Avaliação negativa de Bolsonaro aumenta e recuperação de imagem fica ameaçada


Jair e Michelle Bolsonaro (Alan Santos/PR)

Pesquisa realizada pela Quaest Consultoria entre os dias 2 e 5 de março com 1 mil eleitores brasileiros revela aumento da avaliação negativa do governo Jair Bolsonaro, que foi de 32% de dezembro de 2019 para 35% no levantamento atual. A parcela que avalia como regular o governo oscilou dois pontos negativos e chega 34%, enquanto aqueles que vêm de forma positiva a administração foram de 29% para 30% no mesmo período.

O estudo mostra que a maior parcela que avalia como positiva a administração de Bolsonaro se concentra entre homens (32%) entre 60 e 75 anos (35%) na região Centro-Oeste (41%) e evangélicos (47%).

O levantamento mostra que a imagem de Bolsonaro está ameaçada principalmente em relação ao sentimento das pessoas em relação ao futuro do Brasil.

Entre os pesquisados, 61% vê com preocupação o futuro do Brasil e outros 10% têm um sentimento de revolta. O otimismo caiu 5 pontos porcentuais e, atualmente, apenas 20% dizem estar otimistas em relação ao futuro do país, junto a outros 4% que vêem o cenário com “entusiasmo”.

A preocupação é maior entre as mulheres (66%) – diante de 56% dos homens – e jovens, entre 18 e 29 anos, onde o índice chega a 69%, com outros 10% de revolta.

A maioria das pessoas também acredita que o Brasil está piorando (38%) ou paralisado (27%), diante de 33% que vê melhoras – principalmente entre evangélicos (42%), quando o otimismo supera o pessimismo.

Coronavírus e fechamento do Congresso
O levantamento também pesquisou sobre o Coronavírus, doença que é conhecida por 92% dos entrevistados, que se mostram preocupados, muito preocupados ou extremamente preocupados (88%) com a doença. O estudo mostra ainda que 67% temem que o Coronavírus se espalhe pelo país – sendo que 71% quer evitar aglomerações.

Em relação à manifestação do dia 15 de Março, 61% dizem ter conhecimento de que o ato pede o fechamento do Congresso.

Entre os pesquisados, 50% diz não apoiar o fechamento do parlamento, enquanto 33% apoiam a ação – 17% não responderam ou não quiseram falar sobre o assunto. No recorte, apenas entre evangélicos o apoio ao fechamento do congresso (44%) supera aqueles que são contrários (38%).

Impeachment
A pesquisa revela ainda que 39% dos pesquisados são a favor do impeachment de Jair Bolsonaro, enquanto 49% são contrários e 12% não responderam.

Fonte Revista Forum.