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Bolsonaro já é presidente da República e o povo aguarda com certa dúvida de como será o Brasil daqui pra frente


Vista do Congresso no momento do hino nacional.

Café com Leite Notícias: A posse do presidente Jair Bolsonaro hoje em Brasília aconteceu debaixo de um forte esquema de segurança, tal vez o maior da história das posses de presidentes. Na verdade, tudo isso pelo fato da grande expecitativa criada desde a campanha. Muita gente dizia que ele era o candidato de Temer, outros diziam que ele, o Bolsonaro, quando empossado, iria colocar o Temer atrás das grades e assim iam seguindo os comentários. O que se sabe é que tanto os que apoiaram o presidente eleito e empossado, como os que foram contra, carregam dúvidas parececidas quanto ao futuro do país.

Há muito radicalismo nas palavras do presidente, como a raiva do PT, liberação de armas para uma sociedade despreparada, o apoio ao presidente dos EUA, país que não tem ohado o Brasil como parceiro, mas sim como o quintal da sua casa e muitas outras atitudes que não tem como não ficar dúvidas. Outra coisa que vem assustando o brasileiro que realmente se preocupa com a sua pátria, é esse clima entre Brasil e Venezuela, que pode até desencadear numa guerra, cujo interessados são os EUA e Rússia, que, talvez, por não quererem “sujar as suas mãos”, ou poupando de um confrnto entre as duas potências, vão colocar os meninos pra brigar.

Pois é, tudo isso vem preocupando o brasileiro que sonha com esse país ser mais promissor um dia. O que resta é os brasileiros torcerem para que tudo dê certo. O que se sabe é que daqui para frente a máquina está por conta de outro motorista. O que não se sabe ainda é como ele vai dirigir essa máquina.

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FAIXA DE 60 METROS DIANTE DA PF EM CURITIBA GRITA POR LULA LIVRE


Ricardo Stuckert

 

O ex-presidente Lula, que tomaria posse como presidente da República nesta terça-feira 1º se não tivesse sido alvo de um processo forjado, feito sob medida para exclui-lo da disputa eleitoral, recebeu uma homenagem simbólica nesta segunda-feira 31.

Apoiadores que estão em Curitiba, na Vigília Lula Livre, para passar o réveillon com o ex-presidente estenderam uma faixa de 60 metros de largura em frente à Superintendência da Polícia Federal na capital do Paraná, onde o líder petista é alvo de uma prisão política há exatos 269 dias, desde 7 de abril.

A Vigília realiza uma programação especial nesta segunda, com os tradicionais bom dia, boa tarde e boa noite presidente Lula, além de atividades artísticas, culturais e poéticas, um ato político com representantes das Caravanas e convidados, um ato inter-religioso, uma confraternização de final de ano e, por fim, a virada do ano com Lula.

Matéria do Brasil 247. Veja vídeo.

MARACÁS: Projetos de Lei e Indicações apresentados pelo Vereador Eduardo Souza Damasceno (Dinha) no Biênio 2017/2018.


O vereador da cidade de Maracás, popular Dinha, apesar de ser o seu primeiro mandato na cidade, já mostrou que chegou para fazer história como vereador. O parlamentar municipal não se cansa de criar projetos de leis para melhorar a cidade e seus moradores.

Para quem ainda não sabe, o vereador é um contador renomado na cidade, mas quis entrar para a política como vereador, para poder contribuir com o desenvolvimento da cidade que, se não está acontecendo, a culpa não é dele, pois como você pode ver nas linhas abaixo, Dinha vem criando muitos projetos e indicações, onde já assegurou que a luta vai continuar nos dois próximos anos, que é pra fechar esse seu primeiro mandato trabalhando pelo município e pel povo. “Afinal foi pra isso que fui eleito”, assegurou.

 

Indicações:

– Construção de um Canil Municipal.

– Revitalização da Praça Maria da Paixão.

– Pavimentação das Ruas Alagoas, Sergipe, Bahia e José Pinheiro da Silva, ambas no bairro Irmã Dulce.

– Pavimentação da Rua 15 de Novembro.

– Mudança do nome do Ginásio de Esportes, passando para denominação Iara Brito de São Paulo Luz.

– Pavimentação das Ruas Padre Flamarion, Major Oscar José de Sá e Antonio Pereira da Fonseca. Ambas no Bairro Jequiriçá.

– Construção de Pista de Ciclovia ao longo da Avenida Brasilia.

– Disponibilidade de Transporte Escolar para alunos matriculados no período noturno.

– Construção de faixas de pedestres elevadas na Avenida Brasilia.

– Construção de uma nova sede para o Conselho Tutelar.

– Construção de faixa elevada no inicio da Rua Barão do Rio Branco.

– Construção de retorno na Avenida Brasilia em frente ao CLEANBOX

Projetos:

 

– Institui como politica pública o PROERD (Programa Ministrado pela Policia Militar)

– Regularização da atividade de Bombeiro Civil

– Integração da Fonte situada na nascente do Jiquiriçá e Baulastrada como Patrimonio Cultural do Município.

– Denominação da Travessa Mariana Silva Meira.

– Instalação de faixas elevadas defronte as Creches e escolas do Município.

– Projeto de Lei que estabelece politica pública para controle do Trafego, transito e transporte na área Urbana do Municipio.

A luta vai continuar, meus conterrâneos. Vamos em frente com muita fé em Deus e coragem pra vencer as barreiras. Um abraço a todas e todos.

 

Decreto de Temer autoriza abater aeronaves no dia da posse de Bolsonaro…


Força Aérea Brasileira

Um decreto assinado pelo presidente Michel Temer (MDB) e pelo ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, publicado nesta sexta-feira (28) no Diário Oficial, autoriza abater aeronaves “suspeitas ou hostis, que possam apresentar ameaça à segurança”, no dia da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro, em 1º de janeiro. O texto leva em conta todo o espaço aéreo brasileiro, e não apenas a área em que haverá restrições de voo no entorno da praça dos Três Poderes (veja abaixo)…. –

O decreto traz cinco critérios sobre as aeronaves que podem ser abatidas. De acordo com o texto, será considerada hostil, “sujeitas à destruição”, a aeronave que se enquadrar em algum dos seguintes critérios: não cumprir as determinações emanadas das autoridades de defesa aeroespacial, após ter sido classificada como suspeita atacar, manobrar ou portar-se de maneira a evidenciar uma agressão, colocando-se em condição de ataque a outras aeronaves atacar ou preparar-se para atacar qualquer instalação militar ou civil ou aglomeração pública lançar ou preparar-se para lançar, em território nacional, sem autorização, quaisquer artefatos bélicos ou materiais que possam provocar dano, morte ou destruição lançar paraquedistas, desembarcar tropas ou materiais de uso militar no território nacional sem autorização.

O decreto também estabelece quatro procedimentos a serem tomados quando uma aeronave sobrevoando o espaço aéreo brasileiro for considerada suspeita. Antes de ser considerada hostil e ficar sujeita a ser abatida, procedimento derradeiro que só poderá ser usado como “último recurso”, a aeronave suspeita será alvo de medidas de averiguação através de rádio, de intervenção por outra aeronave com o objetivo de forçar seu pouso e de persuasão através do disparo de tiros de aviso.  “Se as medidas coercitivas previstas neste artigo se mostrarem impraticáveis, em razão do contexto e da ameaça, a aeronave será  reclassificada como hostil [sujeita à medida de destruição]”, diz o decreto.

O texto estabelece 13 critérios para que uma aeronave seja considerada suspeita. Constam na lista atitudes como infringir convenções aéreas, voar sem plano de voo aprovado, omitir informações necessárias à identificação da aeronave, não exibir bandeira ou insígnia e manter luzes apagadas em voo noturno.  Também será considerada suspeita a aeronave que “adentrar sem autorização em espaço aéreo segregado, áreas restritas ou proibidas estabelecidos pelos órgãos de controle de tráfego aéreo”.

O decreto de Temer funciona como a autorização dada pelo presidente da República para que aeronaves consideradas hostis sejam abatidas, como previsto no Código Brasileiro de Aeronáutica. A autorização vale da zero hora do dia 1º de janeiro de 2019 à zero hora do dia 2. Situações urgentes e excepcionais serão solucionadas pelo Comandante da Aeronáutica.

É a primeira vez que um decreto com esse teor é expedido para uma cerimônia de posse presidencial. Uma autorização semelhante foi dada pela presidente Dilma Rousseff durante a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil..

Para a cerimônia da posse de Bolsonaro, a FAB (Força Aérea Brasileira) preparou um esquema de três níveis de controle de tráfego aéreo em um raio de 70 milhas náuticas (129,6 km) a partir da praça dos Três Poderes. Segundo a FAB, não haverá impacto para a aviação comercial..

No principal ponto de restrição, em um raio de 7,4 km da praça, o sobrevoo só será permitido a um helicóptero da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) para imagens ao vivo e a um avião da FAB remotamente pilotado para coleta de imagens para segurança.

“Caso alguma aeronave consiga entrar na área vermelha sem autorização, ela será automaticamente identificada como hostil e estará sujeita às medidas que forem necessárias, inclusive a destruição”, acrescentou o Major-Brigadeiro Mangrich”, afirma o Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Cesar Mangrich.

A verdade é que vai ser um dos esquemas de segurança para uma posse de maior estrutura de todos os tempos. O que não se sabe é o por que dessa armadura toda. o que se espera é que tudo aconteça na mais perfeita tranquilidade e que chegue logo o dia 2 de Janeiro, para que seja dado o início dos trabalhos do Bolsonaro e os Militares. Fonte Uol, sendo o último parágrafo do Café com Leite Notícias,

 

Após sofrer racismo na infância, adolescente supera preconceito com sessão de fotos: ‘Agora me sinto bem’


Após passar a infância sendo vítima de ataques racistas, a estudante baiana Noemy Damasceno, que tem 12 anos, conta que conseguiu superar o preconceito depois que passou a fazer sessões de fotos e postá-las nas redes sociais.

Noemy hoje tem quase 25 mil seguidores no Instagram. Entre as mensagens que recebe, a maior parte é de meninas que se inspiram nela para também usar os cabelos crespos e cacheados ao natural.

“Fico muito contente por também ser uma referência para outras meninas como eu. Sempre espero que elas possam se reconhecer e ver que elas podem ser o que elas querem ser também”, diz Noemy.

A menina conta que os ataques que sofria na infância eram velados: um apelido por conta da cor da pele ou uma “brincadeira” por conta do cabelo.

“Eu sofria, mas não percebia o motivo, por causa da minha idade. Aos poucos fui notando que estava sempre sozinha e percebendo que isso se devia ao racismo. Até que uma colega disse que a minha raça não prestava. Foi nesse momento que eu percebi”, disse.

Nomey superou o preconceito com os cabelos cacheados fazendo fotos — Foto: Eduardo Albuquerque Nomey superou o preconceito com os cabelos cacheados fazendo fotos — Foto: Eduardo Albuquerque

Nomey superou o preconceito com os cabelos cacheados fazendo fotos — Foto: Eduardo Albuquerque

Para evitar o preconceito, Noemy conta que fez o que a maioria das meninas que passam por isso faz: o alisamento. “Antes eu escovava o cabelo. Isso era praticamente todos os dias. Se saísse um cacho da cabeça, a gente voltava para o salão”, lembrou ela.

Nos poucos momentos em que usava o cabelo natural, a estudante conta que os cachos estavam sempre molhados, para não fazer volume. Isso chegou a causar queda de cabelo em Noemy.

“Quando usava molhado, era sempre com muito creme para ele não subir. Aí chegou um dia em que eu e minha mãe percebemos que meu cabelo tinha caído bastante. Com a ajuda dela e outros cabelereiros, eu fui restaurando ele e parei de molhar tanto quando antes. Aí eu comecei a usar natural”.

A adolescente conta que o início da superação começou com a juda da mãe dela, que a ajudou a enxergar a beleza nos cabelos cacheados.

“Foi um pouco difícil saber que era racismo no começo. Minha mãe sempre me ajudou. Ela sempre me dizia que eu sou linda e me lembrava de ser eu mesma em qualquer circunstância. Aí eu fui aprendendo sobre empoderamento. Antes eu me importava muito, e as pessoas continuavam a falar mal do meu cabelo. Quando eu passei a ignorar, eles perceberam e pararam. Com o incentivo de minha mãe, eu fui me tornando a pessoa que me tornei hoje”, avaliou Noemy.

Para Genice Damasceno, mãe de Noemy, foi difícil aceitar os ataques que a filha sofria. Ela então recorreu a ajuda de uma psicóloga, para que pudesse encontrar a melhor forma de lidar com a situação.

“No começo foi muito difícil, porque era algo que eu nunca imaginava que eu um dia poderia passar com minha filha, levando em consideração que estamos na Bahia, lugar onde há muitos negros. Eu respirei fundo e procurei ajuda com uma psicóloga, para entender como eu trabalharia isso, e entendi que eu não poderia mudar a cabeça das pessoas”, disse Genice.

A psicóloga Letícia Vieira diz que é necessário que as família tenham a mesma percepção, para que colaborem com a formação da criança enquanto indivíduos e enquanto pessoas que fazem parte de uma minoria.

“O racismo é uma questão estrututal que não vamos conseguir mudar da noite para o dia. Também não é uma questão em que a gente pode usar o lema ‘Se não pode com o inimigo, junte-se a ele’. São situações em que a gente tem que ajudar a criança a construir a própria identidade, ajudar a criança a enxergar a beleza dessa identidade, para que esses atos racistas causem o menor impacto possível nelas, porque é algo que machuca e nunca vai deixar de doer”, afirma a psicóloga.

Antes de assumir os cachos naturais, Noemy usava os cabelos escovados — Foto: Eduardo Albuquerque Antes de assumir os cachos naturais, Noemy usava os cabelos escovados — Foto: Eduardo Albuquerque

Antes de assumir os cachos naturais, Noemy usava os cabelos escovados — Foto: Eduardo Albuquerque

Essa foi a opção escolhida pela mãe de Noemy. Genice passou a empoderar a filha, ou seja, fazer ela reconhecer o lugar dela enquanto uma pessoa negra, como um sujeito ativo de mudança da sociedade racista.

“A gente não pode mudar o pensamento de quem é racista, infelizmente não temos como fazer isso. O que eu fiz foi empoderar a minha filha, comecei a mudar a cabeça dela. A mostrar para ela como valorizar cada pedacinho dela. Da cor da pele, do cabelo, do sorriso, tudo. Eu comecei a fazer um trabalho com ela na infância, desde pequenininha. Comecei a fortalecer ela. Quando vinham palavras que poderiam levar ela a um sentimento de tristeza, ou que fizesse menção à cor da pele ou ao cabelo, ela já estava com tanta certeza de quem ela era, e a história que existe por trás do povo negro, que ela já não se deixava mais ser atingida”, enumerou.

O golpe final no sofrimento de Nomemy foi dado após ela começar as sessões de fotos. Segundo a menina, a ideia veio de uma brincadeira proposta por uma tia.

“Aí a gente foi postando as coisas nas redes sociais e vendo o retorno das pessoas. Minha mãe viu e pensou que era brincadeira, mas à medida que foi ficando mais sério, a gente foi se dedicando e começou a fazer mais sessões”, contou.

A internet ajudou a adolescente a superar o preconceito com os cabelos — Foto: Eduardo Albuquerque A internet ajudou a adolescente a superar o preconceito com os cabelos — Foto: Eduardo Albuquerque

A internet ajudou a adolescente a superar o preconceito com os cabelos — Foto: Eduardo Albuquerque

Com o retorno das fotos e o incentivo das pessoas, Noemy conta que a mãe ficou incerta se a filha deveria seguir com as postagens, por receio dela sofrer racismo novamente.

“Minha mãe sempre pergunta se eu tenho certeza se quero continuar fazendo as fotos, porque ela fica com medo de eu ser atacada. Eu procuro sempre pensar nas coisas boas que as pessoas têm a oferecer. Eu gosto de fazer as fotos e agora me sinto bem com meu cabelo. Desde que eu comecei a postar, eu fiz uma propaganda para a tv e participei de algumas campanhas”, revela.

Genice avalia a repercussão das fotos como algo positivo para a filha. Além do crescimento pessoal, ela acredita que a imagem de Noemy também empodera outras garotas.

“Nem eu esperava que acontecesse toda essa repercussão. Eu enxergo como uma etapa ruim que ficou para trás. Algo muito bom e positivo. O que a gente recebe de mensagem de mães falando que as filhas querem ser como ela, que se acham bonitas, se acham parecidas. Elas se identificam porque elas encontraram alguém que representa elas”, disse.

A psicóloga considera que as fotos são uma ação que impacta assertivamente a vida de outras pessoas, pois concede a outras garotas a chance de se verem representadas de uma forma positiva.

“Mostrar para o mundo o orgulho que se tem da própria imagem, ocupar esses lugares visíveis é muito bacana. Os indivíduos querem se enxergar nos espaços. Quando você se reconhece naquele lugar de destaque, você passa a ter uma visão mais positiva de você mesmo”, avaliou. Fonte G1 Bahia.

MILITARES NÃO ACREDITARAM EM QUEIROZ E QUEREM FILHOS DE BOLSONARO MAIS MADUROS


 

Ala militar de futuro governo Bolsonaro já coloca as mangas de fora e vaticina sobre Queiroz e filhos do presidente. Segundo a jornalista Mônica Bergamo, as explicações de Fabrício Queiroz não convenceram os militares bolsonaristas. A extrema fragilidade da entrevista do ex-assessor de Flávio Bolsonaro ainda reacendeu o ‘paternalismo’ transverso por parte da caserna governamental: para ela, os ‘primeiros-filhos’ têm de ‘crescer’. Parlamentares do PSL ainda dizem que os filhos do presidente irão despachar na câmara, com seus respectivos salários polpudos, e que, por isso, devem desenvolver personalidade própria.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo explica a reação de militares diante da entrevista de Queiroz: “a afirmação de que os recursos viriam da revenda de carros não combinaria com os depósitos feitos em suas contas por funcionários do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.”

E diante do coportamento dos filhos do presidente: “o comportamento dos filhos do presidente eleito também segue gerando incômodo. Militares dizem que, depois que o pai assumir a Presidência, será necessário um amadurecimento.”

Segundo Mônica Bergamo, “parlamentares eleitos pelo PSL, por exemplo, relatam que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) já chegou a dizer que muitos deles, antes das eleições, eram ‘favelados’ que só conseguiram votos por causa do pai. Agora, vão despachar na Câmara e ganhar salários polpudos.” Fonte Brasil 247.

 

Brasil virou um país fake: fica batendo palmas para ver louco dançar. Por Ricardo Kotscho


Publicado originalmente no Balaio do Kotscho

A chave de ouro do ano em que o Brasil virou um país fake, onde tudo é falso como uma nota de 3 reais, foi a “entrevista” do motorista Queiroz ao SBT, o último ato de um teatro de circo mambembe.
No picadeiro, fica uma gente esquisita que bate palmas pra ver louco dançar na platéia, gritando “Mito! Mito! Mito”, sem perceber que a lona está pegando fogo.
Só podia ser mesmo no SBT de Silvio Santos, aquela ilha de fantasia brega do “Baú da Felicidade” (a felicidade do dono, é claro).
O que foi aquilo? O cara ria sozinho na cara da repórter, nem ele acreditando no que falava.
Debocharam da nossa cara em horário nobre e tenho certeza que muitos seguidores fanáticos do homem que veio combater a corrupção vão achar que foi isso mesmo, compra e venda de carros usados, qual é o problema?.
Que maravilha! Com tantas doenças que ele até se perdeu ao falar de todas, não tinha mesmo condições de depor no MP. Só tinha forças pra falar com a repórter fake do SBT.
O que o MP e a PF estão esperando para decretar uma condução coercitiva do indigitado motorista, ou no Brasil fake isso não vem mais ao caso, depois que Sergio Moro ficou com o Coaf?
Um detalhe que escapou nesta história toda: o levantamento do Coaf sobre a movimentação financeira de Fabrício Queiroz, o ex-super-

assessor dos Bolsonaro, refere-se a apenas um ano.
E o que aconteceu nos muitos outros anos todos em que ele serviu no gabinete de Eduardo Bolsonaro na Alerj?
Não seria o caso de fazer um levantamento completo para saber quantos carros ele comprou e vendeu neste período?
Soaram mil outras perguntas a fazer a Queiroz, mas parece que o MP e a PF, sempre tão expeditos em outros casos, não têm pressa.
As inacreditáveis imagens do capitão reformado e presidente eleito, lavando roupa e brincando com um facão, em seu retiro na restinga militar da Marambaia, servem como pano de fundo funesto desta pantomina a que o país assiste resignado.
Se era para ser assim, poderiam ter votado logo em Silvio Santos de uma vez, que pelo menos é mais engraçado, embora também patético e grosseiro.
Nem o mais delirante autor de ficção da emissora dele seria capaz de criar uma história tão inverosímel, mas que é real no Brasil fake de 2018.
Acredite quem quiser. Queiroz não é laranja. Fonte DCM.
Vida que segue

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro falta novamente a depoimento


O  ex-motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício José Carlos Queiroz, faltou pela segunda vez a um depoimento marcado na sede do Ministério Público Estadual do Rio (MP-RJ). A oitiva estava programada para a tarde desta sexta-feira (21).

O depoimento dele estava previsto para quarta-feira (19), mas, segundo os advogados, Fabrício teve uma “inesperada crise de saúde”. Segundo a defesa do ex-assessor, não houve tempo hábil para analisar os autos da investigação. Eles solicitaram cópias dos documentos.

Nesta sexta, segundo o MP, o advogado do investigado compareceu à sede do MPRJ, às 14h, para informar que seu cliente “precisou ser internado na data de hoje, para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, posteriormente, através dos respectivos laudos médicos”. A defesa se comprometeu a apresentar os referidos laudos até o dia 28.

O MPRJ afirmou ainda que dando prosseguimento às investigações será enviado oficio ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) sugerindo o comparecimento do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro, no dia 10, para que preste esclarecimentos acerca dos fatos. Fonte DCM.

Após deboche, juízes saem em defesa de magistrada que condenou Alexandre Frota


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Os juízes federais repudiaram nesta sexta, 21, a conduta do ‘condenado Alexandre Frota‘, deputado federal eleito pelo partido de Bolsonaro que postou em rede social a foto de Adriana Freisleben de Zanetti, juíza que o condenou a picotar papeis durante 2 anos e 26 dias em ação por calúnia e injúria contra o deputado Jean Wyllys (PSOL).

Em nota pública, a principal entidade da classe em São Paulo, Ajufesp – sigla da ssociação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul – , criticou Frota pelo gesto, ‘incentivando, direta ou indiretamente, a prática de injúrias e difamações pelos numerosos seguidores que acompanham a página do futuro parlamentar’.

Frota pegou 2 anos e 26 dias de detenção, no regime inicial aberto, mais pagamento de 620 dias-multa – no valor de meio salário mínimo cada -, por difamação e injúria a Jean Wyllys.

(…)

A pena privativa de liberdade imposta a Frota foi substituída por duas restritivas de direito. Ele terá de trabalhar cinco horas diárias, ‘no auxílio à destruição/picotagem de papéis que não mais se fazem úteis aos autos’ e ainda terá de ‘permanecer, aos sábados e domingos, por cinco horas diárias em casa de albergado ou outro estabelecimento similar’.

Após a divulgação da sentença, Frota postou foto de Adriana. Seguidores do parlamentar eleito xingaram a magistrada. O próprio Frota exibiu um vídeo em que aparece com uma tesoura na mão cortando folhas de papel, em ironia à decisão da juíza da 2.ª Vara de Osasco.

(…)

Menina com Síndrome de Down rejeitada 20 vezes é adotada por homem gay


gay adota Luca Trapanese
Luca Trapanese e a pequena Alba

A história de uma bebê com Síndrome de Down que foi adotada por um homem gay de 41 anos comoveu as redes sociais na última semana. Isto porque antes de ser adotada pelo italiano Luca Trapanese, a pequena Alba foi devolvida por mais de 20 famílias.

O episódio de amor incondicional repercutiu em diversos veículos de comunicação da Itália e de outros países da Europa.

Homossexual assumido e católico, Luca trabalha há vários anos com pessoas com deficiência e sempre sonhou em ter a sua própria família.

A menina que ninguém queria foi, para ele, a filha desejada. Recentemente, Luca Trapanese publicou um livro que conta toda a história. O título é ‘Nata per Te’ (Nascida para Ti).

Ao programa Outlook, da BBC World Service, transmitido na semana passada, Luca contou um pouco da sua história até a realização da paternidade.

Como tudo começou

“Quando eu tinha 14 anos, o meu melhor amigo, Diego, descobriu que tinha câncer em estado terminal. Quando soube disso, nunca mais saí do seu lado, fui ao hospital com ele, ajudei-o com os trabalhos de casa, estive lá quando precisou de mim. Os pais dele tinham que trabalhar, então eu ficava com ele, acompanhei-o durante essa experiência terrível. Até o fim. Apesar de sermos apenas crianças, tínhamos consciência da tragédia”, contou.

“Diego era o meu melhor amigo e faria tudo para o ajudar. A morte dele me deixou com uma noção profunda do que é viver com uma doença. Foi por isso que comecei a ser voluntário da Igreja Católica em Nápoles, ajudando pessoas com deficiência; foi uma grande experiência. Conheci aí muita gente que ficou minha amiga para toda a vida”, disse Luca.

Quando Luca percebeu que queria ajudar os outros pensou em tornar-se padre. Aos 25 anos entrou no seminário e aí ficou dois anos. Até que conheceu um homem por quem se apaixonou e teve que deixar de lado o seminário. Viveram juntos 11 anos.

Eles fundaram uma organização, em Nápoles, que trabalha com pessoas com deficiência. Um dia, uma colaboradora perguntou-lhe se podia adotá-lo para que, quando ela morresse, o filho dela tivesse um irmão. “A princípio fiquei hesitante, pois os meus pais biológicos poderiam achar que estava os traindo, mas depois de falar com eles, disseram compreender. Fomos aos tribunais e então, agora, tenho duas mães”.

Francesco, o filho de Florinda, começou, de imediato, a tratá-lo como família. Foi aí então que Luca pensou, seriamente, em começar a sua própria família.

Adoção

“Eu e o meu companheiro sempre falávamos em adotar e concordamos que adotaríamos uma criança com deficiência. Infelizmente, nos separamos há alguns anos e fui morar sozinho. Foi um desafio. Porque eu ainda queria ser pai. Mas, naquela altura, na Itália, não era possível um pai solteiro adotar. Depois as coisas mudaram e, em 2017, pude candidatar-me à adoção”, explica.

“Disseram-me que só teria a hipótese de receber uma criança com problemas que mais ninguém quisesse. Não tive questionamentos a isso e disse que não tinha problemas em adotar quem quer que fosse. Por causa da minha experiência pessoal sabia que tinha as ferramentas necessárias para lidar com qualquer problema que uma criança pudesse ter”, continua.

Em julho do ano passado, Luca recebeu um telefonema do tribunal dizendo que tinham uma menina para ele. Que ela se chamava Alba, tinha 1 mês de vida, sofria de Síndrome de Down, fora abandonada pela mãe biológica e rejeitada por mais de 20 famílias candidatas à adoção. Ele disse imediatamente que sim. E correu para o hospital para ir buscá-la.

“Senti de imediato que ela era a minha filha. Apresentei-a à minha família. Às pessoas da minha organização. As minhas duas mães disseram-me logo que eu não segurando-a bem; mas tenho personalidade forte, por isso, umas vezes faço o que me dizem, outras não. Estou brincando. Elas são duas avós magníficas, adoram cuidar da Alba, estou muito grato por existirem nas nossas vidas”, complementa.

O livro ‘Nascida para Ti’ é sucesso de vendas na Itália. Agora, Luca enfrenta o preconceito de muitas pessoas que não admitem que um homem solteiro e homossexual possa adotar uma criança. “A minha história e a da Alba esmaga diversos estereótipos no que se refere a paternidade, religião, família e tantas outras coisas. Mas, no final das contas, esta é apenas mais uma história de vida”, finaliza.

Pancadaria no Oeste Baiano: vídeo mostra pancadaria na Câmara Municipal de Correntina


Foto: Reprodução

Imagens de um vídeo mostram uma briga durante a sessão de cassação de vereadores denunciados na operação ‘Último Tango’, no município de Correntina, oeste da Bahia, na manhã desta quinta-feira (20). A sessão foi suspensa por tempo indeterminado. Logo no início do vídeo, ao fundo, é possível ver uma pancadaria entre um homem de camisa preta e outro de camisa branca, que trocam socos. Os envolvidos não foram identificados até a publicação desta reportagem. Algumas pessoas tentam separar os homens, mas eles continuaram com a luta corporal.

Muitos objetos, incluindo uma bandeira, foram utilizados durante a discussão. Alguns papéis também foram jogados ao chão por um homem. Por conta da situação, a polícia interviu e a briga foi finalizada. De acordo com Wagner Rocha, advogado da Câmara de Vereadores de Correntina, e autor da denúncia que pediu a cassação dos denunciados, a briga teve início quando um dos vereadores indiciados começou a gritar e agredir os outros colegas. O nome dele não foi divulgado. No total, a Câmara tem 13 vereadores, incluindo os denunciados.

Casal adota 9 irmãos para reunir a família no Natal


No dia da adoção de 7 dos irmãos Foto: (Micah Hawthorn

No dia da adoção de 7 dos irmãos Foto: (Micah Hawthorn

O casal Michael e Terri Hawthorn, do Arkansas, EUA, adotou 9 irmãos de uma vez, mesmo já tendo filhos biológicos crescidos: Ryan, 32, Blake, 28, Jordan, 25, e Micah, 20 anos.

Neste Natal, a família deles será mais do que o dobro do tamanho do ano passado.

“Acho que nunca planejamos isso, mas as coisas mudam na vida. Você abre suas portas para essas crianças – especialmente aquelas que passam tempo com você … elas eram como nossos próprios filhos antes mesmo de adotá-las”, , disse Michael, de 56 anos, à Fox News.

“Chegamos a um ponto em que não poderíamos deixá-los sair “.

Os nove adotados

Tudo começou com Korgen, de 3 anos, que tinha apenas três semanas quando o internaram.

Aos quatro meses, Korgen, que não fala e tem vários problemas de saúde, teve problemas respiratórios e foi levado às pressas para um hospital infantil.

Os médicos disseram que ele não estava bem até que ouviu a voz de Terri e ele melhorou. Ela soube naquele instante que o menino foi colocado na vida deles por uma razão.

Quando o especialista em adoção do DHS disse a eles que a Korgen tinha um casal que queria adotá-lo, , Terri, de 54 anos, disse a ela:

“Não, não, não, sou eu… Eu não poderia amá-lo mais mesmo se tivesse nascido de mim. Nós o amamos incondicionalmente ”.

Em seguida, eles adotaram sua irmã mais nova, Haizlee, que agora tem um ano e meio.

Os dois foram adotados em abril deste ano, e sete meses depois, vieram os outros 7.

Os gêmeos, Lacey e Layna, 10, foram os primeiros a conhecer os Hawthorns e começaram a chamá-los de “mãe” e “pai” em dois dias.

Foi nesse momento – Michael brinca – que ele percebeu que estava em apuros.

Para Kyndal, 11, levou apenas duas horas com os Hawthorns e ela disse a Michael que era o melhor dia de sua vida e perguntou se eles iriam adotá-la.

Os sete irmãos não vieram todos de uma vez. Eles foram separados uns dos outros por nove meses, num intervalo doloroso pra todos.

Os Hawthorns disseram às crianças que as amavam e que estavam lutando por elas. Eles contaram que dependiam da orientação do Senhor mais do que nunca.

No começo deste mês, eles receberam a resposta para suas orações.

Todos os sete irmãos receberam o nome Hawthorn no Tribunal do condado de Saline: Dawson, 15, Kyndal, 11, Lacy e Layna, 10, Addiley e Arria, 9 e Nixson, de 8 anos.

“Eu estava rezando para ter uma família com a qual eu pudesse aproveitar o Natal”, disse Dawson, o irmão mais velho, à Fox News.

Dawson e seus irmãos pensavam que eram normais suas vidas com abuso verbal e físico, não recebendo comida suficiente e vivendo em condições de moradia inabitáveis.

A grande família hoje comemora.

“Nunca há um único momento de tédio”, disse Micah.

E Terri brinca: “Eu sempre quis uma dúzia, e 20 anos depois, Deus me abençoou com minha dúzia e mais um.”

Todos, exceto um dos filhos adotados do Hawthorn, posam com o Papai Noel, pois todos estarão celebrando o Natal como uma família este ano. Foto: Micah Hawthorn

Filhos posam com Papai Noel – Foto: Micah Hawthorn

Com informações da FoxNews

2018, o ano em que o Brasil voltou ao século XIX, por Graça Costa e Pedro Armengol de Souza


 

Em 2016, resistimos ao impeachment da Presidente Dilma Rousseff e à destruição da democracia brasileira. Em 2017, continuamos na resistência ao avanço de medidas neoliberais e privatistas e à instalação de uma democracia mitigada, período em que foi se consolidando uma inédita aliança entre os grandes meios de comunicação, setores vinculados ao capital e o governo estadunidense, partidos vinculados ao setor financeiro e agropecuário, o poder judiciário, várias igrejas evangélicas pentecostais e grupos políticos outrora vinculados ao chamado baixo clero parlamentar e áreas das Forças Armadas. Essa foi a frente que finalmente ganhou as eleições agora em outubro de 2018.

Desde o impeachment para cá, o país mudou e todos os indicadores sociais e econômicos pioraram. O desemprego saltou de nove milhões em 2015 para 12,3 milhões e fecharemos 2018 com uma taxa de 11,7% de desemprego. Nos novos postos, poucos, que estão sendo criados, o que mais cresce é o trabalho precário. Em 2017, já eram 37,3 milhões os brasileiros trabalhando sem carteira assinada, 1,7 milhões a mais do que em 2016. Nesse período triplicou o número dos que deixaram de procurar emprego por desalento (de 1,6 para 4,7 milhões de pessoas).

 

Neste final de 2018, foi registrada uma queda de pouco mais de 1% na taxa de desocupação, proveniente do aumento de novos empregos, todos sem carteira de trabalho assinada, precários ou temporários. Segundo dados da PNAD Contínua, trabalham hoje no Brasil 92,9 milhões de pessoas, dentre as quais 35% estão em situação regular (32,9 milhões); 11,6 milhões trabalham na informalidade e 23,6 milhões trabalham por conta própria ou com contratos precários.

Para os patrões, não tem coisa melhor: os “sem-carteira” recebem, em média, 48,5%  do que é pago aos com carteira assinada. Somente neste período 2016/17, o número de pessoas pobres que vivem com menos de R$ 406 por mês subiu 2 milhões, chegando a um total de 54,8 milhões de brasileiros nessa situação. Esses são alguns dos resultados da política recessiva, autoritária e corrupta aplicada pelo bando que assaltou o poder apoiado pela elite econômica e política que comanda esse país desde os tempos da escravidão. O trabalho iniciado por Temer terá continuidade agora com o governo Bolsonaro, um governo que se anuncia ainda mais liberal do ponto de vista econômico e conservador-autoritário, do ponto de vista da política e dos direitos sociais.

Um processo que só foi possível depois de três anos de intensa propaganda e campanha contra as empresas estatais, contra as empreiteiras, contra os partidos e a tentativa de destruição do PT. Temer e Bolsonaro são resultado desse processo que teve a Lava Jato como ponta de lança. Um processo com um custo social e político altíssimo capaz de fazer o país regredir em dois anos tudo que havia avançado em uma década.

A pretexto de reduzir o alto desemprego produzido pelas crises e por essa política predadora se aprovou a “reforma trabalhista” em 2017, que agride diretamente direitos históricos da classe trabalhadora brasileira e tenta inviabilizar a ação sindical. Uma reforma que ataca mais diretamente o contrato de trabalho, a jornada e as negociações coletivas.

Em recente entrevista à imprensa, o ex-Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad que disputou as ultimas eleições presidenciais, disse com muita propriedade: “No Brasil está sendo gestado o que eu chamo de neoliberalismo regressivo, decorrente da crise econômica. É uma onda diferente da dos anos 1990. Ela chega a ser obscurantista em determinados momentos, contra as artes, a escola laica, os direitos civis. É um complemento necessário para manter a agenda econômica do Bolsonaro, que é a agenda [do presidente Michel] Temer radicalizada.”

O governo Bolsonaro promete aplicar o modelo “pinochetista” que combinou no Chile um governo de repressão e supressão de direitos com uma política ultra liberal (da escola de Chicago) que privatizou quase toda a economia do país, começando pelas aposentadorias, que hoje são baixíssimas.

Uma dos primeiros compromissos de Bolsonaro é simbólico, acabar com o Ministério do Trabalho fazendo um esquartejamento de suas áreas com expropriação dos fundos FAT e FGTS que passam ao controle do super ministério de Economia. A intenção é usar os recursos em políticas de interesse financeiro e esvaziar ou extinguir seus conselhos de gestão, acabando com o controle social.

Ao mesmo tempo, fará a transferência de áreas de fiscalização e erradicação de trabalho escravo, trabalho infantil, saúde e segurança  para um ministério de baixo perfil político e orçamentário, o Ministério da Cidadania. O que vale dizer que a fiscalização do trabalho, que hoje já é débil, ficará ainda mais enfraquecida.

E, por fim, a “partidarização” do registro sindical, transferindo esta área para o Ministério da Justiça a cargo do juiz Moro. Em abril de 2008, foi instituída a Portaria 186 e posteriormente, em 2013, a portaria 326 que dispõe sobre os pedidos de registro das entidades sindicais no Ministério do Trabalho e Emprego. Se houver a partidarização desse processo, um recurso valioso para o movimento sindical pode se transformar numa arma de desagregação e desvirtuamento da luta dos trabalhadores e trabalhadoras.

Depois de afirmar que irá fechar o Ministério do Trabalho, o Presidente eleito promete aprofundar a informalidade das relações trabalhistas, o que significará enfraquecimento da seguridade social (menor arrecadação); maior fragmentação sindical e enfraquecimento das negociações coletivas e, por conseqüência, dos sindicatos.

A CUT está acompanhando com muita preocupação todo esse processo de montagem do próximo governo e tem se reunido constantemente com as demais centrais sindicais buscando consolidar uma frente sindical que permita uma atuação unitária, em torno de um programa em defesa dos direitos da classe trabalhadora e da democracia. Devemos estabelecer uma pauta conjunta no início de 2019 para evitar que os direitos já tão socavados sejam ainda mais atingidos e para garantir que o direito de organização e ação sindical sejam respeitados como estabelece a Declaração Universal de Direitos Humanos que acaba de completar 70 anos e a Constituição de 1988, que fez 30 anos em outubro. GGN..

No apagar das luzes, Temer cria estatal para controle aéreo



O presidente Michel Temer criou nesta quinta-feira (20), por meio de medida provisória, a empresa pública NAV Brasil – Serviços de Navegação Aérea S.A. Segundo o texto, a empresa será criada a partir de desmembramento parcial da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

A NAV Brasil será vinculada ao Ministério da Defesa, por meio do Comando da Aeronáutica. Os recursos da empresa advirão de tarifas de navegação aérea, recursos provenientes de convênios, ajustes ou contratos, dentre outras fontes, segundo informou a Agência Brasil.

Com 97 mandados emitidos, ação contra milícia prende 27 no Rio de Janeiro


Reportagem de Vladimir Platonow na Agência Brasil.

O resultado da Operação Héracles, que reuniu 1.900 agentes de segurança nesta quinta-feira (20), ficou bem abaixo do esperado. Dos 97 mandados de prisão emitidos contra alvos ligados a milícias, somente 27 foram cumpridos. A suspeita é que houve vazamentos de informações.

Das prisões divulgadas no balanço final, 21 foram resultantes do cumprimento de mandados de prisão de capturados e cinco de mandados de prisão de réus que já se estavam presos. Também houve prisão em flagrante de um policial militar suspeito de ter vazado a operação.

Foram apreendidas 10 armas de fogo, sendo três fuzis e sete pistolas, além de diversos carregadores, munições, rádios comunicadores, R$ 28 mil em dinheiro, um veículo e duas motocicletas.

Foram empregados na ação 1.700 militares das Forças Armadas e 200 policiais civis, com apoio de aeronaves e veículos blindados. A operação contou com participação de promotores do Ministério Público. O principal alvo da operação, o miliciano Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko, não foi localizado.

Participam da ooeração a Polícia Civil, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estadual, e o Comando Conjunto, que coordena as ações das Forças Armadas durante a intervenção federal na área de segurança no Rio de Janeiro.