Vídeo no acampamento da galera de Lula em Curitiba


Posted by Lula on Monday, April 23, 2018

 

Error, no Ad ID set! Check your syntax!

Aécio é a cara da classe média brasileira. Por Mauro Vaz Júnior


 

Aécio bateu todos os recordes da burrice na história política do Brasil. Conseguiu superar Lacerda, que pediu o golpe em 64 e acabou destruído politicamente. Aécio nasceu para ser presidente. Neto de Tancredo, criado a leite com pêra, estudou nos melhores colégios, mal adentrou a maioridade e já ocupava cargo público.

Tantos perderam eleição e foram presidentes.

Bastava esse ignóbil dizer “reconheço a derrota, trabalharei pelo país e daqui 4 anos estarei novamente à disposição do eleitor”, assistindo a imprensa sangrar o PT, superaria facilmente o traste sem carisma do Alckmin na preferência do eleitorado da oposição.

Mas não.

Tinha que atirar o país na merda. Foi ao senado conclamando todo tipo de extremismo dizer que não deixaria Dilma governar em hipótese alguma, pararia as instituições, embargaria todas as votações no congresso.

Agora tá aí fodido, destruído, sendo sangrado pelo próprio cartel de imprensa que lhe estendia o tapete vermelho e lhe coroava rei do Brasil. Aécio é tucano mas esqueceu que não é paulista. E como diz o Capitão Nascimento, o sistema é foda, dá a mão pra não perder o braço.

Aécio é a cabeça que precisa rolar para legitimar a condenação ilegal de Lula e pavimentar o caminho de Alckmin.

Aécio é a cara da classe média brasileira. Acha que manja, mas no final toma no rabo. Matéria na íntegra do DCM.

 

Com os vetos às visitas, juíza quer forçar a transferência de Lula, diz advogada de Esquivel. Por Kiko Nogueira


 

Como a turma da Lava Jato, a juíza Carolina Lebbos está conseguindo seus 15 minutos de fama às custas de Lula — e está adorando.

Carolina dá seu recado sobre “quem manda” na República de Curitiba.

Nesta segunda-feira, dia 23, não autorizou a entrada de uma comissão de deputados que queria vistoriar a Superintendência da PF, onde o ex-presidente está detido desde 7 de abril.

Em seu despacho, ela se refere a “requerimentos de visitas que abrangem mais de uma dezena de pessoas, com anuência da defesa, sob o argumento de amizadecom o custodiado”.

Havia solicitações de Dilma Rousseff e Gleisi Hoffmann.

Também deu bola preta para Suplicy e, antes dele, o prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, Leonardo Boff e Ciro Gomes.

Proibiu ainda a vistoria de uma comissão de deputados, afirmando que “jamais chegou ao conhecimento deste juízo de execução informação de violação a direitos de pessoas custodiadas”.

Lula, por separado dos demais, não sofre “qualquer risco para a integridade moral ou física”.

Carolina está dando seu show como protagonista na novela. Fica investida das cores de Moro e ganha os aplausos da claque antipetista na imprensa.

Como relatado no DCM, a inflexibilidade é seletiva e tem prazo de validade.

No último dia 11, a defesa de Pedro Barusco, executivo da Petrobras e delator, solicitou e a magistrada de pronto acatou um pedido para que ele não tivesse mais obrigação de usar tornozeleira eletrônica.

Para justificar sua decisão, alegou que o cumprimento da pena sob o novo regime baseia-se na “autodisciplina e senso de responsabilidade” do condenado. 

Carolina Lebbos é dona de Lula hoje. Tem sob si o preso político mais importante das Américas. Está empoderada.

“Ela está violando o artigo 41 da Lei de Execução Penal e as Regras de Mandela”, diz a advogada Tânia Mandarino, que está prestando apoio jurídico a Esquivel.

Segundo Tânia, o recado de Carolina é claro: ali o petista não pode ficar.

“É uma jogada de xadrez que vai culminar com a transferência do Lula para algum lugar que ninguém tem ideia de qual seja”.

A doutora Carolina também não sabe ao certo. Mas quem manda sabe e quando chegaram as ordens ela vai saber obedecer.

Jornalista recebe ameaças após criticar Bolsonaro


Texto publicado no Comunique-se:

Na quarta-feira, 18, o diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, Roberto Carlos Dias, falou sobre as ameaças que vem sofrendo de internautas após postar crítica ao deputador federal Jair Bolsonaro (PSL/RJ). O profissional da imprensa denunciou a situação à Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.

O jornalista conta que escreveu mensagem nas redes sociais que dizia “não adianta lamentar a morte de uma criança estuprada e defender o Bolsonaro, réu em dois processos por apologia ao estupro”. A opinião resultou em onda de agressões e intimidações no Facebook e em grupos de whatsapp. “Vamos arrebentar este lixo. Vamos atirar com bala de sal para que o ferimento nunca cure. Vamos pegá-lo na rua” foram algumas das ameaças relatadas por Roberto Carlos Dias, que ainda contou sobre um episódio além do mundo digital. De acordo com o jornalista, ele foi intimidado por um taxista num restaurante em Caxias do Sul.

“Vivo um exílio doméstico. Vou da casa para o trabalho e do trabalho para casa. Não posso mais circular livremente, pois não sei até que ponto essas pessoas podem ir. Os comentários fortes que fazem mostram que não têm limites”, desabafou o comunicador de acordo com reportagem do sindicato.

Os casos de ameaça ao jornalista Dias serão acompanhados. Deputado pelo PSOL, Pedro Ruas vai conversar com o titular da Delegacia de Polícia, onde o boletim de ocorrência foi registrado. Além disso, o Ministério Público Estadual será procurado para que a investigação tenha acompanhamento. “Não estamos diante de um grupo de bate-papo nas redes sociais, mas de uma rede que se organiza para ameaçar, intimidar e violar direitos. É preciso tornar estas pessoas visíveis, pois a experiência mostra que são valentes nas redes. Na frente do juiz a conversa muda”, afirmou a deputada Manuela d’Ávila (PCdo B), que participou da reunião no orgão legislativo e defendeu o encaminhamento do caso para a Delegacia Especializada em Crimes Virtuais. Para a parlamentar, grupos de whatsapp que ameaçam de agressão e de atentado à vida “são quadrilhas, organizações criminosas que devem ser combatidas pela polícia”.

A reunião em que o jornalista denunciou as ameaças foi presidida pelo deputado Jeferson Fernandes (PT) e contou com a participação dos deputados Miriam Marroni (PT), Missionário Volnei (PR), Bombeiro Bianchini (PR), Luís Augusto Lara (PTB) e Valdeci Oliveira (PT).

Joaquim de Carvalho chega à uma conclusão: “O Brasil está sofrendo um ataque”


É preciso que as pessoas saibam realmente o que está acontecendo com o nosso país. Chega de deixar levarem o Brasil numa bandeja entregue por um governo irresponsável, que não tem nada de patriotismo e amor pelo seu país, muito menos respeito e um pouco de afeto pelo povo menos favorecido desta terra. As máscaras de muitos começam a cair, mas mesmo assim ainda insistem em dizer que o Lula é quem acabou com o Brasil. Palavras que só saem dos alienados ou quem gosta de participar de corrução. É triste, mas o Brasil está sendo vendido a troco de bananas e muitos dizem que a culpa é do Lula e Dilma. É preciso sim, é que o povo pare de se orientar através das notícias preparadas pela Globo e seus comparsas, pois ali a maioria das notícias relacionadas com os acontecimentos no Brasil, são maquiadas. Vejam sites verdadeiros, livres e soltos. Esse aí o Joaquim de Carvalho, diretor do blog (Diário do Centro do Mundo) (DCM), que é um parceiro do Café com Leite Notícias. Eu sou Walter Salles, diretor do (Café com Leite Notícias,) temos o dever de ajudar as pessoas encontrar uma forma de enxergar as coisas de forma mais real, através de meios de comunicação de responsabilidades e não com jogos de interesses. Vamos abrir aqui um parêntese para uma informação que vai servir de exemplo de muitas outras que você leu e assistiu. (Foi televisionado e mostrado fotos em muitos sites, todos ligados ao mesmo propósito, que também é o do juiz Moro, que o famoso triplex, que não passa de um apartamenteco, estava todo lindo e com piso de porcelanato, piscina e muito luxo. Um porteiro disse que viu e ouviu a dona Marisa (já falecida) acertando para ser colocado um elevador extra. Eu lhe pergunto: como não acontecer um ataque cardíaco fatal, como aconteceu, com tantas mentiras envolvendo o nome dela?) Parêntese fechado, reflita, inclusive na notícia que saiu na grande mídia, informa que só a reforma foi mais de R$1.500.000.00 (Um milhão e meio). Mas depois de da galera do MTST invadiram o AP e filmaram, agora o que o MOro e a Globo dizer sobre o que foi noticiado.  A verdade é que todos os meios de comunicação que estão envolvidos num processo fraudulento para entregar o nosso país para os americanos, bem como os políticos inimigos do povo, tem que ser banidos com os seus diretores presos. En quanto isso, cresce o eco em todo munto em um só tom que é Lula livre.Café Com Leite Notícias.   

Veja agora um dos muitos vídeos do Joaquim de Carvalho  

Igreja Adventista avança nas maiores cidades do mundo


 

Jarod Thomas, gerente de comunicação da Associação Ministerial da Igreja Adventista do Sétimo Dia a nível mundial, falando durante um relatório da Missão para as Cidades no Concílio da Primavera, em Silver Spring, Maryland, em 10 de abril de 2018. (Foto: Brent Hardinge / Adventist News Network)

Missão Adventista ajudou a plantar 80 igrejas e a abrir 15 centros de influência em cidades com mais de 1 milhão de pessoas em 2017, quando a Igreja Adventista do Sétimo Dia intensificou os esforços para espalhar a mensagem da breve vinda de Jesus às grandes cidades.

Gary Krause, diretor do escritório da Missão Adventista da sede mundial adventista, fez o anúncio durante uma apresentação sobre o progresso da Missão para as Cidades, uma iniciativa-chave da Igreja, no Concílio de Primavera dos líderes mundiais da denominação.

“As cidades cresceram mais rápido do que a realização do desafio”, destacou Krause em 10 de abril, quando o encontro teve início. Com mais da metade da população mundial, de 7,4 bilhões de habitantes, vivendo nas cidades, a Igreja Adventista tem impulsionado seu alcance urbano, especialmente através de centros de influência, onde os membros se conectam com as comunidades locais.

“A Missão Global (departamento responsável pelo estabelecimento de novos templos em localidades sem presença adventista), que é parte da Missão Adventista, ajudou a financiar 15 centros urbanos de influência em 2017”, lembrou Krause.

Aqueles incluíram um centro de treinamento de refugiados na cidade americana de Houston, que tem uma população de 2,3 milhões; um centro comunitário de educação com aulas de culinária saudável, uma escola de idiomas, serviços de doação de roupas e treinamento profissional na cidade russa de Yekaterinburg, que possui 1,3 milhão de moradores; e clínicas, centros comunitários de jovens e pré-escolas em vários países fechados.

Os projetos visam fornecer cura física e espiritual para suas comunidades e estabelecer as bases para o estabelecimento de novas igrejas. Também em 2017, a Missão Global ajudou a financiar 80 novas igrejas nas maiores cidades de Argentina, Congo, Indonésia, Quênia, Nigéria, Rússia e vários países de difícil acesso à mensagem bíblica.

A Missão Adventista aprovou um total de $4,2 milhões para esses projetos de Missão Global em 2017, e planeja distribuir uma quantia similar em 2018. Os fundos vêm de doações e da Oferta Anual de Sacrifício.

Envolvimento feminino

No Concílio da Primavera, vários líderes de departamentos da sede mundial adventista descreveram seus papéis no avanço da Missão para as Cidades.

A diretora do Ministério da Mulher, Heather-Dawn Small, falou de inúmeras iniciativas lideradas por mulheres em todo o mundo. Recentemente, ela se juntou a quatro mil mulheres de 11 países africanos em uma conferência em Pretória, na África do Sul, para distribuir mantimentos na cidade de 700 mil pessoas.

Janet Page, secretária ministerial associada, destacou que as esposas de pastores do mundo inteiro oram regularmente pelas cidades através de uma lista de orações publicada na Shepherdess, uma revista produzida pela Associação Ministerial para esse público. Outras mídias ministeriais também destacam regularmente as cidades, incluindo a revista Ministério, a Revista do Ancião e sites como Reavivamento e Reforma e Unidos em Oração.

‘Não podemos trabalhar sozinhos’

O Envolvimento Total de Membros é outra iniciativa da igreja mundial que encoraja todos os membros da igreja a levar alguém a Cristo. E. Douglas Venn, diretor dos Centros Urbanos da Missão Global, que supervisiona a Missão para as Cidades, lembrou que apenas uma estreita colaboração mútua permitirá que os membros da Igreja pratiquem o método de evangelismo de Cristo — misturando-se com as pessoas, simpatizando com elas, satisfazendo suas necessidades e, então, chamando-as a segui-Lo.

“Não podemos trabalhar sozinhos”, sublinhou ele. “As cidades nos obrigam a trabalhar juntos. Todos devem se concentrar na tarefa missionária restante: fazer discípulos nos grupos de pessoas não alcançadas das cidades.”

O presidente mundial da Igreja Adventista, Ted N.C. Wilson, apelou aos líderes da denominação para avançarem seriamente com a Missão para as Cidades em seus territórios. “Isso deve estar muito perto de todos os corações desta sala”, apelou.

Geoffrey Mbwana, vice-presidente da Igreja Adventista para o mundo, comparou os líderes a Jonas, o evangelista do Antigo Testamento que Deus enviou a Nínive, uma das maiores cidades de sua época.

“Deus tem um povo nas grandes Nínives de hoje”, exemplificou Mbwana. “Você e eu hoje somos os Jonas. E eu acredito que Deus está nos desafiando a assumir essa grande responsabilidade porque as pessoas das cidades estão esperando ansiosamente por esta mensagem de esperança.” Fonte Notícias Adventistas.

JESSÉ SOUZA SOBRE A FARSA DO TRIPLEX: O QUE A JUSTIÇA FARÁ SOBRE ISSO?


No programa Batalha de Ideias desta quarta-feira (18), o professor Jessé Souza explica que a farsa do tripléx no Guarujá possui tentáculos internacionais; “Kenneth Blanco, do Departamento de Estado Americano, comemorou a cooperação estadunidense com os procuradores da Lava Jato. O que antigamente era combinado por debaixo dos panos, hoje em dia é feito à luz do dia, sem pudor algum”, denuncia; Assista a íntegra do programa

 

 No programa Batalha das Ideias da última quarta-feira (18), o sociólogo e escritor Jessé Souza, em conversa com o jornalista Paulo Moreira Leite, desmonta a farsa do triplex do Guarujá, pelo qual Lula foi condenado e preso, e a fábrica de mentiras para condenar o ex-presidente. Ele considera que o ódio cravado na sociedade contra Lula é classista e contra o pobre.

 

“Não existe preconceito regional. Ocorre, sim, o preconceito de classe, ou seja, é o pobre! O povo nordestino é discriminado porque mais de sua metade é pobre”, ressalta.

Sobre o triplex, afirma: “Essas pessoas deveriam usar óleo de peroba no rosto, a condenação foi baseada em uma reforma que nunca existiu, uma palhaçada”.

Jessé desconstrói a farsa entre o poder Judiciário e a mídia para desmoralizar Lula. “Lula foi atribuído num esquema bilionário na Petrobras e o que ganhou em troca? Uma reforma na cozinha. Reforma essa que nunca existiu, num apartamento que nunca foi dele”, registra.

Para ele, o MTST, com a ocupação que realizou esta semana, “desmontou a farsa de que o imóvel era luxuoso e reformado”. “A mídia investigativa, que deveria cumprir esse papel, não o fez. O portal R7 cometeu o absurdo de colocar a foto de um apartamento luxuoso qualquer atribuindo a imagem ao triplex do Guarujá”, criticou.

O escândalo da “cooperação” norte-americana

O professor dá sequência à desconstrução da Lava Jato, expondo as relações promíscuas entre setores do Judiciário brasileiro e norte-americano, afirmando que os Estados Unidos lucram com o desmonte brasileiro.

“Kenneth Blanco, que é subprocurador-geral do Departamento de Estado Americano, comemorou a cooperação norte-americana com os procuradores da Lava Jato. O que antigamente era combinado por debaixo dos panos, hoje em dia é feito à luz do dia, sem pudor algum”, denuncia.

Jessé considera a influência norte-americana no Brasil o fator que exige maior preocupação. “Essa parceria entre Judiciário brasileiro e norte-americano é completamente ilegal, pois fere o respeito aos tratados que exigem a formalização desses acordos, protegendo dessa forma interesses nacionais. Enviar informações secretas do Brasil sem nenhum critério é um crime de lesa pátria”, conclui o professor.

LULA: ‘NÃO FUGI PORQUE INOCENTE NÃO CORRE, ENFRENTA. E VOU PROVAR MINHA INOCÊNCIA’

Pouco depois de ter decidido se apresentar à Polícia Federal para o cumprimento do mandado de prisão política expedido por Sérgio Moro, o ex-presidente explicou em vídeo, divulgado neste domingo, 22, os motivos de sua decisão; “Eu poderia ter fugido. Eu não quis fugir, porque inocente não corre, enfrenta. E eu quero provar a minha inocência. Se tem político que não tem honra e não se defende, eu tenho muita honra e quero me defender”, disse; Lula afirmou também que iria para Curitiba para provar que Sergio e o procurador Deltan Dallagnol estão mentindo. “Eles estão quase como serviçais da Globo. A Globo é que dá veracidade às mentiras que eles contam e eu resolvi enfrentá-los”

 

Pouco depois de ter decidido se apresentar à Polícia Federal para o cumprimento do mandado de prisão política expedido por Sérgio Moro, no dia 7 de abril, o ex-presidente explicou em vídeo, divulgado neste domingo, 22, os motivos de sua decisão.

Segundo Lula, o principal deles é a possibilidade de provar sua inocência diante de uma condenação sem provas, num cenário em que ele lidera todas as pesquisas de intenção de voto para retornar à Presidência.

“Eu queria dizer ao povo brasileiro que essa decisão minha de aceitar o cumprimento do mandado é para provar uma coisa neste país. Primeiro porque eu não tenho medo das denúncias contra mim, porque eu sou inocente, e não sei se meus acusadores são inocentes”, disse Lula.

“Segundo, eu poderia ter fugido. Eu estive na divisa do Paraguai, estive em Foz do Iguaçu, eu poderia ter ido para uma embaixada. Eu não quis fugir, porque inocente não corre, enfrenta. E eu quero provar a minha inocência. Se tem político que não tem honra e não se defende, eu tenho muita honra e quero me defender”, disse o ex-presidente.

Lula disse também que iria para Curitiba para provar que Sergio e o procurador Deltan Dallagnol estão mentindo. “Eles estão quase como serviçais da Globo. A Globo é que dá veracidade às mentiras que eles contam e eu resolvi enfrentá-los”, afirma. Brasil 247.

Veja agora uma entrevista com o Frei Chico.

Chore não, Aécio: Você está colhendo o que foi plantado por você mesmo


A imagem pode conter: 1 pessoa, multidão e atividades ao ar livre

Quem semeia vento colhe tempestade, já dizia o provérbio. Pois é. Se o senador Aécio Neves (PSDB-MG) bebesse na sabedoria popular, hoje ele provavelmente seria o candidato do PSDB à presidência da República. Afinal, depois de ter batido na trave em 2014, bastaria a ele esperar para que sua vez chegasse. No entanto, afoito e impaciente, Aécio decidiu tumultuar o País, promovendo uma campanha de ódio para que sua adversária Dilma Rousseff não fosse diplomada, empossada ou para que não conseguisse governar. O resultado está aí para quem quiser ver. Milhões de desempregados, uma economia em marcha lenta e o governo mais impopular da história no poder. Para completar o quadro, Eduardo Cunha, parceiro do ‘Mineirinho’ nesta empreiteira, está condenado a mais de 15 anos de prisão e o próprio Aécio acaba de ser convertido em réu por corrupção e obstrução judicial.

 

A derrocada do PSDB era a consequência lógica de uma sanha moralista promovida por forças políticas que há décadas se alimentam do mesmo sistema que hoje apodrece a céu aberto. Aécio apostava na hipocrisia e na crença de que receberia um tratamento diferenciado por parte dos meios de comunicação e do Poder Judiciário – o que, embora verdadeiro, não lhe garantiu a blindagem absoluta. Desmoralizado, ele dificilmente conseguirá disputar a reeleição para o Senado e até mesmo uma eleição para deputado hoje parece arriscada. Se isso não bastasse, a presidente deposta Dilma Rousseff deverá se eleger senadora com uma votação histórica em Minas Gerais.

Com popularidade rasteira, Geraldo Alckmin vai tentar se salvar e já disse que “a justiça  tem que ser para todos” 

Resultado de imagem para foto de aecio

Em ano de  eleições o PSDB mergulhado numa das maiores crises 

 

A questão que se coloca agora é o impacto que o fator Aécio provocará na candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin, cuja candidatura não decola nem mesmo em São Paulo. Um dos motivos, obviamente, é a dificuldade que o PSDB encontra para sustentar um discurso em nome da ética na política. Não apenas pelas lambanças de Aécio, mas também pela condenação em segunda instância do ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, que já se aproxima, e também pelas acusações que rondam os tucanos em São Paulo, atingindo o tesoureiro Paulo Preto, o ex-governador José Serra e o próprio Alckmin.

Alguns poderão dizer que a situação dos tucanos é melhor porque, afinal de contas, o ex-presidente Lula está preso em Curitiba. Mais ou menos. Lula ainda tem mais de 30% nas pesquisas e cresce a percepção de que ele é vítima de uma injustiça ou, no mínimo, de um tratamento muito mais duro do Poder Judiciário. Enquanto isso, os nomes do PSDB, mesmo blindados, não saem do chão. O motivo para isso parece óbvio. No final das contas, a população é sábia e detesta um duplo padrão moral. Por isso mesmo, o senador Aécio Neves, que hoje não consegue sair nas ruas, está colhendo exatamente o que plantou no País.

Café com Leite Notícias- Na verdade, toda estratégia da cúpula que fez acontecer o impeachment de Dilma, já foi sinalizada que o tiro foi no pé ou no coração. Primeiro  foi a prisão do Cunha que viu o fim da sua carreira política. Agora, o PSDB que foi quem iniciou o processo de transformar a segunda administração de Dilma num “inferno”, como declarou o Aécio na época, está agora se atolando no meio de uma estrada, pois o que parecia desvio se tornou uma estrada sem saída e cheio de espinhos. O Alckmin que esperava, com a prisão de Lula, avançar nas pesquisas, já está sentido o efeito contrário aparecer.

Agora o Aécio está sendo acusado de ter participado de corrupção pesada, o que, como diz a matéria do Brasil 247, há grandes possibilidades de ficar inelegível, mas, se por algum motivo não ficar, nesse país nunca se sabe. Mas, de forma mais original já está ficando, que será, provavelmente, a rejeição do eleitor, que deixará ele em dificuldade para se eleger ao menos a deputado federal. Tudo isso porque não soube perder uma eleição de forma democrática e civilizada.  Poderia hoje, com tranquilidade, ser o candidato a presidente pelo seu partido com outra postura. Já a Dilma, que tem declarado ter consciência tranquila, tem tudo para ser eleita a senadora por Minas Gerais.

Mas, como se diz por aí quando se fala de loucos inconsequentes, cada um cava a sua própria cova e se enterra. Fonte Brasil 247, mas os três últimos parágrafos café com leite Notícias

 

163 anos de Maracás numa grande festa, porém sem ganhar presentes


 

Esta foto: Blog do Vandinho

 

Café com Leite Notícias: Realmente, como saiu em algumas redes sociais, e vamos aqui concordar, a festa de comemoração dos 163 anos de Maracás foi muito bonita, muitas participações, muitos gastos, porém nada de inauguração. Naturalmente a festa é algo muito bom, pois o nome já diz tudo.  Só que muito mais prazerosa ela é quando é para festejar uma conquista. No caso e Maracás não teve conquistas. O maracaense está, de certa forma, esperando ainda, e fazendo esforço para não perder as esperanças de ver acontecer a mudança, pois já está chegando o meado do segundo ano de mandato, onde  acreditava-se muito coletivamente em algo novo, pois a frase chave da campanha era “vamos mudar Maracás”.

Nas imediações dos correios, foi inaugurada no começo deste ano, uma praça que, de passagem, muito moderna e bonita. Naturalmente que pelo tempo que ficou cercada sem abrir para o público, se esperava algo mais interessante, afinal,  o povo de Maracás merece. Só que vale lembrar que aquela praça foi construída quase que na sua totalidade na gestão do ex-prefeito Paulo dos Anjos, porém inaugurada na atual gestão.

Esse subtítulo em seguida não é pra ser visto como uma critica, mas apenas para lembrar, tanto aos gestores que passaram como o que está aí, que os moradores e os bairros quase que abandonados na cidade, também  fazem parte de Maracás.

Maracás 163 anos e o sofrimento continua nos bairros pobres

A imagem pode conter: atividades ao ar livre

Moradores das extremidades do Bairro Irmã Dulce há anos pedem socorro

 

A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre

 

O jornal Café com Leite, tanto impresso quanto digital, tem falado sempre que o que Maracás tem de melhor é a sua gente. Por tanto, é muito triste quando se visita os moradores da extremidade do bairro Irmã Dulce e e outros e vê uma fisionomia de tristeza por se sentir excluídos da sociedade, onde só são enxergados durante campanha política. Pasmem, mas em muitas casas os banheiros ainda são aqueles buracos constrangedores que ficam nos quintais.

A pergunta de muitos é: o que está fazendo a secretaria de Assistência Social, que ainda não desenvolveu, através de um levantamento, um projeto para reformas nas casas daquelas famílias? Não se trata de crítica, trata-se de levar ao povo o que é de direito e isso não está acontecendo. É preciso mais coerência com as palavras dirigidas em campanhas; é preciso mais coração dentro dos projetos; é preciso mais obras sociais e, por fim, é preciso chegar a mudança que ao povo foi prometida. Afinal, foi prometida.

Como foi dito na matéria, o maracaense está fazendo um esforço grande para não perder as esperanças. Como ainda faltam dois anos e meio para findar essa gestão,  tem tempo da administração dar a volta por cima e mostrar ao que veio.  Vale lembrar que em se tratando de Maracás, há um diferencial na arrecadação, pois aqui tem a mineradora que gera um grande imposto para a cidade. O que, em tom de sugestão, os vereadores deveriam criar um projeto para que essa verba fosse destinada exclusivamente para obras sociais, que entra as reformas das casas das famílias que vivem na extrema pobreza nessa querida cidade.

Por esses e outros fatores o Café com Leite Notícias não se sente à vontade para dar parabéns à Maracás pelos seus 163 anos, pois aqui ainda falta muito para conquistar pelo menos o básico para a sua gente. Mas os parabéns vão para os organizadores da festa, pois o espetáculo em si foi muito bonito. Aconteceram resgates de costumes antigos, teve a participação maciça das escolas e, como carro-chefe das comemorações, o lindo Desfile Cívico.

JUÍZA PROÍBE INSPEÇÃO DE PRÊMIO NOBEL DA PAZ NA PRISÃO ONDE ESTÁ LULA


Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel estará hoje na Superintendência da Polícia Federal por Lula

Postado em 19 de abril de 2018 às 7:48 am

O DCM recebeu o seguinte informe:

COMUNICADO A IMPRENSA

Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel estará hoje na Superintendência da PF às 10 horas.

Adolfo Pérez Esquivel se apresentará nesta quinta-feira 19/04/18 na sede da Superintendência da Policia Federal em Curitiba, às 10 horas. Apesar da juíza da 12ª Vara Federal de Curitiba, Carolina Lebbos, responsável pela custódia do ex-presidente, ter comunicado nos autos que não permite a realização de inspeção, e, até o fechamento desta nota, nem ter despachado a autorização da visita pessoal do Nobel da Paz.

O argentino, segundo prêmio Nobel da Paz da América Latina, em 1980, participou na noite desta quarta feira (18/04) da homenagem aos 30 anos da Constituição Federal de 1988, na Universidade Federal do Paraná. Assim que confirmou seu período de estadia na capital paranaense, suas advogadas protocoloraram dois documentos junto ao judiciário do Brasil no Paraná, com relação a visita ao ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva na prisão. 
No primeiro documento, Esquivel formalizou pedido para visitar Lula no cárcere, no dia estipulado para visitas da família e amigos. O representante do Ministério Público Federal deu parecer no sentido de que a visita deveria ser deferida após consulta a Lula. Por meio de seu advogado, Lula rapidamente respondeu que não só autorizava, como desejava ver o amigo argentino nesta quinta-feira. A imprensa noticiou a resposta de Lula e a juíza ignorou a petição, que até o presente momento não foi apreciada.

Ex-preso político da ditadura militar argentina, fundador em 1962 do Serpaj – Servicio Paz y Justicia – que tem status consultivo na UNESCO, integra o sistema de ONGS da ONU – Organização das Nações Unidas – na categoría Grau 2 desde 1986, e recebeu em 1987 o prêmio “Mensageiros da Paz” e a distinção “Educação para a Paz”, Esquivel protocolou também uma comunicação de inspeção, com anotação de urgência. Baseada nas Regras Mínimas para Tratamento de Presos da ONU –- que regula questões humanitárias como o isolamento solitário e a redução de alimentação.

O MPF – Ministério Público Federal se manifestou contrário a inspeção e a juíza da 12ª Vara Federal, invertendo a ordem dos pedidos a serem apreciados, se manifestou primeiro sobre o pedido de inspeção, negando-o. Apesar de admitir a relevância das Regras de Mandela evocadas no pedido de Esquivel, considerou que elas “não tem prevalência absoluta.”

A juíza não tardou em não reconhecer o direito de inspeção, concedido por normativos internacionais, editados e publicados pelo Brasil em 2016 pelo CNJ – Conselho Nacional de Justiça, ao Prêmio Nobel da Paz e Presidente da Agência Internacional de Direitos Humanos.

E, ao deixar de se manifestar (até a redação deste texto não havia qualquer decisão) sobre o pedido de visita de Esquivel, na condição de amigo pessoal, protocolado antes e em caráter de urgência, Carolina Lebbos impede que um homem de 87 anos saiba se poderá se solidarizar com Lula, seu amigo há 36 anos.

As advogadas de Esquivel encaminharam uma petição ao STF – Supremo Tribunal Federal e cópias do pedido de inspeção através de oficio para o Conselho Federal da OAB, a OAB- PR, a Presidenta do CNJ e do STF Ministra Carmem Lucia, e MPF dos Direitos do Cidadão.

Tudo quando começa extrapolar e perder o controle, não adianta querer manter na ilegalidade,porque o disfarce começa a irritar até os aliados. Se a prisão do Lula da forma que aconteceu, de certa forma já foi um “tiro no pé” da direita, os acontecimentos após prisão vêm irritando o mundo. Com essa proibição sobre o Nobel da Paz ter acesso ao local da prisão de Lula, as coisas tendem a piorar e tornar uma crise das que nunca foram vistas antes, em pleno ano eleitoral.

Depois dos acontecimentos, a direita esperava crescer nas pesquisas eleitorais e com isso fazer o povo esquecer Lula e o PT. É nesse sentido que as coisas tiveram um efeito contrário ao esperado pelos mdebistas e tucanos. Walter Salles.

Leia abaixo a matéria do DCM.

 

Mulher é morta após ser sugada por janela de avião nos EUA era executiva de 43 anos


Explosão de um motor do avião provocou danos na fuselagem e destroços atingiram a janela. Jennifer Riordan era casada e deixou dois filhos.Executiva Jennifer Riordan morreu em acidente com aeronave da Southwest Airlines, nos Estados Unidos (Foto: Marla Brose/The Albuquerque Journal via AP)

A relações públicas Jennifer Riordan, do Novo México, foi identificada nesta quarta-feira (18) como a vítima do incidente que provocou o pouso de emergência do avião da companhia Southwest Airlines no Aeroporto Internacional da Filadélfia, nos Estados Unidos, na terça-feira (17). Ela tinha 43 anos, era casada e deixou dois filhos, segundo a CNN.

Veículos americanos, como CNN e o jornal “The New York Post”, relatam que Jennifer foi parcialmente sugada para fora da aeronave após uma janela, perto de onde ela estava sentada, ter quebrado. A explosão de um motor do avião provocou danos na fuselagem e destroços atingiram a janela.

Passageiro postou no Facebook imagem da janela do avião quebrada (Foto: Facebook Marty Martinez/Reprodução)Passageiro postou no Facebook imagem da janela do avião quebrada (Foto: Facebook Marty Martinez/Reprodução)

Passageiro postou no Facebook imagem da janela do avião quebrada (Foto: Facebook Marty Martinez/Reprodução)

Colegas relataram à CNN que ela dedicou a vida à filantropia. Como vice-presidente de relações com a comunidade na empresa Wells Fargo (que presta serviços financeiros), em Albuquerque (Novo México), Riordan gerenciava o trabalho voluntário de mais de 1.000 funcionários desde 2008. A empresa afirmou em um comunicado que a funcionária era “amada e respeitada”.

Pouso de emergência

O voo 1380 da SouthWest tinha decolado do aeroporto de LaGuardia, em Nova York, e após o problema no motor foi desviado para a Filadélfia, onde fez um pouso de emergência às 11h20 (hora local).

O passageiro Marty Martinez disse que uma senhora teve os braços e parte do corpo puxados na direção da janela: “Ela não ficou para fora da janela. As pessoas do banco de trás a seguraram, tentando mantê-la no lugar”.

Ainda segundo Martinez, algumas pessoas tentaram fechar o buraco: “Elas estavam usando coletes salva-vidas, e as coisas estavam simplesmente sendo sugadas para fora”.

Acidente com motor em fevereiro

De acordo com a CNN, em fevereiro, outro avião da Southwest teve problemas com um dos motores, que pegou fogo durante o voo.

A aeronave precisou voltar para o aeroporto de Salt Lake City momentos depois da decolagem. A companhia declarou que a morte de Jennifer Riordan foi a primeira na sua história.

Confira, na íntegra, a palestra de Dilma Rousseff na Universidade de Berkeley contra a prisão de Lula


Amigo leitor e leitora, tenham um pouco de paciência e leia na íntegra essa matéria da Dilma. Está muito boa, pois é na verdade, o conteúdo que a mídia aberta não mostra, mas que você precisa saber o que aconteceu e o que está acontecendo na atualidade com o nosso país e o nosso povo. Essa palestra da Dilma Rousseff na Universidade de Berkeley, na Califórnia, EUA, tem um conteúdo de grande profundidade e qualquer brasileiro interessado na verdade deve ler.

Postado originalmente no site oficial de Dilma Rousseff.

Dilma na Universidade de Berkeley. Foto: Divulgação/Twitter

A ÍNTEGRA DA PALESTRA DE DILMA:

Meu país vive hoje momentos muito difíceis. Estamos diante de uma situação crítica. A prisão de Lula é uma evidência de que nós vivemos tempos em que medidas de exceção convivem com o sistema democrático. As medidas de exceção corroem o sistema democrático. Vivemos uma situação em que conquistas por muito aguardadas, alcançadas, e algumas ainda em desenvolvimento, foram suprimidas, foram paralisadas, e retrocessos em conquistas sociais foram impostos.

Me refiro ao que vem acontecendo no Brasil em termos de volta da extrema pobreza, da ameaça de volta do país ao Mapa da Fome da ONU – que indica os países em que ainda existe fome em pleno Século XXI. Em 2014, o Brasil conquistou a grande vitória de ter retirado o seu povo, pela primeira vez, em toda a nossa história, do Mapa da Fome.

Tudo isso é muito sentido por nós. É muito importante que possamos entender o que se passa no Brasil e na América Latina. É preciso que todos tenham consciência de que a democracia está sob ameaça em muitos países latino-americanos.

Há uma diferença entre os golpes que estão sendo cometidos neste momento e os golpes da época da ditadura militar, que atingiram muitos países do nosso continente. A diferença? Quando se trata de golpes militares, de processos nazistas ou fascistas, suspendem-se os direitos de toda a população. São drásticas medidas, cortes nos direitos de organização, de expressão – de imprensa livre nem se fala – de manifestação e de opinião. E, na sua radicalização, matam, torturam, exilam e forjam supostos inimigos. Estes golpes eram típicos da Guerra Fria.

O golpe de hoje é dito como não-golpe, porque ele não tem as mesmas características. É tido como um evento de anormalidade institucional. Mas não é. É um golpe – parlamentar, muitas vezes jurídico, com grande empenho da mídia, principalmente dos setores da mídia que são extremamente concentrados na América-Latina, e no Brasil em especial. Quatro famílias controlam, oligopolisticamente, os principais meios de comunicação no Brasil.

Este golpe de 2016 tinha um objetivo estratégico claro, e vários outros objetivos que eu chamaria de conjunturais. O objetivo conjuntural escondeu, no início, a intenção maior do golpe.

Na ditadura militar, é como se a árvore da democracia fosse derrubada com um machado. No golpe que sofremos agora, é como se fungos e parasitas corroessem a árvore da democracia desde dentro. A começar pelo equilíbrio entre os poderes. Quando derruba-se um presidente eleito sem que ele tenha cometido crime de responsabilidade, como exige a Constituição, a partir daí tudo é possível.

O processo de radicalização leva a constante esgarçamento, ruptura dentro de cada um dos poderes. Isto afeta a Justiça. Afeta aquela Justiça que tem de cimentar a relação civilizada, segundo a qual todos são iguais perante a lei.

Eu sei que só a democracia formal não basta. Todos os povos procuraram construir uma democracia de oportunidades iguais para todos. Mas é bom que a gente saiba que sem a democracia formal todos os seus direitos estão ameaçados. O que nós aprendemos no Brasil ao longo da nossa história é que, sempre que a democracia se aprofundou, a população brasileira ganhou. Sempre que a democracia formal foi suspenda ou colocada entre aspas, de alguma forma mitigada, a população brasileira perdeu.

O golpe não é um ato. Como qualquer golpe, ele é um processo. Ele precisa se reproduzir. Não é só derrubar um governo e está encerrada a questão. Não.

Os golpistas espalharam pelo mundo que o Brasil estava quebrado. Não estava, e eles mesmos tiveram de reconhecer que o Brasil tinha uma situação macroeconômica robusta. Quando Lula assumiu o governo em 2003, o Brasil devia para o FMI mais do que tinha em caixa. O FMI mandava e desmandava em nosso país. Impunha políticas de arrocho salarial, não permitia investimentos em saneamento, casas populares – em nada. Nós conseguimos construir uma reserva. Ao longo dos governos de Lula e do meu, construimos US$ 380 bilhões de reservas internacionais. Temos a quinta maior reserva internacional do mundo, talvez a sexta, não posso assegurar porque desconheço como se desenvolveram as reservas dos outros países.

Mas é fato que, quando me derrubaram, o Brasil não estava quebrado. O que houve é que eles aproveitaram uma crise econômica, que chegava até nós, crise pela qual o Brasil não era responsável, porque se tratava do efeito da crise mundial de 2008 sobre os países emergentes – nós, a China, a Rússia, a Argentina… Nós sofremos uma queda imensa do preço das commodities, e tivemos uma série de problemas neste período.

Mas era uma crise econômca. Nós superaríamos. Mas aconteceu que aproveitaram a crise econômica, superável, e jogaram sobre ela uma crise política.

Eu fui eleita em novembro de 2014, com 54,5 milhões de votos. Em março, os que perderam a eleição, os adversários que eu enfrentei nas urnas, entraram com um pedido de impeachment contra mim. As alegações era fluídas, não se tinha clareza sobre o que eles alegavam. Pediram recontagem de votos, pediram um escrutínio sobre a nossa campanha, tentaram até impedir a minha posse por meios judiciais. Em março eles entram com o primeiro de 18 processos de impeachment. Nenhum deles vai vingar. Até que no final de 2015 eles entram com o processo que de fato vai virar o meu impeachment, alegando um suposto gasto irregular de 0,03% do orçamento, na forma de um empréstimo bancário – que vinha sendo feito por todos os governos desde 1994 – subsidiando agricultores grandes, médios e pequenos, projeto que tinha o nome de Plano Safra. E que fique bem claro: nem eu, nem Lula, nem Fernando Henrique Cardoso assinamos qualquer ato neste processo. Não há nossa assinatura, é um processo apenas burocrático, tipificado pela lei.  Mas quando aconteceu sob o meu segundo mandato, alegaram que estávamos tomando empréstimo do banco do Brasil, um banco público, o que a lei não permite. Até as pedras das ruas de Brasília e as emas ou avestruzes que vivem no Palácio da Alvorada sabiam que era apenas um subterfúgio. Era um biombo. Eram procedimentos, processos e legislações na sua capa. E assim eles dizem: mas nós respeitamos todos os rituais. Sim, eles respeitaram os rituais, mas usaram os rituais para assassinar a lei, para utilizar a lei de forma distorcida. Este processo é grave. É a politização descarada da Constituição. A Constituição não pode ser interpretada ao bel-prazer de quem se acha no direito de fazê-lo. Nem no Brasil nem em qualquer país democrático.

E foi aí que o golpe, o processo do golpe, começou. Começa com a minha saída. Há um efeito sobre as demais instituições. Numa eleição, se aprova um programa. O programa que foi aprovado com a minha eleição era a continuidade do processo de redução das desigualdades, a ampliação do acesso da população a serviços, como educação, saúde e demais serviços, que uma população como a brasileira nunca teve, de luz elétrica à fornecimento dágua. Mas, sobretudo, educação. Nós fizemos um esforço enorme para que a população mais pobre do Brasil, que é além de pobre, dominantemente negra, pudesse ter acesso a ensino de qualidade. É óbvio que não conseguimos resolver este problema em 13 anos. É impossível, a não ser com a continuidade desta política. Também fizemos um grande programa de formação técnica dos trabalhadores.

‘Grande’, no Brasil, é algo que se conta em milhões. Não se pode fazer um programa no Brasil para dez mil pessoas, porque não fará a menor diferença. É assim que o Bolsa Família beneficia 56 milhões, Minha Casa Minha Vida para 4,5 milhões de famílias (cerca de 20 milhões de pessoas), programa Mais Médicos para 63 milhões de pessoas… 

 

Nós colocamos os pobres no orçamento. Significa que nós gastávamos com os mais pobres, porque são eles que precisam do estado. Vocês sabem que uma pessoa com três ou quatro filhos que ganha 200 dólares por mês, e é disso que se trata no Brasil, não consegue pagar por uma casa. Esta é a maioria da população brasileira. A grande maioria das famílias brasileiras ganha dois salários minimos, ou 400 dólares. Vejam que estou falando aqui de famílias, não de pessoas individualmente. É óbvio que o estado tem de intervir para enfrentar este problema, muitas vezes com subsídios. Subsidiar, nesta situação, é papel do estado. Estas famílias têm de mudar de vida e para que isto aconteça você precisa beneficiar desde já as crianças, a próxima geração. Nós tinhamos toda a consideração pelos jovens e pelos jovens adultos, mas tinhamos um foco, queríamos que a próxima geração comesse três vezes por dia, tivesse acesso obrigatório a vacinas, acesso obrigatório a educação, acesso obrigatório a uma comunidade saudável, morando em casas adequadas, não em favelas e alojamentos precários.

Este era o nosso programa. Nós conseguimos resultados expressivos, e isto foi reconhecido pela ONU e por todos os órgãos que tratam da questão do aumento da igualdade no mundo. E nós estávamos contra a corrente. Na década em que nós reduzimos a desigualdade, o mundo ampliava a desigualdade. A gente vinha provando que era possivel crescer e distribuir renda. Não só e possível, como uma coisa puxa a outra. Não se pode esquecer que temos um mercado de consumo expressivo. E que também tinhamos uma política externa independente.

Quando eles dão golpe, passam a executar a sistemática destruição de toda esta política.

Não deixa de ser sintomático que eles inaugurem a gestão interina do governo e acabem com o ministério da Cultura, porque para eles era irrelevante. Aqui em Berkeley vocês respiram cultura. A cultura é a forma pela qual a nacionalidade de um país se expressa ou se erige.

Eles montam um ministério de homens velhos, ricos e brancos, num país que tem mais da metade da população formada por mulheres, negros, indigenas e pobres.

Criaram algo que se chama ‘teto de gastos’, por 20 anos: o Brasil não poderá mais ter os investimentos em saúde e em educação crescendo acima da inflação. Isto é uma sandice. O Brasil deixou para trás milhões de pessoas. Ao mesmo tempo em que tem de atender quem entra, tem que buscar quem ficou para trás. Portanto, sempre será preciso gastar em educação e saúde mais do que o índice de crescimento econômico e mais do que o índice da inflação. Impuseram uma reforma trabalhista extremamente prejudicial. Tomaram uma série de medidas. Chegaram a revogar um decreto que proibia, coibia e fiscalizava o trabalho-escravo, ou em condições análogas à escravidão. Este tipo de exploração ainda existe no Brasil e se o ministério do Trabalho não fiscaliza, esta situação piora.

Este é um lado da questão. Enquanto isso, começa outra ação que vem desde um pouco antes do meu impeachment, que são os processos de combate à corrupção. Há dois pré-requisitos para o combate à corrupção: o primeiro é fortalecer as instituições que fazem este trabalho, o segundo é criar uma legislação que permite o enfrentamento.

Antes de nós, o procurador Geral da República era chamado – não por nós, mas pela imprensa, que de santa não tem nada – de engavetador geral da República. Todo processo contra corrupção que chegava a ele não tinha continuidade, ía direto para a gaveta.

Lula, ao assumir, passou a escolher como procurador Geral aquele que fosse o mais votado por seus colegas de corporação. Assim, fortaleceu o ministério público, dando-lhe autonomia. Há quem questione isto, mas o fato é que eu e o presidente Lula demos poder corporativo a esta instituição do estado. Além disso, Lula fortalece a Polícia Federal. Também criamos novas leis. Corrupção exige a existência de uma dupla – o corrupto e o corruptor. No Brasil, se punia o corrupto e fingia-se que não se via o corruptor. Isto é típico do poder do dinheiro em sociedades que ainda carecem de maior desenvolvimento democrático. Nós tipificamos o corruptor. Ele passou a ser passível de punição. Também deixamos mais claro o institutio da delação premiada. Tudo isso em 2013, que é quando começam as investigação mais fortes de corrupção no Brasil.

Eu reproduzo aqui a fala de um senador e líder golpista, o senador Romero Jucá. Ele foi gravado por outro senador, do mesmo partido que ele. O Jucá tantava persuadir seu colega a participar do golpe. E diz mais ou menos assim: “é necessário que a gente tire eles porque eles não vão impedir a investigação de corrupção; para estancar a sangria, temos de dar o golpe”. E conclui dizendo: “Com o Supremo Tribunal Federal e com tudo”. Esta é fala, e é bom que vocês saibam que ela está sendo transformada em fake news numa série da Netflix, que estranhamento coloca esta frase, gravada pela própria procuradoria, na boca do Lula, que não tem nada a ver com esta declaração. O que mostra como se constrói politicamente fake news.

Não se dá um golpe, não se tira um presidente que é inocente, por impeachment, sem que se tenha um objetivo político em mente. Nós tinhamos vencido quatro eleições presidenciais consecutivas. Lá atrás, em 2006, chegaram a pensar num impeachment, mas avaliaram, como disse o senador golpista Agripino Maia, que não precisava porque a gente “ia sangrar até morrer”. E nós ganhamos mais três eleições. E depois de quatro eleições, eles tiveram que seguir o conselho de Milton Friedman: usar uma crise forjada e real, para que o politicamente impossível se tornasse politicamente inevitável. Politicamente impossível era aprovar a agenda deles, vencerem a eleição com a agenda deles. O que se tornou politicamente inevitável foi o nosso afastamento.

Além disso, todo o golpe quer se reproduzir. Tem de continuar. Não pode parar nem no primeiro nem no segundo ato. O que eles queriam não era só me derrubar, mas destruir o PT, o presidente Lula e a nossa militância política. Buscavam a nossa inexistência. Para isso, adotaram o que se chama de “justiça do inimigo”. Você define o inimigo e passa a tentar destruí-lo. Pode ser o imigrante, por exemplo. No caso do Brasil, o inimigo éramos nós. Mas acontece que em vez de nos destruir, eles se destruiram e nos fortaleceram.

Isto aconteceu porque eles subestimaram a crise econômica e subestimaram a própria crise política que tinham criado. E subestimaram também a capacidade de compreensão da população brasileira. Se num primeiro momento, parte da população foi induzida a se voltar contra seus próprios interesses, isto mudou, e a mudança foi mostrada, inclusive, pela escola de samba Paraíso do Tuiuti, no carnaval deste ano no Rio, ao exibir os ‘manifestoches’, que se mobilizaram  contra si mesmos. Mas o que vem ao caso é que não nos destruiram. O núcleo golpista, que era constituído de partidos de centro e de centro-direita eliminou suas lideranças. Eles próprios foram atingidos pela sangria que queriam estancar. Colocaram em marcha um processo que pretendia nos atingir e acabou atingindo-os.

Assim, este segmento político e midiático tem, hoje, um problema; não tem um candidato. Não tem um candidato efetivamente viável. Mas eles produziram um problema, para si mesmos e para o país: abriram o cenário político do Brasil para a extrema-direita. Todo o movimento que cerca o golpe é de divisão, de intolerância, de semeadura da violência, da misoginia, uma divisão absolutamente irracional – eles nos chamam de petralhas, nós os chamamos de coxinhas. Não é assim que se constrói uma democracia. Não é acentuando as diferenças, mas buscando consensos, pontes, negociações.

O que acontece, desde o início do ano passado, é que o presidente Lula passa a liderar todas as pesquisas de opinião. E não só liderar na intenção de votos, mas reduzindo a rejeição ao seu nome. Ele foi exposto a 70 horas de notícias do maior telejornal do país lhe julgando e condenando, induzindo a população a achar que ele cometeu atos ilegais inimagináveis. Se ele conseguiu resistir, deve existir uma explicação para isto.

A rejeição a Lula e a nós inicialmente subiu, porque durante um tempo a imprensa brasileira funcionou como uma instância da Justiça. Mas uma instância da justiça inteiramente distorcida. A imprensa julga, tem a iniciativa, não tem regras nem protocolos, não respeita nenhum dos rituais democráticos. Para a imprensa, a presunção de inocência acabou. Mas o processo acaba chegando à justiça formal e, por mais complicada que seja a justiça brasileira neste momento, no processo formal há direito ao contraditório, nós podemos nos defender, nós sabemos do que somos acusados. E o que se vê são cenas que a população inteira pode ver, como a de um .procurador da República vir a público e apresentar um power point que põe o Lula no centro de todo o crime cometido na operação Lava a Jato e, perguntado pela imprensa – essa imprensa que julga e condena – “quais são as provas contra Lula, senhor procurador”, ele respondeu: “não tenho provas, tenho convicções”.

Qualquer pessoa pode assistir a este cena na internet. O processo contra o Lula começa, então, a ser ultradiscutido em todo o Brasil. Do que o acusam? De ter um apartamento. Obviamente, ele ganhou este apartamento porque concedeu algum beneficio para a empresa que o presenteou. Mas o problema é que o apartamento não é propriedade dele, não está registrado em nome dele num cartório de imóveis, ele não tem a posse, nunca morou lá. E aí se descobre que este apartamento que lhe foi atribuído foi usado pela empresa proprietária como garantia de um empréstimo bancário. Como a empresa não pagou o empréstimo, uma juíza levou o apartamento a leilão. Como, então, este apartamento pode ser do Lula? Mas, como diz o juiz do processo, isto não vem ao caso.

Mas além de provar que o apartamento pertence ao Lula, para que se caracterize o crime de corrupção passiva é preciso provar que Lula tenha tomado alguma medida, feito alguma lei, ou decreto, qualquer ato seu que tenha beneficiado a empresa que o teria presenteado com o imóvel, ou até o contrário, que é deixar de fazer algo que poderia prejudicar tal empresa. O próprio juiz afirma na sentença que nada foi feito ou deixado de fazer, e que o ato de ofício, que caracterizaria a culpa, é indeterminado.

Então, Lula é julgado e condenado. É condenado porque acreditam que, com isso, e agora, com a prisão, ele vai sumir das pesquisas de intenção de voto. Pois neste fim de semana, depois de estar preso há alguns dias, fizeram uma pesquisa, com a qual não temos nada a ver, que mantém Lula com mais do que o dobro dos votos do segundo colocado, o senhor Bolsonaro.

Vejam vocês que complicação política quando num país democrático o centro some, explode, é destruído. A inconsequência da política golpista leva ao surgimento da extrema-direita.O Brasil é um país complexo, precisa da diversidade de opiniões para efetivar uma real democracia.

E qual é a solução que eles dão? Prendem o Lula. Para impedir que ele seja candidato. E descumprem a Constituição, que diz no artigo 5º que todos são iguais perante a lei e, no inciso 57, ninguém será considerado culpado até que seus recursos transitem em julgado em todas as instâncias do Judiciário. Em fevereiro de 2016, o STF mudou o entendimento sobre a Constituição, de forma estranha, porque o tribunal não tem este poder, além do Congresso, e passou a aceitar um mecanismo que se chama prisão provisória, antes do trânsito em julgado. É prisão de qualquer jeito. Mas dizem que a pessoa está presa por ser provisoriamente culpada. Agora, dois anos depois, o STF estava revendo esta interpretação, mas antes de discutir o princípio, um habeas corpus para o Lula, justamente alegando que a Constituição veta prisão antes de todos os recursos, é rejeitado por 6 a 5 – com o voto de minerva contra Lula dado pela presidente do tribunal. E a questão geral, que se refere a qualquer preso, está está esperando exame há mais de ano.

Enquanto isso, o que temos? Lula está preso numa solitária. Lula está isolado numa solitária. Isto porque a situação é mais complexa. Não basta prender o Lula, não podem deixar o Lula falar. O próprio juiz que o prendeu diz isso. Diz que ele fala muito contra a operação que resultou na sua prisão, e não pode falar. Ele não pode falar porque ele argumenta e muda a opinião das pessoas.

Ele está numa solitária. Eu vivi a prisão durante a ditadura. Fiquei três anos presa. Na ditadura, é claro, a prisão pode resultar na sua tortura e até na sua morte, graças à arbitrariedade absoluta, que impede até que saibam que você está preso. Portanto, eu sei que é diferente, e sei que naquela situação é muito mais grave. Mas tem algo que é importante destacar. É próprio dos golpes negar que são golpes, negar que haja prisões arbitrárias, negar que haja tortura, negar que haja assassinatos, como o que aconteceu com a Marielle, que foi um assassinato político. Os golpes tendem a se radicalizar, e o assassinato da vereadora Marielle é sem dúvida um indício de radicalização.

Hoje, estão tentando retirar de Lula o direito de receber visitas. Ele só tem direito a uma visita semanal. Nove governadores de estados, no exercício de sduas funções, foram visitá-los e não permitiram.

Este é uma situação grave. O que estão tentando é silenciar Lula. Ele disse nos seus últimos discursos que é muito difícil prender uma ideia. Podiam prendê-lo, mas as pessoas falariam por ele, andariam e iriam a todos os lugares por ele. Eles têm medo do que o Lula venha a transmitir, se deixarem ele falar com as pessoas.

Mas o Lula também disse que estará nesta eleição, preso ou solto, morto ou vivo, condenado ou absolvido. Isto não e uma bazófia. É a expressão política do seguinte: eu não represento uma pessoa, eu represento uma ideia e uma porção de pessoas.

Muita gente pergunta por que, sabendo desta situação, mantemos a candidatura do Lula? Seria muito estranho que a gente, considerando Lula inocente e perseguido político, retirase a candidatura dele, que é o brasileiro com maior índice de aprovação como candidato à presidência. Nós vamos dizer que ele é culpado? Por que? Eles é que acham que ele é culpado. Nós o consideramos inocente.

Antes da votação do impeachment, a mídia dizia que eu devia renunciar e que, se não renunciasse, seria um sinal de autismo, o que é um absurdo, além de preconceito com os autistas.

Você não renuncia quando não tem culpa. Se você acha que a democracia é m bem, você luta para ampliar os espaços democráticos. É sua obrigação ir ao Senado e explicar à população brasileira o que está acontecendo, como eu fiz.  Caso contrário, você perde algo fundamental: a narrativa que deixará, não para o momento imediato, mas para todos saberem o que aconteceu.

Por que abriríamos mão da candidatura do Lula e resolveríamos o problema deles?

Então, o Lula é o nosso candidato. E nós entendemos que só a liberdade dele pode viabilizar uma eleição democrática em outubro deste ano.

Nós também acreditamos que a democracia é o aspecto mais importante desta conjuntura. Às vezes, o aspecto mais importante é a questão social, ou é a soberania do país. Mas neste momento que nós vivemos, a democracia permite que os outros aspectos se afirmem. Sem ela, nós não nos reencontraremos. O Brasil não se reencontrará. No meu ponto de vista, haverá necessidade de um periodo de transição, durante o qual teremos que reconstruir o pacto democrático, que vai permitir que nós respeitemos não só os votos, como a regra do jogo.

É importante que vocês saibamm que o Brasil tem uma elite muito problemática. Nós temos um povo muito sofrido. Sofrido porque é um povo que emerge de 300 anos de escravidão. E a elite sempre achou que o povo, mais do que excluído de seis direitos, não tinha direito de estar ali.

Dou exemplos deste preconceito contra “estar ali”. Protestaram e nos acusaram de ter transformado os aeroportos em rodoviárias, porque o povo passou a andar de avião, já que sua renda aumentou. Chegamos a um momento em que 35% das pessoas que se formaram numa universidade eram os primeiros de suas famílias a chegar a um curso superior. São ganhos que transformam a vida das pessoas. Diziam que eram um absurdo adotarmos políticas de cotas, e isto no país de maior população negra do mundo fora do continente africano. O segundo país de maior população negra no mundo, logo depois da Nigéria.

No Brasil, a exclusão se combina com o privilégio. A forma de controle violento não é visível porque atinge os de baixo. Da classe média para cima, não há um nível de violência e de controle relevante. Quem são os presos no Brasil? São os jovens negros. As mulheres que sofrem mais violência são as mulheres negras. Marielle é o símbolo de uma mulher que assumiu a sua condição, que foi capaz de desenvolver uma política e, mais do que isso, denunciou tanto o privilégio como a exclusão social. A face do excluído no Brasil é criança, é mulher, é negro, vive na periferia das grandes cidades, e no Norte e no Nordeste. São estes os milhões de brasileiros que durante os nossos governos tiveram acesso a serviços públicos e a renda.

Mas, como diz o próprio Lula, nós subimos um degrau, e este único degrau que nós subimos já foi intolerável para a elite brasileira.

Por isso, nós teremos que reconstruir a democracia no Brasil. Não é possível mais a judicialização da politica, como também não é mais possível a politização do judiciário.

E há que ter clareza de que deveremos olhar várias coisas. Da concentração dos meios de comunicação, passando por uma reforma política, uma reforma tributária. Nós somos um dos dois únicos países do mundo, junto com a Estônia, que não tributam dividendos.

E vale a pena lembrar que durante o meu golpe havia manifestações na Avenida Paulista, em São Paulo, que é o coração da atividade financeira no Brasil. O presidente da Federação das Indústrias, senhor Paulo Skaf, plagiou um pato amarelo de um artista holandês, que depois protestou contra ele. Colocou este pato, bem grande, no meio da avenida Paulista.O pato significava o seguinte: em toda a crise – e vocês viveram uma, recentemente – há um conflito distributivo. Vou dar um exemplo daqui. Você tem que escolher que empresas você salva e em muitos momentos há que saber quem é que pagará uma parte da crise e quem pagará menos. Na Espanha, por exemplo, as pessoas perderam as casas, e foram salvos os financiadores. No Brasil, havia um conflito distributivo na crise. Seria necessário aumentar impostos. Não pagar o pato, como gritavam os empresários da Avenida Paulistam, significava não pagar impostos. Mas não há como sair da crise sem girar as dívidas das empresas ou sem mudar a legislação. Não é possível em países como o Brasil vigir a seguinte equação: financeirização, ou alta concentração da riqueza em títulos, papéis e especulação financeira, que leva a um aumento da desigualdade, que por sua vez leva a uma necessidade de desregulamentação das atividades financeiras e a uma redução drástica dos impostos. Isto acontece em muitos países. Redução da tributação sob o argumento de que tributar significa necessariamente reduzir a atividade econômica.

É bom começar a discutir isto, porque financeirização está levando, também, à mitigação da democracia. No Brasil e nos demais países do mundo. O que é gravíssimo. Nós vivemos tempos muito estranhos, em que algumas coisas aparecem invertidas. Por exemplo, o fato de que hoje não há mais a esperança de que os meus filhos viverão melhor do que eu. Esta é uma desesperança que atinge a quase todas as sociedades.

Por 13 anos, nós tivemos a oportunidade de ver auto-estima das pessoas aumentar e fazer com que as pessoas achassem que seus filhos iriam viver melhor do que elas. Este é o maior orgulho que eu tenho de ter sido presidenta do Brasil. É saber que as pessoas acreditavam que teriam uma vida melhor. Que o futuro seria melhor. É muito triste quando as pessoas acham que o passado foi melhor. É lamentável. E quero encerrar dizendo o seguinte: quando os estados e os governos não respondem às demandas de suas populações, a política se torna irrelevante. Campo fértil para aqueles horrorosos animais que surgiram durante o entreguerras, com o nazismo e o fascismo. E mais: com a intolerância e o desrespeito às pessoas. Como a política ficou irrelevante, esta intolerância transforma a democracia, também, em algo muito irrelevante. É aí que começa o perigo. É contra isso que nós temos de nos posicionar. Não interessa qual é a nossa posição no espectro. Mas se somos democratas, não queremos que isto se repita nos nossos países. E eu não quero que se repita no meu país.

Lula livre

 

 

Wanderley Guilherme dos Santos: Lula deve apontar logo um candidato e parar de insistir em ser ele próprio


Lula está em posição de dar as cartas, pois tem maioria absoluta das intenções de votos da população brasileira e já deve apresentar um candidato

 O cientista político Wanderley Guilherme dos Santos publicou artigo, no dia 16, indicando que Lula deveria desistir de levar “até o fim” sua candidatura a presidente da República em 2018 e apontar rapidamente ao PT o nome do postulante a ser prestigiado pelo partido.
No artigo chamado “A hora do lobo de Luiz Inácio”, Santos explica que “a hora do lobo é a hora da solidão interna”, a hora em que Lula deve estudar as medidas necessárias para unificar as esquerdas, porque sua fragmentação “equivale a criar inesperada oportunidade a uma direita sem rumo”, alertou.
Ainda de acordo com Santos, “a direita só chegará à presidência da República com o auxílio involuntário do Partido dos Trabalhadores”. E como Lula é o cérebro e coração do PT, cabe a ele a difícil tarefa de reorientar o partido após sua prisão.
“A esquerda isolada não elege presidente da República. Foi Lula, seu discernimento, que dobrou o sectarismo da opinião vigiada e punida quando, antigamente, divergia do velho Partidão”, ressaltou.
Nesse sentido, certamente o Lula irá indicar um candidato do próprio Partido dos Trabalhadores. O Ciro Gomes seria um nome a ser cogitado, mas o que acontece é que o próprio Ciro andou jogando alguns “galhos de espinhos” no caminho que daria acesso à uma parceria entre PT e PDT. Nesse caso, as opções ficam com o ex-prefeito de são Paulo e ex governador da Bahia, Fernando Haddad e Jaques Wagner, respectivamente. Dois nomes fortes, porém com um grande risco de a Globo, em parceria com a Polícia Federal, “futucar” a vida de ambos, como já aconteceu com o Jaques Wagner em Salvador, que os repórteres da Globo, como se fossem adivinhos, chegaram na casa do ex-governador antes da polícia.
Ná última pesquisa o Lula teve 31% das intenções de votos e os demais, com exceção do Bolsonaro, que atingiu 15%,  ficaram de 10% pra baixo. O Alckmin, que é considerado o principal adversário, está com apenas 6% das intenções de votos no Brasil. No caso Alckmin, a situação é mais complicada, pois ele já é um político antigo e que já, de certa forma, cansou o povo e não tem muito o que apresentar que o povo já não conheça. Já o Jair Bolsonaro, esse ainda não se sabe o caminho que vai tomar. Muitos dizem que ele já apresentou o que tinha a apresentar e que dificilmente passará de 20% no primeiro turno. Portanto, o velho e resistente PT ainda continua no páreo, dando as cartas queiram ou não queiram os antpetistas. Cabe agora as estratégias de cada um, mas é bom saber que em voto direto, o que come bucho assado tem o mesmo valor de quem vive com punhos de seda e salto alto. Fonte GGN, mas os últimos dois parágrafos foram do Café com Leite Notícias.
 
 

STF TORNA AÉCIO RÉU POR CORRUPÇÃO E OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA


A Primeira Turma do STF decidiu por unanimidade tornar Aécio Neves réu.

Os cinco ministros votaram por receber a denúncia por corrupção; no caso da denúncia por obstrução de Justiça, julgamento foi 4 x 1. Alexandre de Moraes votou contra.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o tucano de receber ilicitamente R$ 2 milhões de Joesley Batista, oriundos do grupo J&F, e de atrapalhar as investigações em torno da Operação Lava Jato.

O julgamento foi iniciado com a leitura de relatório pelo ministro Marco Aurélio Melo, relator do caso, que também tem como denunciados de corrupção passiva a irmã do senador, Andrea Neves, seu primo Frederico Pacheco, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (MDB-MG).

De acordo com a denúncia da PGR, Andrea teria feito o primeiro contato com Joesley para pedir o dinheiro, solicitação confirmada por Aécio em março de 2017, quando foi gravado por Joesley.

Mendherson e Pacheco são acusados de receber, a mando do senador, o dinheiro, em quatro parcelas de R$ 500 mil, de Ricardo Saud, executivo da J&F.

Na verdade as denúncias contra Aécio Neves vêm de longe, porém sempre terminavam em nada, pois o senador estava sempre protegidas por amigos políticos. Agora, o que espera é que ajustiça seja realmente justa e aplique o que merecer o acusado. Diante de tudo que já aconteceu, o grande prejuízo do senador Aécio, foi nem ter coragem de colocar o seu nome nas pesquisas, pois sabia que não ia atingir o mínimo que é 01%. Fonte DCM, último parágrafo Café com Leite Notícias.