Ajude a pagar a taxa de inscrição do Enem de jovens negros e negras


Os projetos fazem a ponte entre os voluntários e os candidatos sem condições de bancar os R$ 85 exigidos pelo MEC (Ministério da Educação). De acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o prazo para o pagamento da taxa é até o dia 10 de junho e cerca de 300 mil inscritos ainda não quitaram o boleto que garante a participação no Enem.

Crédito: Marcello Casal JrAgência BrasilAções ajudam estudantes negros e negras que precisam de suporte financeiro para pagar a taxa de inscrição do Enem

Pretos no Enem

Uma dessas iniciativas é a Pretos no Enem, projeto idealizado pela publicitária cearense Lyara Vidal. O aluno que precisa de ajuda deve entrar em contato com a página pelo Instagram e enviar o boleto. Já os interessados em pagar devem preencher um formulário online com seus dados e quantos candidatos consegue ajudar. Feito isso, o voluntário deve esperar que enviem o boleto a ser pago.

Movimento Amplia

Com este mesmo objetivo, nasceu o projeto Movimento Amplia. Para participar da campanha de apadrinhamento/amadrinhamento de estudantes negros e negras que não foram contemplados com a gratuidade do exame é preciso acessar este link e preencher o formulário (disponível até 6 de junho). Jovens que precisam de apoio financeiro devem acessar o mesmo link. Nos próximos dias o apoiador receberá o contato de um estudante para esquematizar o pagamento da taxa.

Fonte Catraca Livre

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Dilma: recontar mortos equivale ao crime de ocultação de cadáveres


“Tornar invisíveis as vítimas da Covid19 por meio de uma maquiagem estatística não vai diminuir a epidemia, abrir vagas em hospitais e esvaziar cemitérios. E é um grave insulto à memória dos mortos por uma doença que o governo se recusa a enfrentar”, disse a ex-presidente Dilma Rousseff, em artigo publicado no seu blog.

Dilma cobra queda de preços dos combustíveis.Dilma cobra queda de preços dos combustíveis. (Foto: Brasil247)

Por Dilma Rousseff, em seu blog – O Brasil atingiu uma fase cada vez mais aguda da epidemia do coronavírus, com recordes de mortes, que chegaram a 1.400 vítimas fatais num único dia e com a devastadora média de um óbito por minuto.

Agora, o governo acrescentou à sua já notória negligência no enfrentamento da crise do Covid-19, um ato estarrecedor e patético de irresponsabilidade, além de absolutamente ineficaz, que é atrasar a liberação dos dados e questionar sua veracidade. No mundo da internet, apesar do Governo de Bolsonaro, os dados serão obtidos junto às secretarias estaduais de saúde, devidamente apurados, somados e divulgados. Todos sabemos que o que está por trás da recontagem dos dados é sua maquiagem, sua redução deliberada para esconder o crescimento vertiginoso dos números de contágio da doença e da perda de vidas. Essa decisão de ocultar as informações sobre os efeitos da Covid19, ocorre justamente no momento em que o Brasil acumula mais de 36 mil mortes e 650 mil contaminados, tornando-se o epicentro mundial da pandemia.

De forma precipitada, por pressão liderada por Bolsonaro, alguns governos estaduais e prefeituras passaram a liberar o acesso ao comércio e às ruas, afrouxando as medidas de distanciamento social, única maneira até agora de conter a propagação da doença num país que, como o Brasil, não tem testes, nem respiradores, leitos de UTI e equipamento hospitalar em volume suficiente para atender a população.

Esconder informações oficiais, sonegando dados que deveriam ser de domínio público, é um método típico de regimes autoritários, como a ditadura militar brasileira, que pretendeu ocultar, naquela época, o aumento das mortes por meningite. Foi um fracasso e até hoje lembramos dessa malfadada tentativa.

Recontar mortos no contexto atual equivale a cometer crime de ocultação de cadáveres, de triste lembrança para quem, durante a ditadura militar, perdeu parentes e amigos cujos assassinatos jamais foram admitidos pelo estado. Tornar invisíveis as vítimas da Covid19 por meio de uma maquiagem estatística não vai diminuir a epidemia, abrir vagas em hospitais e esvaziar cemitérios. E é um grave insulto à memória dos mortos por uma doença que o governo se recusa a enfrentar, como se, para Bolsonaro e seus apoiadores, as vidas dos brasileiros não tivessem importância, o que ele demonstra em seguidas declarações, tais como “morrer é o destino de todo mundo”, “eu não sou coveiro” e o ainda mais desdenhoso “e daí?”

Mas as vidas brasileiras importam, sim, e devem ser protegidas, não apenas da epidemia do coronavírus, mas também de um governo obscurantista e irresponsável, que não demonstra empatia pelo povo ao qual devia servir. A coincidência perversa da tragédia de uma epidemia com a catástrofe de um governo de índole e comportamento fascistas só será superada com a destituição de Bolsonaro, o combate prioritário à doença, a retomada da atenção aos direitos do povo e o restabelecimento da democracia em sua plenitude.

Dilma Rousseff foi a primeira mulher presidente da República no Brasil, eleita em 2010, reeleita em 2014 e alvo de um golpe de estado em 2016, embora parte da população, por manipulação de grupos após Aécio Neves perder a política de 2014 e dizer que ia fazer da sua administração um inferno e fez, chegando ao golpe. Depois, Dilma ficou bem e a vida do Aécio foi que virou um inferno. Hoje um simples deputado mudo, sem voz no parlamento. A  roda continua girando.

Fonte 247.

 

OMS continuará a publicar dados cumulativos da covid-19 no Brasil


Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo-SP, abre dezenas de covas para receber vítimas de covid-19 - Suamy Beydoun/AGIF

Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo-SP, abre dezenas de covas para receber vítimas de Covid-19

 

A Organização Mundial da Saúde indicou neste domingo que vai continuar a publicar os dados acumulados de casos e de mortes no Brasil pela covid-19, assim como passará a reportar os dados diários que o Ministério da Saúde revelará a partir de agora.

Nos últimos dias, num momento de explosão no número de óbitos no país, o governo optou por reduzir de forma dramática o detalhamento da doença em seu site e mesmo mudando o horário do anúncio diário na atualização dos números. Um dos principais atos é o de não mais publicar os dados acumulados de mortes e de casos, enquanto vozes dentro do governo sugerem que a classificação da doença e seu registro poderiam ser revistos.

A manobra deixou fontes dentro da ONU preocupadas com o caminho adotado pelo governo.

“A partir de 6 de junho, a OMS publicará a soma dos dados cumulativos reportados pelo Ministério da Saúde do Brasil até 4 de junho e os casos e mortes relatados diariamente a partir de então, disponíveis em: https://covid.saude.gov.br/”, explicou o boletim da OMS, publicado neste domingo.

Na prática, portanto, a agência vai manter os números que existiam acumulados no Brasil até dia 4 de junho e, a partir de agora, somará o que o governo for anunciando.

Na prática, portanto, a agência vai manter os números que existiam acumulados no Brasil até dia 4 de junho e, a partir de agora, somará o que o governo for anunciando.

No documento oficial da agência, o Brasil aparece com um total de 645 mil casos e 30 mil novas infecções registradas nas últimas 24 horas. A soma da OMS, porém, conta com um atraso de algumas horas, já que precisa compilar os dados de 193 países.

No que se refere às mortes, o Brasil aparece com 1005 novos casos em 24 horas e um total de 35 mil óbitos. Somando apenas os últimos sete dias, o Brasil aparece no topo da lista da OMS no que se refere às mortes e novos casos, superando os EUA.

Além de confrontar o governo, os dados da OMS vão continuar a revelar a real dimensão da pandemia. A realidade é que, apesar de reduzir a transparência de seus dados sobre o coronavírus, o governo brasileiro tem a obrigação de repassar informação detalhada da evolução da pandemia para a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As regras ainda estipulam que, uma vez por semana, o governo entregue de forma precisa um informe sobre a evolução da covid-19, do número de pessoas testadas naquela semana, do número diário e semanal de mortes.

Com base em um guia entregue a todos os governos em maio, a OMS ainda sugere que países repassem dados também por sub-região, número de hospitalização e uma dezena de outros detalhes.

O Brasil ainda está submetido, por um acordo assinado em 2005, a entregar de forma regular as informações para a agência de Saúde.

O princípio é simples: é de interesse de todos e é para a segurança de todos que se saiba da existência de novos surtos e novas doenças pelo mundo. Pelas regras, um ponto focal no Brasil para manter contato com a OMS deve ser designado e “obrigado a estar disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana”.

De acordo com o acordo, os governos devem notificar a OMS sobre todos os eventos que são avaliados como possivelmente constituindo uma emergência de interesse de saúde pública. “Essas notificações devem ocorrer dentro de 24 horas após a avaliação pelo país”, destaca a regra.

“As notificações devem ser seguidas pela comunicação contínua de informações detalhadas de saúde pública sobre o evento, incluindo, quando possível, definição do caso, resultados laboratoriais, fonte e tipo do risco, número de casos e mortes, condições que afetam a propagação da doença e as medidas de saúde empregadas”, estipula a OMS.

Os governos também são obrigados a informar a OMS, no prazo de 24 horas, “qualquer recebimento da evidência de um risco à saúde pública identificado fora de seu território que possa causar a disseminação internacional de doenças, como manifestado por casos humanos importados ou exportados, vetores portadores de infecção ou contaminação, ou por bens contaminados”.

Também se estipula que governos sejam obrigados a responder aos pedidos de informação da OMS.

“A OMS tem mandato expresso para obter verificação dos Estados Partes em relação a relatórios ou comunicações não oficiais, recebidos de várias fontes, sobre eventos que surjam em seus territórios”, destaca a regra.

Matéria do colunista da UOL Jamil Chade

 

O povo acordou: Manifestações se alastram pelo Brasil, EUA e Europa


Milhares vão ao Largo da Batata, em SP, para protestar contra racismo, contra o fascismo e o governo do Bolsonaro. As palavras de ordem eram  a favor da democracia e respeito ao povo brasileiro. A galera gritava numa só voz: “Vidas Negras Importam”.

Manifestantes no Largo da Batata em São Paulo

O domingo 07 de Junho ficou marcado pelas manifestações por diversos países do mundo, a começar pelo Brasil, em diversas cidades, inclusive São Paulo e Brasília. No Largo da Batata, na região de Pinheiros, na capital paulista, os manifestantes pacificamente começaram a se aglomerar logo após o meio dia e ficaram até por volta das 05 horas da tarde, convocada por diferentes movimentos antirracistas, antifascistas e torcidas organizadas. Uma das principais bandeiras do protesto é a “Vidas Negras Importam”, movimento que eclodiu em diversos países após a morte de George Floyd, nos Estados Unidos.

No ato do Largo da Batata, manifestantes também protestaram contra a morte de João Pedro, adolescente de 14 anos que foi assassinado pela polícia dentro de casa no mês passado. O menino Miguel Otávio Santana, de cinco anos, que caiu do nono andar de um prédio de luxo na semana passada, também foi lembrado durante o ato.

A princípio, a manifestação contra o governo ocorreria na Avenida Paulista, assim como foi feito no final de semana passado. No entanto, uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu na sexta-feira (5) que atos antagônicos ocorram ao mesmo tempo no mesmo local. A Avenida Paulista tem sido palco de diversos atos golpistas e pró-Bolsonaro desde o início da pandemia.

Em Brasília a reunião foi além do esperado com milhares de manifestantes nas ruas

O protesto contra Bolsonaro mudou a paisagem da Esplanada dos Ministérios com milhares de pessoas protestando contra o governo

 

Protestos contra e a favor do governo acontecem em Brasília neste domingo (7). Os atos ocorrem ao mesmo tempo: a PM montou um cordão de isolamento no gramado para separar os movimentos.

Os atos começaram de manhã, por volta das 9h30. É o primeiro domingo com atos contra Bolsonaro na cidade, com faixas antirracismo, antifascismo,”Democracia” e “Fora Bolsonaro”. Há apoiadores do serviço de saúde, membros de torcida organizadas de futebol e milhares de pessoas.

Já os apoiadores do governo contou um trio elétrico e bandeiras pela “liberdade” e “família”, entre outras.

Tamb´m aconteceram manifestações em vários países da Europa  Estados Unidos, todos contra o racismo e exigindo mais respeito pela classe. Ao que tudo indica, a  cada dia cresce a quantidade de manifestantes insatisfeitos no Brasil e no mundo.

Fonte desta matéria, Revista Forum.

Sem saber, mãe de Miguel tem cargo público em Tamandaré, cidade administrada por seu patrão


Reprodução
Reprodução
A empregada doméstica Mirtes Renata Santana de Souza, mãe do menino Miguel, tem cargo comissionado na prefeitura de Tamandaré (PE). A cidade é administrada pelo prefeito Sérgio Hacker (PSB), marido de Sarí Mariana Gaspar Cortê Real.

Na última terça-feira (2), Miguel morreu após cair do nono andar de um prédio de luxo na cidade do Recife. Ele estava sob os cuidados de Sarí, que havida mandado Mirtes passear com seus cachorros.

O nome da empregada doméstica, que trabalhou para a família por 4 anos, está registrado no Portal da Transparência da cidade como funcionária da prefeitura atuante desde 2017. Em resposta ao Portal UOL, Mirtes afirmou que não sabia da existência do cargo.

Um inquérito para investigar o caso foi aberto nesta sexta-feira (5). Os procedimentos ficarão por conta do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e por um inquérito do Ministério Público de Pernambuco. Fonte;Tv Cultura

TRUMP DETONA BRASIL E SUÉCIA POR FRACASSO NO COMBATE AO CORONAVÍRUS


Trump detona o Brasil por seguir o exemplo da Suécia no combate ao coronavírus. Foto: Reprodução/Twitter

Jair é uma vergonha até para a sua inspiração, Donald Trump.

O presidente americano afirmou nesta sexta (5) que salvou pelo menos 1 milhão ao ‘fechar os EUA’ e observa que Brasil está num ‘momento bem difícil’ com coronavírus.

“Fechamos nosso país. Salvamos, possivelmente, 2 milhões, 2,5 milhões de vidas. Poderia ser só um milhão de vidas, acho que não menos que isso. Mas se considerarmos que estamos em 105 mil hoje em dia, o número de vítimas seria pelo menos 10 vezes maior. É o que se acredita como mínimo se fizéssemos (imunidade de) rebanho”.

“Se você olha para o Brasil, eles estão num momento bem difícil. E, falando nisso, continuam falando da Suécia. Voltou a assombrar a Suécia. A Suécia também está passando por dificuldades terríveis. Se tivéssemos agido assim, teríamos perdido 1 milhão, 1,5 milhão, talvez 2,5 milhões ou até mais”.

Veja matéria completa e o vídeo no DCM

 

 

“Quem apoiou o fascismo tem que fazer autocrítica”, diz Rui Costa


Foto: Paula Froes/Govba

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), cobrou autocrítica de ex-apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que hoje assinam manifesto em favor da democracia.

Costa, no entanto, diz que apoia o “diálogo” e o “entendimento” entre diferentes segmentos sociais para superar a crise no país.

“Sou defensor do amplo diálogo, mas é preciso ser explícito para as pessoas. As pessoas que apoiaram o presidente da República apoiaram o conteúdo [do discurso de Bolsonaro]”, afirmou em live promovida pelo Valor Econômico nesta quinta-feira 4.

“Mas sou a favor, sim, de o PT participar de todos [manifestos]. É um movimento da sociedade brasileira, não é um movimento de um partido ou de outro”, ressaltou.

Para Costa, ao não assinar manifestos, o ex-presidente Lula quer deixar um recado. “Lula e outras pessoas do PT estão expressando: ‘não cobravam a nossa autocrítica, pelos erros que eventualmente o PT tenha cometido? Por que essas pessoas não fazem autocrítica por terem apoiado ou ter alimentado a serpente do fascismo?’”, conta.

Na conversa, o petista afastou a possibilidade de afastamento de Bolsonaro por ora. “Não há cenário no curto prazo para o processo de impeachment”, declarou. “O Congres so está funcionando virtualmente. Alguém consegue imaginar um zimpeachment virtualmente, sem protesto de rua?Só se fosse golpe de Estado”, conclui.

Fonte Carta Capital

 

Bolsonaro estuda colocar Força Nacional para reprimir atos pró-democracia no domingo


Decisão cabe ao governo do DF. Até o momento, nenhuma medida do governo foi tomada para conter atos golpistas. Se um movimento tem direito o outro deve ter. Isso é democracia.

Uma reunião entre representantes do governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) e do governo do Distrito Federal vai decidir o eventual emprego da Força Nacional de Segurança Pública nas manifestações antifascistas programadas para acontecer no próximo domingo, na Esplanada dos Ministérios.

O pretexto para o uso da Força Nacional, seria para proteger prédios públicos do local. Os órgãos de inteligência do governo federal estão monitorando a situação e, caso considere haver risco para as instalações federais, o Gabinete de Segurança Institucional poderá acionar o Ministério da Justiça e Segurança Pública e requisitar o uso da Força.

O pedido, contudo, ainda não foi feito e autorizado. A responsabilidade pela atuação do policiamento ostensivo na Esplanada é da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

Bolsonaro afirmou em live nas suas redes sociais, nesta quinta-feira, que “marginais” marcaram manifestações para domingo e alertou ainda que o governo federal e governadores com compromisso com a democracia estariam preparados para reagir caso “esse pessoal ultrapasse o limite da racionalidade”.

Lideranças de seis partidos do Senado, entretanto, divulgaram nota para pedir que as pessoas não protestem no domingo diante da preocupação do avanço do novo coronavírus no país e o suposto discurso autoritário do governo.

Essa não seria a primeira vez que a Força Nacional seria empregada na Esplanada dos Ministérios. Ano passado, por exemplo, o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, autorizou o emprego dela em abril diante de manifestações de indígenas na capital do país.

Prevista inicialmente em decreto de 2004, a Força Nacional é composta por policiais militares, civis, bombeiros militares e peritos dos Estados e do DF e atuam na preservação da ordem pública, segurança das pessoas e patrimônio, além de calamidades.

Com informações da Revista Fórum

 

Brasil tem 30,925 casos de contaminação pelo Coronavírus e 1,473 mortos em um dia


Apesar da situação só se agravar no Brasil, a impressão é que o povo está perdendo o medo da morte

Fotógrafo registra transformação do Cemitério São Luiz durante a ...

A situação se agrava e centenas de covas são abertas todos os dias

Brasil superou a Itália em número de mortos por complicações da Covid-19 nesta quinta-feira (4). Com mais um recorde diário de mortes, o país acumula 34.021 vidas perdidas durante a pandemia e está atrás apenas do Reino Unido e dos Estados Unidos, segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde.

O balanço da quinta-feira, que foi divulgado por volta das 22 horas, registrou também 366 mortes que aconteceram nos últimos 3 dias. Além disso, segundo o Ministério da Saúde, há mais 4.159 suspeitas que estão sob investigação.

Veja matéria completa no G1

Bolsonaro determina que boletim de mortes pela Covid 19 seja divulgado só depois das 22 horas


Jair Bolsonaro e covas para mortos por coronavírus

O governo Jair Bolsonaro determinou que as divulgações de boletins epidemiológicos, com registros atualizados de casos confirmados e de óbitos decorrentes da Covid-19, sejam enviadas apenas às 22 horas, após a exibição de todos os telejornais com maior audiência no país. A informação é do portal Correio Braziliense.

Segundo uma fonte do alto escalão do governo, a decisão é permanente. A intenção de atrasar a entrega dos boletins existe desde que Luiz Henrique Mandetta estava à frente do Ministério da Saúde. mas o agora ex-ministro sempre havia se recusado a acatar a determinação.

A estratégia do Palácio do Planalto é evitar que os dados estejam disponíveis no horário dos telejornais noturnos, período de maior audiência nas redes de televisões brasileiras. A ordem estabelece que os dados sejam enviados à imprensa no final da noite, mesmo que os documentos já estejam prontos às 19 horas.

Douglas Garcia é uma ameaça ao estado democrático de direito e agora terá de responder a mais um BO


De acordo a matéria publicada no DCM, um dos organizadores do ato pró-democracia na avenida Paulista, o estudante de História Danilo Araújo, conhecido como Danilo Pássaro, denunciou na noite desta quinta-feira o deputado estadual Douglas Garcia, de São Paulo, por montar e divulgar dossiê com seus dados pessoais e de centenas de outros antifascistas, apontados como se fossem alvos.

“A tentativa de intimidação por parte do deputado chorão, Douglas Garcia, não passará impune. Estou agora na Delegacia registrando um B.O contra aqueles que vazam dados e atentam contra a Democracia”, escreveu na rede social.

Membro da Gaviões da Fiel, Danilo já ajudou a promover dois atos na Paulista, em que foi aberta a faixa “Somos democracia”. Desde a primeira entrevista que deu ao DCM, há oito dias, sempre destacou o caráter pacífico das manifestações, e o objetivo tão-somente de ocupar o espaço nas ruas contra manifestantes de extrema direita que ameaçam o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e defendem a ditadura (intervenção militar com Jair Bolsonaro).

“Não queremos confronto, mas mostrar que os brasileiros não concordam com a ameaça de ditadura no país. Somos democracia”, disse ele.

O dossiê divulgado pelo deputado Douglas Garcia tem 999 páginas e circula na internet. Tem nomes, endereços e até telefones de brasileiros, além de fotos de rede social.

Apresenta nomes não só de moradores de São Paulo. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, o caso também pode parar na delegacia.

Em razão do registro na lista de oito nomes de moradores de Campo Grande, capital do Estado, o site MS Notícias questionou o Ministério Público do Estado sobre a ameaça incentivada pelo parlamentar paulista. Aguarda resposta.

A reportagem falou também com duas moradoras de Campo Grande que estão no documento. Ambas disseram que tinham sido avisadas por amigos de que estavam na lista, mas que não sabiam como recorrer às autoridades.

Segundo a criminalista e mestre em Direito Processual Penal Márcia Aleixo, a pessoas que se sentirem ameaçadas devem procurar uma delegacia, e registrar um Boletim de Ocorrência, como fez Danilo Pássaro em São Paulo.

A denúncia na polícia não exclui a possibilidade de uma ação indenizatória contra o deputado por danos morais.

Garcia é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo por uso de instalações e equipamentos públicos, no gabinete do parlamentar, para a propagação de fake news.

A apuração teve início após uma representação feita ao MP pelo deputado federal Junior Bozzella (PSL-SP), que alega ter sido vítima de ofensas em postagens na internet que teriam partido de computadores localizados no gabinete de Douglas Garcia na Assembleia Legislativa.

Garcia também é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no inquérito sobre a propagação de fake news, e teve computadores do gabinete apreendidos pela Polícia Federal na semana passada.

Foi citado na CPI das Fake News por ser um dos operadores do chamado gabinete do ódio.

Boletim de Ocorrência feito! Filtrando os antifas de outros Estados para encaminhar a deputados estaduais responsáveis para que tomem as devidas providências contra estes terroristas. Vamos criar uma rede de combate ao terrorismo! Meu próximo passo é levar meu B.O. e dossiê à PF.
Fonte desta matéria DCM
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Governo transfere R$ 83,9 milhões do Bolsa Família para a Secretaria de Comunicação pagar propagandas


Dinheiro: existem 2 formas de ficar rico; você sabe quais são ...

Portaria publicada na edição desta quinta-feira (4) do “Diário Oficial da União” informa que o governo transferiu R$ 83,9 milhões de recursos do programa Bolsa Família para a comunicação institucional do Palácio do Planalto.

Segundo a portaria, assinada pelo secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, o recurso seria destinado ao Bolsa Família na região Nordeste.

Segundo uma fonte do Ministério da Economia, a transferência se deu por uma demanda da Secretaria de Comunicação da Presidência da República para viabilizar campanhas publicitárias de caráter educativo, informativo e de orientação ao cidadão.

Em nota o ministério informou que para atender ao teto de gastos é preciso compensar a ampliação de uma despesa com a redução de outra e que a escolha da fonte de recursos foi motivada pela baixa execução do Bolsa Família, principalmente em razão do pagamento do auxílio emergencial.

O auxílio emergencial de R$ 600 é superior ao benefício médio do Bolsa Família (R$ 188,16 em março). Os beneficiários do Bolsa Família podem optar por receber o auxílio emergencial de R$ 600 se for mais mais vantajoso.

“Importante destacar que nenhum beneficiário do Programa Bolsa Família foi prejudicado no recebimento de seu benefício e, com a instituição do Auxílio Emergencial, a maioria teve benefícios superiores”, afirmou o Ministério da Economia.

A transferência de recursos para a Secretaria de Comunicação se dá em um momento em que governo e Congresso Nacional discutem a prorrogação do auxílio emergencial.

Originalmente, o auxílio emergencial será pago em três parcelas. A equipe econômica tem defendido uma prorrogação, mas com um valor menor. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), é favorável ao pagamento do auxílio no valor de R$ 600 por mais 60 dias.

Na tarde desta quinta-feira, a Secretaria de Comunicação da Presidência publicou a seguinte mensagem sobre o assunto em uma rede social:

Com informação do G1

 

Tacla Durán tem munição para implodir o que restou da credibilidade de Moro e Lava Jato. Por Joaquim de Carvalho Publicado por Joaquim de Carvalho


 

Matéria original no DCM

Na nota divulgada para contestar decisão de Augusto Aras de retomar negociações para delação premiada de Rodrigo Tacla Durán, os procuradores da Lava Jato em Curitiba mentiram.

No item 2 da nota, os procuradores sob coordenação de Deltan Dallagnol disseram que o advogado “alegou perante a Interpol que seus pedidos de prisão e de extradição teriam sido revogados, quando isso não era verdade.”

Essa alegação teria levado a Interpol, em 5 de julho de 2018, a desconsiderar a prisão preventiva decretada por Moro.

Na decisão que excluiu Tacla Durán do alerta vermelho, não há referência à suposta alegação de revogação dos pedidos de prisão e extradição no Brasil.

O texto em que a Interpol comunica a retirada do nome de Tacla Durán do seu sistema de alerta vermelho tem 12 páginas e apresenta os argumentos do advogado em uma síntese:

  1. Os procedimentos criminais que serviram de base para o alerta vermelho foram transferidos do Brasil para a Espanha;
  1. Não se espera que seu direito ao devido processo legal e suas garantias de um julgamento justo sejam respeitados no Brasil;
  1. A Espanha negou o pedido de extradição feito pelas autoridades brasileiras.

A Interpol analisou os três argumentos e deu razão à Tacla Durán, com base na evidência da parcialidade de Sergio Moro (o item B do resumo acima).

Essa parcialidade ficou caracterizada na entrevista de Moro ao Roda Viva, em que ele disse que Tacla Durán era “simplesmente um mentiroso”.

Como Moro poderia emitir essa opinião se nunca quis ouvir o ex-prestador de serviços da Odebrecht?

A defesa do ex-presidente Lula pediu seu depoimento, para demonstrar fraude nas provas juntadas pela Odebrecht, mas Moro negou.

“O juiz que presidia o caso negou repetidamente tais pedidos, afirmando que a palavra do requerente não poderia ser invocada, como ele é uma pessoa acusada de crimes e é um fugitivo internacional. Além disso, o juiz falou com a mídia sobre ele, afirmando que ele é um mentiroso, antecipando assim o seu julgamento sobre o Requerente”, relata a Interpol em sua decisão.

Para a Interpol, Tacla Durán apresentou evidências de que Moro antecipou juízo sobre ele, o que indica a violação do artigo 2 da Constituição da Interpol.

Esse artigo diz que a rede internacional de polícia segue a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que assegura o direito de todo cidadão a um julgamento justo.

Em sua nota, a Lava Jato também  não foi verdadeira ao dizer por que Tacla Durán exerceu seu direito ao silêncio na audiência perante as autoridades espanholas em novembro de 2017.

A pedido dos procuradores brasileiros, a Justiça da Espanha intimou Tacla Durán para uma audiência.

O advogado compareceu, mas os procuradores, não. Perguntado pelo juiz se gostaria de dar alguma declaração, Tacla Durán disse que não.

Preferia permanecer em silêncio.

Mas a razão é que não havia procuradores para fazer questionamentos.

Caso venha a se concretizar, a delação premiada de Tacla Durán pode esclarecer episódios nebulosos da Lava Jato que envolvem procuradores, advogados e o ex-juiz.

O advogado apareceu no noticiário internacional com uma entrevista-bomba para o jornal El País, em que fez revelações sobre como a Odebrecht corrompia autoridades em todo o mundo.

Depois, a jornalista Mônica Bergamo revelou que Tacla Durán havia postado na internet o que seria o capítulo 1 de um livro sobre sua atuação na Odebrecht e sobre as tratativas para uma delação premiada na Lava Jato.

No trecho mais contundente, apresentou a reprodução de uma conversa com o advogado Carlos Zucolotto Júnior, padrinho de casamento de Moro.

Nessa conversa, em maio de 2016, pelo aplicativo Wickr, Zucolotto pede 5 milhões de dólares para conseguir facilidades nos termos do acordo.

Cita a interlocução com DD, que seriam as iniciais de Deltan Dallagnol.

No dia seguinte à conversa, o Ministério Público Federal envia e-mail a Tacla Durán, confirmando itens que haviam sido conversados com Zucolotto.

Algumas semanas depois, Tacla Durán transfere para a conta de outro advogado, Marlus Arns, amigo de Rosângela Moro, 612 mil dólares —  o equivalente hoje 3,2 milhões de reais.

“Paguei para não ser preso”, disse Tacla Durán ao jornalista Jamil Chade, então no jornal O Estado de S. Paulo. O advogado apresentou o documento da transferência bancária.

Marlus Arns não quis se manifestar.

O que reforça a suspeita de que se tratava de propina para a Lava Jato é que, segundo Tacla Durán, não havia entre eles contrato de prestação de serviços nem procuração assinada.

O pagamento seria parte dos 5 milhões de dólares acertados com Zucolotto. Tacla Durán fez essa transferência, e nenhuma outra.

Quatro meses depois, quando já estava fora do Brasil, Moro tornou púbico seu pedido de prisão, com a deflagração da Operação Dragão.

Nos Estados Unidos, Tacla Durán não foi preso. Cidadão espanhol, ele viajou para Madri, e se hospedou no Hotel Intercontinental.

No dia 18 de novembro, foi preso e levado para o presídio Soto Del Real, onde permaneceu cerca de três meses.

Livre, respondeu a um processo de extradição solicitado pelo Brasil.

Na decisão de primeira instância, perdeu.

No recurso, teve a extradição negada, em decisão de caráter definitivo.

Em agosto de 2017, vem à tona o capítulo 1 do livro (que ainda não está concluído).

Em novembro de 2017, o DCM o encontrou em Madri e o entrevistou, oportunidade em que confirmou que apresentaria provas à CPI da JBS sobre o que considerou extorsão por parte Zucolotto.

Ao mesmo tempo, ele pediu à Interpol que cancelasse o alerta vermelho.

No primeiro pedido, perdeu.

Seis meses depois, fez novo pedido e apresentou novas evidências: a negativa de Moro em tomar seu depoimento nos processos de Lula, e a entrevista no Roda Viva em que o então juiz antecipou juízo sobre ele.

No ano passado, revelou a transferência bancária para Marlus Arns.

Tacla Durán tem mais munição, e está nas mãos de Augusto Aras a decisão de conhecer a verdade sobre a indústria da delação premiada que prosperou na Lava Jato.

 

Coopertai e a notícia que interessa aos viajantes


A Empresa Coopertai consegue na justiça o direito de viajar livremente por  linhas interestaduais, o que vai ser muito bom para os passageiros, uma vez que além do preço mais em conta, há também outras vantagens para quem viaja pela empresa.

Ônibus que fazem as linhas da Bahia para São Paulo

Café com Leite: O Presidente da associação Coopertai de todo Nordeste e Norte de Minas Gerais, o popular Theo da Coopertai, que é proprietário dos ónibus que fazem as linhas de Maracás, várias cidades do sudoeste e baixo Sul da Bahia para São Paulo e outras regiões, deu a notícia que acaba de ganhar na justiça o direito de fazer linhas interestaduais, o que será muito importante para a população que querem viajar em carros confortáveis.

Vale lembrar que os ônibus são de qualidade, bem como os motoristas, inclusive á receberam inúmeros elogios de passageiros que viajaram de São Paulo para a Bahia e vice versa.

Logo que todos ficarem livres da pandemia que afeta o país e o resto do mundo, será hora de cada um voltar para as suas terras, onde a Coopertai  estará de prontidão para levar cada um ao seu destino, em muitos casos, deixando na porta das suas residências.

WALTER SALLES: Um giro pelo Brasil e o mundo


Apesar de mais de 10 mil presos por causa de protesto nos EUA, movimento contra racismo segue forte

Oficiais da Guarda Nacional fazem barreira próximo à Casa Branca, em Washington - JONATHAN ERNST/REUTERS

Nos Estados Unidos da América o movimento segue em escala crescente, apesar de 10 mil presos após polícia ter ordem de prender manifestantes. A ação dos fardados podem atiçar ainda mais a revolta dos manifestantes, uma vez que o que aparenta estar acontecendo lá, é que aceitar ser humilhado e tratado com diferenciação  chegou no limite, onde nada mais assusta os manifestantes, que mostram ter perdido o medo dos homens de farda, do Coronavírus e até de morrer, onde o único objetivo é igualar direitos e forma de ser tratado com os brancos, o que é realmente um direito.

Nova Zelândia; 11 dias sem um único caso, mas medidas de distanciamento continua

Nova Zelândia: Jacinda Ardern, a primeira-ministra que calou bocas ...

Jacinda Ardern, primeira Ministra da Nova Zelândia

Enquanto no Brasil o presidente apenas diz que lamenta os mais de 30 mil mortes pelo Coronavírus, e veta mais de 8 bilhões e meio do recurso que seria destinado para combater a pandemia,  a Primeira Ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, está avaliando se deve relaxar as medidas de distanciamento social e permitir reuniões de pequenos grupos de pessoas, mesmo com o país não registrar nenhum caso novo de coronavírus há 11 dias. “Nossa estratégia de ir duro para sair cedo já deu certo”, disse a primeira-ministra. O país decidiu adotar uma quarentena restrita logo no início da pandemia.

Na verdade o país adotou o  lockdown logo no primeiro caso no país, por saber dos perigos e de como o vírus ia se alastrar pelo mundo. Conseguiu zerar os casos antes de atingir 30 mortes no seu país. A Nova Zelândia é um país rico de apenas 5 milhões de habitantes, e o seu sucesso no combate ao coronavírus e seu processo de retomada oferecem lições ao Brasil.

 

Governo brasileiro atrasa divulgação de número recorde de mortes pelo Coronavírus, nesta quarta feira 3 para não sair nos telejornais 

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Nesta quarta feira 03 de Junho, o Ministério da Saúde deixou para divulgar o balanço do dia, referente a quantidade de pessoas que morreram em consequência de ter se contaminado com o Coronavírus com três horas de atraso, para que os telejornais não divulgassem o número recorde de 1349 vítimas. Essa é a notícia que circulou pelas redes sociais desta quinta feira 4.

Muito triste quando uma população se sente, de certa forma, órfã de cuidados de um presidente que ao invés de cuidar do seu povo, uma vez que ele é chamado de pai da dação, durante o tempo que estiver presidindo a Repúblida do seu país, está transmitindo ódio nos corações e, quando se pergunta o que ele acha das mortes em galope acelerado no Brasil, ele diz que lamenta, mas que morrer é o destino de todo mundo. Não se trata de fazer nenhuma crítica, mas sim, se trata de fatos que acontecem no Brasil.

Um pouco da história da África e a escravidão que nunca acabou nem lá e nem no Brasil

A história quase completa da escravidão no Brasil

A escravidão existe desde o início da história humana, mas só atingiu uma escala industrial quando colonos europeus levaram à força 12,5 milhões de africanos para a América. O resultado desse processo é que, pela primeira vez, a cor negra da pele se torna sinônimo de sujeito escravizado. As duas constatações estão no livro Escravidão, de Laurentino Gomes.

O escritor Laurentino Gomes, autor do livro 'Escravidão'

Leia o livro de Laurentino Gomes que fala da escravidão

“Tudo que fomos no passado”, diz o autor que segue o seu relato, “e o que somos hoje e que nós gostaríamos de ser no futuro tem a ver com a escravidão. Primeiro por uma razão estatística: o Brasil foi o maior território escravista da América, com quase 5 milhões de cativos africanos. Isso dá 40% do total de africanos escravizados que embarcaram para o Novo Mundo, estimado em 12,5 milhões. Foi o país que mais tempo demorou para acabar com o tráfico negreiro, com a Lei Eusébio de Queirós, em 1850.

Depois de muito tempo, como relatei na primeira matéria sobre o movimento negro no EUA, a grande família negra decidiu que não aguenta mais ser tratada como sub humanos.

O presidente da Fundação Palmares, no Brasil, Sergio Camargo, que também é negro e que foi nomeado por Bolsonaro, disse, numa entrevista à Folha de São Paulo, que o Movimento dos Negros no Brasil é a escória da nação brasileira. Estaria bem representados por esse cidadão os negros brasileiros, que juntamente com os índios são responsáveis por quase todas as raças do Brasil?

Walter Salles é fundador do Jornal Café com Leite impresso desde 1989 e agora é criador e editor do Café com Leite Notícias digital, desde 2012.