Denúncia: imigrantes africanos que não conseguem pagar coiotes estão sendo mortos para o tráfico de órgãos


Barco com imigrantes visto durante uma operação de resgate por navios da Marinha italiana (Foto: Divulgação)

 

Os refugiados que não têm dinheiro para pagar aos traficantes para atravessarem o Mediterrâneo até território europeu estão a ser mortos pelos seus órgãos, sendo “vendidos por 15 mil euros a grupos, em particular de egípcios, que estão preparados para a recolha de órgãos”.

A informação foi avançada à polícia italiana por Nuredein Wehabrebi Atta, um homem eritreu que foi detido e recentemente condenado a cinco anos de prisão pelo seu envolvimento no tráfico de refugiados e migrantes oriundos de África com destino ao continente europeu.

De acordo com o “The Independent”, o testemunho de Atta ajudou as autoridades a desmantelarem uma rede transnacional de tráfico humano, com a polícia italiana a confirmar que deteve um total de 38 pessoas sob suspeita de envolvimento no crime, incluindo 25 eritreus, 12 etíopes e um italiano. O ministro italiano do Interior, Angelino Alfano, garante que as autoridades desferiram “um duro golpe” à rede criminosa, que usava Roma como centro das suas transações financeiras.

Em comunicado, a polícia de Palermo explicou que um dos homens da Eritreia detidos em 2014 aceitou colaborar com as autoridades e que foi graças a isso que as autoridades conseguiram pela primeira vez “ter uma ideia total das atividades criminosas” envolvidas nas operações de tráfico humano tanto no norte de África como em Itália. Com informações

do Expresso.