Muito falatório sobre facada de Bolsonaro e desconfiança cresce: Por Walter Salles


Assim que sofreu o ferimento, Bolsonaro foi rapidamente levado ao hospital da cidade

 Café com Leite: Quando se navega pelas redes, logo se depara com muitas matérias falando que a facada em Bolsonaro pode ter sido, como diz o documentário de Joaquim de Carvalho, jornalista renomado, diga-se de passagem, uma fakeada que só o tempo vai dizer. O ex-candidato a presidente da Répública, o Cabo Daciolo, disse que a “facada” de Bolsonaro foi um espetáculo da Maçonaria.

Em uma matéria na Poder 360, Dacilo disse não acreditar na facada do presidente e afirma o que muita gente já têm conhecimento, de que Bolsonaro estava doente à época do atentado, em setembro de 2018. Daciolo afirmou que o então candidato ao Planalto teria que passar por um procedimento cirúrgico e por isso forjou a facada sofrida em Juiz de Fora (MG)….Também o presidente ia ter que encarar alguns debates com a participação de candidatos de grande potencial de conhecimento, o que ia lhe deixar em situação difícil. Estando certa as palavras do Dacilo, o Bolsonaro terminou matando dois coelhos com uma cajadada. Não participou dos debates e ainda realizou a sua cirurgia. Aliás, na verdade, foram três coelhos, pois ainda conseguiu comover uma classe da sociedade brasileira e ser eleito.

Um fator que tem chamado atenção quando se analisa o fato, é a cara que faz o Bolsonaro ao receber uma pontinha de uma arma do tamanho de um “canivete”. Ele fez uma cara de dor, como se tivesse preparado para o ato. Só que especialistas e até mesmo quem já passou por isso, [uma facadinha] afirmam que quem recebe uma pequena furada à faca, na fúria, com sangue quente, não sente dor, o que foi o contrário do Mito que fez uma cara de quem estava morrendo de dor.

O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) chegou a pedir uma abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a tal facada, mas não foi em frente. Mas, agora, ao que tudo indica, é que o Bolsonaro vai tentar usar a mesma facada como estratégia de campanha para tentar melhorar a sua popularidade à base de comoção como aconteceu em 2018.

Só que diante de tanta coisa negativa que aconteceu neste país durante os últimos três anos, a única coisa que melhoraria a popularidade do presidente, seria trabalhar pelos anos que não trabalhou. Tentativa de comover a população, onde até os que pareciam mais fiéis já estão abandonando o barco, não é qualquer coisa que fazer o povo que o abandonou voltar e votar.

A Polícia Federal acaba de escolher um delegado para investigar, não no sentido da tese de Frota e Daciolo, que acham que não houve facada, mas sim para saber se o Adélio Bispo de Oliveira cometeu o atentado sozinho ou contou com a ajuda de alguém. Essa informação vem da Folha de São Paulo.

Bom, esse ano de 2022 será ano de eleição, muito tenso e de muitas estratégias. Não se sabe o que pode acontecer. O que se espera é que haja campanhas normais, sem fake news e sem violência entre povos, já que o brasileiro pela primeira vez se dividiu e o pior, uma parte aceitou o ódio pelo seu semelhante e uma paixão pelo presidente de forma incondicional, o que é muito estranho e perigoso. A hora é de torcer pra ganhar o que for melhor para o povo brasileiro, sobre tudo os que mais precisam além de fazer esse país alavancar e ser coerente com as suas riquezas naturais. Chega de arrancar o nosso ouro e entregar de mão beijada para os gringos. Chega de entreguismo. Texto de Walter Salles.