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ONU veta Brasil de discursar na cúpula do clima em Nova York


Segundo representante da secretaria-geral da ONU, o Brasil não apresentou nenhum plano para aumentar o compromisso com o clima

O Brasil está fora da lista de países que vão discursar na cúpula do clima da ONU, que acontece na próxima segunda-feira (23) em Nova York. As informações são do blog Ambiência, da Folha de S. Paulo.Ao canal, o enviado especial da secretaria-geral da ONU, Luis Alfonso de Alba, declarou que a ONU pediu aos países que enviassem um plano para aumentar a ambição dos compromissos climáticos e que a seleção foi feita com base nos documentos recebidos. “O Brasil não apresentou nenhum plano para aumentar o compromisso com o clima”, afirmou.

Ao todo, 63 países discursarão na cúpula, que tem o  objetivo de encorajar a ambição dos países, em uma conversa direta com os chefes de Estado. O evento acontece às vésperas da Assembleia-Geral da ONU, que começa na terça (25). Também devem ser vetados do discurso Estados Unidos, Arábia Saudita, Japão, Austrália e Coreia do Sul.

Segundo informações do blog, as contribuições anunciadas pelos países na assinatura do Acordo de Paris, em 2015, não são suficientes para conter o aumento da temperatura média do planeta abaixo de 2ºC e as metas devem ser revistas entre 2020 e 2023. No entanto, acontecimentos de proporção internacional, como o aumento de eventos climáticos extremos e as queimadas na Amazônia, pressionam para um adiantamento da discussão, que já deve começar na COP-25 do Clima, conferência que negociará os últimos detalhes da regulamentação do Acordo de Paris.

A COP-25 acontecerá em dezembro no Chile. O Brasil sediaria a conferência, mas desistiu após um pedido de Bolsonaro, ainda em novembro do ano passado. Na época, a recusa foi recebida pela ONU com preocupação, por sugerir uma diminuição do compromisso do país com as ações climáticas. Com informações: CartaCapital.

 

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Dono da Havan é condenado pelo TSE por ‘propaganda eleitoral irregular’ a favor de Bolsonaro


Justiça determinou que Luciano Hang pague multa de R$ 2 mil, acrescida de juros e correções

[Dono da Havan é condenado pelo TSE por ‘propaganda eleitoral irregular’ a favor de Bolsonaro]
Foto : Reprodução/Twitter

O empresário Luciano Hang, dono da rede varejista Havan, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por ter praticado “propaganda eleitoral irregular” a favor do presidente Jair Bolsonaro (PSL), à época candidato a chefe do Executivo, no ano passado.

No início de outubro do ano passado, Hang gravou um vídeo em uma de suas lojas, falando por meio do sistema de som do estabelecimento a clientes e funcionários. “Todos sabem a minha posição. Eu sou Bolsonaro! Bolsonaro! Quero uma salva de palmas”. Na sequência, pediu a todos que saudassem aquele candidato, em coro: “Bolsonaro! Bolsonaro! Bolsonaro!”, dizia.

Na ação judicial, em que foi determinado o pagamento de multa em R$ 2 mil, acrescida de juros e correções, a defesa do empresário alega que eles estava em “exercício de livre manifestação de pensamento”.

O ministro Sérgio Silveira Banhos, no entanto, explicou que “embora o ato veicule manifestação espontânea do pensamento, particulariza-se pela intenção de persuadir, de forma propositada e sistemática, com fins ideológicos, políticos ou comerciais, as emoções, atitudes, opiniões e ações de públicos-alvo através da transmissão controlada de informação parcial através de canais diretos e de mídia”.Fonte:Metro1.

Chifre cresce em testa de idoso, que precisa fazer cirurgia


Medina
Crédito da Foto: Indian Today

Um homem de 74 anos fez uma cirurgia para retirada de um chifre que nasceu na sua testa na Índia. De acordo com o India Today, Shyam Lal Yadav, morador da vila de Rahli, no distrito de Sagar, convivia com o chifre há alguns anos.

Shyam Lal Yadav disse que a doença começou como um ferimento na cabeça e foi crescendo com o tempo. Segundo o portal indiano, ele tentou cortar sozinho a estrutura, mas não conseguiu e teve de procurar os médicos, que também não sabiam como retirar o chifre.

O indiano removeu o chifre no hospital Bhagyoday Tirth de Sagar, de acordo com as informações divulgadas no último sábado (14/9). Os médicos disseram que Shyam sofria de chifre sebáceo, conhecido popularmente como “chifre do diabo”, que geralmente ocorre nas áreas da pele mais expostas ao sol.

O médico Vishal Gajbhiye informou ao Indian Today que um raio-X mostrou que as raízes do chifre do idoso não eram muito profundas, o que possibilitou a cirurgia. O caso raro será enviado para publicação no International Journal of Surgery, para que a comunidade médica aprenda com o ocorrido.

 

Remanso Bahia: Com depressão e sem receber salário, servidor ameaça cometer suicídio


O escrivão encontra-se em quadro grave de depressão e está sem recursos para comprar os remédios que utiliza no tratamento antidepressivo.

A situação deste cidadão não é boa, pelo que está sendo relatado nesta matéria. Alguém aí de Remanso, se possível, façam algumas doações e procure fazer visitas para este homem. E que o órgão responsável pelo pagamento do salário, agilize.

O escrivão Adilson Carlos Muniz da Silva, lotado na Delegacia Territorial de Andorinha, denuncia que está há 16 dias sem receber o salário. Ele afirma que já entrou em contato com o RH da Polícia Civil e o setor de Recursos Humanos garantiu que o salário do servidor seria depositado em 13 de setembro. A promessa não foi cumprida e o escrivão continua sem recursos para garantir a sobrevivência e comprar os medicamentos que utiliza no tratamento da depressão, ansiedade e síndrome do pânico, além da alimentação, conta de água, luz, pensão alimentícia e demais despesas familiares.

O escrivão foi diagnosticado com depressão e está afastado das atividades laborais por 120 dias, mediante atestado médico emitido por psiquiatra do Centro de Assistência Psicossocial (CAPS) do Governo do Estado. O Servidor afirma que procurou diversas vezes o Departamento Médico da Polícia Civil (Demep) mas, até o momento, não obteve nenhum retorno. “Não tenho dinheiro nem para comprar meus remédios de depressão! Não posso ficar sem meus remédios! Estou muito nervoso e tendo pensamentos suicidas. Preciso receber o meu salário o mais rápido possível para poder dar continuidade ao meu tratamento”, lamenta o escrivão.

O servidor salienta que o quadro psicológico que enfrenta, atualmente, é resultado de diversos assédios que sofreu dos delegados ao longo da trajetória no funcionalismo público nas unidades onde trabalhou. “Estou debilitado agora por causa desses assédios que eu sofria dos delegados. Esses psicopatas! Eles se acham os donos da Polícia Civil! Eu não denunciava, ia levando com a barriga”, denuncia o escrivão.

O Presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpoc), Eustácio Lopes, afirma que o sistema do RH Bahia sempre apresenta diversos problemas. Segundo o sindicalista, cerca de 30 policiais civis não receberam o salário deste mês e destaca que o sindicato já protocolou diversos ofícios cobrando uma solução junto à Saeb, mas não obteve nenhum retorno. “Os policiais que trabalham em regime de Plantão têm direito a receber dois auxílios- alimentação. Entretanto, estão recebendo apenas um auxílio-alimentação. Estão também com problemas no pagamento das horas extras. Pedimos ao RH Bahia que resolva esses casos e corrija os erros que estão diariamente ocorrendo com o sistema”, pontua Eustácio Lopes.

Doações:

Adilson Carlos Muniz da Silva

Agência 0594-0
conta poupança 51.096-3 / Banco do Brasil
Remanso-BA

Ascom Sindpoc

Ficou ruim para Flávio: juízes mantêm operação que deu origem ao caso Queiroz


Não adiantou muito o Flávio limpar as lágrimas de crocodilo com a bandeira brasileira, na tentativa de comover parte da sociedade, se dizendo patriota. Um dia ou outro a corda quebra. E o que está sendo sinalizado é que ela, (a corda), vai quebrar.

 

Reportagem de Ricardo Brandt e Caio Sartori no Estado de S.Paulo informa que a Justiça Federal no Rio, em primeira e segunda instâncias, negou para réus da Operação Furna da Onça a maior parte dos pedidos de extensão da decisão que suspendeu a investigação sobre suspeita de “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa. Operação que deu origem ao caso Queiroz, a Furna apura pagamento de “mensalinho” a integrantes da base aliada dos ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, ambos do MDB. Pelo menos dez parlamentares e ex-parlamentares fluminenses foram presos nos últimos dois anos. Em julho, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, acatou pedido da defesa do filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro e mandou parar investigações em todo País em que houve compartilhamento de dados da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e do Banco Central com o Ministério Público sem prévia autorização judicial.

Segundo a publicação, desde então, pelo menos oito – dos 29 réus da Furna da Onça – pediram a extensão da decisão de Toffoli. Desses oito, cinco tiveram o benefício negado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio – responsável pela Lava Jato no Estado –, e pelo desembargador Paulo Espírito Santo, da 1.ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região. Foi na Furna da Onça que surgiu o relatório do Coaf com movimentações suspeitas do ex-assessor Fabrício Queiroz, que trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia. Revelado pelo Estado, o relatório deu origem, em 2018, a uma investigação do Ministério Público do Rio contra o hoje senador – a principal suspeita é a de prática da chamada “rachadinha”, quando o servidor repassa parte ou totalidade de seu salário para o político que o contratou. As defesas dos réus têm usado o despacho de Toffoli como argumento para trancar seus processos, além de alegarem falhas de procedimento e prolongamento excessivos de prisões cautelares decretadas por Bretas.

O entendimento, no entanto, foi o de que a decisão de Toffoli tem restrições a serem consideradas e não pode ser estendida automaticamente a todos os casos que tenham relatórios de inteligência financeira como os elaborados no caso Queiroz. Um dos pontos em discussão é se o relatório do Coaf detalha movimentações consideradas atípicas e se foi usado para abrir investigação sem autorização judicial. Outra questão é se o caso envolve réu preso provisoriamente. “Não há possibilidade de suspender a persecução com relação a réu que se encontra preso provisoriamente, conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal”, disse o desembargador Espírito Santo. No próximo dia 26, os seis desembargadores da 1.ª e da 2.ª Turmas Especializadas da Corte vão analisar pedidos de suspensão de processos dos deputados Luiz Martins (PDT) e Marcos Abrahão (Avante). Reeleitos, os dois foram presos na Furna da Onça, em novembro de 2018, e não tomaram posse, completa o Estadão. Com informações do DCM.

O agrotóxico que matou 50 milhões de abelhas em Santa Catarina em um só mês


abelhas mortasDireito de imagemGETTY IMAGESImage captionNeste ano foram registradas mortes de abelhas causadas por agrotóxicos em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo

Uma investigação em Santa Catarina revelou que cerca de 50 milhões de abelhas morreram envenenadas por agrotóxicos em janeiro deste ano.

Os testes – pagos com recursos do Ministério Público estadual – mostraram que a principal causa foi o uso do inseticida fipronil, usado em lavouras de soja na região.

A substância foi proibida em países como Vietnã, Uruguai e África do Sul após pesquisas comprovarem que ela é letal para as abelhas.

Santa Catarina é o maior exportador de mel do Brasil e tem 99% de sua produção certificada como orgânica. Os produtores temem que a mortandade gere dúvidas sobre a qualidade do mel catarinense e abale seus negócios.

Ao inspecionar seus apiários, em janeiro, produtores do Planalto Norte catarinense – região onde as florestas nativas vêm perdendo espaço para o eucalipto – encontraram as abelhas dizimadas.

Entre os dias 22 e 31 de janeiro, a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), órgão do governo do Estado, coletou amostras de abelhas mortas nas duas cidades mais afetadas, Major Vieira e Rio Negrinho, e as enviou ao Ministério Público. As amostras também foram mandadas a um laboratório em Piracicaba (SP).

Os exames encontraram três agrotóxicos: o fungicida trifloxistrobina, o inseticida triflumuron, ambos fabricados pela Bayer, e, em maior quantidade, o inseticida fipronil, introduzido no país pela Basf — que deteve a patente do princípio ativo até 2008.

As duas empresas afirmam que seus produtos, se utilizados conforme as orientações, são seguros para o meio ambiente.

A Cidasc não responsabilizou nenhum produtor e considerou que a contaminação foi acidental.

“O impacto desses agrotóxicos é que eles são letais para as abelhas, agem diretamente no sistema nervoso central. As que não morrem durante o voo retornam adoecidas e contaminam toda a colmeia”, explica o agrônomo Rubens Onofre Nodari, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Os três agrotóxicos encontrados no laudo são classificados pelo Ministério da Saúde como classe dois, que significa “altamente tóxico”. A classificação varia de um, “extremamente tóxico”, a quatro, “pouco tóxico”. Apesar disso, o Brasil os libera para uso em lavouras.

 

“O Brasil anda em marcha à ré em comparação ao resto do mundo. Substâncias que provocam mortes em animais e pessoas continuam no mercado. Sem contar que, somente neste ano, de janeiro a agosto, foram liberados 290 novos agrotóxicos. 40% desses venenos são proibidos em outros países”, diz a promotora Greicia Malheiros, que preside o Fórum de Combate aos Agrotóxicos e Transgênicos, órgão integrado por 80 instituições públicas e privadas.

Nos últimos três anos, foram liberados 1.587 agrotóxicos no país. De acordo com a Anvisa, 40% dessas substâncias estão classificadas como extremamente ou altamente tóxicas.

De 1990 até 2016, o consumo nacional de agrotóxicos cresceu em 770%, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), sendo que a área agrícola do país cresceu somente 48%.

Floração da soja

O fipronil é bastante utilizado nas lavouras para matar insetos como o bicudo e costuma ser pulverizado por aviões monomotores, o que é proibido. Ele também é aplicado na terra, antes do plantio, e nas sementes.

Segundo a Cidasc, os venenos foram pulverizados durante o período de floração da soja, quando há uma recomendação para que os produtores utilizem o bom senso e não envenenem as flores, pois haverá visita de polinizadores. Não há proibição ao uso, entretanto.

O professor Nodari, da UFSC, diz que as primeiras abelhas a morrer são as “operárias mais experientes que saem de manhã para vasculhar o território e procurar flores”.

“Quando encontram néctar, elas voltam para a colmeia e com uma dança comunicam a direção e a distância das flores. A flor de soja não é a preferida das abelhas, mas, com o desmatamento e a monocultura, elas têm cada vez menos opções”, disse.

Quase meio bilhão de mortes

Segundo a Repórter Brasil e a Agência Pública, o fipronil e neonicotinoides (inseticidas derivados de nicotina) foram responsáveis pela morte de 400 milhões de abelhas no Rio Grande do Sul, 45 milhões no Mato Grosso do Sul e 7 milhões em São Paulo entre o Natal de 2018 e fevereiro deste ano.

Os laudos foram feitos pelas secretarias de Agricultura dos Estados com apoio de universidades. Os estudos mostraram que 80% das abelhas mortas tinham essas substâncias no organismo.

“A questão pode ser ainda mais preocupante se considerarmos que, nesse cálculo de quase meio bilhão de abelhas mortas no Brasil em um curto período de três meses, as abelhas silvestres sequer entraram na conta”, disse o professor Nodari.

avião agrotóxicoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPulverização de agrotóxicos por aviões pode afetar abelhas que habitem florestas vizinhas às plantações

Sumiço das abelhas

Outro fenômeno que tem preocupado biólogos no Brasil e no exterior é o desaparecimento de abelhas operárias, que deixam para trás a colônia e sua rainha com muitas crias famintas.

O sumiço tem vários nomes populares, como doença de maio, colapso de outono e síndrome do ácaro vampiro.

Nos EUA, pesquisadores o chamam de CCD (Colony Collapse Disorder), uma desordem no sistema de navegação das abelhas provocada por agrotóxicos, que faz com que elas se percam.

Os EUA têm amplas pesquisas sobre o assunto, porque perderam 50% das abelhas em meio século, o que tem relação direta com o fipronil e os neonicotinoides.

No Brasil, o CCD foi registrado pela primeira vez na região de Altinópolis (SP) entre agosto e setembro de 2008. A região tem intensa produção de cana-de-açúcar com uso de neonicotinoides e fipronil.

Mel contaminado

De acordo com a Faasc (Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina), a mortandade atingiu mais de 200 apicultores, cujo mel é quase todo exportado para Alemanha e Estados Unidos. Apenas 10% da produção ficam no Brasil.

O secretário adjunto de Agricultura e Pesca de Santa Catarina, Ricardo Miotto, afirma que o mel contaminado foi jogado fora e representa um percentual pequeno da produção catarinense. “Temos 9,7 mil produtores e 315 mil colmeias em produção. As 50 milhões de abelhas afetadas corresponderiam a 1%”, disse.

O presidente da Faasc, Ênio Cesconetto, afirmou que os produtores têm receio de que esse episódio possa repercutir e cancelar o registro do mel como orgânico, o que afetaria as exportações. Santa Catarina está negociando para exportar mel para o Canadá.

“Não podemos correr o risco de exportar mel contaminado”, disse Cesconetto. Anualmente, são produzidas oito mil toneladas de mel em Santa Catarina.

“Este episódio não afeta o mercado do mel catarinense, que é considerado um dos melhores do mundo, visto que a quantidade não representa impacto na produção estadual, porém expõe a problemática da utilização indiscriminada e feita de forma incorreta de agrotóxicos”, diz Ivanir Cella, chefe da divisão de estudos apícolas da Epagri, vice-presidente da Confederação Brasileira de Apicultura e Meliponicultura e vice-presidente da Federação das Associações de apicultores e meliponicultores de Santa Catarina.

Em 2011, 30% das colmeias de Santa Catarina foram perdidas. Na época, porém, o motivo foi a proliferação de doenças causadas por fungos.

Queda na produção agrícola

Mortes de abelhas, principais polinizadoras da natureza, não afetam somente a cadeia do mel, diz o agrônomo Rubens Onofre Nodari, da UFSC.

“Sem a polinização das abelhas, a produção agrícola sofreria uma redução dramática, num diagnóstico conservador de 30% a 40%, mas há correntes de pesquisadores que falam em 73%, o que poderia gerar, inclusive, guerras por alimentos”, disse.

Ainda não houve pesquisas sobre a redução na produção agrícola de Santa Catarina por causa da mortandade de abelhas. Mas sabe-se que, sem elas, não haveria maçãs — importante cultura da região serrana, responsável pela segunda maior produção do país.

Em Sichuan, na China, as abelhas desapareceram. A polinização é feita por trabalhadores, os “homens-abelhas”. Eles sobem em árvores com uma pena de pássaro cheia de pólen para tocar as flores uma por vez.

O desaparecimento das abelhas na região, ocorrido há cerca de 20 anos, se deveu ao uso excessivo de agrotóxicos do tipo neonicotinoides.

Segundo o projeto Polinizadores do Brasil, 30% do valor anual da produção agrícola no nosso país dependem de polinizadores. Caso o serviço de polinização fosse pago, custaria em torno de US$ 12 bilhões por ano.

aplicação de agrotóxicosDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA partir de 2020, Santa Catarina vai taxar agrotóxicos vendidos no Estado

Fipronil entrou no Brasil em 1994

De acordo com Dayson Castilhos, doutor pelo Departamento de Ciências Animais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido com pesquisa sobre desaparecimento e morte de abelhas no Brasil, o fipronil foi descoberto em 1987 e comercializado a partir de 1993. No Brasil, conforme o Ministério do Meio Ambiente, foi regulamentado em 1994.

“Inicialmente se pretendia que o fipronil fosse mais um herbicida, característica da família dos azóis, mas se mostrou um potente inseticida”, disse o pesquisador.

Castilhou diz que o fipronil causa hiperexcitação neuronal nas abelhas, produzindo descargas elétricas que levam à paralisia e exaustão celular dos insetos.

Ele diz que a substância é altamente tóxica aos insetos em mínimas quantidades. “Processo semelhante ocorre com os neonicotinoides, a nova geração de agrotóxicos sintéticos”, disse.

Diante da comprovação dos malefícios do fipronil, o governo do Estado negocia internamente duas propostas que deverão ser incluídas no plano de gestão até o fim do ano.

A primeira é limitar o uso do fipronil a sementes – o que pode fazer de Santa Catarina o primeiro Estado do Brasil a restringir o uso do produto.

Outra medida seria exigir dos agrônomos que prescrevam uso de fipronil informação sobre a geolocalização das lavouras, para que fique no banco de dados do Estado. Se a plantação estiver próxima a colmeias, será emitido um alerta para que técnicos da Cidasc monitorem as abelhas.

Taxação de agrotóxicos

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, eleito pelo PSL com 71% dos votos, surpreendeu a todos por ir em sentido contrário ao do presidente Jair Bolsonaro e criar uma medida provisória para tributação escalonada de agrotóxicos.

A medida passará a valer em janeiro do ano que vem. Produtos altamente e extremamente tóxicos passarão a ser tributados em 17%, conforme a alíquota do ICMS.

Produtos moderadamente tóxicos terão carga tributária equivalente a 12%. Produtos pouco tóxicos, 7%. Improváveis de causar dano agudo, 4,8%, e bioinsumos terão isenção.

A Tributação Verde, como foi batizada, é inédita no país e pretende incentivar uma agricultura saudável em Santa Catarina.

“A tributação não é ideológica, não serve para agradar direita ou esquerda. É uma questão de segurança alimentar e saúde pública. Não é lógico que o governo incentive, onerando de tributos, produtos que comprovadamente causam danos às pessoas e ao meio ambiente”, disse o governador.

Pesquisas internacionais

Em 2012, o World Conservation Congress lançou a resolução 127, que denunciava os neonicotinoides, o fipronil e outros inseticidas sistêmicos como prováveis causadores do CCD. Em 2013, a União Europeia baniu temporariamente os neonicotinoides clotianidina, imidaclopride e tiametoxam.

Em abril de 2015, a revista Science publicou um estudo da Escola de Saúde pública de Harvard, segundo o qual esses agrotóxicos são absorvidos pelas raízes e folhas e distribuídos por toda a planta, incluindo seu pólen e néctar.

A tese foi reiterada inúmeras vezes. Cientistas da Universidade de Sussex, no Reino Unido, também estudaram efeitos dos pesticidas quando a União Europeia baniu três neonicotinoides. Eles concluíram que, além dos danos às abelhas, esses venenos podem estar ligados ao declínio das borboletas, pássaros, de insetos aquáticos e possivelmente de morcegos.

Ineficiência Brasileira

O rastreamento dos resíduos no solo, na água e no ar é extremamente limitado no Brasil e não há nenhuma informação pública que traga um diagnóstico realista sobre os impactos ambientais causados por inseticidas.

O secretário de Santa Catarina, Ricardo Miotto confirma a falta de informações.

“Não sabemos a quantidade de fipronil necessária para matar as abelhas, se a morte é repentina ou em longo prazo e se afeta mais animais. Não temos pesquisas”, disse.

No entanto, há no Brasil um esforço para o levantamento de dados. Um exemplo é o Bee Alert, a primeira plataforma de identificação por geolocalização das ocorrências de desaparecimento e morte de abelhas.

Os dados coletados são fornecidos por apicultores, meliponicultores e pela comunidade científica, numa atividade colaborativa.

Entre 2014 e 2017 foram monitoradas mortes de 770 milhões de abelhas em 18 Estados brasileiros. Como nem todos os apicultores utilizam a plataforma, a projeção é que tenham morrido um bilhão e meio de abelhas nesse período.

Em parceria com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido, foram coletadas amostras e em 67% dos casos houve envenenamento por agrotóxicos, sendo que, das amostras envenenadas, 92% tinham fipronil do organismo.

Bayer e Basf dizem que produtos são seguros

“A utilização de produtos de proteção de cultivos não prejudicará as abelhas se forem aplicados corretamente e de acordo com as instruções do rótulo”, diz a Bayer.

A empresa também informou que “ensina como o trabalhador rural pode agir quando encontrar uma colmeia na fazenda e como manejá-la a outro ambiente”. A Bayer diz que investe há mais de 25 anos em estudos e projetos que contribuam para a saúde das abelhas, e possui um centro dedicado exclusivamente às pesquisas, o Bee Care Center.

Já a Basf, que deteve a patente do princípio ativo fipronil até 2008, quando perdeu a exclusividade, diz ter um “compromisso com o gerenciamento responsável e ético de todos os seus produtos, desde a descoberta do ingrediente ativo, passando pela distribuição, uso, descarte e reciclagem”.

“O inseticida fipronil é altamente eficiente em baixas dosagens e está registrado em mais de 70 países para o uso em cerca de 100 cultivos, sendo uma ferramenta importante para a agricultura, tratamento de sementes em culturas especializadas e controle de pragas em residências e empresas”.

Segundo a Basf, diversas empresas fabricam e comercializam produtos à base de fipronil. “Se utilizados seguindo as boas práticas agrícolas e as recomendações da Basf na bula, entre elas a não aplicação foliar do inseticida, os produtos aprovados com o ingrediente ativo fipronil são seguros para os seres humanos e meio ambiente, incluindo os polinizadores”. Fonte BBC News Brasil.

 

Viúvo de grávida que morreu a caminho de se casar comove com fala: ‘Serei pai e mãe’


 

No sábado (14), a enfermeira Jéssica Victor Guedes, de 30 anos, passou mal momentos antes de seu casamento. Ela foi levada ao hospital, mas morreu no domingo (15), em decorrência de um AVC causado por um quadro de pré-eclâmpsia, quando a gestante desenvolve hipertensão arterial.

A noiva estava grávida de seis meses e teve que passar por uma cesárea de emergência — a bebê, Sophia, está internada, mas passa bem. Flávio Gonçalves, que esperava a futura esposa no altar, falou um pouco sobre a filha e sobre como ele está se sentindo depois da tragédia.

Marido fala sobre a perda da mulher e sobre a filha

Em entrevista ao SBT, Flávio, que é tenente da Polícia Militar, disse que o sonho de Jéssica era se casar e ser mãe. Eles já estavam juntos há sete anos.

“Eu perguntei o que estava acontecendo e ninguém falava”, contou. “Essa mulher foi guerreira, ela foi um instrumento de vida. Ela deu a vida dela pela minha filha”, completou Flávio.

 

Ele falou sobre os obstáculos que espera enfrentar ao criar a filha sozinho, sem a ajuda de Jéssica: “Vai ser difícil, porque eu vou ser pai e mãe agora. Eu não sei o que é isso”.De fato, o tenente está passando por momentos extremamente delicados: após a perda da noiva, ele ainda tem que cuidar da pequena Sophia, que nasceu prematura e deve ficar internada por alguns meses.

Para ajudá-lo, familiares e amigos criaram uma vaquinha online para que pessoas possam contribuir com os custos do atendimento hospitalar da filha — a diária fica em torno de R$ 6 mil.

Flávio, no entanto, mostrou que é forte e que está disposto a enfrentar todos esses problemas: “Mas eu sei que vou vencer, eu não vou fraquejar”, finalizou.

 

 

 

Fundos que administram R$ 65 trilhões pedem que Brasil proteja Amazônia


ALTAMIRA, PARA, BRAZIL: Aerial image of burning in Altamira, state of Pará.

Um total de 230 fundos de investimentos, que juntos administram US$ 16 trilhões, cerca de R$ 65 trilhões, divulgaram nesta quarta-feira, 18, um comunicado conjunto em que exortam o Brasil a adotar medidas eficazes para proteger a floresta amazônica contra o desmatamento, que explodiu desde o início do governo de Jair Bolsonaro.

“Estamos preocupados com o impacto financeiro que o desmatamento pode ter sobre as empresas investidas, aumentando potencialmente os riscos de reputação, operacionais e regulatórios. Considerando o aumento das taxas de desmatamento e os recentes incêndios na Amazônia, estamos preocupados com o fato de as empresas expostas a desmatamento potencial em suas operações e cadeias de suprimentos brasileiras enfrentarem uma dificuldade crescente para acessar os mercados internacionais”,  diz a nota divulgada nesta quarta-feira (18).

Somados, esses fundos gerem o equivalente a 9,5 vezes do valor do PIB brasileiro de 2018. Entre eles está a gestora britânica Abeerden, que tem participação na BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, e em outras empresas do país.

Em declarações recentes, o governo Jair Bolsonaro (PSL) tem refutado ou minimizado as mudanças climáticas e o desmatamento ilegal, além de rechaçar críticas vindas de países como França e Alemanha.

Morre garota de 10 anos que contraiu ameba que ‘come’ o cérebro


Ameba entrou no corpo da criança quando ela nadava em um lago

A pequena Lily Mae Avant, que enfrentava um tratamento para meningoencefalite amebiana primária, morreu aos 10 anos de idade, no Texas, EUA. A doença é rara – uma ameba ataca o tecido do cérebro humano. O micro-organismo entrou no corpo de Lily quando ela mergulhou para nadar em um lago texano.

“Estamos profundamente entristecidos pela perda de Lily Avant”, diz comunicado da escola da criança, a Valley Mills Elementary, divulgado na segunda-feira (16). Lily era “uma pessoa incrível e amiga de todas”, destaca o comunicado.

Lily tratava a doença há duas semanas. Segundo a CNN, ela foi internada em 8 de setembro e os médicos descobriram após exames que ela estava com a ameba “Naegleria fowlen”.

No Facebook, um grupo mantido por amigos fazia uma corrente por Lily e compartilhava informações sobre a garota. Lá, foi narrado que Lily começou a sentir dores de cabeça cada vez mais fortes. Depois, passou a ter febre constante. Ela passou por exames e foi medicada para uma virose, mas os sintomas continuaram. A garota começou a ter pesadelos e se comportar de maneira diferente.

Depois de uma ressonância magnética foi notado que ela tinha uma infecção no cérebro. Ela começou a ser tratada para uma meningite, viral e bacterina. Novamente sem resultado. Somente depois de uma punção na médula óssea foi percebido que havia uma ameba rara e agressiva no corpo da criança.

“Palavras não podem sequer começar a expressar como foi intensa esta última semana para nossa família. Fomos inundados pelo amor e o apoio de vocês e nos sentimos incrivelmente lisonjeados por quantas vidas foram impactadas por nossa doce e audaciosa Lily Mae”, escreve Wendy Scott, uma das administradoras do grupo na rede social. “Iniciamos esta página para trazer consciência sobre a ameba, em um esforço de prevenir que outras famílias passem por isso”.

Doença altamente mortal
A ameba parasita “come cérebros”, em uma explicação popular. Ela se alimenta principalmente de bactérias presentes na água, e quando entra no corpo humano, sem achar os nutrientes necessários para sobreviver, ela ataca as células do cérebro.

A presença dessa ameba é comum em águas doces e mornas, mas infecções como as de Lily são raras. A ameba nesses casos costuma entrar no corpo humano pelo nariz. É recomendado que ao se nadar em lagos de água morna a pessoa use um protetor de nariz.

Luciano Hang é condenado pelo TSE por coagir funcionários a votar em Bolsonaro


Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou em caráter definitivo o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, “propaganda eleitoral irregular” por ter coagido funcionários de sua rede de lojas a votar em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018

(Foto: Reprodução/Youtube)

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou em caráter definitivo o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, “propaganda eleitoral irregular” por ter coagido funcionários de sua rede d lojas a votar em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.

Segundo informações do jornalista Vinicius Segala, do DCM, no último dia 13, o TSE publicou decisão que colocou termos finais ao  processo 0601434-39.2018.6.00.0000, não cabendo mais recurso.

Na ação judicial, a própria Defesa do empresário informa sua  desistência em reformar a decisão judicial, e que o acusado cumprirá a  sentença, qual seja, o pagamento de uma multa de R$ 2.000, acrescida de  juros e correções a contar da data em que as propagandas irregulares  foram veiculadas. Esta é toda a pena que Luciano Hang vai ter.

No início de outubro do ano passado, Hang gravou um vídeo no  interior de uma de suas lojas, falando a seus clientes e funcionários,  que tudo ouviam pelo sistema de som do local. Ele disse:

“Todos sabem a minha posição. Eu sou Bolsonaro! Bolsonaro! Quero uma  salva de palmas”. Na sequência, pediu a todos que saudassem aquele  candidato, em coro: “Bolsonaro! Bolsonaro! Bolsonaro!”. E conclui em  pedido de voto: “Pra esse Brasil mudar, pra esse Brasil melhorar,  Bolsonaro Presidente” Brasil 247).

Em matéria publicada no Café com Leite Notícias, desde a campanha de 2018, dizia que os culpados, os trapaceiros e fora da lei ia aparecer um por um.

Hoje um prisioneiro político chamar quem lhe condenou de chefe de quadrilha, como disse o ex-presidente Lula se referindo a Moro, não é apenas um ato de coragem, mas, principalmente, a convicção de que está certo no que argumenta. Como tem falado o Glenn do Intercept, muita coisa ainda está por vir.

Prefeitura de SP fecha centro para LGBTs; coletivo critica gestão Covas…


Um prédio branco e cor de rosa, localizado em uma rua pacata da Consolação, no centro de São Paulo, deixou de atender a pessoas LGBTs há um mês e vai deixar de existir em novembro, de acordo com a prefeitura. Por cerca dois anos, lá funcionou uma das quatro unidades do Centro de Cidadania LGBTI da cidade. Com a decisão de fechá-lo, coletivos de LGBTs se dizem apreensivos com possíveis novos fechamentos da gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB). Em junho, a prefeitura voltou atrás na decisão de fechar um outro serviço de atendimento a minorias em São Paulo (leia mais abaixo).

O contrato do centro de cidadania LGBTI (foto) será encerrado em novembro. Na prática, os serviços já foram transferidos para unidade central na Vila Buarque - Reprodução
O contrato do centro de cidadania LGBTI (foto) será encerrado em novembro. Na prática, os serviços já foram transferidos para unidade central na Vila Buarque

A unidade da Consolação, que foi fechada, era o chamado Centro de Cidadania LGBT, parte de um programa lançado em 2015 para auxílio a LGBTs vítimas de violência, apoio psicológico, jurídico, encaminhamento a vagas de emprego e aula sobre diversidade a servidores municipais. Também servia para acompanhamento de beneficiárias do programa Transcidadania, que oferece cursos e trabalho a transgêneros.

Ali perto, na região do Vila Buarque, também funciona um Centro de Referência de Diversidade que, por sua vez, oferece oficinas de teatro e cursos profissionalizantes a LGBTs e população em situação de rua – e que será mantido.

“É uma questão de integração dos serviços para atender a outros territórios”, afirma a secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Berenice Maria Giannella. De acordo com ela, em vez de manter duas unidades na mesma região, a prefeitura abrirá um centro na zona oeste da capital paulista.

Segundo o coordenador de Políticas para LGBTI da prefeitura, Ricardo Luiz Dias, os serviços do Centro de Cidadania serão absorvidos pelo Centro de Diversidade. “A verba que era usada na unidade da Consolação será aplicada em um novo edital para a construção de um Centro de Cidadania LGBTI na zona oeste”, rebate.

Coletivos LGBTs se dizem apreensivos

Para Helcio Beuclair, líder do coletivo LGBT Arouchianos, atuante na região central de São Paulo, os dois centros oferecem serviços distintos. “Os dois serviços deveriam ser mantidos, pois um complementa o outro”, diz. “Desde que assumiram, [o atual governador] João Doria e Bruno Covas fazem uma desconstrução das políticas LGBTs na cidade. Em vez de se aumentar o número de Centros de Cidadania em toda a capital, optou-se por fechar um.” Segundo ele, grupos LGBTs devem se articular para protestar contra a medida.

O prédio na Visconde de Ouro Preto existe há quase dois anos, após os serviços serem transferidos da região do Arouche, também no centro. Cerca de três meses após a inauguração, o imóvel foi invadido e roubado, em dezembro de 2017. À época, os coordenadores e a secretaria classificaram o episódio como LGBTfóbico.

Segundo a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da prefeitura de São Paulo, a unidade da rua Visconde de Ouro Preto, na Consolação, já foi transferida, na prática, para a rua general Jardim, no centro.

De acordo com Dias, a unidade da Consolação era tocada por um termo de colaboração emergencial, já que não houve instituições vencedoras de um edital realizado no primeiro semestre deste ano. A administração era feita por meio de ONGs, financiadas pela prefeitura, que transferiram cerca de R$ 900 mil anuais pelo contrato anual.

Em junho, a prefeitura havia anunciado o fechamento do próprio Centro de Referência e Defesa da Diversidade (CRD), que vai absorver os serviços da unidade que agora será fechada. À época, a prefeitura afirmou que eram cortes na pasta de assistência social. Às vésperas da Parada do Orgulho LGBT, porém, a prefeitura voltou atrás.

Agora, segundo Dias, os custos do Centro de Diversidade vão sair da secretaria de Assistência Social e passam a ser administrados pela secretaria de Direitos Humanos. “Com a fusão dos investimentos, estudamos a abertura da unidade na zona oeste”, diz.

Em uma fase de transição, ele afirma que os serviços que eram oferecidos na Visconde estão sendo levados ao Centro de Diversidade, também no centro. A data para o lançamento do novo edital, para a abertura de nova unidade, não foi informada pela coordenação LGBTI.

Fonte Iniversa.

Moro e Dallagnol são chefes de quadrilha e terão que responder por isso”, diz Lula em entrevista à Fórum


Em entrevista exclusiva à Fórum e ao Operamundi, Lula falou de temas recentes, como a confirmação de Michel Temer que houve um golpe para tirar Dilma Rousseff da presidência em 2016

 

Lula se prepara para entrevista à Fórum e ao Operamundi (Foto: Renato Rovai/Fórum)

Em entrevista exclusiva ao editor da Fórum, Renato Rovai, e ao diretor de redação do Operamund Haroldo Ceravolo Sereza, nesta quarta-feira (18) na superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), o ex-presidente Lula afirmou que o ex-juiz e atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Sergio Moro, e o procurador, chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, agem como chefes de quadrilha.

“Moro e Dallagnol são chefes de quadrilha e terão que responder por isso”, disse Lula, respondendo à pergunta de Rovai.

Segundo o editor da Fórum, Lula falou dos mais diversos assuntos na entrevista, inclusive de temas recentes, como a confirmação de Michel Temer que houve um golpe para tirar Dilma Rousseff (PT) da presidência em 2016.

A entrevista vai ao ar nesta quinta-feira (19) no canal da Fórum no Youtube. Os leitores que se cadastrarem neste link também receberão material exclusivo sobre a entrevista com Lula.

Comunicador é torturado e baleado em SP


Polícia suspeita que crime ocorreu por conta das postagens que Elvis Xavier faz nas redes.

elvis xavier

O comunicador Elvis Xavier de Santana, de 37 anos, foi torturado e alvo de tiros em Guarujá, no litoral de São Paulo (SP), na última segunda-feira, 16. Ele está internado em estado gravíssimo no Hospital Santo Amaro, na cidade.

Crédito: ReproduçãoElvis Xavier está internado em estado gravíssimo

Segundo o G1, a vítima teria sido alvo de vingança por conta de postagens feitas nas redes sociais, por manter páginas de denúncias de irregularidades no município.

A Polícia Civil alegou que foi até uma comunidade da Vila Baiana, em um morro da cidade, onde foi espancado e alvo de ao menos três tiros: um em cada perna e outro na cabeça. Ele foi socorrido pelo próprio pai e levado ao hospital.

Ainda de acordo com a publicação, a Polícia Civil declarou somente que a equipe da Delegacia Sede da cidade apura qual a razão de o comunicador ter sido levado ou atraído para o local do crime e quem teria realizado os disparos.

Fonte Catraca.

 

Tanhaçu: Família precisa de ajuda para criança que após tomar medicação não fala, não anda e não enxerga


Uma criança de 7 anos está internada no Hospital Professor Magalhães Neto, em Brumado, após ter dado alergia a um medicamento. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, o pai da criança, Edilson Costa Rocha, disse que a família não tem condições de pagar um tratamento particular para a filha. “Mandaram levar pra São Paulo. Ela foi comigo andando, falando, enxergando. Chegando lá, ela tomou um remédio e deu alergia. Ficou quatro meses dentro de um hospital e mandaram de volta pra Bahia pra fazer o tratamento aqui. A gente não tem condições”, relatou. Hoje, depois de uma série de complicações causadas pela medicação, a criança não fala, não anda, não enxerga e precisa ser acompanhada por um neurologista. A família mora na comunidade rural de Várzea da Pedra, no município de Tanhaçu, mas o pai teve de largar tudo para cuidar da filha. Há quase um mês, ele se encontra na unidade de saúde em Brumado. Segundo Edilson, a criança deu entrada no hospital em razão de estar com a imunidade muito baixa, precisando de cuidados especiais constantemente. “Sou um pai de família e não trabalho mais, então a gente precisa de tudo”, relatou, pedindo ajuda da comunidade. Com informações: AcheiSudoeste