Prefeito maranhense constrói a primeira faculdade do Brasil feita com recursos próprios do município


A enorme obra custou aos cofres do município aproximadamente 6 milhões de reais

Motivo de orgulho para todos os maranhenses e para o Brasil sem duvidas é a construção de uma das maiores faculdades do Brasil construída por um prefeito maranhense, usando recursos próprios do município, obtidos através dos impostos municipais e doada ao Governo do Estado do Maranhão.

O enorme prédio de 15 salas de aula amplas, auditório, biblioteca, bloco administrativo, praça de alimentação, estacionamento, dentre outros custou aproximadamente 6 milhões de reais e foi construído pela Prefeitura Municipal de Estreito e doado ao Governo do Maranhão para sediar o campus da Universidade Estadual da Região Tocantina (UemaSul) em Estreito.

A doação do prédio a UemaSul aconteceu em sessão ordinária na Câmara Municipal de Estreito, em março deste ano. Por unanimidade, os vereadores aprovaram o ato do prefeito.

O prefeito de Estreito, Cícero Neco, falou das dificuldades e da emoção em entregar um dos maiores marcos de sua gestão. Segundo ele, a obra foi construída aos poucos devido as dificuldades financeiras.

“Quando falei que iria construir uma faculdade com recursos do nosso município fui chamado de louco, ninguém acreditou, acharam que seria apenas mais uma promessa de campanha. Hoje entregamos ao Governo do Maranhão, este belíssimo prédio, construído aos poucos, com 20, 30, 50 mil por mês. Estou muito feliz em poder ver os filhos de Estreito e região, que antes não tinham oportunidade de cursar um curso superior e agora poderão”, comentou.

A entrega do prédio onde o novo campus da UemaSul irá funcionar aconteceu nesta sexta-feira (10). A entrega integrou as comemorações dos 37 anos da cidade e teve a participação do vice-governador do estado, Carlos Brandão, além de diversas outras autoridades.

O vice-governador Carlos Brandão representou o governador Flávio Dino na solenidade e falou dos investimentos em educação. “A prefeitura entrega um prédio belíssimo no valor de R$ 6 milhões e o Governo do Estado assume todas as despesas. Num momento em que no Brasil estão cortando verbas públicas, nós estamos ampliando, um exemplo para mostrar que a educação é a única maneira das pessoas progredirem na vida. Essa ação de doação de uma obra do Município para o Estado é a primeira vez ao longo dos seus mais de 40 anos na vida pública que acontece no Brasil ”, comentou.

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Mulher empurra idoso de 74 anos de ônibus nos EUA


Polícia de Las Vegas divulgou vídeo que mostra uma mulher empurrando um homem de 74 anos para fora de um ônibus. Testemunhas dizem que antes o idoso pediu a ela para ser “gentil” com os outros passageiros. Vítima morreu um mês depois

Cadesha Bishop Mulher empurra idoso ônibus EUA
Cadesha Bishop empurra idoso do ônibus (Imagem: Captura de tela)

A polícia de Las Vegas divulgou um vídeo de câmera de segurança que mostra uma mulher empurrando um homem de 74 anos para fora de um ônibus. Testemunhas dizem que antes o idoso pediu a ela para ser “gentil” com os outros passageiros.

O ônibus estava parado quando ela o empurrou para fora, mas o vídeo mostra Serge Fournier caindo de cara na calçada. A agressão ocorreu em 21 de março e ele morreu em 23 de abril.

O instituto médico legal do Condado de Clarkconsidera que a morte de Fournier foi um homicídio resultante dos ferimentos que sofreu.

As autoridades prenderam Cadesha Michelle Bishop, de 25 anos, em 6 de maio. Ela é acusada de homicídio e permanece presa até a realização de uma audiência preliminar, marcada para 21 de maio.

O advogado Charles Cano, que representa Bishop, não respondeu imediatamente à demanda da Associated Press.

Os investigadores ainda buscam testemunhas do incidente de 21 de março.

Assista ao vídeo:

Associated Press

Barragem em Barão de Cocais pode se romper a partir de domingo


À Vale, o Ministério Público de Minas Gerais recomendou que seja tomada uma série de medidas para alertar a população sobre os riscos

[Barragem em Barão de Cocais pode se romper a partir de domingo]
Foto : Reprodução/TV Globo

Por Juliana Rodrigues

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) recomendou à mineradora Vale que a empresa adote “imediatamente” uma série de medidas para alertar a população de Barão de Cocais (MG) sobre os riscos de rompimento da barragem de mineração Sul Superior, da Mina de Gongo Soco. Segundo a Vale, uma deformação poderá fazer com que a estrutura se rompa entre este domingo (19) e o próximo sábado (25). A barragem entrou em alerta máximo no último mês de março.

Em nota divulgada ontem (16), o MPMG afirma que a Vale deve comunicar “por meio de carros de som, jornais e rádios, informações claras, completas e verídicas” sobre a condição estrutural da barragem. O Ministério Público quer que moradores e pessoas que estejam transitoriamente na cidade, no sudeste de Minas Gerais, saibam dos “potenciais danos e impactos de eventual rompimento”.

Além disso, a empresa deve fornecer “total apoio logístico, psicológico, médico, bem como insumos, alimentação, medicação, transporte e tudo que for necessário” às pessoas eventualmente atingidas.

Segundo a Vale, não há elementos técnicos para afirmar que o rompimento realmente acontecerá, mas um simulado de evacuação será realizado amanhã (18), em Barão de Cocais, às 15h.

 

Povo foi às ruas e ajudou a mudar a História


Por Paulo Moreira Leite para o Jornalistas pela Democracia – Num dia que será lembrado por muitos anos, o 15 de maio de 2019 marca uma mobilização que modificou o curso político do país, estabelecendo novas bases para a luta dos estudantes, trabalhadores e da maioria da população.  Três anos depois do golpe parlamentar que arrancou Dilma do Planalto, treze meses depois da prisão que retirou Lula de uma  campanha presidencial na qual era um candidato imbatível, o dia 15 começou a modificar a relação de forças estabelecida desde então.

As estimativas sobre o total de pessoas que foram às ruas para defender o ensino público e o direito da juventude a um futuro podem variar, mas o significado político é imenso, cristalino.

Organizada em 200 cidades brasileiras, através de uma mobilização gigantesca a juventude estudantil, os professores e demais trabalhadores na educação afirmaram a vontade de derrotar a máquina de produzir misérias e dizer besteiras do governo Jair Bolsonaro e do ministro Abraham Weintraub, discípulos aplicados do guru pornógrafo, condecorado com a Ordem do Rio Branco em grau máximo.

Assistimos, ontem, ao primeiro lance de um processo mais amplo. Em 14 de junho, a luta aberta pelo protesto irá se elevar a um novo patamar, na organização de uma greve geral contra a entrega da Previdência Social aos cassinos do capital financeiro internacional. Não há dúvida de que, após a bem-sucedida mobilização contra a destruição de nosso sistema público de educação, a defesa da Previdência ganhará fôlego e impulso.

Seis meses depois de uma derrota eleitoral alimentada por práticas escandalosas e manobras subterrâneas, o 15 de maio unificou e deu rumo às forças que compreendem a necessidade de enfrentar e derrotar todo esforço de Bolsonaro para transformar o Brasil numa nação subalterna, endereço de mão-de-obra barata e inculta à disposição do capitalismo internacional.

Não custa lembrar que o país encontra-se  sob o governo de um bloco político empenhado no ataque às liberdades e direitos assegurados pela Constituição,  na entrega das riquezas nacionais aos interesses da Casa Branca de Donald Trump.

Bolsonaro e seu guru-pornógrafo trabalham e vão seguir trabalhando noite e dia para submeter a oitava economia do mundo ao que há de mais retrógrado e autoritário no capitalismo do século XXI.

Cortam recursos para a educação pública e para a saúde, bloqueiam investimentos que poderiam retirar o país de um atoleiro de desemprego, do atraso social e da dependência externa. Prioritariamente, sonham com a destruição de uma Previdência que é nosso embrião de estado de bem-estar social, para entregar o projeto de uma velhice digna aos espertalhões do capitalismo mundial.

No plano internacional, tentam consolidar o Brasil  como  uma nação submissa, transformando as Forças Armadas  em polícia regional, ocupada massacrar iniciativas rebeldes das regiões pobres e desiguais da América do Latina.

Passados apenas quatro meses depois da posse no Planalto, prazo em que governos democráticos ainda saboreiam a chamada lua-de-mel, o 15 de maio representa a hora da verdade do governo Bolsonaro e do guru pornógrafo. A economia afunda, o Congresso se rebela. Agora a rua se coloca de pé.

Escondida pela benevolência do consórcio jurídico-midiático que queria impedir de qualquer maneira a continuidade dos governos Lula-Dilma, sua fraqueza congênita ficou escancarado. Os mais velhos chegam a falar das primeiras passeatas pelas Diretas-Já.

Os ainda mais velhos lembram das marchas de 1968, das campanhas pela Anistia.

A grande certeza, no final do dia de ontem, é que há uma longa jornada de lutas pela frente. A mobilização nas ruas, contudo, serviu para confirmar o ponto político principal principal: Jair Bolsonaro não representa o país — e uma massa cada vez maior de brasileiras e brasileiros se dispõe a ir as ruas para impedir seu trabalho de destruição de um projeto de nação.

Esta é a questão política central que, cada um com seus interesses e horizontes, governo e oposição terão de decifrar daqui para a frente.

Num país sob um governo com traços de ditadura, a rua deixa claro que não abre mão de seus direitos, e sua resistência é a melhor defesa da democracia.

Alguma dúvida?

Soldado homenageia cão-bombeiro Barney com tatuagem: ‘Quando coração transborda, transparece na pele’


Por G1 SC

Tatuagem no braço do soldado Rangel e foto de Barney que inspirou a imagem — Foto: Jean Grassi/Arquivo pessoal/Luciano Rangel/Arquivo pessoal

Tatuagem no braço do soldado Rangel e foto de Barney que inspirou a imagem — Foto: Jean Grassi/Arquivo pessoal/Luciano Rangel/Arquivo pessoal

O soldado Luciano Rangel, que era tutor do cão-bombeiro Barney, fez uma tatuagem no braço esquerdo em homenagem ao companheiro. A imagem, baseada em uma foto, mostra o rosto do cachorro. A tatuagem foi feita na terça-feira (14) em Lages, na Serra catarinense, onde mora o soldado.

O labrador Barney, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, pulou no Rio Urussanga em Içara, no Sul do estado, durante buscas por uma pessoa desaparecida. Após mergulhar, ele não retornou mais à superfície. O acidente ocorreu em 2 de maio. O cachorro atuava em situações de buscas e foi levado a Brumadinho (MG) para ajudar a encontrar vítimas.

“Quando o coração transborda, ele transparece na pele. Primeira sessão em homenagem ao meu parceiro, definitivamente marcado para sempre em minha vida. Meu Barney!”, escreve Rangel ao publicar a imagem em uma rede social.

Contato

O tatuador de Lages Jean Grassi entrou em contato com Rangel depois de saber da morte do cão através de um amigo, que também é bombeiro. “A gente comentou um pouco sobre isso e eu fiquei com aquilo na cabeça”, afirma.

Cão Barney com seu condutor, soldado Rangel — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Cão Barney com seu condutor, soldado Rangel — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Rangel diz que já tinha a ideia da tatuagem relacionada a Barney antes do acidente com o cachorro. “Só que faltava tempo, faltava organização para eu fazer. E aqui um tatuador, Jean Grassi, aqui de Lages me procurou, que ele faria para mim a tatuagem sem custos, de forma voluntária, em gratidão aos serviços que eu e o Barney prestamos à comunidade lageana e serrana”.

A primeira sessão da tatuagem foi feita na manhã de terça. Mais detalhes serão acrescentados à imagem em outra oportunidade.

Mais homenagens

Na quarta (8), Rangel também postou em um rede social uma homenagem ao cachorro. Ele afirma que “Deus levou um pedaço meu, o pedaço mais lindo da minha vida, o pedaço mais amado, o pedaço que tinha mais amor, o pedaço mais guerreiro”.

Cão Barney — Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

Cão Barney — Foto: Corpo de Bombeiros/ Divulgação

Em 6 de maio, foram feitas as últimas homenagens ao cão em São José, na Grande Florianópolis. A despedida ocorreu durante uma cerimôniaaberta ao público, que iniciou por volta das 11h, no bairro Praia Comprida.

Acidente

Após o cão sumir no rio, os bombeiros fizeram buscas pelo corpo. O animal foi encontrado no domingo (5) em um rio de Sangão após quase dois dias de buscas. Barney tinha 2 anos.

O cachorro estava no batalhão em Lages, mas atuava em salvamentos em vários pontos do estado. No dia do acidente fatal, segundo os bombeiros, ele teria mergulhado para apontar o local onde estaria a vítima desparecida, mas não retornou à superfície.

 

Em Barra Da Estiva, desbravadores dão folga aos garis e fazem o trabalho por eles; confira


Foto: Informe Barra

O Clube Desbravadores da igreja Adventista do 7º Dia, resolveu homenagear os garis de Barra da Estiva, dando a eles um dia de folga e realizando os serviços de limpeza da cidade na manhã desta quinta-feira (16). O projeto se iniciou às 04h00 da manhã e contou com a presença do Pastor Edmilson Felipe, o prefeito João de Didi e demais membros da comunidade que apoiaram a causa. Os adeptos desta justa homenagem, saíram as ruas realizando a limpeza, com suas ferramentas próprias, mostrando o valor do profissional da limpeza e de sua importância para a saúde e organização da cidade.

Foto: Informe Barra

Após a realização do trabalho, todos puderam saborear um delicioso café da manhã, com orações e homenagem aos garis.

Faça parte desta valorização você também, separe o lixo da sua casa, papéis, vidros, metais e plásticos, cada qual em seu devido saco de lixo. Isso é chamado de coleta seletiva. Além de facilitar o trabalho dos coletores, você também estará preservando o meio ambiente.

Governo vai alugar carros para Bolsonaro e Mourão por R$ 2,5 milhões


Carros serão usados nas regiões Norte e Centro-Oeste, em viagens e eventos oficiais

[Governo vai alugar carros para Bolsonaro e Mourão por R$ 2,5 milhões]
Foto : Associated Press

Por Juliana Almirante

O governo federal vai empenhar R$ 2,5 milhões para a locação de carros nas regiões Norte e Centro-Oeste, para uso do presidente Jair Bolsonaro e do vice, Hamilton Mourão, em viagens e eventos oficiais.

Segundo edital publicado no site da Secretaria da Presidência, a empresa que vencer a licitação deve fornecer 32 veículos ao governo.

São exigidos dois carros blindados do tipo sedan com quatro portas e com película protetora nos vidros laterais e traseiro.

Conforme o editar, o aluguel resultará “em economia significativa à administração pública em comparação com a manutenção de uma frota própria para atender tal finalidade”. O contrato vai durar um ano.

Sujeito xinga Manuela D’Ávilla em voo e afina quando ela filma e exige retratação. Vídeo


“Todo dia um machão covarde passando uma vergonha diferente”, diz Manuela. Veja o vídeo

 

Manuela no Roda Viva. Foto: Reprodução

Manuela D’Ávilla (PCdoB-RS), ex-deputada federal e candidata à vice-presidência na chapa de Fernando Haddad, reagiu a insultos em um voo, na manhã dessa quarta-feira (15), e passou a filmar o agressor, que negou que a havia xingado: “todo dia um machão covarde passando uma vergonha diferente”, disse Manu.

No vídeo, além de negar que havia xingado Manuela de ‘ladra’, o suposto agressor se recusa a dar o seu nome e RG, assim que se viu ameaçado pela ex-deputada que o filmava e exigia retratação. Revista Fórum.

Mãe de seis adota sete irmãos para não separar a família


Sidneia e os filhos - Odilon da Silva Vieira/Arquivo Pessoal

Sidneia e os filhos – Odilon da Silva Vieira/Arquivo Pessoal

Uma mãe de seis filhos adotou mais sete irmãos para não separar a família. E olha que ela não é rica.

Sidneia da Silva Vieira, de 31 anos, mora com o marido em uma chácara em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo e a família vive com apenas um salário mínimo por mês.

Os filhos do coração são de uma prima distante que ligou pedindo ajuda quando as crianças foram levadas para um abrigo. Mas Sidneia achava que era um só. Ela não sabia que eram sete porque a prima morava longe.

“Quando eu cheguei lá, a mulher do abrigo foi apresentando um por um. E não adiantava pegar uma criança só e separar os irmãos. Eles sabem que são irmãos e isso seria muito ruim”, disse Sidneia ao G1.

A guarda definitiva das crianças chegou em outubro de 2018. A chácara onde vivem foi reorganizada: meninas em um quarto e meninos em outro. Eles têm entre 10 meses e 14 anos.

1 salário mínimo

A única renda fixa da família é o benefício previdenciário do marido Jumauro Antônio Vieira, de 40 anos. Ele recebe um salário mínimo por mês e faz bicos para manter a família de 15 pessoas.

Sidneia esbanja alegria ao contar como faz a matemática da multiplicação em casa.

Na cozinha, o fogão a gás ganhou o reforço de um fogão a lenha feito pelo marido, que comanda as panelas da grande família.

“Panela é grande, aqui é tudo grande”, conta rindo.

“Todo dia são 5 quilos de arroz e um pacote de feijão. De pão a gente gasta uns R$ 10 de manhã. O meu marido que cozinha e sempre está inventando coisa, panqueca, um bolo, um pudim”, continua.

“Antes um botijão dava, mas depois a gente precisava de dois. Agora, o gás fica para assar um bolo, fazer café e esquentar o leite das crianças menores. O restante é na lenha.”

Foto: Emerson Francisco Silva de Carvalho/ Arquivo Pessoal

Foto: Emerson Francisco Silva de Carvalho/ Arquivo Pessoal

Solidariedade

Para encher as panelas, a família conta com a multiplicação da solidariedade que o casal pratica.

“Recebo doação de cesta básica de uma igreja católica, tem uma professora que me ajuda também. Eu não nego não, a gente precisa.”

E o casal ainda tirava o pouco que tem para ajudar o próximo.

Eles mantêm uma associação no bairro onde moram. “A gente entrega comida e brinquedo. Meus filhos sempre participavam das entregas. A gente faz esse trabalho desde 2013.”

Sidneia e Jumauro - Foto: Emerson Francisco Silva de Carvalho/Arquivo Pessoal

Jumauro e Sidneia – Foto: Emerson Francisco Silva de Carvalho/Arquivo Pessoal

Com informações do G1

Todos os estados e o DF têm atos contra bloqueios na educação


Por G1

Manifestações contra cortes de recursos na educação acontecem em todos os estados e no DF

Manifestações contra cortes de recursos na educação acontecem em todos os estados e no DF

Todos os estados e o Distrito Federal registraram, nesta quarta-feira (15), manifestações contra o bloqueio de recursos para a educaçãoanunciado pelo Ministério da Educação (MEC). Pela manhã, houve atos em ao menos 149 cidades. Universidades e escolas também fizeram paralisações após convocação de entidades ligadas a sindicatos, movimentos sociais e estudantis e partidos políticos.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não gostaria de contingenciar verbas, mas que isso é necessário. Ele também declarou que os manifestantes são “uns idiotas úteis, uns imbecis”.

“A maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 x 8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil”, afirmou Bolsonaro nesta quarta, durante visita ao Texas (EUA).

Alunos e professores protestam na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, contra os cortes na educação — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Resumo

  • MEC bloqueou 24,84% dos gastos não obrigatórios dos orçamentos das instituições federais. Essas despesas incluem contas de água, luz e compra de material básico, além de pesquisas
  • As verbas obrigatórias (86,17%), que incluem salários e aposentadorias, não serão afetadas
  • Movimentos estudantis convocaram um dia de greve contra medidas que, segundo eles, podem paralisar as universidades
  • O ministro interino da Economia, Marcelo Guaranys, disse que a arrecadação do governo foi abaixo do esperado e, por isso, foi feito o congelamento temporário de verbas
  • O ministério informou que “está aberto ao diálogo” e que o ministro se reuniu com reitores de federais.

Preços altos de pedágios afugentam viajantes da BR 135: Por Walter Salles


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Quase todo o percurso da estrada de 300 Km, o movimento foi esse em plena segunda feira

 

Café com Leite Notícias: A BR 135 que liga a cidade de Montes Claros, no Norte de Minas, à BR 040, que liga BH à Brasília, está com cinco pedágios recém-instalados, onde o valor para automóvel é de R$ 7,20, bem mais caro que os de outras rodovias, como a Fernão Dias que é de R$ 2,20. A concessionária que ganhou a licitação foi a Eco 135. 

Vale lembrar que essa estrada que tem uma extensão de 300 km, foi toda reformada nos governos Lula e Dilma, que ficou entre as de melhor qualidade no país, que durante esses dois governos foram muitas reconstruídas e construídas no âmbito nacional.

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Os cinco pedágios foram construídos num espaço curto de tempo

 

Só que para a tristeza dos viajantes, principalmente os caminhoneiros, por terem acesso mais constante, bem como por se tratar de máquinas pesadas, faz desembolsar mais dinheiro em cada parada nos pedágios, vai ficando quase que inviável transitar por essa estrada. Com isso, o que se percebe é que muitos caminhoneiros que sempre utilizaram esse trecho, terminaram fugindo para outros caminhos. O que os mesmos alegam, numa rápida conversa na estrada com a nossa reportagem, é que eles vivem regrando até os 12 ou 15 reais do almoço, preferindo “fritar seu pedacinho de carne” no próprio caminhão, e agora aparece esses pedágios quebrando com tudo”. Foi o que disse um motorista se mostrando muito revoltado, tanto com a alta do combustível como os novos pedágios. Mas os prejuízos vão além dos bolsos diretamente do viajante. Com a diminuição do movimento nas estradas, causadas por pedágios e alta dos combustíveis, os donos de restaurantes e pousadas já começam a reclamar da falta de clientes.

Aí na foto dá pra vê como está a estrada, que com a chegada dos pedágios, a alta do diesel e mais a crise pela falta do consumidor, termina atingindo também os produtores de cada segmento, pois sem o consumidor final fazendo parte do quadro da sociedade atuante, quebra a indústria, o transporte e a crise se instala, como de fato já está instalada.

Outro fator que tem intrigado o viajante são as lombadas eletrônicas mal instaladas, as chamadas pegadinhas, que na verdade, não estão ali para evitar acidentes, mas sim para gerar multa,  o que se chama de indústria da multa. Que sejam instaladas as lombadas, quanto mais melhor para evitar acidentes e preservar a vida dos pedestres, porém que sejam visíveis com pisca pisca para serem realmente vistas.

No ponto de vista de grandes economistas e cientistas da economia, o caminho para que o Brasil cresça é com consumo, o que já foi comprovado. Mas com arrecadação de multas ou qualquer coisa que empobreça o brasileiro, também empobrece o país, que é o que está acontecendo.

 

‘Eu não menti’, diz Joana D’Arc Félix após revelação sobre diploma


A gente se empolga e acaba falando demais’, afirma a química, que ganhou visibilidade ao narrar uma história de superação

 

Joana D’Arc Félix de Souza: “O meu legado não será apagado” (FEBRACE/Youtube)

 

Matéria publicada na Veja: Joana D’Arc Félix de Sousa, química brasileira, ganhou visibilidade na imprensa e em palestras como o TEDX por contar uma história de superação: a menina pobre, filha de empregada doméstica com operário de curtume, que entrou na faculdade aos 14 anos e concluiu um pós-doutorado em Harvard. Recentemente, a professora foi questionada sobre o seu currículo.Uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revela que a universidade negou ter emitido certificados que comprovem a formação e alertou para um erro de grafia no papel: estava escrito “oof” em vez de “of”. No suposto diploma, há duas assinaturas. Uma delas é do professor emérito de Química em Harvard Richard Hadley Holm, que, procurado por e-mail, teria dito: “O certificado é falso. Essa não é a minha assinatura, eu não era o chefe de departamento naquela época. Eu nunca ouvi falar da professora Sousa”.

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No currículo Lattes, escrito pela própria pesquisadora, está publicado que ela recebeu bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação (MEC). A Capes também negou a existência do nome de Joana em seu sistema, segundo a publicação.

Há outra revelação na reportagem sobre o histórico da pesquisadora: ela fez a graduação, o mestrado e o doutorado na área de Química na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). No entanto, a data da matrícula na Universidade é de 1983, quando tinha 19 anos, e não aos 14 como informou.

A atriz Taís Araújo, que coproduz um filme sobre a vida da cientista, afirmou estar surpresa com a notícia. Joana falou com VEJA sobre a polêmica:

Qual é a história por trás da imagem do diploma? Não tenho um diploma do pós-doutorado [em Harvard] porque eu voltei antes. Fui lá algumas vezes, mas tive muitas orientações à distância. Quando o jornalista do Estadão veio, no segundo semestre de 2017, ele pegou várias fotos e eu tinha feito uma encenação, em que a gente apresentava vários diplomas. Depois eu vi que ele estava com uma cópia daquilo e eu falei para ele ‘aquilo lá não é válido’, e ficou por isso mesmo, lá em 2017. Também falei recentemente que aquele diploma não era verdadeiro. Ele foi feito para uma encenação.

Com que idade a senhora começou a faculdade? Passei no vestibular aos 14 anos. O que aconteceu foi que eu não consegui ir, não teria condições, então cursei mais tarde. Eu fui no primeiro momento, mas depois voltei. O TED, por exemplo, é uma coisa reduzida. Tem que falar em 17, 20 minutos. Não dá para falar em detalhes.

A senhora teria como provar que passou por Harvard? Sim, eu fiz orientações à distância, tenho a patente dessa pesquisa feita com essas orientações [a professora se comprometeu a enviar os registros].

A senhora mentiu sobre a sua história? Eu não menti. Pode ser que eu não tenha explicado de uma forma correta. Mas eu não menti em nenhum momento.

Na nossa primeira entrevista, a senhora afirmou que concluiu o doutorado [na Unicamp] aos 23 anos. Isso é verdade? Não, isso não procede, não é verdade.

A senhora tem medo de que essa história prejudique a sua carreira? Faço um trabalho muito importante. Tirar um jovem da vulnerabilidade não tem preço. Eu trabalho com vários jovens. Não pode sujar o trabalho que eu realizei. Tenho esse legado, de trabalhar exclusivamente com jovens na vulnerabilidade social. Com a pesquisa e a ciência, eu transformo vidas de pessoas que não tinham perspectiva de futuro. Esse legado não vai ser apagado.

As palestras da senhora são sobre uma trajetória de superação e vitória, em Harvard. Isso não fica em xeque? Eu tive orientações à distância. A gente se empolga e acaba falando demais. Mas fica a lição para nos policiarmos. O legado que eu construí, de reduzir a evasão escolar, de transformação social, de tirar crianças do tráfico de drogas e da prostituição, eu acho que não vai ser apagado.

 

 

 

Fora Bolsonaro é a palavra de ordem em Curitiba; assista


Matéria na íntegra do blog do Esmael.

Milhares de professores, estudantes e trabalhadores marcham pelas ruas centrais esta manhã em Curitiba. A principal palavra de ordem dos manifestantes é Fora Bolsonaro. Acompanhe ao vivo.

O protesto foi convocado contra os cortes de Bolsonaro na educação e contra a reforma da previdência.

A organização estima no mínimo 10 mil pessoas que se concentraram desde as 9h na Praça Santos Andrade (UFPR), mas, durante a passeata, a manifestação ainda pode ser incorpada com novas adesões.

Assista ao vivo via FETEC:

 

 

 

Paralisação da educação impulsionará maior greve geral do país, diz sindicalista


 

Douglas Izzo, da CUT-SP, fala sobre a greve geral da educação contra o corte de verbas do governo federal / (Foto: Reprodução/RBA)

Publicado originalmente no site Brasil de Fato

O dia 15 de maio de 2019 deixará uma marca na história dos setores da educação no país. Essa é a avaliação de Douglas Izzo, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-SP), sobre a greve geral da educação que acontece nesta quarta-feira (15).

A paralisação ocorre em repúdio ao corte de 30% no orçamento discricionário de 2019 para todas as universidades e institutos federais, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) há alguns dias. Segundo Izzo, o grande ato será um “esquenta” para a paralisação geral de todas as categorias convocada para 14 de junho. “Vai ser uma grande arrancada para construirmos a maior greve geral da história desse país e derrotar a proposta de reforma da Previdência do governo”, afirma.

Ele acrescenta que as mobilizações evidenciam a crítica às políticas de Bolsonaro e de sua equipe ministerial. “Uma greve geral no primeiro semestre, ainda nem completando 6 meses de governo, significa que esse governo está caminhando para o lado errado”, considera.

“Significa que a política do governo é uma política equivocada. A democracia é o governo do povo para o povo. Infelizmente, esse governo foi eleito pelo povo mais está fazendo política para atender a parte mais rica da sociedade. A parte da sociedade que detém o poder econômico. A maioria dos brasileiros já percebeu que essas políticas atacam o conjunto da população brasileira, seja nos seus direitos, seja lá na educação, seja nas política públicas”, explicou o dirigente em entrevista para o Brasil de Fato.

Confira entrevista na íntegra:

Brasil de Fato – Frente aos cortes nas universidades e institutos federais, qual a  importância e expectativa para a mobilização deste 15 de maio?

Douglas Izzo – A expectativa é de uma grande paralisação envolvendo trabalhadores em educação do ensino básico, das universidades, envolvendo também estudantes do ensino básico, da universidades paulista e das universidades federais. Teremos um grande ato.

O dia 15 é um dia que foi definido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) como um dia de jornada de luta, um esquenta para a greve geral contra a reforma da Previdência. As manifestações do dia 15 que vão acontecer nos 27 estados brasileiros incorporam o combate aos cortes que o governo Bolsonaro está impondo para o conjunto da educação, desde a educação básica ao ensino superior.

Então, nós temos dois eixos de luta: contra a reforma da Previdência e também contra os cortes impostos pelo governo federal, que vão trazer prejuízos enormes para a educação brasileira. Aos estudantes, aos professores e ao país. Vai ser um momento importante de luta daqueles que defendem a educação pública de qualidade.

É importante frisar que até bem pouco tempo quando nós fizemos a Conferência Nacional da Educação, a luta do conjunto da sociedade brasileira e de educadores, era pelo aumento de 10% do PIB aplicado em educação. Infelizmente, com a eleição desse presidente alinhado com os interesses norte-americanos imperialistas na América do Sul, com a eleição de presidente que faz um governo para os andares de cima,  nós estamos nos entendendo de ataques que tentam retirar direitos dos trabalhadores, que querem  acabar com a universidade pública, que querem acabar com a educação brasileira.

Ataques que querem acabar com a Previdência Social e que tem apresentado para o conjunto da sociedade políticas, que no nosso entendimento, são atrasadas. Como por exemplo, a política apresentada pelo Moro que significa liberar a polícia para assassinar os nossos jovens nas periferias das grandes cidades.

A perspectiva, então, é agitar a organização da greve geral de junho?

Sim. Nós tivemos um grande 1º de maio, que já foi uma alavanca para a greve geral do dia 14 de junho e eu não tenho dúvida que esse 15 de maio vai ser uma data importante para aumentar ainda mais a onda de protestos, de luta e de disputa, inclusive de narrativa com o governo, contra as políticas de processos que atacam a educação, que atacam o direito dos trabalhadores, que atacam a previdência social no Brasil e que entrega, do ponto de vista da política internacional, o patrimônio brasileiro para potências imperialistas e submete aos interesses ditados, em especial, pelos Estados Unidos.

Vai ser uma grande arrancada para construirmos a maior greve geral da história desse país e derrotar a proposta de reforma da Previdência do governo. [Essa reforma] significa acabar com a Previdência pública de regime de repartição e estabelecer uma previdência por capitalização, que vai atender aos interesses dos banqueiros dos banqueiros, os que mais querem aprovar a reforma da Previdência.

O que significa, do ponto de vista histórico, uma greve geral antes mesmo de Bolsonaro completar o primeiro semestre na presidência? A população está percebendo o que está em jogo? 

Significa que a política do governo é uma política equivocada. A democracia é o governo do povo para o povo. Infelizmente, esse governo foi eleito pelo povo mais está fazendo política para atender a parte mais rica da sociedade. A parte da sociedade que detém o poder econômico. A maioria dos brasileiros já percebeu que essas políticas atacam o conjunto da população brasileira, seja nos seus direitos, seja lá na educação, seja nas política públicas.

Uma greve geral no primeiro semestre, ainda nem completando 6 meses de governo, significa que esse governo está caminhando para o lado errado. Está errado na sua política, está errado na forma como trata as entidades sindicais. Está errado no trato com as forças políticas no país. A prova de tudo isso é que é o governo mais mal avaliado… Historicamente nenhum governo na história do país teve uma tão baixa aprovação nos primeiros três meses de governo.

O que há em comum entre os ataques aos sindicatos e o desmonte nas universidades? Há uma tentativa de limar os espaços de pensamento crítico?

Esse governo tenta cercear e fazer o combate à todos os setores críticos, que têm massa crítica na sociedade.  É assim no trato da cultura, com os professores… Um governo que elege o professor como inimigo está fadado ao fracasso. O mesmo acontece com os sindicatos.

Os sindicatos tem o papel na sociedade de defender os direitos fundamentais do conjunto da classe trabalhadora. O que o governo fez ao editar a Medida Provisória (MP) 873 que tenta impedir a cobrança de mensalidade dos trabalhadores, significa uma tentativa de destruir o conjunto do sindicato no Brasil para não ter resistência e aprovar toda essa política de retrocesso, que aponta para a retirada de direitos e para o fim da aposentadoria no Brasil.

Mas, os sindicatos continuam firme, continuam em luta. A unidade das centrais no  1º de maio foi uma bela demonstração de que nós estamos no caminho correto. A unidade dos setores das entidades da educação, que vai construir um grande ato amanhã em todas as capitais brasileiras, é a resposta a esse governo autoritário, antidemocrático, que quer desmontar tudo aquilo que existe de política civilizatória e que nós construímos com muito sangue, suor e lágrimas, lá na Constituição de 1988.

 

Sobre Flávio e Queiroz: o tamanho da devassa só prenuncia o tamanho do desastre. Por Fernando Brito


Publicado originalmente no blog Tijolaço

A quebra do sigilo bancário de quase uma centena de pessoas e empresas ligadas a Flávio Bolsonaro sugere que a investigação iniciada com as movimentações financeiras milionárias de seu amigo e motorista Fabrício Queiroz tem bem mais informações do que as que até agora são de conhecimento público.

Num caso rumoroso como este, é inacreditável que promotores e desembargadores fossem atingir tanta gente com uma devassa deste tipo em contas bancárias apenas por um capricho. Nem é crível, como se aventou nos jornais, que seja uma estratégia para obter delações premiadas de “bagrinhos” do esquema: isso é quase uma sentença de morte numa relação que envolve tanta gente próxima às milícias cariocas.

Os próximos dias vão começar a revelar a teia de negócios obscuros. A quebra dos sigilos é apenas o avistamento do “tsunami” previsto pelo próprio Jair Bolsonaro.

A onda, mesmo, está para chegar. Fonte Plantão Brasil.