MARACÁS: Élio da Jhokau Som e prefeito Soya trocam palavras ásperas


A imagem pode conter: Elio Novaes Novaes

Vídeos e áudios de palavras trocadas entre o comerciante Élio, mas conhecido por Jhokau Som e o prefeito Soya, da cidade de Maracás, vem viralizando e elevando o clima entre os dois.

Tudo começou quando Élio, que é portador de uma doença rara e que traz muitas despesas, procurou a Secretaria de Saúde, como ele mesmo diz em vídeo, para que o ajudasse na questão do tratamento, mas que, segundo ele, foi negado. Élio lembrou que durante as gestões dos ex-prefeitos Nelson e Paulo ele obteve apoio para o seu tratamento, o que foi uma ajuda muito grande e até que a doença, apesar de não ter cura, se ausentou durante quase três anos, mas que agora voltou com um pouco de intensidade, infelizmente. “Só que para a minha surpresa, quando eu solicitei a ajuda, como sempre aconteceu, me negaram os exames. Digo que me negaram, porque disseram que o SUS não cobre esse tipo de exame”, comentou Jhokau, acrescentando que realmente o SUS não cobre, pois os exames são particulares e por isso ele estava pedindo ajuda.

Nesse caso entra as questões direitos e deveres. Se o Élio tem o direito de obter a ajuda para o seu tratamento, até porque é um cidadão que contribui com o Estado, o poder público municipal, estadual e federal têm que entrar com o dever de ajudar.

Muitas vezes as despesas de uma doença ultrapassam as condições do cidadão, principalmente se o mesmo se encontrar um pouco debilitado pela própria existêcia da doença. Cabe ao setor responsável agilizar e procurar resolver ou dispensar, pois doença não espera e o Élio disse que o deixaram vários dias esperando.

A verdade é que essa conversa rendeu e chegou às redes sociais, tomando uma dimensão maior no assunto. De acordo ao que foi comentado pelo portador da doença, o prefeito disse que até a gravação não foi da residência do Élio, e que o mesmo havia gravado em local inferior para afirmar não ter condições. Foi então que se mostrando irritado, em outro vídeo o Élio disse que não precisa mentir, e que a gravação foi no local de preparo dos produtos que ele comercializa e que ele mora bem, tem um comércio de médio porte , mas a situação não está boa, a crise está aí e ele precisa ser ajudado como sempre foi no caso desta doença que lhe persegue.

O que se sabe é que, com tudo isso o “caldo tem engrossado”, levando assim até a um desgaste político e pessoal a ambos, o que pode e deve ser evitado, porém com o caso solucionado.

No caso do Élio, que está com uma doença rara e que traz muito desconforto, deve ser levado em consideração esse fator. Já o gestor municipal seja ele de qualquer cidade, é sim um funcionário público municipal que foi contratado pelo povo para uma gestão de quatro anos. No caso de ser aprovado, o povo o contrata para mais quatro. Essa é a realidade.

O bom mesmo é haver um entendimento que venha desfazer o desentendimento que vem ocorrendo e desgastando os dois lados.