Madrasta confessa ter matado Bernardo e inocenta marido


Ela afirmou que a maioria dos fatos ocorridos durante o assassinato de Bernardo, em abril de 2014, é verdadeira

[Madrasta confessa ter matado Bernardo e inocenta marido]
Foto : Divulgação

Por Matheus Simoni

A madrasta do menino Bernardo, Graciele Ugulini, confessou que foi responsável pela morte do garoto de cinco anos, em crime ocorrido em abril de 2014. A confissão foi feita durante o quarto dia de julgamento, que ocorre desde a última segunda-feira (11), no Fórum da cidade de Passos, ao norte do Rio Grande do Sul. Ela afirmou que a maioria dos fatos ocorridos durante o assassinato de Bernardo, em abril de 2014, é verdadeira.

“O Leandro não tem nada a ver, só quero o perdão dele. O Leandro não tem nada a ver com isso, é tudo culpa minha.”, afirmou a enfermeira, acusada de homicídio triplamente qualificado. O pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, a madrasta e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz respondem pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsificação ideológica.

​Durante o depoimento, Graciele contou que, após ser multada por excesso de velocidade, o menino teria ficado nervoso. Ela deu Ritalina para Bernardo e não percebeu efeito. Então, teria jogado a bolsa para o garoto e mandou ele tomar mais remédio. Ao encontrara a amiga Edelvânia, percebeu que Bernardo estava “imóvel, babando” e que não tinha pulso. A amiga teria sido obrigada a ajudar Graciele.

No entendimento do Ministério Público, porém, o crime foi planejado. O buraco onde ele foi enterrado foi cavado dias antes, compraram soda cáustica, além do medicamento Midazolan, encontrado no corpo do menino após autópsia. Além disso, para a promotoria, Graciele pagou para receber ajuda de Edelvânia.

 

 

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LULA É PREMIADO PELA MAIOR CENTRAL SINDICAL DOS EUA E CANADÁ


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quinta-feira (14) o Prêmio de Direitos Humanos George Meany-Lane Kirkland 2019. A homenagem foi concedida pela Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO), a maior central operária dos Estados Unidos e Canadá. O prêmio leva o nome de George Meany-Lane Kirkland, ex-presidente da central sindical, e começou a ser entregue no ano de seu falecimento, 1999.

“A AFL-CIO reconhece as décadas de luta de Lula para avanço dos direitos dos trabalhadores, fortalecimento da democria brasileira, e sua luta para maior igualdade e justiça no mundo. As mulheres e homens da AFL-CIO concedem este prêmio a Lula e prometem continuar na nossa solidariedade com a luta por justiça e democracia no Brasil e no mundo.”

No texto em que explica a escolha, a central denuncia a prisão injusta e sem provas de Lula, e recorda as conquistas que o Brasil e o povo brasileiro alcançaram durante seus mandatos.

Mantido como preso político desde abril de 2018, o ex-presidente Lula é candidato ao Prêmio Nobel da Paz. Já são mais de 600 mil pessoas que assinaram o manifesto aberto pelo arquiteto e ativista de direitos humanos Adolfo Pérez Esquivel para que o ex-presidente seja indicado a receber a premiação. Na primeira fase da campanha, o ex-presidente conseguiu apoio de todas as categorias, incluindo chefes de Estados e ganhadores do prêmio em outras edições. Esse tipo de apoio foi feito direto no site do Comitê Norueguês, organizador do Nobel (leia mais).

Leia, abaixo, a íntegra do texto da Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais:

Como migrante, trabalhador, líder sindical e visionário político, Luiz Inácio Lula da Silva passou sua vida lutanto por democracia e pelos direitos dos trabalhadores e comunidades excluídas no Brasil. Como presidente, de 2003 a 2010, Lula resgatou milhões de pessoas da pobreza e estendeu o acesso à educação superior e à habitação a milhares de cidadãos de baixa renda. Ele se tornou um líder respeitado em todo o mundo por aqueles que acreditam que uma economia global sustentável depende de uma melhor distribução da prosperidade. Por isso, a AFL-CIO honra Luiz Inácio Lula da Silva com seu prêmio de direitos humanos George Meany-Lane Kirkland.

Em seu compromisso para ampliar o acesso a uma vida decente e a direitos básicos, Lula tem sido fiel às suas origens no carente Nordeste brasileiro, onde viveu antes de migrar para São Paulo com sua mãe e irmãos. Como líder de um importante sindicato metalúrgico no fim dos anos 70, ele conduziu trabalhadores que enfrentavam a ditatura no país para demoracratizar locais de trabalho e sindicatos. Lula foi um personagem crucial na ampla aliança de movimentos sociais de massa, artistas e intelectuais, mulheres e homens, e brasileiros de todas as raças, que restabeleceu a democracia no Brasil em 1985.

 

 

Naquela jovem democracia, Lula lutou sem descansar para colocar o maior número possível de pessoas numa situação de igualdade de direitos e de uma vida decente que um país tão grande quanto o Brasil poderia oferecer a seu povo. Durante sua Presidência, o Brasil apresentou progresso concreto e consistente em termos de inclusão social, e todos os brasileiros prosperaram. Mas desde 2015, opositores a tal progresso aproveitaram a retração econômica, o ressentimento da elite por ter perdido o controle do país e o preconceito contra muitos de seus cidadãos para levar o país para trás, congelando os investimentos em educação e saúde por vinte anos, minando direitos trabalhistas, revertendo avanços em igualdade racial e de gênero, ameaçando a floresta amazônica e povos indígenas e semeando o ódio e medo em seus discursos e ações.

Para avançar sua agenda, esta elite minou as frágeis instuições democráticas brasileiras, especialmente o Judiciário, e tomou medidas extraordinárias e ilegais para impedir que Lula concorresse à eleição presidencial em outubro de 2018, quando pesquisas apontavam sua vitória. Desde 7 de abril de 2018, Lula é um prisioneiro político, condenado por “atos oficiais não especificados” tendo como prova contra ele apenas informações originadas em delações premiadas sem documento. Contrariamente à Constituição brasileira, ele permanece preso enquanto recursos ainda estão sendo examinados e foi impedido de comparecer ao funeral de seu irmão, embora o Brasil permita tais saídas a milhares de prisioneiros todos os meses. Enquanto estava preso durante a ditadura nos anos 70, Lula teve mais acesso a seus direitos do que no Brasil de hoje.

O crime de Lula foi ter a audácia de tirar mais de 30 milhões de pessoas da pobreza e desafiar os privilégios da poderosa elite que há muito age como se fosse dona do Brasil. Durante este período difícil, a mensagem de Lula e do amplo movimento social que ele e seus aliados construíram permanece clara: a luta continua.

A AFL-CIO junta-se ao Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas no pedido para que os direitos políticos integrais de Lula sejam restaurados, e nos unimos com o movimento trabalhista global na demanda para que Lula seja absolvido imediatamente e liberado de uma perseguição política profundamente injusta.

Lula e os vibrantes movimentos sociais brasileiros continuam tanto como atores reais na luta diária por justiça social no Brasil, assim como símbolos da esperança que todos compartilhamos por um retorno da democracia em muitos países que atualmente passam por períodos sombrios de aumento da desigualdade e ódio contra migrantes, trabalhadores, e líderes e visionários comprometidos com justiça social.

A AFL-CIO reconhece as décadas de luta de Lula para avanço dos direitos dos trabalhadores, fortalecimento da democria brasileira, e sua luta para maior igualdade e justiça no mundo. As mulheres e homens da AFL-CIO concedem este prêmio a Lula e prometem continuar na nossa solidariedade com a luta por justiça e democracia no Brasil e no mundo. 247.

LULA: BRASIL PRECISA DE MARIELLES


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é mantido como preso político há quase um ano em Curitiba, comentou a morte da vereadora Marielle Franco, que completa um ano nesta quinta-feira, 14, junto com o assassinato do seu motorista Anderson Gomes.

Em carta divulgada pelas redes sociais, Lula diz que lamenta ter chorado as mortes de Chico Mendes e de Marielle. “Que todos os culpados, inclusive os mandantes, sejam punidos”, afirmou o ex-presidente.

Leia, abaixo, a carta na íntegra:

Leia, também, reportagem da Rede Brasil Atual sobre o assunto:

Atos por Marielle em todo o país perguntam: ‘Quem mandou matar?’

Às vésperas do dia 14 de março, data que marca o primeiro ano do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (Psol) e de Anderson Gomes, que dirigia o carro em que foram emboscados, diversos movimentos sociais convocam atos, vigílias e debates pelo país para homenageá-la e exigir justiça e respostas quanto aos mandantes do crime.

Sob a pergunta que ainda não foi respondida, “quem mandou matar Marielle?” e com o mote “Marielle Vive”, as manifestações ocorrerão em pelo menos 25 cidades brasileiras, para reafirmar as bandeiras da vereadora que representava a luta de negros, mulheres, populações periféricas e LGBTs. Desde o dia 8, quando a resistência e a luta pelas causas das mulheres foram celebradas no Dia Internacional da Mulher, marcado fortemente pela repúdio aos retrocessos sociais representados pelo presidente Jair Bolsonaro, movimentos por várias partes do mundo vêm prestando homenagem ao legado de Marielle.

Neste dia 14, cerca de 15 cidades no exterior organizam atos, entre elas, Melbourne, na Austrália; Buenos Aires, na Argentina; Madri, na Espanha e Washington, nos Estados Unidos. Clique aqui para conferir as homenagens fora do país.

O Psol organiza ainda para o dia 18 uma sessão solene no plenário da Câmara dos Deputados em homenagem a Marielle e Anderson. Em suas redes sociais, a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) justificou a importância das manifestações diante da falta de respostas após um ano do crime. “A importante descoberta dos que apertaram o gatilho nesse crime político não vai nos tirar das ruas no dia 14. O Estado – com sangue nas mãos – tem que responder que grupos estão por trás dessa execução”, afirmou a parlamentar.

No Rio de Janeiro, cidade de Marielle, o ato está marcado para as 16h, na Cinelândia, na região central.Em São Paulo, na capital, a manifestação ocorre a partir das 17h, na Praça Oswaldo Cruz, próxima à Avenida Paulista. Em Manaus, a homenagem será realizada às 17h, na Casa das Artes, no Largo São Sebastião. Na cidade de Fortaleza, o ato ocorre a partir das 17h, na Praça Gentilândia, em Benfica. Já em Porto Alegre, está programado para começar às 17h, na Esquina Democrática, no centro histórico.

O município de Itaberaba, na Bahia, também fará uma homenagem, a partir das 8h, na antiga rodoviária. Em Pouso Alegre (MG), o ato ocorre às 17h30, em frente à Catedral. 247.

 

 

 

A cobertura mórbida de José Luiz Datena sobre o massacre em Suzano


Erros e exageros inaceitáveis da imprensa sobre o massacre em Suzano vão ser mais lembrados do que os acertos. Além do vídeo deplorável de um repórter da Band perseguindo a mãe de um dos assassinos, Datena exibiu em detalhes vídeos da chacina com direito a pausas para análises mórbidas

Datena massacre em Suzano

A cobertura da imprensa brasileira — principalmente as emissoras de televisão, concessões públicas — sobre o massacre em Suzano (SP) tem sido alvo de críticas diversas.

O vídeo que mostra um repórter da Band Newsperseguindo a mãe do assassino Guilherme Monteiro pelas ruas de Suzano foi classificado como ‘assédio’ por analistas e observadores da mídia (veja aqui).

“Há limites que, uma vez ultrapassados, acabam manchando o trabalho. Esse vídeo do repórter da Band é um momento que envergonha quem assiste. Às vezes, o sangue frio necessário para decidir o que é aceitável mostrar fica em segundo plano diante da apelação em busca de audiência”, analisa o jornalista Maurício Stycer, especialista em análises de coberturas televisivas.

Stycer chama atenção para a cobertura da tragédia realizada pelo programa ‘Brasil Urgente’, comandado pelo veterano comunicador José Luiz Datena, também da Band.

Durante o dia, em horário inapropriado, o ‘Brasil Urgente’ decidiu mostrar o vídeo de um dos criminosos atirando em direção a funcionários e alunos na entrada da escola. Esse vídeo acabou sendo exibido por outras emissoras, mas de maneira muito mais editada e comedida.

“O vídeo da câmera de segurança da escola que mostra Guilherme descarregando sua arma de fogo nas vítimas foi exibido três vezes, com paradas pedidas por José Luiz Datena para examinar detalhes mórbidos”, observa Stycer. Um internauta afirmou que o vídeo chegou a ser veiculado até quando Datena estava entrevistando familiares das vítimas do massacre.

O jornalista lembra ainda de um outro episódio que deixou uma repórter do SBT em situação vexatória. “A pressão para entrar ao vivo e a pressa a deixaram em situação constrangedora. O vídeo em que tenta entrevistar qualquer pessoa, desesperadamente, sendo rejeitada ou ignorada, já viralizou (ver abaixo)”.

As redes sociais repercutiram a cobertura da grande imprensa:

“O Datena é um cara que implora por chuvas e perseguição policial; é quase tragicômico. Ele falando com especialistas em meteorologia, eles dizem que não vai chover e o Datena diz que acha que vai. No incêndio ontem, ele quase que na torcida para um prédio desabar ao vivo. Mas, não o julgo. Ele não está sendo pago para ser comedido. Uma desgraça a tarde, para o programa, é muito bom. Os anunciantes é que deveriam ser julgados. Odeie o jogo, não o jogador”, comentou um internauta

“A pior delas, na minha opinião, foi pela Rede Globo, que divulgou ao vivo o endereço da casa dos assassinos, inclusive informando o número das residências. Pensem na represália que isso pode gerar aos familiares dos executores. Inacreditável, a imprensa brasileira é absurdamente irresponsável”, comentou outro.

O massacre

Guilherme e Luiz invadiram a Escola Estadual Professor Raul Brasil, onde estudaram, na manhã desta quarta-feira (13), e abriram fogo contra a coordenadora pedagógica, a inspetora e alunos, matando sete pessoas e ferindo outras onze.

No caminho até o colégio, Guilherme parou na loja do tio, Jorge Antônio Moraes, irmão de sua mãe, onde já havia trabalhado, e atirou contra ele. O tio morreu no hospital.

A investigação aponta que, depois do ataque, ainda dentro da escola, Guilherme matou Henrique e, em seguida, se suicidou. A polícia diz que os dois tinham um “pacto” segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam.

Os mortos são:

• Caio Oliveira, 15 anos, estudante

• Claiton Antonio Ribeiro, 17 anos, estudante

• Douglas Murilo Celestino, 16 anos, estudante

• Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos, agente de organização escolar

• Jorge Antonio de Moraes, 51 anos, comerciante, morto antes da entrada dos assassinos na escola; ele é tio de Guilherme, um dos assassinos

• Kaio Lucas da Costa Limeira, 15 anos, estudante

• Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59 anos, coordenadora pedagógica

• Samuel Melquíades Silva de Oliveira, 16 anos, estudante. Pragmatismo Político.

 

 

 

 

Após Suzano, Maia diz que flexibilizar porte de arma seria ‘barbárie’


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamou de “barbárie” a ideia de se flexibilizar o porte de armas em áreas urbanas ao comentar o ataque realizado em Suzano por atiradores armados dentro de uma escola. Ele começou sua fala questionando a ampliação da liberação do porte e ironizando quem estivesse defendendo que se os professores estivessem armados a tragédia seria reduzida.

— O porte não deve ser tão liberado assim. O que eu espero é que alguns não comecem a dizer que se os professores estivessem armados ia resolver o problema, pelo amor de Deus — disse Maia.

Informado pelos jornalistas de que o líder do PSL no Senado, Major Olímpio, tinha feito tal afirmação e que o senador Flávio Bolsonaro atribuiu a tragédia a um fracasso do estatuto do Desarmamento, Maia reiterou sua posição.

— Eu não sei, porque estava em reunião até agora. Quem falou, juro que não estava sabendo, peço que essas pessoas pensem um pouquinho nas vítimas dessa tragédia e compreendam que o monopólio da segurança pública é do Estado, não é responsabilidade do cidadão. Se o Estado não está dando segurança, a responsabilidade é dos gestores da segurança pública. Já não basta o debate sobre posse, mas agora um pedido desse que não é posse, é discussão sobre porte em área urbana, aí nós passamos para uma proposta de barbárie no nosso Brasil, que não deve avançar — afirmou o presidente da Câmara. Diário.

(…)

 

 

 

 

Bolsonaro contamina jovens como o atirador de Suzano


GILVANDRO FILHO: É um escárnio completo a declaração do senador Major Olímpio, de que a tragédia do Colégio Estadual de Suzano teria sido evitada se os professores e serventes estivessem armados. Ao mesmo tempo pensamentos toscos dessa natureza são a base daquilo que defendem os bolsonautas e os armamentistas que infestam este país. Por eles, viveríamos numa guerra aberta, nas ruas, com todos armados, cada um mais brabo que o outro. Ao mesmo, a indústria das armas, à frente a Taurus tão querida dos parlamentares e do próprio presidente Jair Bolsonaro, estaria cada vez mais próspera e capitalizada.

A tragédia ocorreu na manhã dessa terça-feira (13), em Suzano (SP), quando um adolescente e um homem de 25 anos invadiram a unidade escolar e saíram atirando, o que resultou na morte de 10 pessoas, além dos próprios assassinos que se mataram. O atirador (o outro portava uma besta medieval, espécie de arco e flecha mais potente), não coincidentemente, era fanático por Bolsonaro e por armas.

De volta ao começo, o Major Olímpio é um dos mandachuvas do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, no Congresso. E um dos mais atuantes parlamentares da chamada “bancada da bala” que reúne os armamentistas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Todas as vezes que acontece algo semelhante, ele aparece para expelir diatribes do gênero. Frase semelhante ele execrou quando do episódio de Realengo, bairro no Rio de Janeiro, em abril de 2011, em que 12 crianças morreram no tiroteio protagonizado por um atirador de 23 anos.

Mas, o Major Olímpio está longe de pregar no deserto. Pelo contrário, ele é voz ativa num imenso coral de “cidadãos de bem” que defendem a resposta a bala aos ataques da bandidagem. Para eles, pouco importam o número de mortos que, desta maratona maluca, podem redundar. Isto não interessa a ele nem aos colegas dele, grande parte financiados pelas Taurus da vida, gigantes pela própria ampliação dos conflitos armados no País.

O armamentismo é um dos lobbies mais fortes do Congresso e tem no governo Bolsonaro um aliado de primeira hora. A flexibilização do Estado do Desarmamento foi a primeira promessa de campanha a ser cumprida pelo presidente. A partir do decreto presidencial número 9.684, baixado por Bolsonaro, um fanático por armas, está liberado para cada brasileiro que atenda às “exigências legais” (75% dos brasileiros, mais ou menos) a posse de até quatro armas do fogo dentro de casa.  É o começo do fim do Estatuto do Desarmamento.

Quatro armas para cada brasileiro habilitado pode significar 142 milhões de brasileiros armados e prontos para a guerra. Em confronto com o arsenal ilegal que não vai deixar de existir, sabe-se lá o que pode acontecer. Na prisão dos milicianos – entre eles um vizinho de Bolsonaro, em condomínio de classe alta na Barra da Tijuca -, acusados de assinar Marielle Franco, no começo da semana, chegou-se ao amigo de um deles que possuía, em casa, nada menos que 117 fuzis. Isto é significativo. E a Taurus agradece, penhorada e babando.

O fim do desarmamento, como dito, foi uma das principais bandeiras de campanha de Bolsonaro e é um dos seus nortes ideológicos. O gesto de fazer arminhas com as mãos, que envolveu de forma criminosa, crianças e adolescentes, deveria ser o símbolo do seu governo. O ato de sair atirando a resolvendo na bala as pendengas é um ato cívico para o presidente e sua gente.

Então, no momento em que um jovem tresloucado se arma, põe uma máscara, invade uma escola e sai atirando a esmo, ele não é só mais um desequilibrado que sai de casa com a possibilidade de matar. Ele é um aprendiz de uma ideologia assassina que começa com o estímulo da guerra entre bandidos e “decentes”. Isto tira da lei e da polícia a responsabilidade de criar mecanismos que aumentem a segurança e executem de forma eficaz essas medidas.

Para os armamentistas, muito mais eficiente que a polícia bem treinada, bem paga e bem armada é a população de revólver na cinta brigando aos os bandidos. É a professora e o servente da escola pública – para usar o exemplo do Major Olímpio – sacando os seus 38 e confrontando o louco que invadiu a escola para matar seus antigos colegas. É a estudante universitária puxando sua pistola para evitar (evitar?) o estupro de que lhe ameaçam três tarados armados. É o casal de velhinhos dormindo no meio de sua trincheira esperando o ladrão chegar para reagir e “defender seu patrimônio”. Na cabeça dos armamentistas está aí a verdadeira política de contenção ao crime.

O armamentismo não é apenas uma insanidade. É uma ideologia deste grupo que chegou ao poder. A este grupo, à frente o presidente da República, deve ser cobrado o que pode acontecer neste país com o povo armado e a guerra civil batendo na porta. O fato de o atirador de Suzano manter uma página de rede social (já apagada) repleta depostos alusivos ao fim do desarmamento e ao bolsonarismo não pode ser apenas detalhe. É a mostra de um exemplo que lhe contaminou. E que deve estar contaminado muito mais gente por aí.

GILVANDRO FILHO é Jornalista e compositor/letrista, tendo passado por veículos como Jornal do Commercio, O Globo e Jornal do Brasil, pela revista Veja e pela TV Globo, onde foi comentarista político. Ganhou três Prêmios Esso. Possui dois livros publicados: Bodas de Frevo e “Onde Está meu filho?”

 

JOVEM ENGANOU O PAI DIZENDO QUE ESTAVA COM DOR DE GARGANTA E FOI ENCONTRAR O AMIGO PARA REALIZAR O MASSACRE


A VERDADE É QUE OS JOGOS DE VÍDEO GAMES TERMINAM INFLUENCIANDO GAROTOS, PRINCIPALMENTE OS QUE SE SENTEM, POR ALGUM MOTIVO, INJUSTIÇADO, QUE LOGO ENCONTRA OUTRO COM UM PROBLEMA PARECIDO E AÍ CORRE O RISCO DE QUERER TRANSFORMAR AQUELE JOGO DIABÓLICO NUMA REALIDADE E AÍ COMEÇA A ELABORAR O PLANO. É PRECISO SIM, QUE OS PAIS FIQUEM ALERTAS, POIS OS JOGOS ESTÃO ESPALHADOS E SEM PEDIR LICENÇA INVADEM OS COMPUTADORES NOS QUARTOS DOS FILHOS, QUE SEM SAIR DE CASA PODEM COMEÇAR A SE TRANSFORMAR EM TERRÍVEIS MONSTROS. ATÉ AQUI Café com Leite Notícias.

Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, levantou ainda de madrugada e caminhou com o pai até a estação de trem, onde costumava chegar às 5h30. Os dois trabalhavam juntos com serviços gerais, retirada de entulho e capinagem. Na estação, Luiz disse ao pai que não estava se sentindo bem, tinha dor de garganta e febre e voltaria para casa. Não voltou. Foi encontrar com o amigo G.T.M., de 17 anos, com quem cometeu o massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), que deixou dez mortos, incluindo os dois responsáveis pelos ataques. “A mãe do Luiz me chamou por volta das 9 horas, preocupada, porque o pai disse que o menino tinha voltado para casa e me pediu para ligar  para o celular dele”, relatou o aposentado Cesar Abidel, de 53 anos, que mora entre as residências dos dois atiradores. Os vizinhos estavam acostumados a ver Luiz e o amigo juntos. Todos os dias, por volta das 17 horas, sentavam em frente a uma das casas e passavam horas conversando.

“Só sentavam aí na frente, conversavam e davam risada. Nunca poderíamos imaginar que eles fariam isso”, diz Cida Abidel, de 53 anos, que conhece os pais de Luiz há mais de 30 anos. Filho mais novo (tinha dois irmãos, de 40 e 42 anos), Luiz era muito protegido pelos pais. “Faziam de tudo por ele.”

Os amigos costumavam ir três a quatro vezes por semana a uma lan house a cinco quadras de suas casas. Ali jogavam os games Call of Duty, Counter Strike e Mortal Kombat. “Se restringiam a dizer boa noite e obrigado”, conta a funcionária Nadia Cordeiro, de 23 anos.

 

á a família de G.T.M. é conhecida entre os vizinhos por ser mais reservada. Não se sabe nem ao menos se a mãe morava com ele. Na pequena casa térrea, com muitos brinquedos espalhados no quintal, dizem que ele vivia com duas irmãs, de 7 e 9 anos, e o avô. A avó morreu há alguns meses. “Nunca vimos nada suspeito na casa ou com ele. Só percebíamos que era quieto demais, sempre cabisbaixo”, disse o ajudante geral Michel Aparecido, de 28 anos. Nas redes sociais, G.T.M. costumava publicar comentários sobre jogos de tiros.

Fora da escola desde 2018, G.T.M. havia abandonado os estudos. Nos últimos cinco meses, fez bico em lanchonetes e trailers no centro. “Sempre na dele, não falava com ninguém. Parecia um pouco deprimido, por ser quieto demais, mas não era capaz de machucar ninguém. Nunca nem o vi levantar a voz”, contou o autônomo Diego Ribeiro, de 20 anos.

“Ele voltou à escola alegando que iria à secretaria para retomar os estudos”, afirmou nesta quarta-feira, 13, o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares. Nesta quarta, no Instituto Médico Legal, a mãe de G.T.M. disse a um conhecido não se conformar com o que o filho havia feito, principalmente matar o tio Jorge Antonio de Moraes, de 51 anos, irmão da mãe.

Uma equipe do grupo antiterrorismo da Polícia Federal esteve na Escola Estadual Professor Raul Brasil na tarde desta quarta-feira para participar da investigação do ataque que deixou 10 mortos. Segundo fontes da Prefeitura de Suzano, não há ainda indícios de uma ação terrorista maior – os dois atiradores teriam agido sozinhos e de forma pontual, mas nenhuma hipótese está descartada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Presidente tiete de Tranp, Bolsonaro, anunciará nos EUA fim de visto para americano entrar no Brasil


ENTREM, QUE A CASA É DE VOCÊS!

O Radar, da Veja, informa que no encontro com Donald Trump, semana que vem, Bolsonaro irá anunciar o fim do visto para americanos entrarem no Brasil. Esse processo já passou pelos ministros Sérgio Moro e Ernesto Araújo. E já foi assinado pele presidente. Medida é unilateral: improvável reciprocidade da gestão Trump.

LEGADO DE MARIELLE PARA O BRASIL ESMAGA SEUS ASSASSINOS


Um ano sem Marielle: seu legado para o Brasil esmaga seus assassinos. Por Roseli Garcia

Marielle Franco

POR ROSELI GARCIA

De acordo a matéria de Roseli Garcia, publicada no diário do Centro do Mundo, os passos de Marielle Franco ecoam pelo Brasil e no exterior um ano após a execução da vereadora carioca.

E, se depender de uma parcela de políticos, seus ideais não só serão mantidos vivos, mas ampliados.

Eles clamam também por justiça e pela elucidação do bárbaro crime político que chocou o país e o mundo.

Lideranças do PSOL, partido de Marielle, classificam o assassinato como um atentado à democracia brasileira.

Executada em 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro, e com processo criminal sem apontar mandantes, apenas executores, as lutas da ex-vereadora que se limitavam aos domínios da capital carioca se expandiram Brasil afora e ultrapassaram fronteiras.

Às suas bandeiras foram acrescidas a cobrança pela impunidade do bárbaro crime e por justiça por quem defendia até policiais que atuavam na favela da Maré, seu espaço de origem e de atuação.

 

 

A professora de Ciência Política da UnB, Flávia Birole, aponta a gravidade do crime em relação ao momento vivido pelo Brasil.

“Precisamos entender a execução de uma pessoa eleita, que representava a inclusão de favelas e periferias em espaços públicos, como um atentado à política brasileira. Faz parte de um processo mais amplo para enfraquecer a democracia”, diz.

“Marielle era jovem, mulher, negra e da periferia. Defendia direitos de uma população excluída da política nacional, que tem dificuldades de chegar aos espaços públicos. Era uma mulher que tinha um potencial político e contribuiu para melhorar os baixos índices de representatividade feminina nos parlamentos. Esse crime é uma violência política contra a mulher”.

Amiga e colega de Marielle, eleita vereadora em Niterói e que agora chegou à Câmara dos Deputados, Talíria Petrone (PSOL-RJ) tem avaliação semelhante à da professora da UnB.

“A execução da Marielle é a expressão maior do retrocesso democrático que a gente está vivendo no Brasil. Penso que a democracia brasileira é jovem, incompleta e não tinha chegado plenamente para territórios de favelas, de periferias. O fato é que uma vereadora eleita, de uma cidade importante foi assassinada, com possível envolvimento da milícia, da máfia, do poder econômico. Isso só pode ser um resultado de que a democracia vai mal, ainda mais quando depois de um ano a gente ainda não tem notícias do que aconteceu com nossa companheira”.

Estudos realizados nos últimos cinco anos apontam que quanto maior a participação da mulher mais aumenta a violência, segundo Flávia Birole, porque elas começam a interferir diretamente nesses domínios simbólicos e de recursos da política.

Em sua opinião, as mulheres têm desafiado a ideia de quem fala sobre elas: existe uma mudança significativa nesse sentido que provoca uma reação ao deslocamento da situação das mulheres.

A inserção feminina na esfera pública faz parte de um contexto de transformações sociais.

“O impacto sobre esse crime foi extremo e acirrou os movimentos que consequentemente pode significar um aumento da violência política. A percepção de tamanha brutalidade, eliminar uma pessoa porque suas posições desagradavam a um grupo, despertou uma sensibilidade maior e potencializa a política que Marielle defendia e representava”.

A deputada Talíria acredita que o incômodo gerado pela inserção das mulheres, que leva até a atos extremos, é porque a política carrega duas esferas que são negadas historicamente à mulher que é a esfera pública e de poder.

Parlamentares do PSOL e o Brasil querem saber

“Esses não são lugares de mulher, mas estamos lutando para enfrentar esse quadro histórico e ocupar esses espaços. Sobre nós recai quase tudo que é decidido aqui no Congresso. A previdência vai recair sobre nós, a reforma trabalhista recai sobre nós, especialmente mulheres negras, enquanto as empregadas domésticas não tinham direitos, afetava principalmente mulheres negras. É preciso que estejamos aqui. As mulheres são maioria da população e precisamos defender pautas que impactam em nossas vidas, que ampliem nossos direitos”, observa.

Flávia Birole confia na mudança dos padrões estabelecidos e aponta a forte participação das mulheres.

Elas se apresentam com maior força contra o autoritarismo e são uma parte importante da resistência democrática.

A professora destaca movimentos como o “Elenão” e afirma a necessidade de mais mulheres na política e nos espaços institucionais.

“É preciso que as experiências, os interesses tenham o mesmo peso nos espaços públicos, porque existe uma enorme diferença entre homens e mulheres. O Brasil precisa buscar a paridade alcançada pela Bolívia, pelo México e que está a caminho na Argentina com aprovação de leis nesse sentido. Decisões definidas nesses espaços públicos regulam a vida da gente, então é necessário que façamos parte desses espaços”.

Um ano sem Marielle para o ex-candidato à presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, significa um ano de impunidade para o partido e para o povo brasileiro.

É a expressão do declínio da democracia no Brasil, acrescenta.

“É isso que acontece quando alguém é morta por aquilo que representa politicamente, pelas ideias que defende. Esse é um crime político, é um atentado político e um atentado à democracia brasileira”.

Segundo Boulos, o crime dá um salvo conduto de que pode fazer esse tipo de coisa. “Por isso vamos seguir lutando por justiça para Marielle”, concluiu.

Alvo de ameaças há mais de dez anos, após presidir a CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o novato deputado federal Marcelo Freixo pelo PSOL, faz coro à declaração de Boulos.

“Queremos saber quem tentou matar a democracia no Rio de Janeiro. A Marielle foi executada por um grupo de políticos – que a gente não sabe quem foi – porque incomodou e se isso não for esclarecido significa que grupo político pode matar qualquer pessoa, a qualquer momento se for contrariado. Isso vale para políticos, juízes, jornalistas”, afirma.

Contrária ao lema “Marielle vive”, Talíria Petrone disse que, infelizmente, Marielle não existe mais. Foi executada com quatro tiros no rosto.

“É preciso que não esqueçamos disso para cobrarmos. Não esquecer isto é importante para entendermos a gravidade do momento que estamos vivendo. Agora as lutas que a Marielle encampavam no corpo, na voz, no parlamento estão mais vivas do que nunca. Aqueles que tentaram nos calar, matando Marielle, erraram, porque acho que multiplicaram as mulheres negras nos parlamentos, e as lutas diárias foram colocadas nos centros das cidades do Brasil e do mundo”, avalia a deputada eleita em 2018.

Ela acrescenta que o assassinato colocou no centro da conjuntura a necessidade em ter mais mulheres negras, de periferia em todos os espaços de poder.

“Se a Mari não tá mais aqui com a gente, esse é um luto que teremos que lidar a vida inteira, no entanto, as lutas da Marielle estão muito vivas em muitas de nós que estamos ocupando esses espaços de poder”.

A essa luta não escapa nenhum detalhe. Durante a campanha eleitoral, uma placa simbólica que homenageava Marielle foi quebrada por um candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro. 

Após vencerem as eleições, os deputados do PSOL instalaram a mesma placa simbólica nas portas de seus gabinetes, no 6º andar do anexo IV da Câmara, onde a maioria dos colegas partidários está localizada.

Único partido do Brasil que alcançou a paridade entre homens e mulheres na Câmara dos Deputados.

O ano impactante vivido pelo Brasil levou Flávia Birole a fazer uma analogia com a obra de Eric Hobsbawm “A era dos extremos: o breve século XX”, em que o historiador fala sobre a brevidade do século passado para ele iniciado com a 1ª Guerra Mundial, em 1914, e terminado em 1989, com a queda do Muro de Berlim.

Para a professora de Ciência Política, 2018 começou com a execução de Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes e terminou com a eleição de Jair Bolsonaro à presidência.

Nesse clima de ódio, extremos e impunidades, políticos continuam sendo ameaçados no Brasil. Freixo e Talíria são alvos de ameaças.

Sem se sentir protegido diante de ameaças cruéis direcionadas inclusive à sua família, mesmo com escolta, Jean Wyllys abriu mão do mandato de deputado federal pelo PSOL e deixou o país.

A delegada e deputada estadual do Rio, Martha Rocha do PDT, sofreu um atentado no dia 13 de janeiro de 2019.

Saiu ilesa, embora seu carro seja blindado, o motorista foi atingido pelos tiros.

Como no caso de Marielle, a investigação segue incompleta e a democracia brasileira segue aos tropeços. Diário do Centro do Mundo.

Menina acha bilhete de loteria e usa dinheiro para alimentar mendigos


Foto: reprodução / KSHB
Foto: reprodução / KSHB

Uma menina de 7 anos deu uma aula de solidariedade e generosidade. Ela surpreendeu a todos ao encontrar um bilhete premiado de loteria e não usar o dinheiro para si mesma.

Phoebe Brown, decidiu para comprar comida e doar para a Sycamore Hills Elementary School, escola de Missouri, nos EUA, que participa de um projeto de arrecadação de alimentos para doá-los a moradores de rua.

A garotinha encontrou um bilhete premiado no chão de um supermercado, quando fazia compras com a mãe.

Quando achou o pedaço de papel de US $100 – cerca de R$ 340 – Phoebe mostrou à sua mãe, que demorou a acreditar que o bilhete estava premiado.

A comida que a menina comprou para a Sycamore Hills Elementary School, somou-se com outras doações. O resultado não poderia ter sido melhor: mais de 1700 produtos enlatados foram arrecadados.

O expressivo volume de alimentos conseguidos garantiu a vitória no desafio entre outras escolas da região.

Como recompensa pelo esforço dos alunos o professor, Herb Horseman, permitiu que os estudantes da classe raspassem sua barba comprida.

Assista ao vídeo abaixo:

Com informações: Good News Network

 

 

Quadrilha armada explode agência bancária no recôncavo baiano


Não há informações sobre feridos, nem se alguma quantia foi roubada da agência

[Quadrilha armada explode agência bancária no recôncavo baiano]
Foto : Reprodução / TV Bahia

Por Juliana Rodrigues

Um grupo armado explodiu uma agência bancária da cidade de Maragogipe, no recôncavo baiano, na madrugada de hoje (14). Segundo a polícia, a ação durou cerca de 40 minutos e o imóvel ficou destruído.

Os bandidos chegaram por volta das 2h30. Moradores relataram ter escutado barulhos de tiros por quase uma hora. Não há informações sobre feridos, nem se alguma quantia foi roubada da agência.

Para impedir a saída dos agentes de plantão, os suspeitos queimaram um carro próximo ao complexo policial da cidade.

Até o momento, segundo o Sindicato dos Bancários da Bahia, foram registrados cinco ataques a bancos no estado. A ocorrência registrada em Maragogipe, no entanto, ainda não consta no balanço da entidade.

Para senador da base de Bolsonaro, se professores estivessem armados teriam evitado a tragédia


Não tem como não parar o que estamos fazendo pra pensar um pouco sobre o pensamento de um senador da República, de achar que uma professora ou professor, que tem como meta ensinar de forma bastante satisfatória o alunado da escola, estaria segura em ter ali na gaveta da sua mesa uma arma. O que tem na cabeça um senador que os bons professores estão pensando em ter armas. Até quando o clima vai ser de terror? Pode ser que esteja passando desapercebido, mas a violência está cada vez maior. O senador, o presidente e todos que apoiam a ideia do armamento precisa saber é que quem planta espinhos colhe espinho, quem planta laranjas colhem laranjas, quem planta Oliveira colhe azeitonas, quem planta paz colhe paz e quem planta violência colhe violência, não tem para onde correr. E a violência já dá sinais de crescimento no país. Mas, entretanto, para um senador da marca deste aí, ele usa o massacre, para fazer a campanha do armamento. Já era, senador, esse projeto fracassou antes de ser criado. Até aqui Café com Leite Notícias.

Resultado de imagem para foto do senador major olimpio

O senador Major Olímpio (PSL-SP) disse hoje (13) que o massacre que vitimou dez pessoas na escola estadual Professor Raul Brasil em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, teria sido evitado caso os funcionários da escola estivessem com armas. Apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o parlamentar defendeu a revogação do estatuto do desarmamento e a redução da maioridade penal.

“Se os professores estivessem armados, e se os serventes estivessem armados, essa tragédia de Suzano teria sido evitada”, disse Olímpio durante reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. “Se tivesse um cidadão com arma regular dentro da escola, professor, servente, um policial militar aposentado, ele poderia ter minimizado o tamanho da tragédia. Vamos, sem hipocrisia, chorar os mortos e discutir a legislação, e onde estamos sendo omissos”, completou.

O massacre foi protagonizado por dois atiradores que mataram 8 pessoas e tiraram a própria vida em seguida. 23 pessoas foram levadas a hospitais. Entre elas, há pessoas que ficaram feridas e outras que passaram mal após o ataque.

 

Após criticar justiça do país chefe do Exército do Uruguai é exonerado


O comandante do Exército do Uruguai, general Guido Manini Ríos, foi demitido pelo presidente Tabaré Vázquez após criticar a Justiça do país. Durante uma reunião com o presidente, Ríos questionou o Poder Judiciário sobre a acusação aos militares de violação dos direitos humanos durante a ditadura militar no país, entre 1973 e 1985.

Segundo comunicado oficial, Vázques entendeu a postura do general como “grave” e que “a atitude assumida pelo comandante do Exército de censurar o Poder Judiciário é absolutamente incompatível com o cargo que vinha desempenhando”.

Ainda de acordo com o texto, o comandante disse ao presidente uruguaio que a “Justiça do país não deu garantias aos acusados e aplicou a sorte do Direito para o inimigo”.

Não foi a primeira vez que a relação entre Vázquez e Ríos ficou estremecida. Em setembro de 2018, o general recebeu uma pena de 30 dias de detenção (a maior possível para seu cargo) após ter dado declarações polêmicas sobre a reforma da previdência dos militares do Uruguai. Diário do Centro do Mundo.

 

 

 

NO MESMO DIA DE TRAGÉDIA QUE DEIXOU 10 MORTOS, BOLSONARO ANUNCIA QUE VAI FLEXIBILIZAR PORTE DE ARMAS


Acontece que quase 70% da população, em pesquisa realizada, disse ser contra a posse ou porte de armas. Ainda assim, o presidente da República insiste em manter tal plano de armar até os dentes a população brasileira. O que muita gente já questiona, é que há muita coisa a ser feita no país, mas o que parece, é que o carro-chefe do governo é espalhar as armas, mas é preciso saber, que o ódio foi espalhado na frente, o que pode acontecer muitas tragédias. “Vá por esse caminho não, senhor presidente! Procure espalhar a paz, até porque, homens de bem não está preocupados em ter armas. Homens de bem têm Deus como orientador e protetor da família”. O que a população ficou mais assustada, é não ter notado estarrecimento no presidente em saber que o acusado de ter matado Marielle, tinha nada menos que 117 fuzis guardados na casa de um amigo. Isso faz parecer que o presidente é realmente fã de armas. Até aqui Café com Leite Notícias. 

No mesmo dia em que dois jovens invadiram uma escola em Suzano, na Grande São Paulo, e abriram fogo contra estudantes e funcionários, deixando oito mortos e 17 feridos antes de se matarem, o presidente Jair Bolsonaro disse que está preparando um projeto para ser encaminhado ao Congresso flexibilizando o porte de armas pela população.

Segundo ele, a regra sobre o porte de armas não pode ser tão “rígida” como atualmente, embora não tenha fornecido maiores detalhes sobre o texto que pretende encaminhar ao Congresso sobre o assunto.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a declaração de Bolsonaro foi feita durante um encontro com jornalistas pouco antes da tragédia registrada em Suzano ser noticiada pela imprensa. No encontro, ele também disse dormir com uma arma ao lado da cama porque teme a existência de “riscos” no Palácio do Alvorada, apesar da existência de um forte esquema de segurança no local.

Em janeiro, como um de seus primeiros atos de governo, Bolsonaro editou um decreto flexibilizando a posse de armas pela população sob a alegação de que isso ajudaria a combater a violência. Fonte 247.

 

 

 

 

Um dos atiradores do massacre no colégio em Suzano, morava com os avós e pais era dependentes químicos


Residência de Luiz Henrique de Castro, 25 anos, na mesma rua que colega Guilherme Taucci Monteiro, 17

O menos um dos dois atiradores responsáveis pela morte de seis alunos e duas funcionárias da Escola Estadual Raul Brasil na manhã desta quarta-feira, 13, estudou na unidade em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, afirmaram estudantes do colégio.

Segundo relatou a VEJA um grupo de estudantes em frente ao local, um dos rapazes – Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos – ameaçou seus colegas há três dias, em um shopping, e os avisou para “ficarem espertos”. Segundo esse mesmo jovem, que pulou o muro e fugiu no momento dos tiros, o atirador não sofria bullying e publicava fotos com armas nas redes sociais. Em um de seus perfis, o atirador se identificava como “Guilherme Alan” e postou uma foto com máscara e arma antes do ataque.

Em entrevista a VEJA, o avô de Guilherme afirmou que o adolescente sempre morou com ele e com sua avó – que faleceu recentemente – por não ter contato com os pais, que eram dependentes químicos. Segundo ele, Guilherme trabalhou na concessionária de Jorge, seu tio, que foi atingido por um disparo feito pelo próprio sobrinho, e foi demitido do estabelecimento há dois anos. “Era um menino bonzinho, não tinha problemas com drogas e nunca me deu trabalho”, disse o avô, que preferiu não se identificar.

O avô também contou que pagava um tratamento de pele para Guilherme, que tinha vergonha de suas espinhas. O adolescente tem duas irmãs mais novas, que também moravam com o avô.

Em entrevista a VEJA, o avô de Guilherme afirmou que o adolescente sempre morou com ele e com sua avó – que faleceu recentemente – por não ter contato com os pais, que eram dependentes químicos. Segundo ele, Guilherme trabalhou na concessionária de Jorge, seu tio, que foi atingido por um disparo feito pelo próprio sobrinho, e foi demitido do estabelecimento há dois anos. “Era um menino bonzinho, não tinha problemas com drogas e nunca me deu trabalho”, disse o avô, que preferiu não se identificar.

O avô também contou que pagava um tratamento de pele para Guilherme, que tinha vergonha de suas espinhas. O adolescente tem duas irmãs mais novas, que também moravam com o avô.

O outro atirador, que também cometeu suicídio, é Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Segundo Fabrício Tsutsui, advogado da família de Luiz, todos estão em choque com o ocorrido. “A família é formada por idosos e estão todos perplexos”, afirmou Tsutsui. Castro era auxiliar de jardinagem, em São Paulo, e saiu normalmente para trabalhar nesta manhã. Ele morava com os pais e os avós e não dava qualquer indício de que poderia cometer esse crime.

O tio de Luiz, Américo José Castro, disse a VEJA que o rapaz trabalhava com o pai, em Guaianases. Eles saíram juntos para trabalhar, nesta terça-feira, mas no meio do caminho disse que estava se sentindo mal e voltou. “Era um garoto tranquilo, gostava de jogar com os amigos. Era corintiano, mas ultimamente dizia que torcia para o Barcelona”, afirmou Américo.

O massacre ocorreu pouco após as 10h, quando os dois atiradores abriram fogo dentro da escola. Ao todo, oito pessoas foram mortas, sendo seis alunos e duas funcionárias. Os dois autores se suicidaram em seguida. O crime aconteceu durante o intervalo entre aulas na escola.

Segundo o governo de São Paulo, 23 pessoas ficaram feridas e foram atendidas em seis unidades de saúde. Com os assassinos foram encontrados uma besta — arma medieval para atirar flechas — garrafas de coquetel molotov e machadinhas. Segundo a coluna Radar, os atiradores deixaram um “artefato suspeito” no local. Fonte Veja.