Bolsonaro volta a nomear ministro que criou candidatos laranjas para desviar recursos públicos


O que a população quer, é que, se há indícios de corrupção do ministro durante campanha, onde é acusado de usar mulheres como laranjas para conseguir verba, o primeiro passo seria investigar se há fundamento nas denúncias. Porém o que aconteceu foi ao contrário. o presidente Bolsonaro exonerou o ministro do cargo e no outro dia, em acordo com o ministro da Justiça, Sergio Moro, renomeou para o mesmo cargo. Isso, no mínimo, é não ligar para o povo. Afinal, não se trata de uma denúncia sem fundamento. Foi uma denúncia da Folha de São Paulo. Se o presidente está brigado com a Folha e com a Globo, isso é outro caso. O que não pode é ignorar as matérias de denúncias que chegam dessas fontes.

A mesma coisa acontece com o senador Flávio Bolsonaro. À medida em que o caldo vai engrossando sobre os possíveis envolvimentos com milicianos, a sociedade percebe que o caso é ignorado tanto pelo presidente quando pelo ministro Moro. Isso, no ponto de vista de quem não é apenas um tiete do presidente, mas sim um cidadão brasileiro que deseja acontecer as punições para quem realmente cometeu delitos, e não punições convenientes sem provas, sem dúvida o governo vai perdendo a credibilidade. Esse é o ponto de vista do editor do Café com Leite, Walter Salles.

Em ato assinado em conjunto com o ministro da Justiça, Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a nomear o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) para o cargo de ministro do Turismo. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (7).

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Deputado federal mais votado em Minas Gerias, o ministro patrocinou um esquema de candidaturas laranjas que desviou verbas públicas de campanha para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara, segundo o jornal Folha de São Paulo.

Álvaro Antônio havia sido exonerado nesta quarta-feira (6). Inicialmente, cogitou-se que a sua saída estava relacionada com o esquema de candidaturas laranjas, mas após a divulgação de sua exoneração, o ministro foi às redes sociais explicar que se tratava de decisão temporária para assumir mandato na Câmara e que retornaria no dia seguinte.

Com informações da Folha