(77) 99152-6666

Não há revoltas como essas desde a morte de Luther King, segundo ativista americano. Por Lu Sudré


Martin Luther King Jr. Foto: Wikimedia Commons

 

Publicado originalmente no site Brasil de Fato

POR LU SUDRÉ

Em entrevista ao Brasil de Fato, Nino Brown declara que os Estados Unidos “criou uma tempestade que não pode controlar” – Foto: Michael Ciaglo/ Getty Images via AFP

Mesmo com as ameaças feitas pelo presidente Donald Trump, que declarou que chamaria as forças armadas para “dominar as ruas” contra os protestos antirracistas que inflamam os Estados Unidos, manifestações e ações diretas continuaram a acontecer pelo sétimo dia em diversas cidades do país.

Apesar do toque de recolher determinado em mais de 40 cidades, atos públicos e danos ao patrimônio foram registrados nesta segunda (1º), assim como conflitos entre os ativistas e forças policiais. Lojas e restaurantes foram fechados. Estabelecimentos de grandes marcas foram saqueados e incendiados.

A mobilização que acontece em nível internacional contra a violência policial é uma reação ao assassinato de George Floyd, um homem negro de 40 anos que morreu ao ser asfixiado por um policial no dia 25 de maio.

Após pressão popular, Derek Chauvin, o policial que sufocou a vítima com o joelho e pressionou seu rosto contra o asfalto por mais de 8 minutos, foi detido dias depois do crime e responderá por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Os outros três policiais que participaram da ação ainda estão sob investigação.

Em entrevista ao Brasil de Fato, Nino Brown, ativista da coalizão Answer, siglas para Act Now to Stop War and End Racism (Agir agora para parar a guerra e acabar com racismo, em português), afirma que não há revoltas tão massivas e intensas nos Estados Unidos desde o assassinato de Martin Luther King Jr., em 1968.

“Os protestos nos mostram que há uma consciência negra e radical que está acordando em todo o país. Mas também, em geral, uma consciência revolucionária e radical da classe trabalhadora que está se espalhando pelos Estados Unidos”, analisa Brown.

A revolta está no ar, as pessoas não têm mais medo. Elas estão contra-atacando

Para o ativista, o toque de recolher e as ameaças do presidente são ineficazes frente à potência do movimento antirracista, que tende a se intensificar.

“Entrará para a história. As revoltas ainda não acabaram. Temos muitos dias pela frente. A polícia continua matando pessoas. Agora, enquanto estamos falando nesse exato momento, eles continuam brutalizando pessoas. E as condições só irão piorar”.

Brown ressalta que os impactos da pandemia do novo coronavírus aprofundam a convulsão social do país, mas que, ainda assim, a população continuará em protesto contra o racismo fundante da sociedade estadunidense, mesmo com a repressão nas ruas e ameças do presidente.

“A revolta está no ar, as pessoas não têm mais medo. Elas estão contra-atacando”, endossa o também integrante do Party 

Confira a entrevista com o ativista na íntegra. 

Brasil de Fato – O que a brutal morte de George Floyd e os protestos em reação ao assassinato nos mostram sobre a sociedade americana e como a polícia atua no país?

Nino Brown – O que os protestos estão nos mostrando, primeiramente, é que o governo dos Estados Unidos é tão racista que não pode e não quer ao menos punir seus próprios policiais.

O que é interessante sobre esses protestos é que muitas pessoas da classe trabalhadora estão deixando seus medos de lado e realmente começando a lutar contra isso. Em 75 cidades em todo o país houve revoltas. Não vimos revoltas como essas desde 1968, quando Dr. King (Martin Luther King Jr.) foi assassinado.

Vimos uma crescente revolta em 2014, em Ferguson, mas nada tão difundido e nesse nível de intensidade. Os protestos revelam que os Estados Unidos está mais interessado no policiamento e opressão de pessoas negras, cobrindo crimes de seus policiais, do que simplesmente fazer justiça.

E porque o governo americano não quer fazer isso, não pode fazer isso, muitas pessoas estão percebendo que não têm nada a perder a não ser suas correntes.

E impressiona que esse movimento tenha tanto corpo mesmo em meio à pandemia. 

A própria pandemia é um exemplo de racismo e supremacia branca nesse país. O coronavírus só desmascarou o chamado “democrático” Estados Unidos. As mais de 100 mil mortes ocorreram, predominantemente, entre negros, latinos e outras populações não brancas que moram aqui.

Nós vimos como a Guarda Nacional foi e está mobilizada, como a polícia também está mobilizada, de forma rápida, para reprimir [os protestos]. Mas o Estado não se mobilizou de forma rápida para curar as pessoas afetadas pelo coronavírus. Isso é o que precisamos saber sobre a sociedade americana.

Como você avalia as manifestações? Alguns atos são mais radicalizados e chamam atenção em todo o mundo. E há tempos não vemos insurgências como essas. 

Eu me solidarizo 100% a todos os protestos, em todo o país, em todo o mundo. Os protestos nos mostram que há uma consciência, uma consciência negra e radical, que está acordando em todo o país. Mas também, em geral, uma consciência revolucionária e radical  da classe trabalhadora que está se espalhando pelos Estados Unidos.

Os protestos são multinacionais, mas claramente ancorados e fundamentados na classe trabalhadora negra. E é isso que realmente está guiando essa luta pra frente. Um papel de liderança.

O que estamos vendo nos últimos dias é que os protestos estão se espalhando e não estão recuando, apesar do Estado, apesar da opressão. Isso é um ponto importante.

Não é fácil para as pessoas encararem um Estado cruel durante uma pandemia, enquanto a polícia está jogando gás lacrimogêneo, e outros projéteis que podem exacerbar qualquer condição pré-existente que se tenha.

Acreditamos que os protestos devem continuar, crescer de forma massiva. O movimento deve afinar suas demandas políticas. Obviamente, justiça para George Floyd, mas não só para ele. Justiça para os últimos 500 anos de opressão. Vamos continuar lutando até conseguirmos.

Você citou a questão da resposta do Estado à mobilização, mas queria retomar o assunto. Os manifestantes estão sendo reprimidos de forma contínua. O que isso representa nesse momento?

Representa o fracasso da sociedade americana de dar Justiça para as pessoas negras. Eles não têm solução política, não têm solução econômica e social para nós. Depois de 1865, quando a Guerra Civil acabou e a população negra fugiu das plantações onde era escravizada, nossa vida é muito menos valiosa para a classe dominante.

Eles querem nos ver completamente oprimidos e deixados de lado. O jeito que o Estado está tratando: “isso é o Antifa”, “são agitadores de fora”, é para tirar nossas liberdades civis, para tirar nossos direitos civis básicos, que já são fragilizados.

Quando a polícia reprimiu os atos em Minneapolis, eles estabeleceram o tom que seria para o resto da Nação. Acho que o Estado criou uma tempestade que não pode controlar.

Muitas cidades decretaram toque de recolher e ainda assim as pessoas continuaram nas ruas. Trump autorizou o uso das Forças Armadas para conter os protestos e fez uma série de ameaças que não amedrontaram as pessoas.

Sabemos que, historicamente, quando há repressão, haverá resistência. As pessoas não poderão continuar oprimidas pra sempre. Esses toques de recolher, adotados em mais de 40 cidades, número que provavelmente deve aumentar, tem se provado completamente ineficazes.

O Estado deve prender esses policiais assassinos. Não há nada que eles possam fazer para reverter o fato que eles não estão atuando para dar justiça para a família de George Floyd. Todos os policiais envolvidos são cúmplices.

Mais protestos estão sendo marcados para essa semana e em todo o país. Claramente os toques de recolher não estão funcionando. O problema não é o toque de recolher, é a injustiça e o fracasso de simplesmente garantir que esses policiais assassinos estejam presos.

Você mencionou que os protestos tem protagonismo da classe trabalhadora negra. Mas eles também são multirraciais, certo? Negros, latinos e brancos estão nas ruas juntos?

É algo lindo de se ver. A classe trabalhadora multinacional e multirracial junto, lado a lado. Em Atlanta, onde o escritório da CNN foi ocupado, vimos bandeiras mexicanas, a bandeira do movimento negro nacional sendo hasteada. Em New Jersey, em Nova York, Los Angeles, diversos grupos e o MST estão se juntando contra o terror policial.

Estamos vemos diferentes formas de união daqueles que estão na base da sociedade. São os 99%. Temos negros, brancos, latinos nas ruas todas as noites.

Eu queria sublinhar que, principalmente, a classe negra trabalhadora tem proporcionado uma liderança chave nesse movimento. Isso tem sido respeitado e é uma lição que temos aprendido na última década de luta, mostrando que vidas negras importam.

Aqui no Brasil tivemos um protesto no Rio de Janeiro, e outras manifestações foram registradas em Londres, em Berlim e outros países. Quão importante é que a atenção mundial esteja voltada para essa questão agora?

É muito importante. Primeiramente porque a mídia mainstream tenta enquadrar o problema da opressão aos negros como um fenômeno americano. E sabemos que isso não é verdade. As pessoas negras são oprimidas em todo o mundo onde existem, resultado do imperialismo.

As pessoas negras existem nesse país como uma colônia doméstica. Uma nação dentro de outra nação, da forma que os palestinos existem. Como os caxemires existem.

Nós não nos identificamos, não é prudente nos identificar com essa nação opressora e dizer: “Somos americanos”. Se fossemos americanos, não estaremos vivendo o inferno que vivemos agora.

Somos parte do sul global. Somos parte das pessoas que são colonizadas globalmente no Brasil, na Ásia, na África, na Austrália, em todo o mundo.

O fato de que essa luta está se espalhando ao redor do planeta mostra, primeiramente, que nossos ancestrais, pessoas pobres, da classe trabalhadora e colonizadas, são os mesmos. E, em segundo lugar, que a pandemia e o sistema mostra que não é um problema de um país isolado. É problema de um sistema capitalista global que nasceu baseado no racismo e no genocídio.

As pessoas estão reconhecendo isso. Apenas quando derrotarmos esse sistema internacionalmente, podemos ter justiça de verdade.

Há diferença de tratamento por parte dos policiais entre pessoas negras e brancas que estão protestando nesse momento?

Desde que os Estados Unidos foi fundado como país. Desde 1700, quando os Estados Unidos empregaram homens brancos para policiar e escravizar pessoas negras. Por centenas de anos, há essa lógica de que qualquer pessoa branca, seja um policial ou não, qualquer homem branco, tem autoridade e legitimidade para agir com violência contra pessoas negras.

Há um link histórico com quando esse país foi fundado. Pensaram: “Não temos tantas pessoas para capturar negros. Vamos armar homens brancos para que se tornem parte de nosso Estado supremacista branco”.

Vimos protestos em Michigan, Kentucky, Carolina do Norte, onde pessoas brancas armadas estão protestando, pedindo que o comércio seja reaberto, assim como o governo. Conscientes do fato de que são trabalhadores negros e latinos que estão morrendo em sua maioria, são a maior taxa de óbitos.

Reabrir a economia realmente significa reabrir os portões do inferno para nossa população. Nos jogar diretamente no fogo, só para que eles possam ter um corte de cabelo, para que possam ter vidas normais.

Os Estados Unidos são bem similar ao Brasil. Ambos temos presidentes cruéis, que estimulam esses racistas a agirem com violência contra as pessoas negras, contra indígenas. Não há diferença, além das particularidades culturais e de língua.

Qual o papel das pessoas brancas em meio dessa convulsão social antirracista?

As questões dos papéis são respondidas pela história. O papel histórico de brancos progressistas e radicais nesse país tem sido rejeitar alianças com opressores, rejeitando lealdade a branquitude, dizendo: “vou cortar as amarras políticas que tenho com a classe dominante, com a supremacia branca”, intencionalmente, e não apenas em palavras mas em ações, como John Brown fez.

John Brown sacrificou sua vida para libertar escravos africanos. Esse é o tipo de solidariedade que precisamos das pessoas brancas hoje. Que coloquem seus corpos, suas mentes e corações nessa luta. Muitas pessoas usam a expressão aliados, e como revolucionário, eu rejeito esse conceito de aliados. Eu preciso de companheiros.

Eu preciso de pessoas que esteja nessa luta porque precisam ser livres. Eles não estão lutando pela minha liberdade, eles também precisam ser libertados. Não é um favor que me fazem. Eu não preciso de favores, preciso de solidariedade. As pessoas brancas precisam se dar conta desse fato, internalizar isso, reconhecer que eles devem destruir o sistema. Oprimir e colonizar as pessoas faz parte desse espiral.

Se não querem participar dele, devem estar do lado certo da história e se juntar ao proletariado global.

Tem circulado aqui no Brasil, fotos de pessoas brancas que fizeram barreiras entre os policiais e ativistas negros que estavam nas manifestações. Isso realmente está acontecendo nas manifestações ou é algo isolado?

Eu diria que é cada vez mais comum. Não acontece em todos os lugares, cada cidade é diferente. Talvez em algumas cidades maiores, onde há mais histórico de lutas e solidariedade multinacional.

Mas, em algumas instâncias, essa tática tem se mostrado um pouco infantilizante, do tipo “precisamos de pessoas brancas para nos proteger”. O que me faz voltar ao que disse antes: Não precisamos de protetores. Precisamos de camaradas. De pessoas que lutem conosco, ombro a ombro. Essas pessoas precisam dar um passo atrás e pegar nos braços das pessoas negras e outras populações não brancas;

O que acontece é que eles [brancos] não podem nos proteger. É muito dependente deles. Nós precisamos construir nosso próprio poder com a solidariedade deles.

Acredita que a ofensiva de Trump contra os manifestantes irá continuar?

Estamos em um ano presidencial, acho que isso conta muito. A legitimidade e reputação dele está em jogo, levando em conta o fracasso contra a covid-19. O fracassos do chamado “presos e contrapesos” nesse país. E recessão econômica. Também o fato que cada vez mais os jovens estão voltados para o socialismo e Trump tem feito uma campanha inteiramente reprimindo o socialismo. Dizendo que a América nunca será um país socialista, ridicularizando Bernie Sanders.

Ele disse que vai identificar Antifa como uma organização terrorista mas Antifa é a palavra encurtada para antifascista. É um guarda chuva que inclui todos aqueles que odeiam o fascismo, não é uma organização.


Donald Trump classificou protestos como “terrorismo doméstico” / AFP

Isso é um indicativo de que Trump está tentando agradar e fomentar a sua base dizendo para culparem os radicais, as pessoas de fora, a esquerda radical, os socialistas e anarquistas. “Não é o fato de que eu estou fazendo uma má gestão essa crise econômica e essa crise de saúde pública. Vou culpar outras pessoas”.

Isso também é mantido pelo fato de que Joe Biden não está sendo visto em lugar nenhum. O candidato do partido democrata não tem destaque. O que é muito emblemático em relação ao partido em tempos como eles, eles estão calados, em silêncio, ou tentando desradicalizar o movimento e redirecioná-lo a outra forma, para legitimar sua classe política.

Eu acho que Trump continuará tentando nos calar. Sua legitimidade está em jogo, é um ano de eleição, isso se tivermos eleição. Para Trump, todos os problemas parecem um prego porque a única ferramenta que ele tem é um martelo.

Qual a perspectiva para o movimento negro nos Estados Unidos com essa mobilização? Os protestos irão crescer ainda mais?

Ainda é cedo para dizer, citando até mesmo a revolta em Ferguson em 2014, aconteceu em ondas. O primeiro protesto durou 12 dias consecutivos. Depois desses 12 dias, houve um período e depois outra semana de protestos. A polícia matou outra pessoa, e aí os protestos se estenderam. A revolta de Ferguson veio em ondas e estamos no sexto dia de protestos no país. Se continuar, assim como os protestos de Ferguson, vamos ter uma massivo crescimento de consciência política. O espaço político estará mais aberto para ideias radicais em meio ao coronavírus.

O The New York Times fez um artigo dizendo: todos são socialistas agora. Porque as pessoas precisam de renda pra viver durante a covid-19. Precisam de casas pra viver. Precisam de acesso à saúde. Tudo isso está se acentuando na mente das pessoas.


Ativistas em Minneapolis continuam em protesto, uma semana após o assassinato de George Floyd / Foto: Chandan Kandam/AFP

Elas estão pensam: “Há milhões de pessoas desempregadas nesse país. O governo está falhando, o presidente está enganando as pessoas”. Todas as armadilhas democráticas e máscaras estão caindo.

Penso que estamos em tempos animadores porque a revolta está no ar, as pessoas não têm mais medo. Elas estão contra-atacando. A perspectiva é esperançosa. Mas ainda temos que nos preparar para ela. Como revolucionários, temos que nos preparar.

Não é uma mudança espontânea mas mudanças progressivas. Temos que nos preparar.

Como a classe média estadunidense está recebendo esses atos mais radicalizados?

A classe média dos Estados Unidos é muito vasta e complexa. Temos a classe média que tem vivido uma descensão social, os padrões de vida tem caído muito. Como eles não possuem consciência política, eles culpam a comunidade imigrante, culpam os negros, culpam as pessoas oprimidas no geral.

São os mesmos homens brancos armados que protestaram [a favor da reabertura econômica]. Grande parte deles é da classe média. Historicamente, o fascismo tem base na classe média.

O fascismo não é um movimento da classe trabalhadora e sim das classes médias.

Temos também a classe média branca e liberal, que rapidamente diz: “Vidas negras importam”, “Nós apoiamos pessoas negras”, mas quando se trata de fundamentalmente mudar esse país, quando se trata de dar verdadeiro poder político para a população negra, é quando essa classe média branca liberal e recua e busca o establishment novamente. Como o partido democrata.

E por último, há os negros da classe média. E como eles não poderiam apoiar as revoltas? A maioria da classe trabalhadora desse país é negra.

Então eles estão se colocando contra a violência policial, contra o racismo, mas também procuram por ganhar mais segurança econômica e social, se acomodando com o sistema capitalista. Estão entre essas duas posições.

.


Manifestações estão sendo reprimidas continuamente nos Estados Unidos / Foto: Roberto Schimitd/AFP

Para nós, a classe trabalhadora é a única que pode definir a temperatura, ser a base do movimento. Se a classe trabalhadora está organizada, a classe média pode absorver elementos progressivos. Mas se não estamos organizados para agregá-los, eles irão, provavelmente, virarem-se ao fascismo, pro reformismo ou liberalismo.

Essa insurgência entrará para a história? Trará resultados futuros?

Absolutamente. Sempre nos lembramos de 1968. Sempre nos lembramos da Revolta de Ferguson, um histórico e importante movimento da população negra. A história está sendo feita. Haverá uma luta pela narrativa, levando em conta que movimentos liberais vão tentar se inserir no movimento e darem uma narrativa a partir da perspectiva deles, a partir de suas perspectivas liberais.

Entrará para a história. As rebeliões ainda não acabaram. Temos muitos dias pela frente. A polícia continua matando pessoas. Agora, enquanto estamos falando nesse exato momento, eles continuam brutalizando pessoas. E as condições só irão piorar.

A história está sendo feita. E muitas pessoas devem vir para o lado certo da história. Serão anos cruciais. O século 21 mudou como vemos o mundo: Depois dos 11 de setembro, as coisas nunca foram as mesmas. Depois da crise econômica global de 2008, as coisas nunca mais foram as mesmas. E agora, com o coronavírus, não há mais o normal. O normal foi jogado pela janela. Tudo derreteu e virou ar.

Fonte DCM.

Error, no Ad ID set! Check your syntax!

Moro é rejeitado em movimentos pela democracia anti-Bolsonaro


O passado do Moro lhe condena. Todos os brasileiros sabem que o principal articulador e que “mexeu nos pauzinhos” para acontecer tudo como aconteceu, inclusive o governo parar nas mãos de Bolsonaro, foi o Moro através de uma prisão proposital do Lula. Depois, por terem se desentendido dentro da ‘arapuca’ de ambos, (digo ele e Bolsonaro), aconteceu o racha.  Com isso, o Moro quer se juntar ao movimento a favor da democracia. “Só que aqui não. Vá formar seu movimento sozinho”, dizem os ante fascistas que vêm crescendo a cada movimento.  Até aqui Café com Leite Notícias 
Sérgio Moro. Foto: AFP

Da Coluna Painel de Camila Mattoso na Folha de S.Paulo.

(…)

Os critérios para definir quem pode participar dos movimentos da sociedade civil criados em defesa da democracia estão gerando debates dentro dos grupos. Ainda que se disponham a congregar pessoas de múltiplos pontos do espectro ideológico, há diferenças que podem ser irreconciliáveis. No caso do ‘Juntos pela Democracia’, diz-se que a porta está quase totalmente aberta. “Entrarão todos, menos os fascistas. Moro, fora. É o limite”, diz o jornalista Juca Kfouri, um dos articuladores.

(…)

No “Basta”, que reúne juristas e advogados, Moro também não seria bem recebido. “Natural que exista constrangimento com a adesão de algumas pessoas. Estas mesmas figuras são responsáveis diretas por parte importante das mazelas do país”, diz o advogado Marco Aurélio Carvalho, um dos articuladores do manifesto.

(…)

 “Não se pode esquecer que o bolsonarismo é filho legítimo da Lava Jato e do golpe de 2016”, completa. A presença da assinatura do ex-procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da Lava Jato, quase fez com que o advogado Carlos de Almeida Castro, o Kakay, retirasse seu apoio, como mostrou a coluna de Mônica Bergamo.

# O “Somos 70%”, inspirado em resultado de pesquisa do Datafolha, foi criado pelo economista Eduardo Moreira e disseminou-se de forma descentralizada nas redes sociais. Por esse caráter difuso, Moro teria mais facilidade em se juntar ao clube: bastaria publicar a hashtag do movimento em seu perfil.

(…)

 “Essa é a diferença do Somos 70%. Não é um movimento com dono, não escolhe as pessoas. As pessoas que o escolhem”, diz Moreira. “Qualquer um que esteja contra o governo faz parte. É uma constatação. Não tem lista nem veto”, completa.

Imagens mostram envolvidos em agressão contra médica que tentou acabar com “festa do coronavírus” no Rio


Ticyana Azambuja foi espancada até desmaiar por um PM e pelo menos outras quatro pessoas. Ela atua na linha frente do combate à doença e não conseguia dormir por conta da festa.

Imagens de uma câmera de segurança revelaram para a Polícia Civil parte dos envolvidos na agressão contra a médica Ticyana Azambuja, no último sábado (30). A profissional, que atua na linha de frente do combate ao coronavírus, foi espancada até desmaiar ao tentar acabar com uma festa no vizinho. O caso aconteceu no Grajaú, zona norte do Rio.

A polícia já conseguiu identificar um dos suspeitos das agressões contra a médica. Trata-se de Luiz Eduardo Salgueiro, policial militar que teve o vidro do carro quebrado por Ticyana.

Segundo a médica, as festas em uma casa na rua onde mora, que fica ao lado de um batalhão do corpo de Bombeiros, são frequentes e duram até três dias seguidos. Apesar das reclamações dos vizinhos, a polícia nunca havia estado no local.

No sábado, quando teria mais um plantão noturno, Ticyana não conseguia dormir por conta do barulho. Com isso, foi até a casa e, “num ato de exaustão e desespero, quebrei o retrovisor e trinquei o para-brisas de um dos carros parados irregularmente na calçada, de um dos frequentadores da festa”.

Nas fotos obtidas pela polícia, é possível ver um homem carregando a médica enquanto outra homem e uma mulher seguem os dois. As imagens também mostram pessoas separando uma briga entre frequentadores da festa e vizinhos.

“Me seguraram, me enforcaram, até que eu desmaiei. Eles me jogaram na rua, me chutaram. Quando eu acordei, eu estava uma bota em cima do meu tórax e eles falando que iriam me matar, que era para pegar o carro porque eles iriam esconder o meu corpo”, contou a profissional de saúde.

Confira as imagens:

 

Filha do Queiroz posta mensagem de professora antifascista: agora só falta revelar podres de Bolsonaro


Do Globo:

A personal trainer Nathália Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, mostrou nas redes que já não tem tanta afinidade com o presidente Jair Bolsonaro.

Na manhã desta terça, ela compartilhou em seus stories de uma rede social uma imagem com a mensagem “professora antifacista”, que vem sendo usada por pessoas contrárias a Bolsonaro e seus apoiadores. Essa não é a primeira “alfinetada” de Nathália no governo. Em abril, ela republicou nas suas redes um post do MBL (Movimento Brasil Livre) que elogiava o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que tinha acabado de ser demitido.

A personal trainer foi assessora de Flávio Bolsonaro de 2007 até 2016 e depois foi lotada no gabinete do então deputado Jair Bolsonaro, até outubro de 2018, na Câmara dos Deputados. No mesmo período, porém, ela dava treinos para atores como Bruna Marquezine e Bruno Gagliasso. Fonte DCM

 

 

Empresário insulta PM: “Merda, ganha R$ 1 mil por mês. Eu ganho R$ 300 mil”


Polícia Militar foi a área luxuosa de SP após ocorrência de violência contra mulher: “Aqui é Alphaville, mano”, disse o homem, mas foi preso.

O empresário Ivan Storel, de 49 anos, foi preso na sexta-feira (29/05), no Condomínio Alphaville, bairro nobre localizado em Santana do Parnaíba, em São Paulo, após agredir verbalmente e ameaçar a esposa. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar no local, os soldados foram desacatados e também sofreram ameaças do homem.

“Você é um bosta. É um merda de um PM que ganha R$ 1 mil por mês, eu ganho R$ 300 mil por mês. Quero que você se foda, seu lixo do caralho. Você não me conhece. Você pode ser macho na periferia, mas aqui você é um bosta. Aqui é Alphaville, mano”, disse Storel a um policial militar que tentava se aproximar. O empresário se recusava a conversar com o agente.

De acordo com a PM, a própria esposa do empresário acionou a corporação após uma briga entre o casal.

“Não pisa na minha calçada, não pisa na minha rua. Eu vou te chutar na cara, filho da puta”, berrava o empresário.

O PM solicitou reforço ao Comando de Grupo Patrulha, que, ao chegar no condomínio, prendeu Storel. Ele foi conduzido para a Delegacia de Defesa da Mulher.

No local, o caso foi registrado como desacato, desobediência, ameaça, injúria e violência doméstica, mas o empresário foi liberado para voltar para casa.

Com informação do Metrópoles.

 

Prefeitura de Salvador prorroga até 15 de junho suspensão de aulas e outras medidas


Segue não autorizada a abertura de academias, salões de beleza, restaurantes, entre outros

[Prefeitura de Salvador prorroga até 15 de junho suspensão de aulas e outras medidas]
Foto : Valter Pontes/Secom

A Prefeitura de Salvador prorrogou até o dia 15 de junho as medidas gerais de combate à disseminação do coronavírus na cidade. Entre as atividades suspensas, estão as aulas nas redes municipal e particular de ensino.

Shoppings e centros comerciais seguem proibidos de funcionar, exceto por meio do modelo drive-thru. Além disso, continua não autorizada a abertura de academias, cinemas, teatros, parques privados, clubes sociais, recreativos e esportivos, praias, comércio de rua acima de 200 m², casas de show e espetáculos, boates e danceterias e salões de beleza.

Lojas de conveniência, bares, restaurantes e lanchonetes podem funcionar apenas por retirada no local ou delivery. Há ainda limitação de aglomerações a até 50 pessoas e proibição de emissão sonora em lugares públicos ou estabelecimentos privados.  Fonte:Metro1

 

GOLPE DO CARTEIRO EM JOÃO PESSOA: Funcionário dos Correios é suspeito de roubar quase R$500 mil em correspondências e encomendas


Grandes quantias de dinheiro vivo e diversos eletrônicos foram encontrados na casa do servidor

Após um servidor da Empresa de Correios e Telégrafos de João Pessoa ser preso na última sexta-feira(29) sob suspeitas de desviar até meio milhão de reais em itens de clientes, a empresa se pronunciou sobre o caso. Os Correios disse por meio de uma nota divulgada neste sábado(30) que um processo administrativo interno será aberto para investigar a conduta do servidor.

“Os Correios ratificam seu compromisso com a ética, a integridade e a transparência e reafirmam que a atitude do empregado não condiz com as práticas da empresa”, afirmou a empresa. Na nota a ECT também afirmou que está colaborando com os trabalhos da Polícia Civil.

A Empresa de Correios e Telégrafos confirmou que abrirá um processo administrativo

O servidor foi preso em João Pessoa na última sexta-feira e em sua casa foram encontradas grandes quantias de dinheiro e diversos aparelhos eletrônicos. A Polícia Civil suspeita que os desvios praticados pelo homem possam atingir a casa de R$ 500 mil.

Desdobramentos

O homem responderá por peculato, quando um funcionário público se apropria de bens públicos ou de quem utiliza serviços públicos. Os itens e os valores que foram apreendidos na residência do servidor serão encaminhados para a justiça após serem devidamente periciados.

 

 

EUA em chamas: Manifestantes invadem Casa Branca, que apaga luzes pela primeira vez; veja vídeo


Os atos foram agravados na capital dos EUA após Trump dizer no Twitter que vai classificar o movimento antifascista como terrorista. A publicação foi compartilhada por Bolsonaro. Na verdade, tudo que o Trump fizer vai ter o apoio do Bolsonaro: de invadir a Venezuela a chamar manifestantes de terroristas.

As duas crises nos dois países que não têm respeito ao povo, pode se agravar ainda mais

No sexto dia de protestos contra o assassinato de George Floyd, que foi morto asfixiado por um policial branco em Minneapolis, manifestantes tomaram as ruas de mais de 50 cidades dos Estados Unidos – em 25 delas contrariando toque de recolher – e entraram nos jardins da Casa Branca, sede do governo e residência oficial de Donald Trump, que teve suas luzes apagadas pela primeira vez na história.

Os protestos que tiveram início no domingo (31) entraram pela madrugda desta segunda-feira, 1º de junho, e remontam aos atos de abril de 1964 após a morte do ativista Martin Luther King, assassinado na sacada de um hotel em Memphis. O autor do disparo teria motivos supostamente racistas. Em dezembro de 1999, no entanto, um processo civil no Estado do Tennessee chegou à conclusão de que sua morte foi planejada por membros da máfia e do governo norte-americano.

O que acontece é que nem o próprio ser humano se conhece. E quando o seu lado humano cansa de ser tratado como sub humano, aí ele perde o medo até de morrer, mas não aceita mais os abusos. Tanto nos EUA quanto no Brasil, o que se acredita é que nunca foi eleito presidentes da marca de ambos, o que fazem acontecer também o que nunca aconteceu nos países, que é esse ódio sem explicação, como está acontecendo no Brasil.

 

Juiz Nicolau dos Santos Noto morre em São Paulo


(Reprodução/TV Globo)

O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, que iria completar 92 anos em julho, morreu na madrugada deste domingo 31, com suspeita de covid-19. Há alguns dias ele foi hospitalizado e internado com quadro de pneumonia. A morte de Nicolau foi confirmada à reportagem do Estadão pelo advogado do ex juiz, Celmo Márcio de Assis Pereira.

“O doutor Nicolau foi internado com quadro de pneumonia. Não vi ainda o resultado do teste, mas é mesmo provável que ele tenha sido vítima da covid-19”, disse Pereira.

O ex-juiz Nicolau ficou conhecido pela condenação em três processos relacionados a desvios de R$ 170 milhões (mais de R$ 1 bilhão em valores atualizados) das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo na Barra Funda. À época, o magistrado era presidente do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

“O que foi feito com o doutor Nicolau é um absurdo, uma desumanidade. Cassaram a aposentadoria dele e nunca mais a devolveram. O doutor Nicolau foi envolvido em uma trama política, não participou de nenhum desvio. Foi vítima de uma brutal injustiça. Era um homem certo, justo”, disse o advogado Celmo Pereira.

O Ministério Público Federal, alertado por denúncias de um ex-genro de Nicolau, constatou que ele amealhou patrimônio incompatível com os rendimentos de magistrado, inclusive um a casa luxuosa no Guarujá, um apartamento em Miami (EUA) e US$ 4 milhões na Suíça – todos esses bens foram confiscados pela Justiça.

Parte do montante depositado na Suíça teria sido repassada para a conta de Nicolau pelo então senador Luiz Estevão, também condenado criminalmente no mesmo processo.

O ex-juiz foi preso em caráter preventivo no ano 2000. Em 2006 foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3) sob acusação de lavagem de dinheiro, corrupção e fraude no processo de concorrência do fórum. Em dezembro de 2013, o TRT2 cassou a aposentadoria de Lalau.

Concedido em 2012 pela ex-presidente Dilma Rousseff, o indulto só foi executado em 2014 devido à transferência do processo da Justiça Federal para a Justiça Estadual. Nicolau cumpriu a maior parte da pena em regime domiciliar, mas foi transferido para a Penitenciária 2 (P2) de Tremembé em março de 2013. O indultou livrou Lalau de processos penais que tramitaram contra ele.

Com informação do Correio 24 horas

 

BAHIA:Três são presos em operação da Polícia Civil da Bahia contra empresa que deixou de entregar respiradores a estados do Nordeste


Polícia Civil do Distrito Federal em operação de apoio a Polícia Civil da Bahia contra empresa que deixou de entregar respiradores a estados do nordeste — Foto: Divulgação/Polícia Civil do DF

Polícia Civil do Distrito Federal em operação de apoio a Polícia Civil da Bahia contra empresa que deixou de entregar respiradores a estados do nordeste — Foto: Divulgação/Polícia Civil do DF

De acordo à matéri do G1 três pessoas foram presas na manhã desta segunda-feira (1º) durante uma operação da Polícia Civil da Bahia contra a empresa Hempcare, que vendeu e não entregou respiradores ao Consórcio do Nordeste. Além das prisões, a operação Ragnarok cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Araraquara (SP).

De acordo com a polícia do Distrito Federal, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária em um hotel e dois de busca e apreensão em um residencial de Brasília. A outra prisão ocorreu no Rio de Janeiro. Os presos devem ser trazidos para a Bahia ainda nesta segunda-feira.

A polícia informou que o grupo alvo da ação é especializado em estelionato, através de fraude na venda de equipamentos hospitalares. Conforme apontam as investigações, a empresa recebeu R$ 48 milhões por um conjunto de respiradores, não os entregou e ainda não devolveu o recurso. A empresa alvo da ação se apresentava como revendedor dos produtos.

“No decorrer da investigação, a Polícia Civil conseguiu identificar que o contrato que essa empresa alegava ter com a empresa chinesa, na verdade, era um contrato falsificado. Inclusive, através de informações da embaixada da China, se constatou que a empresa que eles alegaram como fabricante dos respiradores na China é uma empresa de construção civil e que não trata, em absoluto, desse tipo de equipamento. Diante disso, foram pedidos bloqueios de conta, busca e apreensão, prisões para que houvesse a busca pela recuperação do recurso”, detalha Maurício Barbosa, Secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

Em Araraquara, a Polícia Civil local deu apoio ao cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela polícia baiana. As buscas foram feitas na empresa Biogeoenergy, que é do mesmo grupo da Hempcare e no apartamento do diretor da empresa, no bairro do Morumbi, em Araraquara.

Foram apreendidos documentos e um veículo. O diretor da empresa anunciou na última semana o início da fabricação de mais de quatro mil respiradores em Araraquara e Feira de Santana.

O advogado da empresa, Delorges Mano, afirmou que a empresa de Araraquara ainda não começou a produção dos respiradores.

A dona da Hempcare, que teve os bens bloqueados, informou que fez o contrato para importar respiradores da China, mas que durante as negociações percebeu que os equipamentos fabricados no país apresentavam problemas. A empresa afirmou que, em contrapartida, ofereceu respiradores produzidos no Brasil, testados pela Anvisa e mais baratos. Ainda segundo a empresa, caso a substituição fosse aceita, ao invés de 300, mais de 400 respiradores seriam entregues.

O secretário de Segurança Pública da Bahia informou que os respiradores nacionais colocados como opção de recebimento pela empresa, nem existem porque não foram homologados pela Anvisa.

“A situação tratada [pela empresa] como um mero descumprimento de contrato, não procede. Nas buscas feitas hoje [segunda-feira] na fábrica dessa empresa, em Araraquara [SP], esses equipamentos não foram montados. Ou seja, eles estavam na expectativa de conseguir a autorização da Anvisa para montar esses equipamentos e com o dinheiro pago antecipadamente pelo Consórcio Nordeste, eles iam fabricar. Então, houve na verdade, a tentativa de ludibriar o Consórcio”, explica Maurício.

Ainda segundo as investigações, a empresa tentou negociar de forma fraudulenta com vários setores no país, entre eles os Hospitais de Campanha e de Base do Exército, ambos em Brasília.

A operação, coordenada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), através da Superintendência de Inteligência, conta com a participação da Polícia Civil da Bahia, através da Coordenação de Crimes Econômicos e Contra Administração Pública, da Polícia Civil de SP, do Distrito Federal e do Ministério Público da Bahia.

A polícia detalhou que mais de 100 contas bancárias vinculadas ao grupo foram bloqueadas pela Justiça.

Caso

Respirador na UTI — Foto: Diêgo Holanda/G1

Respirador na UTI — Foto: Diêgo Holanda/G1

Justiça já havia determinado o bloqueio dos bens da empresa Hempcare, que deixou de entregar os respiradores comprados por R$ 48,7 milhões aos estados nordestinos. A decisão ocorreu após uma ação aberta pelo Consórcio.

No Diário Oficial do Estado da última sexta-feira (29), representando o Consórcio Nordeste, o governador do estado, Rui Costa instaurou processo administrativo com a finalidade de apurar irregularidades praticadas pela empresa Hempcare, com sede em São Paulo.

No documento, consta a informação de que a empresa foi contratada pelo Consórcio Nordeste em 8 de abril de 2020, e que inquérito foi aberto por haver indícios de descumprimento das obrigações contratuais, mediante a inexecução contratual. Os indícios de irregularidades não foram detalhados no documento.

Matéria completa no G1.

Veja mensagem de Celso de Mello que compara o Brasil atual com a Alemanha nazista


DCM
O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal. Foto: Carlos Humberto/SCO/STF

O texto abaixo foi enviado por Celso de Mello aos demais ministros do STF. Quando o texto se tornou público, Celso de Mello esclareceu que foi uma mensagem de caráter pessoal, sem vinculação com seu cargo de ministro da corte suprema. A preocupação dele é a de muitos brasileiros. Leia a mensagem:

“GUARDADAS as devidas proporções, O “OVO DA SERPENTE”, à semelhança do que ocorreu na República de Weimar (1919-1933) , PARECE estar prestes a eclodir NO BRASIL!

É PRECISO RESISTIR À DESTRUIÇÃO DA ORDEM DEMOCRÁTICA, PARA EVITAR O QUE OCORREU NA REPÚBLICA DE WEIMAR QUANDO HITLER, após eleito por voto popular e posteriormente nomeado pelo Presidente Paul von Hindenburg , em 30/01/1933 , COMO CHANCELER (Primeiro Ministro) DA ALEMANHA (“REICHSKANZLER”), NÃO HESITOU EM ROMPER E EM NULIFICAR A PROGRESSISTA , DEMOCRÁTICA E INOVADORA CONSTITUIÇÃO DE WEIMAR, de 11/08/1919 , impondo ao País um sistema totalitário de poder viabilizado pela edição , em Março de 1933 , da LEI (nazista) DE CONCESSÃO DE PLENOS PODERES (ou LEI HABILITANTE) que lhe permitiu legislar SEM a intervenção do Parlamento germânico!!!!

“INTERVENÇÃO MILITAR”, como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia, NADA MAIS SIGNIFICA, na NOVILÍNGUA bolsonarista, SENÃO A INSTAURAÇÃO , no Brasil, DE UMA DESPREZÍVEL E ABJETA DITADURA MILITAR !!!!

Filha do general que provocou manifestantes com taco de beisebol é amiga de Eduardo Villas Bôas


Cristina, a Arlequina da vida real, com seu amigo poderoso

 

Com o general Villas Bôas, articulador da candidatura de Bolsonaro

 

Villas Bôas, já doente, recebeu o carinho da filha do general

 

Com o comandante, quando ele era subordinado de Dilma e conspirava para ter Bolsonaro candidato em 2018

Cristina Rocha Araújo é a mulher que, segurando um taco de beisebol, foi para cima dos manifestantes pró-democracia ontem na avenida Paulista.

Como era natural, houve reação, e um jornalista da Folha que passava pelo local viu a cena e acredita que possa ter sido este o estopim da truculência policial.

Truculência está não contra a mulher, mas contra aqueles que estavam sendo ameaçados por ela. Segue o relato do jornalista Fernando Tadeu Moraes, que é editorialista do jornal:

Cheguei à avenida Paulista por volta das 13h15.

A quadra onde fica o Masp estava tomada por manifestantes em defesa da democracia e contra o governo Jair Bolsonaro (sem partido), convocados por diversas torcidas organizadas de clubes da capital. Duas quadras distante dali, reunia-se um pequeno grupo de apoiadores do presidente.

Entre eles, policiais. Um cordão de PMs de coletes fluorescentes isolava cada um dos grupos.

 

 

Mas voltados para o lado em que estavam os torcedores havia também um batalhão da Tropa de Choque. Esses policiais estavam organizados em duas fileiras, ostentavam escudos negros, capacetes e alguns tinham armas em punho. Atrás deles, uma dúzia de SUVs paradas com alerta luminoso acionado.

O clima dos manifestantes desse lado, no entanto, parecia tranquilo. No máximo ouvia-se brados contra o presidente e o fascismo. Via-se grande diversidade etária e racial.

Os bolsonaristas eram poucos mas faziam o seu barulho. Nos cerca de 20 minutos que fiquei lá, ouvi palavras de ordem, impropérios e vi os tradicionais cartazes contra o Supremo Tribunal Federal, o “sistema” e a favor do presidente. Ali, quase todos eram brancos e mais velhos, a partir da meia-idade.

Num determinado momento, alguns bolsonaristas mais exaltados tentaram furar o cordão policial em direção ao MASP. Foram contidos pelos PMs e por outros manifestantes. Tudo isso ocorreu por meio da conversa, sem que houvesse qualquer violência, como imagino que deveria ser.

Quando voltei para o lado dos torcedores, por volta das 14h15, vi que começava um bate-boca entre os manifestantes e uma mulher de máscara da bandeira americana e com um taco de beisebol na mão no qual se lia “rivotril”. Os ânimos se inflamaram. Policiais cercaram a mulher e começaram a conduzi-la para o outro lado. Embora mantendo certa distância, um grupo de torcedores começou a ir na mesma direção.

A resposta veio imediatamente. Bombas de gás lacrimogêneo estrondearam. Confusão, correria. Depois, o estampido seco de balas de borracha. Era a hora de sair.

Cristina Rocha, ao ser escoltada por policiais, com toda delicadeza, disse que era filha de general e amiga de Eduardo Villas Bôas, que, enquanto comandava o Exército durante o governo Dilma, articulou da candidatura de Jair Bolsonaro a presidente.

Depois disso, ao lado de outra filha de militar, Lucinha Araripe, ela fazia gestos com o bastão na direção dos manifestantes e a amiga segurava um cartão com o nome “Bolsonaro”.

Em nenhum momento, Cristina foi detida.

Ao citar Villas Bôas poderia estar só fazendo bravata, para intimidar o policial, mas ela tem de fato fotos com Villas Voas.

Cristina é, antes de tudo, agitadora e assim deve ser tratada, inclusive para efeito de investigação.

Ao levar um taco de beisebol a uma manifestação na Paulista, ela mostrou que não estava bem intencionada.

Seu gesto lembrou Arlequina, a personagem do cinema que se apaixonou perdidamente pelo Coringa, o que levou a cometer as ações mais extremadas para agradar o palhaço.

Qualquer semelhança com a vida real parece não ser mera coincidência. A diferença é que o palhaço psicopata que aterroriza o Brasil é conhecido como Bozo.

Matéria na íntegra do DCM..

Uma luz para humanidade: Rússia sai na frente e apresenta primeiro antiviral para combater o Coronaírus


A notícia já se espalha pelo mundo através das redes sociais e traz uma luz para a população mundial, uma vez que em pouco tempo o Coronavírus chegou aos confins do mundo, após nascer na China. Com essa notícia, resta agora a fabricação em grande escala para que o remédio possa chegar em todos os países atingidos, numa velocidade bem superior à do vírus.  

A boa notícia chegou neste domingo 31, quando o Ministério da Saúde da Rússia anunciou o registro do primeiro antiviral eficaz no combate ao coronavírus. O afivavir apresentou grande eficácia durante ensaios clínicos, de acordo com o Fundo de Investimento Direto da Rússia. “Ele não é apenas o primeiro medicamento antiviral registrado na Rússia para tratar o coronavírus, mas talvez o medicamento mais promissor para curar a covid-19 em todo o mundo”, disse o diretor-geral da Frid, Kiril Dmítriev.

Segundo Dmítriev, esse medicamento foi desenvolvido e testado clinicamente “em tempo recorde”, o que permitiu que se tornasse o primeiro à base de favipiravir – antiviral desenvolvido no Japão – registrado em todo o mundo. O medicamento demonstrou grande eficácia em afetar os mecanismos de reprodução do coronavírus.

No entanto, o próprio fundo reconheceu que este medicamento é “categoricamente contra-indicado” para mulheres grávidas e pessoas em processo de planejamento familiar. Além disso, o Frid indicou que inicialmente não estará à venda em farmácias e “será usado apenas em hospitais sob orientação médica”.

O que se espera é que os médicos não deixem para aplicar o remédio quando a doença já tiver se alojando nos pulmões, que o chamado terceiro estágio. Nas cidades em que adotaram mais testes e cura logo no início, a recuperação após contaminação é quase cem por cento. Com isso, estão sobrando respiradores e salvando mais vidas.

Fonte bet.365.

 

 

 

 

MP descobre transferências milionárias em contas operadas por Ricardo Salles


De acordo com as informações, Salles repassou R$ 2,75 milhões da conta de seu escritório de advocacia para a sua conta pessoal em 54 transferências, feitas entre 2014 e 2017.

Ricardo Salles (Reprodução)

 De acordo a matéria que circulou na Revista Forum, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) quebrou o sigilo do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e descobriu transferências milionárias entre contas controladas por ele. As informações são da Revista Crusoé. A reportagem afirma ainda que as investigações do MP agora tentam avançar nas suspeitas de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

De acordo com as informações, Salles repassou R$ 2,75 milhões da conta de seu escritório de advocacia para a sua conta pessoal em 54 transferências, feitas entre 2014 e 2017.

No período, Salles exerceu dois cargos públicos na gestão do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), secretário particular do governador e secretário do Meio Ambiente, além de atuar como advogado na iniciativa privada.

Deve ter mais

O inquérito foi aberto pelo MP em agosto do ano passado para investigar a suspeita de enriquecimento ilícito de Ricardo Salles. A investigação ainda não acabou e deve aparecer mais por aí. O período todo a ser analisado pelo MP é de 2012 a 2017, quando Salles deixou de atuar como advogado para ocupar cargos no governo paulista. O ministro teria acumulado R$ 7,4 milhões em cinco anos.

Com base na declaração de bens que o ministro prestou à Justiça Eleitoral em 2012, quando foi candidato a vereador pelo PSDB, Salles declarou possuir R$ 1,4 milhão em bens. A maior parte era em aplicações financeiras, 10% de um apartamento, um carro e uma moto. Porém, em 2018, quando saiu a deputado federal pelo Novo, foram R$ 8,8 milhões, sendo dois apartamentos de R$ 3 milhões cada, R$ 2,3 milhões em aplicações e um barco de R$ 500 mil, correspondendo a uma alta de 335% em cinco anos, corrigindo o valor pela inflação.

Salles nega

O ministro do governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) rebateu as acusações, na manhã desta sexta-feira (29), na sua conta do Twitter. Segundo ele, a matéria é mentirosa. “Todos os meus rendimentos ditos ‘repassados’ são honorários declarados e decorrentes da minha atividade privada como advogado, fora do Governo, a qual muito me orgulho. Não tenho nada a esconder, de ninguém”, afirmou.

Fonte desta matéria Revista Fórum.

Maioria acha divulgação de vídeo negativa para o governo, diz pesquisa XP


Era de se esperar que diante das ações do presidente Jair Bolsonaro, inclusive o seu linguajá que não condiz com um chefe maior da nação, fosse lhe levar para uma queda acentuada na questão popularidade. Muitos ainda insistem em dizer que ele está no caminho certo, mas a verdade é que a tendência é a piora, tanto do comportamento do presidente, que nos últimos dias deu uma ampliada nos seus palavrões, como na sua popularidade que está ladeira a baixo.

O que acontece é que o presidente está apostando num linguajá popularizado, como aconteceu durante campanha e deu certo. A grande diferença é que durante a campanha, muitos achavam tudo aquilo bonito e acreditavam que por trás daquelas palavras ia chegar um presidente pra salvar o Brasil. Agora é diferente e as palavras grandes que antes faziam um tipo de efeito, hoje o efeito é o contrário, pois já não se espera um presidente que irá arrumar esse país, mas sim ampliar a crise. As pesquisas mostram isso, vejam a seguir. Até aqui Café com Leite Notícias

Presidente tem andado triste e preocupado

Uma nova rodada da pesquisa XP/ Ipespe realizada na terça (26) e na quarta-feira (27) apontou que 71% dos entrevistados tomaram conhecimento da gravação da reunião ministerial do dia 22 de abril e, entre eles, 59% acreditam que a divulgação foi negativa para o governo – 30% acreditam que ela foi positiva.

De acordo com o levantamento, o percentual dos brasileiros que avaliam o governo Jair Bolsonaro como ruim ou péssimo é de 49%. O grupo dos que consideram o governo ótimo ou bom é de 26%.

Os dados mostraram que, para 54% acham, a economia está no caminho errado, e 27% entendem que ela está sendo conduzida de maneira correta.

Ao todo, 55% dos entrevistados avaliam a atuação de Bolsonaro no enfrentamento à crise como ruim ou péssima.

Foram realizadas 1.000 entrevistas de abrangência nacional nos dias 26 e 27 de maio. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Fonte 247