Luciano Hang é condenado pelo TSE por coagir funcionários a votar em Bolsonaro


Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou em caráter definitivo o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, “propaganda eleitoral irregular” por ter coagido funcionários de sua rede de lojas a votar em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018

(Foto: Reprodução/Youtube)

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou em caráter definitivo o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, “propaganda eleitoral irregular” por ter coagido funcionários de sua rede d lojas a votar em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.

Segundo informações do jornalista Vinicius Segala, do DCM, no último dia 13, o TSE publicou decisão que colocou termos finais ao  processo 0601434-39.2018.6.00.0000, não cabendo mais recurso.

Na ação judicial, a própria Defesa do empresário informa sua  desistência em reformar a decisão judicial, e que o acusado cumprirá a  sentença, qual seja, o pagamento de uma multa de R$ 2.000, acrescida de  juros e correções a contar da data em que as propagandas irregulares  foram veiculadas. Esta é toda a pena que Luciano Hang vai ter.

No início de outubro do ano passado, Hang gravou um vídeo no  interior de uma de suas lojas, falando a seus clientes e funcionários,  que tudo ouviam pelo sistema de som do local. Ele disse:

“Todos sabem a minha posição. Eu sou Bolsonaro! Bolsonaro! Quero uma  salva de palmas”. Na sequência, pediu a todos que saudassem aquele  candidato, em coro: “Bolsonaro! Bolsonaro! Bolsonaro!”. E conclui em  pedido de voto: “Pra esse Brasil mudar, pra esse Brasil melhorar,  Bolsonaro Presidente” Brasil 247).

Em matéria publicada no Café com Leite Notícias, desde a campanha de 2018, dizia que os culpados, os trapaceiros e fora da lei ia aparecer um por um.

Hoje um prisioneiro político chamar quem lhe condenou de chefe de quadrilha, como disse o ex-presidente Lula se referindo a Moro, não é apenas um ato de coragem, mas, principalmente, a convicção de que está certo no que argumenta. Como tem falado o Glenn do Intercept, muita coisa ainda está por vir.