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“Fim da aventura humana na Barra-Ondina”: pela primeira vez em 40 anos, baianos não terão feriado de Carnaval


"Fim da aventura humana na Barra-Ondina”: pela primeira vez em 40 anos, baianos não terão feriado de CarnavalCrédito da Foto: ilustrativa/Pexels

Com um 2020 que parece infindável, arrastando-se pelos 26 dias já corridos neste janeiro, os baianos não poderão dizer, em 2021, que “o ano só começa depois do Carnaval”. A pandemia de Covid-19 levou e mudou vidas, o colorido e a tradição. Ficou só a ressaca de uma eterna Quarta-feira de Cinzas, obrigando a adaptar a canção: é o fim da aventura humana na Barra-Ondina, no Campo Grande, Pelourinho e demais circuitos da folia.

Pela primeira vez em 40 anos, os baianos não terão o feriado de Carnaval. A decisão – conjunta – do Governo do Estado e da Prefeitura de Salvador foi anunciada nesta terça-feira (26/1). O ponto/registro de trabalho será, então, facultativo nas datas em que seria comemorada a festa deste ano (15 e 16 de fevereiro).

Um decreto estadual de 1981 estabelece como ponto facultativo a segunda, terça e quarta-feira (até meio-dia). Porém, em 2021, em razão da pandemia de Covid-19 e cancelamento da festa em fevereiro, o Estado e a Prefeitura da capital baiana entendem que não há motivo para decretar ponto facultativo nos dias mencionados acima.

A ideia da decisão é desestimular a ocorrência de qualquer evento que possa gerar aglomeração e influenciar no aumento do número de vítimas da doença causada pelo coronavírus, como afirmou o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM).

“Desde o início da pandemia, a nossa prioridade é salvar vidas. Já temos uma luz no fim do túnel: a vacina. Mas, enquanto não houver a imunização de todos, precisamos evitar aglomerações, redobrar os cuidados com a higiene e usar máscaras. Graças a Deus, ao trabalho das nossas equipes e à conscientização da população, estamos muito próximos de vencer a batalha contra a Covid-19 e virar essa página da nossa história, voltando à normalidade com total segurança”, declarou.

E o Carnaval na Bahia, oitava maravilha, fica para depois. Mais do que nunca, viver não será só festejar.