagamentos. Dentre as argumentações que fundamentam a crítica está a de que investir na produção de cédulas facilita operações ilegais, a exemplo do tráfico de entorpecentes, lavagem de dinheiro e outras ações fraudulentas. 

Andrade, no entanto, pondera a leitura macro da questão e pede um olhar direcionado para a realidade brasileira.


“ A gente precisa entender que a nossa realidade não é a da maioria dos brasileiros. Hoje, 40 milhões de brasileiros não possuem conta bancária. Um levantamento do próprio Banco Central concluiu que a forma de pagamento mais frequente no Brasil é realmente o dinheiro em espécie. 60% das pessoas ainda utilizam o dinheiro em espécie como forma principal de pagamento e 57% como forma de recebimento. Só depois aparecem os cartões de débito ou crédito. Os brasileiros ainda têm uma relação muito forte com o dinheiro, com o papel físico”, destaca. Do BahiaNotícias

Lamentável: Repórter da Rede Globo é demitida ao denunciar assédio de diretor


Em entrevista ao jornalista Leo Dias, do Metrópoles a jornalista Ellen Ferreira da Rede Globo, foi pega de surpresa na sua volta ao trabalho, após recuperar da COVID-19 que havia contraído. Quando chegou para trabalhar, foi levada para a sala de reuniões, onde foi comunicada que estava sendo demitida.

A direção da emissora alegou o que o seu desligamento do Jornal era devido as renovações que a Rede Globo está fazendo. A jornalista ficou indignada e disse que o motivo não seria esse mas sim que um diretor da emissora acusado por ela e por outros vários funcionários, Edison de Castro por diversos motivos, inclusive assédio.

A jornalista Ellen Ferreira disse com toda a sua revolta pela injustiça:

“Edison Castro é um psicopata que já havia passado pelas redações de Goiás, Maranhão e Tocantins. Homofóbico, racista, gordofóbico. Praticava assédio moral e sexual, deixou toda a equipe doente. Uma moça da TV Anhanguera (Goiás) chegou a tentar se matar por causa dele”, afirma Ellen. “Debochava de um repórter que era gay. Chamou o cabelo de uma repórter negra de moita feia”,

A jornalista chegou a fazer tratamento para conviver com o diretor Edison Castro.

“Ele dizia que eu era repugnante, gorda, que me vestia mal. Me ameaçava de demissão constantemente. A fama dele era de o João de Deus da redação. Havia gente que desejava bater nele”,

Parece que no Brasil, várias mulheres que precisam trabalhar ainda sofrem esse tipo de preconceito e assédio de homens que se julgam poderosos, como exemplo temos casos recentes como do famoso João de deus e o  médico Roger Abdelmassih.

A jornalista enviou este relato a Rede Globo:

“Essa mensagem é um desabafo. Apenas um breve relato do que a praça de Roraima tem vivido.  Eu ainda estou de luto em família. Estamos no limite com a situação de coronavírus e estamos trabalhando com muita garra diante de um fade grande, no meu caso de 1h20 minutos.

Com tantas coisas acontecendo, o Edison, chefe de Roraima, ameaça, cria briga entre funcionários, deturpa as coisas e situações e estamos exaustos de tanta pressão psicológica.  Ele repete que vai me demitir (também ameaça a outras pessoas ) e, no meu plantão de sábado passado, repetiu todo tempo que ia me demitir e que minha situação ‘estava complicada ‘. Não sou de faltar, cumpro minhas obrigações, produzo, apresento, faço reportagens, e nunca me vi como agora com pavor e mandando mensagens de ajuda. E me sinto sozinha e oprimida.

Se ouvissem os funcionários, mas não nos ouvem, estamos no limite. Reforço que estamos dando o nosso máximo na cobertura jornalística. Mas viver com medo e sensação de que vamos perder emprego é algo sufocante e ruim.

Ele faz fofocas, intrigas, joga um contra o outro. Estou esgotada.  Quando ele chegou a Roraima, pensávamos que seria uma nova era e estamos frustrados com tanta humilhação. Comigo fez uma fofoca e sou a bola da vez, onde me trata um dia bem, outro não, vira a cara e faz ameaças. Para os chefes maiores, é o cara, lúcido, visionário e persuasivo. Pra nós, meros funcionários, perseguidor e eu estou à base de remédios.

De fato, ele entende de TV. Mas com as pessoas tem criado clima insustentável e não podemos falar, fazer nada, porque somos oprimidos. Ele afirma às pessoas: ‘A empresa tá do meu lado’, e a gente engole seco.  Quando me deu aumento de 500 reais, fiquei feliz demais, mas repetidas vezes jogou na minha cara o aumento e pensei em ir no RH pra voltar meu salário antigo.

Ele reverte tudo. Ele faz uma artimanha de humilhar, bater na pessoa e, no dia seguinte da flores, elogiar. Isso é desgastante. Doentio. É acusado de assédio sexual também, a moça levou pro RH de Manaus, mas acabou desistindo por medo dele. E eu só quero trabalhar em paz, sem pressão e humilhação, assim como os funcionários desta emissora que vivem com medo.

Na quinta feira, durante uma entrevista pela internet, ele que cria situações pra me desestabilizar no JRR1 , mandou eu repetir sobrenome do entrevistado que eu tinha dito certo. Pois ele atrapalhou duas vezes a minha entrevista indo ao estúdio dizer que quem manda é ele.

Eu apresentei por 1h20 querendo chorar. Angustiada e pedindo força pra Deus. Quem vê, não mexe porque ele disse que a empresa está do lado dele. Por fim, pedi ajuda de Manaus, daqui de Roraima e só me sugeriram demissão. E segunda-feira eu terei a resposta. Jamais imaginei enfrentar tudo isso e me sentir só mesmo sabendo que não sou errada e estou sendo assediada mas não tenho voz . Estou em pânico. Não sei mais o que fazer. Obrigada”. Fotojornalísticos

 

Celso Tres: “Parcialidade de Moro é escandalosa. Mais escandaloso apenas se o STF não a reconhecer”


Para o procurador Celso Antônio Tres, 57, a parcialidade de Moro é escandalosa. “Mais escandaloso apenas se o STF não a reconhecer”, disse o gaúcho de Tapejara, “pai” da “lava jato”, que na década de 1990 atuava nas investigações da CC5 do Banestado.

O HC 165.973 está com o ministro desde dezembro de 2018, depois que votaram Luiz Edson Fachin e Carmem Lúcia. Eles foram contra a concessão do HC, mas podem mudar o voto. Gilmar pediu vistas.

Em junho de 2019, depois que estourou o escândalo da “vaza jato”, o ministro disse que devolveria a ação para julgamento e sinalizou que votaria pela parcialidade de Moro. Em seguida, devem votar Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, todos pela 2ª Turma do Supremo.

Porém, em razão da decisão de Gilmar de só reiniciar o julgamento quando as sessões presenciais voltarem, isso poderá ocorrer depois da aposentadoria de Celso de Mello, com a presença de um ministro indicado pelo presidente Jair Bolsonaro e aprovado pelo Senado. O decano completa 75 anos em novembro deste ano.

Sobre o recente “enfrentamento” do consórcio de Curitiba contra as ordens da Procuradoria-Geral da República, Tres lembrou que operações se iniciaram no segundo governo de Fernando Henrique Cardoso (1999-2002), quando a Polícia Federal ganhou mais musculatura.

“Desde lá, são pautas permanentes. Geraram big data de informações. Sempre foram partilhadas pacificamente. A “lava jato” inventou direito autoral de operação. Acho que logo buscarão seus direitos no Ecad. Em suma, o parquet, os dados, apurações, são meus. Que faria de indevido o PGR Aras com os dados? Processaria inocentes? Pode, aí o temor, descobrir o limbo, submundo descortinado pelo Intercept. Pessoas que foram investigadas indevidamente, que nunca foram processadas. Que digam eles, objetivamente, no que Aras impede que investiguem ou denunciem.”

Leia abaixo os principais trechos da entrevista de Tres à ConJur, feita por telefone e e-mail.

ConJur — Sergio Moro atribuiu-se a prevenção da “lava jato” porque foi juiz da delação de Alberto Youssef no caso Banestado. A autodenominada “força-tarefa” inicia-se com a investigação da família do deputado José Janene (1955-2010), e Moro vincula esse inquérito à sua vara, pois quem estaria lavando o dinheiro da família seria o “primo” [Alberto Youssef]. E, segundo o então consórcio recém-formado, descumprindo o acordo, cujo processo já havia sido arquivado. Existe prevenção de caso encerrado?
Celso Antônio Tres — Paraná não é sede da Petrobras, tampouco de qualquer de suas unidades que teve desvios. Igualmente jamais foi o locus delicti da corrupção, hegemonicamente urdida em Brasília, onde agentes políticos têm domicílio funcional. Em 2016, a ConJur já atestava que no espectro de mil mandados judiciais [busca domiciliar, prisão, condução coercitiva], ínfimos 3% foram cumpridos naquele estado, provando que lá nada acontecera. O ex-procurador-Geral da República Rodrigo Janot, em seu livro “Nada menos que tudo”, diz que o procurador natural da “lava jato” seria Pedro Soares, não sabendo porque declinou a Deltan Dallagnol.

Declinação não pode ser por reles ato de vontade. Há de haver causa de impedimento ou suspeição. Na realidade, a “lava jato” em Curitiba procedeu tal qual têm agido os americanos com seu Foreign Corrupt Practices Act — FCPA, consoante também explicada pela ConJur, em reportagem mês passado. Ou seja, foro universal, processando quem bem entendem.

Basta ver o introito das sentenças, exaustivo exercício de conexão a justificar a competência. Um acordo de [Alberto] Youssef, a pedido do Ministério Público do Paraná, foi anulado pela Justiça Estadual. Eis que ele voltara delinquir. Tudo, porém, foi avalizado a reboque do tsunami pela derrubada do governo Dilma, tendo ápice na divulgação por Moro da fala entre a presidente e Lula, clandestinamente interceptada, sabido estopim do impeachment, incendiando o país à decapitação da chefe do Executivo.

Aliás, Moro, não por coincidência, também está no epicentro de espúria divulgação da reunião ministerial de Bolsonaro por Celso de Mello [em 22 de abril último], igualmente tendo por única função derrubar o governo, inútil à investigação, trazendo brutais prejuízos ao país, algo que nunca seria feito em outra nação.

ConJur — Qual a chance do Supremo declarar a suspeição de Moro na condenação do ex-presidente Lula?
Tres
 — Rogo vênia para indicar um artigo da Conjur, do juiz e professor Carlos Alberto Garcete, abordando o código de ética dos juízes norte-americanos. Igualmente abordado pela Conjur, escrito de Antonio Vieira, professor em Salvador: “Como a justiça dos EUA tratou casos de troca de mensagens entre juízes e promotores, durante julgamentos criminais”. A imparcialidade não se deduz se da seara subjetiva, dolo ou não do julgador. Tampouco é presumida. É ônus estético da autoridade, conduta objetiva, ostensiva, pois é dela que emana a confiança da sociedade na Justiça.

Isso vale, inclusive, para o Ministério Público. Parte sim, porém necessariamente imparcial, pois na acusação deve estar movido, não por alvos, consoante confessa dos chavões das operações, sim pelo encalço, sempre balizado pelo devido processo legal, de esclarecer autoria do fato criminoso. Diz o Conselho da Europa, órgão de 1949, reunindo os ministros dos Estados, recomendação 19/2000, sobre atuação do Ministério Público: “O MP deve ser objetivo e justo durante o o julgamento. Deve, em particular, zelar para que o tribunal disponha de todos os elementos de fato e de direito necessários a uma boa administração da justiça”. Portanto, o problema central não é espetacularizar denúncia com PowerPoint. Veja que até hoje, embrenhado e assumido como ator político, Sergio Moro exibe desabrida catilinária contra Lula. Olvida que foi o juiz dele, agora apenas expressando a repulsa que sempre cultivou pelo réu, causa confessa de suspeição. A parcialidade de Moro é escandalosa. Mais escandaloso apenas se o STF não a reconhecer.

ConJur — Até quando pode durar a “lava jato” como o país a conheceu até 2018?
Tres — Confessa o big boss da “lava jato”, Rodrigo Janot, no livro “Nada Menos que Tudo” (página 41), que o Aras [procurador Vladimir] se lembrou, então, de um diálogo que teve com com um procurador  menos incensado que Dallagnol, mas, certamente, o principal estrategista da força-tarefa no Paraná. “Segundo ele, disse que a intenção da força-tarefa era “horizontalizar para chegar logo lá na frente”, e não “verticalizar” as investigações, e que, por isso, teríamos dificuldade em fundamentar os pedidos de inquérito. O que seria horizontalizar para chegar logo lá na frente”? Não entendi direito o conceito. Creio que meus colegas também não. Só depois de muito tempo, quando vi Sergio Moro viajando ao Rio de Janeiro para aceitar o convite para ser o ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, é que me veio de novo à cabeça aquela expressão”.

Então, já cumprido o desiderato da “lava Jato”? Não. Eis que, uma vez mais capitaneado por Moro, agora a bola da vez é o próprio Bolsonaro, a quem se busca destronar, reprisando a práxis de usurpar a decisão do povo na eleição.

Na Itália, operação “mãos limpas” — que elegeu [Silvio] Berlusconi, homólogo de Bolsonaro —, decantado standard da “lava jato”, condenou cerca de 3 mil acusados. Quantos temos no Brasil? Em seis anos da “lava jato”, se você buscar a média de denúncias criminais de procuradores pelo país que atuam na área criminal, individualmente, eles fizeram — inobstante sem similar performance em palestras, seminários, viagens, eventos, celebridades — mais denúncias que a operação. Óbvio que, na média, sem a complexidade e importância da “lava jato”. Porém, também óbvio que há um batalhão de procuradores, quando há apenas dois juízes federais, titular e substituto. Pergunte a Deltan e cia. se gostariam de integrar força-tarefa à repressão da momentosa e gigantesca fraude no recebimento de auxílio emergencial? Não há interesse. Tal qual não há ibope.

ConJur — O senhor foi o precursor do caso Banestado, embrião do que seria a “lava jato” uma década depois. Porque a segunda obteve o principal objetivo traçado pelo núcleo do consórcio, com a condenação em tempo recorde do ex-presidente Lula, ao contrário do embrião, que teria morrido de inanição em 2003?
Tres — Minha atuação foi em Cascavel (PR). No contexto de efervescentes CPIs dos Precatórios e do Sistema Financeiro, clara leniência do Banco Central na controladoria das contas CC5 [Carta Circular nº 5 do Bacen-1969], destinada a enviar dinheiro a domiciliados no exterior. Obtive na Justiça Federal quebra de sigilo de todas as remessas do país, ocorridas entre janeiro de 1992 a dezembro de 1998, cujo total —  excluídos valores até US$ 150 mil — pertencente a milhares de pessoas físicas e jurídicas, somou US$ 124 bilhões. De per si, envio nada tem de ilícito. Deveria ser apurado a tributação ou não dos valores, bem assim sua origem, podendo ser produto de crime. Assim, pedi à Justiça distribuição da apuração a todo o país, de acordo com o domicílio fiscal dos remetentes. A Receita Federal foi eficaz, tendo muitas autuações. O Ministério Público Federal, não. Tivemos poucas investigações que prosperaram. Muitas figuras exponenciais da República, pródigos no discurso em prol da moralidade pública, figuravam como remetentes de milionárias somas. Portentosos grupos de comunicação tiveram valores de expatriação revisados e rebaixados pelo Banco Central. Presumem-se todas elas legítimas. Passados 20 anos, até assassinato hediondo estaria prescrito. O Banestado era um dos tantos que atuavam nas CC5.

No Paraná, também tivemos a Araucária, instituição sem ativos, expatriando valores bilionários com sendo seus, claramente disfarçando titularidade de terceiros. A força-tarefa CC5, criada pelo PGR Claudio Fonteles em 2003, já com Sergio Moro atuando em Curitiba, com vários procuradores que depois criaram a “lava jato”. Fizeram um bom trabalho, dentro dos limites de então.

Muitos fatos eram anteriores à lei de lavagem de dinheiro. A grande defecção foi não identificar os destinatários dos recursos no exterior, consoante êxito da “lava jato”. Consta que no Banestado de Nova York, conta matriz (beacon hill), teriam de titulares a elite pátria. O PT, assumindo em 2003, porém, nunca fez força para levar a apuração adiante.

ConJur — O senhor já disse que os lavajatistas cometeram “erros capitais” no decorrer de toda a operação: atropelaram o devido processo legal, flexibilizaram medidas, como conduções coercitivas e buscas e apreensões a rodo “para assustar seus alvos” e, “nos contratos de delação premiada, não incluíram nenhuma cláusula que evitasse o desemprego e a quebradeira em massa” de empresas que negociavam com a Petrobras. Além disso, politizaram as operações, “focando na destruição de alguns partidos”.
Tres
 — A “lava jato” é a maior investigação da história. Depois dela, tudo será menor, ibope depreciado. Procuradores celebrizaram sua atuação ad aeternun. Volume e status da elite política e do capital que interage com o Estado, valores desviados — parte recuperados — , repercussão no centro do poder, definindo impeachment e eleição de presidentes, são inigualáveis.

Todavia, no seu épico transcurso, padeceu de três graves desvios: a) econômico; b) político; c) devido processo legal. Sabido que a diferença entre o remédio — repressão à corrupção — e o veneno — destruição do bem público, empresas, empregos, democracia — pode estar na dosagem (modus operandi da investigação). Portanto, a questão não é investigar ou não, mas a maneira de fazê-la. Não pode ser operação de Pirro [rei Pirro do Epiro, após guerra contra os romanos na qual teve pesadas perdas (280 a.C.), respondeu a quem o louvava pelo sucesso: “mais uma vitória dessa e estaremos completamente arruinados”].

Precioso standard de modus operandi, autêntica aula magna, foi o mensalão. Aparato investigatório insignificante, PGR Antonio Fernando, breve temporis, sem danos colaterais, produziu imputação na Suprema Corte.

Já a operação carne fraca foi desastroso exemplo oposto. Apunhalou a exportação da proteína brasileira, raro segmento que somos potência mundial, dizimando milhares de empregos. Bastava investigar os ínfimos desvios sem estardalhaço, em suma, sem operação. Aliás, para que operação? O jornalista Alberto Dines dizia que o impeachment de Collor, quando a imprensa foi protagonista de várias revelações, contaminou a mídia brasileira, no sentido de conceituar jornalismo competente aquele que derruba governo, ou seja, aquele que desfaz o que o povo fez quando elegeu a autoridade. Esse vício contaminou o Ministério Público brasileiro. Atacar e derrubar político virou láurea.

Soma-se a isso à demofobia que permeia o estamento judiciário nacional. Entendem que o povo é inepto, escolhe erroneamente seus representantes, devendo, portanto, ser tutelado. Não é contra PT, PSDB, PMDB, PP. É contra a política. Nisso, a distopia de Deltan quando projetou monumento à “lava jato”, consoante revelou o The Intercept Brasil”, simbolizando coluna da política tombada pela da Justiça, a qual, depois da batalha, remanescia triunfantemente ereta.

Veja trecho da mensagem do PGR Janot dirigida a todos os membros do MPF quando ele encerrou seu mandato: O Brasil é nosso! Precisamos acreditar nessa ideia e trabalhar incessantemente para retomar os rumos deste país, colocando-o a serviço de todos os brasileiros, e não apenas da parcela de larápios egoístas e escroques ousados que, infelizmente, ainda ocupam vistosos cargos em nossa República”.

CNJ e CNMP têm pesquisas a respeito do perfil dos agentes da Justiça. É uma elite branca na nação recordista mundial da desigualdade. Concursados nas disputas mais acirradas da nação, capazes, na média muito bom nível de probidade e dedicação. Mas elite branca, com honrosas exceções. Cada pessoa enxerga o mundo das frestas de sua biografia.

Acusar e julgar exige empatia, alteridade com o imputado e a vítima. Isso não está nos livros. Está na vida. Bem diz Lula: “todos falam da fome; eu passei fome; quem entende melhor de fome? Rodrigo Janot e Deltan Dallagnol são elite branca. Não têm a menor ideia do quanto relevante ter emprego, carteira assinada, mesmo que por indigno salário. Por isso, sequer cogitaram de proceder delações, acordos tendo por prioridade máxima o seguimento da atividade econômica, manutenção dos investimentos e empregos. Espoliando a Petrobras, vítima da delinquência, foram colaboracionistas para que os americanos crucificassem a estatal. Pior. Ainda inventaram fundação para propagandear contra a corrupção. A ConJur já repercutiu vários estudos de gabaritados economistas, todos atestado o colossal desastre econômico provocado pela “lava jato”.

Os valores recuperados são insignificantes em face dos prejuízos. Exemplo aqui gaúcho, Porto de Rio Grande, dezenas de milhares de empregos foram ceifados porque exportaram a construção das plataformas da Petrobras à China. Igualmente, nada sabem de política, necessidade que o povo busca, realidade de uma campanha eleitoral. Exemplo típico é que criaram o inexistente delito de caixa 2 eleitoral. Os próprios, na proposta das dez medidas contra corrupção, criminalizavam a prática, atestando sua atipicidade.

Enfiaram na falsidade (artigo 350 do Código Eleitoral). Lei quando sequer existir prestação de contas. Sabido que falso existe apenas quando, de per si, o ato tem valor jurídico. Exemplo, atestado de domicílio eleitoral, valor em si relevante aos processo eleitoral. Levado ao cabo, todas as prestações de contas têm falsidade. Simples, espontânea e irrelevante entrega de santinho por simpatizante a eleitores é auxílio, caixa 2 não declarado.

O jurista argentino Sebastián Soler diz que tipo penal deve apontar não apenas o que é crime, mas também o que não é delito.

Quando toda conduta vira crime, é porque não há delito. Pior. Inventaram o caixa 2 e depois promoveram patética cruzada contra o STF porque ele disse o óbvio, sabido desde sempre, qual seja, sendo a Justiça Eleitoral de natureza especial, ela prevalece sobre a Justiça Comum.

ConJur — Qual a avaliação do senhor sobre o projeto de centralização das investigações anticorrupção na Procuradoria-Geral da República?
Tres — 
Pior que unificada, as forças-tarefas sempre foram personalizadas. Regra geral, amigos do procurador natural. Extremamente competentes, mas amigos. Curiosa a hipocrisia do discurso republicano. Moro teve um chilique porque Bolsonaro pretendia amigo da família na direção da Polícia Federal. Quem Moro levou para o Ministério da Justiça? Encheu, lotou, incluindo cargos sem qualquer afinidade, de delegados da Polícia Federal, seus amigos em Curitiba.

ConJur — Existe razões para tanto barulho dos procuradores de Curitiba diante da ação do comando em Brasília?
Tres — 
Óbvio que não. Operações iniciaram nos segundo governo de FHC, quando a Polícia Federal alçou estruturação. Desde lá, são pauta permanente. Geraram big data de informações. Sempre foram partilhadas pacificamente. A “lava jato” inventou direito autoral de operação. Acho que logo buscarão seus direitos no Ecad. Em suma, o parquet, os dados, apurações, são meus. Que faria de indevido o PGR Aras com os dados? Processaria inocentes? Pode, aí o temor, descobrir o limbo, submundo descortinado pelo Intercept, pessoas que foram investigadas indevidamente, pessoas que nunca foram processadas e assim por diante. Que digam eles, objetivamente, no que Aras impede que investiguem ou denunciem.

Augusto Aras, amplamente aprovado no Senado por todas as forças políticas e que é uma figura altamente respeitável, quer apenas uma coisa da força-tarefa da “lava jato”: prestação de contas. Apenas isso. Conformidade e controle.

ConJur —  Há falta de humildade, autocrítica, que diaboliza membros do STF que não atendem os anseios de integrantes da autodenominada “força-tarefa”?
Tres — A “lava jato” pretendeu fazer a lei (10 medidas contra a corrupção), investigar, acusar, condenar — conluio com Moro revelado pelo Intercept — e tutelar todas as instâncias do Judiciário. Alguém precisa avisar a operação do anacronismo. Isso realmente podia, mas antes de Montesquieu, no absolutismo do rei Luís 14, “o estado sou eu”. Aliás, de Montesquieu, preciosa lição à “lava jato”: “até a virtude precisa de limites”. Veja o momentoso caso da crítica de Deltan a Toffoli, em razão da cassação da busca e apreensão no gabinete do senador José Serra. Fato é de 2014, delito de per si ínfimo, caixa 2 eleitoral, determinada devassa indiscriminada de crasso e clássico desvio de finalidade: a) não se quebra sigilo para desvendar delito prenunciado em provas; quebra-se para, a esmo caçar, encontrar algum delito, prova fortuita preordenada; b) procede-se assim à desmoralização do Poder Legislativo; vencidos seis anos do fato, Estado-Acusação, até então incompetente e relapso em produzir imputação por delito anão, decide ostentar serviço.

ConJur — Como o senhor avalia o que restou do projeto anticrime tão propagandeado por Moro e os amigos de Curitiba, sancionado por Bolsonaro na véspera do Natal do ano passado?
Tres — 
Moro e “lava jato” sempre crucificaram a legislação vigente em praça pública. A lei sempre padece em silêncio em face de seus hermeneutas tendenciosos e demagogos. Não foi com a lei vigente que a “lava jato” procedeu suas façanhas? Então, como será ela tão ruim. Pacote anticrime tinha aspectos positivos. Alguns hediondos, a exemplo da exculpação da polícia em atentados contra vida, que Moro inseriu a pedido de Bolsonaro. No geral, bom resultado, especialmente na parte rejeitada.

ConJur —  O senhor já disse que delator é assistente da acusação remunerado pelo Estado mediante a moeda da impunidade. Como aperfeiçoar esse instrumento?
Tres — 
O STF errou gravemente quando conferiu ao Ministério Público poder absoluto em negociar a delação, ou seja, podendo ele exculpar qualquer delito, obtenha provas consistentes ou não contra outrem, seja qual for o crime desvendado, menos ou mais grave, bem assim a relevância da participação do seu autor. Isso é um poder de fazer e desfazer da lei que nenhum outro Poder, sequer o STF, goza.

Evidente que no conceito de legalidade da delação sempre esteve contido seu sentido lato, da proporcionalidade (delinquente/delito exculpado & delito/delinquente imputado), eficácia (prova condenatória produzida pelo delator), vedação à proteção insuficiente (delação não pode isentar lesão a bem jurídico relevante) e assim por diante. Tudo isso deve ser avaliado pelo juiz. Está no STF o caso do Paraná, onde o Ministério Público isentou de estupro contra menor à obtenção de prova contra corrupção. Com a recente mudança da legislação, inserida a adequação, o panorama deverá mudar.

Fonte deste conteúdo DCM.

Conversa afiada e Nocaute: o fim e a falta de dois grandes sites


A comunicação tem duas vertentes principais: Tem a que serve aos chefes que também têm seus chefes, no caso, hoje, a TV  aberta brasileira que serve ao governo, inclusive até demitem alguns funcionários “rebeldes” que aqui acolá dá uma pancadinha de leve no presidente da república, que já pede a cabeça de tal jornalista, como aconteceu com Paulo Henrique Amorim que antes de morrer repentinamente teria sido demitido da Record.
Também tem àqueles que preferem levar uma vida fazendo um jornalismo verdadeiro e independente, mas, esses, muitas vezes têm que “tirar leite de pedra” pra sobreviver, só que quando a pedra deixa de dar leite, ele, talvez com muita tristeza, é obrigado a tirar do ar, como aconteceu com estes dois gigantes. Parabéns para ambos! Melhor assim que jogar seus diplomas no lixo divulgando fake news.   Até aqui Café com Leite, que aliás,  também enfrenta as suas dificuldades e que se for preciso fecha, para não ter que se prostituir servindo a quem não merece. A imprensa foi criada para servir ao povo e não se servir do do povo, sobretudo dos de menos conhecimentos.
Por Moisés MendesNocaute e Conversa Afiada

Duas perdas para o jornalismo de combate nesses tempos em que as trincheiras de esquerda são desafiadas a sobreviver em ambientes infectados pelas fake news, pelo ódio e pelas difamações da extrema direita.

Ontem, o jornalista Fernando Morais anunciou o encerramento do seu blog Nocaute, mantido desde outubro de 2016. E hoje ficamos sabendo do fim do Conversa Afiada:

Morais escreveu:

“O dinheiro era pouco e se acabou. Conseguimos sobreviver mais de três anos, sempre com a corda no pescoço. Temos repetido aqui o bordão de que tempos perigosos exigem jornalismo corajoso. Mas fazer jornalismo e corajoso e independente tem um custo”.

Hoje, a equipe do Conversa Afiada anunciou o fim do blog criado por Paulo Henrique Amorim em 2003. O texto que informa sobre a extinção da página admite que, sem o jornalista, o time se fragilizou.

“Em 2019, com a morte de Paulo Henrique Amorim, esta equipe não se permitiu abaixar as bandeiras e abdicar de seu dever perante a democracia. Continuou a defender, dia após dia, os princípios que nortearam o Conversa Afiada desde a sua criação. Os últimos meses, entretanto, foram um desafio duplamente extenuante: além das dificuldades inerentes à luta pela construção de uma imprensa independente e progressista, a equipe teve de lidar 24 horas por dia, 7 dias por semana com o peso de uma ausência irreparável – porque, afinal de contas, há sim pessoas insubstituíveis”.

Desaparecem os espaços virtuais criados por dois dos maiores jornalistas brasileiros.

É do jogo e mais ainda em uma guerra. Parte do jornalismo com perfil assumidamente militante está sendo derrotada pela incapacidade de sobreviver apenas com as contribuições dos leitores e os anúncios que pagam migalhas.

O mundo virtual ainda é Marte para o jornalismo de pequenos times, muitas vezes apegado às referências românticas das redações analógicas.

Conversa Afiada e Nocaute duraram o tempo que foi possível, como os nanicos da época da ditadura (alguns duravam apenas alguns meses). Mas os sobreviventes vão em frente, alguns mais fortes do que antes do golpe de 2016.

Eu sobrevivo com essa turma, mantendo este blog e escrevendo para os jornais Extra Classe, Brasil 247 e DCM. Enquanto houver um leitor, um só, haverá quem escreva pra ele.

Fonte desta matéria, DCM.

AO VIVO: Juristas lançam livro que explica como a Lava Jato violentou o direito e a democracia


Juristas renomados do Brasil se uniram para preparar um livro que acaba de ser lançado, onde o leitor vai poder entender melhor sobre tudo que aconteceu com a Lava Jato e o que essa “farsa” representou ao Brasil, inclusive sendo responsável por quase 100 mil mortes de brasileiros com a covid19. O que tem a ver? Claro que tem! Foi devido a implantação da Lava Jato que o atual presidente foi eleito e ao se deparar com a chegada do vírus no seu país, nem só ignorou como também debochou da situação e nessa brincadeira de mal gosto, quase 100 mil vidas se foram.

Seja paciente e se informe melhor ouvindo os relatos destes juízes e jornalistas de maiores gabaritos deste país, como Luiz Nascif e muitos outros, e o próprio Joaquim de Carvalho que tem realizado grande trabalho com o Site DCM, que aliás, foi quem publicou essa matéria em vídeo, que você irá assistir a seguir, pois o Café com leite Notícias está retransmitindo para os seus leitores.