Governo do Estado prorroga suspensão de aulas, eventos e transporte intermunicipal por mais 15 dias


Em transmissão ao vivo nas redes sociais, governador Rui Costa também afirmou que 11 municípios baianos concentram 90% dos casos de coronavírus

[Governo do Estado prorroga suspensão de aulas, eventos e transporte intermunicipal por mais 15 dias]
Foto : Paula Fróes/GOVBA

Em transmissão ao vivo pelas redes sociais, na manhã de hoje (18), o governador Rui Costa anunciou a prorrogação por mais 15 dias da suspensão das aulas e eventos, além do transporte intermunicipal. As medidas foram tomadas para conter a disseminação do novo coronavírus. Segundo Rui, a prorrogação será publicada em decreto no Diário Oficial do Estado de amanhã (19). As restrições agora valem até o dia 2 de junho.

“Nós estamos acompanhando a situação no estado da Bahia. Temos quase 90% dos casos concentrados em apenas 11 municípios do estado. Assim como estamos acompanhando, também, a média dos últimos cinco dias, de cada cidade, de cada região, para que as medidas sejam seletivas e direcionadas para aquelas cidades que estão tendo crescimento acima da média estadual ou num ritmo muito acelerado. Então, é necessário que possamos aguardar mais quinze dias para fazer movimento ou análise mais consistente de retorno progressivo das atividades”.

O decreto nº 19.586 determina que fiquem suspensas, durante o período de vigência, as atividades que envolvem aglomeração de pessoas, como eventos desportivos, inclusive jogos de campeonatos de futebol profissionais e amadores. Também estão suspensos eventos religiosos, shows, feiras, apresentações circenses, eventos científicos, passeatas, aulas em academias de dança e ginástica, além da abertura e funcionamento de zoológicos, museus, teatros, dentre outros.

Ao falar sobre a prorrogação da suspensão dos transportes nas cidades que apresentam casos, Rui avaliou que a medida deu resultado na Bahia. “Outros estados brasileiros já chegam a quase 100%, 90% do total de municípios com casos confirmados. A Bahia, como adotou essa estratégia, teve um resultado diferente, com contaminações ocorrendo de forma concentrada. Com isso, podemos flexibilizar naquelas cidades que não têm casos positivos desde o início ou nas que não têm casos confirmados há 14 dias”, explicou. Fonte:Metro1

 

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Governo da Bahia destina ambulância picape para UPA de Jequié reforçar o combate ao coronavírus


Jequié Reporter: O município de Jequié foi contemplado pelo Governo da Bahia, com uma ambulância picape para servir de reforço à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no reforço ao combate ao coronavírus (Covid-19) possibilitando mais segurança e agilidade, caso haja necessidade de transferências para unidades de maior complexidade. Para o interior serão 24 municípios que irão receber 26 ambulâncias   dedicadas a pacientes suspeitos da doença. O secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, revelou que foram investidos cerca de R$ 4 milhões na aquisição dos veículos do tipo picape. “Já entregamos 12 unidades e nesta semana faremos as demais entregas, que foram uma determinação do Governador Rui Costa”, ressalta o secretário, Os municípios contemplados são: Alagoinhas, Barreiras, Brumado, Camacan, Conceição do Coité, Cruz das Almas, Esplanada, Gandu, Ilhéus, Ipiaú, Irecê, Itabuna, Itacaré, Jaguaquara, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Morro de Chapéu, Paulo Afonso, Porto Seguro, Santa Maria da Vitória, Serrinha, Tucano e Itaparica.

População baiana quer adiamento das eleições


Eleitores de Aracoiaba voltam às urnas no domingo em eleição para ...

Temendo o perigo de ter que enfrentar as aglomerações para votar em Outubro, a maioria dos baianos defende que as eleições municipais deste ano sejam adiadas de outubro para novembro ou dezembro por causa da pandemia do novo coronavírus. O que acontece é que mesmo que a pandemia já esteja dado uma tregua, o grande perigo é de ficar mais da metade da população sem votar, pois certamente vai demorar um tempo para as pessoas perderem o medo do vírus que vem aterrorizando o mundo. Com isso, pelo menos 61% da população do interior da Bahia acham que a data do pleito deve ser postergada, contra 20% que acreditam que ela precisa ser mantida. Na capital do  Estado, os índices são parecidos: 59% dos soteropolitanos querem o adiamento, enquanto 16% dizem que as eleições devem acontecer mesmo em 4 de outubro. Os números são da terceira rodada da pesquisa A Tarde/DataPoder360, parceria entre o grupo e o jornal digital Poder360, com patrocínio da Associação Comercial da Bahia (ACB).

O levantamento ouviu 2.500 pessoas em 200 municípios baianos, entre os dias 11 e 13 de maio, data em que os índices de contaminados não tinha ainda elevado tanto na Bahia e em todo Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança, de 95%. Em Salvador, a pesquisa entrevistou 800 pessoas.

Certamente, outros estados devem realizar também pesquisa, para então fazer uma avaliação sobre a opinião do povo, para não correr o risco de mais da metade dos eleitores ficar sem votar, o que pode até correr o risco de eleições anuladas em várias cidades. Também já há alguns pré candidatos que gostam da campanha corpo a corpo, não estão tendo como ter esse contato com a população devido a Covid-19.

Fonte desta matéria Jequié Reporter

Quer uma notícia boa? Itália e Irlanda retomam atividades após isolamento


Basílica de São Marcos Foto: Divulgação

O rigor da quarentena foi quebrado nesta segunda, 18, por alguns países que tinham adotado medidas rigorosas em relação ao isolamento contra o coronavírus. Mas com muito cuidado!

Após 78 dias, a Itália começou a semana retornando algumas atividades que estavam paralisadas. A Irlanda, que começou o lockdown no final de março, também inicia o processo de reabertura agora.

A Itália, epicentro da pandemia na Europa – que começou o lockdown dia 9 de março, vai permitir a reabertura de lojas, restaurantes, bares, cabeleireiros, salões de beleza, spas e museus, já a partir de hoje.

Os estabelecimentos devem cumprir várias medidas e os consumidores só entram nas lojas se estiverem usando máscaras, e nos restaurantes, a distância mínima é de um metro entre os clientes.

A regra também vale para os cabeleireiros, que só poderão atender com hora marcada, com proteções adequadas.

A liberação do comércio faz parte da segunda fase do plano de reabertura adotado pelo governo italiano.

No início de maio, as fábricas já haviam sido autorizadas a funcionar e as obras e construções foram retomadas.

Os italianos também já podiam sair de casa para fazer exercícios na rua ou passear. Parques e praças estavam liberados.

O país é um dos mais castigados pela pandemia, com 225.400 casos e 31.900 mortes. Desde o pico da epidemia, em março, o número de casos vem caindo gradualmente no país. No domingo, o número de mortes registradas durante 24 horas foi de 145, o menor número desde o início da quarentena em março.

Irlanda

Já a Irlanda vai sair gradualmente do lockdown, em vigor desde 28 de março.

A retomada das atividades será feita em cinco fases e deverá se estender até agosto.

Na primeira etapa, a partir de hoje, o governo liberou algumas atividades de comércio e serviços, como as lojas de material de construção, de suprimentos para jardinagem, de produtos ópticos e de reparação de veículos.

As pessoas poderão se exercitar em ambiente aberto, num raio de até 5 quilômetros da residência, e reunir-se com amigos e familiares, respeitando a mesma distância e em grupos de no máximo quatro pessoas. Os trabalhadores externos, como jardineiros e operários da construção civil, também poderão retomar as atividades.

O governo recomendou que as demais pessoas continuem a trabalhar remotamente.

A Irlanda registrou 24.100 casos de covid-19 e 1.550 óbitos. No pico da crise, há três semanas, teve 220 mortes em um único dia.

A média da semana passada havia caído para 12 mortes por dia, o que deu segurança para o governo iniciar a reabertura da economia.

Agora, o plano é ampliar a lista das atividades permitidas gradualmente até 10 de agosto e avaliar eventos públicos com maior número de participantes e a retomada das aulas nas escolas.

Fonte Noticia Boa

Depois de milhares de mortes, inclusive mais que a China, Doria fala em possibilidade de lockdown em São Paulo


Ao admitir a possibilidade de lockdown em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) afirmou que “vai prevalecer a decisão médica, da ciência e da saúde. Nenhuma decisão de ordem política, pessoal, personalista, partidária ou ideológica será colocada à frente da ciência”. Também criticou Jair Bolsonaro “pela falta de liderança”. “Não tem compaixão”, continuou.

Governador do Estado de São Paulo, João Doria, durante coletiva de imprensa sobre o coronavírus
Governador do Estado de São Paulo, João Doria, durante coletiva de imprensa sobre o coronavírus (Foto: Sergio Andrade/GOVSP)
Quando o governador paulista chega a conclusão que nada adianta querer ultrapassar a ciência e a medicina, os brasileiros lembram que muitas mortes poderiam ser evitadas, não fosse o presidente Jair Bolsonaro querer saber mais que tudo e todos, quando na verdade não entende de quase nada em muitas áreas.

Prosseguindo aí sobre São Paulo, o governador Dória disse o seguinte: “Se qualquer manifestação, ainda que por decreto do governo federal, ferir os princípios da ciência e da proteção à vida, aqui não será praticado. Iremos à Justiça se necessário”, disse o tucano ao jornal O Estado de S.Paulo

Doria também criticou a postura de Jair Bolsonaro favorável à reabertura de algumas atividades econômicas. “O Brasil será um País mais triste em 2021. E triste pela falta de liderança, por ter um presidente que não lidera adequadamente, que não tem compaixão”, continuou.

De acordo com o tucano, “temos uma dupla comunicação para a opinião pública. Governadores e prefeitos, em sua maioria, fazem esforço pelo isolamento, mostram a importância da medida para proteção à saúde e à vida e recomendam que as pessoas fiquem em casa”, lembrou o governador. Enquanto isso, contrariando os governadores e prefeitos, numa contramão desenfreada segue o presidente da república, elevando a quase 17 mil pessoas mortas com a sua conversa irresponsável. Vja que o Dória também se mostra bastante irritado com as atitudes do presidente e diz o seguinte: “Por outro lado, o governo federal, por meio do presidente da República, orienta exatamente o inverso. (O presidente) não usa máscaras quando deveria utilizar, promove aglomerações, se pronuncia contrariamente ao isolamento, classifica o coronavírus de uma gripezinha e resfriadozinho, e em vez de estar em casa se diverte, passeando de Jet Ski, fazendo exercício de tiro, promovendo churrasco ou tendo a intenção de fazê-lo”, acrescentou.

Segundo o governador, “neste momento, (a situação) está sob controle” no estado. “Nós não temos neste momento – e é sempre preciso enfatizar isso, neste momento – risco de colapso. A demanda na região metropolitana cresceu, mas ainda está controlável. A chegada de novos respiradores nos ajudará a manter uma margem de segurança razoável. No interior, o índice também é seguro neste momento. Mas é preciso ter muito cuidado, porque a velocidade com que essa doença se expande é muito grande”, concluiu.

Jair Bolsonaro que já brigou com o mundo inteiro, agora ataca FHC


Jair Bolsonaro atacou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao comentar o vazamento dos diálogos da reunião ministerial do dia 22 de abril. “Vão dizer que um presidente que fala palavrão não está a altura de ser presidente. Acho que está a altura um presidente que rouba”, disse.

A população que pensa, certamente não vai achar bonito os palavrões do presidente, mas não seria esse o seu proplema, falar palavrão é um problema dele, o que pesa é a nítida certeza da proteção do presidente sobre seus filhos. Já foi trocado superintendente do Rio de Janeiro, já foi praticamente destituído o Coaf, agora mudou o diretor geral da Polícia Federal e muitas outras mudanças por uma única finalidade e que se dane o país. É isso que está muito claro na cabeça de muita gente que gostaria de vê esse país no caminho certo. Outra parte do brasileiro não está preocupada com nada, mas sim, dizendo “amém” aos acontecimentos que formam uma contra mão para o Brasil avançar. Até aqui Café com Leite

 

Plínio Teodoro, Revista Fórum – Em mais uma manhã de fúria, Jair Bolsonaro atacou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em declaração a jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada nesta sexta-feira (15) ao comentar o vazamento dos diálogos no vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, onde diz que vai interferir na Polícia Federal.

FHC critica decreto de armas de Bolsonaro

Bolsonaro disse que quer que o vídeo seja exposto, mas será criticado pelos palavrões ditos durante a reunião, aproveitando a deixa para atacar FHC.

“Eu espero que tudo que falei na reunião de ministros seja exposto. Aí vão me criticar porque eu falei palavrão. Vão dizer que um presidente que fala palavrão não está a altura de ser presidente. Acho que está a altura um presidente que rouba. O que rouba e mete a mão, esse está a altura, e fala bonito, fala manso, como o ex-presidente “boca mole” aí, que continua falando besteira por aí”, disse Bolsonaro.

O pior é que tais palavras ridículas do Bolsonaro, agradam aos bolsonaristas, que seguem exaltando o presidente. É preciso sim, que haja respeito com a população e governe para 210 milhões  de brasileiros e não apenas para uma parte. Na verdade, o Brasil está com os nervos em alta e o presidente joga pólvora e gasolina.

Fonte 247.

Por não concordar com o uso da Cloroquina na população, ministro da Saúde pede demissão


Jair Bolsonaro quer que o protocolo de prescrição da cloroquina passe a indicar o medicamento também no começo do tratamento e havia desautorizado Nelson Teich a se manifestar contra o uso do remédio

Nelson Teich pediu demissão do ministério da Saúde após Jair Bolsonaro mudar o protocolo de prescrição da cloroquina, medicamento ainda sem comprovação científica para o tratamento contra o coronavírus. A informação é da coluna de Lauro Jardim.

Bolsonaro quer que o protocolo passe a indicar o medicamento também no começo do tratamento. Ele havia desautorizado Teich a se manifestar contra o uso do remédio. “Votaram em mim para eu decidir, essa decisão passa por mim. Acredito no trabalho dele, mas essa questão eu vou resolver”, disse Bolsonaro durante teleconferência com o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

Teich ficou apenas 28 dias no cargo. Os nomes mais cogitados para sucedê-lo são o general Eduardo Pazuelo, que Bolsonaro impôs como o segundo de Teich; o eterno candidato Osmar Terra; e o Contra-Almirante Luiz Froes.

Certamente o presidente vai querer colocar na pasta, para substituir os 28 dias que o Teich suportou, alguém que faça como ele determinar. A população que morra!!

Vejam o vídeo de comentários sobre a saída do Nelson Teich. Fonte 247.

Bolsonaro incita empresários da Fiesp contra Doria por fim do isolamento: “É guerra”


Em videoconferência com empresários, Bolsonaro ainda acusou os governos regionais de “tentarem quebrar a economia para atingir o governo”

 

Em videoconferência na manhã desta quinta-feira (14), Jair Bolsonaro incitou empresários ligados à Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) a descumprirem o isolamento social e partirem para cima do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

“Um homem está decidindo o futuro de São Paulo, está decidindo o futuro da economia do Brasil. Os senhores, com todo o respeito, têm que chamar o governador e jogar pesado, jogar pesado, porque a questão é séria, é guerra. É o Brasil que está em jogo”, declarou Bolsonaro.

Matéria completa Revista Forum 

Brasil desarmado para enfrentar a recessão: Por Luiz Nassif


Uma das mudanças necessárias, provocadas pela Covid-19, será nos conceitos de recuperação judicial e falência.

Nas últimas décadas, especialmente nos mercados internacionais, a enorme liquidez existente fez com que as empresas trocassem patrimônio por endividamento. Isto é, em vez de reinvestimento de lucros, optavam por contrair empréstimos para financiar o crescimento e, em muitos casos, para recompra das ações. Obviamente, essas operações proporcionaram lucro para as duas partes, credor e devedor.

Sabia-se que, sem medidas de compartilhamento de riscos pelo setor público, os bancos privados não avançariam na oferta de crédito. Mas até agora não saiu do papel a proposta do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) oferecer recursos e participar da maior parte do risco.

O BNDES  articulou um consórcio de bancos para pensar em saídas para os grandes grupos. Também com atraso opta-se por linhas baseadas em debêntures conversíveis. Faz-se o aporte na empresa. Se ela não conseguir resgatar no prazo, o empréstimo é convertido em participação acionária, permitindo aos credores, mais à frente, colher os frutos de uma eventual recuperação da empresa.

Apenas no caso do setor aéreo, estima-se um aporte da ordem de R$ 7 bilhões.

Matéria completa no GGN

 

 

ALINHADO A BOLSONARO, MOURÃO TENTA DAR LIÇÃO AOS GOVERNADORES E À IMPRENSA


Hamilton Mourão diz que Bolsonaro está certo e tenta dar lição à imprensa e aos governadores. Isso faz o brasileiro insatisfeito com o governo atual, sobre o fora Bolsonaro. Nesse caso seria ou anular a eleição de 2018, ou deixar correr. Trocar 6 por meia dúzia em plena pandemia, se acredita que não vai mudar muito ou, diante das palavras do Mourão, não vai mudar é nada.

General Mourão (Romério Cunha/Flickr)

Artigo publicado hoje no jornal O Estado de S. Paulo mostra que o vice-presidente Hamilton Mourão está totalmente alinhado a Bolsonaro.

No texto, ele critica a imprensa e os governadores e sinaliza que o Brasil estaria melhor se as medidas defendidas por Bolsonaro fossem implementadas. O que ele ignora é que Bolsonaro, com o poder simbólico da palavra, tem sabotado o esforço dos Estados para combater a pandemia.

O isolamento social é cada vez menor em razão do discurso de Bolsonaro. Ele diz que o Brasil se aproxima do caos — e nisso há consenso –, mas a responsabilidade é do ocupante do Palácio do Planalto, companheiro de chapa de Hamilton Mourão. Confira abaixo:

A esta altura está claro que a pandemia de covid-19 não é só uma questão de saúde: por seu alcance, sempre foi social; pelos seus efeitos, já se tornou econômica; e por suas consequências pode vir a ser de segurança. A crise que ela causou nunca foi, nem poderia ser, questão afeta exclusivamente a um ministério, a um Poder, a um nível de administração ou a uma classe profissional. É política na medida em que afeta toda a sociedade e esta, enquanto politicamente organizada, só pode enfrentá-la pela ação do Estado.

Para esse mal nenhum país do mundo tem solução imediata, cada qual procura enfrentá-lo de acordo com a sua realidade. Mas nenhum vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional que já vinha ocorrendo, mas agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos e pode ser resumido em quatro pontos.

O primeiro é a polarização que tomou conta de nossa sociedade, outra praga destes dias que tem muitos lados, pois se radicaliza por tudo, a começar pela opinião, que no Brasil corre o risco de ser judicializada, sempre pelo mesmo viés. Tornamo-nos assim incapazes do essencial para enfrentar qualquer problema: sentar à mesa, conversar e debater. A imprensa, a grande instituição da opinião, precisa rever seus procedimentos nesta calamidade que vivemos. Opiniões distintas, contrárias e favoráveis ao governo, tanto sobre o isolamento como a retomada da economia, enfim, sobre o enfrentamento da crise, devem ter o mesmo espaço nos principais veículos de comunicação. Sem isso teremos descrédito e reação, deteriorando-se o ambiente de convivência e tolerância que deve vigorar numa democracia.

O segundo ponto é a degradação do conhecimento político por quem deveria usá-lo de maneira responsável, governadores, magistrados e legisladores que esquecem que o Brasil não é uma confederação, mas uma federação, a forma de organização política criada pelos EUA em que o governo central não é um agente dos Estados que a constituem, é parte de um sistema federal que se estende por toda a União.

Em O Federalista – a famosa coletânea de artigos que ajudou a convencer quase todos os delegados da convenção federal a assinarem a Constituição norte-americana em 17 de setembro de 1787 –, John Jay, um de seus autores, mostrou como a “administração, os conselhos políticos e as decisões judiciais do governo nacional serão mais sensatos, sistemáticos e judiciosos do que os Estados isoladamente”, simplesmente por que esse sistema permite somar esforços e concentrar os talentos de forma a solucionar os problemas de forma mais eficaz.

O terceiro ponto é a usurpação das prerrogativas do Poder Executivo. A esse respeito, no mesmo Federalista outro de seus autores, James Madison, estabeleceu “como fundamentos básicos que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário devem ser separados e distintos, de tal modo que ninguém possa exercer os poderes de mais de um deles ao mesmo tempo”, uma regra estilhaçada no Brasil de hoje pela profusão de decisões de presidentes de outros Poderes, de juízes de todas as instâncias e de procuradores, que, sem deterem mandatos de autoridade executiva, intentam exercê-la.

Na obra brasileira que pode ser considerada equivalente ao Federalista, Amaro Cavalcanti (Regime Federativo e a República Brasileira, 1899), que foi ministro de Interior e ministro do Supremo Tribunal Federal, afirmou, apenas dez anos depois da Proclamação da República, que “muitos Estados da Federação, ou não compreenderam bem o seu papel neste regime político, ou, então, têm procedido sem bastante boa fé”, algo que vem custando caro ao País.

O quarto ponto é o prejuízo à imagem do Brasil no exterior decorrente das manifestações de personalidades que, tendo exercido funções de relevância em administrações anteriores, por se sentirem desprestigiados ou simplesmente inconformados com o governo democraticamente eleito em outubro de 2018, usam seu prestígio para fazer apressadas ilações e apontar o País “como ameaça a si mesmo e aos demais na destruição da Amazônia e no agravamento do aquecimento global”, uma acusação leviana que, neste momento crítico, prejudica ainda mais o esforço do governo para enfrentar o desafio que se coloca ao Brasil naquela imensa região, que desconhecem e pela qual jamais fizeram algo de palpável.

Esses pontos resumem uma situação grave, mas não insuperável, desde que haja um mínimo de sensibilidade das mais altas autoridades do País.

Pela maneira desordenada como foram decretadas as medidas de isolamento social, a economia do País está paralisada, a ameaça de desorganização do sistema produtivo é real e as maiores quedas nas exportações brasileiras de janeiro a abril deste ano foram as da indústria de transformação, automobilística e aeronáutica, as que mais geram riqueza. Sem falar na catástrofe do desemprego que está no horizonte.

Enquanto os países mais importantes do mundo se organizam para enfrentar a pandemia em todas as frentes, de saúde a produção e consumo, aqui, no Brasil, continuamos entregues a estatísticas seletivas, discórdia, corrupção e oportunismo.

Há tempo para reverter o desastre. Basta que se respeitem os limites e as responsabilidades das autoridades legalmente constituídas.

Com informação do DCM.

Vitória da Conquista: Prefeitura interdita loja da Havan que ignorou fechamento do comércio


Vitória da Conquista: Prefeitura interdita loja da Havan que ignorou fechamento do comércio

Foto: Secom / PMVC

A prefeitura de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, autuou e interditou a loja da Havan que abriu as portas nesta quarta-feira (13), ignorando o decreto municipal de fechamento do comércio. A empresa havia impetrado um mandado de segurança contra o decreto, mas não esperou a decisão da Justiça para reabrir (veja aqui).

 

Segundo a prefeitura de Conquista, a Havan não integra a lista de estabelecimentos que prestam serviços essenciais, estando assim proibida de abrir as portas e permitir a entrada de clientes. A interdição foi realizada no fim da tarde desta quarta, por fiscais da Gerência de Posturas, que verificaram a presença de clientes no interior da loja.Fonte:BNmunicípios


Auto de infração emitido pela prefeitura de Vitória da Conquista à Havan, pelo descumprimento do decreto (Foto: Secom / PMVC)

Funcionária negra é amarrada e humilhada em empresa por sair mais cedo


Como “punição por sair mais cedo do trabalho”, funcionária foi obrigada a caminhar com pulsos e braços amarrados na frente dos colegas de produção e foi chamada de ‘negra fujona’. Justiça condena empresa Autoliv e mulher desabafa

Autoliv funcionária negra racismo
(Autoliv/Taubaté/Reprodução)

 

 

“Passei por vários casos de preconceitos, discriminação e assédios. Mas o que mais doeu, o que foi pior foi ser amarrada na linha de produção para que meus colegas de trabalho pudessem ver que eu estava sendo punida por algo que não havia cometido”.

O desabafo acima é de uma funcionária da Autoliv, empresa do setor automobilístico de Taubaté (SP). A mulher, que não teve seu nome revelado, foi obrigada a caminhar com pulsos e braços amarrados diante dos colegas na linha de produção. Enquanto caminhava pela empresa, os líderes a chamavam de ‘negra fujona’.

Na última terça-feira (12), a Justiça do Trabalho condenou a Autoliv a indenizar a mulher em R$ 180 mil. A decisão é de segunda instância, mas cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho.

A mulher, que trabalhava na Autoliv há 15 anos, cumpriu seu expediente normalmente e deixou o posto de trabalho no horário correto, mas saiu do local sem comunicar seus superiores.

No dia seguinte, ao chegar, foi abordada pelos líderes do setor que amarraram seus pulsos e braços com fita e fizeram com que ela caminhasse pela fábrica. Os homens ainda alertaram aos demais funcionários que “era isso que acontecia com negro fujão”.

“O horário que eu havia saído era o horário que tinha para sair mesmo e tantas outras pessoas estavam saindo, mas aquela atitude só foi feita comigo. Ser amarrada por dois líderes e sair pela linha afora me mostrando que assim que se fazia com fujão”, disse.

“Eles discriminam, criticam, humilham as pessoas e não veem o que pode causar na pessoa. A dor, o desconforto que pode causar naquela pessoa. Que sirva de lição não só para essa fábrica, mas qualquer outra que possa agir dessa maneira. Isso não se faz, todos nós, independente da cor, somos seres humanos”, desabafou.

No processo, a funcionária apresentou à Justiça do Trabalho outros trabalhadores da empresa que presenciaram a cena e comprovaram o episódio.

“Ficaram comprovados dois episódios gravíssimos, no meu entendimento, inadmissíveis, que esta Relatora nunca tinha vislumbrado em qualquer processo e que expuseram a Reclamante diante de seus colegas de trabalho, como relatado acima. É certo que as agressões merecem ser repudiadas e civilmente indenizadas”, disse a relatora do caso, Luciane Storel.

Em nota, a defesa da funcionária destacou a importância da decisão para reforçar que há punição para o racismo no ambiente de trabalho.

“O racismo existe e é forte no mercado de trabalho. Um caso como esse, escracha essas situações. O chefe, que deveria apoiar a funcionária, era o autor do episódio. Essa decisão mostra o quão importante é a Justiça do Trabalho e seu papel pela integridade do trabalhador” comentou a advogada Shayda Daher de Souza. Com informações do PragmatismoPolítico

Caixa não libera novos pagamentos do auxílio emergencial há duas semanas


Segundo o banco, o governo ainda não divulgou o calendário das próximas parcelas

[Caixa não libera novos pagamentos do auxílio emergencial há duas semanas]
Foto : Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

 

A Caixa Econômica Federal completa hoje (14) duas semanas sem liberar novos créditos do Auxílio Emergencial. O último balanço dos pagamentos divulgado pelo banco, às 12h da terça-feira (12), trazia os mesmos números desde o dia 30 de abril: haviam sido creditados, até então, R$ 35,5 bilhões a 50 milhões de brasileiros.

Mesmo para os que já receberam a primeira parcela do pagamento, a segunda e a terceira ainda são uma incógnita, já que o calendário dos novos pagamentos não foi divulgado pela Caixa e pelo Ministério da Cidadania. Apenas os trabalhadores que já são beneficiários do Bolsa Família têm data para receber, já que os pagamentos seguem o mesmo calendário.

Questionada pelo portal G1, a Caixa informou que aguarda a divulgação do calendário das próximas parcelas do Auxílio Emergencial pelo Governo Federal, além do envio das informações de um novo lote de cadastros pela Dataprev. Já o Ministério da Cidadania não respondeu.

Secretário de Saúde de Salvador tem filhos, irmãs e cunhados com coronavírus


Leo Prates disse que fez prova e contra prova e deu negativo

[Secretário de Saúde de Salvador tem filhos, irmãs e cunhados com coronavírus]
Foto : Bruno Concha / Secom

O secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, disse hoje (13) no Twitter que os seus dois filhos, seus dois cunhados e suas duas irmãs tiveram testes positivos para infecção por coronavírus.

“Peço ao meu bom Deus que me ilumine! Me dê forças pra seguir em frente ! Fiz prova e contra prova e deu negativo”, disse.

Mais cedo, o prefeito de Salvador, ACM Neto, disse que o chefe de gabinete da prefeitura da capital baiana, Kaio Moraes, testou positivo para Covid-19. Segundo a prefeitura, na última terça-feira, o subchefe de gabinete, Matheus Simões, também testou positivo.  Com Informações do Metro1

23 de Março de 2020 Maduro anunciou medidas para proteger o trabalho de venezuelanos durante pandemia


Certamente por ter tomado atitudes assim, hoje a Venezuela conta com apenas 10 óbitos pelo Coronavírus.

Quase diariamente, o presidente Maduro e a comissão para a prevenção à covid-19 fazem um balanço da situação da epidemia no país, em uma transmissão a nível nacional. – Garante a Assessoria da presidência

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro anunciou no domingo (22) de Março, uma série de medidas de proteção social. Entre as decisões, está que o Estado assumirá o pagamento dos salários dos trabalhadores de pequenas e médias empresas do setor privado pelos próximos seis meses. Para ter direito ao salário, os trabalhadores deverão preencher um formulário na plataforma Pátria – mesmo mecanismo de coleta de dados sobre a covid-19 e de pagamento de bônus sociais.

De acordo com dados do Ministério do Poder Popular para o Processo Social do Trabalho, 7,8 milhões de venezuelanos e venezuelanas estão empregados no sistema formal, tanto em empresas públicas, como privadas, o que representava 60,3% da população economicamente ativa do país em abril de 2016.

Também serão criadas linhas especiais de crédito para ajudar a conter os prejuízos econômicos que a paralisação do trabalho pode gerar. Outro anúncio foi a suspensão do pagamento de alugueis até setembro de 2020. Maduro também decretou a imobilidade laboral, impedindo demissões até 31 de dezembro deste ano.

Matéria do Brasil de Fato, publicada em Março de 2020