O papel do brasileiro agora é: cobrar, fiscalizar e torcer para que o Jair faça um bom trabalho, por Walter Salles


Vamos torcer para que caia chuva sobre o Brasil, que tudo que o Jair Bolsonaro falou não passou de brincadeiras e que na verdade, ele vai surpreender a todos que votaram contra.

Praça dos Três Poderes

 

Café com Leite Notícias. Muita gente tem se manifestado de todas as maneiras diante da vitória de Jair Bolsonaro e, conseqüentemente, diante da derrota do Fernando Haddad. Cada um reage de uma forma, todos de acordo ao seu ponto de vista. Claro que muitos foram pra festa no embalo do som. Esses não têm como se manifestar, pois o som foi desligado no dia 28 de outubro às 17 horas. A partir desse horário apenas aguardou o momento para soltar foguetes e buzinar carros, porém o que se espera é que no futuro, a tristeza não venha tomar o lugar da alegria de quando todos seguiram no embalo do som, com o choro forçando a cabeça se debruçar na mesa da sua cozinha, ao som de uma canção fúnebre enquanto sai o café.

Para isso não acontecer, a população brasileira, nem só terá que apoiar o novo presidente, mas, também, dizer não às propostas que venham prejudicar o trabalhador brasileiro, que, aliás, já foi sinalizado que haverá a carteira verde e amarela para que o desempregado tenha “mais facilidade” de encontrar trabalho, porém terá que abrir mão dos seus direitos. Será dado o direito ao empregador dizer o seguinte: “ a minha condição é essa, caso o senhor e a senhora queiram trabalhar, é pra começar amanhã mesmo”.  Nesse caso, a depender da situação daquele trabalhador ou trabalhadora, um almoço ao meio dia no refeitório da empresa e mais alguns trocados, vai ser o suficiente para estar lá um pai ou uma mãe de família trabalhando muito por pouco e ainda sem garantias. É nesse sentido que o trabalhador precisa de quem o defenda, para que as coisas fiquem mais ou menos equilibradas. Pois jamais o trabalhador vai ter o poder e a moral de dizer que a condição dele é essa para o empregador e obter êxito na sua negociação, principalmente diante do desemprego que está.  As forças são diferentes e o trabalhador precisa ser protegido.

Fora disso, é preciso sim, que as pessoas procurem de alguma forma, contribuir para que o novo presidente eleito realize uma administração que venha não decepcionar aos que votaram na sigla do seu partido, bem como, por outro lado, surpreender aos que não acreditam que haverá um governo humanitário, sobretudo de olho no que mais precisa, pois é quem mais sofre.

Na verdade, o novo presidente não vai estar livre para fazer o que bem quiser e entender  no seu governo. O seu adversário que concorreu à candidatura, Fernando Haddad, juntamente com Manuela,  juntos será a oposição mais forte do país, pois quase metade do eleitorado brasileiro disse sim às suas idéias e serão seguidora na caminhada, ajudando a cobrar os benefícios que têm que chegar ao povo brasileiro.

A organização internacional Human Rights Watch (HRW), de defesa dos direitos humanos, já avisou que irá monitorar o governo do Jair Bolsonaro. Quem disse foi José Miguel Vivanco, diretor das Américas da Human Rights Watch, em nota divulgada ontem (28), após o anúncio do resultado das eleições no país.

A ONG sublinhou que o capitão reformado venceu as eleições marcadas por violência de cunho político. “Muitas vítimas eram pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT), mulheres e negros”, diz a nota. “Continuaremos fazendo nosso trabalho rigoroso e independente de investigação e pressão por mudanças de políticas públicas, como temos feito nas últimas décadas, na defesa dos direitos humanos de todos os cidadãos brasileiros, independentemente de gênero, orientação sexual, raça, filiações políticas ou crenças religiosas”, disse o diretor da HRW.

Pra finalizar, o que o país precisa neste momento, onde no curto período de dois anos o atual governo fez um estrago que não se tem dimensão de onde vão as conseqüências, é de um governo que não dê continuidade ao desmando que está aí, mas sim que mude de trilha, porém para melhor.

Que todos torçam, lutem, cobrem e orem para que o novo presidente faça um bom trabalho e não ficar torcendo para o quanto pior melhor.

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Ciro Gomes, o neutro, perdeu substância política, avalia o PT


O que se avalia e de fato aconteceu, é que à medida em que Ciro Gomes falou em apoio crítico sobre Fernando Haddad e em seguida entrar num avião e ir curtir a vida na Europa, deixando o seu ex colega de ministério na luta desigual contra uma força bruta,  e ainda voltar e não declarar o voto a Addad, ele estava quase que declarando apoio a Jair Bolsonaro, o qual ganhou as eleições. O que aconteceu é que o Haddad, com a sua parceira de luta, a Manuela, passaram a ser a dupla principal na oposição representando a esquerda brasileira. O Ciro, diante da sua atitude egoísta, tende a enfraquecer as suas forças. Até aqui Café com Leite Notícias.

 

Se Ciro Gomes não perdoa o PT que decidiu não apoiá-lo no 1º turno, agora é o PT que não perdoa Ciro Gomes por ter subido nas montanhas e não declarado voto em Fernando Haddad no 2º turno.

Em carta ao ex-presidente Lula, Sergio Gabrielli deixou claro que os petistas guardaram a mágoa num freezer para preservá-la bem.

“Ciro Gomes, o neutro, perdeu substância política, mas continuará como um importante personagem da política brasileira e deverá compor a frente democrática e a resistência contra Bolsonaro”, diz um trecho da missiva do coordenador da campanha de Haddad, porém sem muita força. A Esquerda se dividir nesse segundo turno, foi, no mínimo, burrice por parte do Ciro. Fonte Blog do Esmael.

 

 

Bolsonaro representa uma continuidade do que está acontecendo hoje no Brasil, afirma historiador americano


Jair Bolsonaro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Jeffrey Lesser é historiador americano da América Latina, especialista em Brasil, professor da Samuel Candler Dobbs. Ele falou com a RFI de sua residência, em Atlanta, pouco depois do anúncio de que Bolsonaro havia vencido a disputa pela Presidência do Brasil com 55% dos votos úteis, sobre o que esta eleição representa para o Brasil em termos geopolíticos e de relações internacionais.

Autor de inúmeros livros sobre etnia, imigração e identidade nacional no Brasil, Lesser foi presidente da Fulbright de Humanidades na Universidade de Tel Aviv e também tem cátedras visitantes na Universidade de São Paulo e na Universidade Estadual de Campinas. Ele falou com exclusividade à RFI:
RFI – Bolsonaro foi eleito presidente da República, depois de uma campanha marcada por frases controversas e fake news. Há um risco para a democracia?

Jeffrey Lesser – Eu, por enquanto não quero dizer isso, mas acho que posso afirmar, segundo o que está acontecendo nos Estados Unidos, quando líderes políticos usam discursos violentos –  homofóbicos, sexistas, racistas -, parece que tem um aumento na sociedade de atos violentos. Estamos vivendo isso exatamente agora nos Estados Unidos e eu me preocupo muito que vai acontecer ainda mais no Brasil.

 

RFI – E já que o sr. citou os Estados Unidos, como Trump vê Bolsonaro? Ele já deu alguma declaração?

JL – Até este segundo, não. Não está exatamente claro se o Trump está prestando a atenção nas eleições do Brasil. O Brasil não aparece muito nos últimos dois anos na imprensa dos Estados Unidos. É uma diferença marcante em relação aos anos Obama, quando o Brasil apareceu muito. Eu imagino, porém, que Trump vai ficar contente com a eleição do Bolsonaro. Que Trump vai ver nele uma alma semelhante: uma pessoa que usa o populismo, uma pessoa que se acha salvando o país de forças misteriosas etc. Então eu imagino que Trump e Bolsonaro, pelo menos no começo, vão ter uma relação positiva. Mas tudo isso pode mudar daqui a uma semana, porque teremos aqui as eleições nos Estados Unidos. Talvez o discurso do Trump mude depois destas eleições.

RFI – Aqui na Europa, a mídia se refere a Bolsonaro como o Trump tropical. Na sua opinião, quais são as maiores semelhanças e também as maiores diferenças entre eles?

JL – Eu não iria concordar com esta frase, Trump tropical, não acho uma ideia acadêmica. Mas com certeza têm semelhanças. Primeiro os dois usam os discursos populistas para mobilizar o público. Eles são semelhantes também em usar as novas mídias para chegar ao público. Neste sentido, lembra muito os outros populistas na história. Por exemplo, Mussolini, Juan Perón, Getúlio Vargas etc. Eles usaram as novas mídias da época – rádio, televisão, alto-falante etc. – para chegar no público. Então neste sentido, Bolsonaro e Trump são bem semelhantes. É difícil saber, em termos de programa econômico, se há semelhanças, porque até agora o programa econômico do Bolsonaro não está muito claro. E o Brasil é um país muito diferente. Os custos de criar guerras sobre produtos vai ser muito mais alto para o Brasil que para os EUA. O Brasil também é diferente porque o cenário político tem blocos que não existem exatamente nos Estados Unidos. Aqui não tem o bloco do agronegócio ou evangélico no sentido do brasileiro. Então é difícil comparar.

RFI – Como o sr. avalia a eleição de Bolsonaro para a imagem do Brasil no exterior? O Brasil corre o risco de isolamento?

JL – Olha, o jornal norte-americano The New York Times já, nos últimos 30 minutos após a divulgação do resultado da eleição, publicou um artigo chamando o Bolsonaro de extrema direita. Eu acho que isso não vai ajudar a imagem do Brasil. Com certeza, os países democráticos vão ficar muito de olho no Brasil, porque é sempre difícil saber a relação entre o que o candidato fala e o que acontece. Mas, se o Brasil tem políticas que seguem os discursos do Bolsonaro, ele pode ser cada vez mais isolado, especialmente na questão de direitos humanos etc. Por outro lado, de novo na comparação com os Estados Unidos, os Estados Unidos estão envolvidos hoje em uma situação extremamente complexa com a Arábia Saudita. E um certo arranjo econômico parece pelo menos até agora mais importante do que a questão de, no caso da Arábia Saudita, um homicídio, um assassinato político. Então é difícil saber exatamente. Se o Bolsonaro não moderar p discurso, o Brasil pode se achar numa situação diferente da atual, em termos de “ibope” internacional.

RFI – A eleição de Bolsonaro vai mudar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos? Qual a sua aposta?

JL – Minha aposta é que por enquanto não vai mudar nada. Em parte porque as relações são bem abaixo do radar. O governo americano parece que não está prestando muita atenção no Brasil (o que talvez seja melhor para o Brasil). Eu acho que não vai mudar nada. Eu acho que vai ter uma mudança se acontecerem atos políticos extremamente antidemocráticos que vão começar a mexer com investimentos etc. Por enquanto, parece que o mercado está apostando em Bolsonaro como agente de estabilidade no Brasil.

RFI – O sr. acha que corremos o risco de viver um novo período autoritário e se isso mudaria alguma coisa para os mercados? Ou pouco importa para os mercados ser uma democracia ou um regime autoritário?

 

JL – Primeiro que o Brasil nos últimos dois anos está vivendo anos mais autoritários que os anteriores. Então, neste sentido, Bolsonaro representa uma certa continuidade do que está acontecendo hoje. Em termos dos mercados é muito curioso, porque em geral o mercado gosta de estabilidade. Gosta de estabilidade democrática e às vezes também autoritária. Com certeza um país como o Brasil pode sofrer se há, por exemplo, uma onda das classes profissionais saindo do país, o que pode acontecer. Numa situação antidemocrática, muitas vezes um número muito significativo de pessoas vai embora, isso é uma possibilidade. Uma outra possibilidade seria exatamente o que aconteceu durante a ditadura militar [de 1964 a 1985], ou seja, no começo, pareceu tudo estável, porém, o custo de ter uma sociedade estável superficialmente foi uma opressão, uma repressão enorme que levou a menos estabilidade a cada ano. Ou seja, no Brasil, parte da queda da ditadura se deve a que a economia parou de funcionar. Em termos de História moderna mundial, o que aprendemos é que no final a democracia sempre funciona melhor do que a ditadura ou movimentos autoritários.

RFI – E, por último, qual vai ser o impacto da eleição de Bolsonaro na América Latina?

JL – Já há na América Latina; especialmente na América do Sul, vários presidentes eleitos que estão cada vez mais à direita: Chile, Argentina etc. O que me preocupa é que vai ter uma divisão na América Latina onde vai ter radicalização dos dois lados. Isso me preocupa muito porque já vivemos isso nos anos 60 e 70. E, para mim, pelo menos, no final, uma situação radical não é boa para ninguém. Sempre a cultura, a sociedade, a economia etc. funcionam melhor para a grande maioria das pessoas quando os países têm uma democracia moderada. Mas, quando vai para os lados extremos, em geral, em termos históricos, não acabam bem.

Avião de companhia indonésia cai 13 minutos após decolar em Jacarta


Por G1

Equipes de resgate buscam destroços do voo JT-610 da Lion Air que caiu no mar na costa norte da ilha de Java, na Indonésia — Foto: AFP Photo

Equipes de resgate buscam destroços do voo JT-610 da Lion Air que caiu no mar na costa norte da ilha de Java, na Indonésia — Foto: AFP Photo

Um avião da companhia indonésia Lion Air com 189 a bordo caiu no mar de Java poucos minutos depois de decolar do Aeroporto de Jacarta na manhã desta segunda-feira (29, horário local).

“Foi confirmado que ele caiu”, disse Yusuf Latif, porta-voz da agência de busca e resgate da Indonésia. Segundo ele, marinheiros de um rebocador viu a aeronave cair.

Não há ainda informações oficiais sobre mortos ou sobreviventes. Agências internacionais de notícias, no entanto, informam que corpos, partes de corpos e poltronas da aeronave foram localizados na região do acidente.

“Ainda não sabemos se há sobreviventes”, disse o chefe da agência de busca e resgate, Muhmmad Syaugi, em entrevista coletiva. “Esperamos, oramos, mas não podemos confirmar.”

“O avião transportava 179 passageiros adultos, uma criança, dois bebês, dois pilotos e cinco tripulantes”, disse Sindu Rahayu, diretor-geral da Aviação Civil no Ministério de Transportes. “O comandante solicitou voltar ao aeroporto de Jacarta antes de desaparecer dos radares”, acrescentou.

Site de rastreamento de voos mostra trajetória do avião que perdeu o contato após decolar do Aeroporto de Jacarta — Foto: Reprodução/Flightradar

Site de rastreamento de voos mostra trajetória do avião que perdeu o contato após decolar do Aeroporto de Jacarta — Foto: Reprodução/Flightradar

 

O avião da companhia é um Boeing 737 Max 8, um modelo relativamente recente. De acordo com o site FlightRadar24, a aeronave foi entregue à Lion Air em agosto deste ano.

O voo, de prefixo JT-610, faria a rota Jacarta – Pangkal Pinang, que duraria pouco mais de uma hora. Segundo o funcionário da companhia aérea Nur Andi, citado pela BBC, ele decolou às 6h20 e o último contato aconteceu às 6h33 (13 minutos depois).

Destroços supostamente do avião, incluindo assentos, foram localizados perto de uma instalação de refino de petróleo, disse um funcionário da empresa estatal de energia Pertamina. Essa informação também foi confirmada pelo chefe da agência de busca e resgate, Muhmmad Syaugi.

Integrante da equipe de resgate aponta para o local onde o voo JT- 610 da Lion Air caiu no mar — Foto: Resmi Malau / AFP

Integrante da equipe de resgate aponta para o local onde o voo JT- 610 da Lion Air caiu no mar — Foto: Resmi Malau / AFP

Lion Air

“Não podemos fazer nenhum comentário neste momento”, disse à Reuters Edward Sirait, diretor-presidente da Lion Air Group, acrescentando que uma coletiva de imprensa está marcada para esta segunda-feira. “Estamos tentando coletar todas as informações e dados.”

Os dados preliminares de rastreamento de vôo do Flightradar24 mostram que a aeronave subiu para cerca de 5.000 pés (1.524 m) antes de perder e, em seguida, recuperar a altitude, antes de finalmente cair ao mar.

A última posição da aeronave foi registrada a 15 km ao norte da costa da Indonésia, de acordo com uma referência do Google Maps e também coordenadas relatadas pelo Flightradar24.

O acidente é o primeiro que envolve o Boeing 737 MAX, uma versão atualizada e mais eficiente da aeronave. Os primeiros jatos Boeing 737 MAX entraram em serviço em 2017. A subsidiária malaia da Lion Air, Malindo Air, recebeu a primeira entrega global.

Homem usa ketchup para encenar a própria morte na web e escapar da polícia


Além de compartilhar a foto, ele chegou a ligar para a polícia denunciando o falso crime

Um rapaz de 22 anos procurado pela polícia de Campo Mourão, no Paraná, resolveu despistar os policiais encenando a própria morte, mas acabou preso nesta quarta-feira (24). O suspeito, que não teve o nome divulgado, espalhou ketchup no chão da cozinha de uma casa, se deitou e pediu a um amigo que tirasse a foto.

A intenção dele, segundo a polícia, era espalhar a informação de sua morte também nas redes sociais. Ele era procurado por suspeita de homicídio, tráfico de drogas, roubo e furto.

Segundo o G1, além de compartilhar a foto, ele chegou a ligar para a polícia denunciando o falso crime. Ao chegar na casa, a Polícia Militar não achou nada, mas um vizinho sinalizou que o procurado morava em outro local.

 

Ele então foi flagrado pela PM vivo e trancado no verdadeiro endereço. Com o rapaz havia uma arma de pressão, munição e um rádio comunicador sintonizado na frequência da polícia. O suspeito tinha uma ferimento em recuperação de um tiro que levou há alguns meses em uma briga.

Além dos crimes pelo qual o rapaz era procurado, ele foi indiciado por falsa comunicação de crime, violação de comunicação telegráfica e posse ilegal de arma de fogo e munições.

Mulher ketchup
O caso do paranaense é bem parecido com a de uma baiana que simulou a própria morte para escapar encomendada por sua rival. O caso aconteceu em setembro de 2011, em Pindobaçu, no centro norte do estado.

Maria Nilza Simões pagou R$ 1 mil ao ex-presidiário Carlos Roberto de Jesus para que ele matasse a dona de casa Erenildes Aguiar Araújo. Mas ‘pistoleiro’ e vítima forjaram a morte. Como prova, Carlos apresentou fotos do crime e a mandante acreditou, apesar da montagem tosca.

A farsa foi descoberta três dias depois, quando Erenildes viu o ‘assassino’ e ‘vítima’ na feira – os dois estariam aos beijos. Nilza foi à delegacia denunciar que havia sido roubada por Carlos. Chamado a depor, o homem entregou tudo.

Gugu é condenado a pagar indenização de R$ 20 mil a ator por danos morais


Em uma edição do “Programa do Gugu” exibida em 2015, Vicente Telles foi apresentado como “o ator que não quis beijar Roberta Close”

[Gugu é condenado a pagar indenização de R$ 20 mil a ator por danos morais]
Foto : Divulgação

Por Metro1

Gugu Liberato foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a indenizar o ator Vicente Telles em R$ 20 mil. Ele moveu uma ação contra o apresentador, sob alegação de danos morais, após uma matéria exibida no “Programa do Gugu”, da Record, em 2015. Na atração, Gugu anunciou o rapaz como “o ator que não quis beijar Roberta Close” e explorou o caso durante uma entrevista com a atriz transexual.

A cena em questão seria exibida na novela “Mandacaru” (1997), da extinta TV Manchete, se não fosse a contestação do ator. “Durante a exibição do programa pelos réus, em momento algum houve referência ao nome do ator”, afirmou a juíza Marcia Correia Holanda na sentença. E continuou: “Todavia, é incontroverso que sua imagem enquanto contracenava na novela ‘Mandacaru’ foi exibida por diversas vezes, envolta no mistério sobre qual o ator que teria se recusado a beijar Roberta Close”.

A defesa de Gugu, por sua vez, alegou que não era a intenção ofender o artista. “Não se tratou de indevido uso da imagem do ator ou exibição ofensiva, que pudesse ter causado abalo à honra ou à imagem, até porque a cena em questão era parte integrante de obra coletiva [novela], que se encontra disponibilizada gratuitamente no YouTube e que também pode ser adquirida através de DVD”, declarou.

A magistrada, da 47ª Vara Cível do Rio, contudo, não acatou a justificativa dos advogados do apresentador e ainda alegou que o valor de R$ 20 mil é “razoável” para ele e sua produtora – a GGP –, devido à “conduta ilícita”. O comunicador ainda pode recorrer da decisão.

 

 

Empresa procura pessoa pra viajar Brasil inteiro: salário R$100 mil


Foto: reprodução

Foto: reprodução

Imagine viajar o Brasil inteiro e ainda ganhar um salário de 100 mil reais.

A startup SerasaConsumidor, braço da Serasa Experian está em busca de uma pessoa para fazer o serviço por 12 meses e ainda dará benefícios de transporte, hospedagem, alimentação, plano de saúde…

O selecionado vai viajar por 40 cidades de 21 estados do país, incluindo grandes capitais, para conhecer de perto e escrever sobre a realidade financeira dos brasileiros. O sortudo também visitará escolas e fará pesquisas.

Todas as informações coletadas durante a viagem ficarão disponíveis gratuitamente em formato de vídeo no site do Emprego dos Sonhos e servirão para amplificar boas ideias e abastecer outros professores com insumos que poderão servir de base para suas aulas.

Inscrições

Os participantes deverão responder a um questionário e criar um vídeo de até 40 segundos contando de maneira criativa, como ensinariam educação financeira nas escolas.

Depois, os interessados terão de passar por voto popular para avançar no processo, entrevistas e dinâmicas presenciais.

Para participar é preciso ser maior de 18 anos, ter carteira de trabalho e disponibilidade para viajar de 3 de dezembro de 2018 a 12 de outubro de 2019.

As inscrições podem ser feitas aqui até o dia 28 de outubro.

Com informações do Catraca Livre

Coronel bolsonarista agride idoso de 80 anos em São Paulo


 

O coronel Alberto Malfi Sardilli da Polícia Militar de São Paulo, um homem de 80 anos, Mílton Rodrigues Montemor, delegado de polícia aposentado, após um desentendimento em uma festa, na tarde de domingo, no bairro do Tremembé, zona norte de São Paulo. O coronel é um ativista da rede social em defesa da candidatura de Jair Bolsonaro, mas ainda não se sabe se a agressão covarde teria relação com a política. Segundo o boletim de ocorrência, tudo começou quando o delegado aposentado interveio em uma discussão do coronel com uma mulher, a irmã do delegado. Horas depois, quando estava saindo da festa, o coronel, que estava de tocaia, surpreendeu o idoso e o agrediu. Mílton Rodrigues Montemor teve fraturas na costela e está internado na UTI. O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo e a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo divulgaram nota para repudir “a surra covarde que o coronel da Policia Militar Aberto Malfi Sardilli, de 49 anos, desferiu no delegado de política aposentado, Milton Rodrigues Montemor, de 80 anos.”

Leia a nota:

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo e a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo repudiam a surra covarde que o coronel da Polícia Militar, Alberto Malfi Sardilli, de 49 anos, desferiu no delegado de polícia aposentado, Milton Rodrigues Montemor, de 80 anos. O caso aconteceu na tarde de domingo (21), na Rua Luís Carlos Gentile de Laet, no bairro do Tremembé, na zona norte da Capital.

Segundo o boletim de ocorrência registrado pelo filho da vítima, a família estava em um evento no Recanto Nossa Senhora de Lourdes, no domingo passado, 21 de outubro, quando Alberto se desentendeu com a irmã de Milton. Nessa ocasião, o delegado interviu e a confusão parou. O coronel da PM, porém, segundo o B.O., ficou esperando o Dr. Montemor ir embora, cerca de 40 minutos depois, para surpreendê-lo do lado de fora da igreja, no estacionamento. O relato informa que Sardilli o atacou com um soco em seu peito, derrubando-o. O coronel teria tentado prosseguir com a agressão, mesmo com o delegado caído, mas foi contido por testemunhas.

O coronel PM Alberto Sardilli fugiu do local, enquanto Milton foi socorrido ao Pronto Socorro do Hospital San Paolo, diagnosticado com duas fraturas, que necessitaram de procedimentos cirúrgicos. A vítima permanece internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O caso foi registrado no 39º Distrito Policial (Vila Gustavo) como lesão corporal grave.

“O fato demonstra nuances de desvios e destempero de personalidade de um agente do Estado, de um coronel da Polícia Militar, que tem a obrigação legal de proteger a sociedade, assegurar o bem-estar social, resguardar vidas e proteger o cidadão”, analisou Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindicato de Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP).

“Essa situação é ainda mais grave pela covardia de uma pessoa de 49 anos agredir violentamente um idoso de 80. É triste, pois o delegado de polícia sempre serviu à sociedade, trabalhando como o primeiro garantidor da legalidade e da justiça”, completou a presidente.

A vítima, corajoso por defender a irmã, e o covarde

 


” Nesses dias nos quais a igreja está lançando no lixo sua credibilidade. A glória do evangelho é mais importante do que o resultado final dessa eleição.” Afirma Antônio Carlos da Costa durante a pregação  na Igreja Presbiteriana Betânia, em Niterói, Rio de Janeiro.

Antônio Carlos da Costa é teólogo, jurista  e fundador da ONG Rio de Paz .

A glória do evangelho é mais importante do que o resultado final dessa eleição

" Nesses dias nos quais a igreja está lançando no lixo sua credibilidade. A glória do evangelho é mais importante do que o resultado final dessa eleição." Afirma o pastor Antônio Carlos da Costa durante a pregação na Igreja Presbiteriana Betânia, em Niterói, Rio de Janeiro.Antônio Carlos da Costa é teólogo, jurista e fundador da ONG Rio de Paz#elenao #critaospelapaz #cristaospeloamoraDeus #unidospeloamor

Posted by Jornalistas Livres on Friday, October 5, 2018

 

O dia em que Bolsonaro cuspiu na estátua de Rubens Paiva


Neto de Rubens Paiva relembra o dia em que Jair Bolsonaro, aos gritos de “vagabundo… mereceu!”, deu uma cusparada na estátua de seu avô

Bolsonaro cuspiu na estátua de Rubens Paiva câmara dos deputados
Chico Paiva Avelino, via Facebook

 

De acordo à matéria do blog Pragmatismo, Em 2014, a Câmara dos Deputados fez uma tocante homenagem ao meu avô, Rubens Paiva: inauguraram um busto com a sua imagem em função de sua incessante luta pela democracia – causa pela qual ele literalmente deu a vida. Minha família foi em peso. Emocionadas, minha mãe e minha tia fizeram discursos lindos e orgulhosos sobre a memória do pai. No meio de um deles, fomos interrompidos por um pequeno grupo que veio se manifestar. Era Jair Bolsonaro, junto com alguns amigos (talvez fossem os filhos, na época eu não sabia quem eram), que se deu ao trabalho do sair de seu gabinete e vir em nossa direção, gritando que “Rubens Paiva teve o que mereceu, comunista desgraçado, vagabundo!”. Ao passar por nós, deu uma cusparada no busto. Uma cusparada. Em uma homenagem a um colega deputado brutalmente assassinado.

Gostaria muito de poder conversar com o meu avô nesse momento político pelo qual passamos. Teria muito a acrescentar: foi eleito Deputado Federal por São Paulo em 1962, e cassado pelo AI-1 em 10 de abril de 1964. Como democrata exemplar que era, sempre lutou contra o autoritarismo e nunca encostou numa arma. Infelizmente essa oportunidade me foi arrancada quando, em janeiro de 1971, ele foi levado de casa junto com minha avó e minha tia, que na época tinha 15 anos, para os porões do DOI-Codi do Rio de Janeiro, na Tijuca. Lá, foi torturado até morrer pelo aparelho de repressão montado pelo regime militar, cuja filial paulista era comandada por ninguém mais nem menos do que o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Na época, não havia ficado claro o motivo dos militares levarem também a minha avó e minha tia. Hoje, conhecendo os métodos praticados por Ustra, sabemos que era para trazê-las à sala de torturae pressionar o meu avô. Elas, em celas ao lado, separadas, ouviram seus gritos antes que ele fosse morto.

O atestado de óbito só foi entregue à família 25 anos após o assassinato, em 1995. O corpo jamais foi entregue. Na Comissão Nacional da Verdade, outros militares envolvidos no crime disseram que o corpo foi enterrado e desenterrado duas vezes. Sobre o assunto, Bolsonaro debochou: pendurou na entrada do seu gabinete em Brasília uma placa que dizia “quem procura osso é cachorro”.

Hoje em dia, Ustra é mais famoso não pelas atrocidades que cometeu, como torturar mães na frente de suas crianças, colocar ratos e baratas vivas dentro da vagina das mulheres, estupros, pau de arara, choques, entre outras; mas por ser o grande ídolo, chamado de herói, pelo nosso provável novo presidente, Jair Bolsonaro – que diz que seu livro de cabeceira é a história do coronel.

Venezuelanos refugiados no Brasil são levados para Alagoinhas


Salvador vai receber cinco estrangeiros nesta quinta-feira (25)

crise na Venezuela trouxe 25 novos moradores para a cidade de Alagoinhas, no Nordeste da Bahia, e cinco para Salvador. Para escapar da crise que assola o país os venezuelanos, adultos e crianças, solicitaram refúgio e residência temporária no Brasil. Eles devem chegar na cidade nesta quinta-feira (25).

Segundo a Casa Civil, os estrangeiros estão com vagas de trabalho ou empregabilidade já sinalizadas. A viagem será feita em uma aeronave C-99 da Força Aérea Brasileira (FAB), com previsão de decolagem para as 8h (hora local) no aeroporto de Boa Vista e pousou às 14h45 na Base Aérea de Salvador.

Os preparativos para a viagem começaram por volta das 5h no abrigo Rondon 2. Depois de chegar na capital baiana o grupo seguem de ônibus para Alagoinhas, a cerca de 120 km de Salvador.

Leia também: Venezuelanos fogem da crise no país e tentam melhorar de vida em Salvador; conheça histórias

Esta fase da interiorização foi construída em parceria entre o Governo Federal, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Associação Voluntários para o Serviço Internacional – Brasil (AVSI Brasil). Este é o primeiro grupo que parte dos abrigos gerenciados pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em parceria com a AVSI Brasil, em Boa Vista, na modalidade de interiorização para trabalho.

A AVSI fez contato prévio com empresas para garantir empregos para os venezuelanos com mão de obra especializada, além de contribuir com a infraestrututra necessária para a acolhida, como locação de apartamentos mobiliados, alimentos e produtos de higiene pessoal.

Além do grupo que vai para a Bahia, outros 14 venezuelanos e venezuelanas seguirão para as cidades de Florianópolis (SC) e Chapecó (SC) em voos comerciais, custeados pela Organização Internacional para as Migrações (OIM). Nesta modalidade, os imigrantes não são levados para abrigos, mas para casas de familiares que já se estabeleceram nos destinos.

 Com as viagens desta quinta-feira (25), passa de 2,8 mil o número de pessoas que já participaram da interiorização. A iniciativa foi criada para ajudar os venezuelanos que estão em Roraima a buscarem melhores oportunidades no Brasil. a infraestrutura necessária para a acolhida, como locação de apartamentos mobiliados, alimentos e produtos de higiene pessoal.

Entenda: crise na Venezuela começou muito antes de 2018
Os refugiados podem ter se tornado assunto mais comum no noticiário nacional agora, mas a crise na Venezuela começou bem antes. A situação começou a se manifestar fortemente em 2014, mas já dava sinais desde 2012, de acordo com o professor do curso de Relações Internacionais da Unifacs Felippe Ramos

 

Só para dar uma ideia, a economia da Venezuela pouco produz além do petróleo. Praticamente tudo que se consome no país é importado. “A partir de 2014, há a queda do preço do petróleo nos mercados internacionais e agrava fortemente a situação. Nesse momento, o governo passa a gastar mais do que arrecada”, explica.

Naquele momento, começaram a ser propostas algumas medidas econômicas de abertura e atração de investimento estrangeiro, mas o presidente Nicolás Maduro, que sucedeu Hugo Chávez, preferiu financiar o déficit fiscal com emissão monetária.

“Ou seja, na falta de dinheiro, a gente imprime dinheiro. Com isso, o dólar paralelo dispara. O governo mantém uma taxa fixa de câmbio, mas o dólar paralelo se descola muito do fixo e a economia começa a ter uma diferença muito grande entre produtos subsidiados pelo governo e produtos importados sem subsídio”.

Assim, a inflação aumenta, os preços dos produtos disparam e o governo perde o controle do déficit fiscal. Logo, a emissão monetária não era mais suficiente para bancar o rombo: o governo passou a ter menos dólares para importar e teve início uma grave escassez na economia.

Era falta de tudo: papel higiênico, açúcar, frango, remédios, absorventes, preservativos. Nesse contexto, houve aumento de casos de gravidez precoce e surtos de epidemias de doenças que eram controladas, como o sarampo. Nessa época, o salário mínimo caiu a preço real de um dólar – o mais baixo do mundo.

“O governo perdeu a capacidade de investir na própria indústria básica que lhe sustenta: a petroleira. Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), a inflação deve fechar o ano em 1.000.000 %”, afirma o professor.

E foi assim que a vida na Venezuela se tornou inviável para os cidadãos – principalmente de classe média baixa e baixa. Em 2015, o fluxo de migrantes dispara; nos anos de 2016 e 2017, essas pessoas seguiam, principalmente, para países como Colômbia, Espanha e Estados Unidos. Mesmo tendo recebido migrantes em anos anteriores, foi só agora, em 2018, que o Brasil sentiu o maior impacto.

Desde 2012, cerca de 2,3 milhões de pessoas deixaram a Venezuela. “Em números absolutos, é a maior crise de imigrantes do mundo. É maior do que a Síria, a Líbia, o Iêmen, só que não se sentiu tanto porque muitos desses 2,3 milhões eram pessoas de classe média, que tinham acesso a recursos econômicos e educacionais”. Com informações do Correio24horas.

 

Sábado, 27: programa faz especial em Maracás, a cidade das flores


No Conexão Bahia de sábado, 27, Aldri Anunciação e Briza Menezes pegam a estrada até Maracás, a cidade que mais produz flores do estado. O apresentador conhece o produtor Roni Botelho, um apaixonado pelas flores, que explica um pouco o que acontece no processo de plantio.

Briza faz uma trilha na região do rio Jiquiricá, um dos mais importantes do estado. Ela começa o passeio pela nascente e vai até o Parque dos Eucaliptos, que reúne espécies plantadas desde a década de 70.

Zé do Bigode mostra a Aldri a produção de requeijão — Foto: TV Bahia

Zé do Bigode mostra a Aldri a produção de requeijão — Foto: TV Bahia

 

Aldri experimenta o tradicional requeijão da cidade, que é bem diferente do que muita gente conhece. Ele bate um papo com o produtor rural Zé do Bigode, que há mais de 50 anos produz a iguaria, que aprendeu a fazer com a mãe.

Seu Guilugue confecciona violas caipiras há mais de 80 anos — Foto: TV Bahia

Seu Guilugue confecciona violas caipiras há mais de 80 anos — Foto: TV Bahia

 

No povoado de Mundo Novo, Aldri conhece seu Guilugue, que tem 90 anos e há 80 produz violas caipiras. O luthier conta que aprendeu a confeccionar o instrumento sozinho e dá uma aula para o apresentador.

O estudante Rodrigo Fernandes retrata situações de bullying que viveu em longa-metragem — Foto: TV Bahia

O estudante Rodrigo Fernandes retrata situações de bullying que viveu em longa-metragem — Foto: TV Bahia

 

Briza também encontra o estudante Rodrigo Fernandes, de 16 anos, que juntou os amigos para gravar um longa-metragem que retrata as situações de bullying que viveu na antiga escola.

Grupo Concriz recita poesias em conjunto na cidade  — Foto: TV BahiaGrupo Concriz recita poesias em conjunto na cidade  — Foto: TV Bahia

Grupo Concriz recita poesias em conjunto na cidade — Foto: TV Bahia

E o programa mostra um projeto que une jovens que declamam poesias em conjunto. O grupo Concriz surgiu há 11 anos em Maracás e já participou de mais de 60 lançamentos de livros na cidade. É sábado, às 7h55 da manhã!

Bolsonaro chama movimentos sociais de ‘coitadismo’ e diz que ‘acabará com isso’


‘Isso não pode continuar existindo. Tudo é coitadismo. Coitado do negro, coitada da mulher, coitado do gay, coitado do nordestino, coitado do piauiense’, disse Bolsonaro, para quem a melhor forma de combater o racismo é não tocar no assunto

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro – Mauro PIMENTEL / AFP 

Brasília – O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, classificou como “coitadismo” os movimentos sociais que defendem as causas de grupos minoritários. Em entrevista à TV Cidade Verde, do Piauí, o presidenciável afirmou que “tudo é coitadismo no Brasil” e que vai “acabar com isso”.

“Isso não pode continuar existindo. Tudo é coitadismo. Coitado do negro, coitada da mulher, coitado do gay, coitado do nordestino, coitado do piauiense”, disse Bolsonaro, para quem a melhor forma de combater o racismo é não tocar no assunto.

“Quando eu era garoto, não tinha essa história de bullying. O gordinho dava pancada em todo mundo. Agora o gordinho chora. Acontecem as brincadeiras entre crianças. Elas estão ali se moldando, moldando o caráter. Não tem de ter política pra isso”, afirmou.

Segundo o candidato do PSL, líder nas pesquisas de intenção de votos, as políticas afirmativas defendidas pelos movimentos sociais “reforçam o preconceito”.

Como exemplo, citou a política de cotas que garante o ingresso nas universidades públicas a um grupo de pessoas consideradas menos favorecidas, como os negros. Na opinião dele, essa política é “completamente equivocada”. Para comprovar sua tese, recorre a uma estatística, mas não cita a fonte da informação.

“Setenta por cento dos afrodescendentes que entram pela política de cota (na universidade) são bem de vida. Tem que ter uma cota social para inverter isso aí”, disse Bolsonaro.

Para o presidenciável, as políticas afirmativas são uma “maneira de dividir a sociedade”. Ele nega também que haja desigualdade no Brasil, já que, segundo Bolsonaro, “somos um só povo embaixo de uma só bandeira, um só coração verde e amarelo”.

Durante a entrevista, o presidenciável voltou a afirmar que vai tratar as ocupações de terras promovidas pelo MST como ação terrorista. “Esse pessoal não pode continuar levando terror ao campo e ficar imune em nome do movimento social”, afirmou.

Mais de 100 pessoas já foram diagnosticadas com doença ‘misteriosa’ no bairro de Patamares, em Salvador


Há cinco dias, número alcançava pouco mais de 70 vítimas

[Mais de 100 pessoas já foram diagnosticadas com doença ‘misteriosa’ no bairro de Patamares, em Salvador]
Foto : Reprodução / TV Bahia

Por Lara Ferreira

Mais de 100 moradores do bairro de Patamares, em Salvador, já foram diagnosticados com a doença ainda não identificada, que causa coceira e deixa a pele avermelhada. Há cinco dias, o número alcançava pouco mais de 70 infectados.

A quantidade de pessoas foi atualizada ontem  (24) durante coletiva realizada pelas Secretaria de Saúde do Município e do Estado, que investigam em conjunto o caso.

Ainda de acordo com a SMS e a Sesab, outros 17 casos registrados em cidades vizinhas, como Camaçari e Lauro de Freitas, na região metropolitana, estão sob análise, mas sintomas apresentados não são os mesmos.