Dilma critica o PSDB e fala sobre privatização: “A água não pode ter dono”


Vale lembrar que a Dilma tem muita moral para dizer isso, pois nem só no seus seis anos de governo, mas também nos governos que lhe antecederam, do ex-presidente Lula, nada foi vendido. É preciso que as pessoas saibam e valorizem, que as riquezas do Brasil, aos brasileiros pertencem e não aos poderes estrangeiros. Com a privatização da água, que é um bem de todos, fica a incerteza de um mundo melhor e a provável certeza de escravização de um povo, sobretudo, como sempre os mais castigados, os mais fracos. Até aqui Café com Leite Notícias.

POR DILMA ROUSSEFF, ex-presidente, publicado no Twitter da autora

1/A lei aprovada no Senado autoriza a privatização do fornecimento de água e do tratamento de esgoto. A ideia já fracassou em vários países. Paris e Berlim, que haviam privatizado estes serviços, voltaram a estatizá-los, por causa da ineficiência e da exclusão dos mais pobres.

2/O tratamento de esgoto e a água limpa jamais chegarão a todos se forem concebidos para dar lucro a empresas privadas. Nenhuma empresa privada oferecerá tratamento de esgoto e água potável a quem não puder pagar suas tarifas, que por isto serão muito elevadas.

3/O PSDB liderou a aprovação da nova lei. Só a bancada do PT votou contra por unanimidade. O saneamento é essencial para oferecer vida segura e saudável à população. Significa fortalecer a saúde pública, que a crise do covid19 mostrou que só pelo Estado pode ser garantida a todos.

4/Ficam no Brasil as 2 maiores reservas de água do planeta, os aquíferos Guarani e Alter do Chão. A água é e será sempre a maior riqueza estratégica do mundo. Esta riqueza será entregue a empresas privadas, inclusive estrangeiras. Um crime contra a soberania e o povo brasileiro.

5/Ação criminosa e perversa, pois a água está sendo essencial no enfrentamento do covid19, e será fundamental contra qualquer vírus que no futuro nos ameace. A água não pode ter dono. É bem público que a todos pertence e por todos deve ser usufruída.

Fonte desta matéria Diário do Centro do Mundo.