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‘Parece que só no Brasil está morrendo gente’, diz Bolsonaro em meio a recorde de mortes


Somente nos últimos sete dias, morreram 15.650 pessoas por Covid no Brasil, o que colocou o país em primeiro lugar no mundo em óbitos no período

['Parece que só no Brasil está morrendo gente', diz Bolsonaro em meio a recorde de mortes]
Foto : Isac Nóbrega/PR

  

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (22), em cerimônia no Palácio do Planalto, ter a impressão de que, no mundo todo, somente no Brasil há pessoas morrendo por Covid-19. “Parece que, no mundo todo, só no Brasil está morrendo gente”, afirmou.

O país registra recordes diários de mortes. Somente nos últimos sete dias, morreram 15.650 pessoas por Covid no Brasil, o que colocou o país em primeiro lugar no mundo em óbitos no período, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O número representa 25% das 60.503 mortes registradas no período em todo o mundo. O segundo colocado em mortes são os Estados Unidos (7.252 nos últimos sete dias).

Bolsonaro deu a declaração ao afirmar que é preciso se preocupar com as vidas e também com os empregos, já que, segundo ele, a pessoa desempregada pode ter “problemas” que levem a “óbito, depressão e suicídio”.

“Sempre disse que temos que nos preocupar com vidas, sim, mas também com emprego. Uma pessoa desempregada, ela acaba tendo problemas que podem levar a óbito, depressão e suicídio. Vamos buscar uma maneira de melhor atender à população? Vamos. Parece que, no mundo todo, só no Brasil está morrendo gente. Lamento o número de mortes, qualquer morte”, declarou Bolsonaro.

No último dia 12, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, disse que o número de casos e mortes torna a situação no Brasil “preocupante” e que, “começando pelo governo, todos os interlocutores devem agir de forma séria”. O país é apontado na imprensa internacional como o epicentro da pandemia de Covid no mundo.  Do Metro1

 

 

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Inspiração: jovem que era cortador de cana se forma em Medicina


A história de Wellington tem inspirado muitos jovens a lutarem por seus objetivos. - Foto: reprodução Instagram
A história de Wellington tem inspirado muitos jovens a lutarem por seus objetivos. – Foto: reprodução Instagram

De cortador de cana a médico. A trajetória de Wellington Gomes se tornou uma grande inspiração para jovens carentes que sonham grande!

Do interior de Pernambuco, o estudante passou a vida inteira na roça, onde trabalhava cortando cana de açúcar para ajudar no sustento da família.

O esforço para mudar de vida e o apoio essencial dos pais fizeram Wellington ganhar força, prestar vestibular para a Faculdade Pernambucana de Saúde da Universidade de Pernambuco  – FPS/UPE e ser aprovado no curso que tanto querida: Medicina!

Hoje o rapaz está prestes a se formar e fez questão de compartilhar sua vitória no Instagram. A publicação viralizou e inspirou muita gente a nunca desistir de um objetivo, por mais difícil que ele pareça!

Estudo sempre foi prioridade

Filho mais velho de uma família de cinco irmãos, Wellington não se lembra exatamente com quantos anos começou a trabalhar para ajudar no sustento da casa.

Desde pequeno ele cortava cana em um engenho na zona rural de Ribeirão com o pai. Mesmo com o trabalho ocupando grande parte do dia, o garoto não deixava de lado os estudos.

“No ensino fundamental, eu estudava à tarde e um ônibus da Prefeitura ia lá [no engenho] buscar a gente [para a escola].

Só que no ensino médio, passei a ter dias alternados, eram dois dias semi-integrais e nos outros dias era só de manhã, aí a gente tentava conciliar [os estudos com trabalho] assim.”

Ele conta que durante o ensino médio fazia o percurso de onde morava até a escola de bicicleta, uma distância média de 7 km.

Caminho do Sucesso

Wellington começou a fazer planos desde cedo para a vida dele. O jovem aplicava nos estudos, uma meta que ele batizou de “caminho do sucesso”. E foi essa meta que deu mais força para ele nunca desistir da Medicina.

Ele conta que para se inscrever no vestibular, precisou cortar cana com o pai por muitas horas seguidas.

“Trabalhamos até mais ou menos 16h em um lugar chamado Engenho São Pedro e com o dinheiro pagamos o boleto do ssa e um papel de energia. Foi o dia todo. Foi sofrido. Foi um dos primeiros momentos em que acreditaram em meu sonho”, disse Wellington, que acrescentou:

“Eu sou o resultado de muita determinação, mas também de uma soma de esforços de diversas pessoas, como meu querido pai, que sempre acreditaram em meu potencial”, escreveu o estudante.

A publicação de Wellington viralizou e ele disse estar muito feliz de poder inspirar outros jovens carentes a seguirem seus sonhos.

 

Wellington e o pai, que tanto o apoiou nos estudos. - Foto: reprodução Instagram
Wellington e o pai, que tanto o apoiou nos estudos. – Foto: reprodução Instagram

Por Monique de Carvalho, da redação do Só Notícia Boa – Com informações de Folha de Pernambuco.

 

 

Em trapalhada do governo, FNDE erra transferência de R$ 766 milhões do Fundeb


Em trapalhada do governo, FNDE erra transferência de R$ 766 milhões do Fundeb

Foto: Reprodução/ CNM

O governo Jair Bolsonaro (sem partido) cometeu erros milionários em transferências de recursos do Fundeb, o que causou prejuízo aos cofres da União. Três estados e respectivos municípios receberam dinheiro a mais do que lhe eram devidos e, seis, a menos.

A lambança ocorreu em janeiro com a primeira parcela da complementação que a União faz ao fundo, principal mecanismo de financiamento da educação básica. De R$ 1,18 bilhão previsto, R$ 766 milhões foram repassados equivocadamente pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). O órgão é ligado ao Ministério da Educação e controlado por indicações do centrão.

O FNDE identificou o erro, determinou as restituições, mas houve muitos municípios que já haviam utilizado o dinheiro recebido a mais quando o Banco do Brasil tentou fazer o estorno.

Isso causou prejuízo para o FNDE de ao menos R$ 1,3 milhão, segundo documentos obtidos pela Folha. São valores referentes a um novo aporte que o fundo teve de realizar ao banco para que os entes recebessem o que lhes era devido.

O Fundeb foi renovado no ano passado com a previsão de maior participação da União. Mas essa parcela, paga em janeiro, ainda seguiu as regras anteriores, em uma fase de transição de modelo.

Questionado, o FNDE não respondeu até a publicação da reportagem.

O presidente Bolsonaro e o ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, promovem na tarde desta segunda-feira (22) um evento para a assinatura de um decreto que regulamenta novas regras.

Apesar de medida técnica de operacionalização, o governo realiza o evento com o objetivo de faturar politicamente em cima do novo formato do fundo. O governo sempre foi contrário ao aumento de recursos para a educação conquistado com o Fundeb.

Agora, lança mão de um ato administrativo para organizar esse que é o primeiro evento político sobre o tema, cuja emenda constitucional foi promulgada em agosto de 2020 pelo Congresso. O MEC praticamente não participou dos debates no parlamento sobre o texto.

Também serão lançadas nesta segunda cartilha e manual para estados e municípios se adequarem às diretrizes. Ainda para faturar politicamente, o ministro Milton Ribeiro, visto como decorativo na Esplanada, determinou a inclusão de seu nome e um texto de apresentação na abertura do manual.

A inclusão de última hora causou estranheza internamente porque Ribeiro não teve qualquer influência ou ciência do que foi feito, segundo relatos de membros de sua equipe. Antes, era um texto do presidente do FNDE, Marcelo Lopes da Ponte, que abria o material.

O Fundeb reúne parcela de impostos de estados e municípios e uma complementação da União para atender estados e respectivos municípios que não atingem um valor mínimo por aluno a cada ano. Nove estados deviam receber a complementação em janeiro, mas somente para um os recursos chegaram corretamente: Alagoas, no valor de R$ 40 milhões.

Do total de R$ 1,18 bilhão dessa parcela de complementação, R$ 382,9 milhões foram pagos a mais do que o devido a Ceará, Paraíba e Rio de Janeiro. Por outro lado, R$ 383 milhões deixaram de ser pagos a Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Pernambuco e Piauí.

O Rio de Janeiro nem sequer tinha direito à complementação, mas recebeu R$ 48,5 milhões indevidamente. Um caso esdrúxulo foi o da Paraíba, que fazia jus a R$ 10,4 milhões e recebeu R$ 283,2 milhões a mais.

No FNDE, a trapalhada foi atribuída a uma carência de pessoal. O problema atinge a autarquia desde o início da gestão Bolsonaro.

O fundo havia conseguido, em conjunto com o Banco do Brasil, a devolução, até o mês passado, de R$ 30,3 milhões de 27 municípios, segundo documentos oficiais. Secretarias de Educação consultadas pela reportagem informaram que houve pequenos atrasos e os problemas foram resolvidos com celeridade, mas há municípios que reclamam de queda no repasse, como, por exemplo, no Pará.

Até o ano passado, a complementação da União refere-se a 10% do bolo do Fundeb —regra que continuou a valer nesta primeira remessa. Essa complementação será de 12% neste ano, o que deve alcançar R$ 19,6 bilhões.

O novo Fundeb prevê que até 2026 o papel da União chegue a 23%. Isso aumentará o número de estados e municípios com direito ao aporte extra. Também há novas regras de distribuição dos recursos. BahiaNotiícias

Atirador mata policial e civis em atentado nos Estados Unidos nesta segunda


Atirador mata policial e civis em atentado nos Estados Unidos nesta segunda

Foto: CNN

Um atirador matou 10 pessoas em um atentado nos Estados Unidos, na tarde desta segunda-feira (22). O ataque ocorreu em um supermercado na cidade de Boulder, no Colorado.

 

O número de vítimas foi divulgado pelo G1, que indica que uma delas é o policial Eric Tallet, primeiro a chegar ao supermercado da rede King Soopers para atender a ocorrência. “Sabemos de 10 mortes no local, incluindo um de nossos oficiais de Boulder. O oficial Tally respondeu à cena – ele foi o primeiro a chegar – e foi morto a tiros”, disse o chefe de polícia Maris Herold, de acordo com o portal.

 

Segundo a CNN Brasil, a loja fica em um shopping center com um centro comercial de dois andares anexo. Forças policiais da cidade, a Swat e o FBI foram acionados para acompanhar o caso. Em meio à ação, o suspeito foi preso. Como também ficou ferido, ele está sob custódia da polícia enquanto recebe tratamento médico. Do  BahiaNotícias

Em Natal, homens armados invadem posto de saúde e roubam vacinas contra a Covid


Do g1:

Criminosos armados invadiram um posto de saúde e roubaram doses de vacinas contra Covid-19 no final da manhã desta segunda-feira (22) na Vila de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. O caso foi confirmado pela direção da unidade e pela Guarda Municipal da capital. Duas ampolas, com um total de 20 doses, foram levadas.

Dois homens suspeitos do crime foram detidos pela Polícia Militar no início da tarde em Ponta Negra, mas não estavam com as vacinas. A polícia ainda procura por pelo menos mais um suspeito.

Testemunhas disseram que criminosos já teriam tentado roubar doses no início da manhã, por volta das 7h, porém havia muitas pessoas no local, que gritaram, o que os afugentou. A polícia foi ao local e ficou parte da manhã, mas quando os policiais saíram, os assaltantes voltaram e roubaram as vacinas.

No final da manhã, os criminosos invadiram a unidade armados, pegaram uma caixa térmica e foram até a sala de vacinação, onde pegaram duas ampolas disponíveis.

(…)

Rui Costa e FHC defendem aproximação entre PT e PSDB para derrotar Bolsonaro


Fernando Henrique Cardoso e Lula

De acordo a matéria publicada no 247 PT e PSDB, que polarizaram a vida política nacional até o golpe contra Dilma Roussef em 2016, quando os tucanos perderam importância e ficaram numa postura subalterna, podem sentar à mesa e abrir conversações para derrotar Jair Bolsonaro. O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo que “se depender de mim, vamos trabalhar para isso. Sou a favor de que a gente coloque o Brasil acima das nossas divergências políticas secundárias”. Também ao Estadão, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que “da minha parte estou aberto a conversar. É necessário. Na minha concepção, é preciso definir quem é o inimigo principal. Se é o Bolsonaro, como a gente ganha dele?”. Lideranças dos dois partidos já admitem estar juntas no segundo turno da eleição presidencial de 2022. Articula-se uma reunião entre Lula e FHC, sem data por enquanto.

As declarações de Rui Costa e FHC foram publicadas nesta segunda-feira (22). Para o ex-presidente, além de discutir como derrotar Bolsonaro nas eleições de 2022, é preciso dialogar sobre programa: “ganhar para fazer o quê? Essas são as duas questões postas”. Para Rui Costa, a eleição de 2022 terá características especiais que justificam o diálogo com o PSDB: “Estamos tratando de um projeto de salvação nacional. A lógica da disputa da eleição no Brasil será semelhante à dos Estados Unidos. É a democracia contra a barbárie e o ódio. A sociedade do bem vai prevalecer contra a lógica miliciana de condução do País.”

O descongelamento das relações entre os dois partidos tem acontecido no âmbito do Fórum dos Governadores, onde petistas e tucanos e petistas têm se apoiado mutuamente e até trocado elogios.João Doria, que se elegeu em São Paulo com o “Bolsodoria” e com ataques violentos ao PT, abriu mão de sua política eleitoral e defendeu a escolha do governador Wellington Dias (PT), do Piauí, como coordenador das discussões o combate à pandemia no Fórum de Governadores.

A relação entre os governadores se estreitou ainda mais após Bolsonaro acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação de inconstitucionalidade para tentar derrubar os decretos de restrição de locomoção de pessoas adotados pelos governadores do Distrito Federal, da Bahia e do Rio Grande do Sul para combater o coronavírus.

Chapada: Primeiro azeite extravirgem nordestino é produzido com azeitonas de Rio de Contas e tecnologia de MG


A azeitona da variedade Arbequina foi trazida para o Brasil na década de 90 por pesquisadores da Epaming. Entretanto, a região da Chapada Diamantina também conta com outros cultivares adaptados pela empresa mineira.

Duzentos e oitenta litros de azeite extravirgem foram produzidos a partir de azeitonas cultivadas no município de Rio das Contas, na Chapada Diamantina, com apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epaming) em Maria da Fé; a empresa é vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O azeite será analisado por especialistas da área para atestar a qualidade do produto antes que ele seja comercializado nas prateleiras.

Pela primeira vez na história, uma região da Bahia foi capaz de produzir azeitonas em quantidade e qualidade suficientes para a produção de azeite, ao todo foram transportadas 1,6 toneladas de azeitonas do município baiano de Rio das Contas para o sul de Minas Gerais, onde a extração foi realizada. A azeitona da variedade Arbequina foi trazida para o Brasil na década de 90 por pesquisadores da Epaming. Entretanto, a região da Chapada Diamantina também conta com outros cultivares adaptados pela empresa mineira, como a variedade brasileira Maria da Fé (MGS Mariense), a Grappolo 541 (MGS GRAP 541) e Ascolano 315 (MGS ASC 315).

O plantio das mudas ocorreu em uma fazenda experimental ainda em 2006 e agora finalmente apresentou um resultado satisfatório aos olhos de empresários e produtores da região, conta o empresário Christophe Chinchilla. Para ele “aqui na região já temos produtores em outros municípios com pequenas floradas. Isso sugere que o potencial da Chapada Diamantina é grande. Sem contar no ‘terroir’ de Rio de Contas, que é muito especial. Temos um microclima muito diferenciado e tudo que sai daqui possui uma qualidade incrível”, salienta.

Naturais do Sul da França, região famosa pelo plantio de oliveiras e produção de azeite, a família do empresário encontrou em Rio das Contas a condição edafoclimática semelhante à de sua terra natal com dias secos, noites frias e ventos constantes, perfeita para o plantio da azeitona. O pesquisador da Epamig, Luiz Fernando de Oliveira, também confirmou o potencial da região. “Resta saber se essa produção será anual”, destaca.

“A nossa ideia é um dia ter um lagar [oficina] em Rio de Contas, mas esse é um passo que preciso dar com cautela. Antes, é importante aprender a comercializar o produto, ampliar o plantio e otimizá-lo. […] vamos esperar mais um ano para ter certeza de que temos regularidade de produção. A partir daí, provavelmente vamos plantar mais cinco mil árvores”, projeta Christophe. O empresário salienta ainda que, após a confirmação da qualidade do azeite, investirá na aquisição de equipamentos para a extração no próprio município. Veja mais aqui… Jornal da Chapada com informações da Ascom da Secretaria de Agricultura de MG.

84% dos brasileiros agora querem se vacinar: negacionismo em queda?


84% dos brasileiros agora querem se vacinar - Foto: Breno Esaki/Agencia Saúde DF
84% dos brasileiros agora querem se vacinar – Foto: Breno Esaki/Agencia Saúde DF

A ficha do brasileiro está caindo e pelo jeito, o negacionismo vai entrando em descrédito depois de tantas mortes. Nova pesquisa Datafolha revela que aumentou o número de pessoas que querem ser vacinadas no Brasil e, por outro lado, várias daquelas que se recusavam a receber a vacina agora admitem a possibilidade.

Subiu para 84% o percentual da nossa população que quer ser vacinada. Em janeiro eram 79%, aumento de 5 pontos percentuais em dois meses.

Já o percentual de pessoas que recusavam a vacina e diziam que não iriam se imunizar de jeito algum também caiu. Eram 17% em janeiro, agora são 9%, redução de 8 pontos percentuais. Os que não sabiam responder eram 4%, agora são 2%.

E as mulheres são as mais conscientes nesse momento crítico da saúde pública: 86% delas querem se vacinar, contra 82% dos homens.

Motivo

A mudança na cabeça do brasileiro acontece à medida que a covid-19 se alastra de forma desenfreada e descontrolada pelo Brasil – atual campeão mundial de mortes por dia – e mata amigos, ídolos e familiares.

Só neste sábado, 20, morreram 2.438 pessoas, segundo o Ministério da Saúde. Em um ano a doença já acabou com mais de 292 mil vidas apenas no nosso país.

Renda e escolaridade

A pesquisa Datafolha, feita entre os dias 15 e 16 março de 2021 em todas as regiões do país, com 2.023 brasileiros – com margem de erro de dois pontos percentuais – foi divulgada neste domingo, 21, pelo jornal Folha de São Paulo.

O levantamento mostra que os brasileiros que ganham mais e têm mais estudo são mais conscientes, ou seja, a intenção de se vacinar é maior de acordo com os níveis de renda e escolaridade.

Entre os brasileiros que estudaram até o ensino fundamental, o percentual que pretende se vacinar é de 81%. Percentual que sobe para 86% dos que concluíram o ensino superior.

Entre os brasileiros que ganham até 2 salários mínimos, o percentual é de 84%, enquanto entre os que recebem mais de 10 salários, 88% querem se vacinar.

Bolsonaro

A pesquisa mostra que muita gente ainda se deixa levar pelas ideias negacionistas do presidente da república.

Entre os que avaliam como bom ou ótimo (76%) o governo Bolsonaro, o desejo de se vacinar é menor.

Já entre os que avaliam como ruim ou péssimo o governo, o percentual dos que pretendem se vacinar é maior: 89%, ante 84% na média da população.

Vacinação obrigatória

O levantamento também questionou os entrevistados se a vacinação contra o coronavírus deveria ser obrigatória ou não no Brasil – o presidente Bolsonaro defende que não seja obrigatória.

E os números mostram que a mentalidade da população está mudando: Em janeiro 55% achavam que a vacinação deveria ser obrigatória. Agora são 70%.

Também em janeiro, 44% diziam que a vacinação não deveria ser obrigatória. Agora esse percentual caiu para 30%.

Vacinados

Até este sábado, 5,54% da população brasileira – 11.721.357 de pessoas – havia recebido a primeira dose da vacina contra a Covid-19, segundo o consórcio de veículos de imprensa.

A segunda dose foi aplicada em 1,96% (4.140.109 milhões).

Até o momento, o país conta apenas com 2 vacinas: a de Oxford e a CoronaVac.

Com informações do G1

Reinaldo Azevedo dá tapa de pelica na cara dos Frias após usarem Datafolha contra Lula e a democracia


Capa velha da Folha: obsessão com Lula

A infame armação da família Frias, que utilizou o Datafolha para solapar a democracia e tentar tirar Lula das eleições de 2022, está dando o que falar na manhã desta segunda, 22.

O ex-candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, com sua habitual finesse, comentou logo cedo.

Mais discreto, na sequência, quem deu sua opinião a respeito foi o jornalista Reinaldo Azevedo, que já trabalhou no jornal.

Em meias palavras, para resumir, disse que nunca debate a “inocência ou culpa de ninguém — de Lula ou de qualquer outro”.

Justificando sua opinião, Azevedo, que cunhou o termo “petralhas”, lembrou que se sente à vontade para comentar já que nunca foi simpatizante de Lula ou do PT.

“Se bati ou não nos governos do PT, é irrelevante”, escreveu em sua página no Twitter. “Tendo a bater nos governos da hora. Tem gente q só sabe elogiar os governos da hora. E há aqueles que acusam os crimes da esquerda, mas passam pano nos da direita. E tbem o contrário. Separo ideologia e gosto da questão legal”.

Que a Folha deixou de fazer jornalismo há muito até o vendedor de carro usado da Barão de Limeira sabe.

Mas não precisa exagerar, né?

Campanha ‘BolsoCaro’ sai da bolha política e ganha as redes impulsionada por famosos


Levantamento feito pela consultoria Arquimedes aponta que, somente um dos vídeos da campanha “BolsoCaro”foi visualizado 1,5 milhão de vezes. Deste total, 34% dos perfis não pertenciam a nenhum campo político. A cantora Anitta foi uma das principiais influenciadoras deste movimento.

Os vídeos da campanha “BolsoCaro”, de autoria desconhecida e que viralizaram nas redes sociais nas últimas semanas, conseguiram avançar e mobilizar milhares de perfis fora do espectro da discussão política. De acordo com reportagem de O Globo, um levantamento feito pela consultoria Arquimedes aponta que, no último dia 15, um dos vídeos foi visualizado 1,5 milhão de vezes e o número de referências à campanha chegou a 68 mil. Deste total, 34% dos perfis não pertenciam a nenhum campo político. A cantora Anitta, que integra este grupo, foi uma das principiais influenciadoras deste movimento.

Na verdade, o espalhamento destes vídeos e a sua credibilidade perante a sociedade, sobretudo os que têm renda menor e sofre diretamente o arrocho na hora de fazer as compras. Com isso, impulsionar essa campanha anônima fica mais fácil que empurrar um fusca ladeira abaixo. O que não fica bem é o Bolsonaro sempre querer apresentar um culpado de tudo, inclusive a alta dos combustíveis, mas nunca ele mesmo como presidente da República.

A postagem feita pela artista foi vista 680,9 mil vezes. Ainda conforme a análise, quase metade dos engajamentos estão ligados a perfis e influenciadores ligados à esquerda. Os usuários de centro e de direita foram responsáveis por 18,5% das interações.

“Com o aumento da inflação, principalmente a alta dos preços dos alimentos, o debate das redes tem dado atenção ao tema e a associação e responsabilização de Bolsonaro são frequentes. A campanha encontra eco em diferentes agrupamentos e incomoda mesmo aqueles que não participam do ringue da política, sem partido, mas que quando vão ao supermercado percebem a realidade”, disse o pesquisador e sócio da Arquimedes, Pedro Bruzzi.

Os dois primeiros vídeos da campanha tiveram como foco temas econômicos Com a chamada de “Custo BolsoCaro”, as peças abordaram a intervenção na Petrobrás e a crises diplomáticas com países parceiros, como a China. Na semana passada, um terceiro vídeo com.

As campanhas também se espalharam pelo Facebook e as postagens com o vídeo sobre “Bolso Família” tiveram 1,9 milhões de visualizações desde a última sexta-feira (19). Já o “BolsoCaro” registrou audiência superior a quatro milhões.

A fonte desta matéria foi o 247.

 

Enfermeiros autônomos começam a ser imunizados contra a Covid-19 nesta segunda-feira em Salvador


Enfermeiros autônomos começam a ser imunizados contra a Covid-19 nesta segunda-feira em Salvador
Crédito da Foto: ilustrativa/Pexels

A Prefeitura inicia, nesta segunda-feira (22/3), a vacinação contra Covid-19 de enfermeiros autônomos em Salvador. Além destes profissionais, demais trabalhadores da saúde que atuam em serviços de saúde públicos e privados e que, por algum motivo, ainda não haviam tido acesso a primeira dose do imunizante também podem buscar um dos pontos de vacinação disponibilizados para a categoria. Ainda nesta segunda, prossegue a imunização dos idosos com idade igual ou superior a 72 anos.

No caso dos autônomos (incluindo também os odontólogos, médicos e fisioterapeutas), para terem acesso às doses, é necessário estar com o nome cadastrado na lista disponibilizada no site da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), no endereço www. saude. salvador. ba. gov. br. No local de vacinação, serão exigidos os seguintes documentos: carteira do conselho de classe e cópia do último Imposto de Renda ou comprovante atualizado de pagamento do ISS, além de contrato de pessoa jurídica ativo ou última nota fiscal.

A primeira dose da vacina será aplicada nos enfermeiros em três pontos fixos, situados no Sindisaúde (Nazaré), Sindicato dos Enfermeiros (Amaralina) e Conselho Regional de Enfermagem (Barris), das 8h às 16h. Já a imunização dos autônomos acontece no mesmo horário, nas modalidades drive thru e ponto fixo, na Faculdade Bahiana de Medicina (Brotas) e Universidade Católica do Salvador (Pituaçu).

TRABALHADORES DA SAÚDE

A aplicação da primeira dose dos trabalhadores ligados aos estabelecimentos de saúde também continua, nesta segunda, para aqueles que possuem o nome cadastrado na lista disponível no site da SMS. É necessário portar a carteira do conselho de classe e apresentar cópia do último contracheque, ou contrato de trabalho pessoa jurídica ativo, ou última nota fiscal.

Já as pessoas que atuam em áreas afins nos estabelecimentos de saúde, como higienizadores, devem apresentar documento de identificação com foto mais cópia do último contracheque ou última nota fiscal. A vacinação para este público acontece das 8h às 16h, nos pontos de drive-thru e fixos na Faculdade Bahiana de Medicina (Brotas) e Universidade Católica do Salvador (Pituaçu).

IDOSOS

Os idosos de 72 anos ou mais podem ser vacinados, das 8h às 16h, nos pontos de drive-thru na Universidade Federal da Bahia – Campus Ondina, Arena Fonte Nova (Nazaré), Atacadão Atakarejo – Fazenda Coutos, 5º Centro de Saúde (Barris), Parque de Exposições (Paralela), Fundação Bahiana para Desenvolvimento das Ciências – Cabula,

Centro de Convenções de Salvador (Boca do Rio), Barradão (Canabrava) e Vila Militar – Dendezeiros.

Os pontos fixos estão situados na USF Vista Alegre, UBS Nelson Piauhy Dourado (Águas Claras), USF Resgate, USF Santa Luzia, USF Federação, USF Plataforma, USF Cajazeiras X, 5º Centro de Saúde (Barris), Colégio da Policia Militar (CPM) – Dendezeiros.

SEGUNDA DOSE

A aplicação da segunda dose para completar o esquema vacinal segue normalmente na capital baiana tanto para idosos como para trabalhadores de saúde. É preciso observar a data de retorno no site da SMS e no cartão de vacina obtido na ocasião da primeira aplicação.

A segunda dose dos idosos será aplicada nos mesmos postos voltados para os cidadãos a partir de 72 anos, das 8h às 16h. Neste mesmo horário, a aplicação da segunda dose para os trabalhadores da saúde acontecerá na Unijorge – Campus Paralela (ponto fixo e drive-thru), USF San Martin III (drive-thru) e USF Colinas de Periperi (ponto fixo).

Os idosos que foram imunizados em casa pelo Vacina Express não precisam fazer novo registro na plataforma digital para receber a segunda dose. O retorno da equipe de saúde será feito automaticamente de acordo com a data de reforço programada no sistema.

VACINA EXPRESS

Os idosos com 72 anos ou mais também poderão fazer o agendamento da vacinação domiciliar através do Vacina Express, no site vacinaexpress. saude. salvador. ba. gov. br . São ofertadas por dia 200 vagas, preferencialmente, para idosos acamados ou com dificuldade de locomoção.

FILÔMETRO

Para evitar filas, o cidadão a ser imunizado pode utilizar o Filômetro para saber quais os pontos de vacinação com maior ou menor movimentação. As informações estão disponíveis no site filometro. saude. salvador. ba. gov. br. Do Aratuon

 

Datafolha joga pro alto a sua credibilidade para atingir Lula com mais uma farsa


Fonte  DCM

 

Bolsonaro e toda cúpula da direita que explora o país, estão se “borrando” de medo do Lula

 

Bastou Lula aparecer em primeiro lugar nas pesquisas e confortar o país com um discurso conciliador e focado em interesses públicos corretos para a Folha perpetrar mais uma trapaça contra o ex-presidente.

O jornal da família Frias, que publicava – gesto inédito na história do jornalismo dito profissional – releases com nota de serviço no pé para estimular a população a ir para a rua defender o golpe contra Dilma em 2016, agora usa o seu instituto de pesquisas, o Datafolha, como instrumento de golpismo.

Mesmo já tendo reconhecido, em editorial, as evidências da parcialidade de Sergio Moro na Lava Jato e que “Lula não teve um julgamento imparcial no caso do famigerado apartamento de Guarujá (SP)”, o jornal encomendou uma pesquisa que aos olhos dos minimamente iniciados no jogo político soa como farsa ao dar margem para um novo golpe judicial contra o ex-presidente, com o objetivo de retirá-lo das eleições presidenciais de 2022 – aliás, como mostramos aqui no DCM na tarde deste domingo, 21.

Em matéria publicada nesta segunda, o jornal desconsidera a opinião de centenas de juristas brasileiros e do exterior e traz que 57% dos brasileiros considerariam justa a condenação do ex-presidente.

A Folha, com gestos assim, só mostra que não se envergonha de usar o jornalismo para solapar a democracia e a estabilidade política do país. O resultado de tanto esforço está aí para todo mundo ver: Jair Bolsonaro.

Mas o que isso interessa para a família Frias?

Leia a matéria e tire suas próprias conclusões.

‘Fique em casa’ deu errado, e não adianta autoridades colocarem a culpa nos mortos


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O Alto Comissariado da Gestão da Covid-19 em São Paulo, um agrupamento de médicos geralmente empregados no serviço público, burocratas diversos e especialistas em marketing, é um caso raro na história gerencial do Brasil: quanto maior é o seu fracasso na tarefa que foi encarregado de executar, maior é o seu poder junto ao governador do Estado — ou seja, quanto mais gente morre, mais eles querem mandar, no governo e na vida dos cidadãos. Os comissários, que operam sob o nome oficial de “Centro de Contingência”, estão governando cada vez mais no lugar do governador. Começaram como subordinados, passaram a ser autônomos e hoje estão no comando. Isso não acontece só em São Paulo. Ao contrário, é mais ou menos a regra na maioria dos Estados brasileiros, onde os governadores e os secretários de áreas não ligadas diretamente à saúde foram largamente substituídos em sua autoridade legal por comitês de “gestores de Covid”: assinam os decretos e o resto da papelada, mas estão indo a reboque das decisões tomadas por médicos, sanitaristas, técnicos e todos os que se apresentam hoje sob a denominação genérica de “cientistas”. São Paulo se destaca apenas porque é o Estado que tem mais mortos e infectados, e pelo fato de ser também o mais populoso. Os “gestores”, em São Paulo, estão especialmente agitados.

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Não é que os governadores estejam proibidos de mandar. Dar ordens, oficialmente, eles até que podem; mas não têm mais força para ir contra as decisões que lhes são levadas pela polícia sanitária que montaram ao seu redor. Para não fazer o papel de quem recua no combate à pandemia, acabam aceitando e aprovando as medidas cada vez mais radicais propostas pelos especialistas-cientistas — e, como frequentemente acontece neste tipo de organização, a ala extremista está no controle da maior parte dos grupos de administração da epidemia. Aos governadores, como o de São Paulo, resta assinar os decretos e receber elogios por sua “coragem” por parte do comissário-chefe. É aquele tipo de elogio que deixa mal o elogiado — no caso, ele é louvado pela coragem de fazer o que lhe dizem para ser feito. É isso, e só isso. Não poderia haver sinal mais claro desse descontrole na ordem natural — e legal — das coisas do que a atitude da cúpula do “Centro de Contingência” de São Paulo diante do desastre que o Estado vive no momento, por causa da Covid e das medidas que estão sendo tomadas para lidar com ela. O comitê dá a impressão, a cada dia, de estar mais e mais à beira de um ataque de nervos. Os integrantes do grupo não são políticos de ofício, nem foram eleitos para nada; ignoram, assim, o livrinho de regras básico de quem tem de governar alguma coisa. O resultado é que, diante da adversidade formada à sua volta, reagem exatamente ao contrário do que se espera de um governante: põem a culpa do problema nos governados. Já culparam a “falta de um plano nacional”, a “postura do governo federal” etc. etc. Agora, sobrou para o povo em geral.

“Não estamos satisfeitos com o resultado obtido”, avisou o coordenador-executivo do Centro de Contingência paulista. Ele se referia ao fato de que não houve melhora nenhuma na situação depois que São Paulo adotou, dias atrás, a “fase emergencial”, a mais extremada de todas as que foram tentadas até agora com o propósito de proibir a circulação do vírus. Que melhora ele esperava, se continua aplicando as mesmas medidas que vêm dando errado até agora? O coordenador-executivo e os seus colegas querem, como na definição clássica da inutilidade, chegar a resultados diferentes por meio da repetição dos mesmos métodos. Pretendem alcançar o sucesso fazendo as mesmas coisas que os levaram ao fracasso; não pode dar certo. Como não conseguem, e não vão admitir nunca que estão equivocados, têm de dar alguma explicação. A última explicação que acharam é esta: “A culpa é da população de São Paulo. Nós estamos certos, quem está errado é o povo”.

Os “gestores”, no caso, acham que a população não está obedecendo direito às suas ordens — e, se não “colaborar mais”, será punida com medidas ainda mais “duras e dramáticas”, segundo adverte o chefe do grupo. Dizem, à sua volta, que “milhares de pessoas estão morrendo” e que a repressão às liberdades públicas e aos direitos individuais irá “até o Natal”. É um despropósito: como uma autoridade pública vem culpar as vítimas pelas mortes que a pandemia causou? Como os cidadãos podem ser ameaçados em função de algo que não fizeram? O governador João Doria, que é político e entende as obrigações básicas de um político, dificilmente diria uma coisa dessas. Mas aí é que está: o gestor-chefe da Covid diz, e é considerado um grande sujeito no governo do Estado.

Mas o que, na prática, a população de São Paulo estaria fazendo de tão errado para ser ameaçada desse jeito? Aparentemente, o motivo principal do desagrado do coordenador é que há gente demais no metrô; na sua opinião deveria haver menos. Ninguém, ao que se saiba, toma o metrô para passear. Todos, ali, têm a necessidade absoluta de trabalhar para se manterem vivos; não podem fazer home office, como recomendam os cientistas do “fique em casa”. Além do mais, se não se amontoarem no transporte público para ir ao trabalho, como é que se vai fazer o delivery para os doutores do comitê? Como vai haver comida nos supermercados e remédios nas farmácias? Quem vai resolver a falta de luz e o vazamento do gás? Quem vai cuidar da água — fria e quente? Infelizmente, para se fazer tudo isso, e um milhão de coisas a mais, é indispensável que milhões de pessoas trabalhem todos os dias e, com isso, desagradem ao coordenador-executivo do Centro de Contingência. É a velha história. Para a empregada doméstica, trabalho; para o patrão e a patroa, home office.

O Alto Comissariado age como se São Paulo fosse um grande hospital

Circulam diariamente no sistema de metrô e trens metropolitanos de São Paulo perto de 8 milhões de pessoas, na capital e na área em sua volta; não existe nenhuma possibilidade física de se manter o “distanciamento social” num negócio desses, nem aqui nem em lugar nenhum do mundo — coisa que, aliás, deveria estar clara para cientistas. O que o Comissariado da Covid está querendo não faz nenhum nexo. “Esperávamos que após uma semana de fase vermelha (ou ‘emergencial’) tivéssemos mais cumprimento das recomendações, que não tivéssemos mais aglomerações, sobretudo no transporte coletivo”, disse o gerente do grupo. Ou seja: as mortes se multiplicam por culpa das pessoas que não cumprem as “recomendações” do governo e usam o transporte público para ir ao trabalho. Há pior. Os gestores da Covid escalonaram os horários do metrô e dos ônibus. Pensaram: se houver menos metrô e menos ônibus em circulação, haverá menos gente dentro, certo? Errado, é claro — a única coisa que aconteceu é que houve o mesmo número de gente para um número inferior de ônibus e de composições de metrô. Resultado: aglomeração dentro e fora. Na visão dos comissários, o povo viaja amontoado e de pé porque gosta — ou porque não sabe obedecer às ordens do governo.

É isso mesmo o que se pode esperar, na verdade, de um agrupamento como esse que o governo de São Paulo montou para administrar a epidemia. Nunca na vida, pelas experiências que tiveram, precisaram pensar em coisas como direitos constitucionais, garantias para o cidadão, liberdades públicas ou cumprimento da lei. Não é esse o seu mundo — como não faz parte do seu mundo, hoje, qualquer coisa que não diga respeito à Covid. Milhões de empregos perdidos? Falências? Vidas arruinadas? Sua resposta automática para tudo isso é: “Salvar vidas é mais importante”. Nunca lhes ocorreu, até hoje, que é indispensável salvar, ao mesmo tempo, as vidas de quem pega a doença e de quem não pega; umas e outras valem por igual. Os comissários não são ditadores por vocação, nem pessoas de má índole. São médicos. Constituição, economia, trabalho? “Essas coisas não são com a gente”, acham todos eles. “Não podemos ficar pensando nisso se quisermos fazer o nosso trabalho”. Estão convencidos de que têm questões mais importantes a tratar.

Os gestores da Covid em São Paulo, no fundo, acham muito natural que você tenha o mesmo estilo de vida que eles têm — como é natural que um médico de regime, por exemplo, escolha o que o cliente deve comer. Podem ter as melhores intenções, mas não são feitos para governar, da mesma forma que nenhuma ocupação profissional qualifica alguém para o trabalho de governo — a começar pelos militares, como tanto se sabe e se repete. Se com militar não dá certo, então por que daria certo com médico? O Alto Comissariado age como se São Paulo fosse um grande hospital, onde o médico resolve e o paciente obedece — para o seu próprio bem. Mas São Paulo não é um hospital. É um território onde vivem 45 milhões de pessoas; a imensa maioria não é de funcionários públicos, nem de executivos com salário garantido. Seu trabalho é sempre “presencial”, como se diz hoje. Seus filhos têm de ir à escola. Sua renda depende de comparecerem ao serviço. Não podem ficar “em casa”. Nada disso existe para os médicos-gestores de São Paulo. Por suas próprias palavras, como deixou claro o coordenador-executivo, o trabalho é nocivo à quarentena; no momento, está fazendo muito mal ao Centro de Contingência. O resumo dessa ópera é que as autoridades paulistas perderam a confiança no público — esse público que não obedece direito às instruções que recebe e não colabora como deveria colaborar. Neste momento, segundo os repetidos manifestos do comitê central de administração da pandemia — e dos altos funcionários que passaram a se formar em sua volta — a população paulista, positivamente, não está à altura do governo e dos seus colaboradores.

É uma comprovação do estado de desordem mental em que se encontra o combate à Covid em São Paulo a ideia, realmente extraordinária, de que os paulistas estão morrendo não por causa de um vírus que o governo não consegue controlar com medidas repressivas, e sim porque não cumprem as ordens do Centro de Contingência. Os gestores se queixam que não há mais leitos de UTI o suficiente — e, na mesma frase, acusam os cidadãos pela situação de “extrema gravidade” na qual o Estado se vê envolvido. Não há leitos nas UTIs porque as autoridades fracassaram na tarefa de providenciar leitos nas UTIs. O que a população tem a ver com a administração do sistema público de hospitais? Sua única culpa é ficar doente. A realidade é que o “fique em casa” deu errado — é o que mostram os números e os fatos, expostos nas próprias entrevistas de quem foi incumbido de combater a epidemia.  Não foram capazes, até hoje, de apresentar nenhum argumento sério para negar o seu fracasso. Não adianta, aí, assumir um ar indignado contra a “irresponsabilidade” e botar a culpa nos mortos e feridos.

Todo o desmanche psicológico que afeta hoje as autoridades do Estado de São Paulo foi ilustrado, de forma quase cômica, pela secretária de Desenvolvimento Econômico. Numa entrevista à Jovem Pan — uma das poucas ou a única emissora de rádio do Brasil em que se pode ouvir hoje alguma pergunta que incomode os gestores da Covid — o jornalista Paulo Figueiredo indagou: “A senhora continua recebendo o seu salário?”. Essa é, no fundo, a grande divisão da história toda: de um lado, os que continuam ganhando, e não precisam comparecer ao local de trabalho; e do outro, os que não estão ganhando nada, porque perderam o emprego ou fecharam o seu negócio. A secretária ficou muda. Tudo o que disse e repetiu, exaltada, foi: “As pessoas estão morrendo!”. Poderia muito bem ter respondido: “Sim, continuo recebendo porque continuo trabalhando”. Mas não. Entrou em transe, não respondeu nada e pareceu desorientada. Foi triste. Tudo isso é muito simples. Por isso é preciso complicar tudo. Com informações do  Jovempan

Ator Paulo Gustavo é intubado e marido se pronuncia em rede social: “Não é gripezinha!”


Ator Paulo Gustavo é intubado e marido se pronuncia em rede social: "Não é gripezinha!"Crédito da Foto: Instagram

O marido do ator Paulo Gustavo, Thales Bretas, se pronunciou em seu perfil do Instagram após o comediante ser intubado em um hospital no Rio de Janeiro. O artista está desde o dia 13 de março internado em decorrência da Covid-19.

“Hoje o amor a minha vida Paulo Gustavo tomou mais um passo na cura da infecção pelo COVID-19. Foi sedado e intubado para que a cura consiga se estabelecer nos seus pulmões sem cansá-lo tanto com a falta de ar que o incomodava”, informou.

Thales agradeceu o apoio dos fãs. “Não consigo responder a todos os amigos que, tenho certeza, só tem mensagens de carinho, afeto e torcida! Mas agradeço aqui a todos e peço que continuem orando, que que a cura tá chegando! E orem por todos com Covid, que essa doença não é nem nunca foi uma gripezinha.” Do Aratuon

 

 

Vídeo: Atirador dispara contra multidão que pedia impeachment e prédio do Partido Colorado é incendiado no Paraguai


Episódio aconteceu após Congresso livrar o presidente Mario Abdo Benítez, aliado de Jair Bolsonaro; assista.

Da Fórum

A rejeição do impeachment do presidente Mario Abdo Benítez e do vice-presidente Hugo Velázquez no Congresso do Paraguai nesta quarta-feira (17) reacendeu a indignação de manifestantes que pedem a saída da dupla desde o início do mês em razão da má gestão da pandemia, do fracasso econômico e de denúncias de corrupção.

A mobilização, que começou em frente ao Congresso, seguiu pelas ruas da capital Assunção e foi alvo de um ataque promovido por um atirador que seria ligado à segurança da Assembleia Nacional Republicana, o Partido Colorado paraguaio. A legenda, que possui mais da metade das cadeiras na Câmara, abriga o presidente

Mario Abdo.

Segundo informações do ABC Color, o incêndio começou logo após o homem atirar com escopeta contra a multidão que protestava contra a decisão da Câmara de salvar o presidente. “Queime, morra, Partido Colorado, esse partido da ditadura”, diz um dos manifestantes em um dos vídeos.

Os manifestantes envolvidos no incêndio foram presos, mas o atirador não foi detido. O fogo já está controlado.

O Partido Colorado lamentou o caso e divulgou imagens do circuito interno. “Repudiamos os danos causados por vândalos ao ANR (Colorado Roga). Felizmente, não há mortes para se arrepender. Exigimos manifestações pacíficas a favor de reivindicações genuínas, mas rejeitamos e condenamos veementemente todos os tipos de violência”, escreveu o presidente da legenda, deputado Pedro Alliana, no Twitter.

No entanto, nas redes sociais o feito foi celebrado. Nos assuntos do momento, as tags (já traduzidas) ANRNuncaMais, EstouAquiParaoMarçoParaguaio2021 e ForaTodos dominaram o Twitter.

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