Jovem de 23 anos é o mais novo a morrer de coronavírus no Brasil


 Matheus  procurou um hospital privado para se tratar mas foi examinado e liberado para voltar para casa. Dois dias depois, sentindo-se muito mal, recorreu ao serviço público de saúde e foi imediatamente internado na UTI

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Matheus Aciole (Imagem: Deguste Gastronomia)

O gastrólogo Matheus Aciole, de 23 anos, é a pessoa mais jovem a morrer vítima de coronavírus no Brasil. A informação da morte do rapaz foi confirmada nesta terça-feira (31) pela Secretaria Estadual da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) e a Secretaria Municipal de Saúde de Natal.

Até as 6h desta quarta-feira, as secretarias registravam 203 mortes no Brasil e um total de 5.812 casos confirmados. Ontem, na Paraíba, o herdeiro da afiliada da Globo, de 34 anos, também morreu vítima da doença.

Matheus morreu no início da noite de terça em Natal, e o resultado positivo do exame para Covid-19 foi dado em seguida. De acordo com a Sesap, ele era obeso. A obesidade é um elemento que pode estar associado a quadros graves da doença, segundo aponta pesquisa do Reino Unido.

Ainda segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde, o paciente deu entrada em um hospital privado em 24 de março. Matheus foi examinado e liberado para voltar para casa, onde deveria manter medicações prescritas.

Ele ficou isolado por dois dias, mas não apresentou melhora. Matheus, então, procurou o serviço público de saúde na última sexta-feira (27), quando foi atendido e realizou o teste para a Covid-19. Logo em seguida, Matheus foi internado na UTI. Ele morreu no hospital.

Para além dos grupos de risco

Segundo a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde, alguns grupos e faixas da população são mais suscetíveis ou vulneráveis à Covid-19. Dentro desses grupos, são incluídas pessoas com mais de 60 anos, diabéticos, hipertensos, quem tem insuficiência renal crônica, doença respiratória crônica ou cardiovascular.

Nos últimos dias, no entanto, chamou a atenção a morte de pessoas jovens sem confirmação de comorbidades, as doenças relacionadas que predispõem o paciente a desenvolver um caso grave.

Em São Paulo, Mauricio Suzuki, um jovem de 26 anos que praticava corrida e chegou a correr maratona, morreu no último sábado (28) após ser infectado.

A família informou que ele fazia tratamento para regular o nível de ácido úrico no sangue, mas que isso não foi considerado doença pré-existente. A Secretaria de Saúde não divulgou informação sobre doença prévia.

Em Rio Bonito, região metropolitana do Rio de Janeiro, uma mulher de 32 anos teve a morte confirmada nesta segunda (30). A família negou que ela tivesse alguma comorbidade, o que estava sendo analisado pela Secretaria de Saúde.