Os mais desinformados estão abrindo os olhos e ficando ‘cabreiro’. por Walter Salles


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Através das redes sociais, em grande parte, o desdobramento sobre o que está ocorrendo na política brasileira está acontecendo. Quando se fala desdobramento é algo meio parecido com o literal imaginário, pois tentam deixar muitos assuntos (por dentro da dobra de uma toalha,) mas aos poucos o povo brasileiro está conseguindo pegar nas pontas da “toalha”  e desdobrar, descobrindo o que está escondido. Quando se conversa com pessoas supostamente alienadas e desinformadas dos assuntos que envolvem o futuro do país, quem questiona alguma coisa do gênero, é surpreendido com a resposta do “matuto” que fala sobre perseguição, roubo e máfia, de certa forma acertada, ainda sendo um cidadão ou uma cidadã desinformados.

 

FHC

Outro dia o Fernando Henrique Cardoso, que foi presidente por dois mandatos sem deixar saudades, tentando galgar a cadeira da presidência para ele ou outro tucano, foi infeliz ao responder as perguntas do repórter, quando questionado sobre o Lula está passando por um processo de possível condenação, mas ao mesmo tempo lidera uma pesquisa com grande folga, a resposta do tucano foi que a mesma coisa aconteceu com um ex-presidente de um país da América Latina, que acaba de ser solto, mas no entanto tem uma popularidade alta. Nesse momento o FHC se referiu a Lula e ao povo brasileiro, dizendo que o Brasil não dispõe de gente esclarecida e estudada a ponto de saber discernir o que é bom e ruim para o seu país. Sobre Lula ele disse que é natural que um presidente que ajuda com algumas coisa o povo se saia bem no reconhecimento. Quem leu a matéria na íntegra, percebeu que o FHC estava e está pelejando para o Lula ser preso, para que a tucanada volte ao comando pra deitar e rolar, como fazem em São Paulo. Porém, o que ele não sabe, pois a vontade de chegar ao poder não deixa ele enxergar isto, é que o povo brasileiro não quer um tucano sentado na cadeira grande do Planalto.

Quando o FHC diz que a popularidade do Lula se baseia num povo que tem um nível intelectual baixo, ele atinge também todos os intelectuais que estão ao lado do que é justo, como o Chico Buarque, Milton e tantos outros grandes artistas, escritores e intelectuais de vários segmentos, tanto do Brasil quanto de outros países do mundo, onde o número de assinaturas em prol de Lula ser candidato em 2018 passou de 120 mil, praticamente só da classe intelectual.

 

Perseguição

O povo quer escolher

 

O povo começa a descobrir que tem algo que não fecha a conta, quando se junta as informações da TV e alguns blogs e jornais aliados e do mesmo grupo, com a realidade. O povo está descobrindo que os crimes de políticos ligados ao grupo que quer, a QUALQUER CUSTO, chegar ou se manter no poder, não estão sendo investigados e começa a questionar. Por outro lado, a maioria do brasileiro já está se cansando do “lenga lenga” do triplex do Guarujá; o povo já está desconfiado de que o propósito número UM, é não deixar o Lula ser candidato. Agora, os que acusam,  também estão descobrindo que o caso Triplex já cansou o povo, e já tenta colocar mais um item na condenação de Lula, sobre quem patrocinou o filme do Lula. Aquele (O Menino do Brasil) que teve os cinemas lotados, lembram? Pois é. Estão querendo envolver este filme no processo do petista. Fique ligado que logo você vai ver o Boner, com o seu tupete branco, falando na Globo.

Bom. aqui eu tento não ser tendencioso a nem um grupo político. Se o leitor achar que o texto está sendo tendencioso a algum segmento político e partidário, simplesmente é o fato do que está acontecendo sim, uma notícia distorcida vinda da mídia maior, pois os assuntos são tão banderosos, porém muito disfarçados,  que quando se fala de forma real e coerente, fica parecendo que o texto está se entortando para um lado.

 

 

Celso Amorim

Agora mesmo, com a “lavada” de mãos do Trump, que disse que não quer se envolver com os problemas dos países, digamos, pobres da América Latina, de acordo às palavras do Celso Amorim, que foi chanceler dos governos Lula e Itamar, seria a vez do Brasil se tornar uma grande liderança na representatividade da América do Sul e Central.  “Essa ausência de liderança, ou até de tentativa de liderança mundial, intelectual e cultural tem até uma oportunidade desde que houvesse aqui uma liderança, mas não temos nenhuma infelizmente. É inegável que o Brasil tinha protagonismo. O Brasil criou a União Sul-americana de Nações (Unasul), modificou o padrão de negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC), o [George W.] Bush [ex-presidente dos EUA] ligava imediatamente para o Lula para propor a criação do G-20, criamos os Brics [comunidade formada pelo grupo de emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul]. Nada disso hoje em dia existe. Estamos totalmente sem liderança”, comentou Amorim em entrevista recente.

Acreditem, mas todos esses assuntos estão chegando aos ouvidos das classes, não através da grande mídia, que prefere canalizar as suas notícias preparadas de acordo aos próprios interesses e ao que foi acordado, mas sim através das redes sociais, as quais tem deixado os políticos de carreira e que estão vendendo o Brasil, preocupados e sem saber o que fazer.