Ciro Gomes reaparece e mostra que é ainda menor do que se imaginava. Por Carlos Fernandes


Logo no começo da campanha para presidente do Brasil, o Ciro Gomes era uma opção forte para ocupar a cadeira e os corações da maioria do eleitorado. Mas o que aconteceu, foi que ele foi se perdendo em suas próprias entrevistas, que pareciam impensadas. Atirava pra todo lado, sempre em busca de uma melhor posição junto ao eleitorado, mas o que aconteceu foi muito desgaste. A luta do Ciro era para conquistar os votos do PT e ele achava que o caminho era batendo no próprio PT, enquanto deveria se alinhar, mas não ao seu modelo, Até porque, apesar do líder da esquerda preso, ele, o Lula, continua sendo o líder da esquerda.

Agora, depois do Bolsonaro já estar presidente, com grande ajuda do próprio Ciro, que além de se negar subir no palanque do seu ex-colega de ministério, o Haddad, ainda pronunciou algumas palavras que terminou ajudando e muito o candidato que se elegeu, ele [o Ciro] vem chegando, tentando reaparecer, se colocando numa bandeja como o principal representante da esquerda, só que mais uma vez batendo no PT e em Lula. No ponto de vista de qualquer analítico político, ou o Ciro vai se acabar na esquerda e virar uma Marina, que parece não ter mais chances na política de alto escalão, ou vai pedir um cantinho na direita para se instalar. Até aqui Café com Leite Notícias.

Continue lendo sobre as atitudes do Ciro.

 

Resultado de imagem para foto do ciro gomes

Dizem que o tempo cura o rancor. Para alguns, porém, esse triste sentimento parece ser indestrutível.

Ciro Gomes voltou a aparecer. Após um atraso secular a respeito do caso Queiroz, agora concede entrevista ao jornal El País.

Mais do mesmo, a única novidade é que se porta como um político ainda menor do que se imaginava.

Transbordando ódio contra o PT e condescendência ao governo Bolsonaro, dá sinais de que perde o foco da realidade ao querer tornar crível a esparrela da direita brasileira de que todo o mal no Brasil passa pelo Partido dos Trabalhadores e, sobretudo, puxar para si uma responsabilidade da qual o povo brasileiro jamais lhe outorgou.

De um lado, considera que o Messias tem força para construir um pacto de governabilidade e que todos nós precisamos ter a “sensibilidade” para ajudá-lo.

Quase servil, se abstém de fazer qualquer crítica ao governo dando pelo menos 100 dias para deixar “Bolsonaro tomar pé das coisas”. A partir daí, diz, começará a cobrar. De que forma e sobre quais pautas, prefere manter segredo.

É a partir dessa centena de dias que invocará “o papel que a nação deu a mim”. O papel da oposição, explica ele.

Quando a nação resolveu dar o papel de principal articulador da oposição ao governo Bolsonaro ao cidadão que passou longe de chegar sequer ao segundo turno das eleições é uma questão insondável para o nobre cavaleiro.

De qualquer forma, é assim que Ciro enxerga a sua atual posição na política brasileira.

Do outro lado, põe lenha na fogueira que aquece as suas frustrações.

Volta a criticar a “burocracia do PT”, Lula (a quem considera um preso comum e não um preso político) e a sua oferta para que fizesse parte da chapa. Um insulto, segundo ele.

Milimetricamente alinhado com os comentaristas da grande mídia antipetista, chamou de “atitude infantil, antidemocrática e burra” o fato do PT não ter participado da cerimônia de posse do presidente eleito.

Atitude infantil, antidemocrática e burra somente do PT, pelo visto, já que não mencionou absolutamente nada sobre o PSOL e o PCdoB que tiveram o mesmo posicionamento.

Ainda se autodeterminou como “a via” e como o “pós PT”, alguém, na sua definição, que “tem coragem de encará-los”. Um devaneio bravateiro de proporções faraônicas.

Tudo já seria um grande absurdo se no auge de sua retórica controversa não chegasse à “brilhante” conclusão que PT e Bolsonaro, na prática, se amam.

O homem é um fenômeno, realmente.

Ciro Gomes, devo reconhecer, possui a inacreditável capacidade de surpreender negativamente até àqueles que nada esperam dele. Quando imaginei que chamar um intelectual da envergadura e importância para o Brasil como Leonardo Boff de “bosta” fosse o seu fundo do poço, eis que o alçapão sempre surge.

Seu dom de se diminuir a cada entrevista que concede ainda vai alcançar patamares subatômicos, ou, em outras palavras, bolsonarianos. Fonte DCM.

Veja o recado da Gleisi Hoffmann para o Ciro

 

Gleisi Hoffmann para Ciro Gomes: Larga do pé do PT e de Lula

 

A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffann, usou a sua conta no Twitter nesta segunda-feira (7) para criticar as afirmações feitas por Ciro Gomes (PDT) ao El País.

“Ciro é bem vindo à oposição e a defesa do povo. Ñ precisa esperar 100 dias. Pode liderar, se coloque. Mas larga do pé do PT e de Lula. Já deu esse discurso de despeito. Precisamos defender o Brasil, o povo brasileiro e sua soberania”, escreveu a dirigente do partido Na rede social.

A relação que já não andava boa piorou bastante depois da entrevista do pedetista, que desferiu duros golpes no PT e no ex-presidente Lula.

Entre outras coisas “cabeludas”, Ciro disse na entrevista que Lula é um preso comum e o PT uma força corrupta. Fonte Blog do Esmael.