FHC quer que o PSDB rompa com o governo Temer, mas Aécio quer permanecer


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O artigo do ex-presidente FHC no jornal “O Globo” deste domingo (5), em que ele defende o desembarque do PSDB do governo Temer em dezembro, surpreendeu o núcleo do Palácio do Planalto.

O texto foi visto como uma espécie de ultimato aos tucanos, num momento em que o presidente Michel Temer faz um esforço para manter os ministérios da chamada “Ala do Jaburu” do PSDB, numa referência ao grupo que frequenta a residência oficial.

 

No ninho tucano, a percepção é de que Fernando Henrique decidiu sair do muro e apoiar explicitamente as teses defendidas pelo senador Tasso Jereissati. Com isso, o grupo do PSDB que deseja o desembarque do governo Temer ganhou força.

A percepção até mesmo de integrantes da “ala Jaburu” é que a argumentação de Fernando Henrique causou uma saia justa nos integrantes do partido que defendem a permanência no governo Temer. Essa é a tese do senador Aécio Neves que tem pressionado o partido a manter a aliança com o governo.

A argumentação de Fernando Henrique é pragmática: caso não deixe o governo Temer ainda em 2017, os tucanos serão coadjuvantes no processo sucessório de 2018. E ele ainda faz um alerta, ao citar as mãos de tucanos chamuscadas de inquéritos, numa referência mais direta ao caso de Aécio Neves, que tem causado forte desgaste ao partido.

A avaliação entre os tucanos é que a posição do ex-presidente deve enfraquecer a “ala Jaburu” e forçar o governador Geraldo Alckmin, nome mais forte do partido para 2018, a defender a tese do desembarque.

 

A questão de Aécio querer permanecer com o partido Tucano no governo, naturalmente que isso não é uma novidade, uma vez vinda de Aécio, pois todos sabem que o Temer “salvou” ele de ser afastado do cargo. Por outro lado, o “favor” de Temer já foi retribuído com os deputados Tucanos votando a favor do presidente Temer. Deve ser essa avaliação que o FHC está fazendo. Acontece que uma vez o presidente do partido Tucano, falido politicamente, na opinião pública, certamente outro candidato, já desgastado de outras políticas e problemas no governo paulista, que virá a tona em campanha, certamente não vai decolar. mas daqui pra frente começa os “ajustes”, que na verdade são desajustes para o Brasil, pois os interesses são contrários aos interesses do povo brasileiro. Sobre o Aécio querer que o seu partido permaneça ligado ao Jaburu, há uma explicação, que é o fato dele não está em condições de concorrer à presidência em 2018. Fonte G1, último parágrafo Cafe com Leite Notícias.