‘Maníaco em série’: Marinésio Olinto vira réu por estupro e feminicídio na Justiça do DF


Marinésio de Sousa Olinto — Foto: Polícia Civil do DF/Divulgação

Marinésio de Sousa Olinto — Foto: Polícia Civil do DF/Divulgação

A Justiça do Distrito Federal aceitou denúncia do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e tornou réu o cozinheiro Marinésio Olinto, de 41 anos. Ele é acusado de matar a funcionária do Ministério da Educação (MEC) Letícia Sousa Curado Melo, de 26 anos (relembre abaixo).

Marinésio está preso desde agosto e, a partir desta terça-feira (8), se tornou formalmente acusado por feminicídio. Já na Vara de Sobradinho, ele virou réu em mais um processo, dessa vez por estupro.

O cozinheiro também foi denunciado pelo MP por violência sexual contra uma mulher, em 2013. O nome da vítima não foi divulgado. A agressão teria ocorrido em uma estrada de chão, em Sobradinho.

Ao aceitar a denúncia, o juiz também determinou a manutenção da prisão dele. Segundo o magistrado, a “medida é imprescindível” porque Marinésio apresenta “personalidade altamente agressiva” e “indícios reais de que vai voltar a delinquir se ficar em liberdade”.

Advogada Letícia Sousa Curado Melo está desaparecida desde sexta-feira — Foto: TV Globo/Reprodução

Advogada Letícia Sousa Curado Melo está desaparecida desde sexta-feira — Foto: TV Globo/Reprodução

Acusações

Além das denúncias já oferecidas pelo Ministério Público, o cozinheiro foi indiciado por mais um feminicídio e uma série de abusos sexuais.

Na última quinta-feira (3), a Polícia Civil concluiu inquérito e indiciou Marinésio pelo assassinato de Genir Pereira de Sousa, de 47 anos. A empregada doméstica desapareceu no dia 2 de junho e o corpo dela foi encontrado dez dias depois. O cozinheiro confessou o crime.

Genir Pereira, empregada doméstica assassinada por Marinésio Olinto, participou de campanha do Metrô-DF no Dia Internacional da Mulher de 2017 — Foto: Metrô-DF/Reprodução

Genir Pereira, empregada doméstica assassinada por Marinésio Olinto, participou de campanha do Metrô-DF no Dia Internacional da Mulher de 2017 — Foto: Metrô-DF/Reprodução

Além de feminicídio, ele também foi indiciado por ocultação de cadáver, no caso de Genir, e em outros sete inquéritos, por estupro ou abuso sexual. Confira a lista:

  1. Abuso sexual contra duas irmãs, de 18 e 21 anos. Elas usaram uma barra de ferro para conseguir fugir do carro.
  2. Em 2015, uma mulher de 25 anos, que foi abordada próximo ao Hospital Regional de Planaltina. De acordo com os investigadores, o cozinheiro tentou esganar a vítima, mas ela consegui fugir. De acordo com a polícia, o carro do irmão do suspeito foi usando no crime.
  3. Uma mulher de 39 anos. A vítima teria sido atacada entre 2013 e 2014. Em depoimento, ela contou que foi abordada em Sobradinho. O cozinheiro a levou ao Polo de Cinema de Sobradinho, mas a mulher conseguiu descer do carro e fugir.
  4. Uma jovem que à época tinha 19 anos contou ter sido abordada em 2017, no Vale do Amanhecer. Segundo os investigadores, o carro usado no crime foi um veículo preto, do irmão de Marinésio.
  5. Abuso sexual contra uma jovem de 23 anos. Ela pulou do carro em movimento para evitar ser estuprada.
  6. Uma mulher de 50 anos que foi abordada perto da região rural do Vale do Amanhecer.
  7. Jovem de 17 anos atacada por Marinésio em abril de 2019, em uma parada de ônibus.

‘Maníaco em série’

Marinésio dos Santos Olinto, autor confesso de dois assassinatos — Foto: TV Globo/Reprodução

Marinésio dos Santos Olinto, autor confesso de dois assassinatos — Foto: TV Globo/Reprodução

Chamado de “maníaco em série” por investigadores, Marinésio Olinto foi acusado de, pelo menos, 10 casos de abuso sexual.

As vítimas que registraram ocorrência são mulheres, com idades entre 17 e 50 anos. O caso mais antigo teria acontecido em 2013, quando uma vítima foi estuprada em Sobradinho.

As investigações sobre sete dessas denúncias já foram concluídas pela 31ª Delegacia de Policia (Planaltina) e encaminhadas ao Ministério Público. Marinésio está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.Com informações do G1.