Cobra-rei de quatro metros é resgatada em esgoto na Tailândia


Uma cobra-rei de quatro metros foi capturada de um esgoto no sul da Tailândia nesta terça-feira (15). O resgate da serpente foi feito durante uma operação que teve uma hora de duração.

Imagens da captura foram divulgadas na internet, e mostram um homem perseguindo a cobra-rei – a maior cobra venenosa do mundo – em um tubo de drenagem estreito e escuro. A serpente espirrou na água e tentou deslizar de volta para o cano, mas foi puxada pela cauda após várias tentativas.

Algumas informações sobre cobras peçonhentaras e não peçonhentas

A médica e aventureira Karina Oliani explica os riscos de acidentes com serpentes e dá dicas do que fazer nessa situação

No Brasil, temos 265 espécies de cobras, sendo que apenas 20% consegue inocular veneno em suas presas. Essas são as chamadas serpentes peçonhentas. Elas pertencem a apenas duas famílias: Elapidae e Viperidae. Na primeira família, onde se encontram as najas indianas e as mambas africanas, temos como representante no Brasil as cobras corais, de veneno neurotóxico potente, mas pouco agressivas e com presas pequenas e curvas. Por esse motivo os acidentes com corais, apesar de graves, são raros.

Já na família Viperidae temos os gêneros Crotalus das cascavéis, o Lachesis da gigante amazônica surucucu e o Bhotrops, responsável pela grande maioria dos acidentes ofídicos no Brasil, representado pelas jararacas, urutú, caiçaca e jararacuçu. Resumindo as cobras peçonhentas que causam acidentes ofídicos no Brasil são, por ordem de importância, as jararacas, cascavéis, surucucus e corais.

Cerca de 40% dos pacientes atendidos no Hospital Vital Brazil (do Instituto Butantan de São Paulo) são picados por serpentes consideradas não-peçonhentas ou por serpentes peçonhentas que não chegaram a causar envenenamento (também chamadas de mordidas secas).

Como reconhecer qual espécie de cobra causou o acidente?

 

Geralmente isso será feito pelo médico que está acostumado a tratar esse tipo de ocorrência, mas em geral o acidente botrópico (causado por serpentes do grupo das jararacas) apresenta dor e inchaço no local da picada, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento pelos orifícios da picada, sangramentos em gengivas, pele e urina. Pode evoluir com complicações como infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal.

Já o acidente laquético (causado por surucucus) apresenta um quadro semelhante ao acidente botrópico, além de vômitos, diarréia e queda da pressão arterial.

O acidente crotálico (causado por cascavéis) causa no local da mordida uma sensação de formigamento, sem lesão evidente; dificuldade de manter os olhos abertos, com aspecto sonolento, visão turva ou dupla, dores musculares generalizadas e urina escura.
E por fim, o acidente elapídico (causado por corais verdadeira) não se observa alteração importante no local da mordida e as manifestações do envenenamento caracterizam-se por visão borrada ou dupla, pálpebras caídas e aspecto sonolento.

Algumas dicas pra prevenir ou evitar acidentes

Use luvas de couro nas atividades rurais e de jardinagem. Nunca colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros e em espaços situados em montes de lenha ou entre pedras;

Não utilize diretamente as mãos ao tocar em sapé, capim, mato baixo, montes de folhas secas. Usar sempre um pedaço de pau, enxada ou foice, se for o caso;

Não deposite ou acumular material que possa ser descartado perto da habitação rural, como lixo, entulhos e materiais de construção. Procure manter sempre a calçada limpa ao redor da casa;

Controle o número de roedores existentes na área de sua propriedade. Além de diminuir outros problemas de saúde pública, a diminuição do número de roedores evita a aproximação de serpentes venenosas que deles se alimentam;

Não arme acampamento perto de plantações, pastos ou matos denominados “sujos”, regiões onde normalmente há roedores e um maior número de serpentes. essas são algumas dicas para que os acidentes sejam diminuídos. Mas como dizem os mais prudentes, todo cuidado é pouco.