VÍDEO: MST ocupou afiliada da Globo em Salvador


A turma que defende a liberdade de Lula avisa que não vai parar com a luta

 

#AoVivo MST ocupa Globo direto de Salvador, na filial Rede Bahia.

Posted by Mídia Ninja on Tuesday, April 17, 2018

 

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Jovem filho de pedreiro e costureira é doutor mais novo do Brasil


Foto: Reprodução Forum

O filho de um pedreiro e de uma costureira acaba de se tornar o doutor mais jovem do Brasil.

O piauiense Guilherme Lopes, de 26 anos, é de Piripiri. Ele  teve sua tese de doutorado em biotecnologia aprovada na UFPI, Universidade Federal do Piauí, em Parnaíba.

O tema era “Bioprospecção da bergenina isolada de Peltophorum dubium, com ênfase nas propriedades antioxidantes e anti-anti-inflamatórias: aporte para o desenvolvimento de novos fitomedicamentos”.

No ano passado, uma cearense foi reconhecida oficialmente como a mais jovem doutora do país, com 26 anos, nove meses e cinco dias.

Ciências sem fronteira

O jovem estudou em escola pública e, usando a nota do ENEM no PROUNI, foi bolsista do curso de graduação em Biomedicina na Faculdade Maurício de Nassau, em Teresina.

Guilherme passou um ano na Espanha, aperfeiçoando sua pesquisa no Departamento de Farmacologia da Universidad de Sevilla.

Isso graças a uma bolsa do programa Ciência sem Fronteiras, do Governo Federal, criado pela ex-presidenta Dilma Rousseff e encerrado na gestão de Michel Temer.

“Hoje, pude olhar pelo retrovisor da vida e vi que cheguei até aqui porque nunca vim sozinho. Me lancei ao novo, vivenciei o inesperado, saboreei o doce e o amargo, mas em todo o tempo o “Todo Poderoso” cuidou de mim”, disse Guilherme.

Atualmente, ele é professor da Faculdade Chrisfapi, na cidade natal, onde ministra disciplinas nos cursos de Farmácia e Enfermagem. Fonte:http://www.sonoticiaboa.com.br

 

 

 

FIORI: “A DIREITA E SEUS JUÍZES TRANSFORMARAM LULA NUM MITO”


 

FIORI: PONTO DE PARTIDA É A LIBERTAÇÃO DE LULA

O filme da direita e dos ultraliberais acabou e foi muito ruim. Eles perderam o discurso, não têm nada a propor ao Brasil e vão se dividir cada vez mais. A crise econômica seguirá com efeitos mais dolorosos. A libertação de Lula é a grande causa que unirá as forças progressistas do Brasil e da América do Sul. É preciso fazer avançar a ideia de uma frente pela democracia.

As ideias são do sociólogo e cientista político José Luís Fiori, professor de economia política internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A Eleonora de Lucena, diretora do TUTAMÉIA, ele afirma:

“Nesse momento, o ponto de partida necessário e inevitável das forças progressistas só pode ser a luta pela libertação de Lula. Não necessariamente para que ele seja candidato, mas porque hoje a sua libertação significa simbolicamente o primeiro passo para a restituição da democracia e da justiça nos seus devidos lugares”.

E analisa: “A direita e os seus juízes conseguiram transformar o ex-presidente num mito e numa força política que acompanhará a sociedade e política brasileira por muitos e muitos anos”.

Para Fiori, não adianta pensar agora em candidaturas alternativas que não vão ganhar ou não vão governar nesse quadro atual. “Ou se muda esse quadro e se junta um conjunto de forças poderosas, ou não haverá governo progressista viável de nenhum tipo, seja quem for o indivíduo ou candidato. A menos as forças progressistas queiram repetir a candidatura simbólica do dr. Ulysses Guimarães em 1974”, declara.

Autor, entre outros, de “O Poder Global” (Boitempo, 2007) e de “História, Estratégia e Desenvolvimento” (Boitempo, 2014), Fiori organizou obras essenciais para uma reflexão do mundo contemporâneo, como “Pode e Dinheiro” (com Maria da Conceição Tavares, Vozes, 1997) e “O Poder Americano” (Vozes, 2004).

Na sua avaliação, a crise desencadeada pelo golpe de 2016 e a divisão na sociedade brasileira vão continuar por muito tempo e exigirão enorme paciência estratégica. “Não adianta achar que vai se virar a mesa na próxima meia hora”, defende.

Nesta entrevista por correio eletrônico ao TUTAMÉIA, Fiori trata das diversas forças políticas em embate e lança uma hipótese sobre a dissolução do núcleo intelectual e ideológico do golpe de 2016: a derrota de Hillary deixou sem apoio os seus operadores internos –o que fez o governo golpista cair nas mãos de um grupo da “segunda divisão”–já quase todo na cadeia, que estava inteiramente despreparado para governar o Brasil”.

Resultado de imagem para foto de lula nos braços do povo

A seguir, a íntegra:

TUTAMÉIA — Qual o impacto político da prisão de Lula?

JOSÉ LUÍS FIORI — Muito grande, acho mesmo que a história política do Brasil terá um antes e um depois dessa prisão.

TUTAMÉIA — Ele sairá “maior, mais forte e mais verdadeiro”, como ele disse no discurso do dia 7, em São Bernardo?

JOSÉ LUÍS FIORI –Tenho impressão que sim. E acho que a explicação disso se encontra no próprio discurso do ex-presidente, quando ele diz que já deixou de ser uma pessoa física e se transformou numa ideia, num movimento social e político, num verdadeiro mito. E todos sabemos que as ideias e os mitos não conseguem ser presos nem destruídos. Na verdade, Lula foi sempre um grande negociador e um reformista, e sua genialidade foi demonstrar que, em certos momentos da história, o reformismo é absolutamente revolucionário. Trata-se de um líder absolutamente fora do comum e acima de seus contemporâneos, graças à sua inventividade e à sua intuição estratégica, que é absolutamente extraordinária.

TUTAMÉIA — É possível fazer comparações ou traçar algum paralelo com outras situações históricas vividas no passado?

JOSÉ LUÍS FIORI — Veja bem, se eu me mantiver apenas no campo da minha experiência pessoal, devo te dizer que ainda criança me tocou assistir ao golpe de Estado de 1954, junto com o suicídio e a Carta Testamento de Getúlio Vargas. Depois, vivi o golpe de 1964 e escutei o discurso do presidente João Goulart, na Central do Brasil, que acabou sendo também uma espécie de discurso de despedida. Alguns anos depois, assisti ao vivo e em cores o violento e traumático golpe militar do Chile, tendo escutado pelo rádio o último discurso de Salvador Allende, no dia 11 de setembro de 1973. Foram todos momentos decisivos ou mesmo heroicos da história.

 

 

 

 

Mas o discurso de Lula do dia 7 de abril, na cidade de São Bernardo, teve uma grande diferença com relação aos outros, porque foi o discurso de um homem que decidiu sobreviver e lutar. De um político que decidiu enfrentar os seus acusadores acusando-os de peito aberto e sem medo das represálias. De um pacifista que conseguiu manter e defender sua posição sem oferecer a outra face. De um líder carismático que conseguiu fazer –sob a máxima pressão pessoal– uma belíssima homenagem às utopias humanas, ao mesmo tempo em que traçava as linhas básicas do seu futuro governo. Isso realmente não tem precedente que eu saiba.

Por outro lado, eu não havia nascido e não assisti quando Juan Domingo Perón foi preso e depois libertado pela população para logo em seguida ser eleito presidente da Argentina, em 1946. Mas assisti a transmissão ao vivo, pela televisão, da libertação de Nelson Mandela, aclamado pelo povo e imediatamente eleito presidente da África do Sul. E tenho uma impressão muito forte, como analista político, que mais cedo ou mais tarde isto também acontecerá no Brasil, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por mais que isso cause engulhos às forças conservadoras e direitistas do nosso país.

 

TUTAMÉIA — No imediato, o que que o senhor espera que possa acontecer?

JOSÉ LUÍS FIORI — Uma grande mobilização no Brasil e pelo mundo afora contra a prisão e a favor da libertação do ex-presidente. Mas acho que, no imediato, as pessoas próximas e que gostam pessoalmente do ex-presidente deveriam estar muito atentas com relação à sua integridade física. Sobretudo se tiverem em conta o fanatismo, o rancor, a crueldade e o ressentimento dos que o encarceraram.

 

TUTAMÉIA — Qual será o futuro político das pessoas que o julgaram e encarceraram?

JOSÉ LUÍS FIORI — O mais provável é que venham a ter o mesmo destino de todos os “savonarolas” que já existiram através da história. Apesar de que, no caso brasileiro, essas pessoas não têm o menor fôlego pessoal e intelectual para se transformarem em lideranças carismáticas. São figuras menores, já cumpriram o papel que lhes foi encomendado e devem voltar para o anonimato de onde vieram.

TUTAMÉIA — E qual o impacto mais geral sobre a sociedade brasileira?

JOSÉ LUÍS FIORI — Essa grande encenação –e, sobretudo, esse final patrocinado pelo STF –consolidou uma divisão e uma polarização da sociedade brasileira que que deverá durar por muitos e muitos anos. Vai ser muito difícil de reverter isso. Também vai ser muito difícil sair desse buraco imediato, porque o Estado, as autoridades públicas e a sociedade brasileira aparecem divididos de cima abaixo. Os golpistas estão completamente divididos. O Congresso está quase rachado e desmoralizado. O STF está partido ao meio, perdeu a sua aura de neutralidade e sua credibilidade foi rebaixada por suas brigas internas e por suas sessões infindáveis, marcadas pelo exibicionismo dos seus juízes com seu palavreado gongórico e quase sempre inócuo. Para não falar finalmente da divisão interna da própria Igreja católica. Aliás, dos que se esconderam atrás do silêncio para não se posicionarem frente à prisão do ex-presidente, quem mais me impressionou foi a CNBB. A ausência cúmplice ou envergonhada de algumas de suas principais lideranças no Brasil foi lamentável. Fez lembrar sua participação no golpe de 1964, quando as senhoras conservadoras sacudiam seus terços no lugar de bater panelas.

TUTAMÉIA — Como deveriam agir daqui para frente as forças progressistas?

JOSÉ LUÍS FIORI — Os caminhos estratégicos vão sendo construídos no caminhar e devem sempre tomar em conta os objetivos e as iniciativas dos adversários. Mas, nesse momento, o ponto de partida necessário e inevitável das forças progressistas só pode ser a luta pela libertação de Lula. Não necessariamente para que ele seja candidato, mas porque hoje a sua libertação significa simbolicamente o primeiro passo para a restituição da democracia e da justiça nos seus devidos lugares.

TUTAMÉIA — A ideia de uma frente pela democracia, contra o fascismo e pela soberania pode avançar?

JOSÉ LUÍS FIORI — Mais do que nunca. A direita e os ultraliberais já implementaram todas suas ideias e reformas através do golpe e dos seus executores. Depois da destituição da presidenta Dilma Rousseff e da prisão do ex-presidente Lula já não lhes resta mais nenhuma “causa” nem “ideia”. Seu filme acabou e foi muito ruim. A crise econômica seguirá e seus efeitos se farão cada vez mais dolorosos. A direita ultraliberal já não tem mais nada para dizer ou propor para o Brasil, que não seja a tal da “reforma da previdência que não conseguiram fazer e a privatização da Petrobras, duas propostas extremamente impopulares.

Povo no acampamento Lula Livre, em Curitiba (foto Ricardo Stuckert, como a da abertura)

TUTAMÉIA — Até onde o PT deve esticar a corda e manter a candidatura Lula?

JOSÉ LUÍS FIORI — Como já disse, do meu ponto de vista, o ex-presidente Lula já não é mais apenas uma candidatura. Ele é uma causa e é a grande causa que unirá daqui para frente as forças progressistas do Brasil e da América do Sul. Não adianta pensar, no momento, em candidaturas “alternativas” que não vão ganhar ou simplesmente não vão governar nesse quadro que aí está. Ou se muda esse quadro e se junta um conjunto de forças poderosas, ou não haverá governo progressista viável de nenhum tipo, seja quem for o indivíduo ou candidato. A menos que as forças progressistas queiram repetir a candidatura simbólica do dr. Ulysses Guimarães em 1974.

É bom que as pessoas entendam que essa crise aberta pelo golpe de Estado e essa divisão da sociedade brasileira –promovida ativamente pela imprensa conservadora– devem continuar ainda por muito tempo e exigirão uma enorme paciência estratégica. Não adianta achar que vai se virar a mesa na próxima meia hora.

TUTAMÉIA — Quem poderia ser o maior beneficiado da saída definitiva de Lula da corrida eleitoral?

JOSÉ LUÍS FIORI — Em primeiro lugar, ele já não sairá mais nem da corrida eleitoral nem da história política futura. Como já dissemos, a direita e os seus juízes conseguiram transformar o ex-presidente num mito e numa força política que acompanhará a sociedade e política brasileira por muitos e muitos anos.

TUTAMÉIA — Qual o impacto da prisão de Lula dentro do PT? Alguns esperam esvaziamento do partido. É correto pensar assim?

JOSÉ LUÍS FIORI — Acho que não. Pelo contrário, creio que o PT deve crescer daqui para frente. Mas não sou do PT e não conheço nem sei avaliar corretamente a sua dinâmica interna. Mas com certeza os seus adversários e a imprensa conservadora deverão inventar ou incentivar, daqui para frente, divisões e lutas internas, jogando uns contra os outros de forma a esvaziar a causa unitária do PT, pela libertação e absolvição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

TUTAMÉIA — Qual o impacto da prisão na parcela da população que apoiou o golpe de Estado?

JOSÉ LUÍS FIORI — Num primeiro momento, devem tomar champanhe ou cerveja, dependendo da classe social de cada um. Mas, atenção, porque o efeito emocional dessa prisão se esgota em si mesmo. A grande massa dos que estão comemorando nesse momento muito brevemente se dará conta de que a prisão de Lula não modificará nada em suas vidas. Todos serão obrigados a voltar a viver as suas angústias e seus medos de cada dia –para não falar nos que terão que voltar a conviver com sua própria mediocridade pessoal.

TUTAMÉIA — Então, qual o caminho das forças golpistas?

JOSÉ LUÍS FIORI — Deverão se dividir cada vez mais. Deverão entrar numa luta à morte, depois que perderam o seu grande denominador comum, que era o golpe e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Será uma guerra sem quartel, e presumo que não sobrará pedra sobre pedra. E essa mesma divisão das forças de direita acabará impedindo qualquer tentativa de suspensão das eleições de outubro de 2018. Eles não têm mais unidade para nada e terão que se enfrentar entre si. O PMDB já foi literalmente descabeçado, com a prisão de algumas de suas principais lideranças nacionais e de quase todas as suas lideranças golpistas que hoje estão na cadeia. E não é improvável que esse quadro piore ainda mais depois que o sr. Temer sair do Palácio do Planalto.

Por outro lado, o PSDB se autodestruiu, com a opção pelo golpe de Estado do seu candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014, que depois se viu envolvido em situações cada vez mais escabrosas. Seus caciques paulistas estão todos brigados entre si, seus intelectuais completamente desmobilizados e desmoralizados ideologicamente. E o seu principal líder vive um momento de declínio intelectual, político e ético, depois de ter sido o grande patrocinador da candidatura do sr. Aécio. Mas, sobretudo, depois de ter justificado de forma bisonha e de ter participado diretamente do golpe de Estado, antes de se afastar do governo que ele mesmo ajudou a criar. O DEM, por sua vez, é um partido que não tem fôlego nacional e está transformado numa quase caricatura da antiga direita baiana e carioca. O conjunto das outras siglas que compõem a ‘base parlamentar” do golpe de Estado não possui nenhuma consistência ou identidade própria e estará sempre ao lado do “balcão de negócios”.

Por fim, depois desses últimos três ou quatro anos, a Globo se transformou numa organização político-ideológica explícita e de direita, agressiva, insidiosa e com enorme poder de fogo. Mas perdeu completamente a posição de “meio de informação” da sociedade brasileira, se transformando no principal inimigo de todas as forças progressistas, democráticas, defensoras da soberania nacional e de um choque distributivo na sociedade brasileira.  Fonte O Cafezinho.

 

O Alckmin está no (Volume Morto) diz Datafolha


Publicado no Tijolaço

POR FERNANDO BRITO

 

A Folha divulgou agora à tarde o recorte paulista da pesquisa presidencial realizada na semana passada.

Geraldo Alckmin amarga um precário terceiro lugar nas intenções de votocom Lula na disputa, com 13 pontos, abaixo de Jair Bolsonaro (14%) e de Lula (20%). Convém lembrar, para comparação, que concorrendo a presidente em 2006, teve, no 1° turno, 54,2% dos votos, contra 36,8 de Lula.

Sem Lula e ainda sem um candidato que o represente claramente, Alckmin não vai além de um modesto empate técnico com o candidato dos fascistas e com Marina Silva. Talvez um empate quádruplo, caso Joaquim Barbosa se lance candidato.

São sinais de um desastre sem precedentes para o PSDB em seu ninho, maior até que o que sofrerá em Minas, caso venha mesmo a lançar Aécio Neves como candidato ao Senado.

Ninguém pode, claro, adivinhar os desdobramentos de um processo eleitoral assim, tão em aberto.

Ou melhor, tão fechado, porque está sufocado pela ação absurda de um Judiciário que  desmontou as forças partidárias que, há 24 anos (desde 1994), disputavam a hegemonia política do país e o fizeram sem que nenhuma corrente política surgisse com expressão, exceto o nazifascismo tupiniquim.

A Folha está de posse dos resultados das perguntas feitas sobre os candidatos ao Governo de São Paulo. E, se quiser, pode fazer o cruzamento entre os eleitores de Joaão Dória e as opções por Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin.

É bom Alckmin já ir se acostumando com a ideia de que criou um monstrinho.

PGR REITERA PEDIDO PARA QUE STF RECEBA DENÚNCIA CONTRA AÉCIO


Segundo a denúncia, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) solicitou a Joesley Batista, da JBS, R$ 2 milhões em propina, em troca de sua atuação política; o parlamentar senador foi acusado no ano passado pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot dos crimes de corrupção passiva e tentativa de obstruir a Justiça

 

Wilson Dias/Agência Brasil

André Richter – Repórter da Agência Brasi:  A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reiterou nesta segunda-feira (16) no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de abertura de ação penal contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, do grupo J&F. Se o pedido for aceito, o senador e mais três pessoas se tornarão réus no processo.

O julgamento sobre o recebimento da denúncia pela Primeira Turma do STF está marcado para amanhã (17). Também são alvos da mesma denúncia a irmã do senador, Andrea Neves, o primo dele, Frederico Pacheco, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), flagrado com dinheiro vivo. Todos foram acusados de corrupção passiva.

Segundo a denúncia, apresentada há mais de 10 meses, Aécio solicitou a Joesley Batista, em conversa gravada pela Polícia Federal (PF), R$ 2 milhões em propina, em troca de sua atuação política. O senador foi acusado pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot dos crimes de corrupção passiva e tentativa de obstruir a Justiça.

 

 

Nos memorais enviados nesta segunda-feira aos ministros da Primeira Turma, órgão responsável pelo julgamento do caso, a procuradora rebateu as argumentações da defesa e pediu o recebimento da denúncia.

“Tal conduta caracteriza o denominado ato de ofício em potencial, desde que presentes as demais elementares do tipo penal do crime de corrupção. Essas conclusões fáticas bastam para enquadrar a conduta de Aécio Neves e dos demais acusados no crime de corrupção passiva”, diz a PGR.

Em nota divulgada na última terça-feira, o advogado Alberto Toron, que representa Aécio Neves, disse que o senador foi “vítima de uma situação forjada, arquitetada por criminosos confessos que, sob a orientação do então procurador Marcelo Miller, buscavam firmar um acordo de delação premiada fantástico”.

Vão participar do julgamento os ministros Marco Aurélio, relator, Rosa Weber, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Fonte Brasil 247.

PREFEITA DE BARCELONA DIZ SE PREOCUPAR COM “DERIVA AUTORITÁRIA” NO BRASIL


Quique García / EFE

 

Em um encontro com a presidente eleita e deposta pelo golpe, Dilma Rousseff, a prefeita de Barcelona, Ada Colau, se disse preocupada com a “deriva autoritária” que vive o Brasil e afirmou que Dilma e o ex-presidente Lula, que está preso, são “exemplo e referência” porque “representam um dos governos mais progressistas, que promoveram avanços sociais”; “Toda nossa solidariedade, apoio e força para seguir adiante”, reforçou

 

 

 

Líder quilombola que denunciava desmatamento ilegal e poluição de agrotóxicos é executado no Pará


O corpo de Nazildo

Publicado no Amazônia Real

POR CATARINA BARBOSA

Belém (PA) – A Polícia Civil do Pará investiga a suspeita de crime de execução para o assassinato do líder quilombola Nazildo dos Santos Brito, 33 anos, da Comunidade de Remanescentes de Quilombo Turê III, na divisa dos municípios de Tomé-Açu e Acará, no nordeste do Pará. Seu corpo foi encontrado em um ramal da comunidade neste domingo (15) com marca de tiros nas costelas e na cabeça. Segundo a polícia, a motocicleta e objetos pessoais da liderança não foram levados pelo autor dos disparos, daí a suspeita de execução.

Conforme informações da Delegacia do Distrito de Quatro Bocas, o crime aconteceu por volta das 19h30 de sábado (14) no ramal da Roda D’Água, a caminho do quilombo Turê III, na zona rural de Tomé-Açu. De acordo com a investigação, apesar das característica de execução ainda não há informações sobre a motivação e nem pistas sobre o responsável pelo crime.

Nazildo dos Santos Brito, ex-presidente da Associação de Moradores e Agricultores Remanescentes Quilombolas do Alto Acará, era ameaçado de morte por denunciar crimes ambientais na região. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) do Pará, ele estava no programa de proteção, no entanto, não recebia a segurança solicitada à Secretaria de Segurança Pública (Segup).

Desde 2015, Nazildo respondia a oito processos, sendo acusado de crimes de turbação (perturbação), invasão, ameaças, furto e roubo impetrados pela empresa Biopalma da Amazônia S/A, subsidiária da Vale, na Comarca de Acará.

A liderança quilombola, junto com indígenas Tembé, comandou a ocupação da empresa Biopalma, em 2015, para denunciar desmatamento ilegal, poluição de agrotóxicos nos mananciais de Tomé-Açu. Durante o protesto foram incendiados veículos e tratores da empresa. A Biopalma produz óleo de palmiste para as indústrias farmacêuticos, cosméticos, óleos-químicos e produtos de higiene pessoal em Aracá.

Nazildo Brito é a terceira liderança assassinada nos últimos quatro meses na região nordeste do estado. Em Barcarena foram mortos, em crimes de autoria desconhecida, no dia 12 de março, Paulo Sérgio Almeida Nascimento, segundo-tesoureiro da Associação dos Caboclos Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama). Em 22 de dezembro do ano passado foi assassinado Fernando Pereira, também liderança da Cainquiama. Eles denunciavam crimes ambientais das mineradoras e conflitos fundiários na região. Até o momento, nenhuma pessoa foi presa pelos crimes.

Um telefonema

O território quilombola Turê III fica na divisa entre os municípios de Acará e Tomé-Açu, ambos no nordeste do estado. Em entrevista à agência Amazônia Real, Railson da Silva, disse que seu cunhado, Nazildo dos Santos Brito, recebeu um telefonema por volta das 19h15 do sábado (14) e disse que iria para casa. “Eu pedi pra ele não ir embora, porque estava à noite, mas ele foi mesmo assim”, lembrou Silva.

Para a liderança indígena Paratê Tembé, que também protestou contra os danos ambientais da empresa Biopalma e responde a processos na Comarca de Acará, todos que denunciam a indústria sofrem muitas ameaças. “Aqui nós vivemos sob constante ameaça e criamos sistema de proteção entre a gente, porque sabemos que há ofertas de dinheiro pelas nossas cabeças. Queremos que as autoridades investiguem o caso, que os culpados sejam presos. O Nazildo era um guerreiro, ele lutava com a gente na região do Vale do Acará”, lamenta.

Desde 2012, os índios Tembé da Turé-Mariquita tentam obter compensações e ações de mitigação para os impactos que sofrem com as atividades da Biopalma, mas pouco foi conquistado desde então. “Nós até fizemos um acordo que envolvia a questão do saneamento, mas tudo foi meio vago. Eles [a Biopalma] não cumprem o acordo feito junto com a Funai, organizações quilombola e MPF e isso acaba gerando novamente a expectativa de um novo conflito. A nossa situação com a Biopalma é muito complicada”, afirma Paratê Tembé.

Neste domingo, Paratê utilizou sua página no Facebook para se despedir do amigo Nazildo Brito: “nosso povo indígena e quilombola amanheceu de luto, perdemos um dos nossos guerreiros, um símbolo, um pai, um esposo, um ser humano. Nazildo Quilombola, líder do quilombo Turê lll em Tomé-Açu, que foi brutalmente assassinado ontem (14). Você partiu cedo demais contudo suas ações entre nós vai ecoar pela eternidade. Matéria extraída do DCM.

A mídia brasileira é como um disco antigo (LP) que só mostra as músicas de um lado: por Walter Salles


Café com Leite Notícias: Quando eu não tinha ainda a consciência que tenho hoje sobre as coisas que acontecem dentro e fora das cabeças das pessoas, na verdade, eu era mais feliz. Eu gostava de vê novelas e depois assistir o Jornal Nacional para ficar bem informado. E ficava mesmo, “bem informado” dentro de um propósito da emissora que, nas suas conveniências, era mais coerente com os seus interesses passar aquele tipo de notícia. Quantas vezes fomos desviados dos focus que teriam uma conotação forte, no sentido da informação correta para os brasileiros e no lugar a Globo colocava algo como as procriações das tartarugas ou coisas parecidas!! Só que na época não existia uma mídia que se pode dizer mais forte e com mais eficácia, que é a internet. Isso tem atrapalhado a mídia, digamos tradicional, que não consegue mais dominar o ser humano como antes. Eu perguntaria se você, leitor, acha que fica bem informado quando assiste um telejornal numa emissora brasileira? A gente sempre está com a banda de uma maçã e não sabe como seria saber da outra banda.

 

Muita gente tem me parado nas ruas e falado que eu defendo muito o Lula nas matérias que publico, aí eu respondo que tento mostrar o que a mídia não mostra. É o que chamo de músicas do outro lado do disco. Logo quando criado o plano de derrubar o PT e até mesmo prender o Lula, toda vez que falava em seu nome na TV, a imagem que se via era de dinheiro saindo de um esgoto sujo. Isso, de certa forma, ao longo do tempo, conseguiu mexer com o subconsciente das pessoas. Se o plano da mídia é de tirar da esquerda para dar à direita, é natural que nunca você veja, por exemplo, a Globo, que é a maior de todas e a mais interessada na derrota da esquerda, mostrar alguma falcatrua da turma tucana. Com as redes sociais, em parte passando uma notícia séria e coerente com os fatos, mostrando aonde estão as malas e os desvios de verbas grandes, mesmo com a TV, jornais e cites tendenciosos à direita, escondendo os fatos reais, não conseguem levantar o nome de determinado candidato junto a opinião pública. O Geraldo Alckmin, por exemplo, que é o pré candidato preferido da Globo até agora, na última pesquisa ficou com 6% da preferência popular, enquanto o Lula ficou com 31%. Aí você pode vê que a mídia aberta já não tem aquele poder de outrora tanto de exaltar quanto denegrir determinado candidato.

Quando coloquei um título de que a mídia brasileira é como um disco de músicas dos dois lados, mas que só é mostrada de um lado, existe uma verdade. A Globo está mais americana que brasileira e só defende as posturas americanas, embora aquela América de lá esteja em plano de dominar a nossa América, ainda assim a Globo está de acordo e é responsável por fazer o povo aceitar sem saber que está aceitando, como já está acontecendo depois de 2016.

O governo perverso dos Estados Unidos da América atacou a Síria na semana passada sem dó e sem piedade. A TV brasileira mostrou o objetivo dos EUA, falou que eles estão preocupados com armas químicas da Síria, mas entretanto, fica a pergunta: alguém entrevistou o presidente da Síria, pra que pudéssemos saber o que ele tem a dizer?

 

Nesse contexto todo o que tenho a dizer aos leitores do Cafe com Leite Notícias e impresso, é que assistam TV, mas também vejam outras mídias mais coerentes nas redes sociais, para poder ter um olhar também critico, onde quando a notícia não bater com a realidade você gritar.  Nos últimos anos houve muita injustiça acontecendo no país, que envolve mídia, Planalto, Judiciário, Senado e, de forma manipulada, em parte, a sociedade brasileira. Li ontem que um cidadão falava que só não vai votar no Bolsonaro se a mídia disser que ele é corrupto. Vixe…então não vai votar no homem, pois ele não é o candidato da mídia aberta e logo está caindo na malha fina. Agora se ele quiser votar em um candidato que a mídia não vai chamá-lo de ladrão, prepare para votar no Alckmin. Esse, como eu disse, é blindado de qualquer crítica pesada porém merecedora.

O Lula foi o único presidente que se postou de igual para igual sobre o presidente americano na época, bem como trouxe aqui um presidente “mal visto”, que foi o Mahmoud Ahmadinejad, então presidente do Irã. Dois fatores que até então eram desconhecidos.

É preciso que conheçamos as culturas e costumes mundiais para sabermos melhor avaliar as coisas na hora certa. Chega de 90% das TVs, principalmente à noite, estarem ligadas na Globo. Isso nem só é uma aberração, como é também um crime, no sentido de fazer o povo se atrair com os programas que não levam a nada. Na verdade, o povo é usado o tempo todo e não sabe. Depois da novela entra um filme onde sempre mostra que os EUA são os mocinhos e que vão salvar alguém dos monstros russos ou chineses.

O FHC, que é tucano, vou mexer um pouco na ferida dele também, é o único professor aposentado que um dos seus imóveis, que é na Europa, é avaliado em 11 milhões de Euros. No entanto nunca investigaram tamanha riqueza.  Acho que se os brasileiros olhassem tudo com os seus próprios olhos e fossem mais interessados em investigar os fatos, iria ter um pouco de orgulho em um presidente que governou o Brasil por oito anos, depois de ser investigado com um pente fino por várias vezes, o que foi encontrado foi um apartamento em que, em delação, o Léo Pinheiro disse que deu ao Lula de presente. Mas as provas que realmente o imóvel pertence ao Lula ainda não apareceram, mas mesmo assim, cadeia nele.

Agora acaba de ser invadido por pessoas que não possuem casas. Quem será que vai gritar, “saiam do meu apartamento”? Aliás, a polícia já fez os invasores desocuparem o AP. Quem será que se preocupou com a invasão?

 

Com ‘ossos de vidro’, baiana se forma em psicologia e busca apoio para publicar livro: ‘Não desisto’


Glady Maria da Silva, 51 anos, conta que já sofreu mais de 100 fraturas por conta da osteogênese imperfeita. Mas enfrentar limitações de acessibilidade e preconceito a deixou mais forte.

Aos 51 anos, a psicóloga Glady Maria da Silva, moradora do bairro de Itacaranha, subúrbio de Salvador, comemora uma série de vitórias. Ela conquistou, com muita luta, o diploma de psicologia, a conclusão da primeira pós-graduação e a segunda pós, que está em andamento.

Ela tem osteogênese imperfeita, conhecida como “ossos de vidro” porque causa fragilidade óssea. A condição já trouxe mais de 100 fraturas no corpo, além de limitações de acessibilidade e preconceito, mas acabou transformando Glady em uma pessoa mais forte.

A psicóloga conta a trajetória de convivência com a doença no livro “Minha auto superação”. Salvo em um arquivo de computador, a obra está em fase de revisão e ela, agora, busca parceiros para viabilizar a publicação e realizar mais um sonho. [No vídeo, ela lê um trecho do livro. Assista acima]

“Estou batalhando, não desisto. Eu sou uma pessoa que tenho personalidade muito forte e guerreira. Eu corro atrás”

Capa do álbum das fotos de formatura de Glady, que se formou em psicologia em Salvador (Foto: Juliana Almirante/ G1)Capa do álbum das fotos de formatura de Glady, que se formou em psicologia em Salvador (Foto: Juliana Almirante/ G1)

Capa do álbum das fotos de formatura de Glady, que se formou em psicologia em Salvador (Foto: Juliana Almirante/ G1)

Glady guarda memórias de momentos felizes da vida em álbuns de fotografias. São retratos de viagens, convivência com amigos e familiares, que mostram sua personalidade inquieta, que não se deixou limitar pela fragilidade óssea.

As conquistas também são lembradas em classificadores que acumulam documentos, como os diplomas de conclusão da graduação e da primeira pós. São os troféus que ela conquistou com força de vontade e apoio da família.

“Eu vejo pessoas que fazem totalmente oposto e que desistem. O ser humano é sedento por saber viver. É preciso saber que as coisas estão aí e é preciso enfrentar”

Glady Maria mostra diploma de graduação em psicologia (Foto: Juliana Almirante/ G1)Glady Maria mostra diploma de graduação em psicologia (Foto: Juliana Almirante/ G1)

Glady Maria mostra diploma de graduação em psicologia (Foto: Juliana Almirante/ G1)

Dificuldades

Por conta da doença, Glady teve que passar por uma cirurgia em um dos braços há 15 anos. “Quando era novinha, se eu espirrasse, tinha fratura. Aos poucos, fui adquirindo resistência. Graças a Deus, eu fui superando essa fase de tantas fraturas. Não que hoje eu não tenha, posso ter se fizer movimento brusco. Mas eu fui aprendendo a conviver. É o que falo: ‘tem que aprender a viver’”, ensina.

Ao lado de mãe e afilhado, Glady se formou em psicologia (Foto: Juliana Almirante/ G1)Ao lado de mãe e afilhado, Glady se formou em psicologia (Foto: Juliana Almirante/ G1)

Ao lado de mãe e afilhado, Glady se formou em psicologia (Foto: Juliana Almirante/ G1)

A descoberta da síndrome só ocorreu depois do parto, porque a mãe de Glady, a técnica de enfermagem aposentada Maria Anunciação da Silva, não teve condições financeiras de custear uma ultrassonografia durante a gestação. Após dar à luz, ela percebeu que o bebê tinha uma estatura menor.

No entanto, o diagnóstico de osteogênese imperfeita só veio por meio de um pediatra particular, chamado por ela para ajudar a sair da maternidade onde a filha ficou internada, em um berçário durante cinco dias.

“Ele disse: ‘olha, é um caso difícil, a medicina não pode dar jeito, a gente sabe disso, mas ela quer levar a filha dela e vai levar’”, relembra Maria, que acabou assinando um termo para receber alta e levar filha embora do hospital.

Foto em álbum de família mostra Glady na cerimônia de conclusão do ensino médio (Foto: Juliana Almirante/ G1)Foto em álbum de família mostra Glady na cerimônia de conclusão do ensino médio (Foto: Juliana Almirante/ G1)

Foto em álbum de família mostra Glady na cerimônia de conclusão do ensino médio (Foto: Juliana Almirante/ G1)

Desde então, teve que cuidar dela sozinha, sem ajuda do pai da criança, que segundo ela, não prestou cuidados quando descobriu a doença. Maria recorda que teve que lutar com as escolas para que Glady fosse aceita e pudesse exercer o direito de estudar. Ela também ensinou a filha a lidar com os olhares e comentários preconceituosos.

“O que eu mais tinha medo era de ela ficar depressiva, de ela ver os outros se desenvolvendo e ela não. Eu tentei trabalhar muito com isso. Quando ela tinha uma coisa que machucava e ela falava comigo, eu dizia: ‘faça igual a sua mãe, sua mãe também ouve isso e vê, mas entra por um ouvido e sai por outro. Quem lhe olha e faz crítica é porque você é diferente’. Eu só pedia a Deus que ela não visse, mas às vezes, ela via. Eu conversava com ela para que não se deixasse abalar com isso. Eu dizia: ‘Você é inteligente, você é gente, não escute. Veja e faça que não veja’”, rememora Maria.

Álbum de fotografias mostra memórias da vida de Glady Maria (Foto: Juliana Almirante/ G1)Álbum de fotografias mostra memórias da vida de Glady Maria (Foto: Juliana Almirante/ G1)

Álbum de fotografias mostra memórias da vida de Glady Maria (Foto: Juliana Almirante/ G1)

Acessibilidade

Com cerca de 25 anos, Glady começou a trabalhar, dando aulas de reforço escolar para turmas de crianças. Ela também fazia artesanato, e, aos poucos, conseguiu conquistar mais autonomia pessoal e financeira.

“Eu pensava: ‘Meu Deus, eu tenho que ser independente’. Se todo mundo pode por que eu não posso? “

Ela conta que só passou a usar cadeira de rodas quando começou a cursar universidade, porque percebeu que precisava de ainda mais independência. Até então, costumava se movimentar sempre carregada por pessoas conhecidas.

“Porque eu ainda não me via na cadeira de rodas, eu fui criada sempre no braço. Eu não via limitações. Todo mundo fazia tudo comigo no braço e eu nunca me vi nessa condição. Eu aceitei minha cadeira quando eu entrei na instituição. Porque eu sou elétrica. Precisava dessa autonomia. Sabe aquelas decisões que você toma e resolve enfrentar sem saber se vai dar certo ou errado? Eu aceitei minha cadeira”, conta.

Ela teve que pedir para universidade uma cadeira de rodas já que a instituição ainda não oferecia o instrumento de acessibilidade. “Só que a cadeira era adulta, dava 10 de mim. Eu fiquei perdida ali e para acostumar foi difícil. Mas eu agradeci a Deus que pelo menos um avanço eu tive, pior se eu não tivesse nenhum”, diz. Depois disso, ela acabou ganhando uma cadeira adaptada para o seu tamanho, cedida por uma instituição de saúde.

Glady escreveu livro que conta história de superação da síndrome (Foto: Juliana Almirante/ G1)Glady escreveu livro que conta história de superação da síndrome (Foto: Juliana Almirante/ G1)

Glady escreveu livro que conta história de superação da síndrome (Foto: Juliana Almirante/ G1)

Com a autonomia conquistada por meio de tanta luta, atualmente, ela tem uma rotina intensa, com diversas atividades. Glady atende em um consultório particular, no Edifício Espaço Empresarial, na Avenida Tancredo Neves, faz atendimentos psicológicos voluntários e toca teclado em eventos de um grupo da igreja que frequenta.

Glady conta que os sonhos dela não param. Ela também pretende viver com um parceiro e se realizar no campo afetivo. “Eu não aceito que me tirem meu direito. Também sou mulher e quero carinho. Tenho necessidade de afetividade. Eu sinto falta de um companheiro. A cadeira já me limita e enquadra muitas coisas que eu não posso fazer. Vou caminhando, com sonhos a alcançar e pedindo sempre direção de Deus”, defende.

Fotografia em álbum mostra Glady montada em cavalo durante viagem (Foto: Juliana Almirante/ G1)Fotografia em álbum mostra Glady montada em cavalo durante viagem (Foto: Juliana Almirante/ G1)

Fotografia em álbum mostra Glady montada em cavalo durante viagem (Foto: Juliana Almirante/ G1)

Panela de pressão explode dentro de escola municipal e fere 4 merendeiras, em Aparecida de Goiânia


Segundo Secretaria de Educação, explosão ocorreu no momento em que almoço das crianças era preparado; segundo órgão, elas foram atendidas e liberadas.

Panela de pressão explode dentro de escola e fere merendeiras, em Aparecida de Goiânia

Uma panela de pressão explodiu, nesta sexta-feira (13), dentro de uma escola municipal que fica no Setor Retiro do Bosque, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. De acordo a Secretaria Municipal de Educação, quatro merendeiras foram atingidas, socorridas pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) e levadas para diferentes hospitais.

Segundo o órgão, três funcionárias foram queimadas pelo vapor. Elas foram levadas para unidades de saúde da região e já foram liberadas. A quarta ferida é uma merendeira que foi atingida por uma panela que se quebrou no momento da explosão. Conforme a secretaria, ela foi levada para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), foi atendida e já recebeu alta.

Caso ocorreu na cozinha da escola no Setor Retiro do Bosque, em Aparecida de Goiânia, Goiás (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)Caso ocorreu na cozinha da escola no Setor Retiro do Bosque, em Aparecida de Goiânia, Goiás (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Caso ocorreu na cozinha da escola no Setor Retiro do Bosque, em Aparecida de Goiânia, Goiás (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

O caso ocorreu por volta das 9h40, na Escola Municipal de Educação Integral Retiro Do Bosque, quando o almoço das crianças começava a ser preparado. A unidade fica na Rua das Pitangueiras, no bairro que dá nome à instituição. A panela que explodiu cozinhava feijão.

Conforme apurou a TV Anhanguera, no momento em que a panela de pressão explodiu nenhuma criança estava próxima à cozinha.

A dona de casa Esther Freitas, mãe de um aluno da escola, estava passando na porta da unidade quando uma das funcionárias era socorrida. Ela afirma que ficou assustada. “Eu estava vindo do dentista quando vi a ambulância na porta da escola. Meu filho estuda lá, mas não tinha ido para aula. Eu vi uma funcionária sendo colocada na ambulância, a gente fica muito preocupada”, disse.

A Secretaria Municipal de Educação informou à TV Anhanguera que os equipamentos da cozinha passam por manutenção constantemente e as causas do acidente vão ser apuradas. As aulas da unidade continuaram normalmente e, conforme o órgão, não serão afetadas pelo incidente.

Escola Municipal de Educação Integral Retiro Do Bosque, em Aparecida de Goiânia (Foto: Silvio Túlio/G1)Escola Municipal de Educação Integral Retiro Do Bosque, em Aparecida de Goiânia (Foto: Silvio Túlio/G1)

Escola Municipal de Educação Integral Retiro Do Bosque, em Aparecida de Goiânia (Foto: Silvio Túlio/G1)

Panela de pressão explodiu dentro da cozinha da escola, em Aparecida de Goiânia, Goiás (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)Panela de pressão explodiu dentro da cozinha da escola, em Aparecida de Goiânia, Goiás (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Panela de pressão explodiu dentro da cozinha da escola, em Aparecida de Goiânia, Goiás 

Uma panela de pressão explodiu, nesta sexta-feira (13), dentro de uma escola municipal que fica no Setor Retiro do Bosque, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. De acordo a Secretaria Municipal de Educação, quatro merendeiras foram atingidas, socorridas pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) e levadas para diferentes hospitais.

Segundo o órgão, três funcionárias foram queimadas pelo vapor. Elas foram levadas para unidades de saúde da região e já foram liberadas. A quarta ferida é uma merendeira que foi atingida por uma panela que se quebrou no momento da explosão. Conforme a secretaria, ela foi levada para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), foi atendida e já recebeu alta.

Tremor de baixa intensidade assusta moradores de SC


Conforme Rede Sismográfica Brasileira e USP, fenômeno teve magnitude 3,6.

Tremor de baixa intensidade assusta moradores de SC

Tremor de baixa intensidade assusta moradores de SC

Um tremor de 3,6 de magnitude foi registrado a 100 quilômetros da costa de Florianópolis, às 9h28 desta sexta-feira (13), segundo a Rede Sismográfica Brasileira e o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).

Conforme as instituições, a força do tremor é considerada de baixa intensidade. Moradores de pelo menos 20 cidades catarinenses relataram sentir os reflexos. Ninguém ficou ferido e nenhum dano foi registrado pela Defesa Civil e Corpo de Bombeiros até as 12h.

Em Blumenau, um prédio chegou a ser esvaziado em decorrência do abalo. Na capital, os bombeiros informaram que receberam 57 relatos, e a Polícia Militar outros sete chamados de pessoas que sentiram o tremor.

A Defesa Civil estadual confirmou ter sido acionada por moradores do Norte, Sul e Leste da Ilha, na capital, em Santo Amaro da ImperatrizTijucas São João Batista, que ficam na Grande Florianópolis, e outras cidades do litoral catarinense e do Vale do Itajaí.

Centro de Sismologia da USP registrou fenômeno (Foto: Reprodução)Centro de Sismologia da USP registrou fenômeno (Foto: Reprodução)

Centro de Sismologia da USP registrou fenômeno (Foto: Reprodução)

Florianópolis

O morador André Luiz Araújo, do bairro Barra da Lagoa, no Leste da capital, disse que correu para rua ao sentir o tremor.

“Parecia um terremoto aqui na Barra, foi muito estranho, eu nunca tinha tido essa sensação, o chão tremendo”.

Já Waldir Fellipe, que mora no bairro Ribeirão da Ilha na região Sul, chegou a atribuir a sensação à passagem de um veículo na rua.

“Senti na janela de alumínio que tremeu. Pensei que fosse um caminhão ou ônibus que passou na frente, mas não, estava tudo tranquilo. Eu senti realmente um pequeno tremor”.

Prédio da rua Santa Maria esvaziaram o prédio após tremor (Foto: Defesa Civil/Divulgação)Prédio da rua Santa Maria esvaziaram o prédio após tremor (Foto: Defesa Civil/Divulgação)

Prédio da rua Santa Maria esvaziaram o prédio após tremor (Foto: Defesa Civil/Divulgação)

Vale do Itajaí

Em Blumenau, o tremor foi sentido também na rua Santa Maria e um prédio chegou a ser esvaziado. “A última torre do condomínio fica próxima as rochas, eles sentiram as portas e janelas batendo. Os moradores saíram de dentro do prédio e ligaram para nós”, contou o diretor municipal de Defesa Civil de Blumenau Rodrigo Quadros.

Um engenheiro e um geólogo foram levados pela prefeitura ao local e não foram identificadas rachadura aparente no prédio. A equipe deve monitorar a situação e o aparecimento de rachaduras em pisos e paredes.

O que explica?

Conforme o Centro de Sismologia da USP, a provável causa da ocorrência do tremor se deve à uma possível acomodação da placa tectônica Sul Americana, a qual encontra-se localizada entre outras placas tectônicas, com destaque para as placas tectônicas de Nazca e Africana, no contato Oeste e Leste, respectivamente.

Segundo o professor Bruno Collaço, pesquisador do centro da USP, tremores como esse são registrados ao menos uma vez por mês no litoral catarinense. Conforme o estudioso, praticamente toda a costa brasileira, desde o estado da Bahia até o Rio Grande do Sul é uma região bastante susceptível a ocorrência de tremores desse tipo.

“É um pouco acima dos tremores que costumam acontecer todas as semanas no Brasil que são de magnitude 2 a 3, mas ainda assim é uma magnitude bem baixa para os padrões mundiais”, explicou.

Conforme o professor da USP, praticamente todas as semanas acontecem tremores no Brasil. “A grande maioria deles não é percebido pela população, apenas pelos sismógrafos. A costa brasileira, o nordeste, principalmente os estados do Ceará e Rio Grande do Norte, o sudeste, com Minas Gerais e São Paulo, a região central do país com Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, são áreas bastante propensas a ocorrência de tremores”.

A Rede Sismográfica Brasileira registrou em 18 estações no Brasil o evento sísmico. Para o sismólogo Juracir Carvalho, da Rede Sismográfica Brasileira o abalo é um fenômeno natural, fraco sem razão para preocupação. “Não há qualquer relação com tsunamis, que nunca ocorrem no Atlântico, sem razão para susto”, complementou.

Abaixo a imagem das formas de ondas sísmicas, que foram recebidas pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira:

Imagem das formas de ondas sísmicas, que foram recebidas pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (Foto: Reprodução)Imagem das formas de ondas sísmicas, que foram recebidas pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (Foto: Reprodução)

Imagem das formas de ondas sísmicas, que foram recebidas pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (Foto: Reprodução)

Histórico em Santa Catarina

Segundo a Rede Sismográfica Brasileira, outros tremores históricos de magnitudes a partir de 3 já foram registrados pelas nossas estações em Florianópolis e na margem continental de Santa Catarina.

‘Capital da Banana’ fica na região Oeste do estado, que é o 2º maior produtor do país


Yes, temos mais bananas! Com expansão de áreas, produção cresce 3,2% na BahiaCom destaque maior no perímetro irrigado do Vale do São Francisco, sobretudo em Bom Jesus da Lapa, Curaçá e Juazeiro, o plantio de banana na Bahia, segundo maior produtor nacional da fruta, vem se expandindo para outras áreas, como o Sul e o Baixo Sul, o que fez aumentar em 3,2% da produção no início deste ano.

No levantamento sobre a nova estimativa para a safra de 2018, divulgado esta semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou novas áreas plantadas com a fruta, o que fez subir de 82 mil hectares plantados com a fruta em janeiro para 88 mil hectares em fevereiro.

No levantamento divulgado nesta terça-feira (10), que mostra Bom Jesus da Lapa como a ‘Capital Nacional da Banana’ (ver abaixo), constatou-se que do total de área plantada com banana, 72 mil hectares são da região de sequeiro e outros 16 mil hectares na área irrigada do Vale do São Francisco. A área de sequeiro é toda área que está fora do Vale, e neste caso da banana compreende mais o Sul e o Baixo Sul.

Com a descoberta das novas áreas plantadas, a produção subiu de 1.070.000 toneladas registradas em dezembro de 2017 para 1.104.000 toneladas em fevereiro de 2018, após redução para 974.000 toneladas em janeiro deste ano. Cerca de 85% da produção baiana é de banana da prata e nanica.

“O crescimento da produção se deve a atualizações feitas referentes ao trabalho do censo agropecuário que está possibilitando identificar melhor as áreas de algumas lavouras de fruticultura que eram subestimadas”, comentou o supervisor de Pesquisas Agropecuárias do IBGE na Bahia Augusto Barreto.

As novas plantações de banana na Bahia estão em cidades como Wenceslau Guimarães, Ilhéus, Itacaré e Gandu, dentre outras. “Percebemos o perímetro irrigado um pouco maior e também as culturas consorciadas de banana e cacau no sul, que representa uma área maior que a estimada pelo IBGE”, Barreto falou.

O aumento na área plantada com banana no Vale do São Francisco, informa o IBGE, foi de 32%: era de 12 mil hectares e passou 16 mil hectares, e na de sequeiro a estimativa de antes era de 70 mil e foi para 72 mil hectares. Mas no que se refere à produtividade, ela se manteve praticamente constante, segundo o IBGE.

Tecnologia é aliada de agricultores em aumento de produção (Foto: Codevasf/Divulgação)

Estimativas
Segundo o órgão federal, o estado da Bahia deve permanecer como segundo maior produtor da fruta no país durante o ano de 2018, com participação na produção nacional de 15,3% este ano. São Paulo (produção de 1,16 milhão de toneladas) deve ficar em primeiro, com participação de 16% na produção nacional.

Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção da banana em todo o país apresenta crescimento de 0,7% (7,23 milhões de toneladas). O maior aumento foi verificado na região Centro-Oeste (12,1%), porém a produção regional representa apenas 4,4% da produção nacional.

Na Região Nordeste, a produção estimada foi de 2,4 milhões de toneladas, com destaque para o crescimento de 17,2% no Piauí, Paraíba (16,4%), Pernambuco (15,7%) e Bahia.

Nas cidades do Sul e Baixo Sul, os pés de banana servem há décadas para fazer sombra sobre os pés de cacau, no sistema de cultivo agroflorestal conhecido como cabruca. “Nós incentivamos isso há muito tempo, e os produtores o fazem com muita frequência”, comentou o agrônomo Milton Conceição, da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), em Ilhéus.

“Mas em cidades como Wenceslau Guimarães e Gandu temos visto muito a expansão de áreas plantadas com banana-da-terra”, completa ele, informando que os produtores plantam primeiro a banana, que pode colher mais rápido que o cacau – entre seis e oito meses, enquanto o cacau só em três anos.

Produtor de cacau e encarregado da Ceplac em Gandu, o técnico agrícola Marcos César Leal informa que não só a banana está tendo boa aceitação na produção consorciada com o cacau, mas também a graviola. A região de Gandu tem colhido por ano mais de 41.000 toneladas de banana da terra e 1.300.000 tonelada de graviola.

Na região, as áreas novas de cacau estão ocupando antigas pastagens para criação de gado, e com isso vão surgindo também os novos plantios de pés de banana. “Esses cultivos são algo que têm se expandido muito na região Sul, não só em Gandu. E o que temos visto é o produtor tendo bons rendimentos no setor”, comentou Marcos Leal.

Apoio
Além da Ceplac, os produtores de banana da Bahia vêm recebendo apoio da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), por meio do Pró-Senar, que visa melhorar a produtividade e a rentabilidade do negócio rural, a partir da formação profissional do produtor e da difusão  de tecnologias viáveis.

O programa trabalha com cadeias específicas, de acordo com a demanda e a vocação de cada região. Os participantes são mobilizados pelos sindicatos rurais, braço operacional do Sistema Faeb/Senar no campo. Uma das cadeias produtivas que o Pro-Senar trabalha é a banana da terra.

“O município de Teolândia, Baixo Sul baiano, região que vem se consolidando como um polo de fruticultura na Bahia e que se destaca na produção de banana já conta com o Pro-Senar, que reúne aulas teóricas e práticas, com duração de 1 ano e meio”, informou o presidente da Faeb, Humberto Miranda.

Os produtores aprendem sobre controle de pragas e doenças de bananeiras; beneficiamento e comercialização da banana, entre outros. Durante o curso, uma vez por mês o participante recebe a visita do técnico em sua propriedade (assistência técnica).

Cidade baiana lidera ranking nacional da produção de banana
Na Bahia, o destaque na produção de banana é a cidade de Bom Jesus da Lapa, maior produtor individual do país, segundo o Censo Agropecuário do IBGE de 2017 – o levantamento nacional de 2018 por cidade ainda está sendo elaborado pelo órgão federal e deve ser divulgado no segundo semestre.

A produção local sai do Projeto Formoso, no perímetro irrigado e que é tocado pela Companhia do Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). São 170.000 toneladas de banana produzidas por ano, o que representa 2% da produção nacional. Vendidas para 23 estados, as variedades prata e nanica são as mais produzidas.

Projeto Formoso, em Bom Jesus da Lapa, é pioneiro (Foto: Luiz Filho/Divulgação)

A cidade do Oeste da Bahia passou a liderar o ranking nacional após dissertação de mestrado em Desenvolvimento Regional e Urbano de Demétrios Pascoal de Almeida Rocha, técnico da Codevasf em Bom Jesus da Lapa.

É que o trabalho dele, apresentado em 2016 na Universidade Salvador (Unifacs), com o título “Projeto Formoso: impactos socioeconômicos e ambientais no município de Bom Jesus da Lapa”, ajudou o IBGE a atualizar os dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM).

A pesquisa permitiu a correção de dados da produção, que em 2012 era 31,3% menos que em 2015, quando o IBGE registrou 171.000 toneladas. Apesar de o IBGE ter registrado 170.000 toneladas em 2016, a liderança nacional ainda é de Bom Jesus da Lapa. Os dados de 2017 ainda não foram divulgados.

Empregos
Quase 30 mil pessoas trabalham nos bananais (entre empregos diretos e indiretos), os quais ocupam uma área de 9 mil hectares. “Por meio da dissertação, conseguimos uma atualização científica e estatisticamente bem elaborada que auxiliou o IBGE a fundamentar a atualização dos dados”, observou Demétrios Rocha.

No Projeto Formoso, há 1.200 lotes, sendo 926 lotes familiares (de 4 a 6 hectares de área, com mão de obra familiar) e o restante são lotes empresariais (de 10 a 50 hectares). Por parte dos produtores, a queixa é somente com relação às estradas que dão acesso aos lotes e por sai o escoamento.

“Ano passado, vários caminhões ficaram atolados, a carga chegou a virar, causou um transtorno muito grande”, disse o produtor Ervino Kogler, presidente da Associação Banana da Bahia, que reúne 28 grandes produtores do Projeto Formoso. Ele também se queixa do aumento do custo da produção, que subiu 15% nos últimos dois anos.

Aliado a isso, o preço da banana permaneceu estável durante esse tempo, tendo ficado em torno de R$ 1,60 o quilo. E apesar de ter alta qualidade, a banana baiana ainda não ganhou mercados internacionais.

“Isso por causa do problema do escoamento e devido a investimentos que o produtor precisa fazer na lavoura. Nossa banana não passa vergonha em lugar algum, mas temos de ter mais incentivo do governo para poder expandir nossas áreas em uns 20% e melhorar a forma de produzir”, declarou Kogler.

Chefe da Unidade de Apoio a Produção da Codevasf, Urirajara Bessa Filho informa que o órgão tem investido em assistência técnica e recuperação de estradas dentro do Projeto Formoso. Desde o ano passado, mais de R$ 4,3 milhões já foram investidos para recuperar estradas e na compra de equipamentos agrícolas.

 

Mulher encontra R$ 600 e paga fatura deixada em ônibus na Paraíba


A telefonista Silviane Cunha deu um exemplo de honestidade ao encontrar R$ 600 reais perdidos em um ônibus de João Pessoa (PB). Junto do dinheiro, a mulher achou uma fatura de banco no valor de R$ 564 em nome de Claudineia Santos e não teve dúvida: pagou a conta.

Para encontrar a dona da quantia e devolvê-la o troco de R$ 36, Silviane publicou a história em seu Facebook na última sexta-feira (4).

“Achei ontem no ônibus 5100 em Mangabeira esses R$ 600 com uma fatura. A pessoa que perdeu deve estar desesperada, nessa crise faz muita falta. Quem a conhecer pode passar para ela que a fatura está paga. Não tem número de telefone. Seu nome é Claudineia Santos Lima do [bairro] Funcionários II”, anunciou a paraibana na rede social.

Mesmo despretensiosa, a publicação viralizou e já tem quase 7 mil curtidas e mais de 9 mil compartilhamentos até esta segunda-feira (7).

Entre os mais de mil comentários no post, diversos internautas parabenizaram Silviane pela atitude. E ela fez questão de agradecer um por um.

Também pelo Facebook, a telefonista confirmou que conseguiu encontrar Claudineia e devolver o dinheiro com o comprovante de pagamento da fatura.”“Ela foi à minha casa agradecer pessoalmente”, escreveu nos comentários.

O dia em que Gilmar repercutiu as denúncias sobre a indústria da delação no Supremo


Jornal GGN – Era o início do julgamento do habeas corpus (HC 143333) de Antonio Palocci na Lava Jato, que está preso provisoriamene há mais de um ano por ordem de Sergio Moro. Gilmar Mendes, então, pediu licença ao ministro Ricardo Lewandowski e abriu, diante dos colegas ministros, uma informação de bastidor que endossa o que GGN vem denunciando há tempos: que existe uma indústria da delação premiada em Curitiba, que escolhe quais escritórios de advocacia vão participar das negociações e ganhar fortunas e quais ficarão de fora.

No caso, Gilmar citou o exemplo do advogado Rodrigo Castor de Mattos, que atuou na delação de João Santana, mesmo sendo irmão do procurador da Lava Jato Diogo Castor de Mattos.

Gilmar parafraseou o advogado José Roberto Batochio para narrar o seguinte episódio: “Esteve comigo, quando imaginava que ia se julgar esse habeas corpus, o doutor Batochio, nos idos do ano passado. Ele disse: ‘fui constituído pelo doutor Palocci [como advogado de defesa na Lava Jato], mas estou deixando o caso. Estou deixando, mas sinto envolvido e, por isso, fiz questão de vir aqui despachar. Estou deixando o caso porque Curitiba assim exige.”
“Palavras do doutor Batochio”, disse Gilmar: “Curitiba assim exige.”
Segundo a revelação, Palocci estava em vias de negociar uma delação premiada e, por isso, foi obrigado pela força-tarefa a trocar de defensor.
“O que o doutor Batochio fez, com a seriedade do grau, foi apontar que estavam a escolher advogados para a delação, ou aqueles que nao poderiam sê-lo. Veja como esse sistema está engendrando armadilhas e, na medida em que estamos [no STF] diminuindo nossa competência, estamos o alimentando. É o ovo da serpente”, disparou Gilmar, convocando os colegas de corte a não esvaziar o uso dos HCs e consequentemente empoderar ainda mais a República de Curitiba.
Em meio à revelação, Gilmar olhou para a procurador-geral da República, Raquel Dodge, que estava sentada ao lado da presidente Cármen Lúcia, e disse: “Este é um ponto importante, doutora Raquel, para prestar atenção: para a necessidade de transparência nesse processo [de construção dos acordos de delação].”
“A corrupção já entrou na Lava Jato, na Procuradoria”, disse Gilmar, sacando um outro escândalo envolvendo o papel dos procuradores nas delações: “Alguém tem dúvida da atuação de Fernanda Tórtima e Marcelo Miller [no caso JBS]? É um classico de corrupção que tem que ser investigado e ser dito.”
“O que estou falando aqui não é segredo para mim nem para o relator [Edson Fachin, que é de Curitiba”, acrescentou Gilmar, ao advertir que “a Procuradoria-Geral tem que tomar providências em relação a isto, aos fatos conhecidos.”
O ministro Luiz Fux interrompeu a manifestação de Gilmar para frisar a gravidade da denúncia e pedir investigação.
“Eu nunca ouvi falar desse doutor Castor. Acho que temos, como magistrados, de registrar essa sua fala e instaurar um procedimento para apurar isso. Isso não pode ser ouvido assim. Somos juízes!”, disse Fux. “Um juiz não pode ouvir isso de forma passiva”, defendeu. “É o que estou dizendo à procuradora [Dodge]”, respondeu Gilmar.
Gilmar Mendes ainda lembrou que fora o escândalo da seleção de advogados, há ainda relatos dando conta de que “pessoas que são indicadas para serem delatadas. Temos o caso de André Esteves que foi delatado por Delcídio [do Amaral] e era falso, e mesmo assim ficou preso. Já temos um caldo de cultura para discutir isso.”
EM FAVOR DO HC
Ao final da manifestação, Gilmar disse que “não é possível que nós não estejamos observando” os abusos da Lava Jato.
“Esse tribunal só não é menor porque é composto por figuras que o cumpuseram no passado. Não tem nada mais importante na doutrina do tribunal do que o habeas corpus!”, advertiu.
“Essas invencionices [para derrubar o HC de Palocci] não apenas matam o instituto do HC, mas matam também, um pouco, a este tribunal.”
Em outra passagem, Gilmar disse que “se a gente não concede habeas corpus, veja o poder que se dá para essas instituições. Se chancelarmos esse poder, vamos ser, no mínimo, cumplices de várias patifarias que estão a ocorrer. O caso do doutor Castor, em Curitiba, o caso de Miller, aqui [em Brasíloia]. É notório que teve corrupção.”
O julgamento do HC de Palocci já tem 5 votos contra a liberdade do ex-ministro e será retomado nesta quinta (12).
Veja, abaixo, o comentário de Luis Nassif sobre o julgamento no Supremo.
A manifestação de Gilmar começa por volta dos 56 minutos do vídeo abaixo.